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Gabriel #2

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Um conto erótico de Lore <3
Categoria: Lésbicas
Contém 4179 palavras
Data: 27/06/2026 01:27:20
Assuntos: Lésbicas

Papo ia, papo vinha e nada de a gente ficar sabendo como um bebê de dois anos era filho de Léo, sendo que nós estávamos conhecendo essa informação somente naquele momento.

Fomos todos para a casa da minha sogra, onde ia rolar uma resenha durante a tarde. Assim que nos ajeitamos confortavelmente e encontrei uma brecha, retomei o assunto.

— Léo, como foi que aconteceu? Acredito que você não vai estranhar essa pergunta — questionei, já me justificando.

Senti Júlia apertar minha coxa e dei uma risadinha para ela.

— Na verdade, é até óbvio questionar isso, Lore — ele disse.

— Que bom que você vai contar, porque estamos todos curiosos — Sarah comentou, e rimos.

Léo estava nervoso e reflexivo, como se não quisesse tropeçar nas palavras. Era mesmo um assunto delicado e, até então, eu não sabia qual versão ele nos contaria: se seria a mesma que contou para a família inteira ou se confirmaria nossa desconfiança de que Gabriel, na verdade, era filho do padre João.

— Eu estava em uma festa e conheci uma mulher... Foi coisa de uma noite, e eu estava muito bêbado. Também não sabia da existência de Gabriel até pouco tempo atrás, mas recebi ligações insistentes de um mesmo número. Era a mãe daquela mulher. Ela havia falecido em decorrência de um câncer e pediu que, se acontecesse alguma coisa com ela, me informassem sobre tudo... Foi isso... — Léo concluiu.

— Meu Deus, que triste... Gabriel perdeu a mamãe tão cedo... — Juh disse.

— Então você virou papai no susto? — perguntei, e ele riu.

— Baita susto... Nunca imaginei, principalmente dessa maneira... — Léo respondeu, deitando-se no gramado.

Júlia seguiu conversando enquanto nós nos entreolhávamos, porque aquela história estava para lá de esquisita.

Se analisarmos bem, dá para entender a decisão dele de não contar. Isso implicaria uma série de problemas que iam muito além da simples chegada de uma criança à vida dele. Caso estivéssemos certos, Léo estaria assumindo publicamente um filho que sabia não ser biologicamente seu. Isso significava sustentar uma mentira pelo resto da vida, esconder a verdadeira origem de Gabriel e envolver diversas pessoas em um segredo extremamente delicado.

O padre João também se colocava em uma situação complicada. Afinal, além de ser padre, existiam questões ligadas à Igreja, à própria vocação religiosa e à repercussão que uma revelação dessas poderia causar. Dependendo de quem soubesse, a história rapidamente viraria motivo de julgamento, fofoca e exposição.

Havia ainda a questão legal. Se Léo registrasse Gabriel como filho, assumiria todos os direitos e deveres da paternidade. Qualquer mudança futura na versão dos fatos poderia gerar conflitos emocionais e jurídicos para todo mundo envolvido.

E, acima de tudo, existia Gabriel. Uma criança pequena, que não tinha culpa de absolutamente nada. Revelar a verdade ou manter o segredo eram decisões que afetariam diretamente a forma como ele construiria sua própria identidade no futuro. Era uma escolha que envolvia amor, lealdade, responsabilidade, religião, reputações e o futuro de uma criança. Talvez por isso Léo tivesse preferido guardar tudo para si, e não nos cabia questionar. Se ele achava melhor assim, eu não me importaria em fingir que acreditava nele.

Na minha visão, foi, como dizem por aqui, atitude de sujeito homem: botou a pica na mesa e mandou medir.

Loren levantou para dar banho nos meus sobrinhos, mas, como eu pretendia fazer o mesmo com Dom, pedi que ela me deixasse cuidar dos três. Ou melhor, dos quatro, porque Gabriel veio conosco.

