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O Jantar de Negócios

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Um conto erótico de CornoFeliz
Categoria: Heterossexual
Contém 3783 palavras
Data: 28/06/2026 00:24:05

​POV: Igor

​O sol de inverno no Rio de Janeiro estava se pondo, jogando uma luz alaranjada pelas frestas das janelas superiores da garagem. Eu tinha passado as últimas três horas limpando os bicos de injeção do Porsche, mas a verdade é que minha mente estava no andar de cima. Fiquei pensando na facilidade com que aquela dinâmica funcionava. Marcelo, o herdeiro bilionário, andava pela própria vida como um turista. O tipo de cara que se você colocar na Central do Brasil na hora do rush, ele chora em cinco minutos. Ele não lia os olhares. Não lia os silêncios.

​Lavei as mãos com sabão de mecânico, esfregando bem para tirar o grosso da graxa preta sob as unhas, e me apoiei na bancada de ferramentas. Foi quando o interfone interno da garagem tocou.

​Apertei o botão do viva-voz.

​— Igor? É o Marcelo. Rapaz, você ainda está por aí?

​— Estou terminando o Porsche, Dr. Marcelo. Falta só ajustar a pressão dos pneus.

​— Excelente. Olha, surgiu um imprevisto. O pessoal do fundo de investimentos de Nova York... o diretor deles e a esposa estão no Rio. Eles fecharam o contrato conosco hoje à tarde e eu os convidei para um jantar comemorativo de última hora aqui na mansão. O buffet do Fasano já está trazendo as coisas, mas o meu motorista particular teve uma emergência familiar e precisou ir para o hospital.

​Dei um sorriso de canto, limpando a boca com as costas da mão. Já sabia onde aquilo ia dar.

​— O senhor quer que eu dirija? — perguntei, mantendo o tom profissional e seco.

​— Exatamente! Você tem a carteira de habilitação categoria D que eu vi no seu currículo, não é? E bem... você tem um porte imponente, Igor. Passa muita segurança. Eu preciso que você pegue o SUV blindado na garagem, passe no Copacabana Palace para pegar os americanos e traga-os para cá. Mas antes, preciso que suba até a área de serviço. A Helena separou um terno do meu acervo de segurança para você usar. Não dá para buscar os gringos de macacão de graxa, não é?

​— Entendido, doutor. Estou subindo.

​Desliguei o interfone. De terno. O playboy queria me fantasiar de motorista de luxo para exibir a segurança dele pros gringos. Mal sabia ele que a única coisa que eu tinha segurado naquela casa nas últimas horas tinha sido a cintura da esposa dele.

​Subi pelo elevador de serviço que dava acesso direto à copa e à lavanderia da mansão. Quando as portas se abriram, o cheiro de comida fina já tomava conta do lugar. Dois garçons de terno branco corriam de um lado para o outro organizando taças de cristal. Passei por eles feito uma sombra de 1,90m e entrei no corredor interno que dava para a área dos closets.

​A porta do closet de hóspedes estava entreaberta. Em cima do divã de veludo, havia um terno preto, uma camisa branca impecável e uma gravata escura.

​— Ficou com medo de que não servisse?

​A voz de Helena veio de trás da porta espelhada. Virei-me devagar.

​Ela já estava pronta para o jantar. E, se o short jeans de mais cedo era um atentado, o vestido de noite era um crime hediondo. Era um modelo longo de seda preta, com uma fenda que subia pela coxa esquerda até quase a altura do quadril, revelando a pele bronzeada que eu tinha apertado horas antes. O decote em "V" era profundo, sustentado por alças finas que desenhavam os ombros dela. O cabelo loiro estava preso num coque elegante, deixando o pescoço longo totalmente exposto. Ela exalava poder, dinheiro e puro pecado.

​— O terno parece um pouco curto nos ombros, madame — comentei, cruzando os braços e deixando meus olhos descerem pelo decote dela sem o menor pudor.

