Meu Fã Clube K.E.P. Faixa Bônus = 🎵Hoje Estou Consciente que Errei🎵

Da série Superstar
Um conto erótico de Christian & Alberto
Categoria: Heterossexual
Contém 5434 palavras
Data: 20/05/2026 02:43:21
Última revisão: 20/05/2026 02:56:36

… … … … CHRISTIAN … … … …

Ok, o pai da Kelly é um babaca, filho da puta, racista do caralho… Mas vamos colocar uma coisa? Eu também não posso falar nada, eu dei sorte que ele só mentiu… Cara, pega uma das princesinhas filha de Brother da Gaviões, de 18 ou 19 aninhos leva ela para o motel algumas vezes escondidos e depois deixa o brother saber.

Tu vai ter toda uma nova dimensão e definição da palavra ‘PROBLEMA’… Kelly deveria ter falado, mas também entendo o motivo que ela não falou, medo… Como falar para o namorado negro que o pai é um racista do caralho e agora, estamos nesse impasse, porque eu não acho que haja volta para o que eu fiz.

Vamos começar em como toda essa confusão começou…

Kelly sempre foi incrível desde o ônibus, seu jeito de olhar para mim é diferente, é como se ela me adorasse, ela muda de expressão assim que me olha, assim que nossos olhos se encontram, sempre, vai de uma expressão blasé que soma sorrisos e olhares, mas que eu aprendi a ver que não está exatamente lá, para sua total e completa atenção, além de uma entrega a qualquer coisa que eu falar… Devia ter tratado ela melhor…

O ponto é que não sei como explicar, não sei se todos já conheceram uma mulher assim, mas é simplesmente isso, ela me olha, como se eu fosse a coisa mais importante do mundo e isso mexe com a gente, isso definitivamente mexeu comigo, por isso que ‘descobrir’ que eu era um mero amante, tinha machucado tanto, porque passei a questionar a verdade desse olhar e esse foi o meu maior erro.

Eu estava tocando violão no meu quarto quando Bárbara chegou puta da vida em casa, já na sala ela começou a xingar, “Aquela vagabunda zóio rasgado está te enganando Christian!”, eu olho para ela um pouco aturdido, “Como assim o que está acontecendo.”, meus pais vem ver o motivo da confusão, eu já tinha falado para eles da indiazinha que eu estava saindo, Bárbara nos entrega as fotos que seriam o estopim de tudo.

Eu olhei aquelas fotos e meu mundo caiu, olhando uma por uma, depois me sentei no sofá, minha mãe e meu pai chocados, a Bárbara simplesmente furiosa com a situação. “Tem algo errado com essas fotos.”, quem fala é a minha mãe, “Errado o quê Ana, nosso menino está sendo feito de besta de novo e você passando pano para garota.”, ela olhou para ele, “è sério Zé. Cadê o beijo? Cadê os toques de casal?”, ela aponta para as fotos.

1 => Ela caminhando ao lado dele ambos de roupão no que parece ser um clube de luxo, sem dúvidas, a diferença de idade é brutal, sorrindo um para o outro conversando.

2 => Ela nos braços dele abraçada, de shortinho pequenino, uma blusinha toda colorida, os cabelos enfeitados com correntinhas e brilho, ele correspondendo o abraço com uma mão nas costas e uma nos cabelos, em um ambiente que parece o Backstage de um palco, já estive em alguns e sei disso.

3 => Ela sentada no colo dele, ele com um braço protetor ao redor dela e a mão novamente em seus cabelos enquanto ela relaxa com a cabeça no seu peito em um sofá enorme, onde definitivamente, cabe os dois sem problemas.

Eu queria ter visto o que minha mãe viu, não há toques indevidos, não há beijos, pode até ser uma postura de casal, mas também poderia não ser, poderia ser muita coisa, principalmente o que acabou sendo revelado, é o pai dela, abraçando a filha, pegando ela no colo, passando um tempo juntos, mas na hora, eu só fiquei desolado com o ciúmes dominando meu peito.

“Tia Ana é o marido dela tia, olha essas fotos vai ser o quê meu Deus.”, minha mãe olha para a Bárbara, depois para as fotos, depois para mim, “Eu vou pegar um café, mas acho que você deveria perguntar para ela.”, eu olho para a minha mãe, “Acho que tirar conclusões sem falar com ela, é ser injusto com ela, principalmente porque essas fotos não me convenceram. Têm algo errado na postura dos dois.”...

