As Aventuras de Daniel: O Império do Prazer, e da Dor (Episódio 16)
O silêncio do meu apartamento após a saída de Yohan não era pacífico; era denso, pesado, impregnado com o cheiro de suor, e o eco de gemidos que agora pareciam errados. Eu estava em pé, no centro da sala, olhando para o lençol desalinhado do sofá. Minha pele branca ainda arrepiava com o resquício da eletricidade do toque dele, mas a minha mente operava em uma frequência fria, quase cirúrgica.
Eu passei a mão pelo meu cabelo castanho claro, desfazendo o volume texturizado que ele tinha bagunçado minutos antes. Olhei no espelho da entrada. O físico de surfista estava lá, os músculos do abdômen perfeitamente trincados, os poucos gominhos visíveis sob a luz fraca, mas os meus olhos verdes escuros pareciam opacos. Havia um vazio ali. Uma necessidade de dominar que não tinha sido totalmente saciada. Yohan era sensível demais, culpado demais. Eu precisava de algo que fizesse meu sangue queimar de verdade, não de um garoto que chorava o arrependimento antes mesmo do sêmen secar na pele.
Sem paciência para o peso daquela culpa que nem era minha, peguei o terno sob medida que estava separado para a noite. Uma festa de gala. O topo do empresariado de São Paulo estaria lá. Eu precisava ir, precisava sorrir, precisar fingir que a minha agência de marketing não estava flertando com o vermelho.
Socializar com velhos gordos e herdeiros idiotas. Que inferno de vida.
O salão do hotel de luxo brilhava tanto que chegava a ofuscar. Lustres de cristal, o tilintar de taças de cristal com champanhe caro, risadas ensaiadas de homens que mediam o valor uns dos outros pelo relógio no pulso. Eu vestia um terno perfeitamente ajustado ao meu corpo magro e musculoso, mas a gravata parecia uma corda no meu pescoço.
Eu tentei. Fiquei perto do bar por vinte minutos, ouvindo um diretor de banco falar sobre fundos de investimento, mas o meu estômago embrulhou. Eu não queria estar ali. Não queria fazer contatos. Virei as costas para a pista de dança e caminhei em direção aos fundos do salão, onde a iluminação diminuía e as mesas redondas de madeira escura ficavam isoladas pela penumbra de cortinas pesadas de veludo.
Sentei-me na última mesa, completamente afastado das pessoas. Saquei o iPhone do bolso, a tela brilhando contra o meu rosto na escuridão. Comecei a rolar o feed sem ver nada, apenas usando o aparelho como um escudo para que ninguém se aproximasse.
Se mais um infeliz vier me perguntar sobre o balanço do último trimestre, eu quebro uma taça na cara dele.
Foi quando a luz foi cortada por uma sombra imensa.
Um vulto largo, robusto, projetou-se sobre a mesa. Guardei o celular no bolso da calça, já armando a minha expressão de poucos amigos e tensionando os músculos do pescoço para dizer que estava saindo, que queria ficar sozinho. Levantei os olhos, pronto para o corte.
Mas eu congelei. As palavras simplesmente morreram na minha garganta.
Na minha frente estava um homem enorme. Não era apenas alto; ele tinha uma presença física que parecia roubar o oxigênio do lugar. Ele vestia uma camisa social cinza-escura feita sob medida, mas o tecido parecia sofrer para conter a brutalidade daquele corpo. Os braços eram colossais, os bíceps marcavam as mangas comprimindo a costura, e o peitoral era tão largo que estufava os botões superiores, deixando à mostra o início de uma selva de pelos grossos e escuros que subiam até a base do pescoço grosso. O rosto era quadrado, imponente, coroado por uma boina de lã escura inclinada de lado. O visual era puramente europeu clássico, agressivo e refinado ao mesmo tempo, como se um gângster dos anos 1920 tivesse saltado da tela de Peaky Blinders direto para o tapete daquele hotel cinco estrelas.
— Está ocupado? — a voz dele veio de um lugar muito fundo, um barítono grave que vibrou no meu peito. — Posso me sentar?