Alice e Tiago pegaram duas mochilinhas, e nós fomos para a casa dos meus sogros. Mih e Kaká logo ficaram com Dom, enquanto eu segui com aqueles nenéns falantes para o banheiro. Quando abri a mochila, descobri que as roupinhas separadas eram fantasias.

— Xupé-man! — Tiago exclamou, e eu caí na risada.

— Como é, tio? — perguntei, e ele repetiu, me fazendo rir de novo.

— E o meu é de pincesa — Alice falou, mostrando a fantasia.

— Você é minha princesa, sabia? — perguntei, dando beijinhos nela enquanto ria.

Gabriel ficou visivelmente vidrado na fantasia.

— Você tem outra para emprestar ao amiguinho? — questionei.

— Tem Homem Alanha, mas ele não tem capa — meu sobrinho respondeu, tristinho.

— Eu amo Homem-Aranha! — Gabriel exclamou, vibrando.

— Então vamos tomar um banhozinho e depois você veste a fantasia dele, pode ser? — perguntei.

— E o papai vai deixar? — ele quis saber.

Achei tão fofinha a preocupação dele.

— O papai deixa... — respondi.

Assim que ouviu minha resposta, o rostinho dele se iluminou. O bichinho começou a dar pulinhos, batendo palminhas, e soltou uma risadinha contagiante. Parecia que eu tinha acabado de realizar o maior sonho da vida dele, quando, na verdade, era só uma fantasia.

Depois de muito sabonete, bagunça e risadas, finalmente consegui deixar os quatro limpinhos e cheirosos. Dei um pirulito para cada um como recompensa pela colaboração durante o banho e fui procurar meu nenequinho, que havia ficado sob os cuidados dos irmãos. Dom estava completamente entretido com as brincadeiras em cima da cama, mas bastou me ver entrar no quarto para o beicinho aparecer e o choro começar.

— Ele estava tranquilo até agora — Milena me disse.

— O problema é quando vê a gente. — Falei, segurando o queixinho dele.

— Ele vai dormir agora? — Kaique perguntou, e confirmei.

Levamos aquele neném cheirosinho para mamar com a mamãe dele e, como sempre acontecia depois de uma mamada caprichada, ele foi ficando cada vez mais molinho no colo de Juh. Enquanto o soninho vencia a batalha, a mãozinha pequenininha continuava fazendo carinho na orelha dela, um hábito que ele estava começando a desenvolver e que derretia meu coração toda vez que eu percebia.

— Como é que esses meninos vão dormir com você dando doce para eles? — Loren perguntou, e eu só ri.

— Biel não dorme à tarde — Léo disse.

— Hoje ele vai dormir um pouquinho, não é, tio? Vem cá. — Falei, pegando-o no colo.

Ficamos mais um tempinho embalando os pequenos até termos certeza de que todos estavam dormindo profundamente. Depois os acomodamos nos balaios, um ao lado do outro, e rimos ao perceber como a nossa vida tinha mudado. Continuávamos fazendo churrasco, ouvindo música, bebendo e dando boas risadas, como sempre. Contudo, agora tudo acontecia no ritmo das crianças. Antes de aumentar o volume do som ou abrir mais uma cerveja, havia banho para dar, mamadeira para preparar, soneca para respeitar e um monte de pequenos correndo pela casa. De alguma forma, a bagunça só tinha aumentado, mas agora era uma bagunça cheia de brinquedos espalhados, fantasias, gargalhadas infantis e muito mais amor do que qualquer um de nós imaginou viver um dia.

Aproveitei para enviar uma foto daquelas fofuras para meu pai, perguntando se aquela cena era familiar para ele. Mas, como o coroa adora trampar, não me respondeu na hora.

