Sou Vanessa, tenho 23 anos (mas na época tinha 21). Sou branca, tímida e tenho um corpo curvilíneo — com uma barriguinha normal, bunda média e peitos que, desde nova, sempre chamaram muita atenção.
Estava usando o Tinder quando dei match com um cara que chamarei de André. A conversa fluiu super bem, ele parecia bem legal. Tivemos um primeiro encontro em uma cafeteria, o que me convenceu de que ele era realmente gato (meio tímido, alto, corpo definido, loiro e Analista Jr. de TI) e que não era um babaca. Decidi dar uma chance para um segundo encontro, mas em outro clima, para quem sabe deixar algo a mais acontecer.
Nosso segundo encontro foi em uma festa conhecida da cidade, com um espaço grande de bar e música ao vivo. Para a ocasião, escolhi um vestido preto com um decote generoso o suficiente para atrair olhares (bem diferente do look comportado da cafeteria). Por precaução, usei um sutiã preto por baixo para não correr o risco de "pagar peitinho", algo que já tinha me acontecido antes.
A festa começava de tarde e ia até a meia-noite. Acabei chegando um pouco antes das 17h, que era o horário combinado. Como estava adiantada, entrei e fui para a área do bar, que ficava fora da pista de dança, para esperar. Assim que me sentei, um bartender prontamente me atendeu:
— Boa noite. O que uma moça tão linda faz sozinha aqui no bar e não na festa?
— Obrigada. Estou esperando alguém.
— Se eu fosse o cara, não deixaria você sozinha nem por um minuto em uma festa como essa.
— É que acabei me adiantando, haha.
— Talvez você não se lembre, mas fomos colegas, Vanessa.
— Sério?
— Alan, do terceiro ano. Mas creio que estou um pouco diferente.
— Ah, lembrei! — Olhei bem para ele. — Realmente, mudou para melhor.
E estava mesmo. O magricela desajeitado que eu lembrava tinha dado lugar a um homem negro, musculoso e com o cabelo cortado perfeitamente na régua.
— E devo dizer que você está ainda melhor — falou ele, enquanto seus olhos focavam fixamente no meu decote. Provavelmente percebeu que meus seios tinham crescido desde o ensino médio. E tinham mesmo. — O que essa moça gostaria de beber?
— Um Moscow Mule, por favor.
Ao pedir o drink, tirei do sutiã o papel da comanda que haviam me entregado na entrada. Ele olhou atentamente o movimento enquanto eu estendia o papel para ele anotar o pedido.
— Gostei do lugar onde você guarda. Não vejo lugar melhor.
— É para evitar que se perca.
— Então pode colocar de volta, vou fazer esse drink por minha conta. Posso? — perguntou ele, segurando a comanda e fazendo menção de devolvê-la ao mesmo lugar.
— Acho que sim...
Afastei levemente o tecido do vestido e a taça do sutiã para que ele conseguisse deslizar o papel ali por dentro. Ele o fez devagar.
— Prontinho.
Confesso que adorei o flerte; nunca tinha tido uma interação daquelas. Logo em seguida, ele me trouxe o drink. Quando eu estava terminando o copo, André finalmente chegou.
De repente, duas mãos cobriram meus olhos, deixando tudo escuro.
— Adivinha quem é?
— Oi, André.
Ele estava de camisa social branca, calça preta, relógio... Enfim, o visual clássico daquele loiro com estilo "hétero top/playboy padrão" que, confesso, eu adorava. Ficamos conversando ali por alguns minutos. Ele pediu mais bebidas para nós e logo percebi que ele estava tão interessado no meu decote quanto o bartender. Embora seus elogios tenham sido discretos — dizendo apenas que eu estava linda naquele vestido e elogiando meus olhos —, eu sabia exatamente o que ele queria olhar. Cedi ao nosso primeiro beijo logo após o elogio aos meus olhos, achando graça da intenção dele.
Depois de alguns drinks, ele me chamou para a pista. Estava tocando pagode. Não sou a melhor dançarina do mundo, mas me viro o suficiente para não passar vergonha. Ele dançava bem. Conforme o ritmo avançava, o clima foi esquentando: as mãos dele começaram a bobear na minha bunda, ele pressionava o peito dele contra o meu sempre que podia e me abraçava por trás quando a música permitia — obviamente para sentir meus peitos contra as costas dele enquanto eu sentia o volume dele contra mim.
Quando ficamos de frente de novo, já um pouco altos por causa do álcool, ele me deu um beijo mais intenso e encarou meu decote outra vez.
— Posso ser sincero? Não tinha percebido no primeiro encontro como seus seios são fantásticos.
— Na cafeteria eu estava mais comportada. Hoje resolvi ousar com o vestido.
— Use mais vestidos, por favor. É silicone?
— Naturalzinho, haha. Cresceram desde os meus 12 anos.
— E pelo visto não pararam mais.
Nesse momento, ele deu uma apalpada generosa no meu peito esquerdo. Eu adorei a audácia.
— Sabe que as pessoas aqui podem ver, né?
— Deixe que vejam. Devem estar com inveja de eu estar com você.
Dançamos mais um pouco. Agora ele já não disfarçava mais os olhares nem as mãos bobas, que antes eram tímidas.
