Acordei cedo naquela manhã. O sol ainda mal aparecia por trás das árvores quando saí de casa e fui direto para a plantação, os últimos dias tinham sido uma bagunça. Entre visitas inesperadas e expedições, acabamos deixando algumas tarefas de lado. Kendra e eu sempre dividíamos as responsabilidades, mas a plantação precisava de atenção urgente.
Passei a manhã inteira trabalhando, arranquei ervas daninhas, reorganizei alguns canteiros e verifiquei o estado das mudas mais novas. Algumas estavam melhores do que eu esperava, outras claramente sentiam os efeitos da nossa falta de cuidado. De tempos em tempos eu levantava a cabeça e observava a casa ao longe, Kendra aparecia ocasionalmente em alguma janela, carregando caixas ou mexendo em alguma coisa dentro de casa.
Quando o sol começou a ficar mais forte, fiz uma pausa rápida para beber água, foi nesse momento que ouvi o som de um motor se aproximando pela estrada de terra. Levantei os olhos, já em estado de alerta. Uma caminhonete apareceu entre as árvores, levantando uma pequena nuvem de poeira atrás de si.
De longe pude ver que era Lana, fiquei mais aliviado ao reconhecê-la. Ela estacionou próximo à cerca e desligou o motor. Fiquei observando por alguns segundos antes de caminhar em sua direção.
— Então ela funciona mesmo — falei quando cheguei perto.
— Funciona, mais ou menos — Lana lançou um olhar para o veículo.
— Achei que ainda estivesse parada na garagem.
— Ainda falta resolver algumas coisas — respondeu. — Mas consegui fazê-la sair de lá. Já é um começo.
Ela abriu a carroceria.
— Trouxe a parte de vocês.
Olhei para dentro, os suprimentos da expedição já estavam separados em caixas e sacolas organizadas.
— Você fez a divisão sozinha?
— Alguém precisava fazer.
— Isso poupa trabalho.
Ela deu um sorriso curto, então começamos a descarregar tudo sem perder muito tempo. Algumas caixas continham mantimentos, outras ferramentas, peças e materiais que poderiam ser úteis mais tarde. A conversa durante o trabalho foi curta, nem eu nem Lana parecíamos particularmente interessados em puxar assunto. Quando entramos na casa com parte das caixas, encontrei Kendra na cozinha, ela cumprimentou Lana com um aceno discreto.
— Oi.
— Oi — respondeu Lana.
O silêncio veio logo depois, Kendra voltou imediatamente para o que estava fazendo, evitando encarar Lana por muito tempo. Lana também não parecia interessada em prolongar as interações. Eu observava as duas de canto de olho enquanto deixava uma caixa sobre a mesa, mesmo sabendo da dinâmica estranha entre Lana e Sofia, Kendra claramente ainda se sentia desconfortável depois do que havia acontecido no dia anterior.
E, para ser sincero, eu também não tinha certeza se sabia como agir perto de Lana depois de tudo aquilo, então só continuamos descarregando as caixas como se nada tivesse acontecido. Ao terminar, me despedi dela e eu já fui em direção à plantação para continuar o serviço. Lana girou a chave para ligar a caminhonete, não deu partida, ouvi o carro engasgar e dei meia volta, fiquei observando. Ela girou a chave mais uma vez, nada, ela tentou de novo com um ódio visível no rosto, então apoiou a testa no volante.
— Ah, vai para o inferno — ela falou, num tom de voz mais alto e agressivo.
Mais uma tentativa, nada. Eu já estava próximo o suficiente para ouvir as diversas ofensas que ela dirigia para o carro.
— Lata velha desgraçada — ela abriu a porta e saltou para fora, logo fechando com força. — Eu sabia, era bom demais para ser verdade.
Não consegui evitar uma risada curta, Kendra observava da varanda, segurando uma caixa que havia acabado de organizar.
— Quebrou?
— É, quebrou de novo — respondeu Lana fitando os olhos de Kendra num olhar intimidador.
