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Ritual de Domesticação

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Um conto erótico de DivoFemboy
Categoria: Gay
Contém 4936 palavras
Data: 29/06/2026 00:29:50

O silêncio do quarto era pesado, quase palpável, como se as paredes de madeira estivessem se fechando sobre Renan. Ele estava sentado no chão, perto da cama, com as mãos cruzadas sobre os joelhos, o peito subindo e descendo em um ritmo acelerado. Cada batida do coração parecia ecoar na estrutura antiga da fazenda. Ele havia esfregado o assoalho até a ponta dos dedos arderem, garantindo que não restasse um único fragmento de vidro ou cheiro de perfume que pudesse enfurecer seu carcereiro.

​O som das botas pesadas subindo a escada veio como uma sentença. Cada degrau rangendo era um segundo a menos de paz. Quando a mão de Igor tocou a maçaneta, Renan encolheu-se, os ombros subindo até as orelhas.

​A porta abriu com um estrondo seco. Igor entrou, sem camisa, trazendo apenas o cheiro acre de tabaco de corda misturado ao sabonete barato. Seus ombros largos pareciam ainda maiores sob a luz fraca do abajur que restara. Ele não disse nada, apenas caminhou até o centro do quarto com aquela lentidão predatória que fazia o sangue de Renan gelar.

​Igor abaixou-se, passando a mão áspera e calejada pelo assoalho, exatamente onde o frasco de perfume fora quebrado horas antes. Ele deslizou o dedo pela madeira, procurando qualquer imperfeição, qualquer resquício de rebeldia. O silêncio era tão absoluto que Renan conseguia ouvir a própria respiração entrecortada.

​— Você disse que limpou tudo, primo? — Igor perguntou, a voz saindo como um rosnado baixo. Ele se levantou lentamente, virando-se para encarar o mais velho. Seus olhos escuros percorreram o corpo de Renan, parado, encolhido e submisso no canto, com um brilho de desdém absoluto.

​— S-sim... limpei. Eu juro, Igor — Renan respondeu, a voz embargada.

​Igor soltou uma risada seca e curta, desprovida de qualquer humor. Ele caminhou até onde Renan estava e, com a ponta da bota, pressionou o queixo do mais velho, forçando-o a erguer o rosto.

​— Mentiroso. Ainda sinto o cheiro. O cheiro da sua frescura ainda está impregnado nessas paredes. E, pior ainda, o cheiro de medo que você está exalando agora me dá náuseas.

​Igor sentou-se na beirada da cama, o peso do corpo fazendo o estrado gemer. Ele estendeu a mão, agarrando o pescoço de Renan e puxando-o para perto, obrigando-o a ficar de joelhos exatamente à sua frente. Era uma posição que Renan conhecia agora, uma marca de sua nova realidade.

​— Sabe qual é o problema de gente como você, Renan? Vocês acham que o mundo é feito de seda e perfume. Mas aqui, no pasto, a gente ensina a dobrar a espinha.

​Igor começou a ditar as regras, a voz firme e cortante. Cada frase era um novo golpe no psicológico do primo mais velho.

​— Primeiro: você nunca mais vai me olhar nos olhos, a menos que eu ordene. Segundo: quando eu chegar do pasto, não quero nem ouvir sua respiração se eu não tiver permitido. E terceiro... — Igor fez uma pausa, os dedos apertando o pescoço de Renan com firmeza, sentindo a pulsação frenética do primo contra sua palma. — Você vai servir. Vai me massagear. Meus pés estão exaustos de cuidar dessa terra que você não aguentaria sustentar por um dia sequer.

​Renan sentiu um nó na garganta, uma mistura de humilhação extrema e pavor. Ele queria recuar, mas não tinha para onde ir. Igor retirou as botas sujas de lama, revelando os pés calejados, duros e crivados de marcas de trabalho, e os estendeu para o primo.

​— Vai. Começa. E não tente ser gentil demais. Eu não sou um dos seus amigos da cidade. Se eu sentir que você está evitando a sujeira da minha pele, você vai passar a noite limpando o curral, entende?

​Renan estendeu as mãos trêmulas. O contato com a pele áspera e suja de Igor parecia um choque elétrico contra a sua própria pele sensível. Ele começou a massagear, sentindo a dureza dos músculos do primo, enquanto Igor mantinha uma mão firme em seu cabelo, controlando cada movimento de sua cabeça, cada inclinação de seu corpo.

