— Eu voltei porque eu não gosto de deixar conta pendente, Paulo — eu disse, a minha voz descendo um tom, tão fria que fez a Gabriela parar de chorar e olhar para mim. — Você passou o jantar inteiro me provocando, me chamando de bicho do mato, me diminuindo na frente do seu sócio rico. Você achou que estava me fazendo de otário porque o seu pai pagou 50 mil pelo rabo da Lia , né?
O Paulo franziu a testa, sem entender.
— O meu pai é um velho gágá, Robson. A sua mulher é uma puta que se vendeu. O que isso tem a ver comigo?
— Tem a ver, Paulo, com o fato de você achar que o segredo mais sujo dessa história era o do seu pai — dei um passo à frente, ficando bem em cima dele. — Você achou que eu não sabia o que aconteceu na fazenda, quando você foi passar aquela semana "descansando" do mormaço da cidade grande?
A Lia deu um grito agudo, um som de puro desespero, e se jogou no chão, agarrando as minhas pernas.
— Não, Robson! Por favor, pelo amor de Deus, não fala! Isso não! — ela implorava, a voz engasgada de pavor.
Eu chutei a mão dela para longe com desdém.
— Naquela semana, Paulo, eu saí para consertar a cerca do pasto de cima e disse que ia demorar o dia todo. Você, com essa sua pose de garanhão da capital, não perdeu tempo. Você pegou a minha mulher tímida, a santinha da roça que eu cuidava todo dia, e comeu ela em no banheiro, no quartinho.
O Paulo paralisou no chão. O rosto dele, que já estava vermelho da briga com o Sérgio, ficou completamente pálido.
— Você... você sabia? — ele gaguejou, o ar sumindo dos pulmões.
— Eu não só sabia, Paulo, como eu assisti tudo — eu dei um sorriso de lado, saboreando a humilhação dele. — eu vi tudo pela a janelinha do banheiro., ouvi os gemidos da Lia.
O silêncio na cobertura era tão absurdo que parecia que o tempo tinha parado. A Clara, no chão, olhou para o noivo com um nojo que dinheiro nenhum ia apagar. A Bruna e a Gabriela ouviam cada palavra com a respiração travada.
— Eu vi você, Paulo, segurando o bumbum gigante dela com as suas mãos, deixando a marca dos seus dedos na pele que eu achava que era sagrada. Eu vi ela te chamando de 'meu galego gostoso', pedindo para você dar tudo o que o caipira não conseguia dar. Eu fiquei ali, com o pau na mão, vendo o meu próprio cunhado despejar todo o leite dele dentro da minha mulher, enchendo a buceta que eu tanto amava com a porra.
Dei um passo para trás, olhando para o Paulo, que agora parecia um bicho indefeso, chorando de vergonha na frente do sócio e da irmã.
— Eu senti o tesão e raiva naquele dia, Paulo. E foi ali que eu jurei que o troco ia vir . Eu deixei você comer a minha mulher na fazenda porque eu sabia que o preço que você ia pagar aqui na cidade ia ser a destruição do seu império.
Apontei para a Clara, para a Bruna e para a Gabriela.
— Olha o seu noivado agora, Paulinho. A sua noiva deu o cu e a buceta para mim na dispensa, implorando pelo meu pau gigante enquanto você dormia. A sua irmã foi rasgada por mim na piscina da sua cobertura de luxo. E a Gabriela, a ruivinha que você queria usar para se vingar do Sérgio... eu fudi ela no banheiro do restaurante.
A Gabriela deu um suspiro curto, os olhos azuis fitando o meu pau debaixo do terno.
— Você achou que tinha me feito de otário na roça, Paulo, mas o caipira aqui fudeu a sua noiva, a sua irmã e a sua amante numa tacada só. Você comeu a minha mulher na fazenda, mas eu arrombei a sua familia toda.
Virei-me de costas. Olhei para a Lia uma última vez, jogada no chão como um trapo velho de ouro.
— Pode ficar com os 50 mil do velho, Lia. E você, Paulo, pode guardar o anel de diamante. O noivado acabou, o contrato com o Sérgio foi pro ralo, e o rabo da sua família agora tem a marca do bicho do mato.
Paulo ainda soluçava no chão, a Clara estava encolhida, a Bruna e a Gabriela limpavam as lágrimas, cientes de que o castelo de cartas já tinha virado pó. O Sérgio Albuquerque olhava para o teto, estático, derrotado.
