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Relato VIII - Vinte minutos

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Um conto erótico de Leandro Gomes
Categoria: Gay
Contém 2378 palavras
Data: 29/06/2026 23:15:58

Fazia muito calor naquele dia, mas naquele banheiro estava confortável até demais. Eu nunca tinha visto aquele cara na minha vida, e estava ali próximo demais dele, tocando seu pau que estava tão duro e era tão volumoso que me causava um tesão enorme, naquela adrenalina da possibilidade de sermos pegos em local público.

Enquanto o masturbava à frente dos mictórios, ele mexia os quadris para frente e para trás como se estivesse me fodendo. O pau dele pulsava na minha mão todo lubrificado com o pré-gozo, aquele líquido transparente e viscoso, com sabor salgadinho que amo lamber. Ao mesmo tempo, ele me masturbava também, segurando meu pau de 17 cm com firmeza.

Eu desejava me abaixar ali mesmo e engolir a vara dele até engasgar, queria lamber seu saco grande que estava preso naquela cueca boxer vermelha. Porém, senti um medo inicial de sermos pegos, pois estávamos no banheiro de um supermercado à tarde. Qualquer um podia entrar ali e nos flagrar no ato. Mas o que realmente me fez sair dali foi eu olhar para minha mão esquerda e ver meu anel de casamento, que me trouxe a visão do meu marido instantaneamente: lindo, sorridente como sempre, com aquele olhar terno que tanto me acalma quando estou ansioso ou agitado.

Meu nome é Aloísio, tenho trinta e sete anos, sou moreno, 1.72m, forte sem ser definido, com pernas grossas, um corpo que sempre chamou atenção mais pela presença do que pela forma, e, se isso importa para a história que estou contando, também sou bonito, embora eu tenha levado anos para admitir isso sem parecer vaidoso. Durante muito tempo eu acreditei que a fidelidade era uma qualidade que alguém simplesmente possuía, como a cor dos olhos ou o tom da voz. Eu me orgulhava disso. Nunca havia traído meu marido. Nunca. Em todos os anos em que estivemos juntos, jamais existiu uma mensagem escondida, um beijo roubado, um encontro clandestino ou qualquer mentira maior do que aquelas pequenas omissões da vida cotidiana, as que não machucam ninguém. Eu realmente acreditava que era incapaz de cruzar aquela linha.

Hoje entendo que eu estava olhando apenas para o resultado, nunca para o caminho. Porque, sendo completamente honesto, existia um hábito silencioso que alimentava uma parte de mim que eu fingia não conhecer. Sempre gostei de olhar para os homens que eu achava atraentes, de observar seus corpos com uma atenção que eu disfarçava até de mim mesmo, reparando no jeito como a camisa marcava os ombros, como a bermuda ou a calça desenhava a bunda, como certos movimentos deixavam evidente se havia ou não volume ali embaixo, e eu fazia isso em silêncio, sem nunca transformar aquele olhar em ação, como se bastasse observar para manter tudo sob controle. Eu dizia a mim mesmo que era apenas curiosidade, uma espécie de distração passageira, algo que desaparecia tão rápido quanto surgia, mas talvez eu devesse ter prestado mais atenção nesse lado de mim, talvez eu devesse ter entendido que certas fantasias, quando alimentadas em silêncio por tempo demais, não desaparecem; elas apenas esperam a primeira brecha para se tornarem outra coisa.

Era um sábado abafado, daqueles em que até o estacionamento do supermercado parecia exalar calor, e eu me lembro de cada detalhe porque, desde então, minha memória insiste em voltar exatamente para esse dia, como se quisesse me punir repetindo a cena até que eu aprendesse alguma coisa com ela. Meu marido havia ficado em casa limpando a varanda enquanto eu saía com a lista de compras dobrada no bolso. Antes de partir, dei um beijo em sua testa, ouvi sua voz lembrar que eu não esquecesse o café favorito dele e o detergente, sorri como sempre sorria e entrei no carro acreditando que voltaria dali a pouco.

Chegando no supermercado, um desses “atacarejos”, senti vontade de usar o banheiro. Olhei no relógio: 16:43 h. O banheiro ficava do lado de fora do supermercado, com paredes de azulejos claros já marcadas pelo tempo, iluminação branca demais e um cheiro característico de desinfetante misturado à umidade permanente. Era um lugar comum, impessoal, feito para que ninguém permanecesse ali mais tempo do que o necessário, e talvez por isso mesmo tenha me parecido tão inofensivo quando entrei sem pensar.

Usei um dos mictórios e senti aquele alívio gostoso da bexiga se esvaziando enquanto mirava a urina nos pelos caídos dentro do mictório, fazendo-os escorrer até o ralo. Depois que terminei, caminhei até a pia, abri a torneira e comecei a lavar as mãos. Foi então que um homem saiu de uma das cabines e se aproximou da pia ao lado.