“Ana, ela é só mais uma vagabundinha, já vimos outra assim se aproximar do Chris.”, quem fala é meu pai, uma pessoa muito tradicional e conservadora, sem dúvidas, quem mais ficou abalado depois de mim, por ver a história se repetir, “Não se preocupa Chris, a gente tira isso a limpo juntos que tal?”, a Bárbara propõe, eu olho para ela, “Eu não sei, acho que poderia falar com ela sozinho.”, “Christian, se ela já está te enganando, falar com ela sozinho é burrice.”...

Eu deveria ter insistido, mas Bárbara e meu pai acharam melhor ela estar comigo, minha mãe concordou também, mas insistiu muito, para a Bárbara só ouvir e não se meter na conversa. Algo que eu deveria ter feito acontecer…

Eu vinha de um relacionamento complicado, nunca falei para a Kelly, mas aquele dia no ônibus eu tinha acabado um relacionamento de meses, muitos meses, quase um ano, a garota, vinha para SP, ficávamos juntos, era um namoro muito gostoso e a safada era muito boa de sexo, chupava, com fome, sentava com vontade, até que eu descobri que ela era casada.

Tivemos uma conversa tensa em Volta Redonda, enquanto ela esperava a escolinha do filho, onde ela inclusive me falou, que sequer pensava em largar o marido, ela só procurou algo diferente, uma diversão e quando nos conhecemos no show, ela se encantou, gostou de se divertir, mas nunca levou a sério, eu fiquei destruído, por meses… Fui uma última vez para Volta Redonda, devolver fotos e coisas dela que tinham ficado comigo e foi aí no ônibus que conheci Kelly.

Também queria falar que Bárbara não é tão má pessoa quanto parece, apesar dela realmente ter um problema com orientais, mas você também teria se seu pai tivesse trocado sua mãe por uma japonesa gostosona e os novos filhos do casal mal te reconhecessem como irmã, é complicado, as coisas muitas vezes não são o que parecem, mas eu não deveria ter deixado a Bárbara participar daquela conversa, agora eu sei…

Ficou combinado, que eu e Bárbara conversaríamos com a Kelly, se essa menina realmente me enganou nos últimos 3 meses, talvez, eu realmente precisasse de ajuda para desmascarar ela, então no momento realmente me pareceu o melhor, encarar uma traição dessas sozinho seria, no mínimo muito difícil.

Quando a Kelly me mandou mensagem, querendo sair dizendo que havia tido uma semana cheia de trabalho, eu pedi para ela passar em casa primeiro e avisei minha família, literalmente montei a armadilha da qual eu iria me arrepender… Acho que vou me arrepender pelo resto da vida, dessa única decisão, fazer ela vir até aqui, para tratá-la daquela forma.

Por outro lado, gostaria que o leitor se colocasse na minha posição também… Você não confrontaria ela, não tentaria jogar na cara da traidora, com fotos, provas, tudo o que chegou até você? Kelly escondeu algo, não era o que eu pensava, mas ela criou a situação para que o mal entendido ocorresse, principalmente porque segundo aquele dia no telefone e confirmado pela Bárbara, o cara é muito racista e isso ferveu o meu sangue.

Ainda estava fresco na minha mente aquela noite no motel, eu acabei com a bichinha, até fiquei preocupado, arrependido, momentaneamente, tanto que no dia seguinte eu deixei claro, que nunca mais ia acontecer daquele jeito, se ela dissesse que não gostou, mas no fundo eu sabia que tinha gostado, Kelly é uma safada, mas mais do que isso é uma mulher que deixa muito claro o que ela quer e quando você pensa que está fazendo algo, que quer, você só está fazendo o que ela já te condicionou a querer.

Esse tipo de mulher, você só conhece uma vez na vida, se é quê…

Mas quando eu recebi ela em casa, eu mal conseguia olhar para ela, sem pensar que essa mulher pudesse estar me traindo, percebi a estratégia da minha mãe, ela estava quebrando o combinado, ela queria que eu falasse com a Kelly sem a Bárbara por perto, ela queria que eu desse uma chance e eu fui tão orgulhoso, que não fiz, deixei a Kelly sozinha na sala, mesmo quando ela me implorou com os olhos para não ir.

