O Demônio e a Megera – Episódio 10 (vendaval de desejos)

Um conto erótico de Theodor e Aline
Categoria: Grupal
Contém 4042 palavras
Data: 18/05/2026 12:37:14
Última revisão: 18/05/2026 13:23:36

Olá,

Esperamos que estejam gostando da saga do Demônio e da Megera. Para ajudar o leitor, esta é uma série que não tem uma estrutura tradicional de conto. Por isso, a história faz um vai e vem gostoso no tempo, o que pode dificultar a leitura. Para facilitar o leitor, seguem abaixo os episódios que se relacionam diretamente e em ordem cronológica:

Sequência 1: episódio 1, 2, 4, 5, 6, 8, 9, 10

Sequência 2: episódios 1, 3, 7, 11

De qualquer forma, todos os episódios se interrelacionam e se completam.

Boa leitura!

***

Era óbvio que aquela trepada selvagem com minha namorada não seria suficiente para aplacar minha fúria por sexo. Aquele jogo de provocações, exibicionismo e promessas mal disfarçadas tinha me deixado com um tesão que ardia no meu peito como brasa. Não se tratava só de nós dois, mas de nós quatro.

Ainda era bem cedo e eu estava realmente agitado. Vesti uma bermuda e chamei Ana Clara para bebermos umas cervejas na sala. Ana ficou no quarto se vestindo e eu fui até a cozinha, onde encontrei Gabriel só de cueca.

- Veio atrás da mesma coisa que eu? – perguntou ao me ver.

- Estamos falando de cervejas? – reagi.

- Só tem quatro aqui. A pinguça da Ay vai querer beber mais também. Vamos lá fora comprar?

- Olha só quem fala, me chamando de pinguça – a voz feminina invadiu a cozinha e quase dei um salto ao ver que Ay estava só de calcinha e sutiã.

- Ay, sua exibida, nesses trajes na frente do namorado da sua amiga? – reagiu Gabriel.

- Desculpa, demoniozinho amado, eu não imaginei que você também estivesse aqui.

- Sem problemas, Ay, a casa é de vocês. Só fica um pouco mais sexy de lingerie do que de biquíni – respondi com naturalidade.

Ay ainda deu uma voltinha, se exibindo.

- Ele não se deu conta de que está só de cueca. E se a Megera aparece aqui e vê você nesses trajes?

- Deixa ele, está lindo de cueca, Gabriel, dá uma voltinha também – a voz sensual da minha namorada encheu a cozinha, assim como sua linda presença, vestida com uma camiseta regata minha, sem sutiã, os bicos dos seios marcando o tecido e, aparentemente, só de calcinha por baixo.

Gabriel ficou um pouco sem graça mas respondeu.

- Você também está linda, Megera. Cara - se dirigindo a mim – deixa essas cervejas para elas e vamos comprar mais lá embaixo, beleza? Vou só vestir uma bermuda e uma camiseta.

Deixamos nossas mulheres com suas belezas seminuas e fomos atrás de cervejas no mercadinho. Havia uma tensão quase sólida entre nós. Pouco falamos no caminho.

Em vez de irmos direto ao mercado, Gabriel me propôs que bebêssemos uma num bar, com o que concordei sem ressalvas.

- André, a gente se conhece tem pouco tempo, mas eu já tenho uma consideração por você e pela Ana muito grande.

- Nem precisa falar, não é brother? Basta ver a forma como vocês estão nos tratando. Também tô apaixonado por você – brinquei.

Gabriel bebeu meio copo de cerveja de uma vez, visivelmente tenso, meio sem saber por onde começar o assunto que eu já sabia qual era. Então, tomei para mim a iniciativa.

- É essa parada que está rolando entre a gente, não é? Eu, você, a sua mulher e a minha.

- Pois é, André. Eu tinha que conversar isso com você, porque isso já está me deixando sem rumo.

- Sem rumo e excitado é a mesma coisa? – perguntei, com um tom amistoso.

