Cláudia 3: a virtude é um disfarce, o pecado uma certeza

Um conto erótico de Dona4ngela
Categoria: Heterossexual
Contém 3692 palavras
Data: 18/05/2026 15:17:35

Treinava na academia, como faço habitualmente todas as manhãs antes de ir pro trabalho, na Barra. Conversava com Simone, uma colega que sempre vai no mesmo horário que eu. Ela tem 36 anos, é enfermeira, separada e sem filhos. É a legítima falsa magra, morena, cabelo liso bem preto um pouco abaixo dos ombros, usa sempre roupas da última moda, tem um corpaço e várias tatuagens, mas não para com namorado nenhum. Recentemente nosso contato aumentou, pois, como enfermeira, com especialização na área de estética, ela obteve autorização para realizar alguns procedimentos. Como toda mulher depois dos 40 quer frear o tempo, e ultimamente minha condição material melhorou razoavelmente, comecei a fazer umas aplicações de botox com ela, para lutar contra as rugas e demais marcas de expressão no rosto. Assim, passamos a conviver além da academia e ficamos muito próximas. Simone sabe das minhas escapulidas fora do casamento, mas nunca entramos em detalhes. Apenas noto que quando esses assuntos surgem, ela fica me escutando e olhando com um sorriso malicioso.

Neste dia recebi um WhatsApp de Alessandro, na hora do almoço, perguntando se eu ia demorar, pois ele queria conversar. Fiquei apreensiva pensando o que poderia ser, e preocupadíssima com a possibilidade dele ter descoberto alguma coisa. Ao fim do expediente fui direto pra casa. Um turbilhão de coisas passava pela minha cabeça enquanto dirigia pela Linha Amarela. Cheguei buscando esconder a ansiedade, conversei com minha filha, e, enquanto esquentava a janta, Alessandro saiu do escritório e veio ao nosso encontro. À mesa, jantamos em família. Quando Sofia voltou pro quarto, ele iniciou a tal conversa. Como disse no primeiro conto, Alessandro trabalha com mercado financeiro, numa corretora de investimentos. Desde a pandemia ele está em home-office. Naquele dia pela manhã houve uma reunião com alguns diretores da empresa que lhe propuseram sair do home-office, na condição de consultor. Isso representaria um aumento de salário, mas, em contrapartida, ele teria que viajar sistematicamente.

Fiquei feliz por ele, um profissional competente, que estava encarcerado num escritório dentro de casa há alguns anos, e agora poderia crescer mais na sua profissão. Argumentei que Sofia já era uma adolescente de 16 anos, que poderia ficar sozinha em casa de tarde, quando viesse da escola, até eu chegar do trabalho. Chamamos ela para contar da novidade e lhe expor as novas responsabilidades que teria. Para comemorar, abrimos um espumante e brindamos. Naquela noite transamos gostoso, como há tempos não fazíamos. Mas, por melhor que tenha sido, não é igual ao sexo com os namorados.

No dia seguinte pela manhã, seguindo a rotina, fui à academia. Treinava conversando com Simone quando ela perguntou o que eu faria no sábado. De imediato lhe disse que não sabia, não tinha nada marcado, mas frisei que como ainda era quarta-feira, poderia acontecer de Alessandro ou Sofia proporem alguma coisa. Simone falou que naquele sábado teria um pagode à beira da piscina num Clube no Grajaú (bairro da Zona Norte carioca). Ela é sócia de lá, e conhecia o cara que estava promovendo o evento, que seria “alto nível”, enfim… Desconfiei um pouco pois conheço o lugar e, apesar de ser enorme e muito arborizado, trata-se de um Clube decadente, cuja frequência está baixíssima, que está indo a leilão por dívidas e alugando seus espaços para eventos, a fim de fazer caixa.

Na hora tive a nítida sensação que aquilo seria uma baita furada. Para desconversar sem ser mal educada, respondi que uma mulher de 45 anos, casada, não se mete em pagode à beira da piscina. Simone reforçou que a festa seria de “alto nível”, e que ela não queria ir sozinha. Disse que iria sondar a situação em casa e, até sexta, lhe dava uma resposta.

