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O Peso do Isolamento

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Um conto erótico de FlávioGordinho
Categoria: Gay
Contém 5339 palavras
Data: 29/06/2026 02:21:46

​O sol do interior de São Paulo não perdoava. O ar seco, carregado com o cheiro de terra batida e pasto queimado, entrava pelas janelas abertas do carro, mas não conseguia aliviar o sufoco que Flávio sentia no peito. Sentado no banco de trás, ele tentava se tornar invisível, comprimindo seu corpo gordinho contra a porta, enquanto as risadas estridentes de suas irmãs e os comentários altos de seu pai sobre a safra ecoavam pelo veículo.

​Para a família, Flávio era apenas o "primo professor", o homem de trinta e quatro anos, sempre impecável, sempre contido. Ninguém ali imaginava o que se escondia sob suas camisas de linho de gola alta, escolhidas justamente para ocultar a brancura excessiva de uma pele que nunca via o sol, uma pele macia, sem um único fio de pelo, que ele tratava com um cuidado quase religioso.

​Quando o carro finalmente estacionou diante do casarão colonial, Flávio suspirou, sentindo o suor frio escorrer por suas costas. O lugar era imenso, um monumento de madeira e tijolos antigos que parecia observar cada movimento deles com uma severidade sombria.

​— Finalmente! — a voz de sua mãe soou ao lado, enquanto ele descia com dificuldade, ajustando os óculos sobre o nariz.

​A porta principal do casarão se abriu antes mesmo que pudessem tocar a campainha. Foi quando ele o viu.

​Rodrigo estava parado no hall de entrada, uma silhueta imponente contra a luz penumbrosa do interior da casa. O primo, aos dezenove anos, já possuía uma musculatura que parecia desenhada sob a camiseta regata suja de terra. Ele era a própria definição de um alfa, com os ombros largos, as veias saltadas nos braços bronzeados e um olhar que parecia carregar uma fome que ia muito além da comida que seria servida no jantar.

​Flávio sentiu um calafrio percorrer sua espinha, mesmo com o calor de mais de trinta graus. Enquanto os tios e primos se cumprimentavam com gritos e abraços calorosos, Rodrigo não se moveu. Ele apenas atravessou a varanda com passos pesados, quase predatórios, parando exatamente à frente de Flávio.

​O contraste era humilhante. O professor, pálido, macio e visivelmente desconfortável em sua timidez; e o atleta, rígido como uma rocha, exalando uma testosterona que parecia diminuir o espaço ao redor de Flávio.

​— Bem-vindo, primo — a voz de Rodrigo era grave, arrastada, carregada de um divertimento sombrio que só Flávio pareceu notar.

​Rodrigo não apenas cumprimentou; ele sustentou o olhar de Flávio tempo demais, seus olhos descendo deliberadamente pelo corpo do mais velho, mapeando cada curva sob a roupa larga, como se estivesse escolhendo exatamente onde o impacto de sua força seria sentido. Flávio engoliu em seco, tentando desviar os olhos, mas o movimento foi lento demais.

​Naquela fazenda, longe dos olhos julgadores da cidade grande e sob a vigilância silenciosa daquela casa antiga, Flávio percebeu, com um pavor que também era um desejo proibido, que sua vida contida estava prestes a ser despedaçada.

A primeira noite na fazenda foi um teste de resistência. O casarão parecia sussurrar segredos através das tábuas do assoalho que rangiam sob o peso de tanta gente. Flávio, porém, não conseguia se concentrar nos jogos de cartas ou nas histórias contadas pelos tios na mesa de jantar. Sua atenção estava fixada em uma única direção: a cabeceira oposta, onde Rodrigo reinava com uma naturalidade que beirava o cinismo.

​O primo mais novo não se importava com as convenções. Enquanto os outros homens discutiam política ou futebol, Rodrigo estava com as mangas da camiseta dobradas, expondo músculos que pareciam vibrar sob a pele bronzeada. De vez em quando, o olhar do rapaz encontrava o de Flávio. Não era um olhar de primo, de parente, de cortesia. Era o olhar de quem estudava uma peça de carne, calculando o peso e a resistência.