- Acho que é mais ou menos isso, cara. Essas mulheres estão num fogo do caralho. E nunca vi a Ay assim. Ela se transforma quando está perto da Ana.

- Vou ser sincero contigo. A Megera sempre foi uma garota reservada. Ela perdeu a virgindade comigo naquela viagem.

- Então não foi só a portinha dos fundos que foi inaugurada no resort? – brincou Gabriel, o clima ficando mais leve.

- Pois é. Nós somos muito apegados e vejo que você e a Ay também. A Ana Clara também é reservada. A gente sempre fala sacanagem entre nós, mesmo antes de namorarmos. Nós fomos amigos durante dois anos e ela nunca se interessou por ninguém, até se interessar por mim.

- Uau, safadinha daquele jeito, nem parece.

- O que você acha que aquelas safadinhas querem? – perguntei.

- Elas estão doidas para se pegarem, cara. Eu estava provocando ela com isso agora lá no quarto e a bichinha surtou. Comecei a chamá-la de lésbica, devassa, que estava doida para lamber a bucetinha da Megera. Que, se você deixasse, eu ia deixar também. Aí, foi aquela barulheira que vocês devem ter ouvido. E nós ouvimos também.

- Sério que você deixaria? E nós? Ficaríamos de fora? – provoquei, com cara de sacana.

- Acho que eu deixaria de boa. Quanto a nós, porra, vou ter que te perguntar isso. Nunca rolou nada parecido comigo e com a Ay, mas com vocês é diferente. Parece que a gente se conhece desde pequenos. A gente ama vocês mesmo, de verdade.

- A recíproca é verdadeira, cara, do fundo do coração. Você quer saber se rolaria de nós entrarmos na brincadeira? Eu e a Ay, você e a Ana também? Se for, eu tenho um certo receio dos desdobramentos, acredito que todos tenhamos, mas a Ay é uma mulher linda, você sabe disso.

- E uma puta duma gostosa, né? – reagiu Gabriel com os olhos brilhando.

- E a Ana também, né? Uma delícia de mulher – provoquei.

- Bota delícia nisso parceiro. Ontem, quando ela ficou rebolando na minha frente, a vontade que eu tinha...

- Eu também fiquei com a mesma vontade com a Ay, não precisa se envergonhar com o óbvio.

Ficamos os dois rindo, incrédulos com o que acabáramos de falar.

- Então, brother? Vamos deixar rolar? Entrar na provocação? Mandar no jogo? – propôs Gabriel com a voz cheia de decisão e o desejo transbordando.

- E se acontecer alguma coisa? – perguntei.

- Irmão, aconteça o que acontecer, vai ser com amor. Sua mulher continua sendo sua mulher e a minha continua sendo minha. Nossa amizade não pode se perder nunca. E a gente corta se achar que vai dar ruim.

- Então, estamos combinados – respondi, estendendo as mãos para selar o acordo, com o pau já quase doendo dentro da cueca de tão duro.

Ay estava na cozinha preparando tira-gostos quando chegamos. Ana estava saindo do banheiro enrolada na toalha após o banho. Ay usava um baby-doll folgadinho, decotado, curtinho e com cortes nas laterais. Gabriel a envolveu num beijo carinhoso, enquanto eu guardava a cerveja na geladeira.

- Demoraram, hein! Estavam caçando? – provocou Ay.

- Só as cervejas mesmo – respondi.

- Vou fingir que acredito.

- Amor, nós só temos olhos para essas duas gatas safadinhas que temos em casa. Para que iríamos querer outras, não é André?

- Só existem duas mulheres para mim, Ay. Você e minha namorada.

- Nossa, que fofo, Demônio. Assim eu me apaixono – reagiu Ay, me dando um abraço demorado e estalando um beijo no meu rosto.

- Que bom, porque eu já sou completamente apaixonado por você – respondi, olhando-a nos olhos e correspondendo o beijo.

- Gente, o que está acontecendo com vocês? Viram passarinho verde a essa hora na rua? – brincou Ay, meio surpresa e encabulada, mas

tentando não perder a pose.

