Mimha irmã tirou a roupa na minha frente!

Um conto erótico de O Libertino
Categoria: Heterossexual
Contém 568 palavras
Data: 04/06/2026 00:13:54

Ontem à noite, eu e minha irmã estávamos lá no porão, cumprindo o ritual sagrado da nossa geração: fumando um enquanto o mundo girava em vídeos de quinze segundos no TikTok. Estávamos bem chapados. O bong passava de mão em mão como um cálice profano, e a gente ria de bobagens que, à luz do dia, teriam vergonha de existir.

Em determinado momento — não saberia dizer exatamente quando, porque o tempo tinha derretido um pouco —, ela se levantou. Minha irmã. Levantou-se com a naturalidade de quem vai buscar um copo d’água na geladeira, e começou a tirar a roupa. Blusa, sutiã, calça, calcinha. Desceu pelas pernas com uma simplicidade absurda. Pronto. Completamente pelada. Sem anúncio, sem trilha sonora, sem nenhum daqueles avisos que a vida costuma dar antes de cometer uma imprudência.

Eu vi tudo. Ela ficou ali, de frente para mim por uns segundos, os peitos à mostra, os bicos escuros, a barriga lisinha, o triângulo escuro entre as pernas perfeitamente visível. Tudo. Sem esconder nada. Depois, como se tivesse acabado de resolver uma coceira incômoda, deitou-se de novo no sofá, pernas ligeiramente abertas, o corpo inteiro exposto sob a luz amarelada da lâmpada do porão. Com uma clareza que a maconha, ironicamente, costuma turvar. E ali fiquei, paralisado, o isqueiro ainda aceso na mão, queimando inutilmente o polegar.

Não era desejo puro, embora houvesse um pouco dele, traiçoeiro, latejando ali embaixo. Era mais um choque antropológico profundo. Aquela era minha irmã. A mesma que brigava comigo por causa do controle da TV desde os oito anos. E agora sua buceta estava ali, descaradamente à mostra, a poucos metros de distância, exposta como uma natureza-morta moderna, deitada no sofá surrado do porão, enquanto o TikTok continuava reproduzindo vídeos de gente dançando coreografias idiotas.

Fiquei uns bons minutos assim, olhando. Não conseguia desviar o olhar. Ela nem parecia ligar. Respirava calma, os seios subindo e descendo devagar, como se estar nua na frente do irmão fosse a coisa mais natural do mundo. Depois, como bom brasileiro, fiz o que se faz em situações absurdas: voltei a fumar. Passamos mais duas horas assim, eu fingindo que nada tinha acontecido, ela completamente nua, peladona, ambos vendo vídeos de cachorros fazendo coisas improváveis. De vez em quando eu dava uma olhada. Ela, às vezes, me olhava de volta e sorria de leve, chapada demais para sentir vergonha.

Acordei agora há pouco, com a boca seca e a alma meio fora do lugar. Ela já tinha subido. O sofá estava vazio, como se o episódio tivesse sido um sonho particularmente vívido e sem noção.

Não sei o que pensar. Parte de mim quer acreditar que foi só a erva fazendo das suas. Outra parte, mais veríssima, desconfia que a gente passa a vida inteira construindo camadas de decência, pudor e convenções sociais, até que um baseado e um tédio existencial qualquer derrubam tudo num piscar de olhos.

No fim, o que mais me intriga não é o fato de ela ter ficado nua. É a naturalidade com que fez isso. Como se, por um breve momento, o véu tivesse caído e ela tivesse lembrado que, antes de irmão e irmã, antes de pudor e vergonha, a gente era só dois primatas pelados dividindo o mesmo pedaço de savana suburbana.

E o pior: hoje à noite, quando descermos de novo, eu sei que vamos acender o bong como se nada tivesse acontecido.

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