​Flávio sentiu o rosto esquentar. Ele se sentia exposto, como se a roupa de linho que vestia fosse transparente diante daquele par de olhos famintos. Ele era o professor, o homem de trinta e quatro anos, o intelectual que sempre mantinha a compostura; mas, ali, sob o teto daquela casa isolada, ele se sentia apenas... macio. Excessivamente macio. O contraste entre suas pernas grossas, que ele escondia sob a mesa, e a dureza bruta de Rodrigo, que parecia ocupar todo o espaço do cômodo, fazia seu estômago dar voltas.

​— Flávio, você está muito quieto — a voz da sua mãe cortou o ar. — O que foi? O calor está te deixando mal?

​— Um pouco — ele mentiu, a voz saindo mais fina do que pretendia. — Acho que vou subir para tomar um banho e descansar. A viagem foi longa.

​Ele sentiu o olhar de Rodrigo pesar sobre ele no momento em que se levantou. O primo não disse nada, apenas deu um gole longo em sua cerveja, observando o movimento de Flávio com uma lentidão deliberada. Aquilo foi o suficiente para acelerar o coração de Flávio. Ele subiu as escadas de madeira, sentindo o peso dos passos de Rodrigo — ou seria apenas imaginação? — ecoando logo atrás.

​O quarto de hóspedes era uma caixa de memórias empoeiradas. Flávio trancou a porta, encostando a testa na madeira fria, tentando controlar a respiração descompassada. Ele se dirigiu ao banheiro, precisando desesperadamente da água fria para dissipar aquela sensação de que estava sendo caçado.

​Ele se despiu com pressa, o hábito de esconder cada centímetro de sua pele sendo quebrado pelo calor excessivo. Olhou-se no espelho. A pele era impecável, branca como leite, sem um único fio de pelo, uma suavidade que ele sempre considerou um defeito, mas que agora, na solidão do casarão, parecia um convite. Suas curvas, o quadril largo e a silhueta gordinha que ele tentava esconder sob roupas formais, pareciam muito mais evidentes sob a luz amarela do banheiro.

​Ele estava debaixo do chuveiro, deixando a água fria escorrer pelos ombros, quando o som do trinco da porta sendo girado — clic — fez seu sangue gelar.

​Flávio não tinha trancado a porta do quarto, apenas a do banheiro, mas a fechadura daquela casa colonial era antiga e pouco confiável. O barulho da porta do quarto se abrindo foi seguido pelo passo firme de botas pesadas contra a madeira do assoalho.

​— Flávio? — A voz de Rodrigo era rouca, ecoando no espaço reduzido do quarto. — Esqueceu de deixar a porta aberta, primo. Sabe que o trinco dessa casa é velho.

​Flávio congelou. O sabonete caiu de suas mãos e deslizou pelo box, emitindo um estalo alto.

​— Rodrigo? Saia daqui! — Flávio tentou soar firme, mas sua voz traiu a hesitação, saindo como um pedido de socorro.

​Não houve resposta imediata. Apenas o som da aproximação. A sombra do rapaz se projetou sob a fresta da porta do banheiro. Rodrigo não parecia intimidado; ele parecia estar se divertindo com o terror de Flávio.

​— Vim ver se você precisava de ajuda — a voz dele veio de bem perto, agora do outro lado do vidro fosco do box. — Ouvi dizer que professores se estressam muito fácil com a mudança de rotina.

​— Eu não preciso de nada. Saia, por favor. Eu estou... eu estou sem roupa.

​O silêncio que se seguiu foi preenchido apenas pelo som da respiração pesada de Rodrigo e pelo pulsar frenético nas têmporas de Flávio. O primo mais novo encostou a mão no vidro do box. Flávio pôde ver a silhueta da mão grande, os dedos grossos que pareciam prontos para atravessar aquele obstáculo frágil.

​— Eu sei exatamente como você está, Flávio — sussurrou Rodrigo, a voz carregada de uma possessividade que não deixava margem para dúvidas. — Eu tenho te observado desde que você chegou. Essa pele toda... macia. Você parece uma boneca, escondida atrás desse disfarce de professor sério.

​Flávio deu um passo atrás, batendo as costas contra a parede fria do box. O medo e a excitação se misturavam em seu âmago de uma forma avassaladora. Ele era trinta e quatro anos de uma vida reprimida contra dezenove anos de uma força bruta e incontrolável.

