TRÊS GRAÇAS: O Dinheiro Extra

Um conto erótico de darkfic69
Categoria: Lésbicas
Contém 1551 palavras
Data: 15/05/2026 12:20:26

O som do despertador de pilha rasga o silêncio das 4h30 da manhã. Na cozinha pequena da periferia, Gerluce acordar com os olhos sonolentos, respirando fundo para mais um dia de trabalho. Já dava de pé para preparar o café da manhã antes de sair.

Do quarto ao lado, vem uma tosse seca e dolorosa. Gerluce caminha até lá com um copo d’água e duas pílulas amassadas.

— Toma, mãe. Vai aliviar.

— Esse remédio tá acabando, filha… — Lígia fala com a voz fraca, apontando para a caixa vazia sobre a cômoda.

Gerluce engole em seco. Ela sabe o preço. O equivalente a quase meio salário dela por apenas uma cartela.

— Não se preocupa com isso. Eu dou um jeito. Sempre dou.

Antes de cruzar a porta da rua, Gerluce passa no quarto da filha para deixar o dinheiro da passagem da escola. Joélly continuar recursar a dizer quem é o pai.

— Iremos der conversa seria, eu quero saber quem é o pai dessa criança.

Mas era um problema de cada vez. Com esse pensamento, ela saiu correndo para o trabalho. Gerluce sempre foi pontual, mas naquele dia acabou chegando atrasada. Não escapou de levar um sermão.

— Atrasada de novo.

— Senhora Arminda, o ônibus acabou atrasando.

— Sem desculpas. Pobre sempre tem desculpa pra tudo. Vai logo fazer seu serviço. Não quero perder meu tempo precioso com empregadinha.

Gerluce abaixou a cabeça e seguiu para a cozinha sem responder.

Ela limpava a prataria, organizava os medicamentos da casa e fingia que sua vida não estava desmoronando a cada segundo. Na cabeça, uma calculadora invisível fazia contas sem parar: o remédio de Lígia, o pré-natal de Joélly, as contas atrasadas.

O salário normal não cobriria nem a metade.

Algumas horas depois, Arminda entrou na cozinha com passos lentos e deu um tapa na bunda de Gerluce. Ela se virou assustada.

— Arminda...

— Já tava com saudade de bater nessa sua bundinha linda...

Arminda puxou Gerluce pela cintura, abraçando-a por trás.

— Oh, Arminda... não... alguém pode chegar.

— A velha da minha mãe tá dormindo, e o vagabundo do meu filho tá trancado no quarto ouvindo essas músicas no volume máximo. Só tem nós duas aqui. Vamos matar a saudade.

Arminda segurar o rosto de Gerluce e beijar a boca dela. Puxando a cintura dela para perto, encostando na pia. Enfiando a lingua dentro da boca. Arminda leva a mão até os seios dela apertando. Patroa puxar ela e leva até o quarto, fechando a porta, jogando Gerluce na cama ainda ofegante.

— Arminda... não sei se é uma boa hora pra isso. E se Josefa acordar? E se Raul sair do quarto? Por favor, Arminda, melhor não.

— Tá com medo deles descobrirem nosso segredinho? Já sei, você não gosta da fruta, né? Achei que poderia fazer você gostar. Mas não tem jeito, quem nasce hétero sempre será hétero... — disse Arminda, meio triste, vestindo novamente o roupão.

Gerluce se levantou da cama e abraçou a patroa.

— Óbvio que não, você sabe que eu gosto de você, Arminda. — ela segurou o rosto da patroa, beijando a boca dela.

Aquilo foi suficiente para atiçar a patroa. Rapidamente tirou o roupão e jogou Gerluce na cama. Pulou em cima dela agarrando-a, beijando e chupou o pescoço suado de Gerluce. Puxou com força a blusa até revelar os seios.

— Gerluce, eu amo esses seus seios, são tão lindos... tão gostosos de apertar. Cabem perfeitamente em minha mão. Esses mamilos duros e pequenos são perfeitos para ser chupados... E essa sua pele macia então? Você é gostosa demais, mulher... — Arminda começa a mamar naquela teta.

— Oh, isso, patroa... continua chupando, que delícia... — gemeu Gerluce, sentindo cada sugada em seu mamilo.

A mão de Arminda desceu pelo corpo dela até entrar por dentro da calça, tocando a buceta molhada. Arminda acelerou os dedos naquela siririca, observando a expressão de prazer no rosto de Gerluce. Gemidos baixos escapavam enquanto Arminda movimentava os dedos cada vez mais rápido, provocando arrepios pelo corpo dela. Com pressa e desejo, Arminda puxou a calça de Gerluce com força, louca para rever novamente aquela buceta cabeluda. Abriu as pernas dela devagar e contemplou aquela buceta grande, cheia de pelos.

— Ainda bem que você não depilou. Adoro ver cheia de pelos... — disse Arminda, enfiando o rosto naquela intimidade e dando uma lambida demorada.

Gerluce sentiu aquela chupada, olhou para baixo e viu a cabeça da patroa bem no meio de suas pernas. Ela segurou a cabeça dela, apertando as coxas contra o rosto de Arminda.

— Aaaaah... não vou aguentar... — gemeu Gerluce, sentindo o corpo inteiro tremer, como se uma corrente elétrica atravessasse cada parte dela.