​Helena deu um passo para dentro do closet, fechando a porta de correr atrás de si. Ficamos nós dois naquele espaço confinado, cercados por espelhos e roupas de grife. Ela me encarou, e notei que a respiração dela acelerou instantaneamente. O batom vermelho escuro destacava o sorriso malicioso.

​— É o terno do antigo chefe de segurança. Ele era grande, mas... não tanto quanto você — ela sussurrou, aproximando-se. Ela estendeu as mãos compridas e tocou o meu peito, por cima do brim do macacão que eu ainda vestia. — O Marcelo é tão previsível. O motorista falta e a primeira ideia dele é usar o homem que ele acha que "controla".

​— Ele não controla nem o que acontece na própria cama, Helena. Vai controlar a mim? — segurei os pulsos dela, afastando as mãos do meu peito, mas mantendo-a perto.

​Ela soltou uma risadinha baixa, deliciada com a minha audácia.

​— Ele passou a tarde inteira falando do contrato. No banho, tentou... bem, ele tentou me tocar. Durou trinta segundos, Igor. Três centímetros de puro orgulho herdeiro. Eu tive que fingir uma dor de cabeça para ele não perceber que eu estava completamente seca para ele... e ainda dolorida de você.

​A confissão dela acendeu o meu sangue. Puxei-a pela cintura, colando o corpo dela ao meu. O tecido fino do vestido preto não oferecia barreira nenhuma; eu conseguia sentir o calor da pele dela e a ausência total de calcinha por baixo daquela fenda lateral.

​— Dolorida, é? — sussurrei contra o ouvido dela, sentindo-a arrepiar. — Quer que eu pegue mais leve na próxima?

​— Nunca — ela arquejou, cravando as unhas nos meus braços. — Eu quero que você me use até eu esquecer que sou casada com aquele infeliz. Mas agora não dá... os americanos chegam em uma hora. Vai se vestir. Quero ver como você fica de terno.

​Soltei-a devagar. Helena deu um passo para trás, ajeitou o vestido e saiu do closet com a postura de uma rainha, me deixando sozinho com as roupas.

​Tirei o macacão e vesti a camisa branca. Como eu previa, os botões do peito ficaram esticados, desenhando os músculos do meu peito e do abdômen. A calça ficou justa nas coxas calejadas, e o paletó preto parecia prestes a rasgar nas costas se eu fizesse um movimento mais brusco. Quando me olhei no espelho, não parecia um motorista. Parecia um capanga de alto nível, o tipo de cara que resolve problemas na base do silenciador. Dei um nó na gravata de qualquer jeito e desci para a garagem.

​Duas horas depois, eu cruzava os portões da mansão dirigindo o enorme SUV blindado preto. No banco de trás, Marcelo conversava animadamente em inglês com o investidor americano, um sujeito de meia-idade e óculos aro de ouro, enquanto a esposa do gringo olhava pela janela, impressionada com a vista da Barra.

​Pelo retrovisor interno, vi o momento em que entramos na propriedade. A mansão estava toda iluminada. Helena estava de pé na entrada principal, sob o portal de mármore, esperando os convidados. Ao lado dela, os garçons seguravam bandejas com taças de champanhe.

​Estacionei o carro perfeitamente. Desci rápido, ajeitando o paletó que apertava minhas costas, e abri a porta traseira para os convidados.

​— Obrigado, Igor — Marcelo disse, saindo do carro e estendendo a mão para o gringo. — Welcome to my home, Mr. Davis!

​Aproveitei a movimentação e me posicionei perto da entrada, como um segurança deve fazer. Marcelo conduziu os convidados para o interior, mas Helena ficou um passo atrás. Quando ela passou por mim, a fenda do vestido se abriu por completo por causa do vento da noite. Ela parou por um segundo fingindo ajustar a sandália, olhou para mim de baixo para cima, admirando o terno justo no meu corpo, e mordeu o lábio inferior.

