SANTA PUTA

Um conto erótico de Ana
Categoria: Sadomasoquismo
Contém 7929 palavras
Data: 03/06/2026 20:50:43

A Vida que Sempre Foi

A psicóloga, uma mulher de uns 45 anos com óculos de armação fina e voz suave, inclinou a cabeça e perguntou: — Ana, me conte um pouco da sua infância. Como era a menina que você foi?

Ana sorriu, daqueles sorrisos educados que ela dava na igreja quando alguém perguntava se estava tudo bem. Cruzou as pernas na poltrona bege, ajeitou a saia longa florida que usava sempre para sair.

— Ah, doutora… eu era certinha demais. Sério, às vezes penso que nasci com manual de instruções colado na testa. Meus pais eram… rigorosos, sabe? Evangélicos de carteirinha. Nada de caixoeira no rio, nada de trilha na mata, nada de festa que acabasse depois das dez. “Menina, o mundo lá fora é cheio de armadilhas”, meu pai dizia. E eu acreditava. Não via maldade em ninguém. Se alguém contava piada picante na escola, eu ficava vermelha e mudava de assunto. Nunca fumei, nunca bebi, nunca nem pensei em namorar escondido. Estudiosa? Nossa, eu era a rainha da lição de casa. Tirava dez em tudo, ganhava Bíblia de prêmio no culto de crianças…

Ela riu baixinho, um riso curto, quase envergonhado.

— Olha, doutora, às vezes eu brinco comigo mesma: “Ana, você era tão boazinha que Deus deve ter te dado um desconto na taxa de entrada pro céu”. Mas era verdade. Eu não tinha pensamentos impuros. Nem sabia o que era isso direito. Casar virgem aos 19 anos? Pra mim era o normal. Marcos era o rapaz da igreja, bom moço, trabalhador. A gente namorou dois anos, só de mãos dadas e beijinho no rosto. Casamento foi bênção de Deus. E pronto. Vida certa, vida reta.

A psicóloga anotou algo no caderno. Ana continuou olhando para as mãos no colo, as unhas curtas e sem esmalte, como sempre.

— Eu achava que era assim que tinha que ser. E era bom. Era paz.

Corta.

O sol da tarde já estava baixo quando Ana estacionou o Fiat Uno velho na garagem da casa. Na grande metrópole, o barulho distante do trânsito e das buzinas chegava abafado pelo muro baixo do bairro tranquilo. A casinha amarela de dois quartos, com varandinha de azulejo e jardim pequeno na frente — rosas que ela mesma plantava — parecia um oásis no meio da correria da cidade grande. Sempre parecia.

Abriu a porta e o cheiro de café fresco veio ao encontro. Marcos estava na cozinha, de camisa social dobrada no braço (ele tinha acabado de chegar do trabalho na prefeitura), mexendo o açúcar na xícara.

— Chegou, amor? — ele perguntou, dando um beijo leve na testa dela. Sempre na testa. — Como foi lá?

— Foi… bom. Conversamos bastante. — Ana respondeu, deixando a bolsa no gancho da parede. Não contou detalhes. Não precisava. Marcos confiava.

A casa estava quieta. Ana tirou os sapatos e caminhou até a cozinha. Sentaram na mesa pequena. Ele contou do dia no trabalho (nada demais, só rotina), ela contou da feira (comprou tomate barato).

Ana ouvia tudo, respondia tudo, sorria para tudo.

Dentro dela, era paz. Uma paz quieta, conhecida. A casa era simples: paredes brancas, sofá de tecido florido que já viu melhores dias, Bíblia aberta no criado-mudo do quarto, fotos de casamento na parede, calendário com versículos na cozinha. Nada de luxo, mas tudo limpo, tudo no lugar. Ela amava isso. Amava o jeito que Marcos orava antes de comer, a mão grande dele na dela durante a bênção. Amava ser a esposa, a mulher que nunca deu trabalho para ninguém.

Enquanto lavava a louça depois do jantar, olhando pela janela o céu ficando roxo sobre os prédios distantes da metrópole, Ana pensou:

“É isso. Essa é a vida que Deus me deu. E eu sou grata.”

Mas, no fundo da bolsa, ainda guardado no fundo, embrulhado num lenço, estava o livro que ela comprara naquela tarde numa livraria comum do shopping. Capa discreta, título em letras douradas: Conhecendo Seu Corpo: Um Guia para a Mulher Cristã Descobrir a Intimidade com Deus e com o Marido.

Ela não tinha entrado ali para comprar nada assim. Só queria um devocional novo. Mas o livro estava na prateleira de autoajuda, ao lado de outros títulos sobre casamento e família. Folheou rápido, viu palavras que nunca tinha lido em voz alta — prazer, autoconhecimento, zonas sensíveis — e, num impulso que nem ela entendia, pagou em dinheiro e saiu sem olhar para trás.

Ela não tinha aberto ainda.

Minha Rotina e Aquela Noite

Acordei com o despertador às 6h, como sempre. O quarto ainda escuro, o ventilador girando devagar no teto. Marcos já estava no banheiro, escovando os dentes. Eu me espreguicei debaixo do lençol fino, senti o corpo quente e sorri sozinha. Mais um dia. Mais um dia abençoado, comum, meu.

Levantei, vesti o roupão velho e fui para a cozinha. Preparei o café da manhã: pão na forma torrado, margarina, café coado forte do jeito que ele gosta. Liguei o rádio na estação gospel e cantei baixinho junto com um louvor antigo que eu conheço de cor.

Em casa, lavei a louça, varri o chão, estendi roupa no varal do quintal pequeno. Fiz almoço: arroz, feijão, bife grelhado, salada de tomate e alface. Marcos chegou ao meio-dia, suado do trabalho, mas sorridente. Sentamos à mesa, oramos juntos (“Obrigado, Senhor, pelo pão de cada dia”), comemos devagar. Ele contou do dia na prefeitura, eu contei da feira. Conversamos sobre nada importante: o preço da gasolina, a tia que ligou pedindo oração, o plano de pintar a varanda no fim de semana. Ele elogiou a comida (“Você capricha, amor”) e eu corri um pouco, como nos primeiros anos.

Depois do almoço, ele voltou ao trabalho. Eu deitei um pouco no sofá, cochilei meia hora. Corpo descansado, mente em paz. Acordei, passei roupa, preparei o jantar com antecedência: macarrão com carne moída, que meu marido adora.