Kendra decidiu não insistir.
— Vou terminar as coisas lá dentro — ela entrou na casa e fechou a porta atrás de si.
Por algum motivo, o ambiente pareceu ficar mais silencioso, Lana já estava com metade do corpo enfiada sob o capô.
— Me alcança aquela chave.
Peguei a ferramenta e entreguei, ficamos alguns minutos trabalhando sem falar muito. O som do metal, algumas ferramentas batendo e os resmungos ocasionais de Lana eram as únicas coisas quebrando o silêncio.
— Não vai querer conversar sobre ontem?
— Estou tentando não pensar nisso — continuei apertando um parafuso.
— Difícil acreditar — ela soltou um pequeno sorriso. — Tenho quase certeza de que a Kendra já sabe o que aconteceu entre a gente.
— Sabe.
— E ela provavelmente contou tudo sobre a Sofia e eu.
— Contou.
— E? — Lana ergueu uma sobrancelha.
— E se quiser eu posso simplesmente esquecer o que aconteceu.
Ela ficou alguns segundos observando alguma peça do motor antes de responder.
— Sofia, mandou eu pedir desculpas por meter vocês dois nessa.
— Desculpas? — parei por um momento.
— Sim.
— Você?
— Sim.
— Achei que você fosse incapaz de pedir desculpas.
— Você me acha um monstro sem coração? — Lana fechou o capô parcialmente e me encarou.
Pensei por alguns segundos.
— Quase isso.
— Que seja — ela revirou os olhos.
— Pelo menos você admitiu — acabei rindo.
— Não admiti nada.
Voltamos ao trabalho, depois de mais alguns minutos, ela falou novamente:
— Ah, Sofia quer falar com você.
— Ela quer? — levantei a cabeça. — Sobre o quê?
— A amostra da água.
— Hum... ela conseguiu algum resultado?
— Sim.
— E?
— Aparentemente está tudo certo.
— Então o poço está seguro?
— Pelo que ela disse, sim.
— Então por que quer falar comigo?
— Não sei, mas ela insistiu que queria — Lana deu de ombros.
— Estranho, será que ela encontrou alguma outra coisa?
— Aí você vai ter que conversar com ela.
Voltamos a mexer no motor, o sol já começava a descer lentamente quando Lana falou de novo, desta vez num tom mais sério.
— Ah, tem outra coisa.
— O quê?
— Tem alguém por perto — ela limpou as mãos num pedaço de pano.
— Alguém? — aquilo me chamou a atenção de imediato.
— É, alguém.
— Quem?
— Não faço ideia.
— Como assim?
— Nos últimos tempos algumas coisas desapareceram.
— Que tipo de coisas?
— Comida, água, algumas ferramentas pequenas.
— Animais?
— Não.
— Tem certeza?
— Tenho, os rastros não são de animais.
— Há quanto tempo isso acontece?
— Não sei — Lana pensou. — Acho que dois ou três meses depois de todo o caos.
— Quanto levaram?
— Pouco, de água e comida foi o suficiente para uma pessoa sobreviver por alguns dias.
— Então você acha que alguém está escondido por aqui — parei o que estava fazendo.
— Acho.
— Sozinho?
— Talvez, as pegadas só indicam uma pessoa, mas talvez tenham cúmplices.
— Você já viu essa pessoa?
— Nunca.
— E as pegadas?
— Elas morrem próximo ao lago — ela apontou uma chave inglesa para mim. — Só toma cuidado, ok?
Assenti, era estranho, Lana pedindo para eu tomar cuidado.
— Obrigado pelo aviso.
Ela apenas concordou com a cabeça. O restante da tarde foi consumido pela caminhonete, apertando parafusos, manchando os dedos de graxa com direto a muitos xingamentos de Lana. Quando o sol já estava baixo no horizonte, ela finalmente girou a chave mais uma vez, o motor ligou sem problemas e assim permaneceu, Lana abriu um sorriso satisfeito.