Entre um copo e outro, Iury começou a implicar com Juh, dizendo que ela fazia a cabeça de Dom contra ele. Segundo o drama inventado pelo tio, bastava minha esposa aparecer para o menino esquecer completamente que ele existia. Se Dom estava no colo dele e via Júlia, já esticava os bracinhos querendo ir para ela. Todo mundo caiu na risada com a cena, porque era óbvio que aquilo não passava de implicância. Ninho ainda era só um bebê, completamente apaixonado pela mamãe, e Iury aproveitava qualquer oportunidade para colocar a culpa em Juh por qualquer coisa.

Meu cunhado insistiu tanto naquela besteira que, depois de alguns minutos, ninguém mais sabia dizer se ele ainda estava brincando ou se realmente acreditava na própria teoria da conspiração. A implicância começou a ficar tão repetitiva que perdeu a graça, e o mais curioso foi ver justamente meu irmão, o rei das zoeiras e o primeiro a alimentar qualquer brincadeira sem sentido, resolver defender Júlia.

Se até ele estava mandando Iury largar o assunto, era porque a implicância já tinha passado do ponto.

— Iury, você é maluco... — Juh falou, cansada dos ataques.

— Dom é só um neném apegado à mãe, e ninguém precisa incentivar absolutamente nada para que esse movimento natural aconteça, cara. — Lorenzo disse.

— A gente mora ao lado, se vê quase todos os dias e, mesmo assim, Ninho está aí também. — Loren corroborou.

— Tio, para de viajar. Até com a gente Dom fica bem pouquinho. — Kaká falou.

— Eu acho que Iury está a fim de uma briga... Não entra na pilha... — sussurrei no ouvido da minha gatinha.

— Ele fica falando coisas que machucam... — Júlia cochichou, já com a voz embargada.

— Não liga, amor. Ele só quer provocar. — Cochichei de volta e a cobri de beijinhos.

Léo, Lana e Victor continuaram enxergando aquilo como zoeira, rindo das insistentes loucuras que saíam da boca do meu cunhado. Sarah, por outro lado, parecia incomodada com a repetição dos argumentos infundados dele.

Nesse momento, meus sogros chegaram das compras e a atenção acabou se voltando para eles. Mih, Kaká, Iury e Lana foram até o carro descarregar as sacolas, enquanto Dona Jacira e Sr. José vieram quase na ponta dos pés para não acordar os nenéns. Os dois pararam diante dos balaios e ficaram alguns instantes apenas admirando aquela fileira de crianças dormindo. Dona Jacira fez um carinho de leve na cabecinha de Dom, sorriu ao apontar para Tiago abraçado com Alice e comentou baixinho como era bonito ver a casa cheia daquele jeito. Sr. José também babou os meninos por alguns minutos, mas logo se lembrou de que havia comprado algumas coisinhas para Gabriel. Chamou Léo, e os dois seguiram até a casa dele para deixar tudo por lá.

Foi exatamente o que precisou para o assunto voltar à tona. Assim que eles saíram, nós nos entreolhamos quase ao mesmo tempo.

— Vocês acreditaram mesmo nessa história? — Victor perguntou, baixando um pouco o tom de voz.

— Eu continuo achando tudo muito estranho, ainda tenho muitas dúvidas. Se Gabriel realmente for filho do padre João, eu queria saber se ele descobriu isso só agora ou se sempre soube... — falei, pensativa.

— O tempo bate... Vocês lembram que, no casamento de Lorenzo e Sarah, Léo e padre João tiveram uma discussão esquisita? Na época, ninguém entendeu direito o motivo. — Meu cunhado relembrou, reflexivo.

— E depois daquilo Léo praticamente sumiu! Mesmo morando em outra cidade, ele sempre fazia questão de aparecer nos encontros, dava um jeito de vir, ligava, participava de tudo. Depois do casório virou raridade. Eu achei que estava evitando a família por causa daqueles problemas, mas parece que Léo estava evitando o padre! — Minha irmã acrescentou, animada.

— Eu acredito que ele descobriu um chifre. Se o padre João realmente é o pai, provavelmente eles passaram um tempo brigados por causa disso. — Sarah disse.

