O primeiro áudio chegou numa quinta-feira, 22h47.
Luna estava deitada, de calcinha, com o celular apoiado na barriga. O som de notificação a fez olhar. Número desconhecido. Nenhuma mensagem, só o ícone de áudio.
Ela quase apagou. Mas algo na curiosidade foi mais forte.
Deu play.
_"Se eu estivesse aí agora, te viraria de costas. Devagar. Te puxaria pela cintura e encostaria a cabeça do meu pau no miolinho do seu cu. Bem quente. Piscando. Deixaria você sentir ele entrando. Sem pressa. Sem pressa nenhuma. Centímetro por centímetro, lentamente invadindo o seu reto, alargando as paredes do seu rabo apertado.
Você ia implorar pra eu entrar mais rápido, mais bruto. E eu ia negar. Só um vai e vêm em câmera lenta, de leve, te provocando. Enterrava tudo até as bolas encostarem no seu grelinho, dava uma mexidinha quando ele estivesse lá no fundo, roçando teu esfíncter, depois puxaria a pica de volta com paciência pra te deixar louca. Eu sei que você ia enlouquecer com o meu pau grosso no seu cuzinho virgem."_
Ela pausou.
O coração disparado. A respiração acelerou de um jeito vergonhoso. A voz era grave, com um leve chiado de microfone ruim. Mas havia verdade ali. Verdade e intenção. Aquela voz... sabia como ela pensava.
Deixou o celular de lado.
Mas não desligou.
Deu pause.
Tirou a calcinha.
Tocou o clitóris devagar.
Uma comichão gostosa na vulva.
Deu play de novo.
_"Aí eu ia te pegar pelo cabelo. Forçar tua cabeça contra o colchão. Você gemendo abafado. E aí sim...
Eu ia socar inteiro. De uma vez. Sem dó. Sem aviso. Sem nenhuma piedade. Até meu corpo bater forte contra o seu, fazendo barulho.
E você ia abrir as pernas mais ainda, ficaria empinada como uma égua no cio, pedindo pica. Quase desmontando de tesão. Teu cu tomando uma surra de rola, todo aberto, arregaçado, esperando mais estocadas violentas."_
Ela gozou com a mão trêmula e melada, a garganta seca, o grelo inchado e melado.
No dia seguinte, outro áudio.
Mais direto. Mais sujo.
_"Você já se masturbou no banheiro da faculdade, né? Sozinha. Molhadinha, segurando o espelho e roçando a borracha do lápis na pontinha do grelo.
Imagina eu ali, te pegando no azulejo gelado. Com os dedos na tua boca e minha língua passeando pelas tuas pregas abertas. Não poria um dedo na sua xaninha porque você ainda tinha cabaço na época"_
Luna ficou imóvel.
Esse áudio descrevia algo real. Um episódio antigo, escondido no início da vida adulta. Um segredo.
Como ele sabia?
Mas o susto durou pouco.
Logo ela estava com os dedos frenéticos dentro da xoxota, deitada no chão da sala, ouvindo aquela voz dizer:
_"Gosta de ser chamada de vagabunda, né?
Gosta quando eu enfio dois dedos na tua buceta e o polegar no cu ao mesmo tempo e fico brincando com o seu grelo e o biquinho do seu peito.
Gosta de gemer baixo, escondido. Mas comigo, pode gritar a vontade."_
E ela gritou.
Sozinha. No escuro. E depois chorou.
Os áudios começaram a vir todos os dias.
Às vezes de madrugada.
Às vezes no meio do estágio.
Uma vez, durante uma aula, ela recebeu:
_"Tira a calcinha agora.
Pare tudo o que você está fazendo. Vá pro banheiro. Abra as pernas.
E se toque como eu te ensinei.
Quero ouvir você gemer e gozar. Mesmo daqui."_
Ela obedeceu.
Fechou a porta do banheiro da faculdade.
Sentou no vaso.
Tirou a calcinha por baixo da saia.
Botou o fone de ouvido.
_"Põe dois dedos inteiros na bucetinha. Agora.
Tá sentindo como você tá ensopada por dentro?
Isso é meu. Essa xoxotinha é minha. Sinto o cheiro dela aqui.
Grita, vadia. Grita por mim."_
Ela gozou.
Com a testa suada e os joelhos fracos.
Rindo e chorando ao mesmo tempo, se recompondo para voltar a sala de aula.
Mas algo começou a incomodar.
Os áudios começaram a ficar… pessoais.
_"Você não contou pra ninguém sobre a cicatriz na sua nádega esquerda.
Mas eu vi.
Vi enquanto você dormia.
Vi enquanto você se contorcia ontem, sonhando que estava nua na escada aí do prédio."_
Luna parou de se tocar.
Bloqueou o número.
Desinstalou o aplicativo de mensagens.
No dia seguinte, chegou um e-mail. Sem assunto. Com um link para download de áudio.
_"Não adianta fugir.
Eu não tô no teu celular.
Eu tô em você."_
Ela foi à polícia.
Nada puderam fazer.
Não havia número. Não havia remetente. Nenhuma ameaça concreta.
Apenas áudios lascivos.
Tentou ignorar.
Mas os áudios voltaram.
Agora via pen drives deixados na caixa de correio.
Cartas com transcrições manuais.
Desenhos do interior da sua casa.
Fotos dela dormindo.
E mesmo assim… ela se masturbava, gozava como uma cadela.
O corpo tremia no orgasmo como uma epiléptica.
Com medo, mas excitada.
Como se fosse vigiada por um deus do sexo invisível.
Até que uma noite, ele deixou um bilhete.
“Hoje não vai ter áudio.
Hoje vou falar putaria no pé do seu ouvido.”
E ela sentiu o hálito quente no seu pescoço.
No escuro do quarto.
Sem saber se era real.
Sem saber se queria correr… ou gozar mais uma vez. Até desmaiar de cansaço.
Fim.