Kelly é orgulhosa, muito, ela possui máscaras, que eu já reparei que todo mundo em volta dela cai, mas eu não, eu vi em seus olhos que ela me implorou para ficar com ela, para estar do lado dela, ela estava com medo e eu… Eu achei que estava só sendo um homem de verdade, mas estava sendo moleque, ela contava comigo e eu pisei na bola, essa é a real, literalmente pisei na bola, não têm desculpa, mas subi para meu quarto e chorei disfarçadamente sozinho, eu estava quebrado por dentro, muito quebrado, chorei e chorei muito.

Não vou repetir o que foi falado naquela confrontação horrível que se sucedeu, mas a resistência da Kelly em se defender das acusações, me atingiu como um soco no estômago, ela não estava se defendendo, parecia confusa, perdida, eu comecei a achar que ela estava confusa e perdida por ter sido pega o que me fez ser ainda mais cruel com ela, mas aí vi sua cara de dor, vi como dobrou o corpo sentindo uma pontada forte.

Eu me preocupei na hora, mas Bárbara, resolveu que era fingimento e tentou forçar a barra, mas, ali eu sabia que não era, eu a conheço e sei que ela não é assim, foi quando ela soltou a bomba, nem ouvi o que a Bárbara falou para ela que a irritou, quando ela soltou a bomba, eu lembrei da minha mãe e olhei as fotos e estava na minha cara a prova de que ela dizia a verdade por isso chamei bárbara, fiz ela olhar as fotos, a nova informação nos fazia ver o que mamãe viu.

Quando ela olhou para a Kelly, eu nem tive coragem, nós dois sabíamos, fomos injustos e crueis e ela estava ferida, com dor, sabe-se lá passando pelo quê e nós fomos os monstros da sua história, quando a Kelly saiu pela porta a Bárbara se sentou no outro sofá e começou a chorar, eu levei vários segundos para conseguir ir atrás dessa mulher, depois levei muito tempo para achar que caminho ela pegou porque ela sumiu, ela sumiu de propósito como percebi por onde a achei.

Mas quando a encontrei ela resumiu tudo, há uma única sentença, “Não te quero mais.”, e entrou no carro, um carro sem dúvida com motorista particular, não era um mero Uber e foi assim que Kelly saiu da minha vida.

… … … … … … … … …

Quando voltei para a casa eu estava muito nervoso, acabei descontando na coitada da Bárbara, “QUE PORRA FOI ESSA BÁRBARA.”, “Christian eu te juro, ELE falou que era marido dela.”, “PORRA E SÓ AGORA VOCÊ DIZ.”, ela começa a chorar, “EU SÓ ESTAVA QUERENDO TE PROTEGER.”, eu me sento no sofá, acabado chorando, “Desculpa.”, eu falo para ela.

“Me desculpa Chris, eu realmente fui enganada.”, eu faço que sim com a cabeça olhando as fotos, “Mas porquê ele falou que era marido se é o pai dela?”, ela pergunta, eu olho as fotos, penso na Kelly, penso na gente e olho para ela, “Porque ele nunca ia conseguir fazer ela querer me largar, ele precisava que eu fizesse ela ir embora.”, ela olhou para mim e finalmente entendeu, finalmente ela também percebeu a extensão do que havíamos feito…

Quando meus pais chegaram e eu contei tudo para eles, minha mãe me olhou decepcionada, após balançar a cabeça ela se retirou da sala, ela tinha visto a Kelly como eu via, e ao contrário de mim, ela não caiu na armadilha preparada pelo Alberto, eu literalmente fui feito de bobo mas não foi por ela.

Ficamos eu e meu pai se olhando na sala, ele também se sentia culpado, ela chegou com boas intenções e simpatia e nós mostramos nosso pior lado como família para a minha indiazinha

… … … … … … … … …

Tentei falar com a Kelly no mesmo dia, mas ela não me respondeu, nem no dia seguinte e eventualmente eu percebi que tinha sido bloqueado, eu realmente havia machucado ela de mais, ali eu sabia que tinha perdido a mulher que amava para sempre, por mais de um mês, eu fiquei em um limbo, ia trabalhar, ia me divertir, mas realmente, era como se algo faltasse.