— Que milagre, não achei que iria pegar tão rápido — ela levantou a mão para mim com um sorriso. — Ótimo trabalho em equipe, toca ai.
Bati em sua mão dando um estalo pesado, fechei o capô enquanto ela guardava as ferramentas.
— Então? Vai aproveitar a viagem?
— Até a casa de vocês?
— Sofia queria falar com você, não queria?
— Então acho que vou, talvez consiga voltar antes do anoitecer.
Lana assentiu, peguei apenas o necessário e avisei Kendra que voltaria mais tarde. Poucos minutos depois já estávamos na estrada, o percurso foi tranquilo, não vou mentir, fiquei com medo daquele pedaço de sucata parar de funcionar do nada novamente e ficarmos presos na estrada. Quando a propriedade apareceu ao longe, Lana reduziu a velocidade.
— Eu vou direto para a estufa.
— Muito trabalho?
— Você não imagina.
Estacionou ao lado da casa e descemos.
— Boa sorte com a Sofia, ela está dentro da casa, provavelmente no último quarto no corredor à direita.
Ela sorriu de canto e seguiu em direção às estufas, fiquei observando por um instante antes de caminhar até o interior da casa, seguindo as instruções de Lana. A porta estava fechada, respirei fundo, então bati duas vezes.
— Entra! — a voz de Sofia respondeu quase imediatamente.
Abri a porta e a encontrei sentada atrás de uma mesa cheia de anotações, frascos e equipamentos improvisados. Assim que me viu, abriu um sorriso.
— Olha só, exatamente quem eu queria ver.
— Lana disse que você queria falar comigo, sobre a água do poço.
— Ah, isso, a água está ótima, não encontrei sinais de contaminação, pelo menos não com os testes que consegui fazer.
— Então não preciso mais ferver?
— Não precisa, está segura.
— Isso é uma ótima notícia — suspirei, aliviado.
— Eu imaginei que você ficaria feliz.
— E era só isso?
— Hum, na verdade — ela inclinou a cabeça, mordendo o lábio inferior. — Não.
— O que foi?
— Quero te fazer uma pergunta.
— Pode perguntar.
— Você e a Lana se acertaram?
— Como assim? — franzi a testa.
— Vocês passaram bastante tempo juntos enquanto estavam fora.
— E?
— Quer que eu seja mais direta? — ela riu. — Vocês transaram, não é?
— O quê? Não...
— Não adianta mentir para mim — o sorriso dela aumentou.
É, realmente, não iria adiantar mentir, respirei fundo, olhei para os lados até voltar o olhar para Sofia.
— É, sim, acabou acontecendo.
— E como foi? — ela se aproximou mais, puxando a cadeira na minha direção. — Ela é um pouco selvagem, não é?
— Um pouco não, ela quase quebrou meu pau de tanto sentar.
Sofia deu uma gargalhada alta.
— Bom, e eu transei com a sua namorada — ela continuou.
— Kendra não é...
— Sim, sim, não é sua namorada — ela me interrompeu. — Estou te zoando, só isso. Mas não está bravo?
— Não, nunca fui de me meter na vida dela, pretendo continuar assim.
— E Kendra, já sabe que você comeu a Lana?
— Já, já sabe sim.
— Ótimo.
A reação de Sofia foi completamente o oposto do que eu esperava, essa garota era estranha e ainda não conseguia entender a relação das duas.
— Então, era sobre isso que queria conversar? — quebrei o silêncio.
— Na verdade não — ela se levantou, ficando perigosamente muito próxima a mim. — Eu analisei a sua água, então você me deve um favor, certo?
— É, tecnicamente, sim.
— Então eu quero que você me foda, o mais forte que conseguir.
— O quê? — por um momento esqueci que estava falando com Sofia e aquilo soou muito estranho.
— Isso mesmo que você ouviu, você vai me foder, aqui e agora.
— Tem certeza? Lana está por perto.