— Faz sentido... Porque aquele clima estranho entre os dois no casamento nunca teve explicação. — Victor continuou.

— Que terrível essa sensação de que está faltando uma parte da história... — comentei, me remexendo e rindo.

Juh, que até então só ouvia nossa discussão, resolveu se manifestar.

— Eu acredito no que Léo falou. — Ela disse, convicta, e todos nós olhamos para ela.

— Eu confio nele... Léo nunca me deu motivos para pensar que mentiria sobre uma coisa tão séria e, sinceramente, eu também não quero acreditar que meu primo colocaria Gabriel para viver uma mentira desse tamanho... Não seria nem um pouco justo com uma criança!! — Júlia justificou-se.

— Eu acho essa inocência a coisa mais linda do mundo. — Sarah falou, tocando o rosto de Juh, e eu ri, beijando a bochecha dela.

Minha mulher, porém, permaneceu firme na convicção de que, até que surgisse alguma prova em contrário, a palavra de Léo era suficiente para ela.

Quando nos demos conta, o sol já tinha ido embora e a noite havia tomado conta de vez. O churrasco seguia firme, e a resenha parecia longe de acabar. Enquanto os adultos se dividiam entre um assunto e outro, as crianças recuperaram toda a energia depois da soneca e passaram a correr pelo quintal como se nunca tivessem dormido.

Ao lado da casa havia um pula-pula enorme, e bastou alguém abrir o zíper da tela para Alice, Tiago, Gabriel e outros dois coleguinhas maiores do que eles desaparecerem lá dentro. Peguei o celular e fiquei gravando a cena, mas a verdade é que eles passavam muito mais tempo caindo uns por cima dos outros do que, de fato, pulando. Era trombada para um lado, cambalhota para o outro e gargalhadas tão altas que eu acabava rindo junto com eles.

No meio das filmagens, meu celular começou a tocar. Era meu pai. Sorri antes mesmo de atender porque imaginei o motivo da ligação.

Ele disse que só tinha visto a foto dos balaios naquele momento e que a cena o fez voltar muitos anos no tempo, quando Lorenzo e Loren eram pequenos. Várias vezes ele colocava os dois para dormir praticamente do mesmo jeito. Nós dois demos risada lembrando dos nossos perrengues, e eu aproveitei para provocá-lo, dizendo que ele demorou tanto para responder porque, pelo visto, pretendia morar na empresa.

Como eu já esperava, não era exagero meu. Meu pai realmente ainda estava trabalhando naquele horário. A conversa acabou migrando naturalmente para o serviço. Ele comentou alguns problemas que estava resolvendo, contou que ainda tinha mais algumas coisas para finalizar antes de ir dormir, e eu só balancei a cabeça, rindo sozinha e um pouco sem graça.

Tem gente que simplesmente não sabe a hora de parar de trabalhar... E, infelizmente, meu velho e eu fazemos parte desse grupo.

— Pai... Às vezes o senhor tem a sensação de que está fracassando, mesmo quando tudo está correndo bem? — questionei, depois de muito refletir se faria ou não aquela pergunta.

— Está tudo indo bem mesmo? — ele quis se certificar.

— Sim, tudo indo bem. — Confirmei.

— Acredito que conheço essa sensação... Sempre que ela aparece, eu tento mergulhar em algo novo, sem muita pressão, para não interferir no que já está dando certo... Porque você sabe, já deu errado muitas vezes... — ele falou.

— É o que estou tentando fazer com o projeto. Porém, lá... Bom, o senhor sabe que não é um dos meus ambientes preferidos. — Comentei, e meu pai riu.

— Você faz tanta coisa que eu até me perco, mas esse negócio do projeto é bonito demais. Não largue, não. — Ele aconselhou.

— Por mim, não acaba nunca. — Respondi.

— Leva os meninos de vez em quando lá. Eles gostam muito e, às vezes, faz bem levar as crias e ficar batendo o olho no que eles estão fazendo. — Meu pai sugeriu.