​— Rodrigo, isso é errado... Nós somos...

​— Família? — Rodrigo interrompeu com um riso curto e seco. — A família está lá embaixo, comendo e bebendo. Eles não ouvem nada, e não se importam com o que acontece aqui em cima. Você não é apenas um primo para mim, Flávio. Você é um segredo que eu pretendo desvendar.

​A mão de Rodrigo tateou a maçaneta do box. O metal rangeu. Flávio fechou os olhos, sabendo que, no momento em que aquele vidro se abrisse, a sua vida nunca mais voltaria a ser aquela rotina entediante e segura de professor. O predador estava à porta, e, por mais que o bom senso gritasse para correr, a parte mais profunda de Flávio já tinha, há muito tempo, cedido àquela escuridão.

A porta do box cedeu com um ranger metálico, como se a própria casa estivesse conspirando para expor o que Flávio tentava esconder. O vapor do banho subiu, envolvendo o ambiente em uma névoa densa e quente, mas nada era capaz de nublar o olhar faminto de Rodrigo ao se fixar nele.

Flávio estava encurralado. A água do chuveiro, antes um refúgio, agora parecia apenas um cenário para sua humilhação — ou para a satisfação do desejo do primo. Ele estava completamente nu, sua pele branca e aveludada, livre de qualquer imperfeição ou pelo, brilhando sob o reflexo da luz amarela. A gordura suave de seu corpo, que ele sempre considerou um excesso, formava curvas que Rodrigo parecia querer devorar com os olhos.

Rodrigo entrou no box sem qualquer hesitação. Ele era o oposto absoluto: bronzeado, coberto de músculos rígidos, cada fibra de seu corpo parecendo um aço forjado pelo trabalho pesado no campo. Ele não se deu ao trabalho de tirar a roupa; a camiseta regata estava encharcada pelo vapor e colada ao peitoral largo, enquanto ele se aproximava, diminuindo cada milímetro de distância entre eles.

Flávio tentou se encolher, tentando proteger o que podia, mas o espaço era minúsculo. A mão grande de Rodrigo, calejada e firme, agarrou o quadril de Flávio com uma força que o fez estremecer. O professor, trinta e quatro anos de contenção, sentiu as pernas fraquejarem diante daquela dominação física.

Rodrigo desceu o olhar, percorrendo a extensão das coxas fartas e o volume dos glúteos de Flávio, que se destacavam com uma maciez quase obscena. Quando o olhar do caçador subiu novamente, ele não conseguiu conter um sorriso de escárnio que carregava uma pitada de luxúria crua ao notar o contraste.

Lá embaixo, o membro de Flávio, pequeno e tímido — seus meros três centímetros — parecia quase desaparecer sob o peso de suas curvas, um detalhe minúsculo que só servia para exacerbar a fragilidade do professor e o poder do primo.

— Olha só para você — a voz de Rodrigo era um rosnado baixo, quase um comando, enquanto ele puxava Flávio ainda mais contra si, fazendo o corpo gordinho e macio colidir com a musculatura bruta do mais novo. — Tão grande, tão macio... e com esse brinquedinho minúsculo. Você foi feito para ser a minha submissão, não foi, primo?

Rodrigo não esperou por uma resposta que Flávio, com a garganta fechada pelo pavor e pelo choque, seria incapaz de dar. Ele empurrou Flávio contra a parede fria do box, o impacto fazendo o professor soltar um ganido agudo. A mão livre de Rodrigo deslizou, sem qualquer delicadeza, contornando a curva generosa do quadril de Flávio até alcançar a parte de trás, onde ele apertou um dos lados do "bundão" com uma possessividade que deixou marcas momentâneas na pele branca.

— Você não sabe a vontade que eu tive o dia todo de ver isso — Rodrigo sussurrou no ouvido de Flávio, o hálito quente colidindo com a pele arrepiada. — Esse seu corpo... é uma afronta. Parece que implora para ser usado, para ser marcado. E o melhor de tudo? Você sabe que não pode me negar.