— Acho que já estou um pouco cansada. Você não?
— Ainda bem que você falou. Acha que podíamos ir para um lugar mais reservado?
— Acho que poderíamos.
— Minha casa é aqui perto.
— Mora sozinho?
— No momento, sim.
— Tem certeza de me fazer conhecer sua casa já no segundo encontro? Não prefere outro lugar? — perguntei, jogando um verde para ver se ele sugeria um motel, já que não nos conhecíamos há tanto tempo.
— Tenho total certeza.
Fomos em direção ao caixa para pagar as comandas, e já havia uma fila. Chegando lá, notei que ele começou a revistar os bolsos, meio apreensivo.
— Putz, não estou encontrando minha comanda...
— Será que não deixou na mesa?
— Não... Vão querer me cobrar uma fortuna para sair! Droga!
Praticamente todas as bebidas da noite tinham ficado na comanda dele. A minha tinha apenas duas cervejas que eu mesma havia pedido enquanto ele foi ao banheiro.
— Quer resolver isso da maneira divertida ou da maneira correta? — perguntei.
— Qual seria a outra maneira além de pagar a taxa de perda?
— Uma em que posso usar meus dotes femininos. Toma aqui. — Puxei a comanda dele de dentro do meu sutiã e entreguei na mão dele.
— Nossa, esse é o lugar mais sexy e seguro para se guardar algo. Mas e a sua?
— Eu dou um jeito na minha.
Voltei para a área do bar da entrada. Como já passava das 22h, o movimento estava fraco. O bartender que tinha me atendido antes estava lá perto, fumando no corredor lateral.
— Sem sucesso no encontro que já voltou para o bar?
— Talvez. Mas você não vai acreditar: perdi a minha comanda.
— Logo você, no lugar onde guarda? Acho difícil.
— Sério, sumiu. Será que você não consegue me conseguir uma nova zerada?
— Você sabe que é contra as regras do estabelecimento.
— Inclusive para mim?
— Para você ou para o seu amigo playboy?
— Eu posso provar que perdi.
— Como?
Aproveitando o corredor vazio, usei de toda a minha destreza para soltar o sutiã por baixo do vestido e puxá-lo pelo decote, entregando-o diretamente nas mãos dele.
— Viu? Sem comanda alguma.
Ele segurou o sutiã, meio perplexo, olhando de perto. Enquanto isso, dei uma puxadinha nas alças do vestido para mostrar que não tinha nada escondido ali também.
— Realmente, parece que não tem nada aqui... — ele disse, deslizando a mão pela alça do meu vestido até o meu peito, dando uma apertada firme.
— Viu? Eu não minto.
— E posso ficar com esse sutiã de recordação para o meu quarto? Confesso que, desde o ensino médio, sempre quis abrir o seu sutiã. Só não esperava que seria assim.
— Acho que vou precisar dele, seria meio estranho ir embora sem. Quem sabe outra hora...
— E você consegue colocar de volta aí dentro?
— Está me desafiando?
Peguei o sutiã e comecei o processo inverso, enfiando-o de volta pelo decote. Com certeza "paguei peitinho" em alguns momentos daquela manobra, e o Alan não perdeu um único detalhe, olhando atentamente.
— Vou precisar de uma ajudinha para prender as costas.
Ele deu um passo à frente, colando o corpo atrás do meu. Senti o volume nítido na calça dele — e, confesso, parecia maior que o do André. Alan abriu um pouco o zíper do meu vestido para alcançar os fechos do sutiã e prendê-los.
— Essa sua habilidade é incrível — disse ele, subindo o zíper do vestido de volta com força, colando minhas costas nas dele.
— É a minha habilidade secreta.
— Acho que você fez por merecer. Mas ainda me deve a realização do meu sonho de escola.
Ele deu um sorriso, foi até o caixa interno e voltou com uma comanda nova. Deslizou o papel para dentro do meu sutiã de novo e deu um tapinha leve no meu peito.
— Cuidado para não perder de novo.
— Obrigada! — respondi rindo daquela obsessão dele da época do colégio. Dei um beijo no rosto dele e voltei para a fila para encontrar o André.
— Conseguiu? Já faz uns dez minutos. O que foi fazer?
— Conseguir a comanda. Um dos bartenders estudou comigo na escola — respondi, tirando o papel do sutiã e entregando para ele. Tinha apenas as duas cervejas anotadas, um valor bem menor do que tudo o que realmente consumimos.
— E o que você teve que fazer para conseguir isso?
— Só tive que mostrar meu sutiã, mas depois te conto os detalhes.
André mudou de expressão, fechando a cara enciumado ao ouvir a palavra sutiã. Para cortar o assunto e mudar o foco dele, passei a mão sugestivamente pelo fecho da calça dele e sorri:
— Que tal pagarmos logo isso e chamarmos o Uber?
A provocação funcionou rápido. Ele esqueceu o ciúme na hora, me deu um beijo quente e fomos direto para o caixa. Logo em seguida, estávamos no carro a caminho da casa dele.
A história está excelente, o final amarra muito bem a tensão com o André e deixa o gancho perfeito para o que vai acontecer na casa dele. Sucesso com a fanfic!