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O Novo Mestre

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Um conto erótico de Solange
Categoria: Heterossexual
Contém 2703 palavras
Data: 28/06/2026 20:38:16

O relógio na parede da sala marcava duas da tarde, mas o calor de São Paulo parecia ter estagnado dentro do apartamento. Eu andava de um lado para o outro, ajeitando as almofadas do sofá. Vestia apenas um shortinho jeans curto, desfiado nas coxas, e uma regata preta de alça fina. Sabia que minhas curvas chamavam atenção — os anos de academia mantiveram meus seios fartos e firmes, e o bumbum empinado ainda roubava olhares na rua —, mas dentro de casa, com o ar-condicionado desligado para economizar, eu só queria respirar.

​Olhei para o sofá e soltei um suspiro pesado. Kevin estava jogado de qualquer jeito, com as costas arqueadas, os olhos colados na tela do celular e os fones de ouvido isolando-o do mundo. Aquela postura me dava nos nervos. Um garoto de dezoito anos, prestes a prestar vestibular, e não tinha um pingo de brio, de masculinidade. Era frouxo. Se eu não cobrasse, ele nem do quarto saía.

​— Kevin, ele já deve estar subindo. Endireita esse corpo — ordenei, passando a mão pelos meus cabelos castanhos.

​Ele apenas resmungou, sem tirar os olhos do aparelho.

​Foi quando a campainha tocou. Meu coração deu um sobressalto esquisito, uma expectativa que eu não sabia explicar. Caminhei até a porta, descalça, sentindo o piso frio sob os pés, e girei a fechadura.

​Quando abri a porta, o ar sumiu dos meus pulmões.

​O amigo do Kevin não era um menino. Era um homem. Thiago estava parado no hall, com seus quase um e noventa de altura, preenchendo todo o espaço. O tom escuro da sua pele brilhava levemente pelo calor, contrastando com o corte de cabelo americano impecável e um risco afiado na sobrancelha. Ele vestia uma camiseta de time europeu que ficava colada no peitoral largo e nos braços musculosos, além de uma bermuda de marca e chinelos. Exalava um perfume amadeirado forte, misturado com a marra inconfundível de quem veio da quebrada e não abaixava a cabeça para ninguém.

​— Boa tarde... Dona Solange, certo? — a voz dele ecoou, um barítono grosso e firme que vibrou direto no meu estômago.

​— S-sim... Pode entrar, Thiago — gaguejei, odiando a mim mesma por perder a postura.

​Thiago deu um passo para dentro, e seus olhos escuros e penetrantes imediatamente desceram pelo meu corpo. Ele não foi discreto. Seu olhar passeou pelo meu decote generoso, desceu pela minha cintura fina e demorou-se nas minhas coxas expostas pelo short curto. Senti minhas bochechas arderem, um calor bizarro subindo pelo meu pescoço. Há anos nenhum homem olhava para mim com aquela propriedade, com aquela fome dominante.

​Ele jogou a mochila de lado no chão, sem pedir licença, e fixou os olhos em Kevin, que continuava jogado no sofá, parecendo uma lombriga. A diferença visual entre os dois era humilhante. Thiago exalava poder, testosterona; meu filho parecia um projeto inacabado de homem.

​Thiago deu dois passos, parando bem na frente do sofá, cruzando os braços largos.

​— Aê, Kevin — a voz de Thiago saiu pesada, cortando o silêncio da sala. — Levanta dessa porra agora e vai buscar uma água gelada pro teu professor.

​Kevin deu um pulo, assustado. O celular quase caiu da sua mão. Ele olhou para cima, engoliu em seco diante do tamanho e da marra de Thiago, e não ousou questionar.

​— Tá... Tá bom, já vou — Kevin gaguejou, levantando-se com os ombros encolhidos, a personificação da frouxidão.

​Enquanto meu filho corria submisso para a cozinha, Thiago virou-se lentamente para mim. Ele deu um sorriso de canto, passando a mão pelo cordão de prata no pescoço, e me mediu de cima a baixo mais uma vez. Eu continuei estática, com as mãos trêmulas e o peito subindo e descendo rapidamente. Eu era a dona da casa, mas, naquele momento, olhando para aquele jovem negro e imponente na minha sala, percebi que quem mandava ali agora era ele.