Flávio sentiu o joelho tocar a coxa musculosa de Rodrigo e o desespero se transformou em uma descarga elétrica que percorreu toda a sua espinha. A diferença de tamanho, de força, de intenção... tudo ali estava traçado. Naquela noite, no silêncio da fazenda, o professor descobriu que sua vida tinha sido apenas um ensaio para aquele momento de total entrega e servidão.

O contato físico era avassalador. O peito musculoso de Rodrigo, ainda úmido e quente, parecia uma parede de ferro contra a maciez do meu corpo gordinho. Eu nunca tinha estado tão exposto, tão vulnerável. Cada polegada da minha pele, que eu sempre escondi sob camadas de tecidos formais, agora era mapeada pelos dedos calejados dele.

— R-rodrigo, por favor... — eu tentei protestar, mas o som que saiu da minha garganta foi um gemido vergonhoso, um chiado agudo que revelou toda a minha fraqueza.

Ele riu, um som grave que vibrou contra o meu tórax. Ele percebeu. Ele sentiu como cada toque meu me fazia perder o controle. A mão dele, imensa e firme, subiu pelo meu quadril, acariciando a pele macia das minhas nádegas com uma familiaridade que me deixou em pânico. Eu nunca tinha sido tocado assim, nunca tinha permitido que ninguém visse as minhas curvas, muito menos que as agarrasse com tanta autoridade.

— Você é tão sensível, primo... — ele sussurrou, a voz carregada de uma satisfação predatória. — Olha como você treme só de eu tocar. Você é virgem, não é? Dá para ver no seu jeito de se encolher, na sua inocência... é uma delícia ver como você tenta se esconder.

Eu tentei desviar o rosto, esconder a vergonha que queimava nas minhas bochechas, mas a mão dele segurou meu queixo com firmeza, forçando-me a encará-lo. Meus olhos estavam marejados, a humilhação misturada com uma excitação proibida que eu jamais admitiria em voz alta. O meu membro, minúsculo e inútil diante da presença colossal dele, parecia pulsar, denunciando o meu estado.

— Eu não... eu não sei como... — eu gemi de novo, mais alto, o som ecoando nas paredes azulejadas do box. A vergonha era quase insuportável; eu me sentia como um adolescente, um garoto inexperiente sendo desmantelado por um homem que sabia exatamente o que estava fazendo.

Rodrigo pressionou o quadril dele contra o meu, deixando bem claro o que ele queria. Ele não se importava com a minha falta de experiência; na verdade, parecia que isso era apenas mais um troféu para a sua dominação.

— Não precisa saber de nada — ele respondeu, roçando o nariz contra o meu pescoço, o que me fez soltar outro gemido involuntário, um som de puro abandono. — Eu vou te ensinar. Vou te mostrar o que acontece quando um corpo tão macio e perfeito como o seu encontra alguém como eu.

Ele começou a descer as mãos, apertando minhas coxas gordas com tanta força que eu sabia que ficariam marcas. Eu era um professor, um homem de trinta e quatro anos, alguém que deveria ter controle, mas ali, sob a luz do banheiro da fazenda, eu era apenas o primo tímido, o virgem que não sabia como dizer não porque, no fundo, todo o meu ser ansiava por ser tomado daquela forma brutal. Cada gemido meu parecia servir como combustível para a possessividade dele, e quanto mais ele me provocava, mais eu perdia a capacidade de resistir.

— De joelhos. Agora. — A voz de Rodrigo não permitia hesitação.

Eu obedeci sem pensar. Meus joelhos bateram no piso frio do banheiro, e eu me encontrei exatamente onde ele queria: abaixo dele, nu e vulnerável, com meu corpo gordinho e macio exposto àquela altura. O vapor do banho fazia meu rosto suar, mas era um suor frio, misturado com o calor da vergonha que me consumia.

Vi quando ele começou a desabotoar a calça de sarja suja de terra. Meus olhos se arregalaram, fixos na movimentação, enquanto meu coração batia tão forte que parecia que eu ia desmaiar ali mesmo. Quando ele finalmente libertou o membro, a visão foi tão absurda que eu esqueci como respirar.

Era monstruoso.

