As duas faces do meu marido Parte 3

Um conto erótico de Marina
Categoria: Heterossexual
Contém 2898 palavras
Data: 02/05/2026 17:34:32

A vida tem um jeito curioso de nos ninar antes de nos lançar ao abismo. Durante um longo tempo, o silêncio da nossa casa não era vazio; era preenchido por uma paz que eu achava que havíamos conquistado para sempre. Diego e eu vivíamos o que muitos chamariam de o auge de um casamento. No dia do nosso aniversário, eu estava sentada à mesa com meu notebook, atenta, colocando para a tela todas as minhas ideias, além de continuar trabalhando. O trabalho à distância me permitia estar presente, mas minha mente estava longe, mergulhada nas palavras do projeto que eu vinha escondendo dele. Senti o ar mudar antes mesmo de ouvir os passos. De repente, sinto mãos quentes e conhecidas cobriram meus olhos, trazendo o cheiro do perfume que eu mesma escolhi para ele.

— Adivinha quem chegou? — a voz dele era um sussurro rouco, carregado de uma alegria que ele mal conseguia conter, me fazendo corar em meio aos seus dedos, enquanto um sorriso se forma em meus lábios.

— O meu marido lindo! — respondi, sorrindo antes mesmo de sentir seus lábios tocarem meu pescoço em um beijo breve e carinhoso.

— Isso mesmo, meu amor. Não quer ir comigo lá fora? Tenho uma coisa para te mostrar.

Curiosa, fechei o notebook e o segui. Quando atravessamos a porta, meus olhos se arregalaram. Parada ali, reluzente e imponente, estava uma Ram Rampage 2.2 Turbo. Era o carro que ele namorava em anúncios há meses. Diego estava parado ao lado do veículo, balançando as chaves com um brilho nos olhos que me fez esquecer qualquer preocupação.

— Uau, amor! Você conseguiu... Mas vem cá, isso não é muito caro? — Perguntei, enquanto mantive-me junto a ele.

— Consegui sim, meu amor — ele disse, me apertando contra o peito. — Não se preocupe. Eu consegui uma bela variável esse mês, e dei entrada nele. Mas não é só essa a surpresa. Vem cá.

Ele enfiou a mão no bolso e tirou outra chave. Dessa vez, não era de um carro. Ele pegou minha mão, colocou a chave na minha palma e fechou meus dedos sobre ela, mantendo a mão dele por cima da minha em um gesto de proteção e entrega.

— Estou comprando um apartamento maior para morarmos. Ele ainda não está pronto, vai ser entregue daqui a quatro meses, mas eu queria te dar esse presente de aniversário de casamento. O apartamento está no seu nome, Marina. Eu já providenciei toda a papelada.

Senti meus olhos marejarem instantaneamente. Era um gesto de uma generosidade que me assustava. Ver o progresso dele, o homem que há pouco tempo contava moedas nas entregas, transformado em alguém que podia nos dar um teto de luxo, era emocionante. Mas algo dentro de mim, pensava não ser justo que ele sozinho arcasse com tudo, já que ele estava a pouco tempo em seu cargo. Eu comentei.

— Diego, eu não posso aceitar que apenas você fique arcando com esse apartamento, eu quero te ajudar a pagar, você sabe que temos como faze-lo, além disso, eu tenho meu dinheiro e logo estarei fazendo isso aqui.

Em seguida aproveitei para virar o notebook depois que abri ele novamente e mostrei para Diego todas as páginas que já havia escrito de um livro. Comentei que tinha vontade de publica-lo e que ele já estava praticamente quase pronto. Diego ficou radiante com aquilo, e então voltei a insistir em ajuda-lo com o apartamento.

Ele sorriu, e concordou. Naquele dia, celebramos como se o mundo fosse pequeno demais para nós. Diego havia sido promovido novamente, agora com um salário que parecia irreal para a nossa antiga realidade. Com pouco mais de um ano e meio de empresa, ele era o queridinho do escritório, o exemplo de esforço que todos admiravam. Eu via sua felicidade e a tomava como minha. No meio da comemoração, ele me perguntou sobre o que eu andava escrevendo com tanto afinco.

— Estou quase terminando meu livro, Diego. Pretendo publicá-lo em breve. Você quer ler?

— Eu irei ler depois amor. Nossa, que incrível, Marina! Agora eu posso te apoiar nisso de verdade. Se precisar de ajuda para encontrar uma editora, eu faço questão de correr atrás com você. Somos um casal, um time. Onde um vai, o outro vai junto.

