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De Mulher Exemplar Para Um Exemplo de Mulher parte VIII

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Um conto erótico de Carvuna Editoria
Categoria: Lésbicas
Contém 2208 palavras
Data: 30/06/2026 16:15:17
🤖 Texto produzido com auxílio de inteligência artificial

Natália chegou em casa quase dez da noite.

A tempestade que tinha dado trégua voltou com força. A chuva caía em cortinas grossas, os relâmpagos clareavam o céu a cada poucos segundos. Ela entrou pela porta dos fundos, encharcada, o cabelo colado no rosto, a roupa grudando no corpo.

Beraldo estava na sala, preocupado.

— Meu Deus, Natália, onde você estava? Eu liguei várias vezes!

— O celular descarregou — ela disse, mostrando a tela preta. — E aí começou essa tempestade. Tive que esperar diminuir um pouco para dirigir. Desculpa, amor.

Beraldo a abraçou. Natália sentiu o corpo do marido contra o seu. Horas antes, aquele mesmo corpo esteve colado ao de Sara. O cheiro de Sara ainda estava na sua pele. Será que Beraldo sentia?

— Vai tomar um banho quente — ele disse. — Vai ficar doente.

Natália foi para o banheiro. Abriu o chuveiro. A água quente escorreu pelo seu corpo. Ela fechou os olhos.

As imagens voltaram imediatamente.

O rosto de Sara. A boca de Sara. A língua de Sara. As mãos de Sara percorrendo cada centímetro do seu corpo. O som dos gemidos. O cheiro do suor das duas misturado.

Natália sorriu no chuveiro.

Passou o sabonete devagar pelo próprio corpo. Os seios ainda doíam levemente — Sara tinha mordido. Mamado com força. As marcas dos dentes. Ela olhou no espelho embaçado. Estavam lá. Vermelhas. Segredos escritos na pele.

Vestiu o pijama. Deitou ao lado de Beraldo.

— Tudo bem com a irmã? — ele perguntou, já com os olhos fechando.

— Tudo. Só precisava de alguém para conversar.

— Que bom que você foi.

Beraldo puxou o lençol e virou de lado. Em dois minutos, estava roncando.

Natália ficou de olhos abertos no escuro. O corpo ainda vibrava. Não era cansaço. Era deleite. Uma sensação de plenitude que ela nunca tinha experimentado. Como se cada célula do seu corpo tivesse sido alimentada depois de uma longa fome.

Ela levou a mão ao peito. O coração batia calmo. Não o ritmo acelerado das últimas semanas. Algo mais sereno. Mais completo.

Dormiu. Não sonhou com nada. Não precisava. A realidade tinha sido melhor que qualquer sonho.

Nos dias seguintes, Natália flutuou.

A irmã Lurdes notou no culto de quarta.

— Natália, você está com uma luz no rosto. Aconteceu alguma coisa boa?

— O tempo melhorou — respondeu Natália, sorrindo.

Não era o tempo.

Ela fazia as tarefas domésticas com uma leveza nova. A louça não pesava. A vassoura não pesava. O jantar saía no capricho, com temperos que ela nunca tinha usado antes.

— Mãe, isso tá muito bom — Daniel disse, à mesa. Ele ainda estava triste pelo término, mas a tristeza já não era tão afiada.

— Aprendi uma receita nova — mentiu.

Não era receita nova. Era vida nova.

Às vezes, no meio da tarde, Natália parava o que estava fazendo e ficava parada, olhando para o nada, um sorriso bobo no rosto. Pensava em Sara. No beijo. Na língua. Nos dedos. No gemido. No "eu amo você" sussurrado na escuridão.

Sentia um calor entre as pernas. Um aperto gostoso no estômago. Uma vontade de rir.

Ela estava totalmente saciada.

Não aquela saciedade de quem comeu e não quer mais. Era uma saciedade de quem descobriu um alimento novo e sabe que vai querer sempre, mas por enquanto está satisfeita. Contente. Completa.