Tudo no lugar, tudo tranquilo. Nada falta: saúde, casa limpa, marido fiel, quero filhos lindos, igreja no domingo. Eu sou grata. Sempre grata.

À noite, depois do banho, janta, oração em família (“Senhor, guarda-nos esta noite”), fomos dormir cedo. Às 9h a casa já estava silenciosa. Marcos roncava leve no quarto. Eu não conseguia dormir. Fiquei na sala, TV ligada no canal de documentários — um programa sobre a NASA, imagens do espaço, planetas girando devagar, narração calma. Eu gosto disso: algo grande, infinito, que me faz sentir pequena, mas cuidada por Deus.

Mas o sono não vinha. Meus olhos vagaram para a bolsa no canto da sala. O livro ainda lá, embrulhado no lenço. Hesitei, mas peguei. Sentei no sofá, luz baixa, abri devagar.

A capa era simples, moderna: Conhecendo Seu Corpo: Guia para o Prazer e o Autoconhecimento Feminino. Nenhum versículo, nenhum “Deus” no título. Era um livro secular, vendido na livraria comum do shopping, na prateleira de autoajuda e saúde da mulher. Eu tinha entrado só para olhar devocionais, mas vi aquele ali, entre outros títulos sobre bem-estar e relacionamentos. Folheei rápido, vi fotos discretas de anatomia, palavras fortes como “orgasmo”, “masturbação”, “prazer clitoriano”. Meu coração acelerou, mas paguei em dinheiro e saí sem olhar para trás. Agora, sozinha, comecei a ler.

As primeiras páginas iam direto ao ponto: anatomia detalhada, sem rodeios. Descrevia a vulva como um mapa de prazer — clitóris com milhares de terminações nervosas, lábios internos e externos, ponto G escondido lá dentro, como as paredes vaginais se contraem e incham quando excitadas. Eu sabia vagamente que existia aquilo, mas nunca tinha visto descrito assim, cru, sem vergonha. Palavras como “buceta”, “gozar”, “molhada” apareciam sem censura. Meu rosto queimou.

Depois veio a parte dos testemunhos: contos eróticos reais de mulheres contando suas vidas íntimas. Uma falava de como descobriu se masturbar aos 30 anos, depois de um casamento sem graça, tocando o clitóris em círculos devagar até explodir em orgasmos que nunca teve com o marido. Outra descrevia fantasias, brinquedos, sexo oral que pediu ao parceiro. Masturbação era tratada como algo natural, saudável, essencial para conhecer o corpo e melhorar o sexo a dois — nada de “pecado”, nada de oração depois. Era empoderamento puro, do mundo.

Eu pisquei, chocada. Na escola, ouvia meninas falarem de masturbação como coisa de quem não casava, de quem era “perdida”. Eu nunca tinha feito. Nem tentado. Achava que era desnecessário, que o marido bastava. Mas ali, lendo aqueles relatos crus, senti algo novo: um calor baixo na barriga, uma umidade sutil entre as pernas. Meu corpo reagindo sem permissão. Fechei o livro rápido, coração na boca. “Senhor, me perdoa”, murmurei. Guardei de volta na bolsa, apaguei a TV, fui para a cama. Marcos dormia. Deitei de lado, olhando o teto escuro, e tentei não pensar.

Mas pensei. A semana toda.

Na segunda, lavando louça, a espuma nas mãos me lembrou a descrição de “lubrificação natural quando excitada”. Parei, olhei para as minhas próprias mãos, imaginei… Não. Sacudi a cabeça, orei baixinho.

Na terça, ajudando minha sobrinha Mariana a desenhar, vi o lápis na mão dela e lembrei da frase: “o clitóris é como uma pérola sensível, o centro do prazer”. Corei sozinha na cozinha vazia. “Que bobagem, Ana. Para com isso.”

Na quarta, no supermercado, passando pela seção de higiene feminina, vi os absorventes internos e pensei nos “detalhes internos” — ponto G, paredes que se contraem no orgasmo. Senti um formigamento. Apertei as coxas sem querer, peguei o carrinho mais rápido.

Na quinta, enquanto passava roupa, o ferro quente na camisa de Marcos me lembrou “calor no corpo, excitação crescendo devagar”. Parei, respirei fundo. “Isso é do diabo? Ou é… só o corpo?” Duvidei. Orei mais, li a Bíblia mais, mas as palavras voltavam.

Na sexta, à noite, deitada ao lado de Marcos, ele dormindo tranquilo, eu fiquei acordada de novo. Meu corpo inquieto. Pela primeira vez na vida, pensei em tocar a mim mesma. Só para saber. Só um pouquinho. Mas parei. A culpa veio como onda. Virei de lado, chorei baixinho no travesseiro.

Por fora, tudo continuava perfeito. Por dentro, algo tinha acordado.

A semana passou devagar, mas as palavras do livro não saíam da minha cabeça. Eu tentava ignorar, orava mais, lia versículos sobre pureza, mas à noite, quando a casa ficava quieta, eu voltava para o sofá. Pegava o livro escondido na bolsa, abria na mesma página, e lia mais. Só mais um pouquinho. Só para entender.

Os contos eram cruos, sem filtro. Mulheres contando como descobriram o próprio corpo depois de anos de casamento morno. Uma descrevia como masturbava devagar no chuveiro, sentindo o clitóris inchar sob os dedos, até gozar tremendo. Outra falava de como usava palavras sujas na cama com o marido — “me fode mais forte”, “gosto do seu pau dentro de mim” — e como isso fazia ele perder o controle. Elas escreviam sem vergonha: “o prazer é meu também”, “a boca pode ser tão poderosa quanto o corpo”. Eu lia e sentia o calor subir de novo, mais forte a cada página. Meu corpo traía: as coxas se apertavam sozinhas, a respiração ficava curta. Eu fechava o livro, guardava, mas as frases ficavam ecoando.

Naquela sexta-feira, depois do jantar, Marcos tomou banho, veio para a cama cheirando a sabonete neutro. Ele me puxou para perto, como sempre fazia: beijo na testa, depois na boca, devagar. As mãos grandes dele passeavam pelas minhas costas, tiravam minha camisola com cuidado, como se eu fosse algo frágil. Ele nunca era bruto. Sempre amoroso. Sempre carinhoso. Beijava meu pescoço, meus seios, descia devagar, me fazia sentir amada. Eu respondia do jeito de sempre: abria as pernas, deixava ele entrar, missionário, olhos nos olhos, sussurrando “te amo”.

