Me chamo Jorge, casado há 20 anos com a Cláudia.
Ela é uma mulher maravilhosa, alegre, companheira, e ainda gostosa, com seios e bunda grande que sempre me deixaram louco. Mas, apesar desse pacote completo, ainda possui muitas travas e preconceitos por causa da criação na igreja.
Para ter ideia, outro dia ficou escandalizada só de ver um casal de lésbicas andando de mãos dadas, além de todo o tipo de preconceito que vem no pacote. Apesar disso, eu a amo e, no fim das contas, era eu quem rezava para ela abrir mais a mente.
O conto é sobre a noite em que todas as minhas preces foram atendidas.
Apesar de ser mente fechada para o comportamento, ela tinha algumas brechas. Uma exceção que ela se permitiu desde que saiu da igreja foi beber vinho. Por isso, eu nunca deixava faltar em casa.
Num sábado à noite, o mundo caía lá fora de tanta chuva.
Abri uma garrafa de vinho tinto pensando em me dar bem — a noite estava propícia, a chuva nos isolava do mundo e a Cláudia já estava mais relaxada. Ela vestia um vestido de ficar em casa, solto até os joelhos, blusa sem sutiã. Eu estava de camiseta e calça de moletom, confortável para a noite.
Botei um jazz suave de fundo e servi queijos com vinho. Servi duas taças. Ela provou, fechou os olhos e suspirou.
— Que delícia... Esse é dos bons.
— Sabia que você ia gostar — respondi, tocando a taça na dela enquanto olhava nos olhos dela.
— Está tentando me seduzir, Jorge? — ela falou com um sorriso.
— Sempre.
Continuamos a conversa entre risos e o que rolou na semana. Lá para a terceira taça, ela já estava mais soltinha.
— Você gosta de me ver bêbada — ela disse, com um sorriso torto.
— Gosto de ver você se permitir — respondi, chegando perto. — Gosto dessa mulher que você deixa aparecer. E que ainda é você.
A conversa continuou leve. De repente, ela fechou os olhos.
— Me beija.
Eu beijei. Devagar. Nossas línguas se encontraram, lentas, quentes, molhadas de vinho. Ela chupou minha língua e gemia baixinho. Naquele momento, imaginei que havia uma safada cheia de desejos dentro dela.
Coloquei as mãos no rosto dela enquanto beijava. Desci devagar pelo pescoço, ergui seu rosto e beijei a pele exposta. Minhas mãos desceram pelas costas, sentindo a curva da coluna. Ela gemeu mais uma vez.
Uma das minhas mãos deslizou para a parte interna das coxas, que estavam fechadas. Senti o calor, a pele macia, o tecido fino do vestido. Mas ela não abriu as pernas.
Aos poucos, trouxe ela para sentar no meu colo enquanto a gente se beijava. Ela cavalgava mesmo por cima da roupa no meu pau duro, ficou ali roçando a buceta quente no meu pau duro que nem pedra.
Eu estava ficando maluco, meu coração parecia que ia sair pelo peito com aquele calor e o peso do corpo dela me esmagando de tesão, mas queria aproveitar mais antes de comer ela. Ela aumentava o ritmo e já não continha o gemido.
Nesse momento, a campainha tocou. Puta que o pariu!
Fiquei puto e de pau duro. Uma onda de puro ódio e frustração subiu pelo meu pescoço; a sincronia era perfeita e aquele maldito barulho cortou o melhor momento da noite como um balde de água fria.
— Quem pode ser a essa hora? — ela murmurou, ofegante.
Me levantei puto, não fazia sentido, a gente tem portaria no prédio. Minha foda foi adiada e eu não poderia estar mais frustrado.
Abri a porta.
Era a vizinha do andar de cima, completamente encharcada. A chuva tinha colado a blusa branca no corpo, deixando visível o sutiã preto que segurava e os seios médios, mas volumosos por baixo. Cabelos negros escorrendo água, cílios grudados. Uma visão.
Disfarcei o pau que ainda estava duro, embora a minha mente estivesse em curto-circuito, dividida entre a raiva pela interrupção e o choque visual daquela mulher molhada bem na minha frente. Certeza que ela nem notou.
— Jorge! Meu Deus, que alívio — ela disse, respirando fundo. — Fiquei trancada para fora, esqueci a chave no trabalho, eu ia chamar o chaveiro, mas meu celular descarregou e eu estou morrendo de frio... Posso entrar?
— Claro, Fernanda, entra — chamei minha esposa.
Cláudia foi até a porta acolher a vizinha.
— Coitada, você está molhada até os ossos! Vem, toma um banho, vou te emprestar uma roupa.
Fernanda agradeceu e foi ao banho. Quando saiu, vestia uma calça de moletom e uma blusa larga que Cláudia tinha emprestado.
Mas eu notei: a blusa era fina, e ela estava sem sutiã. Acho que a Cláudia escolheu a blusa mais grossa para esconder aqueles seios livres, mas não adiantou.
— Nossa, gente, vocês estavam de boa num clima romântico e eu estraguei tudo, não é?
Eu pensei que estragou sim, mas pelo menos ter ela assim em casa era bem agradável.
— Não estragou nada, toma um vinho com a gente — ofereci. — Depois a gente vê como você volta para casa.
Cláudia concordou.
— Relaxa, a gente está feliz de você fazer companhia. Eu só tomo vinho para dormir, e é o que eu vou fazer daqui a pouco.
Levamos as almofadas, vinho e queijo para a sala, onde ficamos confortáveis. Fernanda aceitou. Pegamos uma taça, e a conversa foi sobre a chuva, o trabalho e então falamos sobre a viagem. A conversa fluía e eu ia mantendo as taças cheias, sempre incentivando mais um brinde.