- A culpa é sua e da Megera, amor. Quem manda serem tão lindas e gostosas? – provocou Gabriel.

- Tá bom, mas agora saiam os dois daqui, que já estão me deixando toda molhada e assim eu não consigo cozinhar.

- Tudo bem, amor – falou Gabriel, abrindo a cerveja e enchendo um copo para a namorada.

Saímos da cozinha nos entreolhando cúmplices. Agora o jogo tinha começado de verdade.

Fomos para o sofá e Gabriel colocou um vídeo na TV de uma banda que tocava reggae ao vivo. Logo Ana Clara saiu do quarto toda linda, também de baby-doll e veio me dar um beijo antes de ir para a cozinha ajudar Ayanna.

- Eu também quero um beijinho – provocou Gabriel.

Ana Clara não se fez de rogada. Sentada entre nós dois, se virou e estalou um beijo na bochecha de Gabriel.

- Pronto, os dois já ganharam beijinho. Agora vou ajudar minha gatinha a preparar umas gostosuras para esses homens lindos.

- Duas gostosuras preparando gostosuras. Amei isso – provoquei.

Ao levantar, o short do baby-doll subiu, deixando de fora parte das popinhas da minha namorada. Meu pau deu um tranco. Ana deu uma viradinha para trás e deu um sorrisinho safado dividido entre nós dois.

Logo as duas deusas vieram se juntar a nós. Ana Clara ficou no meio e Ay se acomodou no colo de Gabriel.

- Amor, quer dizer que você também está apaixonado pela Ay? – provocou a Megera quando já nos fartáramos de nos distrairmos com o tira-gosto.

- Também? – reagi, com a cara mais cínica do mundo.

- É que você vai ter que concorrer comigo e eu tenho preferência, porque eu me apaixonei por ela primeiro, não é amor? – brincou, se dirigindo a mim e depois a Ayanna.

- Calma, gente, não precisa brigar, tem Ay para todo mundo. E eu também estou apaixonada pelo meu demoniozinho querido – interveio Ay, levantando do colo do namorado e se sentando na minha perna, me abraçando e beijando meu rosto carinhosamente.

Sem fazer cerimônia, enlacei-a pela cintura.

- E eu? Ninguém se apaixona por mim. Estou me sentindo rejeitado – reclamou Gabriel.

Ana fez o mesmo gesto, se sentando no colo de Gabriel e lhe dando um beijo estalado no rosto.

- Pronto, respondi à sua pergunta? Quem é que não se apaixona por um gato desses, inteligente, com senso de humor e todo gostoso?

- Ih, brother, tô achando que vai rolar troca de casais hoje, hein – apimentei.

- Pô, brother, até que é uma boa, hein. Faz tempo que eu não dou uma variada no cardápio – respondeu Gabriel com cara de sacana, envolvendo a cintura da minha namorada.

- Seu filho da puta! Quer dizer que eu não lhe basto, seu canalha, para ter que ficar variando? – reagiu Ay.

- Rolou ciúme, hein! – brinquei.

- Não é ciúme, meu amor, é que a megerinha da minha vida não é qualquer uma para esse brucutu dizer que ela é para variar. Se ficar com minha amiga tem que ser por causa dela, não porque quer variar. Que vulgaridade! – ralhou Ay.

- Gente, foi só uma brincadeira. É claro que você me basta – se defendeu Gabriel.

- Quer dizer que ele está liberado para ficar com minha namorada? – perguntei a Ay.

- Só se ele me liberar para ficar com você, que eu não vou ficar de vela e levando chifre – resmungou.

- E você libera, gatinho? – provocou a Megera, dirigindo-se a Gabriel.

- E você? – Gabriel devolveu a pergunta.

- Perguntei primeiro, mas tudo bem. Para a Ay eu libero qualquer coisa, não é minha gatinha? – reagiu Ana.