Mas naquela noite era diferente. Eu estava mais molhada do que nunca. O livro tinha mexido comigo o dia inteiro — as imagens dos contos, as descrições de prazer, a ideia de que meu corpo podia querer mais. Quando ele me penetrou, deslizou fácil, fundo, e eu soltei um suspiro que nem eu esperava. Ele parou um segundo, surpreso, mas continuou, devagar, ritmado, como quem cuida.

Eu não planejei. As palavras simplesmente saíram. Baixinho, quase um sussurro, mas claro:

— Gosto do seu pau, amor.

Fugiu sem querer. Eu li isso em um dos contos, uma mulher dizendo exatamente isso para o marido, e como ele enlouqueceu de tesão. Não pensei que ia falar de verdade. Mas saiu. E no momento que falei, senti Marcos tremer dentro de mim. Os olhos dele se arregalaram, o ritmo acelerou sem querer. Ele gemeu alto, apertou minha cintura, empurrou mais forte, mais rápido. Nunca tinha sido assim. Ele gozou quase na hora, forte, pulsando, gemendo meu nome como se doesse de prazer. Depois caiu ao meu lado, ofegante, suado, me abraçando forte.

— Meu Deus, Ana… o que foi isso? — ele perguntou, rindo baixo, ainda sem fôlego. — Você nunca… nunca falou assim.

Eu fiquei quieta, coração disparado. Sorri envergonhada, enterrei o rosto no peito dele. “Não sei… saiu.” Mas por dentro eu entendi. Entendi o poder que eu tinha. Não era só o corpo. Era a palavra. Uma frase simples, suja, dita na hora certa, tinha feito meu marido — sempre tão controlado, tão gentil — perder o controle como nunca. Ele gozou mais forte, mais rápido, mais intenso do que em anos. E eu? Eu senti um orgulho estranho misturado com culpa. Orgulho porque funcionou. Culpa porque veio de um livro que eu não devia ter lido.

Deitei ali, ouvindo a respiração dele acalmar, e pensei: “Se uma palavra faz isso… o que mais eu posso dizer? O que mais meu corpo pode querer?”

Naquela noite, dormi abraçada nele. Mas não dormi em paz. Algo novo tinha nascido. Algo que eu não sabia se queria matar ou alimentar.

O Fogo que Não Apagava Mais

Depois daquela noite, algo mudou de vez dentro de mim. O fogo não era mais uma faísca — era uma chama alta, constante, que queimava sem parar. Não era só curiosidade. Era desejo puro, cru, vivo. O livro tinha aberto uma porta que eu nem sabia que existia dentro de mim. À noite, depois que Marcos dormia, eu ficava escondida no banheiro com a luz baixa, devorando página após página: descrições de bocas famintas, línguas habilidosas, gemidos abafados, o gosto e o cheiro de um homem excitado. Quanto mais eu lia, mais molhada eu ficava só de imaginar. Meu corpo reagia de formas que eu nunca tinha conhecido. Os mamilos ficavam sensíveis, a boceta latejava, e eu tinha que apertar as coxas para aguentar.

No dia seguinte, quando Marcos veio almoçar, eu já não era mais a mesma. O almoço estava pronto na mesa, mas eu não queria comida. Queria ele. Queria experimentar aquele mundo novo que o livro tinha me mostrado.

Assim que ouvi a chave na porta, meu coração disparou. Ele entrou, tirou o sapato e sorriu como sempre.

— Amor, que cheiro bom… — começou a dizer.

Eu não deixei ele terminar. Fui até ele decidida, com as mãos tremendo de nervoso e excitação. Comecei a abrir os botões da camisa dele um por um, olhando nos olhos dele. Ele piscou, confuso.

— Ana? O que… agora? No meio do dia?

Eu sorri, um sorriso tímido mas safado, e respondi baixinho:

— Eu quero te dar prazer, amor. Do jeito que eu li…

Puxei ele pela mão até o sofá. Sentei primeiro, abri as pernas dele e desabotoei a calça com urgência. Quando puxei a cueca para baixo, o pau dele saiu, já meio duro. Fiquei olhando por alguns segundos. Era bonito. Uns 14 centímetros, reto, com a cabeça rosada e lisa. Eu nunca tinha olhado com tanto desejo. O cheiro dele subiu até mim — sabonete misturado com algo masculino, quente.

Ajoelhei no tapete, exatamente como tinha imaginado a manhã toda. Segurei a base com a mão direita, sentindo o calor e a pulsação. Respirei fundo. “Começa devagar, com a língua”, eu lembrava do livro. Então aproximei o rosto e passei a língua devagar pela cabeça rosada, fazendo círculos lentos. O gosto era salgado, levemente amargo, quente. Era estranho… mas me excitava. Meu corpo inteiro esquentou.

— Ana… — ele gemeu, surpreso.

Eu continuei, mais confiante. Lambi toda a extensão, de baixo para cima, sentindo a veia saltada debaixo da língua. Depois abri os lábios e coloquei a cabeça na boca, sugando devagar. Era isso. Era “mamar”, como a mulher do livro tinha escrito. Eu mamava com vontade, subindo e descendo os lábios, sentindo a pele macia e quente deslizando na minha língua. O pau dele endureceu completamente dentro da minha boca. Eu gemia baixinho, vibrando em volta dele, enquanto minha boceta pulsava, encharcada, molhando a calcinha sem que ele tivesse me tocado ainda.

Marcos segurou meu cabelo com cuidado, respirando pesado.

— Meu Deus, Ana… isso é… incrível…

Eu tirei ele da boca por um segundo, olhei pra cima com os olhos brilhando e perguntei, com a voz rouca:

— Gosta quando eu te mamo, amor?

Ele só conseguiu assentir, os olhos vidrados de prazer. Voltei com mais fome, agora tentando engolir um pouco mais fundo, usando a mão para masturbar a base enquanto chupava a cabeça. O som molhado, obsceno, enchia a sala. Meu queixo estava molhado de saliva. Eu me sentia poderosa, mulher de verdade pela primeira vez. Era o mundo novo que o livro tinha me mostrado: uma esposa que também podia ser safada.

Não aguentei mais só dar prazer. Levantei rápido, tirei a calcinha e subi no sofá de quatro, empinando a bunda bem alto, arqueando as costas como tinha ensaiado. Olhei pra trás:

— Me fode agora, Marcos. Quero sentir você bem fundo.

