Tenho uma tara especial por motoboys. Sei lá ao certo porque, mas a figura deles, mesmo não revelando praticamente nada do corpo, me excita profundamente. Uma questão de atitude, talvez. Adoráveis rebeldes, zero juízo na cabeça, muito tesão para dar.
Sim, porque se eles posam de héteros convictos em público, até para não perderem essa fama de maus, no sigilo, adoram uma boa foda entre machos, uma brotheragem safada, uma visita com algo mais que a simples entrega.
Não perco uma oportunidade de xavecar um, a não ser quando tenham deixado claro que não é a deles. Pela minha larga experiência, diria que é mais ou menos meio a meio a proporção dos que apreciam a brincadeira e os que não.
No meu último pedido de pizza, a entrega foi feita por um daqueles cachorros loucos clássicos. Pardo, cabelinho na régua, barbinha por fazer, visual entre desleixado e vaidoso, ora tendendo mais para um lado, ora para o outro. Eu acabara de depilar as pernas e elas estavam totalmente lisas, sem um único pelo. Desci como estava, de shorts curtíssimo, justo no bumbum e deixando totalmente à mostra o belo resultado do procedimento estético. Pareciam pernas femininas, perfeitamente torneadas e muito chamativas.
Não é que ele notou... Ele ficou hipnotizado pelo que viu. Notei até uma babinha escorrendo pelo canto da boca. Os olhos me mediram de alto a baixo e pararam demoradamente na minha bunda redonda e apetitosa, claro, também exibida com orgulho.
Costumo ser direto. Mas preferi brincar em vez de convidá-lo a subir comigo. Disse que, da próxima vez, iria pedir de peperoni e querer entrega a domicílio. Ele sorriu, agradeceu pela gorjeta generosa, mas não deixou explícito o que queria. Pareceu pego de surpresa, sem saber ao certo como reagir. Meio sem graça, até, mesmo sem outros moradores na portaria. Não quis forçar a barra. Eles costumam saber o que querem. Quando querem, não tem próxima entrega que segure.
Saboreei o requeijão cremoso como se houvesse saído de outro tipo de bisnaga, em doses fartas e quentes. Mas tive de me satisfazer com o consolo, fantasiando que era o dele invadindo minhas entranhas. Não é todo dia que a paquera tem final feliz.
Mas não me dei por vencido. Na avaliação pelo aplicativo, dei algumas estrelas para a pizzaria, mas caprichei na avaliação da entrega. Ao motoqueiro de nome Tiago, escrevi algo como "serviço de primeira, profissional, entrega rápida e eficiente. Entregador simpático, gentil e... muito gostoso". Pensei um pouco antes de confirmar, mas, que fosse. Na pior das hipóteses, seria motivo de chacota entre os atendentes. Problema algum.
Gargalhando, fui dormir depois de uma digestão não tão rápida. Peguei no sono profundamente e achei que estava sonhando quando ouvi aquele toque de interfone.
Olhei na tela do celular e me assustei ao ver que já era mais de uma da manhã. Quem poderia ser àquela hora. Esperei um pouco para ter certeza de que não era sonho ou engano. Ele até parou de tocar por alguns instantes. Mas voltou em seguida. Era mesmo alguém interfonando para mim.
Alô? - disse, limpando a garganta.
Senhor Fábio?
Sim... é ele... - titubeei, não reconhecendo a voz - Quem é?
É o Tiago... Estive aqui hoje mais cedo entregando uma pizza.
Ah, sim... - respondi surpreso. Não é que ele era bem mais ousado do que parecia?
Podemos conversar?
Sobre?
Sobre a entrega... Do peperoni.
Hum...
Está quentinho, do jeito que você gosta.
Como você sabe do que eu gosto?
Abre que eu te mostro...
O clique do portão foi imediato. O silêncio do prédio era tão grande que deu para ouvir o barulho do elevador e depois dos passos se aproximando. E até do meu coração batendo mais forte, entre ansioso e amedrontado, mas, sobretudo, excitado para o que estava por vir.
Eu já não estava mais com o shorts provocante, mas com um pijama de seda lilás que também deixava bem à mostra minhas formas másculas, mas com um inconfundível toque afeminado. Tinha fotos o utilizando em poses sensuais e entendia perfeitamente porque quase nenhum macho resistia aos meus encantos. Me ver de quatro vira a cabeça de qualquer homem, até os que não são propriamente adeptos.
Ao abrir a porta, quase não reconheci. Sem os trajes de motoboy, casual, ele mantinha certo ar malandro, mas nem parecia o mesmo. Ficava até mais jovem, bonito, atraente, com um sorriso de dentes bem brancos, que eu sequer havia reparado da primeira vez.
Posso entrar?
Claro... Fique à vontade.
Posso mesmo?
Por favor...
Mal ouviu isso e já me abraçou pelas costas, puxando meu corpo em direção ao seu. O volume que senti roçar minha bunda não deu margem a engano
Não era só eu o excitado ali.
Não consegui parar de pensar nesse rabo um segundo desde aquela hora... Quase bati a moto...
É mesmo? Não precisava. Ele vai ser todo seu...
Deixei cair o shorts do pijama até o chão, sentindo agora o volume ainda maior tocar diretamente a minha pele. As mãos grandes e com aqueles calos de quem vive com elas o tempo todo no guidão se encheram com as minhas nádegas. Senti um arrepio subir do calcanhar até a nuca.