À noite, jantando com Alessandro e Sofia, ele disse que teria de ir para São Paulo participar de um curso e ficaria fora de sexta até segunda. Estranhei o fato do curso pegar o final de semana mas, cheia de segundas e terceiras intenções, não questionei. Na manhã seguinte, quando estive com Simone na academia, confirmei que iria ao pagode. No entanto, frisei que era: “Só pra te fazer companhia”. Alessandro viajou sexta de manhã, menos um problema. Com relação à Sofia, lhe disse que teria de trabalhar sábado, na inauguração do stand de vendas de um novo empreendimento. Foi quando ela falou que havia marcado para estudar com umas amigas e depois iriam ao cinema. Ótimo, pensei comigo.

Simone me buscou ao meio-dia de sábado, o evento estava previsto das 10 às 21h. Sai de casa vestida como se realmente fosse trabalhar, e levei numa bolsa a indumentária que reservei para o pagode. Quando entrei no carro ela me olhou assustada, e, antes que dissesse qualquer coisa, falei: “Tenho uma filha de 16 anos que está em casa, e não pode nem desconfiar das travessuras da mamãe dela”. Simone caiu na gargalhada e dirigiu direto pro Clube. Chegando lá, troquei de roupa. Vesti um micro biquíni preto que é realmente mínimo — o fio dental fica atolado no meu bumbum carnudo e redondo, deixando quase tudo à mostra. A parte da frente, super cavada, evidencia minhas virilhas lisinhas. O sutiã mal cobre os meus seios, volumosos e pesados, ligeiramente flácidos, espremendo-os para cima. Afinal, não sou mais uma garotinha. Quando tirou a saída de praia que usava, Simone revelou um biquíni vermelho semelhante ao meu e disse rindo: “A gente tá um escândalo, amiga”.

O evento estava lotado, muita gente bonita, mas nada de “alto nível”. Era uma multidão suada, pagode tocando alto, muita bebida e a pegação parecia frenética. Bagunça boa! Caipirinha na mão, samba no talo. Começamos a dançar coladas. Simone grudou em mim por trás, com as mãos na minha cintura, quadril roçando no meu bumbum. “Você tá uma delícia com essas mechas loiras e esse rabão todo de fora…”, sussurrou no meu ouvido, mordendo minha orelha. Meu corpo respondeu na hora e senti uma baita quentura. Ela me virou, nossas bocas colaram e nos beijamos ali mesmo, no meio da pista, línguas se enrolando, saliva misturada, as mãos dela apertando minha bunda Eu retribuí, sentindo os seios dela contra os meus, e o cheiro de perfume misturado com suor.

Não paramos por aí. Um cara alto se aproximou dançando, Simone riu e nossa pegação continuou. Nisso, outro cara chegou perto de nós oferecendo bebida. Mal ensaiamos uma conversa, quando ele e Simone começaram a se beijar. Pareciam já se conhecer. Nessa, acabei ficando com outro carinha. Enquanto nos beijávamos, suas mãos apertavam meu bumbum quase nu. Senti o pau dele duro roçando na minha barriga. Simone, do lado, aos beijos com outro, não tirava os olhos de mim, com aquele sorriso de safadinha que eu já conhecia. Trocamos de parceiro duas vezes, mas sempre com Simone voltando pra mim, roçando sua buceta na minha coxa, e os dedos discretamente deslizando por baixo do biquíni, tocando o meu grelo. Estava tão excitada que mordi seu ombro pra não gritar, meu corpo tremia abraçado ao dela enquanto o pagode abafava tudo, e os caras olhavam espantados.