Eu engoli em seco, sentindo uma gota de suor frio escorrer pela minha nuca, desalinhando a pose de alfa que eu mantive a vida inteira.
Eu — Pode... pode sim — respondi, minha voz saindo um tom mais baixo do que eu planejava. Eu queria levantar e ir embora, mas o meu corpo simplesmente se recusou a obedecer. Eu estava hipnotizado por aquela muralha de músculos.
Estendi a mão por cima da mesa, num reflexo automático de negócios.
— Daniel.
O homem estendeu a dele. A mão dele era gigantesca, calejada, pesada. Quando os nossos dedos se fecharam, uma descarga elétrica brutal rasgou o meu braço, subindo pelo ombro e batendo direto na boca do meu estômago. O aperto dele era firme, uma demonstração inconsciente de força pura que me fez contrair o abdômen na hora. O pau, que estava completamente adormecido desde a saída de Yohan, deu uma pulsação violenta dentro da cueca.
— Alan — ele disse, sustentando o olhar. Os olhos dele me mediram, descendo pelo meu ombro e voltando para o meu rosto com uma lentidão calculada.
Soltamos as mãos, mas o calor da pele dele continuou queimando na minha palma.
Eu — Prefiro ficar por aqui — comecei, tentando recuperar a minha marra de trinta e cinco anos, pigarreando de leve. — Não sou muito fã de socializar. Sei que o meu trabalho exige isso... conseguir contratos com esses ricos da frente, expandir negócios... mas acho essa falsidade uma puta perda de tempo.
Alan encostou as costas largas na cadeira, que estalou sob o seu peso. Um meio sorriso de canto surgiu nos lábios dele, revelando uma expressão de quem conhecia o mundo de um jeito muito mais sombrio do que os engravatados lá fora.
Alan — Eu te entendo perfeitamente, Daniel — Alan disse, cruzando os braços grossos sobre a mesa, o que fez o seu peitoral estufar ainda mais contra o tecido da camisa. — Faço a mesma merda. Sou dono de uma concessionária de carros de luxo. Teoricamente, eu deveria estar lá na frente chupando o saco daqueles empresários para desovar os meus importados. Mas a verdade? Acho todos eles uns idiotas pretensiosos.
Uma risada curta e genuína escapou dos meus lábios. O gelo que parecia uma geleira intransponível quebrou em um segundo. Havia uma afinidade crua ali, uma energia de testosterona que não pertencia àquele salão de festas. Ali, no escuro, éramos dois predadores que sabiam exatamente o que queriam da vida.
AS RAÍZES DO IMPÉRIO, E O BATISMO DE SANGUE
Ponto de Vista (POV): Alan
Esse cara é diferente. — pensei, olhando para o Daniel enquanto ele sorria de canto. O físico dele era impecável; dava para ver pelas linhas do paletó que o sujeito tinha o corpo trincado, a pele clara contrastando com aqueles olhos verdes compridos que me encaravam de volta sem recuar. Um surfista de trinta e cinco anos com pose de executivo. Gostei do estilo. Misterioso. Firme.
Mas enquanto a gente conversava sobre a falsidade daquela festa, a minha mente deu um salto para trás. Olhar para um homem jovem e imponente como o Daniel sempre me fazia lembrar de onde eu vim e de como eu acabei me tornando o monstro que comanda o esquema de carros, e drogas em São Paulo.
Anos atrás, eu não passava de um vendedor de chão de loja. Eu já era esse monstro físico, enorme, com os braços rasgando as camisas baratas que a empresa fornecia, mas não tinha ambição. Quem tinha a ambição era o Murilo.
O Murilo... caralho. Fecho os olhos por um segundo e quase consigo sentir o cheiro do cigarro dele. Ele era o oposto de mim: magro, mas com uma musculatura definida e fibrosa, com várias tatuagens espalhadas pelos braços e pescoço que davam um charme vagabundo para ele, embora espantasse os clientes mais velhos e conservadores da loja. O Murilo tinha a lábia. O poder de manipulação dele era uma parada sobrenatural; ele entrava na sua mente e fazia você acreditar que o céu era verde se ele quisesse.