Ambas caíram exaustas na cama. Arminda limpou a boca lentamente, ainda sentindo o gosto de Gerluce. Em seguida, pegou uma pequena caixa sobre o criado-mudo e entregou para ela.

— É seu.

— Mas, Arminda... isso é um colar. Não posso aceitar.

— Aceita. É de coração. Você merece tudo que há de bom.

A patroa ajudou a colocar o colar nela. Gerluce se levantou da cama e contemplou a joia brilhando em seu pescoço diante do espelho. Acabou agradecendo com alguns beijos rápidos.

Logo depois, começou a se vestir apressada para voltar ao trabalho.

Quando saiu do quarto, limpou discretamente a boca, respirou fundo e tentou recuperar a postura antes de retornar ao serviço na casa.

* * *

Gerluce abriu a porta do quarto e logo viu sinais de bagunça por todos os lados. Havia discos, skate, guitarra, lençóis e roupas espalhados pelo chão, como se tivesse acontecido um terremoto. Ao olhar para a cama, percebeu que o quarto não estava vazio.

O rapaz demorou a perceber a presença de alguém ali. Quando notou, tentou esconder o pau que estava duro em sua mão, disfarçando, como quem tivesse acabado de acordar.

— Não precisa fingir normalidade. Eu já vi você batendo uma, moleque…

— Gerluce, o que você faz aqui no meu quarto?

— Ora, eu vim arrumar essa bagunça, algo que devia ser feito. Não sabia que você se dava aqui no quarto.

— Ora, onde mais eu estaria? Na rua? É mais seguro e quentinho aqui dentro de casa, no meu quarto.

— Você tá parecendo um homem da caverna. Tem que sair um pouco, tomar banho de sol.

Ela se aproximou da cama, e o rapaz a puxou, agarrando-a.

— Raul, o que é isso, menino… me solta…

— Eu tava com saudade, Gerluce… desse teu cheiro, desse teu corpo…

— Me solta, tá louco? Se sua mãe chegar aqui e ver essa safadeza…

— Não me importo com a megera da minha mãe. Eu tô aqui de pau duro, vamos falar de coisa boa. Eu quero novamente aquela sessão terapêutica.

— Do que você tá falando, menino?

— Ora, tá muito jovem pra dar uma de amnésia. Esqueceu daquele dia?

— Aquilo foi loucura. Eu não sei onde eu tava com a cabeça por ter aceitado isso.

— Simples, você tava precisando de dinheiro. Foi uma troca justa. Hoje não vai ser diferente.

Raul tirou debaixo do travesseiro várias notas de cem e entregou na mão de Gerluce.

— O que foi? Quer mais?

Ele começou a jogar várias notas de cem aos pés dela. Gerluce respirou fundo e abaixou para pegar todas as notas espalhadas pelo chão.

— Nossa... é muito dinheiro. Com isso dá pra comprar remédios por vários meses.

— Dinheiro não é meu problema. Posso te dar tudo o que você quiser. Só peço uma única coisa... quero que você me observe...

Gerluce acabou aceitando.

— Fica avisado: não vou te tocar, não vou ficar nua e não vou deitar com você na cama.

— Tudo bem. Tudo o que eu quero é que você sente nessa cadeira e apenas observe, como uma voyeur.

Gerluce sentou na cadeira, guardando várias notas de cem dentro do decote. Cruzou as pernas e ficou observando Raul deitado na cama. Raul puxou a calça para baixo, tirou a cueca e segurou firme o membro, abrindo bem as pernas enquanto começava a se masturbar lentamente. Gerluce observava a mão dele subir e descer no membro duro, em movimentos cada vez mais intensos, enquanto Raul mantinha os olhos fixos nela.

Raul parecia excitado não apenas pelo próprio ato, mas pela ideia de ter Gerluce observando cada movimento seu. O verdadeiro prazer dele estava em ser assistido.

— Ger... o que tu tá achando?

— Achando o quê?

— Ora, do que tá vendo. Vale qualquer coisa, qualquer comentário.

— Acho melhor você ir devagar... pode acabar machucando o seu... o seu negócio.

Raul gemeu ao ouvi-la, acelerando ainda mais os movimentos. Não demorou muito para gozar de forma rápida e intensa, caindo ofegante sobre a cama.

— Nossa... foi a melhor gozada que já tive na minha vida... Obrigado, Gerluce.

— Eu não fiz nada. Só fiquei olhando.

— Justamente por isso.

— Raul, você é bem estranho. Acho que não bate muito bem da cabeça. Mas não tô aqui pra julgar. Agora que acabou, posso ir?

— Sim... — disse ele, exausto na cama.

Foi o dinheiro mais fácil que Gerluce já ganhou. Ainda assim, aquilo não deixava de ser estranho. Dificilmente conseguiria esquecer aquela cena.

No fim, Gerluce conseguiu comprar os remédios para sua mãe, e Lígia começou a melhorar da tosse... isso até os remédios acabarem e ela precisar conseguir mais dinheiro novamente.

Mas logo Gerluce teria uma grande ideia, depois de encontrar por acaso as estátuas das Três Graças dentro do quarto de Arminda.

Só que isso já seria outra história.

FIM.

Siga a Casa dos Contos no Instagram!

Este conto recebeu 0 estrelas.
Incentive maxxxteels69 a escrever mais dando estrelas.
Cadastre-se gratuitamente ou faça login para prestigiar e incentivar o autor dando estrelas.

Comentários