Uma peça branca-rosada, grossa, coberta por uma rede de veias saltadas que pareciam pulsar sob a pele. E o comprimento... eu não conseguia acreditar nos meus olhos. Eram vinte e quatro centímetros. Como era possível? Ele tinha apenas dezenove anos, mas aquilo ali era algo que desafiava qualquer lógica, algo que parecia ter sido esculpido para dor e preenchimento total.

— Olha bem, primo — a voz dele veio de cima, gotejando soberania. — O que você acha?

Eu não consegui responder. Apenas soltei um gemido longo, agudo, de pura vergonha. Eu olhei para baixo, para o meu próprio pauzinho de três centímetros, que parecia ainda mais minúsculo e inútil diante daquela evidência de virilidade bruta e descomunal. O contraste era humilhante; meu corpo gordinho, com suas curvas, não parecia ter sido feito para suportar uma arma daquelas.

Rodrigo deu um passo à frente, forçando a ponta daquela coisa enorme a roçar nos meus lábios. Eu tremia tanto que meus dentes bateram. O cheiro de almíscar e desejo era intenso, pairando no ar úmido do banheiro.

— Eu vi que você estava me olhando durante o jantar — ele disse, com um sorriso sarcástico que me fez soltar outro gemido, um som de entrega absoluta. — Ficou imaginando como seria ter isso dentro de você, não ficou? Sabia que esse seu rabudão nunca sentiu nada desse tamanho antes.

Ele segurou a minha nuca com a mão grande, forçando meu rosto a ficar mais próximo. Eu sentia o calor que emanava daquela extensão de carne, a ameaça e a promessa em cada fibra veiculada.

— Por favor... — gemi novamente, a voz embargada pela vergonha e por uma necessidade urgente que eu nem sabia nomear. Eu era um professor, um homem adulto, mas ali, ajoelhado diante de Rodrigo, eu não passava de um brinquedo, pronto para ser domado por algo que eu temia tanto quanto desejava.

Ele pressionou a cabeça do membro, grande e úmida, contra a minha boca. O toque era quente, firme, autoritário. Eu sabia que, se eu abrisse a boca, se eu aceitasse aquele presente impossível, a minha vida como eu conhecia estaria enterrada naquela fazenda para sempre. E, mesmo assim, eu me inclinei para frente.

A paciência de Rodrigo era tão curta quanto a sua idade permitia, e a minha hesitação parecia agir como um estopim para a sua brutalidade. O ar no banheiro estava saturado, pesado pelo vapor e pelo cheiro acre de testosterona que ele exalava. Quando ele percebeu que eu, paralisado pelo choque e pela visão daquela anatomia desproporcional, não faria o primeiro movimento, ele simplesmente tomou as rédeas.

A mão dele, pesada e grosseira, envolveu a minha nuca. Não foi um carinho; foi uma garra. Ele apertou, forçando os meus músculos do pescoço a cederem, e com um puxão seco, ele me trouxe para mais perto.

— Você está demorando, Flávio. E eu odeio esperar — a voz dele não era mais um sussurro; era um comando baixo que reverberou na minha caixa torácica.

Senti a ponta daquela carne quente, pulsante e imensa, tocar meus lábios. O tamanho era aterrorizante. Vinte e quatro centímetros de autoridade bruta contra minha inexperiência absoluta. Quando ele empurrou, não houve espaço para eu processar o que estava acontecendo. Meus lábios foram forçados a se abrir além do que eu achava possível, e a cabeça daquele membro invadiu minha boca, preenchendo cada cavidade, esmagando minha língua contra o céu da boca.

O reflexo de vômito veio instantâneo, mas a mão dele na minha nuca me impedia de recuar. Eu engasguei, meus olhos lacrimejaram, e um gemido agudo e desesperado escapou da minha garganta, abafado pela barreira que ele representava dentro de mim.

— Isso... engole — ele rosnou, o tom carregado de uma satisfação sádica.

Ele não esperou que eu me acostumasse. Ele começou o ritmo. Não era um movimento de sedução, era uma marcha militar de dominação. Ele movia o quadril com uma força que fazia minha cabeça balançar para frente e para trás, sentindo o atrito da pele veiculada raspando contra minha garganta. Cada vez que ele ia fundo, eu sentia como se estivesse sendo marcado por dentro, como se ele estivesse reivindicando um território que, até aquele momento, pertencia apenas à minha vida solitária de professor.

