SOCIEDADE SECRETA DO TERCEIRO ANO PT 7 A FESTA

Um conto erótico de GABRIEL SILVA
Categoria: Grupal
Contém 4591 palavras
Data: 07/06/2026 11:12:52

No dia seguinte, acordei cedo com o coração apertado. Minha mãe tinha passado mal de novo durante a noite. Liguei pro hospital e eles confirmaram que ela tinha piorado um pouco. fui correndo pra lá.

Cheguei ao hospital por volta das 8h. O horário de visitas era só de manhã, e não permitiam acompanhante no quarto. Fiquei na recepção, nervoso, até poder subir. Quando entrei no quarto, ela estava deitada, pálida, com soro na veia, mas tentou sorrir ao me ver.

— Filho… você não precisava vir tão cedo.

Sentei na cadeira ao lado da cama e segurei a mão dela. Estava fria.

— Como você tá, mãe?

— Tô bem… só um pouco fraca. O médico disse que é normal. Não se preocupa.

Mas eu via nos olhos dela que não estava bem. Ela tentava disfarçar, como sempre fazia pra não me preocupar. Conversamos sobre coisas bobas — o trabalho dela, o tempo, a escola. Mas toda vez que eu perguntava sobre o tratamento, ela mudava de assunto.

— O tratamento tá caro. Como tá pagando?

— Tá tudo bem. Não se preocupa com isso.

Eu menti de novo, como vinha fazendo há dias:

— Eu consegui um freela bom. umas paradas de internet.

Ela apertou minha mão, orgulhosa, mas preocupada.

— Você tá trabalhando demais… não quero que você se mate por isso.

Fiquei a manhã inteira lá, até o horário de visitas acabar. Quando saí, conversei com o médico no corredor. Ele olhou o prontuário e disse:

— Ela está estável, mas precisa de mais uma semana aqui. O tratamento é caro, mas já está tudo pago.

— Quanto fica? — perguntei, sentindo o estômago revirar.

— Já está quitado. Um senhor chamado Seu Augusto pagou tudo hoje cedo.

Fiquei parado, sem reação.

— Seu Augusto…

Saí do hospital com a cabeça girando. O dinheiro da Seita estava pagando o tratamento da minha mãe. Cada real que eu ganhava sujo estava salvando a vida dela. E eu estava cada vez mais preso.

Cheguei em casa por volta das 11h. Estava exausto, emocionalmente destruído. Mal tinha sentado no sofá quando a campainha tocou.

Abri a porta. Era Ricardo.

Ele entrou sem pedir licença, olhando ao redor da casa simples como se estivesse avaliando um lugar estranho.

— Boa tarde, Matheus. Surpreso em me ver aqui?

— Um pouco — respondi, fechando a porta.

Ele sentou no sofá, cruzando as pernas.

— Fiquei sabendo do que você fez ontem com a Sarita. Impressionante. Você entregou ela, supervisionou, e ainda conseguiu que ela colaborasse. Estou surpreso. Você está bem próximo do nível 4.

Eu sentei na poltrona em frente, cansado.

— Ótimo. O que eu preciso fazer pra chegar lá?

Ricardo sorriu, satisfeito com minha ambição.

— Tem um iate no estaleiro. Pertence a um homem muito rico. Ele estava perguntando de você. Pegue esse papel.

Ele me entregou um papel com um número de telefone.

— Liga pra ele. Quem sabe você não organiza a festa que ele está pensando em fazer. Algo grande. Com as meninas certas.

Eu peguei o papel, sentindo o peso dele na mão.

Ricardo se levantou, dando um tapa no meu ombro.

— Você está indo bem, Matheus. Continue assim.

Ele saiu. Fiquei sozinho na sala, olhando pro papel, sentindo que cada passo me afundava mais.

A Seita não era mais uma escolha.

Era minha vida agora. Peguei o papel com o número que Ricardo me deu e fiquei olhando para ele por quase dez minutos, sentado na beira da cama. O quarto estava escuro, só a luz do celular iluminando meu rosto. Meu coração batia forte, como se soubesse que cada ligação era um passo sem volta.