Meus pais e Bárbara preocupados com como eu estava lidando com a situação, mas nem sei se consigo explicar nesse texto, quanto mais para eles, o que era estar com a Kelly, como era estar com uma pessoa, que parece que faz o mundo todo a sua volta ficar diferente, porque ela muda, era visível como ela mudava quando estava comigo e isso me fazia sentir seguro, do que eu sentia e do que ela sentia.

Exceto… Que não fui tão seguro quando precisei… Tão pouco fui seguro suficiente para dizer isso para ela, para dizer tudo o que estava sentindo.

Não fiquei com raiva da Bárbara, eu sou homem suficiente para assumir que eu errei, Kelly era minha garota, eu precisava ter conversado com ela de outra forma, eu precisava ter respeitado ela suficiente para termos uma conversa civilizada, eu realmente falhei com aquela menina e paguei o preço.

Mas comecei a acompanhar ela nas redes, vi o lançamento de Coelha Primordial e só consegui pensar, ‘por Deus como ela está sexy’, parecia que ela tinha deixado todo um lado menina para trás e eu não conseguia deixar de pensar em o quanto isso tinha haver comigo, veja, uma produção daquelas leva meses e enquanto estávamos juntos, ela tinha dito que estava trabalhando nela.

Eu estava bebendo demais e minha mãe achava que era hora de deixar essa mulher para lá, perdi, não havia nada que eu pudesse fazer, simples e doloroso assim, foi aí que uma bomba caiu sobre mim, Kelly Franco estava namorando o bilionário Jonathan Hammond, filho do falecido Emereth herdeiro de bilhões e uma mega corp, foi notícia em jornais, em revistas, fotos dela, eu não queria, mas acabei abrindo algumas das fotos e vi algo que para mim foi bem ruim.

Kelly tinha seu olhar blasé em todas as fotos, definitivamente, ela não amava esse cara, era a máscara que ela sempre usou, em cada uma daquelas fotos, mas é incrível, como todos os comentários, de repórteres, fãs, e etc, ninguém parecia perceber, pelo contrário, achavam os dois um casal perfeito.

Resolvi maneirar na bebida, resolvi, que deveria seguir em frente, Kelly estava fora do meu alcance, não estava feliz, eu sabia, pelo olhar dela e mesmo assim não podia fazer nada, passei na frente do prédio dela algumas vezes, como se isso fosse mudar algo, ela não sai na rua, ela não anda sozinha, não mais…

Foi aí que Geovanna entrou na minha vida…

… … … … ALBERTO … … … …

Kelly sem dúvida é o meu maior tesouro desde que eu a encontrei escondida e sobrevivendo tantos anos atrás, ambos sobreviventes, a sua própria maneira, eu estava saindo de um casamento arruinado, trocado pelo chefe da minha esposa Natália, o motivo, eu não posso ter filhos, ela engravidou do amante e decidiu que tinha uma chance de ter a vida que sempre quis.

Ao mesmo tempo eu estava envolto no maior projeto da minha vida, como Emereth Hammond havia chamado, ele era um magnata importante bilionário com tanto dinheiro que brincar de Deus não era nada, mas meu trabalho poderia ser usado para salvar muitas muitas vidas, ou o meu casamento, a única questão é que vamos ser sincero, toda grande evolução do mundo começa militar.

Mas a InGen é criminosa… Eu, não teria nem começado se soubesse tudo o que sei hoje.

De qualquer forma assim que resgatei Kelly descobri toda a verdade, ambos os pais morreram em uma disputa do tráfico local, ela nunca foi encontrada por ninguém e sequer tinha família, reconhecida, comecei a cuidar daquela menina, primeiro tentei amolecer o coração da Natália para ficar, teríamos duas crianças, mas ela não se comoveu, só que eu não estava disposto a abandonar essa criança, porque, me identifiquei, ambos sem ninguém.

Ou melhor, ela se tornou minha âncora com a sanidade, minha ligação humana, em um momento que eu perdia toda a minha humanidade e só me restava o trabalho, que me desumanizaria ainda mais… Sem a Kelly eu teria enlouquecido e admito isso.