Eu soltava gemidos curtos e vergonhosos, cada um deles uma confissão de que eu estava gostando daquela humilhação. Minhas mãos, sem saber onde se apoiar, agarraram os joelhos dele, os dedos afundando na pele firme e bronzeada, enquanto meu corpo gordinho, macio e trêmulo, balançava conforme o ritmo imposto. A cada estocada, eu sentia o meu próprio membro, tão minúsculo e inútil, pulsar em uma ereção desesperada, sentindo-se um nada diante daquela exibição de virilidade.

— Olha pra mim, Flávio — ele exigiu no meio do movimento.

Forcei meus olhos marejados a subirem, encontrando o olhar dele. Rodrigo não me via como um primo; ele me via como uma presa que tinha acabado de se entregar. Ele mantinha um sorriso arrogante, o rosto suado, os músculos do peitoral contraídos a cada investida. Ele estava me usando para saciar o desejo que ele vinha cultivando desde o momento em que botei os pés naquela fazenda.

Ele aumentou a velocidade. A profundidade daquelas estocadas me deixava sem ar, e eu comecei a sentir o calor insuportável no fundo da minha garganta. O desconforto da inexperiência estava sendo substituído por uma sensação elétrica, um entorpecimento que subia da base da minha coluna e me fazia querer gemer ainda mais alto, perdendo completamente a noção do perigo. Se alguém da minha família abrisse aquela porta, se minha mãe ou meus tios vissem o "professor comportado" ajoelhado, sendo usado como um brinquedo sexual por um garoto de dezenove anos, eu morreria de vergonha.

Mas, naquele momento, a vergonha era apenas combustível.

Rodrigo segurou meu cabelo com mais força, puxando-me de volta assim que ele sentiu que eu ia tentar me afastar por causa do fôlego.

— Não para. Você é virgem, não é? Então aprenda o seu lugar. Você vai ficar aqui, de joelhos, até eu decidir que você já aprendeu a me obedecer.

Eu soltei um gemido longo, trêmulo, sentindo-me completamente desmantelado. Minha pele branca, sem um fio sequer, contrastava com o cenário rústico e com a brutalidade dele. Eu era o corpo macio, gordinho e pronto para ser modelado pelo alfa atlético que segurava minha vida entre as mãos. Eu não tinha mais voz, não tinha mais vontade própria. Eu só tinha o som dos meus próprios gemidos de vergonha e a promessa, feita no silêncio daquela iniciação cruel, de que aquela seria apenas a primeira de muitas vezes que eu me ajoelharia diante dele naquela fazenda.

A sensação de tempo parecia ter se distorcido. Os trinta minutos em que mantive minha boca ocupada por ele pareceram uma eternidade de uma existência completamente nova. O ar no banheiro, já saturado pelo calor, agora parecia rarefeito, e cada centímetro daquela carne que preenchia minha garganta era uma lembrança constante da minha absoluta rendição.

Rodrigo não conhecia a palavra "descanso". Suas mãos, grandes e calejadas, não apenas seguravam meu cabelo; elas o puxavam com uma firmeza possessiva, controlando o ângulo da minha cabeça, garantindo que eu não pudesse recuar um milímetro sequer. O couro cabeludo ardia sob a tensão, mas a dor era apenas uma nota de fundo para o torpor que dominava meu corpo.

Eu estava exausto. Meus lábios estavam dormentes, e meus músculos faciais queimavam pela tensão de manter a boca aberta, contornando aquela espessura que parecia não ter fim. Cada movimento que ele fazia — um compasso rítmico, impiedoso e profundamente arrogante — trazia o contato da glande contra o fundo da minha garganta, um lembrete físico de que ele era o dono daquele espaço.

Eu tentei, por um breve momento, diminuir a velocidade, buscando um fôlego que não vinha, mas a resposta de Rodrigo foi um puxão mais violento em meus cabelos, forçando-me a inclinar a cabeça ainda mais para trás, expondo meu pescoço e a linha do meu queixo, deixando-me completamente à mercê dele.

— Não para, professor — ele murmurou, a voz rouca, quase um rosnado vindo de cima. — Você quer que eu termine, não quer? Você quer sentir o que é estar nas mãos de um homem de verdade.