Respirei fundo e disquei.

Tocou três vezes. Uma voz grave, segura, atendeu:

— Alô?

— Boa noite. É o Matheus. Ricardo me passou seu número.

Houve um segundo de silêncio. Depois, o homem riu baixo, reconhecendo imediatamente.

— Matheus… claro. Eu me lembro de você. O garoto que fodeu a professora de Artes com vontade naquela noite. Otávio Barreto. Pode falar.

Eu senti um frio na espinha. Ele era o careca de pau quase grande — o líder do grupo que tinha fodido Edna e Tamires. O magnata que, segundo Ricardo, era dono de metade dos imóveis da cidade.

— Fiquei sabendo que o senhor tem um barco… ou iate, sei lá. Ricardo disse que o senhor queria organizar uma festinha particular.

Otávio riu de novo, uma risada grave e confiante.

— Tenho vários. E sim, quero dar uma festinha. Algo discreto, mas… intenso. Ricardo disse que você podia organizar. Eu gostei de você naquela noite. Tem sangue frio. Tem porte. Quero você no comando dessa.

Eu engoli em seco. Meus olhos reviraram de medo. A voz dele era calma, mas carregava poder. Dinheiro. Influência. Perigo.

— Como o senhor quer que seja? — perguntei, tentando manter a voz firme.

Otávio falou devagar, como quem está acostumado a dar ordens:

— Vai ter cerca de 12 ou 14 homens. Alguns vão levar as esposas — são poucas, 2 ou 3. Casamentos liberais, entende? Tudo no sigilo absoluto. Vai ter 2 cozinheiras, 2 garçonetes e 5 seguranças. São da minha confiança, não vão participar de nada. O resto… são mulheres. Poucas. Quero a Edna, claro. Me apeguei àquela mulher de meia-idade gostosa. Quero uma coroa mais. O resto, só novinhas. Leva 1 ou 2 meninos também… vai que as mulheres que vão quiserem. São pessoas poderosas, Matheus. Qualquer erro pode custar vidas. Entendeu?

As palavras dele me acertaram como um soco. Pode custar vidas. Eu fiquei em silêncio por alguns segundos, sentindo o peso cair sobre mim.

— Entendi — respondi, voz rouca.

— Ótimo. Quero tudo perfeito. Aline vai te ajudar com os detalhes. Me manda a lista das mulheres até depois de amanhã. E Matheus… não me decepcione.

Ele desligou.

Fiquei sentado na cama, o celular ainda na mão, olhando para o nada. Meu quarto parecia menor. O mundo parecia menor. Eu estava organizando uma orgia para homens poderosos, usando professoras e alunas como mercadoria.

E o pior: uma parte de mim já sabia que eu ia fazer.

Porque recusar não era mais uma opção.

A Seita não aceitava “não”.

No dia seguinte, acordei com o peito pesado, como se carregasse pedras. Não conseguia parar de pensar na conversa com Seu Augusto, no peso das opções, no olhar de Isabela quando contei tudo. A Seita não era mais um jogo distante — era uma corda apertando meu pescoço.

Não aguentei ficar em casa. Peguei a moto e fui atrás de Edna. Ela estava sumida há três dias — nem apareceu na escola. Toquei a campainha do apartamento. Demorou. Quando abriu, ela estava suada, de roupa de academia, cabelo preso num rabo de cavalo bagunçado.

— Matheus… — disse ela, surpresa, mas com a voz cansada. — O que você quer?

— Precisamos conversar. Temos problemas maiores.

Ela me deixou entrar. O apartamento estava bagunçado, roupas de malhação jogadas no sofá. Edna pegou uma garrafa de água e bebeu em goles grandes.

— Desculpa o estado. Tô descontando os problemas na malhação. É o único jeito que eu tenho de não pirar.

Sentei no sofá. Ela ficou em pé, braços cruzados, como se tentasse se proteger.