- Ai, gente, tô achando que o clima está pegando fogo aqui, inclusive entre minhas pernas. Tá dando até calor – brincou Ay, se abanando com as mãos, fazendo todos rirem.

- Ai, miga, eu também. Vamos na cozinha pegar mais cerveja e fritar uns pastéis – interveio a Megera, puxando Ayanna pela mão.

- Ai, migo, eu também estou com um calor danado entre minhas pernas. O que será isso, meu Deus? – reagiu Gabriel, se abanando com as mãos, imitando as meninas, fazendo caretas e provocando gargalhadas.

- Cara, a gente pode até entrar no jogo, mas elas parecem estar sempre um passo à frente. Devem ter ido para a cozinha combinar o próximo passo – brinquei.

- Mulher é um bicho ardiloso, parceiro – respondeu Gabriel.

Nossa tentativa de conspirar foi interrompida por Ana Clara, que veio com a cerveja para nos servir, parecendo tensa, mas tentando disfarçar com um sorriso que não ajudava muito com seu intento.

- A gente já volta. Coloca um forrozinho pra gente dançar – pediu, dirigindo-se a Gabriel.

- Põe um xote, então – sugeri.

- Gostei da ideia.

Como não bastasse a tensão, ainda veio a ironia. Gabriel me coloca um vídeo e a primeira frase do intérprete era: “isso é que dá pegar e beijar mulher dos outros”.

Foi impossível conter a gargalhada alta, que veio desenfreada, fazendo com que Ana e Ay viessem correndo da cozinha sobressaltadas.

- Gente, o que foi isso?

Cadê que conseguíamos parar de rir? E as duas nos olhando incrédulas, sem entender nada.

- A gente chama um médico para eles? – reagiu a Megera.

Mais gargalhadas.

- Será que eles surtaram? – emendou Ay.

Mais gargalhadas.

- Vamos, megerinha linda. Melhor voltar para a cozinha para não queimar os pasteizinhos, que as criaturas estão incomunicáveis. Depois a gente liga para o SAMU – vaticinou Ay.

Depois de uns cinco minutos, as duas voltaram com mais cerveja e petiscos. Já tínhamos nos acalmado.

- Vocês podem nos explicar o que aconteceu aqui, que os cavalheiros pareciam em transe? – interrogou Ay.

- Péra – falou Gabriel, voltando o vídeo para o início.

- Prestem atenção bem no comecinho – instruí.

As duas, curiosas, chegaram até perto da TV para ouvir, tirando nossa visão. A reação não foi tão intensa quanto a nossa, porque não foram pegas de surpresa, mas mesmo assim não resistiram à piada pronta e deram boas risadas.

- Quer dizer que vocês estão doidos para beijar um a namorada do outro seus pervertidos – perguntou Ay, com voz provocativa e cheia de sensualidade.

- Não sei se eu consigo fazer isso. Eu me sentiria uma adúltera, traindo meu namorado, você não acha amor? – provou a Megera.

- Tudo bem, quando duas não querem, quatro não brigam, não é, brother? – provoquei.

- Mas que a música caiu como luva, caiu. Só que eu não quero ninguém traindo ninguém aqui. Elas podem sentar uma no colo do namorado da outra, ficar andando pela casa de calcinha e sutiã, com esses baby-dolls provocantes. Até aí tudo tranquilo, mas beijo na boca seria traição, não é Ay? – provocou Gabriel, arrancando uma risada da namorada.

- Palhaço – reagiu Ay.

- Por mim, podem andar até peladas pela casa com esses corpos maravilhosos, que beijo na boca da namorada do meu parça, nem pensar – emendou Gabriel.

- Concordo. Nem sob tortura eu beijo essa boca linda e provocante da Ay – provoquei.

- Nem eu beijo essa boca de deusa da Megera.

- Magoei – brincou Ana Clara, fazendo cara de sentida.

- Eu também queria tanto dar um beijo de língua na boquinha do Demônio – emendou Ay, repetindo o gesto.

- Cuidado para não se apaixonar – brincou Ana Clara.