Ao mesmo tempo eu e Samanta começamos a nos aproximar o que foi bom, Samanta tinha um jeito diferente de lidar com as nossas crianças, ela se aproximou muito especialmente da Julia, uma menina inteligente e brilhante, que correspondia a proximidade de Samanta com carinho e respeito.

Aos poucos não estávamos lidando com crianças de rua, selecionadas para o experimento da InGen, baseada nos meus estudos, estávamos lidando com pessoas que nos importávamos e que estavam dentro dos meus estudos. O objetivo era salvar vidas, mesmo que de uma forma suja, mas aí também tinha Kelly nessa nova equação.

Kelly estava tão enfraquecida, ela passou meses na rua, mesmo eu tendo resgatado ela, ainda era uma criança pequena que passou tudo o que a humanidade pode oferecer de pior, frio, fome, violência, enquanto se escondia, simplesmente para se manter viva. Isso sem falar nas drogas e álcool que sua mãe usou durante a gravidez, ela estava muito doente, aos poucos eu via que nem um médico iria conseguir salvá-la, então tomei a decisão de não perder minha menina.

Samanta me ajudou a torná-la nossa 11° paciente para salvá-la, K… O mais difícil foi convencer ela que agora seu nome seria Kelly. Ana, Bruno, Carla, Denise, Fábio, Gabriel, Helena, Igor, Júlia e Kelly, nossas 11 crianças HGM, (Humanos Geneticamente Modificados), Kelly reagiu prontamente ao tratamento de RNA, ela se recuperou, se fortaleceu, seu corpo parecia rapidamente recuperar saúde e força que ela não tinha.

Características herdadas de uma gestação e amamentação sobre uso de drogas foram reescritas e ela finalmente tinha uma real chance de sobreviver, era o que todos pensávamos no laboratório, mas aí veio a primeira e depois a segunda, por fim a terceira crise, nos deixando apenas com Igor, Júlia e Kelly.

Não vou dizer quantas noites de sono eu Samanta e Antônio perdemos tentando salvar essas crianças, quanto nós lutamos pela vida delas, seus corpos simplesmente começavam a lutar contra as modificações, de forma angustiante, a cada esquina encontramos novos pontos, novas falhas, novas linhas erradas, meu projeto para salvar vidas tinha falhado e agora, ao invés de salvá-las às estava matando, mais do que isso, minha própria filha agora era uma menina terminal, que poderia morrer de uma hora para outra dessa forma horrível.

A injeção foi desenvolvida, para que elas não sentissem dor enquanto tentávamos estabilizar seus corpos, algo que aprendemos ser necessário após a morte de Carla, Denise e Fábio, mas não ajudou muito na segunda crise, nem na terceira, duas crianças morreram de outras coisas Helena foi atropelada voltando para casa, Igor não aguentou a depressão. Mas por fim achávamos que tínhamos finalmente alcançado o equilíbrio… Passamos anos achando que tudo estava bem.

Julia se desenvolvia mais e mais, Kelly por ser algo bem pessoal, se interessou por música, e eu dei todo o suporte, dança, canto, ela impressionou professores e rapidamente se tornou uma pequena estrela online. Mas aí veio a quarta crise e ela mudou tudo, porque não fazia sentido… Não fazia o mínimo sentido.

Pior que isso ela não era rebatida pelos remédios…

Julia morreu e eu e Samanta não pudemos fazer nada para impedir, só podíamos assistir. Pouco depois Emereth morreu deixando tudo para o filho Jonathan, um grandessíssimo playboy desmiolado, que quando veio para o Brasil se engraçou com Julia e Kelly, tive que intervir e falar com o pai dele, mas naquela época, eu ainda tinha algum respeito no projeto e ainda acreditava no coração do próprio projeto...

Após a morte de Julia eu e Samanta aproveitamos a morte do Emereth para entrar no sistema, algo não batia com a morte da Julia e lá descobrimos o horror de tudo, essas crianças nunca tiveram chances o RNA foi feito para falhar, é como a InGen pretende ter controle das “suas criações”, a eterna dependência de remédios deles, é como o projeto foi oferecido para o pentágono.

Usar crianças de rua em um país de terceiro mundo onde essas crianças, já são para a grande maioria pouco mais do que um estorvo, na melhor das hipóteses, criminosos que mereciam pena de morte por roubar uma coxinha de um camelô ilegal, na pior delas… Para desenvolver soldados genéticamente modificados, só que com a dependência para manter controle de suas criações.