— Edna… Ricardo me mandou organizar uma festa num iate. Homens poderosos. Ele quer você, Sarita, e mais meninas. Novinhas. Eu… eu não sei como sair disso.

Ela ficou pálida. Sentou devagar na poltrona, como se as pernas tivessem falhado. Os olhos dela se encheram de medo — não só medo de sexo, mas de algo maior.

— Gente poderosa… — disse ela. — Isso é pior do que eu imaginava. Não é só foder professoras. É É chantagem política. Eles não vão parar.

Ficamos em silêncio por um tempo. Eu via o desespero no rosto dela. Depois peguei o celular e liguei pra Ricardo.

— Ricardo… sou eu. Matheus.

— Fala, garoto.

— Preciso da lista pra escolher as meninas. Mas… tem um problema. Eu preciso subir de nível rápido. Quero proteger alguém.

Ele riu baixo do outro lado.

— Ambicioso. Eu gosto. Te mando o PDF agora.

O arquivo chegou em segundos. Mais de 50 nomes. Alunas. Professoras. Fernanda, de Química. Carol, de Matemática. Rostos que eu via todos os dias. Escolhi Tamires, Jéssica, Larissa e Vitória — as que eu já conhecia, as que já tinham sido tocadas pela Seita. Com Edna e Sarita, eram 6. Precisava de mais 2.

Edna, com o coração partido, ajudou a escolher. Apontou para uma aluna bagunceira chamada Aline — tatuada, corpo chamativo.

— Ela não deve ser virgem. Tem experiência. Não vai traumatizar tanto.

Depois escolheu Camila, uma loirinha quieta, de família estruturada.

— Essa deve ter menos consequência… espero.

Já eram quase 5 da tarde. Eu e Edna estávamos terminando de organizar os detalhes quando meu celular tocou. Era Isabela.

— Matheus… onde você tá?

— Na casa da Edna. Vem pra cá. Precisamos conversar.

Ela chegou em vinte minutos. Quando entrou, viu nós dois sentados na mesa com papéis, listas, nomes. O rosto dela mudou de preocupação para indignação pura.

— O que é isso? — perguntou, voz tremendo. — Vocês estão planejando o quê? Se formos na polícia…

Edna interrompeu, voz cansada mas firme:

— Eles são a polícia, filha. E a imprensa. E os juízes. Não tem escapatória.

Isabela sentou no sofá, mãos no rosto.

— Eu não aguento mais… meu irmão, minha mãe… tudo.

Edna respirou fundo e disse algo que mudou o ar da sala:

— Tem uma coisa que eu descobri e não contei ainda pra vocês. A Seita não começou há 6 anos. Ela é muito mais antiga. Séculos. Ricardo é só a ponta do iceberg.

Isabela ficou espantada, visivelmente apavorada.

— Como assim… séculos?

Edna continuou baixinho:

— Eu andei investigando. Documentos antigos, contatos… isso não é só uma rede de chantagem sexual. É algo maior. Poder. Controle. Dinheiro que vem de gerações. Não tem como lutar contra isso de frente.

Isabela me olhou, lágrimas nos olhos.

— Matheus… o que a gente faz?

Eu respirei fundo e falei o que Seu Augusto tinha me dito:

— Tem três opções pra te proteger, Isabela. Primeira: você vira minha mãe. Proteção total, blablabla isso é impossível Segunda: namora ou casa comigo publicamente. Terceira: vira minha puta particular. Só pra mim. Mas pra isso eu preciso subir pro nível 4.

Isabela ficou em choque.

— Casar? Matheus… você tem 19 anos. Eu tenho 32. Não posso estragar sua vida mais ainda.

Eu segurei a mão dela, olhando nos olhos.

— Desde o começo eu entrei nisso pra te proteger, Isabela. Eu vi que algo estranho estava acontecendo na escola. E eu… eu não consegui ficar parado.

Ela me olhou espantada, lágrimas escorrendo.