- Eu já estou apaixonada por ele, mas é uma pena que eles vão nos deixar na vontade não é? Estava tão esperançosa de dar uma variada depois de tanto tempo.

- É verdade. Vou até sonhar com a boca do Gabriel de noite. Mas quando dois não querem, quatro não brigam – respondeu a Megera, fazendo biquinho.

- Vamos dançar, megerinha, que esses dois são uma decepção.

Nem é preciso dizer que meu pau estava pulsando e lutando para rasgar minha cueca e minha bermuda com aquela troca de provocações.

- Vou pegar mais cerveja – comunicou Gabriel, me lançando um olhar de “puta que o pariu, tô excitado pra caralho”, tentando ajeitar o pau dentro da bermuda.

Quando voltou, encontrou as duas dançando agarradinhas, fazendo passinhos de xote, uma olhando nos olhos da outra, com cara de que iam se devorar a qualquer momento. Ay ainda segurava Ana com a mão um pouco abaixo da linha da cintura.

- Olha essa mãozinha boba, hein Ay! – brincou Gabriel, olhos vidrados na cena.

- Eu boto a mão no que é meu a hora que eu quiser – reagiu Ayanna, descendo a mão e acariciando a bunda da minha namorada, fazendo meu pau dar um coice.

- Que mão gostosa, amor – provocou a Megera.

- Por que as duas não se beijam logo? – reagiu Gabriel.

- É, deve ser uma coisa linda duas deusas se beijando – emendei.

- Posso mesmo, amor? – reagiu Ay, com carinha que misturava provocação e excitação.

Gabriel só deu uma risadinha que valia mais do que mil palavras.

- Pode, amor? – perguntou Ana Clara, também visivelmente excitada.

- Quer que a gente vire de costas? – respondi.

Era o que faltava para as duas aproximarem aqueles rostos lindos, os narizes quase se encostando. Não tem como não dizer que foi a cena mais linda que eu já vi. Ay levou a mãozinha delicada ao rosto da minha namorada, que retribuiu o gesto. Ficaram naquilo, dançando, se acariciando e com os rostos próximos, os corpos se roçando. Dava para ver os mamilos de Ana marcando o tecido do baby-doll.

Os lábios das duas se tocaram com delicadeza. Ay mordeu os lábios inferiores de Ana, que suspirou. Eu suspirei, Gabriel suspirou. Ana retribuiu o gesto. Ay lambeu os lábios da minha namorada com delicadeza. Deu para ouvir o gemidinho de Ana, que desceu a mão pelo corpo de Ay, até apertar sua bunda. A amiga suspirou e a língua de Ana invadiu a de Ayanna com lentidão, como se ambas estudassem e se acostumassem à novidade. O beijo foi ganhando confiança e intensidade e seus corpos já não mais acompanhavam o ritmo da música.

Tomei um gole de cerveja e fiz sinal para Gabriel com a cabeça para que me seguisse até a cozinha. O amigo entendeu perfeitamente.

- Vamos deixá-las à vontade para curtirem o momento – falei quando chegamos na cozinha.

- Mandou bem. Quer saber? Vou fritar esses pasteizinhos, que isso me deu até fome – respondeu Gabriel.

- Só fome, brother?

- Kkkkkkkkkkkkkkkk.

Enquanto Gabriel fritava seus pastéis, peguei mais uma cerveja na geladeira e servi os copos sob a mesinha.

- Alguma vez você pensou que veria uma cena dessas com sua namorada? – perguntei.

- Até uns dias atrás, era impensável, mas vou te dizer que é muito excitante.

- Será que se voltarmos para a sala encontraremos uma lambendo a bucetinha da outra? – brinquei.

- As duas fazendo um meia nove peladinhas no sofá?

- Porra, nem me fale, que eu surto de tesão, cara.

- Come um pastelzinho para se acalmar. Mas cuidado para não queimar a língua, porque está quente – brincou Gabriel.

Passaram-se uns cinco minutos, eu e Gabriel na resenha sobre o que estava acontecendo. De repente uma voz feminina invadiu a cozinha.