Ele veio por trás, segurou minha cintura com as duas mãos e meteu de uma vez. Eu estava tão molhada que ele deslizou inteiro, sem resistência. Soltei um gemido alto. Ele começou a estocar forte, urgente, o som de pele batendo ecoando na sala. Cada vez que ele entrava, eu sentia ele roçando em lugares que me faziam tremer. Meu corpo inteiro vibrava.

— Mais forte… por favor… me fode mais forte — pedi, quase implorando.

Ele obedeceu. Segurou meus quadris com força e meteu fundo, rápido. Dois minutos depois, ele gozou com um gemido rouco, apertando minha bunda, pulsando e enchendo tudo dentro de mim. Caiu sentado no sofá, puxando-me pro colo dele, ofegante.

Eu ainda tremia, ainda queria mais. Meu clitóris latejava, minha menina pulsava insatisfeita. Mas eu sorri. Estava feliz. Feliz por ter dado esse prazer novo pra ele. Feliz por ter atravessado essa linha.

Depois daquela tarde no sofá, o resto do dia passou num misto de euforia e silêncio. Marcos foi trabalhar à tarde como sempre, mas eu percebi que ele estava mais quieto quando voltou para casa. Não comentou nada sobre o que tínhamos feito. Jantamos normalmente, oramos antes da refeição como de costume, e ele até leu um versículo da Bíblia em voz alta, como fazia quase todas as noites. Por fora, parecíamos o mesmo casal de sempre.

Mas eu sabia que algo estava diferente dentro dele.

Já era tarde quando fomos para o quarto. A luz do abajur estava baixa, projetando sombras suaves nas paredes brancas. Eu vesti uma camisola simples de algodão, sentei na beira da cama e comecei a pentear o cabelo. Marcos demorou mais no banheiro, orando em silêncio como sempre fazia antes de dormir. Quando ele finalmente deitou ao meu lado, ficou olhando para o teto por um bom tempo, sem dizer nada.

Eu me virei para ele e passei a mão de leve no peito dele.

— Amor… você está bem? — perguntei baixinho.

Ele respirou fundo, como se estivesse carregando um peso. Virou o rosto para mim. Seus olhos, normalmente serenos e cheios de fé, estavam confusos.

— Foi bom, Ana. Foi… diferente. Muito diferente do que a gente sempre fez. Eu nunca senti tanto prazer assim na vida. — Ele fez uma pausa, engolindo em seco. — Mas… eu fiquei com a consciência pesada depois.

Meu coração apertou um pouco. Eu já imaginava o que estava vindo.

— Quando você falou aquelas palavras… “me fode”, “quero seu pau”… eu confesso que me assustei. Pareceu tão… obsceno. Tão carnal. O pastor sempre ensinou que o sexo dentro do casamento é bênção, mas que deve ser santo, puro, sem vulgaridade. Eu me senti culpado depois. Como se tivéssemos ultrapassado um limite que não devíamos.

Ele segurou minha mão, apertando de leve, quase como se pedisse desculpas.

— Eu te amo, Ana. Amo muito. E eu gostei do que você fez… do jeito que você tomou iniciativa, da forma como me olhou, como se ajoelhou… Mas parte de mim ficou se perguntando se aquilo era realmente da vontade de Deus. Se não estamos deixando o mundo entrar no nosso casamento.

Fiquei em silêncio por alguns segundos, processando tudo. Entendia perfeitamente o que ele estava sentindo. Eu mesma tinha crescido com os mesmos ensinamentos. Durante anos, sexo era só para procriação e conexão sagrada, nunca para prazer puro e cru. As palavras que eu tinha falado mais cedo agora ecoavam na minha cabeça com um gosto diferente.

— Eu entendo, amor — respondi com calma, acariciando o braço dele. — Eu também fiquei um pouco assustada comigo mesma. Nunca imaginei que fosse falar essas coisas. Mas… eu li no livro que dentro do casamento a gente pode explorar o prazer que Deus nos deu. Que o corpo não é sujo. Que Ele nos criou para sentir.

Marcos assentiu devagar, mas não parecia totalmente convencido.

— Talvez… Mas precisamos ter cuidado. Vamos orar juntos agora?

Oramos. Ele agradeceu a Deus pelo dia, pela família (mesmo sem filhos), pelo nosso casamento, e pediu sabedoria para não cair em tentação da carne. Eu orei junto, mas minha mente estava dividida. Enquanto falava “amém”, uma parte de mim questionava: Será que Deus realmente se importa com as palavras que usamos na cama se é com meu marido? Será que o prazer que senti é pecado ou é um presente?

Depois da oração, ele me deu um beijo na testa — o beijo de sempre — e apagou a luz. Logo sua respiração ficou pesada, sinal de que tinha dormido. Eu, porém, fiquei acordada por muito tempo, olhando o teto escuro.

Pela primeira vez, comecei a questionar seriamente tudo aquilo. O livro, as sensações novas, o fogo que não apagava… Será que eu estava me perdendo? Ou será que estava finalmente me encontrando?

No dia seguinte era sábado. Marcos estava de folga e eu acordei cedo, como sempre. Fiz o café da manhã simples que ele gostava — pão na chapa, café com leite e ovos mexidos. Enquanto ele lavava o Fiat Uno lá fora, eu cuidava da casa. Varri a sala, organizei a cozinha, troquei as flores do vaso e fui para o pequeno jardim da frente. Minhas rosas e margaridas estavam lindas. Reguei com calma, tirei algumas folhas secas, sentindo o sol morninho no rosto. Usava um vestido longo florido, leve, daqueles que iam até os tornozelos, com mangas curtas e decote discreto. Parecia uma boneca.

Em determinado momento, entrei no quarto para pegar uma tesoura de poda e parei em frente ao espelho grande do guarda-roupa. Me olhei com atenção, algo que quase nunca fazia. Pele branca, bem clarinha. Cabelos pretos longos, lisos e brilhantes, caindo até o meio das costas. Rosto meigo, de menina inocente. Olhos grandes e expressivos, bochechas levemente rosadas. Com meus 21 anos, eu realmente parecia ter uns 13 ou 14. Era pequena, delicada, quase frágil. Sempre fui assim. Sensível demais. Chorava com filmes bonitos, ficava vermelha fácil, tinha dificuldade de falar alto. Todo mundo na igreja dizia que eu era “uma moça de Deus, tão pura e meiga”.

Sorri para o reflexo, quase envergonhada.