Mas faltava uma peça. A peça que posava de rainha plástica, a que limpava o suor do velho Cláudio com cara de esposa preocupada.
Caminhei de volta para o centro do salão com os braços abertos, soltando uma risada seca que arrepiou até os cabelos da nuca da ninfeta ruiva. Parei bem na frente da dona Verônica.
A mãe do Paulo, que até agora achava que estava camuflada na confusão, tentando fingir que a sua única participação ali era a de espectadora horrorizada, tentou manter a pose. Ela ajeitou o vestido azul de seda, estufou os seios de silicone e tentou me encarar com aquele olhar de madame que desdenha de quem vem da roça.
— Robson, chega! — ela disse, a voz aguda, cheia de tremeira oculta. — Você já expôs a podridão de todo mundo. Vá embora para o seu interior e deixe meu marido ser atendido pelos médicos! Você é um monstro!
— Um monstro, Verônica? — dei um passo lento na direção dela, fazendo com que ela recuasse até bater as costas na mesa de jantar. — Engraçado você me chamar assim agora. Não foi bem esse o nome que você me deu lá na biblioteca, enquanto o seu marido moribundo achava que você estava dormindo como um anjo.
O Paulo levantou a cabeça do chão num pulo, os olhos arregalados, o sangue escorrendo da boca combinando com o pânico que tomou conta do seu rosto.
— O que... o que você está falando da minha mãe, seu doente? — o Paulo gritou, a voz falhando.
— Estou falando da maior safada dessa cobertura, Paulo! — a minha voz ecoou pelo teto de gesso, imponente. — A sua mãe, essa santa de botox que você tanto respeita, me pegou no flagra pela câmera de segurança na piscina. Ela viu quando eu arrombei a Bruna e a Clara. E o que você acha que uma mãe de família de "elite" faria? Chamaria a polícia? Contaria para você?
Olhei fixamente para a Verônica, que agora estava com a boca aberta, os lábios cheios de preenchimento tremendo, a pele esticada pelo cirurgião ficando roxa de vergonha.
— Não, Paulo! A sua mãe não queria justiça. Ela queria o troco! Ela me mandou uma mensagem me chantageando, dizendo que se eu não desse para ela o que dei para as novinhas, ela te contaria tudo. Ela me chamou na biblioteca, trancou a porta, pegou um copo de whisky puro e disse que queria sentir o gosto do meu leite!
O Sérgio Albuquerque soltou um suspiro de choque, olhando para a Verônica com um nojo absoluto. A Bruna e a Clara cobriram a boca com as mãos.
— A sua mãe de 50 anos, Paulo, se ajoelhou no couro daquela biblioteca com uma sede que nem a noiva e nem a sua irmã tiveram! Quando eu abri a calça e o meu pau pulou para fora, a pose de madame dela caiu na hora. Ela arregalou os olhos, soltou um "meu Deus" e abocanhou a minha tora com tanta vontade que chegou a se engasgar, fazendo barulho de garganta enquanto me olhava com os olhos cheios de luxúria!
A Verônica cobriu o rosto com as mãos trêmulas, as joias de brilhantes piscando sob a luz da sala, enquanto o seu marido, o velho Cláudio, soltava um gemido fraco de dor na poltrona, o coração quase parando de vez diante da revelação.
— Eu não aguentei dois minutos com a pressão da boca da sua mãe, Paulo. Dei uma travada e descarreguei uma jarrada de leite quente e grosso direto na garganta da dona Verônica! Ela tossiu, engoliu tudo com dificuldade, limpou o canto da boca com o dedo e ainda me deu um sorriso de satisfação, dizendo que aquilo era só o aperitivo, porque quando vocês fossem embora, ela queria que eu a fodesse de quatro até ela esquecer que era casada!
O Paulo soltou um grito de dor misturado com loucura, batendo as mãos na própria cabeça, jogado no mármore, completamente destruído por dentro. A imagem da família perfeita dele tinha virado um puteiro generalizado de onde ninguém saía limpo.
Eu me virei, ajeitando o paletó do meu terno azul, e olhei para aquela sala cheia de herdeiros, noivas, mães e sócios, todos humilhados e melados pelo rastro do meu sêmen e da minha verdade.
