Essa vai ser rapidinha, até porque só quero terminar de contar o que já comecei.
Ela era perigosa, mais do que perigosa: era Perigosona! A irmã mais velha do meu amigo Perigo já tinha tocado siririca no chuveiro para eu bater punheta e depois me cobriu de porrada pra disfarçar quando ele chegou em casa. Uns dias depois, começou a chupar meu pau para que desistisse de comer sua irmã mais nova, e terminou quase decepando o bicho com uma dentada.
Apesar de haver decidido que nunca mais me meteria com ela, decidi consultá-la sobre um probleminha que me tirava o sono. Terminei no seu quarto, de madrugada, olhando como ela se inclinava para trás na cama só de camisolinha e afastava as pernas muito brancas, deixando aparente de propósito o maior bocetão que já tinha visto. Aquele xerecão era tão grande e estava tão inchado que a minúscula calcinha enfiada ali mal conseguia esconder alguma coisa, deixando os lábios plus-size escaparem pelas bordas.
Droga, eu só queria um palpite feminino pra decidir se comia de vez a prima do Atentado ou se continuava sonhando em um dia, talvez, quem sabe, foder a irmã do cara, que era minha única musa. Tudo bem que as duas eram idênticas, mas só uma era verdadeira. O que mais valia? Uma xereca falsificada quicando na rola, ou a boceta original voando?
Mas inventei de ir buscar essa opinião justamente com a Perigosona, e agora ela me olhava como se fosse me devorar, ou como se me convidasse para devorá-la e, por mais que tivesse bem presente todo o histórico de roubadas em que me meti tentado comer uma xota nos últimos dias, não conseguia ignorar aquela que parecia a oportunidade mais real que apareceu nesta saga toda.
E o pior é que a garota, além de me encarar diretamente mordendo os lábios, subiu um pouco mais a camisolinha e trouxe uma das mãos para dentro da calcinha, enquanto a outra beliscava um de seus próprios mamilos. Daí ela começou a se masturbar com dois dedos enfiados no bocetão, que logo em seguida começou a deixar babado tudo ao redor - dava até pra ouvir o chapinhado das enterradas entre os mega-lábios.
Para piorar ainda mais a tentação, a demônia começou a dar uns gemidinhos e fazer biquinho sensual com a boca, dando uns tapinhas de leve na testa da boceta e suspirando pesado, em meio ao silêncio da noite.
Meu coração batia acelerado e o pau pulsava dentro da bermuda, meus olhos estavam arregalados e, tenho que confessar, qualquer resquício de sanidade ou senso de autopreservação que ainda possuía se esvaiu em questão de segundos. A Perigosona sabia provocar um cara, deixá-lo doido a ponto de não pensar em mais nada além do desejo de comê-la. E era exatamente aí onde eu estava!
Foda-se a irmã do Atentado! Foda-se a prima do cara! Fodam-se todas as demais garotas! Ia cair em cima da Perigosona e meter fundo naquele xoxotão até enterrar a rola por inteiro e começar a martelar sem dó, usar aquele corpo magro e tesudo até fazê-la pedir arrego de tanto levar ferro na boneca! Se aquela sem-vergonha queria dar, eu ia comê-la das mais inomináveis maneiras para que nunca mais esquecesse com quem estava brincando!
Tá bem, estou posando de macho alfa mas, na verdade, quando saltei da poltroninha e fui me inclinando para mergulhar sobre a garota, ela levantou uma perna mais rápido que uma ninja do Tarantino e acertou o pé diretamente no meu queixo. Fechei os dentes em volta da língua e mal conseguia saber se o que doía mais era o pontapé no queixo ou a língua cortada.
E a garota não parou por aí, não senhores, ela conteve a gargalhada que queria sair de sua boca e começou a gritar a pleno pulmão: “Socorro! Socorro! Um tarado entrou no meu quarto e tá querendo me comer todinha! Socorro! Socorro!”
Merda, havia caído em outra armadilha, isso já estava até ficando monótono! Mal tive tempo de saltar pela janela e me esborrachar no chão lá fora, quando o Perigo abriu a porta do quarto da Perigosona, todo macho, vindo socorrê-la. A única coisa boa foi que saí correndo e não deu tempo do cara me ver, senão, aí sim ia apanhar feito cachorro sem dono - e com muita razão, afinal, o que se faz com um tarado que invade o quarto da sua irmã na madrugada pra meter no xerecão dela?
No dia seguinte estava acabrunhado. Com muito custo e algumas ameaças, minha mãe me convenceu a ir na padaria comprar pão pro café da manhã. Caminhei pelas ruas desconfiando até da minha sombra, e me encolhia de susto por qualquer barulhinho ao redor. Na fila do pão, não se comentava outra coisa: havia um tarado à solta no bairro, invadindo as casas das famílias de bem e querendo comer as pobrezinhas das garotas.
Voltei voando pra casa, podia ter sido visto durante a madrugada e a última coisa que precisava era que alguém me identificasse como o tarado do bairro. Fiquei sentado no quarto, com as cortinas fechadas, roendo as unhas. Agora sim, havia me enfiado numa cagada monumental, tudo porque queria comer uma simples boceta.
Contudo, não demorou muito e minha mãe apareceu, mandando ir até a casa do Maluco. Sua família ia sair e uma das garotas tinha que ficar em casa, mas estava com medo por conta do tal tarado do bairro. Ora, eu sabia que não havia tarado nenhum, não queria arriscar sair na rua para que não me reconhecessem, e muito menos desejava ir até o Maluco: a irmã mais velha do cara tinha mijado na minha cara e a mais nova tinha peidado na minha boca.
Só que minha mãe insistiu muito, dizendo que tinha se comprometido que me mandaria lá proteger a garota. Com muito custo e fazendo as mesmas ameaças que me obrigaram a sair para comprar pão mais cedo, ela terminou me convencendo.
Agora, tinha menos de seis horas para decidir se topava comer a prima do Atentado em troca de desistir para sempre da minha musa, mas teria que ficar de babá de uma das irmãs do Maluco, não sabendo se seria a Maluca ou a Maluquete - mas pouco importava, porque não queria coisa com nenhuma das duas depois do que me fizeram passar quando tentei comê-las. Sei que tem pessoas por aí que curtem essas coisas de golden-shower e escatologia, mas definitivamente nunca fui uma delas.
Botei um casaco comprido em pleno verão, meti um boné e uns óculos escuros, e lá fui eu pelas ruas disfarçado como o Tom Cruise em missão impossível - na verdade, eu não parecia nada com o cara, mas gosto de pensar que sim, porque fica muito mais emocionante.
Quando cheguei lá, nem fazia idéia do que me esperava - e era melhor assim, senão tinha desistido de ir ainda no caminho. Mas isso já é uma outra história e, como prometi, a de hoje era só uma rapidinha.