— Por minha causa? Você fez tudo isso… por mim?

Edna interrompeu, voz firme:

— Precisamos disso. E tomar cuidado. Eu tô entrando a fundo na investigação. Cada vez descubro algo mais bizarro. Mas por enquanto… a única saída é Matheus subir. E você, Isabela, aceitar uma das opções.

Isabela chorou baixinho, olhando pra mim.

— Eu… eu não sei. Isso é loucura.

O silêncio caiu sobre nós três. A casa parecia menor. O futuro, mais escuro.

E eu sabia que, em poucas horas, teria que dar uma resposta para Ricardo.

E para mim mesmo.

Edna estava vidrada na preparação das coisas da festa.

ela andava de um lado para o outro no apartamento, separando roupas, maquiagem, acessórios. O medo de uma trapaça de Aline a consumia. Ela falava sozinha, murmurava preocupações, verificava o celular a cada cinco minutos como se esperasse uma mensagem ruim. O corpo dela ainda carregava as marcas das noite anterior — hematomas leves na cintura, olheiras profundas —, mas ela tentava se manter firme.

— Eles vão querer mais… eu sei — murmurava ela, dobrando um vestido curto. — Aline nunca joga limpo.

Eu e Isabela trocamos um olhar. Era demais para ela. Decidimos dar um respiro.

— Vamos sair um pouco — falei para Isabela. — Deixa ela aqui. Ela precisa se concentrar.

Isabela concordou. Pegou o carro dela. Eu peguei a moto do meu pai. Saímos juntos, eu atrás dela, seguindo pela orla. O vento batia no rosto, o mar brilhava ao lado da pista. Era quase um alívio ver o mar, sentir que ainda existia algo limpo no mundo.

Chegamos a uma praia mais tranquila, no fim da tarde. Sentamos num barzinho simples beira-mar, com mesas de plástico, guarda-sóis desbotados e o som das ondas ao fundo. Pedimos duas cocas. Isabela tirou os óculos escuros e me olhou. O sol batia no cabelo loiro dela, deixando-o quase dourado.

— Matheus… é sério? Foi por mim? — perguntou ela, voz baixa.

Eu respirei fundo. Olhei para o mar por um segundo, depois voltei os olhos para ela.

— Desde o primeiro dia de aula… eu vi você entrar na sala. Você não era só bonita. Era… forte. Autoridade, mas com uma luz. Neguin e Paulo já estavam te olhando. Eu percebi. Eles eram intimidadores. Eu observava as pessoas. Depois, quando comecei a jogar o jogo deles, foi porque já estava desconfiado. Mas desde aquele primeiro dia… eu me apaixonei por você. Desculpa falar assim, mas você me chamou atenção. Seu jeito, sua fala, seu sorriso… mesmo quando você dava bronca na sala. Você era diferente. Eu entrei nisso tudo… pra tentar te proteger.

Isabela me olhava fixa. Os olhos castanhos estavam marejados. Ela não disse nada por um tempo. Depois, devagar, pegou minha mão sobre a mesa. O toque foi leve, carinhoso. Ela apertou meus dedos com delicadeza, como se precisasse se segurar em algo real.

— Obrigada… — sussurrou ela, voz embargada. — Essas palavras… saíram como um alívio no meio de toda essa pressão. Eu não sei o que vai acontecer, Matheus. Mas saber que alguém… que você… fez isso por mim… me dá força.

Ficamos ali, mãos dadas, olhando o mar. Por alguns minutos, o mundo pareceu menor. Só nós dois, o barulho das ondas e o peso de tudo que estava por vir.

Na sexta-feira, dia da festa no iate, eu fiz um pedido para Isabela.

Nós estávamos na casa dela, terminando de organizar os últimos detalhes. Edna estava no quarto, arrumando uma mala pequena. Eu chamei Isabela para o canto da sala.

— Preciso que você faça uma coisa por mim.

— O quê?