Eu estava no paraíso proibido: mãe, casada, gerente bem sucedida e ali, de micro biquíni, numa festa com ares de balada liberal. Nunca tinha vivido algo desse tipo. Era tudo muito novo, e a culpa bateu forte — “Alessandro tá em São Paulo confiando em mim, Sofia com as amigas…” —, mas o tesão era maior. Entramos os quatro na piscina lotada, e a pegação recomeçou. O cara que estava com Simone chegou a alça do sutiã dela pro lado e começou a chupar seu seio, enquanto o que estava comigo, vendo a minha excitação, passou a dedar - de leve - minha buceta. Nos poucos instantes que conseguia olhar a volta, notava que aquele estado de coisas ali era o normal. Comecei a pegar no seu pau, quando, de repente, ouvimos uma gritaria. Era um princípio de confusão próximo ao bar. Pessoas correndo, seguranças intervindo… Isso cortou o clima entre a gente.

Saímos da piscina, os quatro, nos afastamos do bar, e ficamos conversando sentados numa mesa com ombrelone, enquanto os seguranças acabavam com a confusão. Pelo papo que se estabeleceu entre nós, notei que Simone e os caras realmente já se conheciam de “outros carnavais”. Um se chamava Paulo e o outro Marcelo, ambos se referiam à ela apenas como Si. Enquanto falavam, fui entendendo melhor o que rolava. Simone e eles frequentavam festinhas particulares há algum tempo. Foi quando ela me olhou e disse:

- Relaxa, Claudinha! Sexo casual com outros não diminuirá o amor que você sente pela sua família.

Paulo tomou um gole da caipirinha e falou naquele tom de predador:

- Ah! Então essa é a Cláudia que vc comentou, Si?! Casada, mãe, trai o maridão… Mas a culpa bate forte depois. A maioria das casadas que entram nessa vida dupla passam por isso…

Antes de qualquer reação minha, Simone encostou o ombro no meu, colocou a mão na minha coxa, e falou baixo:

- Amiga, eu não armei nada pra te “corromper”. Eu só te trouxe porque achei que você fosse gostar. É sobre sexo ser só sexo. Pra mim, o maior barato é voltar pra casa, pra minha vida, me sentindo mais viva. Sem drama, sem culpa, só prazer. Mas se você quiser, a gente vai embora agora…

E Paulo completou:

- O tesão vem do proibido, da novidade, de se sentir desejada por novas pessoas. Pra muita mulher casada é exatamente isso que falta em casa…

Quando eu ia falar, Simone me olhou nos olhos e disse com uma sinceridade que me desarmou:

- Ninguém aqui tá tentando te transformar em nada que você já não seja, amiga. Você já trai, já mente, usa esse corpão pra obter vantagens quando te interessa… É uma putona safada pra caralho, só que fica se punindo por isso. Para de se julgar tanto! Ser mãe, ser esposa, profissional competente… E ao mesmo tempo gostar de dar pra outros não te faz pior. Só te faz mais real. Mais viva. Para de fingir que não sente tesão por isso! Se liberta!

Quando parou de falar, Simone me deu um selinho. Senti um nó na garganta. A culpa estava ali, latejando junto com meu corpo. Mas pela primeira vez alguém estava falando disso sem romantizar nem demonizar. Era só humano. Real.

Marcelo, até então calado, levantou-se e foi pegar umas cervejas. Quando retornou, Simone estava no maior amasso com Paulo e eu ali de bobeira. Marcelo aparentava ser o mais novo de nós quatro. Me deu uma lata de cerveja, falamos algumas amenidades até os beijos iniciarem junto com aquela pegação gostosa. Instantes depois Paulo sugeriu que fossemos para um lugar mais reservado. Como não conhecia em detalhes o Clube, somente os segui. Saímos do parque aquático, descemos um lance de escada e entramos num corredor estreito e sujo, que terminava numa porta. Marcelo a abriu e chegamos num local que parecia um salão abandonado. Infiltrações no teto e nas paredes, engradados de cerveja jogados e mobílias fora de uso empilhadas num canto. O cheiro de mofo misturado com cigarro e suor era forte.