Kevin sumiu no corredor da cozinha, me deixando completamente vulnerável diante daquela presença avassaladora. O silêncio que se instalou na sala era denso, carregado de uma eletricidade que fazia os pelos dos meus braços se arrepiarem.

Thiago não se moveu. Ele continuou parado bem no centro do cômodo, com as pernas levemente afastadas e a postura de quem tinha acabado de conquistar aquele território. Minha respiração continuava curta, pesada, e meus olhos, quase por instinto próprio, começaram a descer pelo peitoral dele, acompanhando o relevo dos músculos por baixo da camisa justa, até alcançarem a sua cintura.

Foi aí que meu mundo girou de verdade.

Ele usava uma bermuda de moletom fina, daquelas marcas de grife que os meninos da quebrada adoram. Pelo tecido cinza e maleável, a anatomia dele se desenhava de forma completamente obscena. Não dava para disfarçar. Uma fresta da luz da janela batia exatamente ali, revelando o volume inacreditável e pesado que descansava de lado, marcando o contorno de um pau gigante que ia quase até o meio da coxa dele. Era descomunal, uma força da natureza que parecia completamente incompatível com alguém de apenas dezoito anos.

Engoli em seco, sentindo minha boca secar instantaneamente. Minha mente de mãe tentava me dar uma bronca, me dizendo que aquilo era errado, que ele era amigo do meu filho, mas o meu corpo de mulher — aquela parte de mim que estava adormecida há anos, faminta por um homem de verdade — respondeu no mesmo segundo. Senti uma fisgada quente, um calor líquido e repentino descer direto para o meio das minhas pernas, umedecendo a calcinha por baixo do short jeans colado.

Eu simplesmente não conseguia desviar os olhos daquela marcação. Era hipnótico. Fiquei encarando fixamente por segundos que pareceram horas, completamente rendida àquela visão de pura virilidade.

— Gostou do que viu, dona Solange? — a voz dele veio como um trovão baixo, carregada de uma malícia que me fez dar um leve sobressalto.

Subi o olhar assustada e encontrei os olhos de Thiago fixos nos meus. Ele tinha percebido. O sorriso de canto nos lábios dele tinha aumentado, e ele deu uma leve empinada no quadril para frente, de propósito, fazendo o volume se mover sutilmente sob o tecido cinza. Ele sabia exatamente o efeito que causava em mim. Ele sabia que tinha me pegado no flagra, e a humilhação de ser descoberta só serviu para me deixar ainda mais excitada, com o peito subindo e descendo, os mamilos endurecendo contra a regata preta.

— Eu... eu não... — tentei formular uma desculpa, mas as palavras sumiram.

Antes que eu pudesse inventar qualquer mentira, ouvimos os passos arrastados de Kevin voltando da cozinha, trazendo o copo de água. Thiago nem piscou. Ele manteve o olhar fixo no meu rosto corado, os olhos brilhando com o poder absoluto que agora exercia sobre mim, esperando o meu filho frouxo entrar na sala para continuar o seu show de dominação.

Kevin entrou na sala segurando o copo com as duas mãos, estendendo-o para Thiago com os ombros encolhidos, quase pedindo desculpas por existir. Thiago pegou o copo sem fazer o menor esforço para agradecer. Ele virou a água de uma vez só, mantendo os olhos cravados em mim por cima da borda do vidro, me deixando em frangalhos enquanto eu tentava disfarçar o fogo que aquela visão da bermuda dele tinha acendido em mim.

Ele bateu o copo vazio contra a palma da outra mão, fazendo um estalo que ecoou na sala, e olhou de lado para o meu filho.

— Essa água tá boa, Kevin. Mas o pai tá precisando de outra coisa para começar os trabalhos aqui — Thiago disse, a voz grossa ecoando com uma autoridade que parecia herança de um homem de trinta anos, não de dezoito. Ele meteu a mão no bolso da bermuda, mas voltou com ela vazia. — Pô, esqueci que gastei minha nota no Uber vindo pra cá. Faz o seguinte: desce ali na banca e compra um maço de cigarro e um latão de cerveja bem gelada pro teu mestre.

Kevin piscou, confuso, olhando para as mãos vazias de Thiago.

— Mas... Thiago, meu dinheiro tá contado para a inscrição do...