Talvez levar um pouco de refresco para um lugar tão sufocante pudesse ser a solução para o que eu vinha sentindo. Confirmei que faria aquilo mais vezes para tentar mudar os ares.

Quando desliguei e voltei para a roda, puxei um banco e o coloquei bem na frente de Juh, encaixando-me entre as pernas dela para ficarmos grudadinhas enquanto a conversa continuava. Mal me acomodei e já senti as mãos dela subindo pelas minhas costelas até pousarem no meu abdômen, puxando-me ainda mais para perto. Então começou a depositar beijinhos na curva do meu pescoço, um atrás do outro, leves e rapidinhos no início, mas os últimos foram bem lentos, molhados, com pequenas sugadas disfarçadas que fizeram arrepios percorrerem minha espinha. Não consegui conter a risadinha e olhei por cima do ombro, encontrando aqueles olhos de quem queria aprontar. Era tão bom ser alvo dessas investidas descaradas que, por um instante, quase me esqueci completamente de que estávamos rodeadas de gente.

— Se contenha, sua safadinha. — Brinquei, apertando a coxa dela.

— Não fiz nada. — Júlia respondeu, rindo.

Girei o corpo todo para ficar de frente para minha gatinha e segurei o rosto dela entre as mãos para lhe dar um beijo. Mas, quando meu polegar passou perto da boca, Juh abriu os lábios e deixou meu dedo escorregar para dentro. Arregalei os olhos, completamente paralisada pela atitude inesperada da minha muié, sem entender direito o que estava acontecendo, até que ela começou a balançar a cabeça negativamente, desesperada.

— Não, não, não... — disse, sem conseguir conter o riso.

— Assanhada... — comentei, roubando um selinho rápido.

— Eu só estava brincando. Você caiu direitinho na provocação. — Juh falou e me deu outro beijinho.

— Tenho certeza de que tive um gay panic. — Afirmei, e ela riu.

O pessoal ao redor olhou para a gente sem entender absolutamente nada, e nem poderia, porque naquele instante estávamos vivendo no nosso mundinho à parte.

~ E com a cara de anjinho que essa minha muié tem... Quem ia imaginar o cão que ela estava sendo? 🤣

— Hoje Dom tem que dormir certinho. — Sussurrei e virei de frente para o pessoal novamente.

— Então você sabe que não vai rolar. — Juh comentou.

— Ahhhh, então bora tomar um banho. — Propus, e só ouvi a risadinha dela ao se levantar.

Saímos de fininho e, ao passar pela sala, vimos Dom de bruços no tapetinho, concentrado em tentar alcançar os brinquedinhos que os avós haviam espalhado por ali para entretê-lo. Fiz um sinal para meus sogros, indicando que íamos tomar banho, e Ninho estava tão vidrado nos brinquedos que nem notou nossa passagem.

Assim que entrei no quarto, fechei a porta atrás de nós e eu agarrei a cintura dela com força e puxei o corpo todo para junto do meu, sentindo nossas línguas se entrelaçarem enquanto as pernas de Juh iam apertando cada vez mais, trazendo meu quadril para mais perto. As mãos dela subiram trêmulas até minha nuca e agarraram meus cabelos puxando com vontade, senti um misto de dor e tesão absurdo que me fez gemer baixinho contra a boca dela.

Eu estava faminta, desci os dedos rapidamente até o fecho da blusa da minha gatinha e puxei com uma força desesperadora, completamente impaciente porque eu já estava enlouquecendo, quando finalmente abri e mergulhei a boca nos seios dela eJuh soltou um suspiro forte, porém abafado, arquejando o peito para mais perto da minha boca enquanto eu chupava e mordiscava cada pedacinho com uma vontade desesperada. A respiração dela falhava a cada lambida, as unhas cravavam nos meus ombros e quando subi de volta à boca dela, a muié devorou meus lábios.