​— O terno ficou perfeito, Igor... — ela murmurou, baixo o suficiente para só eu ouvir. — Fique por perto. O jantar vai ser longo.

​O grupo se acomodou na imensa sala de jantar, que tinha paredes de vidro com vista para a piscina iluminada e para o mar ao fundo. Da minha posição oficial, de pé no início do corredor de serviço, eu tinha uma visão privilegiada de toda a mesa.

​Marcelo sentou-se na ponta. À sua direita, o investidor americano; à esquerda, a esposa dele. Helena sentou-se na outra ponta, exatamente de frente para o marido e de frente para o corredor onde eu estava.

​O jantar começou com um desfile de pratos caros e vinhos de milhares de reais. Marcelo falava alto, gesticulava, tentando parecer o homem mais poderoso da sala. Ele contava piadas em inglês, ria sozinho e, de vez em quando, olhava para Helena como quem exibe uma joia rara para os convidados. O americano acenava com a cabeça, claramente mais interessado na beleza da esposa de Marcelo do que nas histórias dele.

​Eu permanecia imóvel, com as mãos cruzadas atrás das costas, a postura rígida de quem aprendeu a vigiar o pátio da prisão. Mas meus olhos estavam cravados em Helena.

​A certa altura do jantar, enquanto Marcelo explicava detalhadamente os gráficos de rendimento do fundo de ações, Helena me encarou. Ela segurava a taça de cristal pelo pedestal, levando o espumante aos lábios devagar. Seus olhos castanhos fixaram-se nos meus com uma intensidade que fez meu membro começar a pulsar dentro da calça social justa.

​Com um movimento sutil, quase imperceptível para quem estava na mesa, Helena cruzou as pernas longas. A fenda do vestido preto se abriu totalmente, revelando a coxa inteira. Como a mesa era de vidro translúcido nas laterais e a iluminação vinha de spots focados no centro, eu consegui ver perfeitamente.

​Ela não estava usando nada por baixo.

​Helena olhou para o marido, que continuava falando sem parar com o americano, gesticulando com os talheres de prata. Então, ela voltou os olhos para mim e, devagar, deslizou a mão esquerda pela própria coxa, descendo até a intimidade exposta. Sob o reflexo discreto da mesa, os dedos compridos dela começaram a massagear o local, os lábios dela se entreabrindo sutilmente enquanto ela respirava mais fundo.

​Aquela mulher estava se tocando no meio de um jantar de negócios, na frente dos investidores estrangeiros e do marido corno, enquanto olhava fixamente para o ex-presidiário que a tinha possuído na garagem.

​A audácia daquela gostosa quase me fez quebrar a postura. Meu membro endureceu tanto contra o tecido da calça que começou a incomodar. Eu conseguia ver o brilho nos olhos dela, o desafio puro. Ela queria ver até onde ia a minha corda.

​Marcelo, completamente alheio ao que acontecia a três metros dele, virou-se para a esposa.

​— Right, honey? A Helena sempre diz que a nossa parceria com os americanos é o futuro da empresa — ele disse em português e depois traduziu, sorrindo para a esposa.

​Helena parou o movimento dos dedos instantaneamente, deixando a mão repousar sobre o colo com uma naturalidade assustadora. Ela sorriu para o marido, aquele sorriso doce de fachada que ele comprava todo mês com o limite do cartão de crédito.

​— Com certeza, querido. Você sempre sabe o que é melhor para nós — ela respondeu, a voz perfeitamente controlada, embora eu conseguisse ver o colo do seu peito subindo e descendo rapidamente pela falta de ar.

​— Excelente! — Marcelo bateu palmas. — Igor! Por favor, traga mais uma garrafa do Barolo que está na adega climatizada. Vamos brindar ao futuro!

​— Sim, Dr. Marcelo — respondi, minha voz saindo ainda mais grave que o normal devido à excitação reprimida.