Meus gemidos já não eram mais de protesto; eram sons guturais de submissão. A saliva escorria pelos cantos dos meus lábios, misturando-se ao vapor condensado no box, criando um cenário de uma degradação que eu, em minha vida contida e solitária em São Paulo, nunca imaginei experimentar. A vergonha ainda estava lá, um nó apertado no estômago, mas ela estava sendo sobrepujada por um desejo visceral de agradá-lo, de ser a ferramenta que ele precisava para aliviar aquele peso absurdo que ele carregava.

Ele começou a alternar o ritmo. Às vezes, estocadas lentas e profundas, que me faziam engasgar de forma desajeitada; outras vezes, movimentos rápidos que me obrigavam a seguir sua cadência frenética. A cada vez que o membro dele roçava o céu da minha boca, eu sentia um choque elétrico percorrer minha coluna, fazendo meu corpo gordinho e macio reagir, minhas coxas se abrindo um pouco mais contra o piso frio do banheiro, buscando estabilidade.

Rodrigo acompanhava cada reação minha com um prazer sádico. Ele me observava como se eu fosse um espécime sendo estudado, notando como meu peito subia e descia ofegante, como minha pele branca brilhava sob a luz e como meus olhos, marejados, evitavam o seu olhar por pura covardia.

Meus dedos cravavam-se nas coxas dele, que estavam tensas, os músculos saltando a cada movimento. Eu podia sentir a firmeza da sua pele contra a minha. Por meia hora, eu fui apenas um objeto. Um objeto feito de carne, gordura e uma vulnerabilidade que ele não teria piedade em explorar. E enquanto ele puxava meu cabelo, cada vez mais forte, forçando-me a me entregar mais e mais àquele ato, eu entendi, com uma clareza dolorosa, que não havia mais volta. O professor tinha desaparecido, restando apenas o primo submisso, pronto para qualquer nova demanda que ele decidisse impor.

O clímax daquela tortura não foi um pedido, foi uma invasão total. Rodrigo não avisou; ele apenas mudou o ritmo para algo frenético, seus dedos enterrados no meu couro cabeludo com tal força que senti fios sendo arrancados. O movimento do seu quadril tornou-se errático, violento, e senti o músculo dele se contrair contra a minha garganta logo antes de tudo explodir.

Eu não estava preparado para o volume.

O jato quente e espesso começou a ser disparado fundo, direto na base da minha garganta. Foi um choque térmico, uma pressão súbita que me fez engasgar violentamente. Eu estava sufocado, o líquido preenchendo cada centímetro da minha boca, escorrendo pelos cantos dos lábios e grudando na minha pele. Tentei recuar, um reflexo instintivo de sobrevivência, mas as mãos de Rodrigo me prenderam ali, mantendo minha boca colada àquela fonte de calor insuportável.

— Não ouse desperdiçar uma gota — ele ordenou, o tom de voz autoritário misturado com um suspiro de alívio sádico.

Eu estava desesperado. A sensação de estar sendo preenchido por dentro era avassaladora. Meus olhos se arregalaram, fixos nos dele, enquanto eu lutava para engolir aquele fluido denso. O gosto era forte, metálico e intenso, algo que eu nunca tinha sentido, e que me causou uma náusea misturada com uma excitação doentia. O meu corpo reagia involuntariamente; cada vez que eu tentava engolir, minha garganta se contraía, tornando o processo ainda mais difícil e humilhante.

Eu me sentia pequeno, minúsculo diante daquela torrente. Eu estava ali, curvado, com o corpo gordinho trêmulo, a pele branca suja pelo rastro branco que agora manchava meu peito. Eu estava literalmente sendo alimentado por ele, subjugado pela biologia de um primo que, há poucas horas, era apenas um parente distante e atlético.

— Isso... bom garoto — ele sussurrou, observando cada esforço meu, cada vez que meu pomo de adão subia e descia em uma tentativa penosa de obedecer àquela exigência absurda.

Senti meus pulmões implorando por ar, mas ele não me soltou até que a última gota fosse liberada. Quando finalmente ele relaxou a pressão sobre a minha nuca, eu desabei. Caí para trás, sentando nos calcanhares, arfando pesadamente. O esperma escorria do meu queixo para o peito, uma evidência clara e inegável da minha iniciação.