— Passa a noite em um lugar onde nem eu saiba. Aparece só no domingo à tarde. E toma muito cuidado se está sendo seguida. Não usa cartão, não usa apps, nada que deixe rastro.

Isabela franziu a testa, preocupada.

— Por quê tudo isso, Matheus?

Eu segurei as mãos dela, olhando nos olhos.

— Intuição. Só… confia em mim. Por favor.

Ela ficou em silêncio por um tempo. Depois assentiu, devagar.

— Tudo bem. Eu vou.

Eram 17h em ponto da sexta feira quando Sarita saiu do prédio.

Ela entrou no Corolla Cross com um vestidinho preto bem curto, justo, que mal cobria as coxas. O decote era profundo, os seios grandes quase saltando. Maquiagem forte, cabelo solto, salto alto. Ela parecia animada, quase eufórica, como se estivesse indo para uma festa que esperava há anos. Isabela, parada na porta de casa, observava a mãe com uma mistura de tristeza e nojo.

— Mãe… por favor, toma cuidado — disse Isabela, voz baixa.

Sarita sorriu, um sorriso estranho, quase desafiador.

— Relaxa, filha. Eu sei o que tô fazendo.

Ela se despediu de mim em pé ao lado da porta do motorista. Deu um abraço apertado, demorado. O corpo dela colado no meu, o perfume doce invadindo meu nariz. Depois, sem aviso, ela me beijou no rosto — bem perto da boca, quase roçando o canto dos lábios.

— Vamos sair desta — sussurrou ela no meu ouvido.

Eu fiquei com vergonha. Senti o rosto esquentar, mas não demonstrei. Apenas assenti e entrei no carro. Isabela me olhou uma última vez, preocupada, antes de fechar a porta de casa.

Saímos.

Fomos buscar Edna. Quando parei em frente ao prédio dela, ela desceu deslumbrante. Vestido azul longo até os tornozelos, elegante, sofisticado, nada vulgar. Cabelo penteado em ondas suaves, maquiagem impecável, salto alto. Parecia uma mulher indo para uma festa de gala. Eu mal a reconheci.

Ela entrou e sentou no banco de trás, ao lado de Sarita. As duas se olharam por um segundo, mas não disseram nada.

Seguimos para o iate.

O sol já estava baixando quando chegamos ao estaleiro. O iate de Otávio Barreto era impressionante — enorme, branco, luxuoso, brilhando sob a luz do fim de tarde. Ricardo já estava lá, de terno escuro, esperando.

Logo em seguida, uma van chegou. Dela desceram as meninas: Tamires, Jéssica, Larissa, Vitória e Camila. Todas arrumadas, maquiadas, vestidas de forma provocante, mas com o olhar baixo, assustado. Aline estava com elas, guiando-as como se fossem mercadorias, mão firme no ombro de algumas, sussurrando ordens.

Ricardo me deu um abraço forte, batendo nas minhas costas.

— Me dê orgulho hoje, Matheus.

Aline guiou as meninas para dentro do iate. Elas entraram em silêncio, como cordeiros. Eu olhei para Ricardo.

— Aline também vai?

— Sim — respondeu ele. — Ela vai ajudar a organizar.

Eu não disse nada. Apenas assenti.

Entramos no iate.

Era outro mundo.

Parecia um hotel de luxo flutuante. Mais de 30 quartos, salas de estar amplas, sala de jogos, bar completo, deck com piscina pequena. Tudo em madeira nobre, couro, cristais. Otávio Barreto — o careca de pau grande daquela noite com Edna — estava no comando. Ele mesmo iria dirigir o iate. Disse que não precisava de capitão.

— Bem-vindos ao meu pequeno paraíso — disse ele, sorrindo, abraçando Ricardo.

As meninas foram levadas para os quartos para se arrumar. Edna e Sarita foram colocadas em um camarote maior. Eu fiquei no deck, olhando o mar, sentindo o vento no rosto.

A noite estava apenas começando.

E eu sabia que, depois dela, nada mais seria o mesmo.

