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Alzira

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Um conto erótico de Caxias
Categoria: Heterossexual
Contém 457 palavras
Data: 27/06/2026 10:33:04
Assuntos: Anal, Heterossexual

A poeira de Caxias, no Maranhão, parecia ter moldado a alma de Alzira. Mulher de traços fortes, pele castigada pelo sol e uma disciplina que beirava o militar, ela passou quinze anos casada com um homem que tratava o amor como quem cumpre uma obrigação de cartório: rápido, burocrático e sem graça. Para ela, sexo era uma tarefa doméstica. Quando o casamento ruiu, Alzira pegou suas malas e sua postura sistemática e aceitou um emprego de gerência no entorno do Distrito Federal. Ela achava que já tinha visto tudo da vida. Estava errada.

Foi em Luziânia, Goiás, que sua rotina milimetricamente calculada colidiu com Murilo.

Murilo era jovem, vinte e poucos anos, com o corpo firme de quem trabalhava pesado e um sorriso de canto de boca que desarmava qualquer pose. Ele não tinha a pressa dos homens com quem Alzira cruzara. Quando os dois finalmente se entregaram, no apartamento funcional dela, a rigidez da maranhense derreteu diante da audácia do rapaz. Murilo a tocou como se estivesse decifrando um mapa antigo, sem pressa, descobrindo caminhos que ela mesma desconhecia.

Mas a verdadeira revolução aconteceu na terceira semana juntos.

Entre sussurros e carícias ousadas sob o calor do Centro-Oeste, Murilo, com uma calma provocante, deslizou os dedos por caminhos que Alzira sempre considerou proibidos. O puritanismo rústico dela hesitou, mas o desejo acumulado de uma vida inteira falou mais alto. Quando ele a preencheu por trás, devagar, respeitando o ritmo daquela mulher tão dona de si, Alzira sentiu um choque elétrico que misturava dor, entrega e um prazer avassalador, inédito.

Aquela nova sensação virou uma obsessão sistemática. Alzira, que antes organizava a despensa por data de validade, agora planejava os encontros pensando exclusivamente naquele transe.

Mais do que o ato em si, uma fixação específica tomou conta da maranhense: o momento do ápice e o rastro que ele deixava. Ela se deleitava em comandar o ritmo, sentindo a rigidez do jovem Murilo contra sua intimidade mais profunda. Ao final de cada sessão intensa, ela fazia questão de vê-lo sair de dentro dela, observando com orgulho quase primitivo o pênis do rapaz completamente melado com seus fluidos e lubrificante.

Alzira gostava de segurá-lo com as mãos firmes, deslizando os dedos pela pele quente e úmida dele, admirando a marca da sua própria entrega e do domínio que exercia sobre aquele corpo jovem. O contraste do sêmen misturado à lubrificação intensa brilhando sob a luz fraca do quarto era o troféu de sua libertação. Ela o limpava com a boca ou com a própria pele, devagar, saboreando a própria luxúria.

A caxiense sistemática e durona tinha descoberto que, abaixo da linha da cintura e longe das regras do passado, a única ordem que importava era o prazer absoluto. Continua...

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