No terceiro dia, a mensagem chegou.

"Quinta? Mesmo lugar. Mesma hora. S."

Natália leu. O coração disparou. Não de medo. De alegria.

Guardou o celular. Terminou de dobrar as roupas. Colocou na gaveta.

No almoço, Beraldo disse:

— Quinta-feira vou ter reunião dos pastores à noite. Vou jantar fora.

— Tudo bem, amor.

Daniel falou:

— Vou sair com uns amigos da faculdade quinta. Um tal de Enzo vai tocar violão num bar.

— Divirtam-se — Natália disse, com um sorriso que ela mal conseguia disfarçar.

Quinta-feira.

Estava marcado.

Ela passou os dias seguintes num estado de antecipação gostosa. Escolheu a roupa com cuidado. Passou na calça jeans que usou da outra vez. Experimentou a blusa que estava guardada há meses. Pintou as unhas dos pés — ninguém veria, mas ela sabia.

No banho, se tocou pensando em Sara. Rápido. Um orgasmo agudo que a deixou ofegante e rindo sozinha no boxe.

— O que está acontecendo com você? — perguntou ao próprio reflexo.

O reflexo sorriu. Não respondeu. Mas os olhos brilhavam.

Na quarta-feira à noite, deitada ao lado de Beraldo, ela já estava lá naquele quarto pequeno de rua das Acácias. Já sentia o gosto de Sara. Já sentia as mãos de Sara.

Faltava um dia.

Ela nunca desejou tanto a chegada de uma quinta-feira.

A quinta-feira não aconteceu. Nunca aconteceu.

No lugar da mensagem combinada, Natália recebeu um telefonema de Daniel, no fim da tarde.

— Mãe, estou chegando. Trouxe uma surpresa.

Natália estava sozinha em casa. Beraldo ainda não tinha voltado da reunião dos pastores. Ela vestia a roupa escolhida para encontrar Sara. A calça jeans. A blusa mais solta. O batom mais vivo.

— Que surpresa, filho?

— Você vai ver.

O coração de Natália disparou. Não de alegria. De um pressentimento escuro.

Quando o carro de Daniel entrou na garagem, Natália já estava na porta. Viu Daniel sair. Viu a porta do carona abrir.

Sara desceu.

Os mesmos cabelos escuros. O mesmo vestido florido que usara na despedida. A mesma boca que Natália beijara até perder o fôlego.

— Mãe, a Sara e eu voltamos — Daniel disse, sorrindo como há semanas não sorria. — Ela pediu desculpas. Disse que terminou por confusão da cabeça, mas que me ama. Ela nunca tinha estado sozinha e sentiu minha falta. Conversamos bastante. Agora será tudo renovado.Vai voltar a morar na edícula.

Sara olhou para Natália. Seus olhos não diziam a mesma coisa que sua boca.

— Dona Natália — Sara disse, com a voz doce e ensaiada que usava com os outros —, espero que a senhora não se importe.

Natália ficou parada. A mão na maçaneta. O coração aos pedaços e acelerado ao mesmo tempo.

— Claro que não — conseguiu dizer. A voz saiu estranha, mas Daniel não percebeu. Estava ocupado demais olhando para Sara. — A edícula está vazia. Sempre esteve.

Daniel pegou as malas de Sara no porta-malas. Subiu correndo para os fundos, todo solícito, querendo arrumar tudo antes que anoitecesse.

Sara e Natália ficaram sozinhas na entrada da casa.

— Pretexto — Sara sussurrou, rápida, baixo. — Voltei pelo pretexto.

Natália sentiu o coração dar uma cambalhota.

— O quê?

— O retorno do namoro. Para eu voltar. Para ficar perto de você. Depois daquele dia nosso,não dá mais pra ficarmos distantes, nem você precisando inventar descuplas pra me ver sempre.Agora,estarei aqui. Disposta.Pra você...