—Eu tenho realmente um marido incrível. — Respondi, enquanto estávamos agarrados um com o outro. Logo, o clima esquentou, e ele passou a me beijar, unindo sua boca na sua, enquanto passou as mãos em minhas costas. A gente se beijava ali, se amava, completamente tomados pela paixão e desejo.

A língua dele entrou na minha boca, quente e exigente, e eu correspondi com a mesma fome. Nossas mãos começaram a percorrer o corpo um do outro, apertando, puxando.

Sem parar de me beijar, ele me guiou devagar pelo corredor em direção ao banheiro. Eu ia andando de costas, rindo baixinho entre os beijos, tirando a camisa dele no caminho. Quando chegamos no banheiro, ele já tinha tirado minha blusa e eu estava só de sutiã. Diego abriu a porta do box, ligou o chuveiro e a água quente começou a cair.

A gente entrou ainda se beijando, e debaixo do chuveiro senti a água molhando nossos corpos. Ele tirou meu sutiã com habilidade, jogou pra fora do box e pegou meus seios com as duas mãos, apertando enquanto a água escorria entre meus mamilos. Eu gemi na boca dele e desci a mão pro volume da cueca, apertando o pau dele por cima do tecido.

— Quero você agora — murmurei, mordendo o lábio dele de leve.

Diego me virou de frente pra parede do box, puxou a minha calcinha de uma vez até meus pés. Eu saí delas chutando pro canto. Ele se livrou de sua cueca rapidinho, os meus dedos seguravam o seu caralho já duro e latejando. A água quente batia nas nossas costas enquanto ele se encaixava atrás de mim.

Com uma mão ele segurou meu quadril, com a outra guiou o pau e esfregou a cabeça grossa na entrada da minha buceta, que já estava molhada de tesão. Ele empurrou devagar e entrou inteiro de uma vez, me enchendo toda. Eu soltei um gemido alto, ecoando no box, e apoiei as mãos na parede.

Ele começou a meter gostoso, fundo, no ritmo que eu amo. A água foi escorrendo pelo nosso corpo e tornando tudo mais sensual. Diego segurava meus quadris com força, socando o caralho dentro de mim enquanto eu rebolava pra trás, encontrando cada estocada. O som molhado da pele batendo misturava com o barulho da água.

— Mais forte, amor… — pedi, ofegante.

Ele obedeceu. Segurou meu cabelo molhado com uma mão, puxou de leve minha cabeça pra trás e começou a foder mais rápido e mais fundo. Cada socada fazia meus seios balançarem e batiam contra a box. Eu sentia o pau dele entrando e saindo, roçando em todos os pontos certos dentro da minha bucetinha.

Diego soltou meu cabelo, passou a mão pela frente e começou a massagear meu grelinho enquanto continuava metendo. Isso me fez perder o controle. Minhas pernas tremeram, a buceta apertou forte em volta do pau dele e eu gozei gemendo alto o nome dele, o corpo todo convulsionando de prazer.

Ele não parou. Continuou socando mais algumas vezes, bem forte, até que deu um gemido rouco, enfiou o caralho bem fundo e gozou dentro de mim, pulsando forte enquanto a água quente lavava nossos corpos suados.

A gente ficou um tempo assim, ele ainda dentro de mim, abraçados debaixo do chuveiro, respirando pesado, trocando beijos lentos enquanto a água caía.

Algum tempo depois, estava no mercado, pretendia fazer algo especial para o marido hoje assim que ele chegasse. Logo, sinto um toque no ombro. Ao me virar, dei de cara com César. Fazia uma eternidade que eu não o via. César tinha sido meu amigo de infância, alguém com quem cheguei a namorar, mas que teve a hombridade de terminar comigo anos atrás porque havia se apaixonado perdidamente por outra mulher. Ele foi tão honesto na época que não consegui odiá-lo; ficamos amigos, até que a vida nos afastou.

— Marina! Quanto tempo! — ele disse, mas seus olhos não acompanhavam o sorriso. Estavam fundos, cansados.

— Oi, César! Que surpresa, meu amigo... Como você está? — perguntei, genuinamente preocupada.

— Não muito bem... estou enfrentando alguns problemas pessoais graves. E você? Soube que se casou.

— Estou bem, na verdade, mais feliz do que nunca.

Ele desviou o olhar para uma pera na seção de frutas, apertando-a de leve.

— Ele tem cuidado bem de você? — a pergunta saiu carregada de uma melancolia estranha.

— Sim. Eu nunca fui tão feliz em toda a minha vida. O Diego é zeloso comigo de um jeito que ninguém nunca foi.

— Eu entendo... — ele murmurou. — Me desculpe se isso, de alguma forma, machucou você. O passado, eu quero dizer.

