Acordar sendo observada pelo meu maridinho foi um susto. Logo imaginei que tivesse falado algo em voz alta enquanto dormia, já que o pobre coitado estava ali, sentado à beira da cama, devorando-me com os olhos. Eu estava sem o edredom, completamente despida, nuzinha em pelo — ou melhor, sem pelo nenhum, pois tinha me depilado dois dias antes. Afinal, passei a dormir totalmente nua depois que me casei com o Paulo.
Somos casados há dez anos. Conheci o Paulo na igreja que frequentava com meus pais. Nosso namoro foi abençoado pelos nossos genitores e, assim que completei vinte anos, já estava no altar dizendo "sim" para um preto maravilhoso. Não nego, dei muita sorte. Ele é um homem esplêndido, amoroso, cuidadoso; ao lado dele, me sinto protegida e amada. Sou uma mulher de estrutura frágil, magrinha, delicada, baixinha e ruiva. Já o meu homem é o oposto: alto, viril, forte, amante de exercícios físicos e deliciosamente gostoso.
Mas algo ainda me aprisionava. Se é que posso me expressar assim, guardo desejos sexuais profundos e não concretizados. Quem nunca teve uma fantasia implícita?
Meu maridinho me satisfaz na cama, tenho orgasmos com ele, mas nunca tinha dado o meu cuzinho, embora queimasse de vontade. No máximo, na hora do banho, eu ousava enfiar os dedos ou o cabo da minha escova de cabelo no meu próprio ânus. Eram sensações indescritíveis. Eu ficava toda arrepiada, gozando intensamente apenas com o estímulo daquele cabo rígido. Meu esposo sempre foi tão caxias que nem brinquedinhos sexuais eu podia ter; já tinha tentado de tudo para torná-lo flexível, mas ele se mantinha irredutível. Tudo o que eu mais queria era ser destruída pelo mastro do meu negão. O cara é dono de uma piroca linda, grossa, enorme — Deus foi generoso com ele —, mas ele só me possuía na bucetinha rosada. Quantas vezes fiquei de quatro, empinadinha, torcendo para ele errar o buraco e acertar o meu rabo... Mas nunca tive essa sorte. Como praticantes dos dogmas da igreja, não saíamos das regras básicas e tradicionais. Eu queria que ele me comesse com força, com uma brutalidade gostosa, sem carinho. Queria tapas na cara, dedos apertando o meu pescoço até deixar hematomas em locais escondidos, roupas rasgadas e sussurros obscenos no meu ouvido. Mas o Paulo nem sequer se abria ao diálogo.
Já tentei conversar, mostrar que entre quatro paredes não cabe pudor ou privacidade excessiva, mas a resposta era sempre a mesma, dita com aquela voz mansa:
— Carla, eu sou tradicional e respeito os costumes da nossa religião.
A frase eu já sabia de cor. Então, passei a provocar como podia. Andava nua pela casa, ou apenas de calcinha fio-dental. Sempre abaixava para pegar algo na frente dele em posições instigantes, passava creme pelo corpo me tocando de forma luxuriosa, deixando claro o tamanho do meu tesão. Eu o procurava muito mais do que ele a mim; tenho um fogo na bacurinha que raramente cede.
Nosso momento mais quente costumava ser no chuveiro, principalmente quando ele chegava cansado do trabalho. Eu entrava com ele, passava o sabonete pelo seu corpo musculoso e, obviamente, lavava muito bem aquele piruzão. Depois, deixava o sabonete cair de propósito, ensaboando bem a minha bunda e empinando para ele. Ele até me penetrava dali mesmo, mas sempre pela frente, sem nunca avançar o sinal. O boquete, porém, sob a água quente caindo nas minhas costas, era sagrado. Eu o mamava até ele descarregar na minha boca; só saía do banho com a barriguinha cheia do leite morno do meu macho. Morango e abacaxi nunca faltavam na minha dispensa, pois gosto de sentir o gosto da porra dele bem docinha. Eu não engulia por obrigação, eu degustava aquele líquido quente. Mava muito o meu negão, às vezes engasgando com aquela rola enorme, indo até o meu limite.
E toda essa minha obsessão acabou piorando porque eu vinha sendo cortejada por um colega de trabalho. O Silvio sempre tinha um elogio diferenciado para mim e, por alguma razão, o foco dele era a minha bunda. Ele sabia que eu era casada. Eu nunca o reprimi, mas também não dava corda; no entanto, meu silêncio diante das mensagens dele era o sinal verde que ele precisava para continuar.