Simone foi a primeira a tomar a iniciativa. Me puxou pela mão, encostou minhas costas na parede descascada e me deu um beijo molhado, daqueles que chupam a língua. Enquanto isso, Paulo e Marcelo já tiravam as bermudas. Os dois paus duros saltaram: o de Paulo mais grosso e curvado pra cima, o de Marcelo mais comprido, com a cabeça rosada brilhando de pré-gozo. “Olha o que eu trouxe pra vocês hoje”, Simone falou rindo, virando-me de frente pra eles como se eu fosse o prato do dia. Eu devia ter ficado chocada, mas meu corpo já tava pegando fogo. Simone desamarrou o laço de cima e meus peitos pularam livres, ligeiramente caídos. Paulo e Marcelo soltaram um assobio baixo, e vieram mamar.

“Porra, que peitos gostosos… E esse rabão, hein?”, Marcelo falou com a boca num dos meus seios e apalpando minhas nádegas. Eles não perderam tempo. Paulo me virou de costas, empinou bem o meu bumbum e deu um tapa estalado que ecoou no salão vazio. Depois abaixou o fio dental do biquíni até meus tornozelos. Fiquei completamente pelada, só com bronzeado marcando as curvas do meu corpo. Simone ajoelhou na minha frente, abri as pernas e ela começou a chupar minha buceta com vontade. Sua língua era quente e ágil, circulava o clitóris enquanto dois dedos entravam e saíam rápido. Eu gemia alto, sem me importar se alguém escutava. Atrás de mim, Paulo cuspiu no meu cuzinho e enfiou um dedo e depois dois, abrindo caminho. “Relaxa esse rabão, gostosa… Hoje ele vai trabalhar pra caralho”, falou decidido. Marcelo enfiou o pau na minha boca. Chupei com vontade, babando tudo, sentindo a cabeça bater no fundo da garganta enquanto Simone continuava me chupando por baixo. Estava sendo usada pelos três ao mesmo tempo! Nunca havia me sentido tão puta na vida.

Depois de uns minutos assim, Simone se levantou, tirou o próprio biquíni vermelho e ficou nua também. O corpo dela era uma tentação: tatuagens coloridas, cintura fina e uma buceta rosada só com aquele bigodinho. Paulo a puxou pelo cabelo e mandou ela ficar de quatro ao meu lado. “Agora é sua vez, Si. Mostra pra Claudia como se toma rola de verdade.” Simone obedeceu rindo, empinou o rabo e Paulo meteu na buceta dela com tudo, fazendo aquele barulho molhado. Ao mesmo tempo, Marcelo me colocou de quatro do lado dela e socou no meu cu. Os dois paus entravam e saíam no mesmo ritmo, eu e Simone gemendo juntas, lado a lado, como duas vadias se equilibrando como podiam num banco velho. “Porra, que cu gostoso, Claudinha!”, Marcelo grunhia atrás de mim, dando tapas nas minhas nádegas enquanto me enrabava com vontade.

Paulo, fodendo Simone, respondia: “Sua bucetinha é uma iguaria, Si!” Nessa, eles trocaram de buraco várias vezes. Marcelo saía do meu cu e metia na buceta da Simone. Paulo vinha e enfiava tudo no meu rabo. Simone virava o rosto e nos beijávamos, nossas línguas se enrolavam enquanto levávamos rola sem dó nos dois buracos. Depois eles nos colocaram uma por cima da outra. Eu deitei de costas, Simone sentou na minha cara, esfregando a buceta na minha boca enquanto eu lambia tudo. Paulo ajeitou-se entre minhas pernas e meteu na xota. Marcelo ficou atrás de Simone e botou no cu dela. Agora eu levava na buceta, na posição de frango assado, e Simone tomava no cu esfregando a buceta na minha língua. “Chupa minha buceta, Claudinha! Isso, safada!”. Simone gemia, rebolando no meu rosto.