— Agora sim a conta está fechada, Paulo — eu disse, caminhando de volta para o elevador sem olhar para trás. — O seu pai comprou a minha mulher, você comeu ela na fazenda... Mas eu engasguei a sua noiva, rasguei a sua irmã, atolei na sua amante e enchi a boca da sua mãe de porra.
As portas do elevador fecharam-se definitivamente.
O elevador finalmente desceu até o subsolo. O som das portas se abrindo na garagem silenciosa cortou o zumbido do ar-condicionado. O ambiente ali embaixo era frio, cheio de carros importados que valiam mais do que todas as terras da minha região, mas nenhum daqueles motores caros tinha a força do que tinha acabado de acontecer no andar de cima.
Caminhei até a minha caminhonete, joguei a chave no console e liguei o motor. O ronco forte ecoou pelas paredes de concreto da garagem. Olhei pelo retrovisor externo e vi o reflexo dos prédios espelhados da capital através da rampa de saída. Eu estava deixando para trás um rastro de destruição moral que nenhuma daquelas famílias conseguiria consertar com dinheiro ou conexões.
Antes de engatar a marcha, meu celular vibrou no banco do carona. Olhei para a tela. Não era uma mensagem curta; era uma sequência de notificações vindas de três números diferentes. O impacto do que aconteceu na sala de jantar ainda estava reverberando pelos corredores daquele prédio de luxo.
A primeira mensagem era do número clonado da Lia. O velho Cláudio, mesmo debilitado na poltrona, tinha conseguido digitar uma última instrução antes da chegada da ambulância:
Sr. Cláudio: "Lia... pegue as suas coisas e saia desse apartamento agora. A Verônica descobriu tudo e o Paulo está fora de si. Vou mandar o motorista te buscar na esquina. O apartamento do flat nos Jardins está liberado. Não volte para o interior com aquele animal."
Dei um sorriso seco, sentindo o poder da situação. A Lia achava que o flat nos Jardins seria o seu refúgio, mas ela esquecia que eu tinha o controle de cada mensagem que entrava e saía daquele aparelho.
A segunda notificação veio da Bruna. A guria de 18 anos, que tinha assistido ao desmoronamento da própria mãe na mesa, parecia ter transformado o susto em uma obsessão ainda maior:
Bruna: "O Paulo expulsou a Clara de casa aos gritos. Ela saiu de pijama, chorando no saguão. A minha mãe se trancou no quarto e não quer abrir a porta para ninguém. Robson... você causou um inferno aqui. Mas a Gabi e eu estamos no apartamento dela agora. O Paulo e o Sérgio estão na delegacia. Venha aqui antes de pegar a estrada. A gente quer terminar o que começou."
Olhei para o horizonte da cidade através do vidro fumê. A tentação era grande, o fogo daquela madrugada na piscina ainda ardia na minha pele, mas eu sabia que o tempo de brincar com o perigo na capital estava chegando ao limite. O jogo tinha sido jogado, as peças estavam derrubadas, e o bicho do mato já tinha mostrado quem mandava em cada território.
Engatei a primeira marcha e acelerei, subindo a rampa em direção às avenidas movimentadas. O trânsito da noite estava pesado, mas a minha mente estava limpa. Eu tinha entrado naquela cidade como o cunhado humilde do interior, o homem do milho e do gado, e estava saindo como o dono dos segredos mais sujos daquela elite.
Enquanto a caminhonete avançava em direção à rodovia que me levaria de volta a minha fazenda, o celular acendeu mais uma vez. Uma mensagem de texto direta da Gabriela, a ruiva das sardas que ainda devia querer sentir meu sêmen de novo:
Gabriela: "Meu pai cancelou o contrato e disse que vai acabar com o Paulo no mercado financeiro. A farsa acabou, caipira. Mas eu guardei a virgindade do meu cuzinho rosa. Da próxima vez que você vier para a cidade, ou quando eu decidir ir conhecer a sua fazenda, quero ver se você come meu cuzinho gostoso."
A fumaça do meu cigarro subia lenta pelo canto do vidro aberto, misturando-se com o ar fresco da rodovia. O mormaço do interior me esperava, com o trabalho bruto e a terra firme. A capital ficava para trás, menor e mais insignificante a cada quilômetro, mas com a certeza de que o nome de Robson nunca mais seria esquecido naquele closet de luxo.