​Dei as costas para a mesa e caminhei em direção à adega, que ficava nos fundos do corredor de serviço, uma sala isolada por portas de vidro grosso e controle de temperatura. Entrei no ambiente frio, o cheiro de carvalho e vinho velho me cercando. Procurei a garrafa que o playboy tinha pedido nas prateleiras de madeira nobre.

​Ouvi o som sutil da porta de vidro se abrindo e fechando atrás de mim. O clique da tranca magnética ecoou no silêncio da adega.

​Não precisei me virar para saber quem era. O perfume doce e caro invadiu o espaço frio antes mesmo que ela falasse.

​— Você demorou para pegar o vinho... — a voz de Helena surgiu bem atrás de mim, rouca, carregada de uma adrenalina que fazia as palavras tremerem.

​Virei-me devagar, a garrafa de vinho pesado em uma das mãos. Helena estava encostada na porta de vidro, com as mãos atrás do corpo, o peito subindo e descendo de forma violenta. O batom vermelho estava levemente borrado nos cantos, e os olhos dela estavam completamente dilatados.

​— Você está brincando com o perigo, Helena — falei, dando um passo à frente, deixando a garrafa de lado em uma das bancadas de degustação. — Se o seu marido resolve vir buscar o vinho sozinho, ele pega a esposa de perna aberta no meio das garrafas.

​— Ele não vem. Ele está ocupado demais massageando o ego do gringo para notar que a esposa sumiu por dois minutos — ela deu um passo na minha direção, a fenda do vestido se abrindo a cada movimento. — Você viu o que eu estava fazendo na mesa? Você gostou, Igor?

​— Você é uma vadia atrevida, isso sim — respondi, segurando-a pelos ombros nus com força. O contraste das minhas mãos grandes e calejadas contra a pele macia dela era brutal. — Fazer aquilo na frente do corno? Você quer o quê? Provocar para ver o que eu faço?

​— Eu quero que você me cale, Igor... agora — ela implorou, jogando a cabeça para trás, o pescoço exposto. — Ele estava falando da empresa, e tudo o que eu conseguia pensar era no tamanho de você dentro de mim hoje mais cedo. Aqueles 3 centímetros dele me dão nojo. Eu preciso sentir um homem de verdade antes de ter que voltar para aquela mesa e sorrir para aqueles idiotas.

​Não respondi com palavras. Segurei-a pela nuca e a prensei contra uma das prateleiras de madeira maciça da adega. O impacto fez algumas garrafas de vinho de safra rara tremerem nos suportes. Helena soltou um gemido abafado quando minha boca esmagou a dela. O beijo foi violento, misturando o gosto do espumante que ela tinha bebido com a crueza do meu desejo.

​Minha mão desceu pela lateral do corpo dela, entrando pela fenda do vestido preto. Subi meus dedos pela coxa quente e bronzeada até encontrar a intimidade dela, que já estava completamente ensopada, vertendo o mel do puro tesão do perigo. Enfiei dois dedos de uma vez na fenda úmida dela, fazendo-a dar um sobressalto e cravar as unhas nos meus ombros revestidos pelo terno.

​— Puta que pariu, Helena, você está derretendo — rosnei contra os lábios dela, movendo meus dedos com força para dentro dela, sentindo o aperto delicioso daquela carne.

​— É por sua causa... tudo por sua causa... — ela choramingou, mordendo o meu ombro, tentando abafar os gritos de prazer que queriam sair pela acústica da adega. Ela ergueu uma das pernas longas, apoiando o calcanhar da sandália de salto em uma das divisórias de madeira, abrindo-se inteiramente para o meu toque bruto.

​Eu a estimulei sem dó, sentindo a parede interna dela sugar meus dedos com desespero. Helena tremia inteira no frio daquela sala, o suor começando a brotar na testa perfeita dela. Com a outra mão, abri rapidamente o zíper da minha calça social, liberando meu membro que saltou para fora, latejando de tanta rigidez.