Percebi o quanto nossos corpos estavam colados, suando dentro da roupa. Júlia se afastou um pouquinho, toda ofegante, tendo os lábios mais vermelhos e úmidos do que nunca, e pediu com a voz rouquinha: — Amor, vamos para a cama...

Fui arrancando o restante da roupa dela e a minha também, com pressa porque eu aguentava mais esperar. Empurrei Juh de costas na cama abrindo as pernas dela com minhas mãos famintas e mergulhei a língua na pepeca molhadinha dela sem qualquer cerimônia, chupando, lambendo freneticamente, sentindo o sabor mais gostoso desse mundo, enquanto enfiava dois dedos para dentro em movimentos profundos e firmes, sentindo-os serem abraçados por ela. As pernas da minha esposa envolviam a minha cabeça, puxando ainda mais para perto. Juh fechava a boca com o próprio braço para não gemer alto, e eu fiquei observando milimetricamente o corpo dela arqueando em convulsões silenciosas e violentas, as coxas tremendo contra as mim até que ela não aguentou e gozou na minha boca, toda trêmula, apertando meus dedos com força enquanto eu chupava até o última gota de seu mel.

Antes que eu pudesse recuperar o fôlego ela já me puxou pelo braço em uma inversão rápida e desajeitada.

— Vem cá, eu quero você agora — Júlia sussurrou.

Não pensei duas vezes, me posicionei direitinho ao lado do corpo dela, oferecendo minha pepeca aos lábios devoradores da minha esposa, enquanto mergulhava de volta na dela, chupando vorazmente, circulando o clitóris com a língua em movimentos furiosos. Senti a boca quente dela me envolver por inteiro, chupando com a mesma fome, dedos entrando fundo e rápido dentro de mim numa penetração precisa, o corpo inteiro da minha gatinha vibrava debaixo de mim em espasmos descontrolados. Eu tentei conter os gemidos encostando a boca na coxa dela e sentia a minha barriga contrair desgovernadamente, as minhas pernas começaram a tremer sem controle e o prazer que eu sentia subia de maneira avassaladora até que eu não aguentei mais e gozei gostoso nos dedos e na boca dela de maneira tão violenta que quase me arrancou um grito bem alto de alívio. Juh não parou, continuou me chupando e metendo os dedos com uma força insana, sentindo-me mais do que nunca, até que ela também explodiu em um novo orgasmo, novamente apertando minha cabeça entre as pernas, com o corpo todo sacudindo silenciosamente contra os lençóis enquanto eu a chupava até o último tremor desaparecer.

Ficamos ali, ofegantes, suadas, tentando recuperando o ar o mais rápido possível porque dividíqmos o medo de Ninho cismar ou enjoar de ficar com os avós e alguém precisar bater na porta e nos fazia vestir a roupa com um desespero cômico. Nós ríamos enquanto nos abraçávamos, sentindo o coração disparado uma da outra, sabendo que cada segundo tinha valido a pena.

Assim que saímos da cama, vestimos apenas o roupão e eu já puxei Júlia pelo braço em direção ao banheiro. Liguei o chuveiro e não conseguia parar de beijar a minha gatinha. A vontade vinha como uma necessidade quase doentia, como se eu ainda não tivesse tido o suficiente dela. Júlia estava toda dengosinha nos meus braços, se apertando contra mim e enrolando os braços no meu pescoço.

— Olha você toda molinha — sussurrei, mordiscando o lábio inferior dela.

Ela só riu, escondendo o rosto em mim, toda entregue. Virei o corpo da minha gatinha. Fui beijando as costas dela devagar e cheirando aquele perfume único que só ela tem. Desci pela coluna, lambendo, mordendo de leve, até agachar atrás dela, encostando o rosto naquele bumbum gostoso. Segurei na bunda de Juh com as duas mãos, apertando, abrindo, enquanto ela se esfregava contra minha boca num movimento desesperado e sem vergonha.

— Lore... — ela arquejou, jogando a cabeça para trás.