Ele parecia ter menos de trinta anos, uns vinte e sete talvez. Era moreno, da mesma altura que eu talvez, com um corpo comum à primeira vista, mas bem distribuído, daqueles que não chamam atenção por exagero e sim pela harmonia, vestia calça social escura e uma camisa social clara com as mangas dobradas até os antebraços. Havia nele uma firmeza discreta que se revelava nos movimentos naturais, e mais tarde eu descobriria que sob a roupa existia um abdômen marcado, uma barriga tanquinho lisa com penas um caminho fino de pelos que desciam para a pélvis, sem ostentação, como se ele não precisasse exibir nada para ser notado. Tinha cabelos muito pretos, cortados bem curtos, barba completamente raspada e um rosto marcadamente masculino, bonito sem parecer vaidoso, com aquela expressão de safado, mas sem vulgaridade, apenas com uma confiança quase insolente no próprio efeito sobre os outros. O que mais me chamou atenção, entretanto, não foi sua aparência física, mas a maneira como ele ocupava o espaço, como se soubesse exatamente o que estava fazendo ali e como se estivesse acostumado a perceber quando alguém, como eu, começava a vacilar.

Foi justamente quando meus olhos desceram por um instante que percebi um volume bastante evidente sob o tecido da calça. E nesse momento, ele deu uma pegada no pau para me provocar. Desviei imediatamente o olhar. Meu coração acelerou por vergonha, não por desejo. Ou pelo menos foi isso que tentei acreditar naquele primeiro segundo. Mas então aconteceu algo que ainda hoje não consigo explicar. As palavras simplesmente escaparam antes que minha consciência pudesse alcançá-las.

— Nossa... está duro aí, hein?

Assim que ouvi minha própria voz ecoando naquele banheiro vazio, senti o rosto aquecer. Era como se eu estivesse observando outra pessoa cometer aquele erro enquanto permanecia preso dentro do próprio corpo, incapaz de voltar atrás. Ele, por sua vez, não demonstrou qualquer surpresa. Apenas sorriu. Um sorriso pequeno, quase divertido, daqueles que não pedem licença para existir.

Por alguns segundos ficamos apenas nos encarando, enquanto o som da água escorrendo parecia absurdamente alto naquele ambiente silencioso. Então ele perguntou, com uma naturalidade desconcertante:

— Gostou? Quer ver?

Naquele instante eu poderia simplesmente ter ido embora. Ninguém me segurava, ninguém me ameaçava. A escolha era exclusivamente minha. Mesmo assim, permaneci imóvel. Olhei para a porta. Olhei novamente para ele. E, antes mesmo que minha razão encontrasse argumentos para impedir aquilo, fiz um discreto movimento afirmativo com a cabeça.

Nós dois caminhamos em direção aos mictórios. Ele imediatamente tirou a rola para fora. Era um pau lindo, um belo instrumento de uns 21 cm, grosso, veiúdo, cabeça rosada que saía do prepúcio à medida que a mão dele deslizava pelo tronco envergado. Eu tirei o meu pra fora também, igualmente muito duro, e comecei a me masturbar. Meu pau tem 17 cm, é grosso, reto, veiúdo também, circuncidado, com o saco grande e pesado - culhão de macho. Então, ele pegou no meu pau e me disse pra pegar no dele também. Peguei com vontade, masturbando-o enquanto ele se movimentava como se estivesse fodendo minha mão. Parecia que queria gozar logo antes que alguém entrasse pela porta. Mas, por alguma obra do acaso, ninguém mais entrou ali.

Senti um tesão enorme na mesma medida que meu medo de sermos pegos. Meu pau pulsava na mão dele e o dele na minha. Eu gozaria em pouco tempo. Mas aí, um “pequeno detalhe” me fez parar de repente: o brilho da aliança de ouro 24k que meu marido Jonas me deu quando me pediu em casamento.

O silêncio que veio depois pareceu durar muito mais do que realmente durou. Minha respiração ficou descompassada, meu peito subia e descia com força. Minha mente foi iluminada pelo brilho daquela aliança como um clarão repentino.

Soltei o pau do cara e me afastei imediatamente enquanto guardava minha rola dura dentro da cueca. Passei as duas mãos pelo rosto como quem tentava despertar de um sonho ruim.

— Eu preciso ir.

O moreno pareceu não entender. Perguntou o motivo. Demorei alguns segundos para responder porque a palavra “casado” pesava mais do que eu imaginava. Quando finalmente consegui pronunciá-la, senti como se estivesse confessando um crime.

Ele tentou insistir dizendo que era só uma punheta, que já estava perto de gozar, mas eu rejeitei. Ele então retirou o celular do bolso e perguntou se eu não queria deixar meu número pra gente combinar em um local mais reservado. Olhei para aquele aparelho durante alguns segundos, e pro pau dele duro ainda pra fora da calça. Era impressionante como uma decisão tão pequena podia abrir caminho para tantas outras. Balancei a cabeça negativamente e saí dali quase às pressas.