​A humilhação era completa. Renan, aos vinte e seis anos, estava ali, submisso e servil, enquanto Igor observava tudo com um prazer perverso, saboreando a total quebra de vontade do primo mais velho. Naquele quarto escuro, o domínio de Igor não era mais uma possibilidade; era uma lei absoluta.

Renan sentia o coração martelar contra as costelas, um ritmo descompassado que parecia querer escapar pelo peito. Suas mãos, sempre habituadas ao toque suave de tecidos finos e à delicadeza de pincéis ou agulhas, pareciam pequenas e pálidas demais contra a estrutura massiva, grossa e encardida dos pés de Igor. A pele de seu primo era uma lixa viva, marcada pelo suor da lida, pela poeira do curral e pelo couro das botas que, por anos, moldaram a dureza de sua postura.

​Igor observava de cima, o peso de seu corpo recostado na cabeceira da cama, os olhos semicerrados num misto de tédio e satisfação perversa. Ele mantinha a mão esquerda firmemente cravada nos fios de cabelo de Renan, garantindo que o primo não tentasse se afastar nem por um centímetro. O mais novo desfrutava da visão: o homem de vinte e seis anos, sua elegância urbana agora reduzida a nada, ali, rastejando sobre o tapete barato, tratando a sujeira de seu primo como se fosse um altar.

​— Mais força, Renan — Igor ordenou, a voz rouca cortando o ar pesado do quarto. Ele pressionou os dedos nos cabelos de Renan, forçando sua cabeça mais para baixo. — Ou você está com nojo do trabalho do seu primo?

​— N-não... não tenho nojo, Igor... — a voz de Renan falhou, um soluço preso na garganta.

​Ele tentou obedecer. Seus dedos macios e trêmulos começaram a percorrer a planta do pé de Igor, tentando encontrar os pontos de tensão. A pele de Igor era tão áspera que parecia lixar a ponta dos dedos de Renan, uma sensação que lhe causava um arrepio de repulsa, mas ele não parou. Ele sentia a sujeira seca se soltando sob a pressão, o cheiro forte de terra e couro invadindo suas narinas, uma lembrança constante de que ele não pertencia àquela realidade brutal.

​Igor soltou um suspiro profundo, um som que vibrou no peito e ecoou no silêncio do quarto. Ele esticou a perna, fazendo com que o pé de Renan fosse empurrado para trás, obrigando o mais velho a inclinar o corpo ainda mais.

​— É assim que eu gosto. Útil — Igor provocou, a mão em seu cabelo puxando-o para trás com um solavanco, fazendo com que Renan tivesse que olhar para cima, para o rosto impassível e autoritário do mais novo. — Pensei que toda aquela frescura da cidade tivesse te deixado incapaz de servir a um homem de verdade. Mas vejo que você sabe aprender rápido quando a alternativa é a dor.

​Igor empurrou o pé contra o peito de Renan, não com força suficiente para machucar, mas o bastante para marcá-lo, para deixar a sujeira de seu trabalho estampada na camiseta branca do primo. Era um gesto de marcação, de posse. Renan sentiu o peso do pé de Igor sobre si e, em vez de reagir, apenas abaixou a cabeça novamente, os olhos marejados fixos nas mãos pequenas que continuavam o serviço humilhante.

​Naquela luz fraca, a disparidade entre eles nunca fora tão óbvia. Um era a própria definição da selvageria do campo; o outro, a fragilidade absoluta. E, enquanto as mãos macias de Renan insistiam na tarefa, ele percebeu que aquela era apenas a primeira das muitas lições que Igor tinha reservado para ele naquela semana. A mão de Igor nos seus cabelos não era um gesto de carinho, mas um lembrete: ele era uma marionete, e Igor segurava todas as cordas.

A mão de Igor, pesada e calejada, não soltou o cabelo de Renan. Pelo contrário, o aperto tornou-se mais firme, puxando o couro cabeludo do primo em um ângulo que o forçava a manter a cabeça exposta, vulnerável, logo abaixo do nível dos joelhos de Igor.

​O silêncio foi interrompido por um som estalado e seco.

​Pá.

​Igor desferiu um tapa na lateral do rosto de Renan, um golpe calculado para humilhar mais do que para causar dano físico profundo. A cabeça do mais velho chicoteou para o lado, o impacto deixando a pele alva marcada com os dedos do primo. Renan soltou um arfar agudo, um som de surpresa e dor que foi abafado antes mesmo de completar-se.