​Ergui o quadril dela um pouco mais, arrastando o tecido de seda do vestido para cima. Eu ia tomá-la ali mesmo, em pé, no meio dos vinhos mais caros do Rio de Janeiro. Apoiei a ponta da minha masculinidade na entrada dela, sentindo o calor úmido me convidar para entrar.

​Foi quando o som do interfone da adega, instalado na parede ao lado da porta, tocou alto.

​O som eletrônico cortou o ar frio como uma lâmina. Helena congelou, os olhos arregalados de pavor, a respiração presa na garganta.

​Olhei para o painel do interfone. A luz vermelha piscava com a identificação da mesa principal.

​Marcelo estava ligando.

POV: Helena

​O som daquele interfone cortou a adega climatizada feito uma faca no meu peito. Eu estava com as costas coladas nas prateleiras de madeira nobre, uma das pernas jogada por cima do ombro maciço de Igor, totalmente aberta, mole de tanto tesão e prestes a ser empalada pelo mecânico do meu marido. O pavor me deu um choque de realidade, mas a visão de Igor nem se mexeu. Ele continuou me encarando lá de cima, com aqueles olhos frios de quem já viu o inferno na prisão e não se assusta com pouca coisa.

​A luz vermelha no painel da parede piscava, insistente. Mesa Principal. Marcelo.

​— Atende — Igor mandou. A voz dele saiu num sussurro que era puro comando, uma ordem bruta. Ele não recuou um milímetro. Pelo contrário, apoiou o peso do corpo dele contra o meu, me prensando ainda mais contra a estrutura de madeira, deixando a cabeça gigante do seu membro encostada na minha intimidade.

​— Igor... ele vai... ele vai desconfiar... — gaguejei, o coração batendo na garganta, misturando o medo de ser pega com a excitação mais doentia da minha vida.

​Em vez de me soltar para que eu respirasse, Igor deu um sorriso de lado, cruel. Ele deslizou as mãos grandes pelas minhas costelas, me virou de costas com uma facilidade humilhante e me empurrou para a bancada de degustação de mármore. Minhas mãos espalmaram o vidro frio da mesa. O vestido preto foi todo puxado para cima, cobrindo as minhas costas e me deixando completamente nua da cintura para baixo, com a bunda empinada e exposta no ar frio da adega.

​O painel do interfone com viva-voz ficava exatamente ali, ao alcance da minha mão.

​— Eu disse para atender, Helena. E fica quietinha — ele roçou a boca na minha nuca, e o calafrio me fez arrepiarem os pelos dos braços.

​Com o pavor travando meus dedos, estiquei o braço e apertei o botão do viva-voz. A voz do Marcelo ecoou pelo ambiente, limpa, estridente, vinda direto da mesa de jantar onde ele estava sentado com os americanos.

​— Igor? Rapaz, você está encontrando o vinho? Os Davis já estão terminando o prato principal e...

​Antes que o Marcelo pudesse terminar a frase, o mundo desapareceu. Igor não teve pena. Ele não foi na minha frente úmida que já estava acostumada com ele. Com a mão pesada no meu quadril, ele mirou o cano grosso dele direto na minha entrada de trás, o meu "cuzinho" que nunca, em sete anos de casamento, tinha sido tocado daquela forma.

​Ele empurrou. Entrou rasgando, de uma vez só, uma estocada seca e brutal que me fez morder o próprio pulso para não dar um grito histérico que atravessaria as paredes da casa. A dor inicial foi um corte agudo, mas logo em seguida veio uma onda de choque elétrico, um prazer proibido e violento que travou os músculos das minhas coxas. O tamanho dele era absurdo, esticando a minha pele ao limite, me preenchendo por um caminho que eu nem sabia que existia.

​— H-Helena? Você está aí na adega com o Igor? — a voz do Marcelo voltou pelo interfone, um pouco confusa pelo silêncio.