O iate estava quase saindo quando Neguin e Paulo apareceram correndo pelo cais.

Ricardo, de pé no deck superior, olhou para eles com uma expressão de puro desdém. O rosto dele endureceu. Ele não precisou gritar — o olhar já era suficiente. Os dois pararam ofegantes, suados, ainda com as roupas da escola e uma mochila de roupas.

— Desculpa, Ricardo… o trânsito… — começou Paulo, respirando pesado.

— Atrasados — cortou Ricardo, voz baixa e fria lamentando. — Por isso, vocês não vão pra frente. Fiquem nos quartos de serviço. Não quero ver vocês circulando entre os convidados com estes trapos

Neguin e Paulo baixaram a cabeça, assustados. Eles sabiam o que significava desobedecer Ricardo. Murmuraram mais desculpas e entraram rapidamente, quase correndo, sem olhar para ninguém.

O iate começou a se mover. O motor ronronou baixo, e o casco cortou a água escura do Rio. Eu fiquei no deck, mãos segurando a grade, sentindo o chão balançar debaixo dos pés. Era a primeira vez que andava de barco. O enjoo veio rápido — uma náusea forte, o estômago revirando, o mundo girando devagar. Segurei a grade com mais força, respirando fundo, tentando não vomitar.

Os hóspedes começaram a sair dos quartos.

Eram cerca de 14 homens — a maioria de meia-idade, bem vestidos, relógios caros, postura de quem manda. Alguns riam alto, outros conversavam em voz baixa, copos de whisky na mão. Três mulheres acompanhavam o grupo: duas coroas elegantes, por volta de 40 e poucos anos, corpos bem conservados, vestidos longos e sofisticados, maquiagem impecável. Elas pareciam acostumadas com esse tipo de ambiente — riam, flertavam, mas com um ar de superioridade. A terceira era uma menina de uns 18 anos, magra, com cara de “riquinha metida” — cabelo liso, roupas de grife, bolsa cara. Ela parecia enjoada, segurando a grade, com o rosto pálido.

Eu evitei olhar para ela. Não queria me envolver mais do que o necessário.

A festa ainda estava na fase de preparação. Os garçons serviam drinks e petiscos. Aline circulava entre os convidados, sorrindo, organizando, sussurrando instruções para as meninas. Edna e Sarita estavam no deck lateral, já posicionadas, tentando manter a postura. Edna parecia uma estátua — linda, mas vazia. Sarita, ao contrário, parecia quase animada, como se a droga da noite anterior ainda fizesse efeito.

Ricardo se aproximou de mim, batendo no meu ombro.

— Fica atento. Hoje é importante. Esses homens não são qualquer um. Se tudo correr bem, você sobe mais um degrau.

Eu assenti, mas por dentro meu estômago revirava — parte pelo enjoo do mar, parte pelo peso do que estava acontecendo.

Os homens começaram a se espalhar. Alguns se aproximaram de Edna e Sarita, conversando baixo, tocando os braços delas de forma “casual”. As coroas elegantes riam, flertando com os convidados. A menina de 18 anos ficou mais afastada, bebendo água, parecendo perdida.

Aline passou por mim e sussurrou:

— me ajuda a cuidar das novinhas. Elas são o diferencial da noite.

Eu fiquei ali, encostado na grade, sentindo o vento do mar bater no rosto, o iate cortando as águas escuras da Baía de Guanabara. A cidade brilhava ao longe, linda e distante.

E eu, no meio de tudo aquilo, me sentia cada vez mais preso.

A noite estava apenas começando.

A festa ainda estava na fase inicial — aquela em que as pessoas se medem, bebem devagar, testam o terreno. Os 14 homens circulavam pelo deck principal e pelos salões internos, taças de whisky ou champanhe na mão. Eram homens de poder: empresários, políticos, alguns rostos que eu reconhecia de jornais. Falavam baixo, riam com controle, mas os olhos traíam a fome.