​— Você está demorando muito, Renan. Meus pés ainda estão cansados — Igor vociferou, a voz subindo uma oitava, carregada de uma impaciência animalesca.

​Ele não esperou a resposta. Pá. Outro tapa, desta vez no topo da cabeça de Renan, um gesto de desdém puro, como se estivesse batendo em um cachorro que não aprendeu o truque corretamente. O golpe fez com que a cabeça do mais velho batesse levemente contra o joelho de Igor.

​— Olha pra mim — Igor comandou, agarrando o queixo de Renan com a mão livre e forçando-o a erguer o rosto.

​Os olhos de Renan estavam transbordando. As lágrimas escorriam, misturando-se com a marca vermelha que começava a florescer em sua bochecha. Ele parecia uma boneca de porcelana quebrada, seus traços delicados tremendo sob o domínio daquela força bruta.

​— Por que você chora? — Igor perguntou, inclinando-se para frente. O hálito quente de tabaco e raiva atingiu o rosto de Renan. — É só um tapa. Você deveria agradecer por eu estar perdendo meu tempo tentando te tornar alguém útil nessa casa.

​Com o polegar, Igor pressionou a bochecha onde havia batido, fazendo Renan gemer. Ele não estava fazendo carinho; estava testando a resistência, sentindo a dor que ele mesmo causara.

​— Você é tão sensível... chega a ser irritante — Igor murmurou, e, num movimento repentino, desferiu mais um estalo no rosto de Renan, um golpe rápido e preciso que fez o mais velho perder o equilíbrio e quase tombar sobre o tapete.

​Igor riu, um som seco que vibrou pelo quarto. Ele gostava de como o rosto de Renan era reativo, de como a cor subia rápido sob a pressão de sua mão. Para Igor, aquilo não era apenas violência; era a domesticação do que ele considerava a "frescura" de Renan. Cada marca na bochecha do primo era uma assinatura de seu poder.

​— Volta pro trabalho — Igor ordenou, soltando o queixo de Renan com desdém, empurrando a cabeça do mais velho de volta para baixo, para perto de seus pés sujos. — E se você chorar em cima da minha pele, eu vou te dar um motivo real para chorar.

​Renan, soluçando baixo e trêmulo, levou as mãos novamente aos pés do primo. Ele não tinha mais dignidade, nem voz para protestar. O terror era absoluto, e o controle de Igor era a única lei dentro daquelas quatro paredes.

O ar no quarto parecia ter se tornado rarefeito, pesado demais para os pulmões de Renan. O impacto dos tapas ainda ardia em sua face, um formigamento quente que, ironicamente, servia como uma âncora para mantê-lo consciente do seu estado de absoluta degradação. Ele continuava ali, de joelhos, as mãos trêmulas voltadas para a tarefa obrigatória, os dedos contornando a aspereza da pele do primo, enquanto o choro silencioso continuava a banhar seu rosto.

​Igor observava a cena de cima, com os olhos fixos na coroa da cabeça de Renan. A postura de submissão do mais velho era um troféu que ele saboreava. O bruto sentia uma satisfação sádica, um tipo de autoridade que ele nunca havia experimentado antes — a capacidade de desmantelar completamente alguém que, pela idade e pela vida que levava na capital, sempre se sentira superior.

​Sem tirar a mão do cabelo de Renan, Igor soltou um suspiro pesado, o som carregado de uma tensão que ia muito além da exaustão física do trabalho no pasto.

​— Parou — ele ordenou, seco.

​Renan parou instantaneamente, os dedos congelando sobre o peito do pé de Igor. Ele não ousou levantar a cabeça, esperando pelo próximo comando, ou talvez por outra punição. O medo era um nó apertado em sua garganta.

​Igor, então, ajeitou a postura, ficando mais ereto na cama. Com um movimento deliberado, ele desabotoou o jeans surrado que usava. O som do metal do botão abrindo pareceu um estrondo naquele silêncio tenso. Renan sentiu o pânico subir como uma onda gelada; ele sabia o que viria a seguir, e sua mente implorava por uma saída que ele sabia não existir.

