Gabriela tinha um sorriso encantador. Ela era magrinha, cabelos encaracolados, covinhas nas bochechas, usava uma corrente prateada fina que escorria pelo belo decote dela. Não tinha os peitos grandes, mas também não eram pequenos demais. Gabriela nunca usava roupas modernas, gostava mesmo daqueles vestidos saia clarinhos até os joelhos. Quando ela sentava, a primeira coisa que sempre fazia era juntar as penas brancas e lindas. Além disso, quando cruzava as pernas (coisa rara) sempre estava usando um short colado, geralmente branco. Ela era maravilhosa!
Aí você pode estar se perguntando: “certo, como ele sabe de todos esses detalhes sobre Gabriela?”
Pois bem! Gabriela chegou na minha escola já no primeiro ano do ensino médio. Éramos muito focados nos estudos e quase nunca estávamos pensando em namoro ou coisa do tipo — e acreditem, é realmente sério o que estou falando. Nós tínhamos um professor que era focado unicamente e exclusivamente para aliviar essas tensões “românticas”, e ele sempre dizia “nossa, vocês precisam se soltar mais para o amor…” Imagina isso, um professor que estava lá para nos blindar, percebia tanto que estávamos tão fechados para isso que até incentivava. Só que o problema é que, de todos, certamente eu era o mais, sexualmente agoniado de todos. Nessa época eu nunca tinha visto uma mulher nua, mas me lembro perfeitamente de quando vi a Gabriela chegar na sala de aula pela primeira vez, e se sentar na carteira, abrir as pernas e colocar seu material na parte de baixo — eu estava exatamente na frente. Aquela cena me deixou completamente eufórico. Gabriela estava com uma calcinha branca e aquele “pacote” era enorme. Foram semanas completamente agoniado, até que acordei gozado, uma noite.
Ninguém se olhava, ninguém conversava, mas eu queria avançar e conhecer a Gabriela. Essa é uma característica natural de todo homem que quer ter alguma coisa, naturalmente. Você não pensa muito, apenas se aproxima. E foi em um desses dias que eu simplesmente não me aguentei.
— Oi — falei, enquanto ela estava sentava na mesa da biblioteca, parada, lendo.
— Oi, tudo bem? — Se virou pra mim, sorrindo, lindamente.
— Posso me sentar por aqui? — Fui direto.
— Pode sim, fica à vontade.
Abri um livro como quem não quer nada, mas senti logo o perfume dela. Era adocicado e aquele cheiro me fez ter rapidamente uma ereção. Uma coisa eu sabia: não poderia mais me levantar dali. Estava lendo um livro de história, mas apenas o meu olhar estava caminhando pelas linhas do livro, enquanto o pensamento era focado no perfume e na tensão que ela me causava.
— Gosta de história? — Ela perguntou, mas eu estava tão agoniado que não percebi. — Eiiiii — ela repetiu cantarolando e sorrindo.
— Oi — olhei abestalhado. — Desculpe, o que disse?
— Perguntei se você gosta de ler sobre história?
— Há, sim, muito bom — disse, quase gaguejando.
— E o que estava lendo? — Perguntou, mas ela tinha percebido que eu estava apenas olhando e mentalmente distraído.
— Há, ainda estou procurando. Eu tinha começado… sobre…
Eu gaguejei muito nesse momento. Não sabia o que falar para ela.
— É…
— Acho que já li esse livro — disse ela, tentando amenizar o vexame.
— Sério?
— Sim. É sobre a revolução francesa, mas contada pela ótica dos revolucionários. Posso te ajudar com isso, se quiser.
— Pode mesmo?
— Claro.
E naquele momento nós nos aproximamos. Trocamos nossos whatsapps e ela passou a me mandar mensagens todos os dias. Na escola, por causa das regras e do nosso foco, apenas nos olhávamos e conversávamos o básico. E foi assim que eu percebi todos os detalhes dela.