​Eu precisava falar. Eu tinha que responder o meu marido enquanto o ex-presidiário me rasgava por trás.

​— S-sim, querido... — minha voz saiu num fio, trêmula, arranhada pelo esforço de conter o choro de prazer. Apoiei o peso nos cotovelos no mármore, sentindo Igor começar a se mover.

​— Está tudo bem, meu amor? Sua voz está estranha — o Marcelo perguntou, o tom de voz calmo, o perfeito corno manso que não conseguia ler um pingo de malícia na própria vida.

​— Está... está tudo bem... — respondi, soltando o ar com força quando Igor deu uma estocada mais funda.

​O mecânico não estava nem aí para o telefone. Ele começou a bombear com vontade, um ritmo violento, ritmado, que fazia a minha bunda bater com força contra o quadril dele. A cada investida de mestre que ele dava, as bolas pesadas dele batiam com tudo, estalando contra as minhas nádegas: tapa, tapa, tapa. O som da carne batendo era alto na adega fria, e eu estava apavorada de que o microfone do interfone captasse aquele barulho de safadeza.

​— É que... o vinho... o Igor estava procurando na prateleira de cima... — continuei falando, os olhos arregalados, olhando para o painel na parede enquanto o meu corpo inteiro balançava com os impactos traseiros do ex-con. — Está um pouco... d-difícil de achar a safra certa... ahnn...

​Tentei disfarçar o gemido com uma tosse falsa, mas Igor percebeu e gostou do meu desespero. Ele segurou o meu cabelo com força, puxando a minha cabeça para trás, me forçando a arquear a coluna enquanto ele enfiava tudo, até o talo, raspando no fundo do meu canal estreito. O prazer me atingiu como um trem. Minha intimidade da frente começou a pulsar sozinha, vertendo líquido no mármore, só pelo estímulo absurdo que eu recebia por trás.

​— Ah, entendi! — o Marcelo riu do outro lado da linha, aquela risada boba de quem acha que tem o controle de tudo. — Realmente, aquela adega é enorme. Pede para o Igor olhar na seção dos italianos, no fundo. Não demorem, os gringos estão adorando a conversa.

​— J-já estamos levando, meu bem... — apertei o botão para desligar o viva-voz antes de desabar de vez.

​No segundo em que a linha caiu, eu soltei o grito que estava entalado.

​— Ahhh! Meu Deus, Igor! Para, vai me rasgar! — chorei alto, mas minhas mãos apertavam o mármore, empurrando a minha bunda ainda mais para trás, implorando pelo castigo dele.

​— Cala a boca e recebe, vadia — ele rosnou no meu ouvido, a voz rouca de puro tesão, o suor dele pingando nas minhas costas nuas.

​Ele aumentou a velocidade para um nível desumano. Eu não era nada nas mãos daquele homem de 1,90m. Ele me usava como se eu fosse um pedaço de carne, me macetando por trás sem o menor sinal de delicadeza, a masculinidade dele entrando e saindo do meu traseiro num ritmo frenético. O som das bolas dele batendo na minha bunda enchia a sala fria: tapa, tapa, tapa. Eu estava completamente entregue, de quatro, chorando de dor e de um prazer tão sujo que me dava arrepios na alma. Pensar que o meu marido legítimo, o homem que mal conseguia me tocar com seus 3 centímetros patéticos, estava lá em cima esperando o vinho, enquanto eu era arrombada pelo mecânico na mesa de mármore.

​O ápice me pegou de surpresa, um espasmo tão violento que meu traseiro piscou, apertando o membro de Igor com força total. Ele soltou um rugido baixo, um som bicho, segurou meus quadris com os dedos afundando na minha pele e deu as últimas três estocadas mais profundas, enterrando tudo o que tinha dentro do meu cuzinho. Senti a pressão quente do sêmen dele jorrando lá dentro, me preenchendo por completo por trás, enquanto meu corpo desabava exausto e trêmulo contra o mármore da adega.

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