O festival de Rock

Um conto erótico de Casal Maravilhoso
Categoria: Heterossexual
Contém 956 palavras
Data: 16/05/2026 16:13:35

A nossa pequena cidade do interior paulista raramente sai da rotina. As mesmas ruas silenciosas, os mesmos rostos na praça, os mesmos comentários atravessando janelas abertas no fim da tarde. Já conhecia aquilo tudo de cor.

Aos 43 anos, eu carregava uma beleza madura impossível de ignorar. Cabelos escuros, ondulados até os ombros, olhar firme e um jeito elegante que chamava atenção mesmo quando tentava passar despercebida. Marcelo, meu marido, era dez anos mais velho e vivia mergulhado no trabalho da oficina mecânica. O casamento sobrevivia mais pelo costume do que pela paixão.

Era sexta-feira, a cidade recebeu algo incomum: um festival de rock organizado em um antigo galpão próximo à estrada. Motociclistas começaram a chegar desde cedo — motos cromadas, jaquetas de couro, tatuagens fechando os braços, barbas espessas e vozes roucas misturadas ao ronco dos motores.

Observava tudo da janela do posto de Saúde onde trabalhava.

Havia algo naquele grupo que mexia comigo. Não exatamente os homens em si, mas o que representavam: liberdade, perigo, intensidade. Tudo o que faltava na sua vida havia anos.

À noite, impulsionada por uma coragem que nem sabia possuir, decidiu ir ao festival. Vesti uma calça preta justa, botas e uma blusa escura de tecido leve. Marcelo, cansado resolveu ficar assistindo TV.

Quando entrei no galpão, foi como atravessar para outro mundo.

Luzes vermelhas cortavam a fumaça do ambiente. O palco vibrava sob guitarras pesadas, enquanto dezenas de pessoas dançavam e bebiam em volta das motos estacionadas.

Foi ali que notei Jonas.

Alto, barba grisalha bem desenhada, braços cobertos por tatuagens antigas e um olhar tranquilo demais para alguém com aparência tão intimidadora. Ele me percebeu quase imediatamente.

Não disse nada no começo.

Apenas observou.

E aquilo bastou para acelerar o meu coração.

Mais tarde, perto do balcão improvisado de bebidas, Jonas se aproximou.

— Você parece deslocada daqui… mas de um jeito interessante.

Ri de nervosa.

— Talvez eu esteja cansada de pertencer sempre ao mesmo lugar.

A conversa fluiu fácil demais. Eu descobri histórias de viagens, estradas infinitas, praias escondidas e cidades esquecidas. Cada palavra parecia abrir pequenas rachaduras na vida perfeitamente organizada que eu levava.

Enquanto a banda tocava um rock lento e intenso, Jonas segurou em minha mão por alguns segundos. Um gesto simples. Mas suficiente para despertar algo que acreditava ter desaparecido.

Do outro lado do galpão, casais se beijavam, motociclistas brindavam, motores eram ligados apenas pelo prazer do barulho ecoando na noite quente.

Sentia, pela primeira vez em muitos anos, que alguém realmente me enxergava.

Quando sai para respirar do lado de fora, encontrei as motos alinhadas sob a luz fraca dos postes. Jonas veio atrás de mim.

O silêncio entre nós era carregado.

Perigoso.

Sabia que cruzar aquela linha mudaria algo dentro de mim para sempre.

Mas talvez fosse exatamente isso que desejava.

Ao longe, o som da guitarra continuava rasgando a madrugada.

Permanecia encostada na lateral de uma das motos. O cheiro de gasolina, couro, misturava-se ao perfume quente da noite.

Jonas aproximou-se devagar.

Perto dele, eu sentia algo estranho acontecer consigo mesma — uma mistura de nervosismo e coragem imprudente. O olhar dele deslizava lentamente por mim, sem pressa, como se apreciasse cada detalhe.

— Você sabe que está chamando atenção desde a hora que chegou — ele disse em voz baixa.

Cruzei os braços, tentando esconder o próprio sorriso.

— Talvez eu quisesse isso.

Jonas inclinou levemente a cabeça.

— Então conseguiu.

Ao redor deles, alguns motociclistas conversavam perto das motos, cervejas nas mãos, risadas graves cortando a madrugada..

Dentro do galpão, a banda começou uma música mais lenta, pesada e sensual. As luzes vermelhas pulsavam pelas portas abertas.

Jonas estendeu a mão.

— Dança comigo.

Eu aceitei..

No meio da pista improvisada, nossos corpos se aproximaram naturalmente. Sem exageros. Sem pressa. Mas havia tensão em cada movimento.

As mãos dele repousaram na minha cintura com firmeza. Senti o calor subir pela pele.

E aquilo alimentava ainda mais a adrenalina.

Jonas aproximou os lábios no meu ouvido.

— Seu marido faz ideia do efeito que você causa?

A pergunta me atravessou como eletricidade.

Marcelo provavelmente estava dormindo naquela hora, alheio àquela versão minha que surgia entre guitarras, fumaça e homens desconhecidos.

— Talvez ele tenha esquecido — respondi.

A dança continuou lenta, perigosa. Já não sabia se o coração acelerava pela música, pela proximidade dele ou pela sensação proibida de estar ultrapassando limites invisíveis.

Quando a música terminou, Jonas segurou meu rosto por um instante.

Não houve beijo imediato.

O suspense parecia mais forte que qualquer impulso.

Então nossos lábios se tocaram, um beijo suave, cheio de perigo e desejo aconteceu. Me entreguei a aquele momento mágico.

Foi que me pegou pela mão, subimos em sua moto e paramos no motel a beira da estrada, havia cruzado uma linha perigosa, mas ao invés de culpa, havia desejo, tesão, um sentimento de loucura e liberdade.

Fomos tirando nossas roupas, ele paralisou quando meus seios ficaram nus, fartos, auréulas grandes e escuras, bicos durinhos e pontudos. Me puxou para perto dele e começou a chupá-los, com uma força tão grande que sentia um choque correr pelo meu corpo.

Completamente nus, me ajoelhei e chupei sua pica com uma vontade imensa, uma vontade reprimida há anos. Depois me posicionei de quatro e pedi para ele fuder. Estava ali de pernas abertas, bunda empinada, sendo enrabada em um motel a beira da estrada, sabendo que Marcelo estava em casa dormindo, em sua vida pacata.

Jonas era carinhoso, sutil, me tratava com muito carinho. E naquele quarto eu vivi momentos inesquecíveis.

Voltamos para o galpão, já era tarde, ao me despedir dei um longo beijo em Jonas, indo para minha casa.

Ao chegar, Marcelo dormia sentado no sofá, fui para o quarto, e tirando minhas roupas, ainda sentia o perfume de Jonas em meu corpo.

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