Cortez parou o carro no acostamento. Desligou o motor e a puxou para um abraço apertado:
- Eu tô aqui. Não vou te abandonar. Se quiser parar, a gente para. Mesmo que isso signifique desistir de tudo.
Luma chorou mais forte contra o peito dele:
- Eu não quero continuar, mas... não dá para parar também. Mas preciso que você me lembre quem eu sou depois de cada humilhação. Não me deixa acreditar que eu sou só uma puta que nasceu para servir ele. Por favor...
- Nunca! - Prometeu Cortez, beijando o topo da cabeça dela: - Você é minha mulher, minha esposa, meu amor. E sempre vai ser.
Eles ficaram ali, abraçados, por algum tempo. As intenções de cada um queimando em seus peitos. Mas o preço estava começando a ficar claro para os dois. E talvez fosse caro demais para eles pagarem.
[CONTINUANDO]
A semana que se seguiu foi estranha. Tranquilamente estranha...
Em casa, Luma e Cortez orbitavam um ao outro como dois planetas cuja gravidade havia mudado, levando-os a órbitas mais distantes. Havia silêncios longos, olhares críticos que duravam demais, tanto de um como de outro e toques que começavam hesitantes e terminavam urgentemente.
Na terça-feira à noite, depois de um jantar em que o silêncio ditou a regra, Luma, sem qualquer aviso, puxou o marido para o sofá, subiu em seu colo e o beijou com fome. Fizeram amor ali mesmo, sem chegar ao quarto. Ela o usou da forma mais bruta possível, sem querer dar prazer, mas buscando algo que talvez ela mesma não entendesse ainda. Quando Cortez gozou dentro dela, Luma apertou o rosto dele contra seus seios e sussurrou:
— Me diz que ainda sou sua.
— Você é minha. — Respondeu ele, a voz rouca, ainda enterrado nela. — Sempre vai ser.
Mas os dois sabiam que a frase agora não carregava o mesmo significado de antes. Havia uma fissura, pequena, quase imperceptível, mas havia.
Na quarta-feira, Dom enviou uma mensagem para Cortez, perguntando como estavam e se ainda queriam continuar. Cortez achou estranha tanta preocupação da parte dele, mas disse que gostariam de continuar, apenas talvez de uma forma mais suave, lenta, quiçá gradual. A resposta de Cortez o fez tremer:
“Desculpe, meu caro Cortez, mas quem dita as regras sou eu. A vocês apenas cabe considerar se querem se tornar meus submissos ou se querer desistir. Decidam. E se decidirem continuar, saibam que eu traçarei os rumos de sua jornada, para os dois.”
Naquela mesma noite, Cortez conversou com Luma. A conversa foi tensa, profunda, cheia de necessárias confirmações a ambos. Luma ainda estava tensa do último encontro, mas intimamente curiosa com o que poderia vir a seguir. Cortez idem. Decidiram continuar. E foi Luma, de seu próprio celular, quem mandou a confirmação para Dom:
“Dom, é Luma. Conversei bastante com meu marido e queremos continuar. Apesar do medo de me machucar, eu confio em seu julgamento.”
Minutos depois, Dom respondeu:
“Que grata surpresa receber uma mensagem sua, minha delícia. Fica tranquila. Dom sabe cuidar muito bem de seus brinquedinhos. Vou registrar seu número e manter contato somente com você de agora em diante. Lembre-se que seu Dom é seu dono, e nossas mensagens são parte de nosso leito sagrado. Nunca revele nada a seu marido, a menos que eu ordene. Estamos entendidos?”
Luma, apesar da surpresa, nem mostrou a mensagem para Cortez:
“Sim, mestre. Eu obedeço.”
“Ótimo! Quero vê-los neste final de semana. Estejam na Imperium no sábado, às 20:00. Vocês jantarão e pernoitarão em meus domínios. Produza-se para mim como se fosse para um evento de gala. Mande seu marido usar uma roupa social, calça preta, sapato preto e camisa branca. Aguardo vocês.”
