🚫 Propagandas te atrapalhando? Assine o plano premium por menos de R$3/mês. Saiba mais →

Doce pecado - I

Cansado destas propagandas? Assine por R$36/ano e navegue sem anúncios →
Um conto erótico de Dirceu
Categoria: Heterossexual
Contém 1447 palavras
Data: 23/06/2026 18:22:21

A família

Há no desejo da carne algo daquele impulso do primeiro pecado primordial que setenciou-nos a esta vida de miséria, imundície e torpeza. Há os que dizem que por conta deste pecado a natureza do homem tende sempre ao mal. Há aqueles, no entanto, que dizem ser o mal no homem aquilo que a própria sociedade o condiciona a ser e fazer. Não tenho a intenção de advogar por uma destas duas perspectivas. Ao contrário, quero mostrá-los como ambas podem estarem certas de tal modo que confluem, juntas, para a máxima e progressiva degradação da humanidade.

Meu intuito aqui não é moralizar a vida torpe e vil a que o ser humano está sentenciado, mas demonstrar como que há algo de progressivo em sua degenerescência e que, este mal que lhe aflige, é mal de espírito e carne, sobrenatural e natural. Uma vez que o mal habita o espírito do homem desde a primeira humanidade aflorada sob toda beleza e perfeição de jardins míticos, o mal que hoje nos habita tanto é o mesmo quanto muito mais potente se tornou, porque agora não há parâmetro de moralidade ou perfeição edênica que o contenha, sobrou-nos agora apenas o quente, fétido e impulsivo desejo animal.

É num lar cristão que ocorre esta história que vos conto. Este núcleo duplo de resistêcia ao destino natural da humanidade. Resiste pelo seu modo de vida ascético que o exemplo do Cristo, alguém que à Terra veio e mostrou ser possível uma vida apartada dos desejos da carne, mas que foi sucumbido por um mundo que nem nunca foi, nem nunca será capaz de entender tal linguagem de costume, nos rogou e confiou, deixando assim seus discípulos grandemente descolados da vida em razão da luta que empreendem constantemente contra si, e em razão também da não compreensão da parte daqueles que aceitaram e deram ouvidos aos clamores deste espírito pecaminoso que como uma célula cancerígena apenas se espalha pelo tecido social. Resiste também pelas convenções mínimas de sociabilidade em que contratos sociais são feitos inconscientemente, e que debaixo do teto que encerra o lar, tem sua mais firme resistência.

Assim vivem mãe e filho, Fátima, de 37 anos, e Henrique, de 19. Ela, mulher que se caminha para o nascer da meia idade, e que portanto goza do mais alto grau que a beleza feminina costuma chegar, de cabelos cacheados em tons castanhos, corpo muito bem cuidado, resultado de vida regrada e presevada por seus rotineiros exercícios físicos, tudo firme e no lugar, é viúva há pelo menos 18 anos, e desde então nunca mais se interessou por homem algum. Ele, rapaz recém saído de sua puberdade, mas ainda ingênuo em matéria de namoro, corpo atlético semelhante ao da mãe, compartilha de todas as feições da mulher com quem divide o lar, sendo apenas seu gene e temperamento herança paterna, pouco contato teve com o pai, de tal modo que cresceu sem figura masculina por perto, e que desde cedo foi ensinado na igreja de que deveria ele ser o chefe de sua casa quando mais velho estivesse, como Paulo, o cristão, havia aconselhado na carta aos Efésios.

Os dois de costumes simples e vida monótona, tinham na maior parte do tempo apenas a companhia um do outro, o que os fazia serem muito próximos. No entanto, em virtude dos pilares cristãos que sustentavam aquele lar, limites bem delimitados era estabelecidos. Fátima não conversava assuntos que envolvessem sexualidade com seu filho, nem usava ou permitia ser vista com peças decotadas pelo rapaz, sendo a langerie peça exclusiva de uso restrito ao seu quarto, lugar sagrado que, desde a morte do pai de Henrique, o garoto ficara proibido de entrar sem a permissão da mãe, uma forma de respeito e memória ao homem que uma dia governou aquela casa.

Imigrantes na pequena cidade sulista onde moravam, chegaram ali em decorrência de transferência militar que o pai de Henrique, respeitado e reconhecido oficial do Exército nacional, tivera que acatar. Portanto, ali, Fátima e Henrique família alguma tinham, sendo o único nicho social a que pertenciam uma pequena igreja sabatista localizada no bairro ao lado da casa onde moravam, igreja na qual Henrique crescera.

