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O sol da manhã

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Um conto erótico de Pedro
Categoria: Gay
Contém 2203 palavras
Data: 30/06/2026 10:06:44
Última revisão: 30/06/2026 10:13:43

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Domingo de manhã, Pedro acorda cedo, como de costume, e começa sua rotina diária antes mesmo do sol nascer. 5:30. Já fazia uma semana que o tempo estava feio e isso desanima muito Pedro que, aos 45 anos, casado, sem filhos e, em uma ‘crise de meia idade’, anda muito pensativo. Mesmo assim, o tempo dá sinais de que o dia vai ser bom. Isso o anima de tal maneira que ele toma seu banho, coloca sua roupa de malhar, sim, Pedro é um homem metódico, tem seus rituais, e vai para a academia.

A academia que Pedro frequenta fica próxima a sua casa. Dessas academias que tem gympass/wellhub, o que facilita muito a vida de Pedro que, por razões de trabalho, eventualmente precisa viajar. Pedro já frequenta academia há algum tempo, porém o seu treino havia mudado recentemente e ele ainda está meio perdido.

Ele sempre foi uma pessoa que aprendeu muito observando e isso é uma característica que ele trás desde a infância. Sempre foi muito 'visual'. Aliás, a visão e o olfato são seus sentidos mais apurados e, por isso, disfarçadamente, observava o rapaz no aparelho ao seu lado executando as séries, enquanto ele se preparava para iniciar as suas.

O funcionamento do aparelho ele já conhecia, a execução do movimento também, porém, por ser perfeccionista e metódico, Pedro queria fazer tudo da melhor maneira possível. Primeiro por questões de rendimento, Pedro trabalha com planilhas, cálculos, etc., segundo por questões de não causar lesões futuras. Importante para quem já está se preparando para uma vida longa e saudável.

Ao mesmo tempo, ele não deixava de reparar no rapaz que fazia aquelas execuções de maneira quase hipnótica. Eram movimentos ritmados que destacavam a musculatura de forma que ficava até difícil Pedro disfarçar que não estava reparando no moço.

O cara devia ter entre 20 e 30, não parecia mais velho que isso, moreno, não muito forte, cerca de 1,75, malhado na medida certa, cabelo encaracolado cortado bem baixo, cavanhaque e bigodinho bem pretos, estilo de malandro, fone nos ouvidos e boné. Uma delícia de chocolate ao leite que gemia baixo enquanto executava aqueles movimentos ritmados. Suava levemente, o que deixava úmida sua regata azul clara, principalmente abaixo do sovaco, e que delícia de sovaco! Pelos aparados, bem pretos, um sovaco bem cavado, bem desenhado, como se fosse esculpido em mármore por um artista.

Por um instante Pedro saiu do devaneio que aquele corpo hipnotizante estava lhe provocando, ali, bem ao seu lado, ao alcance da sua mão, e voltou a realidade que pesou sobre a sua cabeça. "Pedro, você é casado, tem compromisso, sua mulher está em casa, dormindo, te esperando... e o que diriam as pessoas se soubessem desse seu lado?!". "Foco no treino!".

Ao fim da primeira série Pedro parou para tomar água e ‘desanuviar’. Olhou para o outro lado da sala, havia uma vidraça que dava para uma praça. Caminhou até ela e ficou por um minuto observando a vista, o sol, as pessoas que passavam, a vida que se desenrolava naquele dia que se fazia mais solar do que nunca. Porém aqueles pensamentos continuavam rodando sua mente: “Por que agora?”, “Por que nesse momento da minha vida?”, “Tudo está dando tão certo...”, “Você já deixou isso lá atrás, não é hora de estragar tudo...”

Pedro rapidamente voltou a realidade objetiva e ao seu equipamento para finalizar suas séries. Ele não deveria ficar 'alugando' as máquinas por muito tempo, afinal há outros usuários que também precisam utilizar os aparelhos. Tentou desviar o olhar, fingir que não viu o rapaz ao seu lado, e até conseguiu, evitando assim um de seus sentidos mais apurados, mas aqueles gemidos eram impossíveis de não serem ouvidos.

Ainda mais porque Pedro não gostava de malhar com fones de ouvido, sempre preferiu ouvir o ambiente e estar atento a tudo ao seu redor. E aqueles gemidos, ahhhhhh, aqueles gemidos eram como sussurros ao pé do ouvido de Pedro. Logo começou a sentir um gelo por dentro, o coração disparou, ao mesmo percebeu aquela sensação deliciosa de 'cócegas' em seu pau, que crescia em sua calça. "PQP!" "Não vai dar para disfarçar!"