Luma, como prometido, contou para Cortez apenas a parte do encontro e das roupas que Cortez mandou que usassem:
- Não conversaram sobre mais nada? – Insistiu Cortez.
- Nada de relevante...
O resto da semana passou estranhamente tensa entre eles. Chegaram a transar na quinta, mas com uma distância que ambos não queriam admitir que parecia se abrir em seu relacionamento.
No sábado de manhã, Luma avisou que precisava começar a se preparar para a noite. Cortez fez pouco caso até ela pedir seu cartão de crédito:
- Mas para que?
- Preciso ir na depiladora, na manicure e depois na cabeleireira. Já deixei tudo marcado. Só preciso do dinheiro.
- É só um encontro, Luma, não um casamento?
Luma suspirou e decidiu revelar outra parte da conversa que teve com Dom:
- O Dom exigiu que eu fosse vestida como se fosse para um evento de gala. Se vamos fazer isso, eu preciso obedecê-lo.
- É sério isso!? Vou te pagar para te ver dando para ele?
- Não veja como uma despesa, Cortez. É só um... investimento. – Desdenhou Luma de costas para o marido, com um quase sorriso nos lábios: - Além do mais, você quis, lembra-se?
Cortez bufou, reclamou, resmungou e lhe deu seu cartão. Luma saiu pouco depois do almoço. Voltou só às 18:00. Estava linda. Deslumbrante, seria melhor. Veio até Cortez, impecavelmente maquiada e lhe devolveu o cartão e algumas notinhas. Então, lhe mandou um beijinho à distância, fazendo ele franzir a testa:
- Se eu beijar você, estrago minha maquiagem.
Ele se levantou, pegou uma sacola e disse:
- Esqueci de dizer... Precisei alugar um vestido de gala. E Cortez... – Parou pouco antes de entrar no corredor dos quartos: - Dom quer você vestindo roupa social: calça preta, sapato preto e camisa branca de manga comprida.
- Era só o que me faltava... eu ter que obedecer ao Dom!
- Já que vamos fazer, faça direito! – Ele retrucou.
Luma sumiu pelo corredor, rumo a suíte do casal. Cortez ficou ruminando por um tempo ainda. Olhou as notinhas que Luma havia lhe trazido e os números começaram a dar a dimensão do que sua vida estava se transformando. Pensou em discutir, brigar, não ir naquela noite, desistir de tudo, mas já haviam ido longe demais.
Quase meia hora depois, ele se levantou e foi se vestir. Ao entrar na suíte, viu Luma terminando de ajustar uma meia calça preta sete oitavos na cinta liga. Ela usava uma linda lingerie preta, rendada e transparente, diferente de todas que tinha:
- Nunca vi essa... – Resmungou Cortez.
- Comprei hoje. Achei que merecia...
Cortez se surpreendeu:
- Porra, Luma! Comprou lingerie nova para ele!?
Ela sentiu a mágoa do marido e resolveu contornar com uma meia verdade:
- Achei que eu merecia, Cortez...
Cortez não sabia se ela mentia. Na verdade, nem mesmo Luma sabia se mentia naquele momento. Ambos decidiram não insistir.
Ele foi se vestir e seguiu à risca o ordenado pelo Dom:
- Ele falou alguma coisa sobre cueca?
- Não.
- Só falou calça, sapato e camisa?
- Foi.
- Nem meia?
- Não.
- E o que eu faço?
- Obedece. Coloca só calça, sapato e camisa.
- Sem cueca e sem meia!?
- É.
Mesmo invocado, incomodado, Cortez o fez. Enquanto se vestia, viu Luma tirar um vestido longo preto, com uma fenda imensa na perna direita. Ela o colocou e não ficou satisfeita, pois o sutiã ficava à mostra. Tirou o vestido, o sutiã e vestiu o vestido novamente, dando-se por satisfeita. Agora sim ela estava deslumbrante! Seria a mais bela entre todas naquela noite, com certeza. Cortez se vestiu também e ajeitou o cabelo uma última vez antes de ouvir a voz da esposa:
- Amor, coloca para mim?