As mulheres estavam posicionadas estrategicamente. Edna e Sarita, as “coroas”, foram colocadas perto do bar principal. Edna usava o vestido azul longo, elegante, mas o olhar dela estava vazio, como se a alma tivesse saído do corpo. Sarita, ao contrário, parecia quase animada — o vestido curto preto marcando o corpo, maquiagem forte, sorriso forçado. As novinhas — Tamires, Jéssica, Larissa, Vitória e Camila — foram distribuídas pelos sofás e poltronas, vestidas de forma provocante, mas com o terror estampado no rosto. Tamires, especialmente, parecia à beira de um colapso, encolhida, mãos apertadas no colo.

Aline circulava entre todos como uma anfitriã fria, sussurrando instruções, tocando ombros, garantindo que ninguém saísse do roteiro.

Eu fiquei no deck, supervisionando como Ricardo havia ordenado. Não participava ativamente. Apenas observava. O vento batia no meu rosto, mas não aliviava o peso no peito.

Otávio Barreto se aproximou de mim, copo na mão, sorriso confiante.

— Matheus, meu jovem. Gostando da vista?

— É impressionante — respondi, tentando manter a voz neutra.

Ele riu baixo, olhando para o mar.

— Isso aqui é só o começo. Hoje é uma noite leve. Amanhã… quem sabe algo maior. Você tem potencial, garoto. Ricardo me falou bem de você.

Eu assenti, mas por dentro meu estômago revirava. Olhei para Tamires. Ela estava sentada, um homem de uns 50 anos conversando com ela, mão no joelho dela. Ela sorria forçado, olhos baixos.

Edna estava conversando com dois homens. Um deles tocava o braço dela, rindo. Ela respondia mecanicamente, como uma boneca.

Sarita, por sua vez, já estava mais solta — ria alto, deixava um homem passar a mão na cintura dela. A droga da noite anterior ainda parecia fazer efeito, ou talvez fosse desespero disfarçado de coragem.

Aline passou por mim e murmurou, sem olhar:

— Fica de olho nas novinhas. Se alguma surtar, você resolve.

Eu fiquei ali, sentindo o peso de tudo. O iate seguia em frente, afastando-se da costa. O mar escuro parecia engolir a cidade aos poucos.

Pensei em Isabela. No que ela estaria fazendo agora. No quanto eu tinha prometido protegê-la.

E ali estava eu, supervisionando uma festa onde meninas da minha idade e professoras eram mercadorias.

O enjoo aumentou. Não era só o mar.

Era a consciência de que eu estava me tornando parte do que eu odiava.

Ricardo apareceu ao meu lado, copo na mão.

— Relaxa, Matheus. Hoje é só observação. Amanhã você participa mais. Você vai subir rápido.

Eu não respondi.

Apenas olhei para o mar escuro, sentindo que, a cada milha que o iate avançava, eu me afastava mais de quem eu era.

E não sabia mais se queria voltar.

A festa, que começou como uma conversa educada, começou a esquentar por volta das 23h30.

Os homens, agora mais soltos com o álcool, começaram a se aproximar das mulheres. Aline, como uma maestra fria, dava sinais discretos, guiando o fluxo. Edna e Sarita foram as primeiras a serem “escolhidas”.

Edna foi levada para o centro do deck principal. Dois homens a cercaram. Um deles, o careca de 17cm, segurou a cintura dela e a beijou com força. O outro, mais baixo e barrigudo, passou as mãos pelos seios dela por cima do vestido azul. Edna não resistiu — apenas fechou os olhos e deixou acontecer, o corpo rígido.

Sarita, por sua vez, foi puxada para um sofá lateral. Dois outros homens a sentaram entre eles. Um beijava o pescoço dela, o outro já subia a mão pela coxa grossa, levantando o vestido curto. Sarita ria baixo, um riso nervoso, mas o corpo respondia — as pernas se abrindo devagar.