Ao descobrir isso, eu e Samanta bolamos um plano para tentar salvar Kelly, envolver um outro jogador tão poderoso quanto a InGen, um que o Pentágono não controla. Por isso, vim para SP longe do laboratório e da vigilância, com a desculpa de uma faculdade melhor para a Kelly, mas fomos descobertos, primeiro pequenos detalhes de revisão de pesquisas, meu trabalho começou a ser vigiado.

Eu percebi o cerco e por isso estava estressado demais quando ela gritou comigo, estamos em perigo, mas errei e errei freio, não precisava ter batido nela, mas precisava separar ela do Christian, nem é só por ele ser negro, Mas podiam usar ele para chantagear ela e através dela, a mim.

Claro que ter cortado o plano deles levou a um aviso ainda mais cruel… A falha do remédio não foi coincidência, o recado é claro, um passo em falso eles matam a minha filha… Por isso minha decisão de buscar aliados com interesses nesse jogo se tornou a única opção, porque estou encurralado e desesperado para salvar Kelly.

… … … … … … … … …

Na suntuosa ante-sala do escritório praticamente não há som, nem do ar-condicionado, como se estivesse em outra dimensão, o salão espaçoso e bem arejado com plantas, dos dois lados da porta do presidente da companhia, dois dragões feitos em bronze, como se guardassem o rei dos céus, dois jogos de sofás, redondos, servem de espera com uma mesinha de centro, eu caminho até sua secretária do outro lado da sala.

A mulher é uma ruiva de olhos azuis, com sardas muitas sardas, parece tirada de algum quadro, seus cabelos presos em um coque alto, com algumas mechas soltas, elegante e casual e um terninho impecável preto, ela se levanta e olha para mim, “Senhor Alberto seja bem vindo.”, eu sorrio e a cumprimento educadamente, “Jiang Zishuan está?”, ela sinaliza com a cabeça.

“Sim irá atendê-lo em breve.”, ela usando uma caneta digital faz alguns toques no tablet, “Pode esperar ali por favor.”, eu vou até um dos sofás de espera, quando alguém da copa chega e me oferece café, o ambiente exala a precisão de um relógio, mesmo os pequenos atos da secretária em sua mesa, parece coordenados por alguma vontade superior.

Por fim ela se levanta e se aproxima com o jeito de quem está plenamente acostumada, “Sr. Jiang irá vê-lo agora senhor Alberto. Por favor, queira me acompanhar.”, ela fala e espera eu me levantar, “Claro, vamos.”, nós caminhamos e atravessamos a grande porta de madeira que parece realmente pesada guardada por dois dragões para um luxuoso escritório.

Ela entra comigo, no escritório, há um ambiente para conversas com um sofá, uma enorme mesa de madeira, um frigobar e uma parede inteira de vidro de onde se vê a paisagem urbana, ele se aproxima de nós e após um cumprimento rápido vamos para o sofá, ele apenas sinaliza, para ela e como se ela soubesse códigos secretos, caminha até uma pequena poltrona, se senta e abre seu tablet com um pequeno teclado.

Ele parece não ter sentimentos, sua frieza e distância no olhar, transmitem apenas a frieza dos negócios na forma como observa tudo, como se esperasse ordem e nada mais, ao sentarmos, nem sequer um sorriso, enquanto serve dois copos de whisky, “Senhor Alberto, acredito que têm o que foi prometido.”, eu fico um pouco sem jeito e entrego o PenDrive que ele passa para a secretária ruiva.

“Está tudo aí os dados de pesquisa, as coisas que eu descobri, a parte da minha pesquisa, usos práticos e médicos, tudo.”, ele olha para mim enquanto eu falo sem expressar nem um sentimento, sem retesar um músculo, sem dúvidas um homem perigoso, mas definitivamente a última esperança de Kelly, ele respira fundo e olha para a secretária que parece esperar ordens com a eficiência de um programa de computador.