Cortez se virou para ela e viu a tornozeleira em sua mão. Pegou o apetrecho e atarraxou em seu tornozelo sem mencionar nada.
Rumaram até o Imperium, sem trocar uma única palavra. Assim que chegaram e o manobrista abriu a porta para Luma, todos na fila, sem exceção, ficaram surpresos. Os únicos que pareciam esperar por aquilo eram os seguranças da casa, que logo se colocaram próximos ao casal para garantir sua entrada VIP.
Dom estava conversando animadamente com um casal, dando uma atenção toda especial para uma ruivinha de corpo delicado e carinha de adolescente. Luma sentiu algo estranho, incômodo, diferente... Seria ciúmes? Não podia ser. Ou podia? Por um instante, ela esqueceu de Cortez e caminhou de forma altiva até se aproximar de Dom. Quando ele a notou, olhou-a de cima a baixo e sorriu, puxando-a para si:
- Olá, querida. Quero que conheça Aderbal e Sofia. São novos aqui. – Dom se virou para eles e disse: - Meus queridos, quero que conheçam minha nova rainha, Luma, esposa do Cortez, aquele ali...
Eles encararam e admiraram Luma, afinal, ela estava lindíssima. A ruivinha ficou até meio desconcertada, achando-se pequena e infantil perto dela. Depois olharam rapidamente para Cortez que a tudo presenciava com um semblante neutro, vago. Dom viu que o olhavam e ousou:
- Cortez, busque um uísque para mim. É só dizer que é para mim que a Nora saberá qual eu quero. – Virou-se para Luma: - Bebe algo, querida?
Luma ainda estava incomodada com a presença da ruiva e pensou em como humilhá-la rapidamente:
- Um Cosmopolitan, Cortez. Com pouco gelo...
Cortez arregalou os olhos brevemente e saiu em direção ao bar. Fez os pedidos, indicando que o uísque seria para o Dom. Foi servido rapidamente. Quando voltou, notou que Dom envolvia Luma com o braço, a mão encaixada na base de seu seio. Suspirou por um instante e entregou as bebidas na sequência. Dom brindou ao novo casal e Luma fez questão de exibir seu drink, um vermelho intenso, quase rubi, bebendo um gole sem tirar os olhos de Sofia, a ruiva.
Dom entendeu de imediato a disputa que se travava a sua frente e sorriu com a ousadia de sua nova escrava. Mas gostou da atitude. Mostrava que ela estava disposta a pisar em qualquer uma que se colocasse em seu caminho. Por um instante, ele pensou que talvez Luma pudesse ser algo mais do que uma simples escrava. Talvez...
Cortez se despediu do novo casal e passou a andar pelo clube, cumprimentando a todos. Trazia Luma em seus braços, apresentando-a, fazendo com que ela interagisse como se fosse uma primeira dama com as mulheres e homens. Cortez os seguia, calado, pouco ou nada interagindo:
- Quem é ele? – Perguntou uma morena para Dom.
- Ah... Ele!? – Disse apontando para Cortez: - É ninguém, querida. Só o marido da minha rainha.
- Ahhhh... – Resmungou a mulher, olhando Cortez com olhos sádicos: - E eu... posso usá-lo ou ele é proibido?
Luma encarou a morena, claramente incomodada. Dom soube contornar:
- Talvez outro dia, querida. Ele ainda está sendo domesticado...
A noite prosseguiu se maiores novidades. Dom e Luma dançaram juntos. Dom beijou Luma. Dom a acariciou. Dom a mimou. E Cortez? Ele serviu aos dois como um bom marido submisso faria. Trouxe bebidas, petiscos, tudo o que quiseram. Perto da meia noite, Dom mudou o tom:
- Hoje, a noite é especial! E eu quero aproveitá-la ao máximo. Podemos subir agora e aproveitá-la de uma forma bastante íntima, ou podemos continuar curtindo um pouco mais por aqui. O que você prefere, minha Luma?