Depois do almoço, fomos para a sala. Marcos ligou a TV num programa qualquer de sábado. Eu me deitei no sofá, colocando a cabeça no colo dele. Meu rosto ficou exatamente em cima do volume dele, sentindo o calor através da bermuda fina. Era reconfortante. O cheiro dele, o calor do corpo, o movimento leve da respiração. Fechei os olhos e acabei pegando no sono, embalada por aquele contato tão íntimo e ao mesmo tempo inocente.

À noite, decidimos ir ao cinema. Eu me arrumei com calma. Tomei um banho longo, deixando a água quente cair no corpo. Passei o sabonete devagar, sentindo cada parte de mim. Olhei para o espelho grande do banheiro — aquele que ia quase do chão até o teto — e realmente me vi, talvez pela primeira vez com outros olhos.

Meus seios eram pequenos, firmes, com biquinhos rosados e arrepiados, bem bonitinhos. A barriga era lisinha, levemente marcada pela cintura fina. A bunda, apesar de eu ser magra, era grande, redonda e empinada, contrastando com o resto do corpo. Desci o olhar e ri baixinho, quase sem acreditar. Minha bucetinha era bem pequena, delicada, parecia só um risquinho rosado no meio, lisinha (eu sempre raspava desde que comecei a ler o livro). Perfeita. Eu era… perfeita. Um corpo de menina, mas com curvas de mulher. Ri de novo, achando graça da minha própria descoberta. “Quem diria, Ana… você esconde isso tudo debaixo desses vestidos de princesa.”

Saí do banho me sentindo leve. Escolhi um vestido longo azul claro, com bordados delicados, daqueles que pareciam feitos para uma boneca de porcelana. Prendi parte do cabelo com uma presilha florida, deixei o resto solto. Passei um gloss rosado leve nos lábios e um perfume suave de baunilha. Me olhei no espelho mais uma vez e sorri: parecia a mesma Ana de sempre. Inocente. Certinha.

No cinema, o filme era um drama comum, nada demais. Mas eu não conseguia prestar atenção. A sala escura, o ar-condicionado frio, as pessoas quietas… Meu pensamento viajava. Imaginei ajoelhando ali mesmo, no escuro, abrindo a calça dele e mamando devagar, escondida entre as poltronas. Senti um calor subir pelo corpo. Imaginei levantando meu vestido longo, tirando a calcinha e sentando devagar no pau dele, rebolando bem quietinha enquanto o filme passava. A adrenalina subiu forte. Mordi o lábio.

Minha mão direita deslizou até a coxa dele, apertando de leve. Marcos reagiu rápido e colocou a mão por cima da minha, entrelaçando os dedos com carinho. Foi um gesto doce, protetor. Naquele momento eu entendi: estávamos em sintonia diferente. Ele ainda carregava o peso da conversa da noite anterior. As palavras “me fode” e “quero seu pau” ainda ecoavam na cabeça dele como algo errado. Eu, por outro lado, só queria mais. Muito mais.

Deixei os pensamentos proibidos apenas na minha mente. Imaginei a cena toda: eu chupando ele devagar no escuro, sentindo ele endurecer na minha boca enquanto fingia prestar atenção no filme. Depois eu subindo nele, o vestido cobrindo tudo, descendo devagar até sentir ele me preenchendo inteira… Ri por dentro, um risinho nervoso e excitado. Gostava daquela Ana nova, safada e corajosa que estava nascendo.

Quando o filme acabou, voltamos para casa de mãos dadas, conversando sobre coisas bobas. Por fora, éramos o casal perfeito de sempre. Por dentro, eu queimava.

Quando chegamos em casa do cinema, o ar entre nós estava carregado. Mal fechamos a porta do quarto e eu senti que não queria esperar. Não queria o ritual de sempre. Tirei os sapatos e, sem dizer nada, comecei a tirar o vestido longo azul bem na frente dele.

Eu raramente fazia isso. Quase nunca ficávamos completamente nus um na frente do outro. Antes, o sexo era sempre de luz apagada, debaixo das cobertas, rápido e silencioso, logo antes de dormir. Mas depois daquela tarde no sofá, algo tinha acendido dentro de mim. E, pelo jeito que Marcos me olhava agora, algo também tinha acendido nele.

Deixei o vestido cair aos meus pés. Fiquei só de calcinha. Depois, sem pressa, tirei a calcinha também. Fiquei completamente nua diante dele. Meu corpo pequeno, branco, os seios pequenos com biquinhos rosados arrepiados, a barriga lisinha, a bunda grande e empinada, a bucetinha delicada com apenas um risquinho no meio. Ele parou o que estava fazendo e ficou hipnotizado, olhando de cima a baixo. Os olhos dele escureceram. Eu gostava disso. Gostava muito. Era a parte que mais me excitava agora: ver o efeito que meu corpo causava nele.

— Ana… — murmurou, quase sem voz.

Eu sorri, tímida por fora, mas poderosa por dentro. Fui até ele e o beijei. Um beijo delicado no começo. Ele correspondeu com carinho, as mãos descendo pelas minhas costas. Enquanto nos beijávamos, eu comecei a tirar a camisa dele, depois a calça, até que ele também ficasse nu. O pau dele já estava duro, latejando.

Fomos para a cama. Ele ficou por cima, na posição de sempre. Entrou devagar, olhando nos meus olhos. Era gostoso. Quente. Carinhoso. Ele metia lento, profundo, com ritmo suave. Eu gemia baixinho, as mãos nas costas dele. Por alguns minutos foi assim… bonito, romântico. Mas o fogo dentro de mim queria mais. Muito mais.

Abri mais as pernas, quase encostando os joelhos no peito, e segurei firme na cintura dele, puxando-o para mim. Ele entendeu o recado e começou a meter mais rápido. Meus gemidos ficaram mais eufóricos, mais altos. Eu sentia ele batendo fundo, o corpo dele batendo contra o meu.

Então, num impulso, segurei o cabelo dele e puxei seu ouvido para perto da minha boca:

— Hoje eu queria chupar você lá no cinema… — sussurrei.

Ele parou por meio segundo, a respiração travando. Fiquei em silêncio, esperando a reação. Vi nos olhos dele: choque, excitação, conflito. O pau dele pulsou forte dentro de mim. Ele ficou quase louco.