Entrei no supermercado empurrando um carrinho qualquer, tentando convencer a mim mesmo de que tudo terminara naquele banheiro, mas a verdade é que eu mal havia dado alguns passos entre as prateleiras quando senti a necessidade absurda de voltar, denunciada pelo volume entre minhas pernas que insistia em continuar visível. Antes mesmo de começar a pegar os produtos, virei no corredor, atravessei a entrada e retornei ao banheiro com o carrinho ainda vazio. No caminho, como se o destino tivesse decidido me testar uma última vez, encontrei o cara vindo na direção oposta. Ele me viu primeiro, eu o vi depois, e naquele instante não houve surpresa, apenas uma espécie de reconhecimento silencioso que me atravessou inteiro. Eu não disse nada; apenas acenei com a cabeça, um gesto curto, quase imperceptível, chamando-o de volta. Ele entendeu na mesma hora e apenas me seguiu.

Entramos no banheiro e fomos direto para a última das três cabines reservadas. Eu mesmo abri sua calça e a puxei até abaixo de sua bunda incrivelmente linda. Então, com uma urgência sem precedentes, abaixei a minha bermuda até os joelhos e cuspi na rola dele. Fiquei de costas, segurando sua rola para direcioná-la ao meu cu; ele cuspiu também na cabeça do pau e começou a forçar entrada. Doeu pra caralho, mas o tesão era ainda maior. Rapidamente, meu cu engoliu os 21 cm daquele moreno.

Ele levantou a camisa, expondo sua barriga tanquinho a qual fiz questão de olhar e acariciar, e iniciou estocadas firmes e profundas. “Que loucura!” – pensei comigo mesmo enquanto era enrabado pelo estranho. O cara me agarrou por trás e socou com mais força. Ele arfava e continha o gemido, tentando não fazer barulho, mas naquele ritmo foi impossível. O pau dele entrava e saía deslizando e atingindo no fundo, tocando minha próstata de forma incrível. Eu nem precisei me masturbar, apenas senti o gozo vindo e aí peguei no pau e comecei a gozar no canto entre o vaso sanitário e a parede. Foi delicioso, não posso negar, gozar com aquela tora no cu. Eu ainda sentia as contrações lá atrás quando ele tirou a pica rapidamente e a mirou pra parede oposta, gozando vários jatos de porra.

Quando tudo acabou, o silêncio foi infinitamente mais difícil de suportar do que qualquer palavra poderia ter sido. Saí da cabine direto pra pia. Lavei as mãos demoradamente diante do espelho, mas era como se a água escorresse apenas sobre minha pele, incapaz de alcançar o lugar onde a culpa realmente havia se instalado. Observei meu reflexo e tive dificuldade em reconhecer aquele homem. Não porque tivesse mudado por fora. Mas porque, pela primeira vez na vida, eu soube que era capaz de trair a pessoa que mais amava.

Saí sem dizer nem olhar para o cara que tinha vindo para meu lado na pia. Ao sair, olhei para o relógio novamente: 17:03 h. Voltei para o supermercado. O carrinho permanecia exatamente onde eu o deixara. Peguei café, arroz, frutas, produtos de limpeza, exatamente como meu marido havia pedido. Cada objeto parecia me acusar em silêncio.

Eu pegava as coisas com as mãos ainda trêmulas, como se o simples ato de escolher uma marca ou outra pudesse me devolver alguma normalidade, mas nada voltava ao lugar. O corredor dos enlatados parecia mais estreito, a luz do teto parecia um holofote me acompanhando, o barulho dos outros clientes parecia mais distante, como se eu estivesse andando dentro de uma versão defeituosa da minha própria vida. Eu me lembrava do rosto do meu marido, da confiança tranquila com que ele me entregara a lista de compras, da maneira como sorriu quando eu disse que voltaria logo, e cada lembrança dessas me feria com uma precisão quase física, porque eu sabia que, minutos antes, eu havia feito algo que não podia ser desfeito.

Quando cheguei em casa, ele abriu um sorriso ao me ver entrando pela porta e perguntou, com a simplicidade de quem confia completamente na pessoa que ama, se eu havia encontrado a marca do café que ele gostava.

E foi naquele instante que compreendi onde realmente começava a punição. Ela não estava no banheiro do supermercado. Não estava na cabine. Nem mesmo na lembrança daquela transa rápida. Ela estava naquele sorriso, e na confiança que ele depositava em mim sem fazer a menor ideia do que eu havia acabado de destruir.

Desde aquele sábado, nunca mais fui capaz de olhar para a palavra “fidelidade” da mesma maneira. Desde aquela tarde, nunca mais saí de casa sem ir ao banheiro antes.

Eu continuo amando meu marido. E é talvez justamente por isso que a culpa nunca tenha me deixado.

Se pudesse apagar um período da minha vida, apagaria aqueles vinte minutos. Não porque queira esquecer o desconhecido. Mas porque daria qualquer coisa para voltar a ser o homem que entrou naquele supermercado acreditando, com toda a sinceridade do mundo, que jamais seria capaz de trair quem amava.

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