— Alan, meu irmão... você tá moscando — o Murilo me falou um dia, nos fundos da oficina, enquanto a gente dividia uma cerveja barata após o expediente. Ele olhou para o meu tamanho, passando a mão de leve pelo meu ombro massivo. — Olha o seu porte, cara. Você impõe respeito só de ficar parado. A gente batendo meta de venda de sedã usado para ganhar comissão de miséria? Esquece isso. Tem um esquema rodando. Comercializar o pó fino por dentro dos porta-luvas dos carros importados. Com a sua força e a minha mente, a gente vai longe pra caralho.
Eu tive medo. Eu já tinha tido minhas experiências com homens no sigilo, mas vivia travado, com pavor de perder o emprego e ser linchado pela sociedade. Mas a voz do Murilo era um comando. Ele começou a colocar a droga para rodar. Em poucos meses, o dinheiro entrou como uma avalanche. O Murilo dividia tudo meio a meio comigo. O porte físico dele e a minha presença atraíam todo tipo de cliente, e as mulheres ficavam babando no balcão. O dono da loja até começou a desconfiar da movimentação, mas eu usava o meu tamanho para intimidar qualquer auditoria interna e esconder os registros.
Até que o dono cansou do estresse e colocou a concessionária à venda. O Murilo, que era um gastador nato, não tinha um tostão guardado de reserva — torrava tudo com a namorada, com roupas de marca e festas. Ele entrou na minha sala com aquele olhar felino, me cercando por trás da cadeira.
— Você vai comprar a loja, Alan. Diz pro velho que você recebeu uma herança de família. A gente usa essa estrutura para levantar o império de vez. Eu gerencio o pó, você gerencia os carros. É o nosso casamento, porra.
E eu fiz. Comprei a porra da loja. Montei um escritório blindado nos fundos. Mas o perigo anda de mãos dadas com o lucro.
Um dia, um investigador da Polícia Civil bateu lá sem aviso. O desgraçado achou vestígios de cocaína pura no fundo falso de uma BMW que estava no elevador da oficina. O Murilo, com aquela marra doentia dele, começou a peitar o policial, tentando subornar, mas o tom subiu e ele ameaçou a família do tira. O policial, vermelho de raiva, partiu para cima do Murilo para dar voz de prisão.
Eu não pensei. O recado do Murilo no olhar foi claro. Avancei como uma máquina de duzentos quilos. Segurei o policial por trás, aplicando um mata-leão que fez o cara perder o ar. Joguei o corpo dele contra a minha mesa, puxei os braços dele para trás com tanta força que as articulações estalaram e travei os pulsos dele com as próprias algemas de ferro que ele trazia no cinto.
O policial ficou deitado de bruços na mesa, com a bunda empinada para cima, arqueado, gemendo de dor.
O Murilo deu uma risada maligna, o som ecoando no escritório fechado. Ele caminhou até a mesa, começou a passar aquelas mãos cheias de tatuagens pela bunda da calça do policial, apertando com força, e depois desceu o zíper e os fundos da calça e da cueca do cara de uma vez só, expondo o rabo do investigador. O Murilo deu duas palmadas violentas, estalando na carne.
— Olha só isso, Alan... — o Murilo sussurrou, a voz rouca de tesão.
O policial soltou um gemido agudo. E foi aí que eu vi. O pau do tira estava completamente ereto, colado na madeira da mesa, pingando lubrificante natural na madeira. O desgraçado estava gostando da violência, da humilhação de estar algemado.
O pau do Murilo rasgou a braguilha dele na hora, já meia bomba. Ele puxou a pele, bateu duas punhetas rápidas e brutas até a rola dele ficar veada, dura como pedra. Ele caminhou até a bunda do policial, cuspiu uma babada grossa bem no meio do rabo do cara e, sem nenhuma preliminar, socou a rola inteira para dentro, até o talo.