Pedro é um cara normal, não é superdotado, mas a depender do nível de excitação, e com aquelas calças e cuecas mais folgadas, ficaria impossível não perceber o ocorrido. Então, rapidamente e em um pulo, saltou do equipamento. Ele iria em direção ao banheiro imediatamente.

Porém, o que Pedro não esperava, é que no mesmo momento o rapaz também havia levantado do aparelho ao lado e Pedro acabou esbarrando em cheio no moço. Pedro pediu desculpas, todo desconcertado:

Foi mal!

O rapaz só assentiu com a cabeça como quem diz “Não foi nada” e deu um sorrisinho de canto de boca.

Pedro partiu em disparada atravessando rapidamente o salão, passando por entre os aparelhos sem esbarrar em mais nada nem ninguém. A academia não estava muito cheia, ele entrou no banheiro, foi direto para uma das cabines e fechou a porta logo em seguida.

O banheiro estava vazio, dava pra ouvir o som ambiente. Pedro percebia em seu ouvido as pulsações de seu coração. Ele estava ali, parado, em frente ao sanitário, olhando para baixo, aquele volume nas suas calças, quase que saltando pra fora da roupa, pulsando no mesmo ritmo do coração que zumbia em seus ouvidos. A cabeça a mil, tantos sentimentos, tantas emoções, "O que está acontecendo comigo?".

Não houve tempo para uma resposta mental. Pedro sentiu a porta do reservado abrir-se em suas costas, na pressa de entrar ele não havia trancado. "Meus deus, quem é que entra em um reservado com a porta fechada!?", "Todos os outros estavam abertos e o banheiro estava vazio!".

Ao se virar, Pedro dá de cara com aquele moço, aquele do esbarrão, o do aparelho ao lado, o dos gemidos, sim, o próprio, frente a frente com ele, corpos a poucos centímetros um do outro. O choque foi tamanho que Pedro só abriu a boca e deixou escapar:

— Mas o que é iss...

No que o rapaz o interrompe, colocando a mão sobre a boca de Pedro, o empurrando levemente para trás:

— Achei que fosse um convite!

Pedro ficou em choque. Logo ele, que sempre foi acostumado a delegar, comandar, dirigir, dar as coordenadas. O cara que está no comando, engenheiro, chefe de equipe, líder de turma, um cara pró ativo. Estava agora ali, dominado por um 'garoto', e logo naquela situação?! "Não, isso não vai ficar assim!".

Com sua mão esquerda Pedro rapidamente agarrou o pulso do rapaz, descobrindo a sua boca, e com a mão direita agarrou a nuca do moleque e o trouxe rente ao seu corpo. Agora ele estava colado à pedra fria da divisória dos reservados. Os paus estalando de duros. O de Pedro apontando para a frente, parecia que rasgaria a calça e a cueca.

No encontro dos corpos, o pau de Pedro se acomodou meio que de lado, prensado na coxa do rapaz. O pau do moleque, e que pau, apontava pra cima e Pedro o sentia roçando em direção ao seu umbigo.

Ambos se olhavam fixamente, respiração ofegante, parecia que Pedro estava hipnotizado por aqueles olhos que o caçavam como os olhos de um leão, solares, cor de mel, lindos, brilhantes. Pedro sentiu-se uma caça e, ao mesmo tempo que aqueles olhos o comiam, também lhe instigaram a defender-se atacando.

Sem demora Pedro beijou o menino. As línguas se entrelaçando, a barba aparada bem baixa de Pedro roçando naquele cavanhaque e bigode bem negros do menino leão. As mãos explorando os corpos suados, e o cuidado em não fazer muito barulho por conta da publicidade do local deixavam tudo muito excitante.

Pedro lembrou do que havia visto mais cedo no treino e instintivamente levantou o braço do menino sobre a sua cabeça. Seu beijo foi se deslocando da boca para o cavanhaque, mordiscando o queixo, o pescoço, lambendo e sentindo cada pedaço daquela pele deliciosa em direção ao que havia deixado Pedro irremediavelmente excitado: o sovaco.

Aquele sovaco delicioso, com cheiro de homem, gostoso, apetitoso... Pedro parou um instante para apreciar aquela maravilha, sentir o aroma bem de perto, sugou o ar profundamente como se fosse a mais perfumada das rosas, "Que delícia!".

Pedro quase em êxtase abocanhou aquele sovaco sem miséria, lambeu, cheirou, voltou a lamber, puxou os pelinhos com os lábios, que embora aparados, eram igualmente deliciosos. Nisso o menino deu um gemido de tesão, muito mais sensual do que os que Pedro ouvira mais cedo no salão da academia Os paus pulsaram em sincronia.