— Isso é passado, César. Você não mentiu para mim quando teve a chance. Você terminou da forma mais honesta possível. Se fosse outro... talvez tivesse me enganado.

— Mas no final, não valeu a pena, não é? — ele disse, com amargura. Eu sabia da história. A mulher por quem ele me deixou o traiu da pior forma possível, destruindo ele por completo.

— Não fique remoendo esse sentimento — eu disse, tocando seu braço. — Eu sei que perdoar aquela mulher é difícil, mas se perdoe, meu amigo. Pelo seu bem e pelo bem da sua filha. Você é um homem bom.

Ele suspirou, parecendo tirar um peso dos ombros por um segundo.

— Verdade. É sempre bom ouvir seus conselhos, Marina. Fico feliz que você esteja bem. Se cuida.

Ele se despediu e eu segui meu caminho, mas aquela conversa me deixou pensativa. O mundo era cheio de pessoas que se perdiam em traições e mentiras, e eu me sentia em uma bolha de proteção com o Diego.

Cheguei em casa decidida a retribuir todo o carinho que ele vinha me dando. Abri uma garrafa de vinho especial e comecei a preparar um jantar que ele adorava: filé mignon ao molho madeira. O cheiro da carne selando na frigideira e o aroma do vinho reduzindo com os temperos enchiam a cozinha. Cuidar da casa, para mim, era terapêutico. Era a forma como eu dizia "eu te amo" sem precisar de palavras.

Deixei tudo pronto e liguei para ele, querendo saber se ele preferia arroz branco ou um risoto para acompanhar. O telefone chamou e, para minha surpresa, recebi uma ligação dele no mesmo instante.

— Amor, tudo bom? — atendi com um sorriso na voz.

— Oi, meu amor. Por aqui está tudo bem, só estou um pouco atolado com os trabalhos hoje.

— Entendi. Liguei para saber o acompanhamento do jantar. O que você quer comer?

— Faça o que você tiver vontade, querida. Na verdade, estou ligando porque não sei que horas vou chegar. Terei que fazer hora extra. Agora que estou na linha de frente, estou lidando com um cliente grande. Se tudo der certo, isso vai me render uma promoção enorme.

Apertei o telefone contra o ouvido. Um silêncio súbito se instalou na cozinha, enquanto segurei o telefone com uma das mãos. Uma pontada de insegurança, que eu não sabia de onde vinha, me atingiu.

— Está bem então, amor. Não se preocupa. Vou deixar seu prato pronto. Estou te esperando, tá bom?

— Tudo bem, meu amor. Obrigado pelo apoio. Eu não conseguiria nada disso sem você.

Ele desligou. O jantar que eu preparei com tanto carinho foi comido friamente por mim, sozinha na mesa da sala. Era quase onze horas da noite quando ouvi a chave girar. Diego entrou exausto, jogando o paletó e as coisas sobre a poltrona com um suspiro pesado. Levantei-me do sofá e fui até ele, envolvendo-o em um abraço.

— Chegou, meu amor — disse, dando-lhe um beijo demorado.

— Me desculpe a demora, Marina. Eu não imaginava que teria que ficar tanto tempo lá. Para falar a verdade, acho que vou ter que fazer extra a semana toda. Mas vai valer a pena, eu prometo.

— Poxa, amor... uma semana toda sem o meu lindo? — brinquei, distribuindo beijos pelo seu rosto, tentando mascarar minha solidão.

— É pelo aprendizado, Marina. Preciso de experiência com esse tipo de cliente.

Ele foi tomar banho enquanto eu organizava suas coisas. Pendurei seu paletó e juntei seus papéis espalhados. Jantamos quase em silêncio, ele comendo rápido e com os olhos fixos em um ponto qualquer, a mente claramente ainda no escritório. Pouco tempo depois, ele já estava dormindo profundamente. Fiquei ali ao lado dele, observando seu peito subir e descer. Sentia orgulho, claro. Mas, no fundo, eu sentia falta do tempo em que não tínhamos nada além de tempo um para o outro.

Logo, a mudança aconteceu. O apartamento novo era magnífico, um marco da nossa ascensão. O patrimônio agora era conjunto, um símbolo da nossa união. Estávamos no auge financeiro, mas foi exatamente ali que a queda começou, silenciosa , fria. O relacionamento, antes tão vibrante, começou a ser sabotado pela rotina. Diego chegava cada vez mais tarde, obcecado em subir o próximo degrau. Quando passava pela porta, mal me olhava. Tomava banho, jantava e falava coisas genéricas. Ele nunca mais falava do trabalho comigo, como se eu não fizesse mais parte daquele mundo.