​A mão de Igor desceu, livre do cabelo do primo, e ele empurrou o tecido grosso do jeans e da cueca, libertando-se. O volume era imponente, uma manifestação física da brutalidade que emanava dele. O membro era massivo, uma extensão da própria força bruta que Igor exercia sobre a fazenda, com quase vinte e dois centímetros de pura rigidez, denso e pulsante sob a luz mortiça do abajur.

​Renan estacou, os olhos arregalados, fixos na visão à sua frente. Sua respiração falhou completamente. A dimensão daquilo era uma afronta, um lembrete da fragilidade absoluta do seu próprio corpo diante daquele homem.

​— Olha — Igor ordenou, a voz agora um rosnado baixo, carregado de uma urgência possessiva.

​Renan não se moveu, petrificado. Igor, sem paciência, agarrou o queixo de Renan novamente, forçando-o a olhar diretamente para o que ele havia exposto. A disparidade era cruel: a pele alva, os lábios trêmulos e o rosto inchado pelo choro de Renan, contra a virilidade agressiva e desproporcional do primo caçula.

​— É disso que você tem medo, não é? — Igor perguntou, com um sorriso distorcido. — Você, com todo esse jeito delicado, esse cheiro de perfume e essas mãos macias... acha mesmo que consegue aguentar o que eu tenho para te oferecer?

​Renan tentou desviar o olhar, mas o aperto de Igor em seu maxilar era inegociável. A dor na articulação de sua mandíbula era real, mas era a dor na alma que o paralisava. Ele sentia-se um animal encurralado, um objeto de uso que acabara de ter o selo de propriedade estampado sobre si.

​— O que você quer que eu faça, Igor? — Renan sussurrou, a voz quase inaudível, entregando-se ao papel que o mais novo havia desenhado para ele.

​Igor sentiu uma onda de poder absoluto ao ouvir aquela entrega. O primo de vinte e seis anos, que antes o olhava com a condescendência de quem viveu a vida urbana, estava ali, reduzido a nada, tremendo diante de sua presença. O sadismo de Igor não era apenas físico; era a necessidade de ver a arrogância de Renan ser substituída por um terror de joelhos.

​— Eu quero que você trate isso com o respeito que merece, Renan — Igor sibilou, trazendo a mão de volta para o cabelo de Renan, mas desta vez, em vez de puxar, ele começou a acariciar os fios de forma lenta, quase distorcida. O contraste entre o carinho forçado e a cena à frente era enlouquecedor. — Eu quero que você entenda que, a partir de hoje, cada centímetro disso aqui vai ditar o seu ritmo. Você vai ser meu espelho, minha propriedade, o lugar onde eu vou despejar todo esse tédio que eu sinto dessa fazenda.

​Igor empurrou o membro em direção ao rosto de Renan, obrigando-o a sentir a temperatura e a firmeza daquilo que o dominava.

​— Começa — ele comandou, a voz ganhando uma rouquidão que não admitia recusa. — E se você usar os dentes, ou se eu sentir que você não está gostando de cada segundo disso, você vai dormir no curral com o gado hoje à noite.

​Renan sentiu um calafrio percorrer sua espinha, um terror tão profundo que o fez tremer dos pés à cabeça. Ele sabia que não tinha escolha. A brutalidade de Igor não era uma ameaça vazia; era a realidade que ele havia sido forçado a habitar. Com as mãos ainda sujas da terra que ele havia tirado dos pés do primo, Renan começou a se mover. A humilhação era o gosto que dominava sua boca, um gosto amargo de derrota absoluta.

​Igor recostou-se ainda mais, fechando os olhos por um breve momento enquanto sentia o toque submisso de Renan. Ele não estava apenas exigindo prazer; ele estava exigindo a submissão total de tudo o que Renan representava. Enquanto a mão macia de Renan envolvia sua virilidade, Igor sentiu que, pela primeira vez em seus dezoito anos, ele era o verdadeiro senhor daquelas terras, e Renan, o pequeno e delicado brinquedo de sua conquista.

A luz do abajur, que antes iluminava o quarto com um tom suave, agora parecia servir apenas para destacar a cena de humilhação total que se desenrolava sobre o tapete. O silêncio da fazenda lá fora, o som distante dos grilos e o vento noturno que batia nas janelas contrastavam violentamente com a atmosfera pesada e carregada de luxúria agressiva que preenchia o quarto.