Luma olhou para Cortez, como se lhe pedisse a opinião, mas Dom insistiu:
- Esqueça dele. Minha pergunta foi para você. Quero saber qual é a sua vontade.
Luma o olhou nos olhos por um momento e disse:
- Eu... Eu quero subir. Agora. Mas somente eu e você. Já que a noite é especial e vamos aproveitá-la, quero não ser interrompida de qualquer forma por ninguém.
Dom e Cortez se surpreenderam. Por um instante, ambos ficaram sem palavras. Até que Cortez quis dizer algo, mas Dom o calou ao levantar a sua mão:
- Não! Seja feita a vontade da minha rainha! Curta sua noite, Cortez. Não precisarei mais de seus serviços. Quando quiser dormir, Artur lhe dirá onde irá ficar.
Dom pegou Luma pela mão e seguiu ao corredor que dava a sua suíte exclusiva. Cortez sentiu como se uma faca fosse enfiada em seu peito e ficou sem saber como reagir. Mas assim que eles deram alguns passos na multidão, Cortez os seguiu, conseguindo alcança-los apenas quando já chegavam a porta sempre vigiada por um segurança. Ele segurou a mão de Luma e a puxou:
- Quero falar com você.
Luma o encarou surpresa e olhou rapidamente para Dom que, mesmo incomodado com a audácia de Cortez, permitiu. Ela se aproximou do marido enquanto Dom foi falar com o segurança:
- O que foi, amor?
- O que está acontecendo? Por que você está me excluindo?
- Não estou te excluindo. O que eu falei é verdade. Já que vamos fazer, eu quero ter a chance de curtir também, sem ser interrompida ou sem sentir seus olhares me julgando.
- Luma, você está exagerando...
- Estou!? Talvez... Mas essa é a minha vontade. A vontade da rainha... – Ela retrucou, sorrindo de uma forma como Cortez nunca vira antes.
Luma se virou para Dom, aguardando e ele a pegou pela mão, entrando no corredor. Quando a porta se fechou, Cortez se rebelou e quis segui-la. O segurança não permitiu:
- Mas... eu sou o marido! Tenho meus direitos...
- Aqui, você é só o corno. Comporte-se. Ou serei obrigado a colocá-lo no seu devido lugar.
Cortez insistiu e quis forçar a entrada. Artur, o outro segurança, se aproximou e apertou o ombro de Cortez com força, fazendo com que parasse. Cortez o reconheceu e explicou que estava sendo proibido de entrar. Artur então conversou com o segurança e ao saber as instruções de Dom, olhou para Cortez e falou:
- Você irá entrar. Mas não agora. Dom deu instruções claras de querer ficar um tempo a sós com sua esposa. Se você insistir, teremos que te conter. Se você for agressivo, teremos que ser mais ainda.
- Mas... quanto tempo?
- Uma hora, pelo menos. Depois, você poderá entrar.
- Mas não é justo! Eu não combinei isso com a Luma.
- Bem... Parece que ela combinou isso com o Dom...
A fala caiu como uma bomba sobre Cortez. Se antes, ele tinha medo de que seu relacionamento ficasse abalado, agora tinha uma quase certeza. Artur se compadeceu ante o semblante dele e o aconselhou:
- Beba alguma coisa... Qualquer coisa, o quanto você quiser, é tudo por conta da casa. Depois, você irá participar. É só um momento para ele Dom doutrinar melhor a sua puti... digo, a sua esposa.