Eu ri por dentro e continuei, com a voz manhosa e safada:

— Eu desejei você… enquanto todo mundo estava quietinho no escuro, eu queria subir em você e sentar devagar…

Cada palavra que eu falava parecia aumentar a agressividade dele. Ele começou a meter mais forte, mais fundo, quase como se estivesse me punindo. Eu adorei. Ri baixinho dentro da minha cabeça: Acho que mereço essa punição…

Segurei mais forte no cabelo dele e continuei no ouvido:

— Queria mamar meu homem escondido… Queria que só você soubesse o que eu estava fazendo… Queria te chupar todinho com todo mundo ali perto…

As estocadas dele ficaram descontroladas. Cada palavra minha era interrompida pelos impactos fortes do corpo dele contra o meu. Ele metia com tanta força que minhas palavras saíam picotadas:

— Queria… mamar… meu homem… escondido…

Ele perdeu completamente o controle. Com um gemido alto, quase um urro, apertou meu corpo contra o dele e gozou violentamente. O corpo inteiro dele tremia, o pau pulsando forte dentro de mim, gozando muito. Parecia que estava doendo de tanto prazer. Eu me encontrei ali — no poder que eu tinha sobre ele, no jeito como minhas palavras o destruíam.

Ele desabou em cima de mim, ofegante, suado. Me deu um beijo na testa e, poucos minutos depois, virou para o lado e dormiu, exausto.

Eu fiquei acordada. Fui tomar banho sozinha. Enquanto a água quente caía no meu corpo, eu sorria. Passei a mão entre as pernas, ainda sensível, e pensei:

“Eu tenho um poder novo. Um poder que ele não consegue resistir. E eu estou só começando a descobrir o quanto eu gosto disso.”

O Domingo que Parecia Igual, Mas Não Era.

Domingo chegou como sempre chegava: o dia da família, da igreja, da rotina que eu conhecia desde menina. Acordei cedo, preparei o café, vesti meu vestido longo azul-claro que usava há anos, passei base leve no rosto, batom rosa discreto. Olhei no espelho: pele clara, rosto de porcelana, cabelos pretos longos caindo pelas costas, olhos castanhos calmos. Corpo bonito, sim — cintura marcada, seios firmes, quadril cheio —, mas nada chamativo. Eu sempre fui assim: moça direita, calada na sua, sem exageros. Ninguém imaginaria o que passava na minha cabeça.

Fomos para a igreja pela manhã. Sentamos no banco de sempre, perto da janela. O pastor pregou sobre pureza no casamento, sobre guardar o leito sem mácula. Eu ouvia, assentia, cantava os hinos com voz baixa. Mas meus olhos vagavam pelas outras irmãs. Olhava para a irmã Carla, casada há 15 anos, três filhos, sempre sorridente no coral. Será que ela mama o marido? Será que ela pede pra ele meter mais forte, como eu li nos contos? Olhava para o casal da frente, ele de terno, ela de saia comprida. Será que ele goza na boca dela? Será que ela goza de quatro, gemendo baixo pra não acordar as crianças? Eu via os rostos serenos, as mãos dadas na oração, e pensava: quantas delas fazem o que eu comecei a fazer? Quantas leem coisas assim escondidas? Quantas sentem o corpo quente no meio do culto?

Meu semblante continuava o mesmo: moça direita, olhos baixos, sorriso educado. Ninguém notava. Ninguém nunca notava.

Na volta pra casa, pegamos um daqueles engarrafamentos típicos de domingo na metrópole — carros parados, buzinas tocando ao longe, sol quente batendo no para-brisa. Só nós dois dentro do Fiat Uno. Marcos dirigia com calma, uma mão no volante, a outra descansando na marcha. O rádio tocava baixinho uma música gospel antiga. Eu olhei para ele de lado: camisa social com o primeiro botão aberto, barba bem feita, expressão tranquila. Ele parecia o mesmo Marcos de sempre. Mas eu não era mais a mesma.

Do nada, uma vontade forte subiu por mim. Estendi a mão direita e coloquei por cima da calça dele, bem no volume. Senti o pau dele reagir imediatamente, endurecendo rápido sob o tecido. Marcos virou o rosto para mim, surpreso.

— Ana… aqui? No carro?

Eu não respondi. Meu coração batia tão forte que parecia querer sair pela boca. Era a primeira vez que eu tomava uma iniciativa assim, tão ousada, fora de casa. Meus dedos tremiam um pouco enquanto eu desabotoava a calça dele devagar, puxava o zíper para baixo e enfiava a mão dentro da cueca.

Quando tirei o pau dele para fora, ele já estava bem duro, quente, pulsando na minha palma. Fiquei olhando fascinada. Era a primeira vez que eu via ele assim, tão de perto e com luz natural. A pele era macia, quase aveludada, mas por baixo estava rígido. A cabeça rosada estava inchada, brilhando um pouco. Uma veia saltada corria pela extensão. Segurei com cuidado, sentindo o peso, o calor latejando.

Comecei a mexer devagar, como tinha lido no livro. Subia e descia a mão, apertando de leve na base e soltando na cabeça. Meu polegar passava por cima da glande, espalhando a gotinha transparente que saiu na ponta. Ele gemeu baixo, apertando o volante com mais força. O trânsito mal se movia — estávamos quase parados.

Eu estava hipnotizada. Nunca tinha feito uma punheta antes. Nunca tinha sentido essa sensação de controle, de ter o prazer dele literalmente na minha mão. Acelerei um pouco o ritmo, apertando mais firme. Sentia cada pulsação, cada vez que o pau inchava na minha palma. A pele deslizava macia por cima da rigidez. O cheiro dele começou a subir — aquele cheiro forte, masculino, misturado com o calor do carro.

— Ana… — ele murmurou rouco, respirando mais pesado.

Eu continuei, agora com as duas mãos. Uma segurava a base, a outra trabalhava na cabeça, girando o polegar em círculos. Ele estava ficando cada vez mais inchado, a cabeça roxa-avermelhada. Outra gotinha grossa escorreu. Eu espalhei com o dedo, fascinada com a textura viscosa.

De repente, o corpo dele ficou tenso. Os quadris subiram um pouco do banco. Ele gozou forte.

Foi lindo e sujo ao mesmo tempo. O primeiro jato saiu potente, subindo alto e caindo quente na minha mão, no pulso, na perna dele. Depois vieram mais, em espasmos fortes, o leite branco e grosso escorrendo pelos meus dedos enquanto eu continuava mexendo devagar, ordenhando tudo. Eu vi cada detalhe: o jeito que o pau pulsava na minha mão, o rosto dele se contorcendo de prazer, os olhos semicerrados, a boca aberta num gemido rouco e abafado. O cheiro forte de sêmen encheu o carro.