Daniel chamou do quintal:

— Sara, vem ver! Arrumei a cama!

— Já vou! — Sara respondeu, sem tirar os olhos de Natália. — Depois a gente conversa — sussurrou. E foi.

Natália ficou na porta. O vento da noite batia no seu rosto.

Ela entrou. Foi para o quarto. Sentou na cama.

As mãos tremiam.

Sara voltou. Voltou para a edícula. Voltou para Daniel. Mas voltou por ela.

O território agora era a própria casa de Natália. Os fundos onde Beraldo consertava as telhas. O quintal onde Daniel brincava quando criança. A edícula que Natália mesma arrumara.

Mais perto. Mais perigoso. Mais proibido.

Mais gostoso.

Nos dias seguintes, a rotina se reestabeleceu como antes. Sara ajudava na cozinha. Almoçavam juntos. Daniel sorria de orelha a orelha. Beraldo dava graças a Deus pela reconciliação.

Ninguém via.

Ninguém via os olhares que Natália e Sara trocavam por cima da mesa. Ninguém via os toques rápidos no corredor — uma mão que demorava um segundo a mais no braço, um ombro que roçava o outro enquanto passavam. Ninguém via os bilhetes que Sara deixava na gaveta da cozinha, dentro do pano de prato.

"Hoje. Meia-noite. Edícula."

Natália leu. Guardou no bolso. O coração bateu forte o resto do dia.

Naquela noite, Beraldo dormiu cedo. O ronco encheu o quarto. Natália esperou até ter certeza de que ele não acordaria. Levantou devagar. Pés descalços no chão frio. Passou pelo corredor escuro. A porta dos fundos rangeu — ela sabia qual era o jeito de abrir sem fazer barulho.

O quintal estava banhado de luar. A edícula tinha uma luz acesa.

Ela bateu. Três batidas combinadas. A porta se abriu.

Sara estava de camisola. A mesma camisola branca do sonho de Natália. O cabelo solto. Pés descalços.

Sem dizer uma palavra, Natália entrou. A porta fechou.

O quarto da edícula era pequeno. A cama de solteiro. A Bíblia na mesa. O batom ao lado.

— Eu pensei em você todos esses dias — Sara sussurrou, já tirando a camisola. — Todo santo dia.

— Eu também — Natália respondeu, desabotoando a blusa.

Caíram na cama como se nunca tivessem ficado separadas. Como se o corpo da outra fosse o único lugar onde podiam descansar.

Os beijos vieram famintos. As mãos percorreram os mesmos caminhos de antes, mas agora com mais conhecimento, mais intimidade. Sabiam onde apertar. Sabiam onde morder. Sabiam onde lamber.

— Aqui — Natália guiou a mão de Sara. — Aqui está molhado por sua causa.

— Mostra — Sara pediu.

Natália mostrou.

Os gemidos tinham que ser abafados. A edícula ficava a poucos metros da casa. Beraldo dormia no quarto. Daniel dormia no corredor.

O perigo de serem descobertas tornava cada toque mais elétrico. Cada beijo mais urgente. Cada orgasmo mais explosivo.

— Cala a boca — Sara sussurrou, tapando a boca de Natália com a mão enquanto seus dedos trabalhavam entre as pernas dela.

Natália mordeu a palma de Sara. Os olhos reviraram. O corpo arqueou.

Gozou em silêncio. O silêncio mais barulhento da sua vida.

Depois foi a vez de Sara. Natália a deitou de bruços. Beijou suas costas, sua nuca, sua lombar. Desceu. Sara enterrou o rosto no travesseiro para não gritar.

O travesseiro abafou o grito. Mas o som escapou. Um gemido longo, gutural, que fez as duas congelarem por um segundo, ouvindo se alguém na casa tinha acordado.

Silêncio.

Continuaram.