Cortez sentiu o sangue ferver e tomou uma decisão naquele momento: Se Luma podia se divertir, ele também poderia. Foi até o bar e pediu um uísque duplo. Então ficou na entrada da pista de dança, olhando para as mulheres, buscando uma que pudesse se interessar por ele. Viu a mesma morena que havia perguntado por ele ao Dom e decidiu se aproximar. Começaram a conversar e parecia que tudo iria convergir para algo mais quando Artur surgiu do nada:
- Desculpe, senhora. Cortez está indisponível.
- Como é que é!? – Perguntou Cortez, abismado.
- Ordens do Dom! Você não poderá ficar com ninguém esta noite.
- Mas que absurdo. Quem é ele para achar que pode mandar em mim?
- Ele!? Ele é o Dom Black, o soberano. E aqui, suas ordens são lei.
A morena nem insistiu mais com Cortez, pedindo desculpas, mas dizendo que obedeceria as vontades do Dom.
Cortez insistiria mais duas vezes naquela noite, mas Artur, como um cão de caça, ficaria em seu encalço. Já na terceira tentativa de Cortez, foi recusado, as ordens de Dom já haviam se espalhado. Antes humilhado, agora Cortez se sentia um verdadeiro pária, um quase leproso social naquele ambiente.
Ao fim da sua terceira dose dupla, Cortez tomou outra decisão: Iria embora, sem Luma, sem maiores humilhações. Saiu até o estacionamento e pediu seu carro. O manobrista foi até o balcão de controle e retornou pouco depois:
- Lamento, senhor. Mas sua partida não foi autorizada.
- Como é que é!?
- Somente cumpro ordens, senhor. Mas há uma ressalva ativa quanto ao seu nome.
- Isso é um absurdo!
Dois seguranças se aproximaram para saber o que acontecia e após se inteirarem, o orientaram:
- O melhor que o senhor faz é procurar o Artur, o chefe da segurança. Ele saberá como resolver sua situação, senhor.
Cortez retornou ao salão e demorou a encontrar Artur. Quando foi interpela-lo, ele não se abalou, tampouco respondeu a sua irresignação:
- O senhor já pode adentrar ao ambiente restrito do Dom, senhor Cortez.
Cortez até esqueceu que queria ir embora e concordou. Foram até a mesma porta protegida, que agora foi aberta pelo segurança. Entraram pelo corredor escuro e foram até a porta da suíte do Dom. Antes de entrarem, Artur o advertiu:
- Comporte-se e não interrompa os trabalhos do Dom. Ou eu serei obrigado a contê-lo ostensivamente. Estamos entendidos, senhor?
Cortez apenas anuiu com um movimento de cabeça.
Artur abriu a porta e assim que Cortez iniciou a passagem, viu uma cena que ficaria marcada para sempre em sua memória.
Sobre a cama, Luma estava posicionada como uma cadela, de quatro, a bunda bem empinada, enquanto Dom a montava como um cowboy. Ele a bombava selvagemente, o som tomando conta do ambiente. Cortez paralisou de imediato e Artur apenas colocou uma mão sobre seu ombro, fazendo-o entrar, mas também lembrando-o de que estava ali. Cortez não precisava entrar, pois conseguia ver muito bem de onde estava o pau de Dom entrar e sair de Luma como um pistão de motor. Luma delirava, gemendo, dizendo coisas ininteligíveis. Foi então que uma voz se fez audível:
- Seu marido chegou... – Disse Dom, com uma voz neutra, parando de estoca-la.
Luma sequer levantou a cabeça:
- Só... não me... atrapalha! – E gritou: - Agora me fode, Dom. Me faz gozar de novo!
OS NOMES UTILIZADOS NESTE CONTO SÃO FICTÍCIOS E OS FATOS MENCIONADOS E EVENTUAIS SEMELHANÇAS COM A VIDA REAL SÃO MERA COINCIDÊNCIA.
FICA PROIBIDA A CÓPIA, REPRODUÇÃO E/OU EXIBIÇÃO FORA DO “CASA DOS CONTOS” SEM A EXPRESSA PERMISSÃO DO AUTOR, SOB AS PENAS DA LEI.