Outro dia, o Silvio foi explícito: disse que enfiaria a língua no meu cu e usaria a mão para esfregar o meu clitóris enquanto eu empinava para trás, facilitando para a língua dele passear pelo meu brioquinho rosado. Quando li aquilo, meu corpo ardeu. Masturbei-me relendo aquela mensagem repetidas vezes, pois era exatamente o meu sonho de consumo. Sentia-me entre a cruz e a espada. Apesar de não dar abertura verbal, as investidas dele atingiam em cheio o meu ponto fraco. Como dizem por aí: o que não tem em casa, a rua oferece.
Eu me sentia terrivelmente tentada por cada palavra do Silvio. Ele também é um negão alto, que lembrava muito o meu esposo, mas com a audácia que faltava no Paulo. Era tão ousado que chegou a me enviar a foto do seu pau em visualização única — um monumento. Trabalhávamos no mesmo setor e, naquela semana, ele me ofereceu uma carona de moto para casa. Eu estava inclinada a aceitar, com a nítida convicção de que, se ele entrasse no primeiro motel do caminho, eu não me oporia. Seria a loucura que eu tanto desejava. Eu estava perdida.
E isso nos traz de volta ao início do relato. Naquela manhã, eu estava justamente sonhando com o Silvio me destruindo, me fodendo com a força que eu implorava. No sonho, eu reclamava dos hematomas e ele, rindo, dizia para eu inventar uma desculpa qualquer para o corno, pois aquele homem não me merecia. O sonho foi tão real, tão intenso, que meu corpo começou a reagir na cama. Quando acordei assustada, Paulo me disse, intrigado, que eu estava me contorcendo e me masturbando enquanto dormia.
Aproveitei a oportunidade de ouro. Olhei bem nos olhos dele e menti, dizendo que sim, estava sonhando com ele. Naquele momento, descarreguei toda a minha insatisfação sexual reprimida. Falei, sem pudores, que queria dar o cu, que queria apanhar na cara, que no meu sonho ele não me privava de nada; pelo contrário, puxava meu cabelo e me deixava marcada. Enquanto falava, minhas mãos já apalpavam o piru dele por cima da cueca. Fui me aproximando, colando meu corpo ao dele, e sussurrei direto no seu ouvido, pedindo para ele penetrar no meu cuzinho.
Acho que foi a primeira vez que vi o Paulo fechar os olhos daquela maneira, parecendo finalmente ceder ao meu apelo. Insisti, beijando seu pescoço e descendo a boca até o seu pênis, que já estava completamente teso, rasgando a cueca. Abocanhei aquela cabeça enorme, chupei com vontade e disse que ia deixar bem babado para facilitar a entrada no meu rabo. A cada mamada, eu repetia que queria ser maltratada na cama, sem carinho, que queria que ele me machucasse. Pela primeira vez, o Paulo não protestou.
O ensejo não podia ser desperdiçado. Fiquei de quatro na cama, empinei o rabo com toda a minha força e ele se posicionou. Quando a cabeça daquela trozoba enorme forçou a entrada do meu cu, eu soltei um grito agudo. Meu anel era pequeno, apertado, mas a dor se misturava a um prazer violento. Eu pedia para ele continuar, ajudava abrindo as nádegas e gemia alto. Ele enfiou tudo. Para facilitar a penetração, comecei a esfregar o meu clitóris com velocidade, olhando para trás, por cima do ombro, implorando: "Me fode, meu negão, joga com força!". As mãos grandes dele cravaram-se na minha anca, deixando marcas imediatas enquanto ele socava aquela rola gigante dentro do meu rabo. O ritmo ficou frenético até que gozamos juntos. Ele encheu o meu cu com jorros de porra quente. Eu, toda arrepiada, caí de bruços na cama, me contorcendo em espasmos. O Paulo gemia alto, segurando o pau que saiu levemente sujo de sangue devido à intensidade. Foi o melhor orgasmo da minha vida.
Depois do banho, ainda tivemos um segundo round. Tive a oportunidade de dar o cu sentada no colo dele, enquanto ele relaxava na beira da cama. Rebolei muito, controlando a profundidade daquele mastro, sentindo tudo o que sempre quis.
A partir daquele dia, meu maridinho passou a me comer por trás com frequência. No fim das contas, o Silvio acabou sendo um canal positivo na nossa história, embora nunca tenha tido a chance de me comer de verdade. Mas preciso confessar: em vários momentos, enquanto transo com o meu esposo, fecho os olhos e penso no Silvio, imaginando como seriam as investidas dele.
Hoje sou uma mulher realizada. Minha nova fantasia é dar para três homens ao mesmo tempo. Sei que essa será mais difícil de realizar com o Paulo, embora eu tenha certeza de que, se eu pedisse, o Silvio arrumaria mais dois machos num piscar de olhos.
Até a próxima loucura.