As novinhas — Tamires, Jéssica, Larissa, Vitória e Camila — foram distribuídas pelos sofás e poltronas. Tamires, especialmente, parecia aterrorizada, mas um homem de terno escuro a puxou para o colo e começou a beijá-la, mão descendo pela blusa.

Eu fiquei encostado na grade, supervisionando, como Ricardo havia ordenado. Meu corpo estava tenso, o enjoo do mar misturado com uma excitação doentia que eu odiava sentir.

As duas coroas elegantes e a menina rioquinha ficaram mais afastadas, num canto do deck, observando tudo. Elas não participavam ainda. A menina, magra e metida, olhava pra mim com curiosidade e medo. As coroas, elegantes, bebiam champanhe e me olhavam de forma avaliadora, como se soubessem que eu era parte da organização.

A suruba começou de verdade.

Edna foi colocada de quatro no deck principal. O careca abaixou o vestido dela até a cintura, expondo a bunda grande. Ele colocou camisinha e enfiou na buceta dela de uma vez. Edna soltou um gemido abafado, apertando os olhos. O outro homem enfiou o pau na boca dela. Eles começaram a meter ritmado, um na frente, outro atrás, o corpo dela balançando.

Sarita, no sofá, já estava com o vestido levantado. Um homem metia na buceta dela, outro chupava os seios. Ela gemia, as mãos segurando a cabeça do homem, o corpo se movendo contra a vontade, mas respondendo ao estímulo.

As novinhas foram envolvidas aos poucos. Tamires chorava baixinho enquanto um homem a fodia devagar no sofá, mão na boca dela para abafar os gemidos. Jéssica e Larissa foram colocadas de joelhos, chupando dois homens ao mesmo tempo.

Eu observava tudo, pau duro na calça apesar do nojo. As duas coroas elegantes e a menina riquinha continuavam olhando para mim. Uma das coroas sorriu de canto, como se me convidasse. A menina desviava o olhar, mas voltava, curiosa.

O careca, metendo em Edna, olhou pra mim e gritou:

— Vem, garoto! Participa! Mostra pra gente como você fode essa professora!

Eu hesitei. Mas sabia que não podia recusar. Aproximei-me. Edna me olhou, olhos marejados, mas não disse nada. Eu abaixei a calça, coloquei camisinha e me posicionei atrás dela. O careca saiu, me dando espaço. Eu segurei a bunda grande dela e meti fundo na buceta, com força. Edna soltou um gemido longo, o corpo sacudindo.

Os homens aplaudiram.

— Isso aí! Mete nessa vadia!

Eu metia forte, segurando a cintura dela, o pau entrando e saindo com estocadas pesadas. Edna gemia, o corpo balançando, lágrimas escorrendo. Eu sentia culpa, mas o tesão era maior. Os outros homens continuavam fodendo as novinhas ao redor.

Sarita, no sofá, gemia alto, agora com dois paus — um na buceta, outro na boca.

A cena era surreal: o iate navegando no mar escuro, luzes baixas, corpos suados se chocando, gemidos ecoando.

As duas coroas e a menina continuavam olhando pra mim. Uma das coroas mordeu o lábio, claramente excitada. A menina, envergonhada, apertava as coxas.

Eu continuei metendo em Edna, cada estocada mais forte, como se quisesse descarregar toda a raiva, culpa e tesão acumulado na coitada quando de repente.

Siga a Casa dos Contos no Instagram!

Este conto recebeu 6 estrelas.
Incentive Gabriellll a escrever mais dando estrelas.
Cadastre-se gratuitamente ou faça login para prestigiar e incentivar o autor dando estrelas.
Foto de perfil genéricaGabriellllContos: 378Seguidores: 487Seguindo: 28Mensagem Escritor nas horas vagas se tiver ideias de conto me mande no e-mail lxvc1987@gmail.com ou lxvc1987@hotmail.com

Comentários

Foto de perfil genérica

Tenho certeza que a Aline conseguiu levar a Isabela pra esse Iate, o ódio que ela passou a ter do Matheus, justifica qualquer má intenção.🌟🌟🌟

0 0