A caminhonete engoliu os primeiros quilômetros da rodovia escura, deixando o clarão dos prédios da capital para trás. O motor roncava forte sob o capô, um som bruto que parecia botar ordem na minha cabeça depois de tanta confusão. No painel, o relógio marcava pouco mais de uma da manhã.
Eu estava sozinho na cabine. O cheiro de couro, o resto do perfume caro da Gabriela que tinha ficado no meu terno e a fumaça do cigarro formavam uma mistura densa. De vez em quando, eu olhava pelo retrovisor e só via a escuridão da estrada, o asfalto sumindo na traseira. Eu era um homem livre, voltando para a minha terra com a alma lavada.
Mas o telefone no banco do carona insistia em não dar trégua. O sinal da estrada ia e voltava, e a cada vez que a rede pegava, o aparelho vibrava como se fosse explodir.
Desta vez, não eram as meninas. Era a Lia.
Ela tinha percebido que o carro do velho Cláudio não vinha mais buscar ela na esquina. A ambulância tinha levado o patriarca direto para a UTI do Hospital e a dona Verônica tinha cortado os cartões e as ordens do motorista antes mesmo de entrar no carro dos paramédicos. A Lia estava jogada na calçada da avenida principal, com duas malas de grife e o vestido de ouro amassado.
As mensagens dela no meu WhatsApp vinham em sequência, uma mistura de choro, desespero e aquela submissão forçada de quem viu o tapete ser puxado:
Lia: "Robson, pelo amor de Deus, me atende! O motorista do seu Cláudio não veio... A dona Verônica bloqueou tudo. Eu estou na rua, está frio, tem uns homens estranhos me olhando aqui perto do posto. Me desculpa, meu amor! Eu fui fraca, o dinheiro me cegou, mas eu sou sua mulher! Volte para a capital, me busca, por favor! Eu faço o que você quiser, eu deixo você fazer o que quiser comigo, me perdoa!"
Dei um sorriso frio, olhando para o painel. Peguei o celular com uma mão só, mantendo a outra firme no volante, e apertei o botão de áudio. A minha voz saiu grossa, sem nenhuma pressa:
— "Aproveita o ar da cidade, Lia. Você não queria status? Não queria o dinheiro do velho gágá? Pois agora pede para os 50 mil te aquecerem aí na calçada. O flat nos Jardins fechou as portas e a fazenda também. Eu estou voltando para o interior sozinho. Quando eu chegar, coloco as suas roupas velhas num saco de estopa e deixo na rodoviária. A sua história comigo morreu."
Soltei o botão e joguei o celular de volta no banco. Senti um alívio que parecia que eu tinha tirado um fardo de dez arrobas das costas.
Não deu dez minutos, o telefone acendeu de novo. Um número que eu não tinha salvo, mas que o DDD da capital entregava o dono. Era a Clara, a "noivinha" desmascarada. Ela tinha conseguido abrigo na casa de uma amiga e o veneno dela agora estava misturado com o desespero de ter perdido o casamento com o herdeiro:
Clara: "Você é um demônio, Robson. O Paulo quebrou o apartamento todo depois que você saiu. Ele tentou me agredir, disse que vai mandar os capangas da empresa do pai dele atrás de você no interior. Você acha que é o rei do gado, mas você mexeu com gente poderosa. Cuidado com a estrada, caipira. Quem planta o que você plantou aqui não colhe em paz na roça."
Eu não me dei ao trabalho de responder por texto. Dei um toque na tela e liguei direto para o número dela. No terceiro toque, ela atendeu, a respiração ofegante:
— "O que você quer, seu nojento?" — ela disparou.
— "Só te dar um aviso, cunhadinha," — eu disse, com a voz mansa, ouvindo o barulho do pneu estalando no asfalto da rodovia. — "Diz para o Paulo que se ele quiser mandar alguém lá na fazenda, manda homem de verdade, não os meninos de condomínio. E lembra para ele que o vídeo da mãe dele, a dona Verônica, engasgando com o meu leite na biblioteca, está salvo na nuvem. Se ele mexer com um fio de cabelo meu, a presidência dele na empresa vai virar piada nacional antes do amanhecer. Agora engole o choro e vai limpar o rímel borrado."
Desliguei na cara dela antes que ela pudesse soltar o próximo grito.
Fim