A conversa já fluía bem e acho que todos já estavam meio altos quando Fernanda deitou olhando para o teto e sua blusa subiu.
— Gente, já estou levinha.
Cláudia riu e disse que também. Ela também já estava com o vestido meio desajeitado, alça quase caída e rindo à toa.
Eu também me sentia um pouco bêbado, mas com o pau duro já pensando que iria ter que bater uma para aliviar. Era um misto de agonia física por estar tão excitado e uma ponta de delírio vendo aquelas duas mulheres tão entregues no meu tapete. Sentei de um jeito que não dava para ver o volume.
Continuamos a conversa e falamos de uma viagem que fizemos para a Serra da Canastra, em um chalé com ofurô. A Fernanda já estava mais soltinha quando falou que tinha planejado ir com o ex-namorado e corou. A gente disse que não era nada demais para ficar tímida e ela disse:
— Ah, já que já estou bêbada mesmo, vou falar. É que nessa viagem a gente ia fazer um ménage.
Cláudia engasgou.
— Seu ex ia fazer você fazer um ménage para ele?
Fernanda corou, mas com um sorriso disse:
— A ideia era minha.
Cláudia ficou com os olhos arregalados um instante e, notando, tentou fingir naturalidade. Eu ri e perguntei:
— Mas vocês iriam chamar um outro cara ou uma mulher?
— Eu toparia qualquer uma das duas. Mas tinha combinado com uma mulher, que é o que eu tinha mesmo vontade.
Cláudia, já menos relaxada:
— Ai, gente, eu sei que sou a chata do rolê, mas não vejo graça nenhuma nisso.
Fernanda, ainda deitada, só olhou para Cláudia.
— Não?
Nessa hora, a Fernanda fechou os olhos e continuou, usando as mãos nos lugares em que falava:
— Nossa... Eu imaginava ela me beijando, ele beijando meu pescoço, ela vinha para o meu pescoço e ele beijando e lambendo minhas costas...
Nessa hora eu pirei. Pensei que, se a Cláudia não fosse tão mente fechada, eu iria comer as duas ali mesmo. Fiquei mais frustrado pela oportunidade perdida, mas meu pau nem ligava. Minha mente viajava alto, misturando o álcool com a imagem nítida da cena que ela narrava; era uma tortura deliciosa.
Fernanda então abriu os olhos e se ajeitou.
— Gente, a gente está conversando aqui e eu nem carreguei o celular para ligar para o chaveiro. Nossa. Me desculpem, mas eu estou um pouco nervosa. Posso fumar meu cigarro de cannabis? É medicinal.
Ela falou olhando para mim e respondi que tudo bem, e a Cláudia completou:
— Fuma na janela.
A Fernanda se ajeitou na janela fumando, olhava para mim e para a Cláudia, e ofereceu um trago para a Cláudia. Não sei explicar, mas foi de um jeito sedutor, falou baixo. Nessa hora, eu entendi que a Fernanda estava no jogo e queria seduzir a Cláudia.
Olhei para a Cláudia e falei:
— Vamos fumar um pouco, uma vez não faz mal.
Junto com a Fernanda, consegui convencer ela a dar uns tragos. Eu dei um trago e tossi. Ela tossiu menos, fumou de novo e depois um pouco mais. Rimos de toda a situação e o clima foi mudando.
Fernanda agora falava mais baixo e eu segui. Parecia que estávamos falando um segredo e aos poucos parecia que a Cláudia, a certinha, estava entrando no jogo. Eu nem acreditava.
Dessa vez, foi ela que se deitou olhando para o teto e fechou os olhos. Eu toquei seu ombro com a mão para ver se ela estava bem, e ela deu um leve sorriso.
— Eu sinto como uma energia fluindo... — e aí passou as mãos no rosto.
Ela estava alta e muito relaxada. Coloquei a mão no seu braço.
— E aqui?
Ela sorriu de olhos fechados, balançou afirmativamente e depois disse:
— Sim.
Fernanda se aproximou e disse que queria brincar também. Falou bem perto do rosto de Cláudia:
— Está gostoso?
— Sim.
Agora eu já sabia que ia acontecer. Me aproximei para beijar a Cláudia, mas a Fernanda fez sinal para eu esperar.
Ela foi puxando o vestido de Cláudia para cima, que ficou séria, como que na expectativa. Fernanda puxou, revelando as coxas de Cláudia, mas parou antes da calcinha. Colocou a mão na parte interna da coxa de Cláudia.
— E aqui?
Cláudia gemeu. Eu não acreditava, me sentia como um ganhador da loteria. Minhas mãos tremiam de leve com a descarga de adrenalina e descrença; o impossível estava se desenhando diante dos meus olhos.
— Está gostoso, Cláudia? — falou enquanto usava a mão.
Ela passou a língua nos lábios e fez sinal positivo.
— Quer uma massagem, amiga? — já com a mão quase na buceta de Cláudia.
— Sim. Eu quero.
— Jorge, você tem algum hidratante ou óleo de massagem? Deixa essa luz mais baixa também.
Eu fui buscar e respirei fundo para aguentar a situação. Bebi uma água e voltou para a sala. A filha da puta da vizinha estava dominando a situação e eu estava adorando e pelo jeito a Claudia também pois eu ouço um gemido alto repetido como de um orgasmo
Ela falava algo no ouvido de Cláudia e, com a mão, fazia movimentos na coxa, indo e vindo. Cláudia só respondia com "hummmm"... ainda ofegante
A Fernanda olhou pra mim e falou com naturalidade, vem Jorge, me ajuda a fazer essa mulher relaxar.
Entendi que a noite estava só começando e minha esposa certinha já estava tinha fumado maconha e estava totalmente entregue a outra mulher