— Eu sei, e ela vai vir correndo assim que escutar a namoradinha dela gemendo alto num pau.
— Não sei.
— Para de ser chato — Sofia se aproximou de mim um pouco mais, as mãos indo direto na minha calça, tentando desabotoar. — A Kendra disse que seu pau é grande, grosso e que você fode bem.
É, não tem mais jeito. Estava enterrado até as bolas nessa bagunça toda.
— Você não tem medo da reação da Lana? — perguntei com meu pau pulando para fora.
— Claro que não — ela ficou observando meu pau, os olhos brilhando. — É exatamente isso que eu quero, provocar ciúmes nela, assim ela fica mais selvagem.
— A relação de vocês é estranha demais.
Sofia respondeu engolindo meu pau todo de uma vez, revirou os olhos e logo soltou, agarrando-o com as duas mãos.
— Me fala, como fodeu ela? — ela começou a punhetar. — Foi de quatro? Ela sentou em você, não é? Gozou na boca dela?
— Não, ela me chupou primeiro, mas queria foder a boca dela assim — forcei a cabeça dela para baixo, enfiando meu pau até sua garganta e fodendo um pouco, senti a saliva começando a escorrer pelas bolas. — Depois ela abriu as pernas para mim e eu chupei aquela buceta ruiva babada.
— Porra, que tesão do caralho — ela disse, ofegante quando se livrou do meu pau.
— Só queria ter gozado no rosto dela.
Ela voltou a me chupar. Falar essas sacanagens era como um gatilho para Sofia, ela ficava mais voraz, sugava meu pau com força.
— Não aguento mais, preciso que você me foda — ela arrancou a calça de moletom junto a calcinha. — Me fode igual você fodeu a minha namorada.
Imediatamente a virei, o corpo dela era pequeno, magro, então o mínimo de força já conseguia movimentá-la para onde quisesse. Fiz ela se curvar na mesa, colando o rosto nas anotações que ela fazia até pouco tempo, o rabo arrebitando para mim e a buceta pingando o mel. Encaixei meu pau na entrada e comecei a forçar, ela estava tão molhada que escorregou para dentro de uma vez.
Apertei sua cintura e comecei a meter, puxando seu corpo contra mim. Sofia gemia como uma vagabunda enquanto a impalava na minha pica. A puxei para perto, apertei seus peitos miúdos por baixo do blusão que ela vestia.
— Caralho... caralho... — ela gemia sem parar. — Faz tanto tempo...
Continuei metendo, com força, fazendo ela se engasgar.
— Tanto tempo que um pau não me fode assim — ela continuou.
— Quer provar da sua buceta no meu pau? — perguntei não parando de meter um segundo.
Ela soltou um grunhido que entendi como um sim. Me afastei, tirando minha pica de dentro dela, ela logo se pôs de joelhos e engoliu tudo de uma vez, estava tão faminta e abocanhou com tanta força que quase perdi o equilíbrio.
Agarrei seu cabelo e voltei a foder a boca de Sofia, aquela boca pequena, apertada, quente e macia, enquanto sua língua trabalhava nas bolas quando os lábios apertavam a base da minha rola.
Em certo momento, a peguei nos braços e a coloquei nos meus ombros, indo em direção ao quarto, quando entrei, joguei Sofia na cama.
— Vai me foder na mesma cama em que a Lana dorme? — ela riu, logo abrindo as pernas.
A puxei pelas pernas até a beirada da cama, fiquei em pé ao lado e logo enfiei meu pau em sua buceta novamente, estocando sem piedade na racha molhada que parecia me sugar para cada vez mais fundo. Ela, num movimento rápido, tirou o blusão, logo ficando completamente nua, aproveitei para tirar também as peças de roupas restante e as joguei de lado. Voltei minha concentração para o corpo dela, os peitos pequenos balançavam um pouco com a velocidade das metidas, a fodia com tanto tesão que até a cama rangia e saia um pouco do lugar. Nem preciso falar dos gemidos dela, ela quase gritava quando gozava, o que ocasionou no inevitável.