- Por que nos abandonaram – a voz de Ay estava diferente, meio rouca, mais sensual, seu olhar era selvagem, as pupilas levemente dilatadas.

Ela não sorria, parecia movida por um desejo brutal. Eu estava sentado.

- Pensaram que nós deixaríamos vocês de fora da festinha? – emendou Ana, que parecia nervosa e, ao mesmo tempo, excitada, o rosto corado, as pupilas também levemente dilatadas.

- É, o que não nos dão por bem, a gente toma pela força – rosnou Ay.

Não tivemos tempo de responder. A Megera se pendurou no pescoço de Gabriel e atacou sua boca sem cerimônia. Não tive tempo de processar a cena. Eu estava sentado na cadeira. Ay se enfiou entre mim e a mesa, sentou em minhas pernas e sua língua invadiu a minha boca com fome. Com a surpresa, levei alguns segundos para finalmente retribuir o beijo naquela boca macia, deliciosa, com um gosto que é difícil descrever, que ainda talvez tivesse o da minha mulher misturado.

Nossas línguas se exploraram com selvageria. Ay estava com a respiração ofegante. Puxei-a pela cintura para mim como fosse um reflexo, fazendo seu corpo ficar colado no meu, nossos sexos se tocando. A namorada de Gabriel gemeu na minha boca. Foi um beijo longo. Não exploratório, mas faminto, sem hesitação, ressalvas ou pudor, como se sempre houvesse sido daquele jeito. Aquela delícia de mulher começou a se esfregar em mim, fazendo meu pau dar solavancos. Desci a mão para a lateral da sua coxa, enquanto com a outra acariciava seu rosto e sua nuca. Ay acariciava a minha com desejo. Subi a mão por dentro do seu baby-doll, apertando com vontade aquelas coxas macias. Ay segurou minha mão e puxou para baixo, a respiração acelerada, se afastando um pouco de mim e me olhando nos olhos, segurando meu rosto com as duas mãos.

- Calma, meu amor. Vamos devagar. Só o beijo por hoje para matar a sede.

Fiz que sim com a cabeça. Ana e Gabriel estavam abraçados, os corpos colados, olhando para nós. O olhar de ambos era de êxtase.

- Megerinha, do meu coração, acho que pegamos os namorados trocados – brincou, ainda ofegante.

- Que descuido o nosso, vamos endireitar – respondeu a Megera com um sorriso safado na boca e os olhos brilhando.

Ana se descolou de Rafael. Ay levantou do meu colo. Sem mais nada dizer, Ana me puxou pelo braço quase que com brutalidade, me empurrou contra a parede e sua boca tomou a minha com uma fúria que eu raras vezes presenciara, mordendo meus lábios, seus braços percorrendo minhas costas, suas mãos me apertando.

- Eu te amo – sussurrou com a voz embargada, mordendo o lóbulo da minha orelha.

- Também te amo, Megera – respondi, beijando seu pescoço, devorando sua boca e enfiando minha mão por baixo do shortinho folgado do seu baby-doll, apertando sua bunda.

Ana gemia na minha boca e eu na dela. Meu corpo parecia pegar fogo por dentro.

- Me fode, Demônio, acaba comigo.

Foi quando me dei conta de que, como por encanto, Gabriel e Ay haviam desaparecido da cozinha, enquanto nos devorávamos.

- Vamos para a cama – sugeri.

- Eu quero aqui mesmo – respondeu já baixando o shortinho e a calcinha de uma só vez.

Desabotoei a bermuda só o suficiente para colocar o pau para fora, encurralei minha namorada contra a parede e a penetrei de pé. Sua buceta parecia um lago e meu pau deslizou até o fundo. Ana gemeu alto, sem controle. Se agarrou a mim, as unhas nas minhas costas. Enquanto metia fundo, com força e num ritmo frenético, beijava, cheirava e mordia seu pescoço com fome.