Aos 19 anos, no entanto, é natural que a vida adulta que se levanta traga consigo responsabilidades, e Henrique, sempre muito ocupado com o trabalho remoto que prestava, havia muito não frequentava assiduamente a Igreja de sua infância, indo esporadicamente apenas quando sua mãe muito insististia. Fátima, no entanto, era bastante devota, frequentava o culto com pontualidade, dirigia louvores aos sábados e nunca perdia o estudo da lição bíblica. Era aquela mulher, para muitos irmão daquela comunidade religiosa, o exemplo de virtude, sendo sempre discreta, com saias abaixo dos joelhos, blusas que cobriam os ombros bem torneados e compostura de mulher de fé, sendo, por isso mesmo, objeto de desejo de muitos varões da fé daquela igreja.

Entretanto, fazendo jus ao preâmbulo que acima me detive, carregava aquela mulher, tão devota e exemplar, um doloroso espinho na carne que a atormentava desde que se viu sozinha após a morte de seu saudoso marido.

Naqueles dias de imensa solidão, medo e desamparo, com o peso que teria que carregar sendo mãe solo, sedeu a uma curiosidade inocente. Depois de comprar dvd's para assistir durante mais um final de semana solitário, depois de já ter colocado o bebê Henrique para dormir, se deparou com um inesperado erro do vendedor da feira. O que estava a ser reproduzido na tv de seu quarto não era o filme romântico que pensava ter comprado, era um nojento e grotesco filme pornô. Assustada e em choque, num primeiro momentou quis imediatamente parar aquele filme. Mas cores vibrantes da cena, seus jogos de câmera, ângulos inusitados, o óleo que embebia a pele lisa daqueles atores, e, acima de tudo o clima sexual que o filme lhe transportava deixou-a rendida. Não conseguindo reagir, paralisada pela surpresa e curiosidade que aquelas imagens alimentavam, Fátima apenas assistia. Uma mulher, banhada em óleo, era despida por um homem grande e corpulento que, ao retirar a calcinha da moça, caía vorazmente com a boca na bunda empinada da atriz. A atriz se contorcia, e pensava Fátima qual a sensação que aquela mulher esta ali experienciando. Uma coisa era certa, parecia-lhe arrebatadora sensação. O homem seguia chupando cada centímetro daquela bunda rosada e gorda até que, de forma abrupta e forte, puxou a mulher perdida em sensações indescritíveis, e colocou-a em seu colo. Era a primeira vez que aquele homem mostrava cintura e pernas. Peludo e grande como um urso, destacava seu membro viril, extremamente teso e firme, ao qual a mulher senta-se em cima e se colocava a esfregar a bunda naque enorme pau.

Fátima ainda permanecia ali, imóvel, boca aberta e seca. Notou então que sua umidade estava toda em outro local. Havia tempo que não ficava molhada daquele jeito. Se tocou para recuperar a sensação de ser mulher. A cena prosseguia, intensa, forte, pegajosa. A mulher então, tomando pela mão aquele pau grosso e farto em que se esfregava, destinou-o para dentro de si. Fátima perdeu o fôlego, aquilo que via jamais imaginava ser possível. Preservada em uma rara inocência cristã, Fátima assustou-se e esquentou ainda mais ao notar que aquele pau enorme e grosso, aquele pau que poderia rasgar uma mulher, não se destinou à buceta tão melada da moça em cena. O pau entrou com certa dificuldade, mas muita pressão naquele buraco nojento acima da vagina da mulher, abrindo-a, alargando-a, enquanto ela se retorcia. Fátima não sabia se era dor ou prazer aquilo que aquela mulher sentia, talvez os dois, e aquilo deixava Fátima ainda mais desejosa daquilo. Tocou-se mais freneticamente, com força e vontade, enquanto a mulher na tv a sua frente se retorcia com o pau afundado em seu anus.

A cena continuou. Fátima viu aquela bela mulher ser fortemente fodida no cu em diversas posições. De lado, de quatro, em pé, de bruços, todas aquelas posições acenderam um fogo em Fátima que nunca mais viria a se apagar.

Com um gozo forte, Fátima terminou sua diversão pecaminosa no momento do jato que aquele cavalo em forma de homem soltava no rosto daquela jovem, delicada, mas pervertida mulher. A partir daquele dia Fátima sempre carregou consigo a curiosidade daquelas sensações anais que faziam aquela mulher tanto se contorcer. Comprou outros dvd's do gênero, desta vez consciente, e depois aprendeu a pesquisar por ela mesma, na internet, as cenas de sexo anal mais depravadas e nojentas. Era esse seu espinho, esse o seu pecado, pecado esse que obviamente escondia de todo o mundo, exclusivamente de seu inocente Henrique, mas que sempre lhe pesou constantemente à consciência.

Curta uma leitura sem interrupções.
Conheça o plano sem propagandas (R$36/ano — menos de R$3/mês) →
Siga a Casa dos Contos no Instagram!

Este conto recebeu 0 estrelas.
Incentive Viciado00 a escrever mais dando estrelas.
Cadastre-se gratuitamente ou faça login para prestigiar e incentivar o autor dando estrelas.

Comentários

Cansado destas propagandas? Assine por R$36/ano e navegue sem anúncios →