Fiquei ali chupando, lambendo, deixando-a bem molhadinha, sentindo o mel dela escorrendo livre, sem me importar com a água do chuveiro que batia na minha cabeça. Quando senti que ela já estava no limite, me levantei devagar, beijando seu corpo até alcançar a boca dela em um novo beijo. Enquanto isso, comecei a foder sua pepeca com dois dedos, entrandocom vontade, sentindo-a voltar a tremer a cada estocada. Juh se agarrou em mim, com as pernas bambas e a boca soltando gemidos abafados contra o meu peito.

— Vem pra mim, amor — sussurrei no ouvido dela, acelerando o ritmo.

Ela não aguentou. O corpo da minha muié convulsionou violentamente, as unhas cravaram nas minhas costas, e ela esguichou gostoso nos meus dedos, gozando de um jeito que fez as pernas dela cederem de vez. Segurei-a com força, sustentando o peso dela para que ela não caísse no boxe. Júlia estava toda ofegante e sem forças, dependendo completamente de mim para ficar de pé. Fiquei ali, apertando o corpo dela contra o meu, beijando o rosto molhado, sentindo o coração dela disparado contra o meu, enquanto a água quente continuava escorrendo pelos nossos corpos exaustos.

— Amor, para de me olhar assim! — Ela disse, rindo, quando já estávamos no quarto.

Eu estava deitada, e Juh em frente ao espelho, terminando de se vestir para irmos buscar Dom. Os seios dela ainda vazavam bastante por causa dos estímulos da nossa rápida, porém deliciosa, aventura.

— Gatinha, eu te quero com tempo... — lamentei, e ela riu, vindo até mim.

— Oh, meu Deus... Coitadinha dela... — Júlia me zoou enquanto enchia meu rosto de beijinhos.

Dei um cheiro demorado no pescoço dela, e ficamos alguns segundos apenas nos encarando, fazendo carinho uma na outra.

— Eu também queria mais... — Juh confessou.

— É? — perguntei, cheia de malícia.

Júlia confirmou com a cabeça, segurou meu rosto e me deu um beijinho.

— Vamos... — sussurrou contra os meus lábios.

— Meu Deus... Me sinto enfeitiçada, sabia? — falei, e ela riu, me puxando pelo braço.

Quando chegamos à sala, Dom já estava resmungando, então estávamos no limite do nosso tempo.

— Você se comportou com sua vovó, meu amô? — perguntei, enchendo meu neném de beijos.

Ninho gargalhava enquanto mamava.

— Amor, deixa ele quietinho. Meu peito está quase explodindo. — Juh pediu.

Meus sogros ficaram impressionados com o tanto que ele ria quando eu conversava com ele. Bastava eu parar de falar para começar a choramingar.

— Eita... Se Iury vê essa interação, morre. Ele está com uma teoria maluca de que Juh faz Ninho não querer ficar no colo dele. — Falei, rindo.

— Oxe, agora que eu vi coisa! — Sr. Zé exclamou, caindo na risada também.

Mih e Kaká entraram dizendo que Léo já estava indo embora com Gabriel. Quando fui me despedir dos meus heróis e da minha princesinha, Gabriel veio correndo e tentou se refugiar em mim, com uma carinha de choro.

— Amanhã você vem brincar de novo, viu? — falei, tentando animá-lo.

E aí chorava Biel, chorava Alice e chorava Tiago.

— Meu Deus... Imagina quando vocês forem embora. — Léo disse, pegando o filho do meu colo.

— É um motivo para a gente se ver mais. — Loren falou, pegando um dos meninos, enquanto Victor ficava com o outro.

Quando entramos, a ideia era Kaká e Mih também irem dormir, mas eles pediram para continuar jogando com Lana e Iury, e eu deixei. Então terminei a noite na cama com minha muiezinha e meu caçula risonho que, até encontrarmos a naninha, só queria saber de brincar apertando nossos rostos.

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