Gozei pela primeira vez assim, com uma pepeka na boca e o corpo tremendo. Mas eles queriam mais. Após uma breve pausa para um cigarrinho, nos viraram de novo. Dessa vez me colocaram sentada no colo de Paulo, com o pau dele todo enterrado na buceta, batendo no fundo do útero. Eu subia e descia rebolando gostoso, enquanto ele chupava meus seios. Marcelo se aproximou por trás, cuspiu no meu cuzinho já dilatado. Entendendo o que ele queria, abracei Paulo e empinei a raba deixando o acesso livre ao cuzinho que foi todo preenchido pela rola dele. Que dp gostosa! Um pau na buceta e outro no cu ao mesmo tempo. A sensação foi absurda. Me sentia completamente preenchida, os dois paus dentro de mim, separados apenas por uma parede fininha. Eu sentia cada veia, cada pulsação, os dois roçando um no outro lá dentro. Meu corpo inteiro tremia. Comecei a gemer e balbuciar palavras sem controle: “Ai meu Deus… um na buceta e outro no cu… tô tô toda preenchida… me arromba, porra… me fode, caralho! Puta que pariu!”

Simone assistia de perto, meio espantada com o meu desempenho. Seus olhos brilhavam de tesão, e ela enfiava os dedos na própria buceta. Depois foi a vez de Simone ser ensanduichada. Eles nos foderam de todas as formas, não sei por quanto tempo. Revezavam-se entre nós, trocavam de orifício, cuspiam, nos davam tapas na bunda e na cara… Ao final, nos colocaram de joelhos, lado a lado, bocas abertas, seios e línguas pra fora. Paulo e Marcelo bateram punheta rápida e gozaram quase ao mesmo tempo: jatos grossos e quentes na nossa cara, nos peitos, na língua e escorrendo pelo queixo. Simone e eu nos beijamos com porra na boca, misturando tudo, lambendo uma à outra até ficarmos brilhando de gozo.

Eu estava destruída: cabelo todo grudado de suor e porra, bumbum avermelhado dos tapas, leite escorrendo do cu arrombado e a buceta inchada. Simone não estava muito diferente. Sorrimos satisfeitas. Caímos os quatro por ali, numas cadeiras improvisadas, ofegantes e rindo da loucura. Simone passou a mão no meu cabelo e falou baixinho no meu ouvido: “Viu? Não acabou o mundo. Você continua sendo a Cláudia… Só que agora um pouco mais leve.” Ficamos uns minutos ali, corpos suados e melados de porra, recuperando o fôlego. Paulo e Marcelo acenderam outro cigarro e ficaram conversando, com as pirocas descansando sobre as coxas. Simone foi a primeira a se levantar, se espreguiçou naturalmente e me disse: “Vamos nos lavar antes que alguém apareça por aqui. A piscina é logo ali em cima.”

Subimos as escadas de volta à área da piscina. O sol estava se pondo, mas o pagode ainda tocava alto e a festa seguia agitada. Tomamos uma ducha e entramos na parte rasa da piscina, onde havia umas dez pessoas se refrescando. A água lavava o suor, mas o cheiro de sexo ainda estava na pele. Simone veio pra perto de mim, encostou o corpo no meu debaixo d’água e começamos a nos beijar carinhosamente. Olhei pra ela e perguntei baixinho, quase num sussurro: “Amiga… Você não fica preocupada? Transar assim com parceiros diferentes, sem preservativo, sem nada?” Nunca estive numa festa assim. Pra mim isso aqui é como descortinar um mundo novo, que vai muito além de ter eventuais amantes fora do casamento.

Ela riu baixinho, passou a mão na minha coxa debaixo da água e disse:

- Preocupada eu fico, amiga… Mas me cuido. Eu tomo PrEP.

Franzi a testa, sem entender nada. PrEP? Nunca tinha escutado aquela palavra na vida.

- PrEP? Que porra é essa, Simone? É algum remédio novo pra não engravidar?

Simone deu uma gargalhada curta e falou:

- Não, amiga… PrEP é Profilaxia Pré-Exposição. É um remedinho que a gente toma todo dia pra não pegar HIV. Funciona muito bem se tomar certinho. Eu faço o teste regularmente, tomo direitinho e por isso consigo curtir sem paranoia. Claro que pra outras coisas a gente tem que se cuidar também… mas pro HIV, pelo menos, eu tô protegida.