Tomei um leve susto quando vi que Lana estava parada na porta do quarto com os braços cruzados, nos observando com um sorriso de canto. Mantive a postura e fingi que não havia visto, continuei concentrado em foder a loira ninfeta que nem havia percebido a presença da namorada.
— Na nossa cama, Sofia? — Lana quebrou o silêncio, finalmente sendo notada por nós dois. — É sério?
— Oi... amor... — Sofia tentou falar entre os gemidos.
— Cala a boca, vadiazinha — Lana se aproximou de nós dois, fitando o olhar em mim. — E você deve estar adorando, não é? Nem parou de comer a minha namorada, mesmo comigo aqui.
— Desculpa por isso, mas eu devia um favor para a Sofia — respondi apertando mais as coxas de Sofia, abrindo um pouco mais suas pernas, conseguindo meter um pouco mais fundo.
— Favor? Que favor? — Lana perguntou, séria.
— O dá água do poço, ela analisou, então fiquei devendo esse favor a ela.
— Putinha descarada — Lana voltou o olhar para a namorada que contorcia o rosto e revirava os olhos, gozando. — Você não perde a chance, não é?
Lana se virou, achei que iria sair do quarto, mas ela parou e se sentou na poltrona no canto do quarto, cruzou as pernas e continuou observando nós dois.
— Vai ficar ai assistindo? — Sofia apoiou os cotovelos na cama, terminando de gozar.
— Vou, algum problema? — Lana rebateu, arquando uma sobrancelha. — E nada de beijar ele, entendeu?
— Certo, certo — Sofia me empurrou com o pé. — Deita, vou mostrar para a Lana como que senta num cacete.
Obedeci, me sentia no fogo cruzado das duas, elas se encaravam, não parecia ciúme, porque se fosse, com certeza já tinha levado um tiro na cabeça com a arma de Lana. Sofia veio por cima, meu pau foi direto a sua buceta e ela começou a quicar, com força, tanta força que não fazia muito sentido aquele corpo magro e pequeno aguentar tanta pica.
As vezes Sofia me olhava nos olhos, as vezes voltava a encarar Lana. Eu podia estar maluco, mas com certeza vi Lana mexendo os dedos entre suas coxas. Ok, com certeza estava imaginando coisas, voltei a atenção para a loirinha maluca fazendo meu pau de trampolim. Apertei suas coxas e comecei a me movimentar também, meu pau ia fundo nela, Sofia voltou a gemer feito uma putinha no cio, aproveitei para dar alguns tapas em sua bunda, logo meu dedo deslizou até seu cuzinho, comecei a massagear.
— Se você se comportar, também te deixo foder meu cuzinho, ok? — Sofia sussurrou para mim, sem que a namorada ouvisse.
Apenas assenti, continue fodendo ela como se não houvesse amanhã.
— Me beija — ela sussurrou de novo, agora com um sorriso no rosto.
Antes que eu pudesse responder, franzir a testa ou formular uma resposta na cabeça, Sofia chegou mais perto e nossos lábios se encontram, sentia a língua dela invadindo a minha boca, retribui o beijo, ao mesmo tempo, senti o meu limite chegar. Sofia percebeu que eu não iria aguentar muito mais, ela se levantou um pouco, desgrudando a boca dela da minha e foi direto engolir meu pau, me punhetou um pouco e logo já estava a preenchendo de esperma.
Acho que aquele foi o melhor orgasmo que já tive na vida, não pelas habilidades da Sofia, ainda assim preferia a Kendra. Mas toda aquela situação criou uma tensão sexual que mal conseguia explicar. No fim, senti o olhar da morte de Lana, um olhar frio. Eu não havia prometido nada a ela sobre o beijo, o acordo foi verbal entre as duas, mas mesmo assim, o suficiente para deixá-la brava.
— Ops — Sofia se deitou ao lado, encarando Lana. — Acho que não cumpri nosso acordo.