Minha namorada grunhia, fazendo esforço para não gritar. Senti que não ia aguentar muito. O tesão era descomunal, me arrepiava a espinha e esquentava minha nuca.

- Goza para mim, minha putinha – rosnei em seu ouvido.

Seu corpo todo se retesou, sua buceta se contraiu violentamente e Ana não conseguiu controlar um grito agudo, ao mesmo tempo em que eu urrava em seu ouvido, quase escandalizado com tanta porra que saía de mim e inundava a buceta da minha mulher. Acho que nunca tinha gozado tão forte e de maneira tão prolongada na minha vida.

Tive que sustentar o peso da Megera, mesmo estando com as pernas bambas, porque a coitada estava toda mole. Foi quando ouvimos os gemidos altos de Ay e Gabriel. Ana Clara saiu do transe e me pediu que lhe ajudasse a vestir a calcinha e o short. Assim fiz antes de pegar uma cerveja na geladeira e dois copos.

- Que sede é essa, amor?

- Você ainda pergunta?

- Sabia que eu te amo demais? Você me ama tanto quanto?

- Ainda pergunta? – reagi, dando-lhe um abraço apertado e apaixonado.

Chegando na sala, encontramos Gabriel e Ayanna deitados no sofá, ela em cima dele, sem a parte de baixo do pijama, com aquela bunda linda para cima.

- Que espetáculo – brinquei.

- Aproveita, que hoje você vai só olhar – respondeu Ay, se levantando, não se importando muito com nossa presença.

Para não ser indiscreta, já que Gabriel estava com a bermuda no joelho, Ana Clara avisou que ia tomar um banho, porque estava com a buceta toda melecada. Eu falei que voltaria à cozinha para pegar mais copos.

- Megerinha, vou tomar banho com você. Vem tomar na suíte – ouvi Ay gritar para minha namorada.

Quando voltei com o copo, Gabriel já havia se recomposto. A casa cheirava a sexo e paixão. Levei o copo até ele e servi. Sentei-me ao seu lado no sofá e fizemos um brinde.

- Ao amor e a putaria, mas só com nossas gatas – brincou.

- Só com elas – respondi.

- Como eu estava precisando disso – falou Gabriel saboreando a cerveja estupidamente gelada.

Ainda ficamos um bom tempo bebendo, beliscando, conversando e ouvindo música, acompanhados das deusas. Ninguém tocou mais no assunto, mas era nítido que todos estavam completamente à vontade.

Antes de dormir, eu e a Megera ainda demos mais uma trepa deliciosa, com ela em cima de mim, depois de me oferecer uma mamada deliciosa. Nossa jornada no Rio de Janeiro estava só começando.

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Esse é um conto 100% autoral e exclusivo para a Casa dos Contos.

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Até o próximo episódio!

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Foto de perfil genéricaTheodor e AlineContos: 10Seguidores: 18Seguindo: 44Mensagem O erotismo é uma forma de expressão.

Comentários

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E começoouuu!!! Show de bola!!

Parabéns mais uma vez Theodor e Aline!

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Obrigado! Pelo visto, essa viagem ainda vai render mais do que a Caderneta de Poupança. rs

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Vou ser sincero, me dava um certo receio de que quando vcs colocassem essas situações, eles pudessem vir a se desentender, mas não será o caso, será delicioso acompanha-los em suas jornadas e aventuras!

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A impressão é de que os quatro são muito maduros, apesar de jovens, mas é sempre um risco, mesmo com essa cumplicidade. Vai que alguém se apaixone demais pela pessoa errada, que role ciúme, uma frase mal colocada, uma atitude mais intempestiva. Mas vamos ver no que vai dar essa safadeza toda.

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É que me lembrei do ep 1, quando teve a aparição do coroa Julio. Com Gabriel e Ay a coisa ta indo de uma forma bem saudavel.

Será que veremos Julio de novo???

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Q uem sabe na cerimônia de união dos trapos? rs

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Tenho certeza que veremos muitas coisas do nosso casal preferido!!

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