— Eu perguntei para que era o teu dinheiro, moleque? — Thiago cortou na hora, dando um passo à frente. O tamanho dele parecia engolir o Kevin, que deu um passo para trás, assustado. Thiago nem sequer alterou o tom de voz, mantendo aquela calma fria e intimidadora de quem sabe que manda. — Eu mandei tu descer e comprar. Vai questionar?

Meu coração errou a batida. Olhei para o meu filho, esperando que ele tivesse pelo menos um pingo de orgulho, que dissesse não dentro da nossa própria casa. Mas a frouxidão do Kevin era um abismo. Ele engoliu em seco, abaixou a cabeça totalmente humilhado e enfiou a mão no bolso, puxando uma nota de cinquenta reais amassada.

— Tá... Tá bom. Qual é a marca do cigarro? — Kevin gaguejou, entregando a dignidade dele ali mesmo.

Thiago ditou a marca com um sorriso de canto e completou:

— E traz o troco certinho, que o dinheiro agora é meu. Não demora, frouxo.

— Tá... Já volto, mãe — Kevin murmurou, sem nem ter coragem de olhar na minha cara, caminhando apressado até a porta e saindo como um cachorrinho mandado.

A porta bateu, e o silêncio voltou a reinar, mas agora a atmosfera estava completamente mudada. Kevin tinha sido escorraçado com o próprio dinheiro. Olhei para Thiago, com as pernas trêmulas, sentindo uma mistura absurda de vergonha pelo meu filho e um tesão sufocante pelo rapaz à minha frente.

Thiago deu as costas para a porta, desfez a postura ereta e caminhou lentamente até o sofá, sentando-se bem no meio, exatamente onde Kevin estava jogado antes. Mas Thiago não se jogou; ele se espalhou. Abriu as pernas musculosas de um jeito completamente dominante, fazendo com que o tecido cinza da bermuda se esticasse ainda mais, deixando aquele volume monstruoso e pesado em primeiríssimo plano, apontado diretamente para onde eu estava de pé.

— Pronto, dona Solange — ele disse, batendo com a mão no assento do sofá logo ao lado da sua coxa, me olhando com aqueles olhos pretos e famintos. — O moleque já foi. Senta aqui do meu lado pro pai te explicar como vão funcionar as regras dessa casa a partir de hoje.

O comando de Thiago ecoou na sala vazia como uma ordem presidencial. Minhas pernas, pesadas e trêmulas pelo tesão acumulado, moveram-se contra a minha vontade. Caminhei lentamente até o sofá, sentindo o piso frio contra as solas dos meus pés descalços, e me sentei. Tentei deixar uma distância segura, uma margem de respeito que mantivesse viva a ilusão de que eu ainda era a dona daquela casa.

Que inocência a minha.

Thiago soltou uma risada abafada, um som rouco e carregado de deboche que viajou direto para o meio das minhas pernas. Sem o menor pudor, ele arrastou o corpo musculoso pelo estofado, eliminando qualquer espaço entre nós. A coxa dele, grossa, firme e quente pelo sol da rua, colou na minha. O contraste da pele dele com o meu short jeans curto era um insulto aos meus sentidos. O perfume amadeirado dele misturado ao cheiro de suor masculino inundou meu nariz, me deixando tonta.

— Tá com medo de mim, Solange? — ele perguntou, deixando de lado o "dona" e usando meu nome com uma intimidade que me deu um arrepio violento na espinha. — Logo de mim, que vim aqui para salvar a tua pele com aquele moleque frouxo?

Eu não conseguia responder. Minha boca parecia colada, e o meu peito subia e descendo rapidamente, fazendo meus seios grandes quase pularem para fora do decote da regata preta. Os mamilos estavam tão acesos e rígidos que marcavam o tecido sem a menor discrição. Thiago percebeu. Ele inclinou o rosto na minha direção, falando bem perto do meu ouvido, sua respiração quente batendo no meu pescoço.

— Olha para essa porra — ele sussurrou, a voz grossa vibrando na minha pele. — Tu tá toda se tremendo, com o peito quase estourando essa blusinha. Tu tá louca para dar essa tua bunda gorda para um homem de verdade, não tá? Tá seca, que eu sei.