Fiquei olhando, encantada. Meu corpo inteiro estava quente. Entre minhas pernas, eu estava encharcada. Era a primeira vez que eu via ele gozar assim, fora de mim, de perto, à luz do dia. E eu adorei. Me senti poderosa. Suja. Viva. Mulher.

Limpei a mão devagar num lenço da bolsa, ainda olhando para o pau dele, que continuava semi-duro, brilhando com o resto de gozo. Sorri, com a voz manhosa:

— Gostou, amor?

Marcos soltou uma risada fraca, ainda ofegante, tremendo levemente.

— Meu Deus, Ana… você tá me matando.

Eu sorri por dentro, olhando pela janela enquanto o trânsito finalmente voltava a andar.

Eu estava descobrindo um poder que nunca imaginei ter. E cada vez que usava ele, mais queria usar.

À noite, jantamos em família. Pedi pizza — pepperoni pros meninos, calabresa pra gente. Depois do culto nossa família sempre comia pizza na casa de alguém, primos. Sentamos na mesa pequena da cozinha, as crianças contando da aula de crianças, rindo alto. Marcos estava relaxado, feliz. A gente estava ouvindo que o primo dele trocou de carro. De repente, ele pigarreou, sorriu largo e anunciou:

— Pessoal, tenho uma novidade. Comprei uma chácara na beira de um rio. Lá no interior, perto da capital. Tem casa simples, quintal grande, rio passando atrás. Vamos poder ir nos fins de semana, pescar, descansar. O que acham?

As crianças gritaram de alegria. João já falava em levar bola, Mariana queria ver peixinhos. Eu sorri, abracei ele por trás da cadeira.

— Que bênção, amor. Vai ser ótimo.

Mas por dentro eu pensei no rio. Na água correndo. Na privacidade da chácara. No que a gente poderia fazer lá, longe dos olhares. Sozinhos. Sem pressa.

O domingo terminou como sempre: oração em família, beijo de boa-noite nas crianças, cama. Mas eu não dormi logo. Fiquei pensando na chácara. No rio. No que eu queria experimentar lá. E no livro que ainda estava na bolsa, esperando a próxima leitura.

— Ana, nosso tempo acabou por hoje. Foi uma ótima primeira conversa. Você se abriu bastante, isso é muito bom. Vamos encerrando aqui. Quero que você volte na próxima semana, na mesma hora, pode ser?

Ana assentiu, levantando-se da poltrona bege.

— Sim, doutora. Na próxima semana.

— Ótimo. Até lá, reflita um pouco sobre o que conversamos, tudo bem?

— tudo bem!

A Primeira Viagem à Chácara

Na semana seguinte, fomos à chácara. Só eu e Marcos. As crianças ficaram com a avó — era melhor assim, pra gente conhecer o lugar sem correria. Saímos cedo no sábado, estrada de terra batida depois da cidade, o carro balançando em buracos, mas o ar já era diferente: cheiro de mato, de terra molhada, de rio.

Chegamos lá por volta do meio-dia. A chácara era simples, mas linda. Uma casinha de tijolo aparente, varanda grande com rede, quintal gramado que descia até o rio. O rio era estreito, água clara correndo devagar, pedras lisas nas margens, árvores altas dando sombra. Tinha galinheiro, um pomar pequeno com goiabeira e manga, gramado verde que parecia nunca ter sido pisado. Paz. Paz de verdade. Eu respirei fundo, senti o vento no rosto, e pensei: “Aqui ninguém vê. Aqui a gente pode ser quem quiser.”

Enquanto andávamos pelo terreno, veio o Mário. O caseiro que morava numa casinha nos fundos. Alto, forte, bruto — daqueles homens que parecem feitos de sol e trabalho pesado. Pele queimada, bigode grosso, cabelo preto penteado pra trás com gel ou sei lá o quê. Devia ter uns 45, talvez mais, não era bonito no sentido bonito, mas tinha um charme rude, de homem que sabe fazer tudo com as mãos. Cumprimentou Marcos com um aperto forte, me deu um aceno respeitoso, chamou de “dona Ana”. Falou que ia continuar como caseiro, que Marcos já tinha combinado salário e tudo. Ele mostrou a chácara pra gente: o poço artesiano, o galinheiro, o lugar onde plantava milho e mandioca. E falou da puxada que estava fazendo perto do rio — na verdade, já tinha começado. Uma estrutura de madeira simples, pra ser um deckzinho com rede, pra ver o pôr do sol. “Vai ficar bonito, patrão. Dá pra pescar dali mesmo.”

Eu ouvia, sorria, mas meus olhos iam pro rio. Pra água correndo. Pra sombra das árvores. Pra ideia de ficar ali sozinha com Marcos… ou não.

Voltamos pra casa à noite, cansados, mas felizes. Tomei banho rápido, vesti a camisola fina, deitei na cama ao lado dele. O silêncio da casa parecia maior depois do dia no mato. Eu estava inquieta. O livro ainda ecoava na cabeça — os contos de mulheres pedindo pra serem chupadas, descrevendo a língua no clitóris, o prazer explodindo. Eu queria experimentar. Queria saber se era mesmo tudo aquilo.

Virei pro lado dele, toquei no peito dele devagar.

— Amor… você… você gostaria de me chupar? — perguntei baixinho, quase engasgando com as próprias palavras. Meu rosto queimava de vergonha. Parecia tão estranho, tão sujo e ao mesmo tempo tão excitante dizer aquilo em voz alta. — Tipo… com a boca… lá embaixo.

Marcos piscou, claramente surpreso, mas um sorriso lento se abriu no rosto dele.

— Claro, amor. Se você quer… eu quero te dar prazer.

Ele desceu pelo meu corpo com beijos suaves na barriga, nas coxas. Abriu minhas pernas com cuidado, quase com reverência. Primeiro veio o calor da respiração dele bem ali, depois os beijos molhados na parte interna das coxas. Quando a língua dele finalmente tocou minha bucetinha, eu estremeci.

Era quente. Molhada. Áspera de um jeito gostoso. Ele começou devagar, lambendo os lábios externos, subindo e descendo, circulando meu clitóris com calma. Eu fechei os olhos e tentei sentir tudo o que os contos do livro prometiam: fogo líquido, explosão, ondas de prazer que faziam a mulher perder a cabeça.