​Renan estava entregue. Seus vinte e seis anos, sua vivência na cidade grande e sua delicadeza pareciam ter sido sugados para fora de seu corpo, restando apenas um receptáculo de obediência. Ele estava de joelhos, o corpo esguio e pálido, a camiseta branca agora marcada pela sujeira dos pés de Igor, que ele mesmo havia massageado minutos antes. O suor frio escorria por sua testa, misturando-se às lágrimas que ainda insistiam em rolar, criando um caminho brilhante e triste em sua pele.

​Igor, por outro lado, ocupava o centro da cena como um imperador bárbaro. Ele estava recostado na cabeceira, as pernas abertas, o olhar fixo no topo da cabeça de Renan. Sua mão grande e rústica agora repousava sobre a nuca do mais velho, não mais como um carinho, mas como uma prensa, garantindo que o primo não tentasse recuar, que não tentasse buscar ar além do que ele permitisse. A massividade daquilo que Renan tinha diante de si era algo quase surreal; os vinte e dois centímetros pulsavam com a urgência de uma vontade que não conhecia limites, uma manifestação de poder que obrigava Renan a se dobrar.

​Renan abriu a boca, o interior quente e úmido contrastando com a textura firme e a temperatura do corpo de Igor. Ele começou o movimento com um tremor incontrolável, a hesitação de alguém que ainda tentava processar a velocidade com que sua vida havia se tornado um pesadelo de submissão. À medida que seus lábios contornavam a extensão bruta do primo, ele sentiu o prazer distorcido de Igor, que soltou um grunhido baixo, um som gutural de quem finalmente encontrava uma forma de extravasar toda a fúria e o tédio contidos naquela rotina de campo.

​— Isso... continua — a voz de Igor saiu embargada, um comando ríspido e autoritário.

​Renan não parou. Ele forçou a descida, sentindo a plenitude daquilo em sua garganta. O reflexo de vômito veio imediato, uma luta instintiva do seu corpo pela própria preservação, mas a mão de Igor na sua nuca pressionou, forçando-o a ignorar o desconforto, forçando-o a abraçar a invasão. Ele sentiu o peso e o volume preencherem cada espaço da sua garganta, um exercício de profunda humilhação que o deixava ofegante, com os olhos lacrimejando intensamente pelo esforço.

​Cada vez que Igor o puxava para si, Renan era lembrado de quem detinha o controle. A baba começava a escorrer pelos cantos de sua boca, sujando o queixo, o pescoço e pingando sobre as coxas de Igor, um símbolo líquido da sua derrota moral. Ele se movia em um ritmo cadenciado pelo medo, buscando uma harmonia estranha com o movimento rítmico do quadril do primo, que agora se impulsionava para frente com uma força que fazia o corpo de Renan balançar.

​Igor observava o trabalho de Renan com um misto de sadismo e prazer crescente. Ele gostava de ver o primo, outrora tão "refinado" e "fofo", ali, reduzido a uma função primária, sem dignidade, sem defesas. Ele via a forma como as mãos de Renan, finas e macias, tentavam se agarrar às coxas dele em busca de apoio, uma tentativa desesperada de encontrar estabilidade enquanto era levado ao limite físico. Ele apertava as mãos de Renan entre as suas, esmagando-as, lembrando-o de que não havia lugar para onde fugir.

​O calor era insuportável. Renan sentia o sabor metálico de sua própria angústia misturado ao cheiro viril de Igor. Ele fazia o movimento de vai-e-vem com uma entrega que o assustava; era um tipo de submissão que não pedia permissão, que apenas acontecia porque o terror havia neutralizado seu senso de "eu". Ele se concentrava na textura, na firmeza, em cada detalhe daquela anatomia que agora ditava as regras do seu existir. Quando o corpo de Igor se contorcia, ele sentia a rigidez pulsar contra o céu de sua boca, um ritmo de pulsação que parecia ditar a sua própria pulsação cardíaca.

​— Você é muito bom nisso, primo... — Igor murmurou, a voz quase falhando em um êxtase perverso. — É uma pena que você tenha passado a vida inteira escondendo esse talento, né? Uma pena que você tenha sido tão arrogante na cidade, quando tudo o que você precisava era de alguém que te colocasse no seu devido lugar.

​Renan apenas continuava, a garganta doendo, os pulmões implorando por oxigênio que vinha apenas em intervalos curtos e insuficientes. Ele estava à mercê de cada movimento, de cada puxão de cabelo que Igor lhe aplicava, cada pressão que ditava a profundidade de sua humilhação. Ele se sentia um animal de estimação, um objeto, alguém cuja existência naquele momento era definida estritamente pela satisfação do outro.