A linguagem chula, direta e sem rodeios me atingiu como um tapa na cara, mas, em vez de me ofender, aquilo me desmoronou por completo. Senti um rio de líquido quente descer e encharcar de vez a minha calcinha. Eu estava completamente à mercê daquele garoto de dezoito anos.

Antes que eu pudesse tentar balbuciar qualquer negação, Thiago levantou a mão pesada e escura e a pousou com força em cima da minha coxa exposta. Os dedos longos dele apertaram a minha carne com uma autoridade brutal, deixando marcas vermelhas na pele clara. Eu soltei um gemido baixo, sôfrego, que tentei abafar mordendo o lábio inferior.

— A partir de hoje, a parada vai ser do meu jeito — Thiago ditou, apertando ainda mais a minha perna, subindo a mão lentamente até a barra do meu short curto. — Aquele moleque do teu filho é um bosta. Não tem sangue nas veias, é um castrado. Para eu dar um jeito nele, tu vai ter que ser a minha ajudante. Tudo o que eu mandar tu fazer, tu faz. Se eu mandar tu humilhar ele, tu humilha. Entendeu, Solange?

— S-sim... — consegui sussurrar, entregando a pouca dignidade que me restava. Minha mente estava completamente nublada pelo tamanho do tesão.

— Sim o quê? — ele cobrou, a voz ficando mais dura, mais exigente. O olhar dele caiu para a minha boca. — Como é que se fala com o homem que vai mandar nessa casa?

— Sim... mestre — as palavras saíram da minha boca numa mistura de vergonha e puro prazer masoquista.

Thiago sorriu, um sorriso de dentes brancos e vitoriosos que exalava a pura malandragem da quebrada. Ele sabia que tinha me quebrado, que tinha me transformado em sua cadela particular em menos de dez minutos.

— Gostei de ver. Já que tu é uma boa seguidora, o mestre vai te dar um prêmio — ele disse, a voz cheia de malícia.

Com a outra mão, Thiago segurou o meu queixo com firmeza, forçando meu rosto a virar para o lado. Ao mesmo tempo, ele abriu ainda mais as pernas musculosas. Ali, bem na minha frente, a bermuda de moletom cinza parecia prestes a rasgar. O volume do pau dele estava absurdamente rígido, uma tora gigante e grossa que se desenhava perfeitamente sob o tecido fino, apontada direto para o meu rosto. Era uma visão obscena, violenta, o pau de um verdadeiro reprodutor negro bem na sala da minha casa.

— Pega — Thiago ordenou, o tom agora totalmente imperativo. — Pega no pau do teu mestre, Solange. Sente o tamanho do homem que vai te foder enquanto teu filho limpa a casa.

Minha mão direita começou a subir, impulsionada por um desejo primitivo que eu não conseguia mais controlar. Meus dedos, trêmulos, tocaram o moletom cinza. No segundo em que fechei a mão ao redor daquela estrutura, meu coração quase saiu pela boca. Era duro como pedra, latejando de forma violenta, e tão grosso que meus dedos mal conseguiam dar a volta completa.

Comecei a movimentar a mão para cima e para baixo, apertando aquela carne monstruosa por cima do pano. Thiago soltou um rosnado baixo, jogando a cabeça um pouco para trás, deliciando-se com a minha submissão total. Eu apertava e massageava o pau gigante dele, sentindo o calor bizarro que emanava dali, completamente hipnotizada pela minha própria humilhação. Eu era uma mulher de 48 anos, mãe, batendo punheta para o amigo do meu filho no sofá de casa.

— Isso... aperta bem essa porra, sua safada — Thiago murmurou, os olhos semicerrados, apreciando o movimento da minha mão. — Sente o tamanho do estrago que eu vou fazer nessa tua rabetão.

O prazer e a tensão eram tão absurdos que eu quase esqueci do resto do mundo. Mas o encanto foi quebrado pelo som seco do trinco da porta da frente começando a girar no corredor. Kevin estava voltando com o cigarro e a cerveja.

Num reflexo rápido, Thiago segurou meu pulso e arrancou minha mão dali. Ele se ajeitou no sofá, puxando a camiseta de time para cobrir o volume monstruoso que ainda latejava, mas manteve o olhar fixo no meu rosto suado e ofegante.

— Limpa a boca, que o teu filhinho frouxo chegou — ele sussurrou com um sorriso canalha, segundos antes de a porta se abrir.

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