Era bom… sim. Um formigamento quente, uma pressão agradável. Mas não era aquilo. Não era a explosão que eu esperava. Depois de alguns minutos, a língua dele, que no começo era deliciosa, começou a ficar áspera demais no meu clitóris sensível. Cada passada agora quase doía, um incômodo que misturava prazer e irritação. Eu me mexi um pouco, desconfortável, apertando os lençóis.

— Amor… agora é a minha vez — murmurei, puxando ele gentilmente para cima.

Marcos deitou de costas. Eu me posicionei entre as pernas dele, sentindo uma confiança que crescia a cada dia. Comecei lambendo devagar toda a extensão do pau, sentindo a pele macia e quente. Desci mais e chupei as bolas com cuidado — eram pesadas, quentes, com um cheiro forte e masculino que me deixava ainda mais molhada. Babava bastante, deixando tudo bem molhado, brilhando de saliva.

Segurei a base com firmeza e comecei a masturbar enquanto mamava a cabeça. Já estava ficando boa nisso. Subia e descia a boca com vontade, a mão escorregando fácil por causa da saliva. Olhei para cima, encontrei os olhos dele vidrados em mim. Parei por um segundo, com a cabeça dele ainda na boca, e sussurrei com a voz rouca e manhosa:

— Quero seu leite, amor… Quero seu leitinho quente na minha boca… Por favor…

Eu mesma me assustei com o tom desesperado e safado que saiu da minha boca. De onde estava vindo essa Ana? Mas eu não parei. Continuei olhando fixo nos olhos dele, acelerando a mão e a boca:

— Me dá, amor… Goza pra mim… Quero sentir você gozando na minha boca… Quero engolir seu leitinho…

Marcos começou a respirar pesado, os quadris subindo involuntariamente. Eu sentia o pau dele inchar ainda mais na minha boca, pulsando forte. Não deu tempo de mais nada.

Ele gozou com violência.

O primeiro jato foi tão forte que acertou o fundo da minha garganta, me fazendo engasgar levemente. Depois vieram vários outros, grossos, quentes, enchendo minha boca. Alguns escaparam, escorrendo pelo canto dos lábios, pingando no meu queixo e no pescoço. O gosto era forte — salgado, levemente amargo, quente. O gemido dele foi alto, quase um urro rouco que ecoou no quarto. O corpo inteiro dele tremia descontrolado.

Eu ri baixinho, satisfeita, limpando o rosto com o lenço que estava na cabeceira. Marcos me puxou para cima, ainda ofegante, e me abraçou forte.

— Ana… você tá me deixando louco — disse ele, a voz ainda tremendo.

Eu ri, enterrei o rosto no pescoço dele e respondi:

— Eu também tô louca.

Mas por dentro, enquanto sentia o gosto dele ainda na minha língua, meu corpo latejava. O calor do leite dele na boca, a força dos jatos, o jeito como ele perdeu o controle completamente… Eu queria mais. Queria ele gozando na minha boca de novo. Queria engolir tudo. Queria sentir aquele poder de novo e de novo.

Eu estava me descobrindo. E cada vez mais gostava da mulher que estava nascendo.

tudo.

Depois desse dia, eu virei uma bezerra leiteira.

Eu mesma ri quando pensei nisso. Fiquei completamente viciada em fazer ele gozar. Não era só o ato em si, era o poder que eu sentia. Ver ele perdendo o controle, tremendo, gemendo meu nome… aquilo tinha virado minha nova droga. E eu queria mais, sempre mais.

Tinha dois jeitos que eu mais gostava de olhar pra ele: com cara de menina inocente e com cara de puta. Eu alternava entre os dois dependendo do meu humor. E ele nunca sabia qual das duas ia aparecer.

Uma terça-feira de manhã, eu acordei com aquele fogo já queimando. Ele tinha ido tomar banho e eu não aguentei esperar. Tirei a camisola, fiquei só de calcinha branca e me ajoelhei no chão do quarto, bem na frente da porta do banheiro. Cabelo solto, joelhos no chão frio, mãos descansando nas coxas. Uma imagem quase angelical se não fosse pelo olhar faminto.

Quando Marcos abriu a porta do banheiro, só de toalha na cintura, ele levou um susto leve e depois caiu na gargalhada.

— Ana… meu Deus do céu…

Eu não disse nada. Só olhei pra ele com aqueles mesmos olhos de menina boazinha da igreja, cabeça ligeiramente inclinada, mordendo o cantinho do lábio inferior. Ele parou de rir. O sorriso foi morrendo devagar enquanto ele me olhava ali, de joelhos, esperando.

Ele soltou a toalha.

Eu me arrastei de joelhos até ele, segurei o pau ainda meio mole e enfiei tudo na boca de uma vez. Ele gemeu alto, surpreso. Chupei com fome, sentindo ele endurecer rápido dentro da minha boca quente. A pele ainda estava úmida do banho, com gosto de sabonete misturado com o cheiro natural dele. Olhava pra cima o tempo todo, vendo ele de olhos fechados, boca aberta, mão apoiada na parede. O barulho molhado da minha boca deslizando no pau dele enchia o quarto. Eu babava bastante, deixando escorrer pelo queixo.

Não demorou muito. Ele segurou meu cabelo com as duas mãos, gemeu rouco e tirou o pau da minha boca na hora certa. Gozou forte nos meus seios pequenos. Jatos grossos e quentes batendo na minha pele, escorrendo pelo vale dos meus seios. Eu olhava pra baixo, fascinada, vendo ele me marcar.

Outro dia, ele estava lavando a louça depois do almoço, de short fino e camisa regata. Cheguei por trás bem quietinha, abracei ele e comecei a beijar suas costas. Minhas mãos desceram devagar, entraram dentro do short e pegaram o pau dele. Ele nem teve tempo de reagir. Comecei a punhetar ele ali mesmo, bem apertado, rápido, enquanto beijava e mordia de leve suas costas. Ele segurou na borda da pia, cabeça baixa, gemendo meu nome. O short abaixado só até o meio da coxa, minha mão subindo e descendo sem parar. Em menos de dois minutos ele já estava gozando de novo, sujando a pia e o armário da cozinha. Eu ri baixinho no ouvido dele, satisfeita.

Nossa vida sexual ficou muito mais ativa. Eu adorava provocar ele. Adorava deixar ele louco a qualquer hora do dia. Às vezes ele chegava em casa já esgotado porque eu tinha feito ele gozar duas ou três vezes durante o dia. Nessas noites ele só queria dormir. Era meu castigo.

Mas eu não me importava. Eu amava ele. E estava mais feliz do que nunca com essas nossas novas brincadeiras.

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