“Senhorita Raquel, eu quero que você analise todos os dados do PenDrive prepare uma cópia em Chinês e mande para Jiang Cheng, além disso, preciso de um avião preparado para voar para Pequim em 3 dias precisamos negociar isso pessoalmente, você irá comigo….”, eu olho para ele sentindo um fio de esperança no meu peito, “Acha que podem salvá-la?”, ele olha para mim, “Ainda não sei Sr. Alberto, esse é o problema de brincar de Deus. Ninguém é onisciente para saber as consequências, mas farei meu melhor.”...

Estremeço com corte desnecessário, mas sei que ele está certo, eu comecei tudo, mas ao menos agora, talvez eu consiga acabar tudo isso e pelo menos, salvar minha menina…

Após mais quase 3 horas de reunião eu estou nas ruas, a chuva está caindo muito forte e eu pego meu carro para casa, Kelly deve estar sozinha e preocupada.

… … … … CHRISTIAN … … … …

Estava em uma festa de família na casa da Bárbara, quando conheci, ou melhor me interessei pela loirinha rabuda, sério, seios menores do que o da Kelly, pequeninos, mas o rabo? Puta que pariu que rabo! Bárbara percebeu meus olhares para a loirinha, que estava com ela, cabelos curtinhos, olhos negros e atento, pele clarinha e bem cuidada, um visual, que sabe valorizar o que têm, a calça jeans quase explodindo, e uma blusa folgadinha, que disfarçava os poucos seios.

Claro que a Bárbara percebeu, ela começou a armar pequenos momentos, pequenas situações em que eu encontrasse a amiga dela, às vezes sozinhos, o assunto começou, percebi que a Bárbara tinha falado de mim, tinha preparado o terreno percebendo meu interesse na Geovanna, completamente o oposto da Kelly, onde a Kelly é extremamente provocante, Geovanna é comportada e contida, Kelly magrinha, Geovana uma verdadeira cavala, os seios são pequenos, mas o resto… Meu amigo…

A loira foi conquistando seu espaço aos poucos, seduzindo aos poucos, abrindo espaço aos poucos, logo um beijo já tinha acontecido, um beijo gostoso e contido, não consegui conter minhas mãos e a garota ficou até sem fôlego, disposta a aceitar a intensidade, mesmo não sendo do tipo que aguenta essa brincadeira e é claro, eu me contive, saber não exagerar é o melhor caminho para dar prazer para outra pessoa.

Eu queria ir devagar, minha cabeça ainda pensava na Kelly, mas tanto Bárbara, quanto a própria Geovana, estavam dispostas a me fazer esquecer a indiazinha que já tinha me esquecido, “Eu prometo que ainda te faço esquecer essa mulher”, foi o que me disse, a gente já saia a dois meses, mas nunca tinha acontecido nada além de beijos…

Mas… Acabamos descendo para a praia com a Bárbara e seus amigos, deveria ter desconfiado da armadilha, coincidentemente dormimos juntos na sala, único lugar que sobrou, já que não havia, mais quartos, rolou beijos, abraços, pegação forte e ela fez um ótimo boquete que eu esqueci até meu nome…

Eventualmente saímos juntos, algumas vezes, um dia levei ela no cinema, depois passamos a noite passeando e namorando, ela estava usando uma saia jeans justa que valoriza o seu quadril e era difícil de tirar os olhos, um tênis e uma camiseta mais folgada, eu falei meio em tom de brincadeira, “Vontade de te levar naquele motel ali e ver o que rola.”, ela deu uma risada, sem jeito, “Vamos!”, eu realmente não imaginei que ia ser essa a resposta, sorri e fomos…

Não vou me perder em detalhes, não acho que caiba nessa narrativa, mas nossa que mulher…

Deitei a loirinha na cama, com as pernas abertas e mergulhei de boca, a bichinha ficou ofegante muito rápido e ali eu descobri que ela é capaz de se molhar muito, muito mesmo, ao ponto de ter molhado os lençois gozando na minha boca, depois um beijo nos lábios dela e invadi seu corpo gostoso…

Logo pela carinha dela já percebi que não ia aguentar, que ia acabar machucando ela, então maneirei, isso é uma coisa que a gente só aprende com a experiência ir só até onde dá, tanto na força, quanto na velocidade e ir colocando tudo aos poucos, deixar elas se acostumarem para maximizar seu prazer, no final a bichinha já estava levando rola, com as pernas abertas tremendo toda, as pernas balançando a cada impacto dos nossos quadris, gritando e sendo beijada.