Já me levantei e comecei a recolher minhas roupas.
— Eu já sabia que você ia fazer isso — Lana se levantou e foi direto em direção a Sofia.
— E qual vai ser a minha punição, hein?
— Você vai ser, cadela. Fodendo desse jeito, parece que está no cio.
— Uhum, estou mesmo, que tal você sentar com esse rabo na minha cara? — Sofia mordeu o lábio.
— Você ama o meu rabo, não ama? Vadia! — Lana deu um tapa no rosto de Sofia.
Fiquei observando a cena enquanto me vestia, as duas pareciam nem se dar conta que eu estava ali. Elas continuaram se provocando, foi quando Lana começou a se despir, decidi que era a hora de deixá-las sozinhas. Os gemidos começaram quando alcancei o fim do corredor.
O sol estava se pondo, precisava me apressar e voltar para casa, se não iria me complicar no breu que iria se formar na chegada da noite. Corri até a casa e diminui o passo quando avistei a estrutura de longe.
— Você demorou — Kendra estava sentada no sofá quando cheguei. — Como foi com a Sofia?
— Se eu te contar, você não vai acreditar.
— Tenta, talvez eu acredite.
— Primeiramente, sobre a água — me sentei no sofá ao seu lado. — Não está contaminada.
— Não precisamos mais ferver?
— Não.
Kendra ergueu os braços e respirou fundo.
— Que bom, não aguentava mais — ela reposou os braços e relaxou um pouco no sofá, se deitou e colocou os pés em cima das minhas coxas. — E foi só isso?
— Então — comecei a apertar os pés dela, fazendo uma leve massagem. — Com essa análise da água, acabei devendo um favor para as duas.
— Ok, é justo, faz sentido.
— Sofia cobrou esse favor.
— E o que ela pediu?
Fiquei em silêncio.
— Conhecendo a Sofia e pelo seu silêncio, foi algo bem safado, certo? — Kendra assumiu.
— Sim, foi, ela pediu para eu foder ela — passei as mãos até os dedos do pé da Kendra e continuei a massagem. — Ela queria causar ciúmes na Lana, disse que iria gemer até a namorada entrar na casa e me ver fodendo ela.
— Aquelas duas são inacreditáveis — Kendra riu.
— Pois é.
— E Lana pegou vocês dois?
— Sim, e só disse para a Sofia não me beijar.
— Então você pode foder a Sofia na frente dela, mas não pode beijar?
— É o que eu achei estranho, mas parece que Lana já sabia que Sofia não iria cumprir com isso.
— Ah, então Sofia te beijou.
— Sim.
— E o que Lana fez?
— Nada, mas as duas se atracaram na cama, se provocando — respirei fundo e relaxei as mãos. — Foi só eu sair da casa que os gemidos da Sofia começaram.
— Cara — Kendra começou a rir. — Essas duas são completamente malucas.
— Completamente insanas.
— Parabéns, agora você fodeu suas duas novas vizinhas — ela balançou o pé, pedindo mais massagem.
— Antes que eu esqueça, Lana comentou sobre alguém nas redondezas — voltei a apertar o pé de Kendra.
— Alguém? Uma pessoa? — Kendra se ajeitou, ficou mais séria.
— Isso, pelo jeito rouba comida e água o suficiente para si mesma para durar alguns dias, parece inofensivo, mas vamos ficar alertas.
— Ok, agora fiquei com medo.
— Não se preocupa, vou te proteger.
Silêncio.
— Você não acha que o tempo está passando rápido demais? — Kendra quebrou a quietude.
— Sim, também estou com essa impressão, acho que estamos tão ocupados que nem estamos percebendo.
Silêncio novamente.
— Mas estou feliz de estar aqui com você — Kendra deu um sorriso, satisfeito e curto.
— Também estou feliz de estar junto contigo.
Ela me encarou, os olhos dela se fixando nos meus por mais tempo que deveria.