Eu tentei limpar a boca com as costas da mão, mas Rodrigo segurou meu pulso. Ele viu o desespero nos meus olhos, a vergonha transbordando em lágrimas silenciosas que eu não conseguia mais segurar. O meu membro, ainda pequeno e ereto, latejava de uma forma que eu nunca tinha experimentado, enquanto o cheiro daquela marca que ele deixou em mim dominava o ar abafado do banheiro.

Eu não era mais o mesmo. Aquele professor contido e solitário tinha sido deixado para trás, ali mesmo, entre o vapor e o azulejo úmido, sob o olhar predatório de um garoto que agora era, indiscutivelmente, meu dono.

A exaustão que se seguiu ao clímax de Rodrigo durou apenas um segundo, o tempo necessário para que eu tentasse, inutilmente, recuperar o fôlego. O ar ainda estava pesado, impregnado com o cheiro do que ele tinha acabado de despejar em mim. Eu estava ali, curvado sobre os próprios joelhos, com a boca ainda anestesiada, os olhos fixos no chão, tentando entender como havia chegado àquele estado de degradação.

Mas Rodrigo não tinha terminado. O silêncio que se seguiu não era de descanso; era de antecipação.

Senti o movimento dele acima de mim. O som de um zíper sendo puxado novamente — um som seco que cortou o silêncio do banheiro — fez meu corpo inteiro tensionar. Eu não tive tempo de olhar para cima, nem de processar a intenção dele, até que senti o calor súbito e constante atingindo meu rosto.

Ele não se importou. Ele direcionou o jato ali mesmo, direto, sem qualquer hesitação.

O líquido quente atingiu minhas bochechas, escorrendo pelos olhos, contornando a linha do meu nariz e descendo até a boca, que ainda estava suja pelos restos do que ele havia derramado antes. O choque térmico foi imediato, um contraste brutal com a minha pele branca e pálida. Eu tentei virar o rosto, soltando um ganido desesperado de submissão, mas ele apenas segurou minha testa com a palma da mão, mantendo meu rosto firme sob a torrente.

— Abre a boca, Flávio — ele comandou, a voz fria, despida de qualquer resto de luxúria, substituída por um desdém autoritário.

Eu era apenas o primo gordinho, a peça de carne que ele decidira humilhar. A humilhação era tão densa que quase se tornava sólida. Eu podia sentir o cheiro forte, a umidade descendo pelo pescoço, manchando meu peito e gotejando no piso de azulejo. O contraste da minha brancura absoluta com aquela marca amarelada de domínio era a cena final de uma execução pública — embora, ali, apenas nós dois fôssemos testemunhas.

Meus olhos ardiam. O líquido entrou pelas pálpebras, e eu precisei mantê-las fechadas, forçadas pela mão dele que continuava a me prender ali. Cada segundo parecia uma hora. A sensação de estar sendo marcado, de ser literalmente banhado pela vontade dele, era a forma mais pura de anulação que eu já tinha sofrido.

Quando ele finalmente cessou, o banheiro mergulhou em um silêncio absoluto, quebrado apenas pela minha respiração entrecortada e pelo gotejar ritmado no piso.

Ele soltou minha cabeça, deixando que eu desabasse totalmente para o lado, encostado na parede fria do box. O líquido escorria lentamente pelo meu rosto, um rastro pegajoso que eu não tinha coragem de limpar. Eu estava ali, completamente entregue, coberto por ele, marcado em cada centímetro exposto.

Rodrigo deu um passo para trás, observando o estrago com um brilho de satisfação nos olhos, como um dono que admira uma posse recém-marcada.

— Agora você está do meu jeito, professor — ele disse, a voz arrastada, antes de se virar e sair do banheiro, deixando a porta entreaberta.

Eu fiquei ali, no chão, tremendo violentamente. Não havia mais nada de "professor" ou de "adulto" em mim. Havia apenas a consciência de que, daquela porta para fora, o mundo lá fora continuava existindo, mas, para mim, o único mundo que importava era o daquele quarto, e o único dono do meu corpo, da minha dignidade e da minha obediência era o meu primo de dezenove anos.

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