Claro que depois disso ficamos ainda mais próximos, descobri que ela gosta de dançar, se divertir de qualquer forma, shows, cinema, ficar namorando em parque, tudo está perfeito, é uma estudante de veterinária o que significa que têm pouco tempo, mas estávamos aproveitando ao máximo cada segundo, cada minuto juntos, um dia a louca estava em casa ouvindo música comigo e decidiu me dar o cuzinho, eu tentei dissuadi-la, mas não teve jeito.

Ao menos convenci a deixar eu prepará-la, fiz com toda a minha experiência, depois deixei ela vir por cima, ir controlando a profundidade, a força, o movimento, quando já estava mais acostumada, disse que não conseguia mais, coloquei ela de ladinho e terminei de comer aquele cuzinho lindo com ela rebolando aquela bunda enorme no caralho empurrando mais até entrar tudo enquanto eu masturbava ela com a minha mão.

Depois que gozei continuei masturbando ela até ela gozar também antes de dar por encerrado, uns dias depois foi a primeira vez que pensei na Kelly de novo e foi ela mesma quem trouxe, “Mas e aí, sou melhor que ela né?”, “O quê?”, eu perguntei sem entender isso, “Duvido que aquela magrela aguenta o que eu aguento.”, ela falou em um tom safada e deu um tapão na própria bunda, me fazendo prender o fôlego.

“Então?”, “Nossa muito muito melhor que ela.”, ela sorriu com as minhas palavras que ao menos, eram para agradá-la, mesmo faltando alguma sinceridade, eu sentia falta da coisa bruta que praticava com a Kelly, mas a presença da Geovanna era algo mais mental, mais calmo, sem as super provocações constante, sem o sexo bruto, mas era uma excelente companhia e uma boa namorada.

Com a minha vida amorosa voltando para os eixos, eu resolvi, voltar para os estudos, tinha todo um mestrado para fazer, incentivado pela Geo e pela Bárbara, voltei a estudar, consegui bolsa de estudo, consegui um excelente tutor, claro, precisava também cumprir algumas aulas com ele, mas isso seria bem fácil…

Mas logo na primeira aula que fui de monitor do professor, em uma turma de curso já avançado no 1° semestre, eu encontrei Kelly…

Lá estava ela, linda, seus cabelos em um rabo de cavalo, legging imitando couro e camiseta, eu passei um tempo admirando enquanto o professor falava, seu olhar blasé enquanto falava displicentemente com a amiga e então nossos olhos se encontraram, foi como acender a luz do cômodo, seus olhos mudaram na hora.

Eu esperava ver raiva, medo, tristeza, ou mesmo o olhar blasé que ela dá para todos, mas seus olhos, tinham a mesma admiração de sempre, um brilho no olhar que ela não dá para ninguém, um sorriso involuntário, que eu tenho certeza, pouquíssimas pessoas já devem ter visto, ali eu sabia… Kelly ainda me ama e ali eu percebi que eu também ainda a amo...

=== === === … … … FIM DO PRIMEIRO DISCO … … … === === ===

Música do Título: Eu só Penso em Você

Intérprete: Zezé Di Camargo e Luciano

É isso pessoas com esse último conto termino o Disco "Meu Fã Clube K.E.P."

Ele revela muitas coisas, que eu precisava que estivessem reveladas para o próximo disco, mas devido a questões de trablho e estudos ainda não consegui escrever a segunda parte, então a série entra em um, espero que, pequeno Hiato, breve devo começar a publicar o segundo disco, "Fera Ferida", espero que tenham gostado desse primeiro disco e espero que o próximo disco também seja do seu agrado.

🎵Acabei com tudo.

Escapei com vida.

Tive as roupas e sonhos

Rasgados na minha saída.🎵

Se chegaram até aqui, votem, comentem, façam uma autora feliz.

PS: Eu sei... Eu criei vilões filhos da puta para essa série... Vocês ainda não fazem ideia...

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Foto de perfil de GizGizContos: 78Seguidores: 257Seguindo: 40Mensagem Eu sou uma escritora, não escrevo profissionalmente ainda, mas me vejo como uma, já fui incentivada a publicar, mas ainda não escrevi nada que eu ache que mereça isso.

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