Depois de gozar, ficaram abraçadas na cama estreita. O suor grudava os corpos. O lençol estava todo enrolado. A Bíblia caiu da mesa com o movimento — nenhuma das duas se importou.

— É melhor eu voltar — Natália sussurrou, já quase dormindo.

— Mais um pouco — Sara pediu.

— Mais um pouco.

Sara então colocou Natália de quatro. Essa se arrepiou toda ao sentir a lingua de Sara no seu cuzinho. Ela abriu os olhos,impressionada,inesperado. Uma sensação que o corpo ferveu. Sara chupava o cu de Natália com total dedicação,segurando sua bunda, metendo a lingua pra valer. Não restou nada a Natália a não ser ter um longo orgasmo, um prazer intenso.

Ficaram mais. Os dedos de Sara passeavam preguiçosamente pelo braço de Natália, pelo peito, pela barriga. Sem pressa. Apenas tocando.

- Que atitude foi essa, menina!! Quase morri!

- Tenho a prática,hihihihi...

— Isso é loucura — Natália disse.

— A melhor loucura da minha vida — Sara respondeu.

Natália sorriu no escuro.

Quando finalmente se levantou para voltar, vestiu a roupa rapidamente. Antes de sair, beijou Sara mais uma vez. Longo. Molhado. Promessa.

— Amanhã? — Sara perguntou.

— Amanhã.

Natália voltou para a casa. O quintal estava silencioso. O luar iluminava o caminho. Entrou pela porta dos fundos, passou pelo corredor escuro, deitou ao lado de Beraldo.

Ele não acordou.

Natália ficou olhando o teto. O corpo ainda tremia. O cheiro de Sara ainda estava na sua pele. O gosto de Sara ainda estava na sua boca.

Ela sorriu no escuro.

O território dela. A casa dela. O risco dela.

Era proibido. Era perigoso. Era errado.

Era a coisa mais gostosa que ela já tinha vivido.

Nos dias seguintes, os encontros se multiplicaram.

Não era mais apenas à meia-noite, na edícula. Agora era em qualquer lugar, qualquer hora, sempre que a casa ficava vazia.

Na cozinha.

Beraldo tinha saído. Daniel estava na faculdade. Sara lavava louça. Natália secava. Os olhos se encontraram. Um segundo depois, Natália empurrou Sara contra o balcão, ergueu seu vestido, enfiou a mão por baixo da calcinha. Sara mordeu o lábio para não gemer. Natália a fez gozar em menos de dois minutos. Depois voltou a secar os pratos como se nada tivesse acontecido.

Na sala.

Daniel foi comprar pão. Beraldo estava no quarto, tirando uma soneca. Natália e Sara no sofá, vendo televisão. A mão de Sara deslizou por baixo da saia de Natália. Natália abriu as pernas. Os dedos de Sara trabalharam devagar, enquanto os olhos permaneciam fixos na tela. Quando Daniel abriu a porta da rua, as mãos já estavam no lugar certo. Ninguém viu nada.

Na lavanderia.

A máquina de lavar ativa, as mãos contra o aparelho, parede fria. Sara ajoelhada à frente de Natália. A língua. Os gemidos abafados pela máquina centrifugando, gemidos gostosos de Natália. O som da máquina cobrindo o resto.

No banheiro da suíte.

Beraldo tinha acabado de sair para uma visita. Daniel estava no quarto dele, de fones de ouvido. Natália puxou Sara para o banheiro, trancou a porta, sentou Sara no mármore da pia, enterrou o rosto entre suas pernas. Sara se inclinou para trás, a cabeça batendo no espelho.

Na edícula.

Quase todas as noites. A cama estreita. O chão. A cadeira branca. Em pé, encostadas na parede. Em cima da mesa, ao lado da Bíblia.

Cada lugar tinha um gosto diferente. Cada posição trazia um gemido novo. Cada gozo era uma assinatura, um segredo, um território conquistado.

Nunca eram pegas.

Mas tudo isso era arriscado

Muito arriscado.

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