Puta que pariu... — a memória me fez dar um aperto de pernas na mesa da festa, sentindo o meu pau acordar com fúria.
Eu assisti àquela cena com o coração batendo na boca. O suor escorria pelo peito do Murilo, as tatuagens dele se movendo conforme ele bombava com força no cu do policial, que gemia com a boca colada na mesa, o pau dele babando demais. O tesão me dominou. O meu pau ficou tão duro que chegou a doer na cueca.
— Vem, Alan! — o Murilo ordenou, olhando para mim com os olhos injetados de adrenalina. — Saca essa pica enorme para fora e vem pegar o seu pedaço. Ele quer rola!
O respeito e o poder que o Murilo tinha sobre mim eram magnéticos. Eu fui. Abri a calça, botei a minha rola grossa para fora, segurei o policial pelos quadris e enfiei com tudo no cu dele, Murilo colocou o pau dele pro policial chupar enquanto eu metia no cu dele.
O policial, de olhos fechados, engolia o pau do Murilo com desespero. Foi nesse segundo que o Murilo estendeu a mão, segurou a minha nuca com força, me puxou para frente e colou a boca dele na minha.
Foi um beijo de língua bruto, molhado, inesperado. Durou poucos segundos, mas destruiu a minha mente. Eu tinha sentimentos reprimidos por aquele magro tatuado há anos, e ele sabia disso. Ele usava aquilo para me controlar.
Dias depois, o clima na loja era tenso. A gente quase não se falava. Até que, no fim de um expediente, com a loja vazia, o Murilo entrou na minha sala e trancou a porta.
— Aquele beijo fodeu com a minha cabeça, Alan. Eu vejo como você olha para a minha rola desde o dia do policial.
Ele abriu o jeans, botou o pau duro para fora e apontou para o chão.
— Joelhos. Agora. Chupa o meu pau. A minha namorada está de frescura, não quer mais me dar o cu. Eu quero o seu rabo, Alan. Quero destruir você.
Eu não pensei duas vezes. Olhei para cima e confessei o que estava engasgado:
— Eu quero levar sua rola faz tempo, Murilo... eu só não sabia como pedir, porra.
A partir daquele dia, o escritório virou o nosso cativeiro de luxo. Transávamos toda noite após o expediente. Eu, o monstro de mais de cem quilos, dono da porra toda, virava o passivo mais submisso e guloso do mundo entre quatro paredes, implorando pelas estocadas daquele magro marrento.
Mas a namorada dele desconfiou dos atrasos. Achou que ele tinha uma amante mulher. Deu um ultimato: ia embora para outra cidade no interior. O Murilo, que era dependente dela emocionalmente, largou tudo e foi junto. Deixou a loja e o esquema todo no meu colo.
Desde que ele sumiu, eu tentei ocupar o espaço dele. Tentei ser o cara marrento, frio. No trabalho, eu era o chefe absoluto que ninguém ousava encarar. Mas a gulosice que o Murilo despertou em mim virou um monstro faminto. Para aguentar o estresse, passei a contratar garotos de programa no sigilo, apenas para reviver a sensação de ser dominado e levar rola com força, tentando fingir que era o Murilo me rasgando por trás.
…
— Chefe? — a voz de um dos meus capangas me trouxe de volta para a realidade escura da mesa do hotel. Olhei para o Daniel, que me encarava com curiosidade.
— Tenho uma parada para resolver rápida ali atrás, Daniel — falei, me levantando, sentindo o peso do meu corpo e o volume do meu pau ainda meio acordado dentro do terno. — Não foge daí. Quero continuar essa conversa.
— Não vou a lugar nenhum — Daniel respondeu, aqueles olhos verdes escuros brilhando com uma intensidade que me fez arrepiar.
Caminhei pelos corredores do hotel até uma sala privativa que eu tinha subornado o gerente para deixar reservada. Eu estava tenso. A lembrança do Murilo e a presença daquele surfista de trinta e cinco anos na mesa tinham me deixado com o sangue fervendo.