Mais que de pressa, o menino enfiou a mão pela cueca de Pedro e ali mesmo começou a punhetar seu pau, sem tirar para fora da roupa. "Que tesão!", a cabeça de Pedro fervia e seu pau babava e melava toda a cueca branca que ele estava usando.

Logo Pedro voltou ao pescoço do menino e começou a beijar e a se aproximar do seu ouvido, enquanto sua mão escorregava para dentro daquela bermuda larga estilo jogador de basquete que o garoto usava.

O pau do garoto realmente era maior que o de Pedro, e mais grosso também, o que o deixou mais excitado e fez com que seu pau começasse a babar mais. A cabeça do pau de Pedro roçando na cueca junto com aquela baba estava o levando a loucura.

Pedro tem um pau com pele então quando a cabeça fica pra fora acaba sendo mais sensível e, a depender de como se manuseia aquela chapeleta vermelha, que a essa altura já deveria estar explodindo tal qual um morango do amor, de tão inchada, mais seu pau fica babão.

— PQP, vou gozar na roupa desse jeito! Sussurrou Pedro.

— Tira o meu pra fora que eu também já vou! Respondeu o moleque.

Ficaram ali, os dois, com a cabeça colada um no outro, gemendo baixinho pra ninguém perceber. Isso não durou mais do que alguns segundos e logo voltaram-se para o sanitário. Foi um festival de jatadas que pegou na privada, na tampa, na caixa acoplada, na parede, no papeleiro, na divisória, em tudo!

O rapaz rapidamente se recompôs, saiu do box, fechou a porta atrás de Pedro e sumiu como um predador que se camufla na savana.

Pedro ficou ali, em êxtase total, admirando aquela porra espirrada por todo canto. Aquilo tudo parecia uma obra de Pollock. "Isso poderia ser exposto numa galeria!" devaneou Pedro enquanto recuperava o fôlego e sorria. Ao mesmo tempo teve pena de quem teria que limpar aquela bagunça toda. Olhou no relógio "Meus deus, 8:30, estou atrasado!"

Pedro limpou-se rapidamente, saiu do box, lavou as mãos, passou uma água no rosto e correu para fora do banheiro. Lembrou da garrafinha de água que deixou próxima ao equipamento e foi pegá-la. Uma senhora estava utilizando a máquina, ele apenas sorriu, abaixou, pegou a garrafa e saiu rapidamente da academia.

Lá fora o sol brilhava imponente naquele sábado, Pedro sentiu um arrepio por toda sua pele. Como uma eletricidade. Contraste do frio do ar condicionado com o calor do dia que já se anunciava, embora fosse outono.

Na cabeça de Pedro uma confusão de sentimentos e pensamentos: "O que foi que eu fiz!?", "Você não fez nada, foi o moleque!", "Sim, os dois fizeram!", "Se a sua mulher descobrir você tá ferrado!".

A mulher de Pedro é uma renomada advogada e muito boa na área civil e da família, além do que Pedro tem uma relação de amor e companheirismo muito boa com ela.

Pedro seguiu: "Foi apenas um deslize sem envolvimento emocional." "Coisa de homem, calor do momento". "Eu amo minha esposa e é com ela que eu vou ficar, disso eu tenho certeza". Sorriu e deixou escapar em voz alta:

— O cárdio de hoje tá pago!

E, estando resolvido consigo, continuou à caminho de casa.

**

Mais tarde, naquele mesmo dia, logo após o almoço na casa dos sogros, todos conversavam na sala de estar enquanto tomavam o tradicional cafezinho. Pedro se perdia em seus pensamentos, relembrando das sensações que viveu mais cedo naquele dia.

Levantou e caminhou até a cozinha para tomar um pouco de água. Estava de costas para a porta, em frente ao filtro, quando sua sogra se aproxima por trás e comenta:

- Pedro, você está diferente hoje, está mais animado, tem algo que você queira me contar?

Pedro quase se engasgou com o gole de água que estava tomando, mas soube dissimular, aliás, com o passar dos anos ele se tornou expert quando o assunto é dissimular para se safar de situações embaraçosas.

Pedro se virou sorrindo:

— Nada não!

— Achei que vocês dois tinham alguma novidade para me contar!

A sogra de Pedro, como toda boa matriarca italiana, aguardava por netos, porém nem Pedro nem sua esposa pretendem ter filhos. Eles já tem sobrinhos que nasceram a pouco tempo, que aliás são lindos, parecem querubins dos olhos azuis como o céu, e cabelos claros e cacheados como nuvens. Para Pedro e sua mulher já basta.

Pedro suspirou profundamente, sorriu e completou:

— Deve ter sido o sol da manhã!

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"A vida é um quebra-cabeças que só faz sentido quando as peças estão encaixadas em seus devidos lugares."

In Memoriam S.R.M.B * 1963 + 2026

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