Para aliviar meu fardo, ele contratou a Doralice, uma moça de vinte anos que veio do interior. Ela era eficiente, doce e logo se tornou minha única companhia constante. Doralice cuidava da casa enquanto eu me refugiava no meu livro, tentando preencher o vazio que as ausências do Diego deixavam.

Em uma tarde qualquer, o interfone tocou.

— Senhora Marina? É da recepção. Tem um senhor aqui que diz que conhece a senhora. Um tal de senhor Pedro. Podemos deixá-lo subir?

Meu coração parou por um segundo. Fazia tanto tempo que eu não o via que a imagem dele em minha mente parecia uma fotografia desbotada. Mandei subir, as mãos tremendo enquanto eu esperava diante da porta. Quando a abri, vi o rosto dele, qual não via a muito tempo.

— Oi, pai. O que faz aqui? — perguntei, com a voz falhando.

— Vim ver como minha pequena Marina está. E conhecer sua nova casa... é muito bonita.

Convidei-o a entrar, oferecendo café, mas ele recusou. Sentou-se no sofá e me olhou com uma ternura que eu não via há décadas. Havia um arrependimento profundo em seus olhos.

— Você não sabe como a culpa me corrói, minha filha... sinto tanta falta da sua mãe. De você.

— Eu também, pai — respondi, sentindo o peso daquela frase.

— Foi minha culpa. Eu me deixei levar por coisas que não valiam nada.

Olhei para aquele homem poderoso, agora tão pequeno diante do próprio remorso.

— Pai... o que o senhor fez foi muito ruim, e o senhor pagou um preço alto. Mas precisa se perdoar. Eu mesma estou tentando fazer isso.

— Você sabe que pode voltar para casa quando quiser, não é? Eu posso fazer algo por você... ou pelo seu marido.

— O Diego é um homem bom, pai. Esforçado. Ele tem trabalhado demais ultimamente, quase não o vejo. Mas ele jamais aceitaria facilidades.

— Eu sei disso. Ele é um homem honrado. É o tipo de marido que você merece.

Mostrei a ele o rascunho do meu livro. Meu pai leu algumas páginas e, pela primeira vez, vi um sorriso de orgulho genuíno em seu rosto. Ele me incentivou a publicar, dizendo que sempre soube do meu talento. Quando ele foi embora, senti uma paz que não experimentava há anos. Achei que aquela seria a noite em que eu finalmente teria uma conversa séria com Diego, que colocaríamos nosso casamento de volta nos trilhos.

Mas a conversa nunca aconteceu.

Diego não chegou às onze. Nem à meia-noite. Às quatro e meia da manhã, o interfone tocou. O recepcionista avisou que ele estava subindo e que parecia precisar de ajuda. Corri para o corredor e vi o elevador abrir. Diego estava destruído. O rosto vermelho, sua gravata torta, mal conseguia parar em pé. Estava sendo carregado por um homem que eu nunca tinha visto. Um homem de terno impecável, que não parecia ter um fio de cabelo fora do lugar, mesmo carregando meu marido, completamente embriagado.

— Meu Deus, Diego! O que aconteceu? — gritei, tentando segurá-lo enquanto ele balbuciava coisas sem sentido.

O homem me olhou. Tinha um olhar frio, calculista, que me deu um calafrio na espinha.

— Olá, você deve ser a Marina, a esposa. Muito prazer, me chamo Otávio. Sou o diretor do Grupo Valente. Estávamos comemorando, houve uma festa entre os funcionários e seu marido acabou passando do ponto na bebida.

— Ele nunca foi de beber assim... — eu disse, sentindo um nó na garganta enquanto arrastava Diego para dentro. Coloquei-o no sofá e ele desabou ali mesmo, apagado.

— Peço desculpas pela inconveniência e por trazê-lo tão tarde. Eu já vou indo — disse Otávio, com um sorriso educado que não chegava aos olhos.

Ele se retirou, fechando a porta suavemente. Fiquei ali, no meio daquela sala , olhando para meu marido completamente caído, rendido pela bebida. O cheiro de álcool e de algo que eu não sabia identificar pairava no ar. Ali, naquela madrugada silenciosa, eu senti que a paz que eu havia encontrado com meu pai tinha sido apenas um respiro antes do mergulho. O nome de Otávio pairava na minha mente como um aviso. O inferno estava apenas começando, e eu temia que nossa vida simples, aquela que eu tanto amava, tivesse sido queimada nas chamas de uma ambição que não era minha.

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Comentários

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Eita lasqueira

Conto do kayrosk é cheio de surpresas e suspenses .conto 3 estrelas

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Nenhuma, apenas aguardando o desenrolar da história, que promete ser muito boa.

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