Entrei na sala escura. Sentado no sofá de couro estava o garoto de programa que eu tinha contratado. Um rapaz jovem, de vinte e poucos anos, forte, bonito. O plano era simples: levar uma rola rápida, descarregar o estresse da semana e voltar para a festa.
O garoto se levantou, tirou a camisa e veio até mim. Ele começou as preliminares, passando as mãos pelo meu peitoral coberto de pelos, subindo a boca para beijar o meu pescoço. O hálito dele era quente, o toque era suave.
Mas estava tudo errado.
Que porra é essa? — pensei, enquanto o garoto tentava abrir os botões da minha camisa social.
Toda vez que eu fechava os olhos para sentir o toque, eu não via o Murilo. Eu via o rosto do Daniel. Via aqueles olhos verdes escuros misteriosos, o físico de surfista trincado de trinta e cinco anos. A masculinidade crua do Daniel tinha entrado na minha mente de um jeito que nenhum garoto de programa conseguiria arrancar. A eletricidade daquele aperto de mão ainda estava operando no meu sistema.
Segurei os pulsos do garoto com firmeza, afastando-o delicadamente.
— Para — minha voz saiu grossa, cortante.
O rapaz olhou para mim, confuso.
— Algum problema, chefe?
— Não é você. Eu só... não estou me sentindo bem hoje — menti, puxando a carteira do bolso do paletó. Tirei um bolo de notas de cem e joguei na mesa. — O dinheiro é seu. Pode ir embora. Desculpa a perda de tempo.
O garoto pegou a grana, vestiu a camisa e saiu sem dizer uma palavra. Fiquei sozinho na sala por alguns minutos, ouvindo o som do meu próprio batimento cardíaco, o peito subindo e descendo, o suor brotando na testa.
Eu quero aquele homem. — a constatação veio como um tiro. Eu quero o Daniel.
Saí da sala, fui até o bar e virei duas doses de uísque puro para acalmar os nervos. O tempo passou, a festa começou a esvaziar, e decidi que era hora de ir embora. O estresse tinha vencido a noite.
Caminhei até a porta de saída do hotel, sob a marquise de vidro onde os carros paravam. O vento frio da noite de São Paulo bateu no meu rosto. E foi aí que eu vi.
Daniel estava parado perto do meio-fio. O terno perfeito desenhava o corpo musculoso dele. Ele segurou o iPhone na mão direita, a tela iluminando a expressão de frustração naquele rosto de barba rala de trinta e cinco anos. Ele bufou, guardando o aparelho no bolso.
Apertei o passo na direção dele, as minhas botas pesadas estalando no chão de granito.
— Problemas com o transporte, Daniel? — perguntei, parando ao lado dele, a minha estatura imensa quase cobrindo o vento que batia nele.
Ele olhou para mim, e pareceu haver um alívio imediato naqueles olhos verdes.
— Cara... nenhum Uber disponível na região. Essa porra de aplicativo travou por causa do fluxo da festa. Vou mofar aqui.
Eu dei um sorriso de canto, ajustando a boina na cabeça. O destino estava jogando as cartas no meu bolso.
— Esquece essa merda de aplicativo. Meu carro está vindo ali. Eu te dou uma carona, Daniel. Faço questão.
Daniel me olhou por dois segundos, medindo a proposta, sentindo a mesma testosterona que tinha flutuado na nossa mesa no início da noite. Ele deu um sorriso leve, relaxando os ombros.
— Sabia que o meu santo tinha batido com o seu por algum motivo. Eu aceito, Alan. Obrigado.
O importado preto parou na nossa frente, os faróis de LED cortando a escuridão. Abri a porta para ele, vendo o físico trincado do surfista se acomodar no banco de couro legítimo. Entrei logo em seguida no lado do motorista. O espaço do carro ficou pequeno para nós dois. O cheiro de couro, o calor dos nossos corpos e a promessa de algo proibido flutuavam no ar enquanto eu engatava a marcha e acelerava em direção à noite.