Aquela barba rala roçando no meu pescoço e palavras inaudíveis sussurradas ao pé do ouvido prolongaram e ampliaram ainda mais o calafrio por toda a espinha. Empinei bem a bundinha para me insinuar e senti os dedos das mãos afastando as duas partes. Será que ele era tão apressado assim?
Que nada!
O que senti não foi uma pica me rasgando sem dó, como se fosse uma rapidinha no banheiro ou na rua. Mas uma língua deslizando pelo meu rego, a preliminar mais gostosa que conheço. Quando o cara domina essa arte, sem frescura nem nojinho, é delírio garantido do começo ao fim.
Ah, um belo cunete. Não é todo homem que sabe fazer, mas alguns têm talento. Eu nem sou tão exigente assim, gosto de todo jeito. Ponta de língua, beijo, cuspida, mordidinha leve, ela inteira querendo entrar. Já gozei na linguada e não tenho vergonha de dizer. Mas hoje queria mais do que isso.
Virei de frente para ele, agachei no tapete do quarto, fofinho e perfeito para isso. Abri o botão e o zíper já quase estourando. A zorba branca já tinha até algumas partes molhadas, mas marcava bem o tamanho do instrumento do jovem trabalhador. Se minha régua não estivesse descalibrada, um daqueles acima dos vinte centímetros. Além de lindo e safado, pauzudo. O que mais eu poderia querer?
Tudo. A começar por provar o sabor do calzone, ops, do canelone, melhor dizendo. E era daqueles bem desenhados, que parecem até os vindos de fábrica para preencher as noites solitárias. Que pinto bonito e gostoso, o do cachorrão!
Gosto de homem cheiroso, mas, vamos combinar... Lá embaixo tem que ter cheiro de homem. Não foi por perfume que me apaixonei, desde que me entendo por gente. Foi por rola. Nem sempre bem lavada, nem sempre lisa, sem um pelo sequer. Com aquele aroma e sabor que só uma boa pica tem, de enlouquecer qualquer bom entendedor do assunto. Que nos inebria, faz perder a cabeça e cometer as maiores loucuras da vida.
Meu oral é no capricho, eles adoram. É bem babado, sem pressa, sem nenhum refugo ou engasgo, mesmo quando eles parecem querer enfiar até o fundo da garganta. A sensação de ter um pau entrando boca adentro é gloriosa, seja só a cabecinha ou ela inteira. O único problema é que isso os excita tanto que é bem comum que gozem só com algumas lambidas, beijos e sugadas. Não foi diferente com o motoca, que já tinha chegado em casa com a cueca empapada. Não demorou três minutos para se acabar ali, no meu queixo, bochechas e pescoço. Uma esporrada tão vigorosa que me pintou o rosto de branco. Olhei no espelho e me senti a mais gostosa das putas, orgulhosa por satisfazer seu macho.
Mas era ruim de eu querer só aquilo...
Ele ficou todo sem jeito, só faltou dizer que nunca tinha acontecido isso antes. Mas eu sei bem lidar com esse tipo de situação. Deitamos ambos na cama e eu fiquei acariciando o grande pedaço de carne que segundos antes estava me dando de mamar. Lambendo cada gotinha que sobrara, dando leves toquinhos de língua nas bolas esvaziadas, descendo até aquela costura que as separam do cu, enquanto uma das mãos começava lentamente o movimento de vaivém.
Aos poucos o gigante adormecido ganhava vida novamente. Não ficando, lógico, totalmente intumescido como antes, ele não tinha mais dezoito anos. Mas duro o suficiente para seguir com a missão de me dar prazer.
De ladinho não é propriamente a minha posição sexual favorita. Prefiro um bom frango assado para ver a cara do puto que me fode o rabo. Ou mesmo de quatro, onde eles socam sem dó, até deixar o precioso quase inutilizado. Essa conchinha parece mais coisa de iniciante, de namoradinho que tem dó de comer um cu.
Mas não que seja ruim ser enrabado assim... Ruim é não ser.
E essa foda romântica de baixa amplitude de movimentos também pode ser memorável. Principalmente se o parceiro for roludo, como aquele delicioso entregador. E se é depois da primeira gozada, com a segunda sendo bem mais demorada, dando todo o tempo do mundo para ser bem comido.
Mesmo com pouco espaço, as bombadas do púbis dele contra os meus quadris eram vigorosas, dando para ouvir de todo o condomínio, provavelmente. "Tá lá aquele viado dando o rabo outra vez". Adoro. Propaganda é a alma do negócio.
O anelzinho, bem lubrificado pelas linguadas do rapaz e uma generosa dose de KY, deixava entrar tudo até o fundo. Se teve uma dorzinha inicial causada pelo grosso calibre do cano, mal senti. Senti o movimento ficando mais forte e rápido, junto com gemidos que anunciavam o que estava para chegar.
O gozo não veio tão abundante quanto na face, mas foi todo ânus adentro, sem deixar escapar uma gotinha. Deu para sentir tudo escorrendo para dentro e cada pulsação daquelas veias e nervos. Pele com pele não tem igual. Bendito seja o inventor do PREP, que deixou as minhas fodas infinitamente mais gostosas. Se eu descobrir quem é, dou pra ele também.
Na hora que sai, fazendo aquele barulho inconfundível, até dói um pouco. Mas não há um pingo de arrependimento. Dizem que cu não foi feito pra isso. O meu foi, sim. É de todos os motoboys da cidade e de outras classes profissionais, sem distinção.
Quer me comer também?