​E Igor não tinha piedade. Ele aprofundava o contato, empurrando o quadril com mais força a cada vez que via Renan perder o ritmo ou tentar respirar fundo. A garganta de Renan era um canal de dor e prazer inseparáveis, um espaço onde o orgulho de Igor se fundia com a dissolução do ego de Renan. A baba, agora abundante, cobria a base do membro, uma mistura de secreção que brilhava sob a luz do abajur, um selo da submissão que ele carregava no rosto.

​Renan sentia-se flutuar entre o desmaio e a consciência exacerbada. Cada músculo de seu rosto trabalhava, cada fibra de sua garganta era testada. O fato de ser o mais velho, de ter vinte e seis anos, de ter construído uma identidade que agora era pisoteada pelo primo de dezoito, adicionava uma camada de amargura a toda a experiência. Ele não estava apenas servindo ao prazer de um homem; ele estava servindo à destruição de quem ele fora antes de atravessar o portão daquela fazenda.

​Igor sentia a pressão subir, uma maré de sensações que o levava para além de qualquer coisa que ele já tivesse sentido. Ele agarrou os cabelos de Renan com as duas mãos, ignorando os protestos silenciosos do couro cabeludo do mais velho, e começou a ditar o ritmo de forma errática, violenta e frenética. A cada estocada, ele soltava palavras rudes, humilhantes, sussurros que visavam garantir que Renan soubesse exatamente quem ele era: nada além de um instrumento, uma propriedade, um brinquedo rústico sem voz própria.

​Renan sentia-se afogar naquilo, mas era uma afogamento que ele não podia evitar. Ele era o braço, ele era a boca, ele era o objeto. E, no fundo de seu ser, ele percebia que aquela semana, que apenas começara, seria apenas a ponta do iceberg de um cativeiro psicológico que remodelaria sua própria essência. Ele não era mais o jovem de vinte e seis anos; ele era, agora e pelo tempo que Igor desejasse, o que o primo quisesse que ele fosse.

​O calor, o suor, a baba e o som rítmico dos corpos se chocando no quarto escuro eram a única verdade que restava. Renan não pensava mais em fuga, não pensava mais em dignidade. Ele só pensava em manter o ritmo, em não desapontar o mestre que, naquele instante, definia se ele dormiria no quarto ou no curral. A humilhação havia se tornado sua zona de conforto, o único lugar onde ele não precisava tomar decisões. Ele era puramente submisso, totalmente dominado. E enquanto a respiração de Igor se tornava pesada, anunciando que o ápice estava próximo, Renan, o femboy submisso de vinte e seis anos, apenas fechou os olhos e continuou, entregue ao comando absoluto do primo bruto.

A tensão atingiu seu ponto de ruptura. O ar no quarto era quase irrespirável, denso com o cheiro de suor masculino, couro e a fragrância rústica que emanava de Igor. Renan, ofegante e com a garganta em brasa, sentia cada fibra de seu ser vibrar com a exaustão. Seus lábios estavam dormentes e o reflexo de vômito, há muito suprimido, agora era apenas uma lembrança distante de sua antiga autonomia.

​Igor sentiu o ápice se aproximar como uma tempestade incontrolável. Seus músculos estavam tensos, as veias dos braços saltadas enquanto ele cravava os dedos no cabelo de Renan, ditando o ritmo final com uma força que beirava a brutalidade. No momento em que o prazer explodiu, Igor soltou um rosnado animal, um som que reverberou pelas paredes de madeira, carregado de um domínio que não deixava margem para dúvidas.

​Com um puxão seco e violento, Igor retirou seu membro da boca de Renan. O som úmido do desencaixe ecoou no quarto como um estalo. Antes que Renan pudesse sequer respirar ou se afastar, Igor usou a mão livre para agarrar o pescoço do primo, imobilizando-o.

​— Nem pense em se mexer — Igor sibilou, os olhos escuros brilhando com um sadismo desenfreado.

​Com um movimento brusco, Igor bateu seu membro contra a bochecha de Renan. O impacto foi seco, uma bofetada de carne contra pele que deixou uma marca vermelha instantânea no rosto do mais velho. O barulho ecoou pelo cômodo, seguido por um som de choque surdo. Igor não parou; ele usou o membro para "bater" na face do primo, uma humilhação deliberada que forçava Renan a sentir a total posse que o caçula exercia sobre ele. Era um gesto de marcação, de desprezo e, ao mesmo tempo, de uma possessividade que não admitia recusas.