Fiquei olhando pra ela, processando a informação. Meu coração acelerou. Eu ali, 45 anos, mãe de família, gerente de imobiliária, cheia de porra de dois caras escorrendo ainda do cu e da buceta… E nem sabia que existia um remédio pra se proteger disso.

- E você… nunca pegou nada? - perguntei, a voz saindo mais preocupada do que eu queria.

- Peguei gonorreia uma vez, mas tratei rápido. Fora isso, tô limpa. Mas ó, não é mágica não, hein? Tem que fazer exame de sangue de tempos em tempos, usar camisinha quando der, e não ser burra. Eu gosto de sentir a rola na pele, quente, gozando dentro… Igual você sentiu hoje. Ela piscou pra mim e apertou minha bunda debaixo d’água, bem safada.

Fiquei em silêncio por uns segundos, sentindo a água bater no meu corpo. A culpa que tinha dado uma trégua durante a foda voltou. E se eu tivesse pegado alguma coisa? E se Alessandro descobrisse não só a traição, mas uma doença? Sofia em casa… A vida toda que eu construí com tanto esforço. Simone percebeu meu silêncio e falou mais baixo, quase no meu ouvido:

- Se você quiser, eu te passo o contato da médica que me acompanha. Ela é discreta, super de boa. E se você quiser começar a PrEP também… A gente conversa. Mas só se você quiser continuar nessa vida, né? Porque se for só por hoje… Melhor nem mexer com nisso.”

Assenti devagar, ainda atordoada. A água da piscina lavava meu corpo por fora, mas por dentro eu tava uma bagunça completa: tesão residual, culpa, medo e uma curiosidade perigosa que não queria admitir. Paulo e Marcelo se aproximaram de novo, já com caipirinhas na mão, oferecendo pra gente. Simone pegou uma e me deu outra, sorrindo como se tudo fosse a coisa mais normal do mundo. “Bebe, amiga. Relaxa!” Peguei o copo, dei um golão.

Ficamos na festa até umas 19h. No carro, voltando pra casa, fiquei quieta. Quando paramos num sinal, Simone falou com a voz tranquila: “Claudia, respira. Sobre o Paulo e o Marcelo… fica tranquila. Eu conheço os dois há algum tempo, já transamos várias vezes em festas assim. Os dois fazem exame todo trimestre, estão limpos. Não é que seja 100% garantido, mas com eles eu me sinto segura pra curtir sem camisinha. O problema não são eles… O problema é quando a gente começa a ter muitos parceiros diferentes. Aí sim tem que se proteger pra valer.”

Concordei, ainda com um aperto no peito:

- Eu sei… Mas é que foram dois caras ao mesmo tempo, sem nada. Fiquei empolgada na hora, mas agora tô pensando. Não quero levar nada pra casa, entende?!.

Simone disse com carinho:

- Por isso que eu te falei da PrEP. Ela protege contra HIV. Mas pra outras ISTs a gente precisa fazer os exames. Eu vou te passar o WhatsApp da Dra. Adriana. Ela é excelente! Não vai ficar perguntando nada da sua vida. Marca logo. Eu posso ir com você se quiser, ou você vai sozinha. Mas vai.

Fiquei olhando pela janela do carro, sentindo uma mistura estranha: preocupação real, culpa pela família, mas também aquela faísca de excitação que sempre vinha quando o risco aparecia. Afinal, eu não era mais uma novata nisso. Cheguei em casa às 19h40. Sofia ainda não tinha voltado do cinema com as amigas. Tomei um banho longo, esfregando o corpo com calma, sentindo o cu e a buceta ainda sensíveis. Deitei na cama e fiquei pensando: no que estou me metendo, meu Deus?!

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Comentários

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Li todos os teus contos, e a autenticidade foi um dos fatores q me agradou. Prazer, qdo estava gostoso. E ansiedade, qdo a seriedade familiar pegava. Se gosta de fazer, tb sabe e gosta de contar. Parabéns!

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