​Renan, paralisado e trêmulo, sentia o peso e a textura da pele de Igor contra a sua própria. Ele não ousava desviar o rosto, pois a mão de Igor em sua nuca garantia que ele estivesse bem ali, no centro do desdém do primo.

​— Veja o que você é — Igor rosnou, o tom carregado de uma autoridade absoluta. — Veja a que ponto você chegou.

​Então, Igor não se conteve. Ele descarregou todo o seu prazer sobre o rosto de Renan. O jato quente e espesso atingiu o alvo com precisão, cobrindo tudo sem piedade. O líquido viscoso espalhou-se pela bochecha já marcada, escorrendo pelos olhos de Renan, que arderam instantaneamente. Ele tentou fechar as pálpebras, mas foi em vão; a substância entrou em seus olhos, misturando-se às lágrimas salgadas que ele ainda derramava, criando uma névoa turva que nublava sua visão.

​Uma parte da descarga atingiu seu nariz, obstruindo sua respiração e forçando-o a tossir, o que apenas espalhou o líquido ainda mais pelo seu rosto. Por fim, o restante banhou seus lábios, escorrendo para dentro de sua boca, onde o gosto amargo e quente da derrota se tornou a prova física de sua submissão.

​Renan estava completamente coberto. Seus cílios estavam grudados, seu rosto brilhava sob a luz precária, e a sujeira que ele tinha nas mãos — a terra dos pés de Igor — agora se misturava ao sêmen que escorria pelo seu pescoço. Ele parecia uma oferenda profana, a imagem viva de um homem que fora despido de toda a sua dignidade e reconstruído à imagem e semelhança do desejo de seu primo.

​Igor, com a respiração ainda pesada e o peito subindo e descendo descompassadamente, soltou o cabelo de Renan. O mais velho tombou para o lado, sem força para se sustentar, apoiando-se no chão. A baba e o sêmen formavam uma mistura visível na luz, um rastro líquido que marcava a vitória de Igor.

​O bruto observou Renan com um olhar que misturava satisfação, desdém e um apetite que, longe de estar saciado, parecia ter apenas começado. Ele limpou o pouco que restou com as costas da mão, sem se preocupar em se limpar totalmente, e recostou-se na cama novamente, observando o estado em que deixara o primo.

​— Você está uma visão, Renan — Igor comentou, a voz agora um sussurro cruel, mas carregado de uma satisfação animalesca. — Finalmente está começando a parecer que pertence a esta fazenda. O cheiro da cidade sumiu. Agora, você cheira a mim.

​Renan, cego pelo ardor nos olhos e trêmulo de humilhação, não respondeu. Ele mal conseguia pensar. A imagem de Igor, imponente e satisfeito, e a sensação do sêmen endurecendo em sua pele eram as únicas realidades que ele conseguia processar. Ele estava em frangalhos, uma casca vazia, esperando pelo próximo comando de seu mestre. O silêncio do quarto, outrora aterrorizante, agora era apenas o cenário de sua nova vida, onde a vontade de Igor era a única luz e a única sombra que ele conheceria pelas próximas noites.

​Igor esticou o braço e, com a ponta dos dedos, limpou uma gota de sêmen que escorria pelo queixo de Renan, levando-a aos lábios e provando-a, mantendo o contato visual fixo e dominador.

​— Não limpa. Quero que você durma assim. Amanhã, quando o sol nascer, você vai entender que não existe "Renan da cidade". Só existe o que eu mandar. Agora, deita no chão e fica quieto. Se eu ouvir um único soluço, eu garanto que o dia de amanhã vai ser o mais longo da sua vida.

​Renan obedeceu sem dizer uma palavra. Ele se encolheu no canto do quarto, sobre o tapete, sentindo o ar frio da noite secar a mistura em sua pele, enquanto o cheiro de Igor o envolvia como uma prisão da qual ele nunca mais seria capaz de escapar.

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Comentários

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Que conto sensacional!! Primeiro fazendo massagem nos pés, depois tendo a boca fudida e o rosto e boca gozados e por último dormir com a porra no rosto e no chão.

Esse Igor é um tesão de macho.

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