Capítulo 11: O Retorno
2025, Asilo São Lucas, Ribeirão Preto
O relógio marcava exatamente 5:20 da tarde. A luz alaranjada do fim de tarde entrava fraca pelas janelas altas do quarto, pintando sombras alongadas no chão de ladrilho gasto. Thiago, Carla, Roberto e Jéssica estavam todos presentes agora — quatro rostos atentos ao redor da minha cadeira de rodas. Jéssica havia trazido café fresco para todo mundo, o aroma forte contrastando com o cheiro de remédio do asilo. Thiago queimava de curiosidade, inclinando-se para frente com os olhos brilhando. “Seu Alexandre, você voltou mesmo pra Ribeirão? Depois de cinco anos no bordel?”
Eu dei um riso cansado, a voz rouca e baixa. “Voltei, rapaz. O dom não me deixava em paz. Ele queimava por dentro, como uma febre que não passa. E quando cheguei… tudo tinha mudado.”
1978, Ribeirão Preto
Voltei cinco anos depois. O caminhão de carga me deixou na rodovia Anhanguera, e eu caminhei os últimos quilômetros com a mochila pesada no ombro, o corpo mais marcado por cicatrizes antigas, a barba cheia e o olhar endurecido pela vida. Tinha 33 anos, mas o espelho me devolvia um homem de quase quarenta. O dinheiro suado do bordel estava guardado no bolso interno da jaqueta de couro, costurado com cuidado. A cidade tinha crescido — mais casas de tijolo, mais poeira vermelha nas estradas, mais boatos sussurrados nas vendas.
Fui direto para a Fazenda Santa Cruz. Otávio me recebeu no alpendre da casa-grande, mais gordo, mais grisalho, o charuto cubano sempre preso entre os dentes amarelados. Olhou-me de cima a baixo e sorriu como quem reencontra um cão velho e perigoso que fugiu, mas sempre sabe o caminho de casa.
“Sabia que você voltaria, Páris. O demônio sempre volta pro inferno.”
Ele me deu o emprego de volta sem fazer perguntas. “Trabalha duro de dia. De noite, continua entretendo minha mulher. Ela sentiu sua falta, e eu também… de um jeito torto.”
Na primeira semana, voltei à rotina brutal. Cortava cana desde o amanhecer, o facão pesado cortando os talos com precisão, o suor escorrendo pelo peito largo e bronzeado, molhando a camisa fina que grudava na pele. Consertava cercas, domava cavalos, carregava sacos de milho. O sol de Ribeirão queimava meus ombros, mas o dom ainda queimava mais forte, latejando nas veias como sangue quente. E Marta… Marta era o combustível.
Uma noite quente de novembro, o ar parado e úmido, Otávio me chamou para a casa-grande. Entrei pela porta dos fundos, como sempre. Marta estava na sala de jantar ampla, iluminada apenas por um candelabro de prata. Vestia um robe de seda vermelho-escuro que mal cobria suas curvas generosas. Aos 45 anos, ela continuava uma mulher impressionante: seios pesados e caídos naturalmente, mas ainda firmes o suficiente para balançar a cada movimento; uma barriga macia e sensual; quadris largos e uma bunda grande, redonda e firme, fruto de anos de boa vida e genética. Os cabelos loiros caíam soltos sobre os ombros, e os olhos castanhos brilharam com fome quando me viram.
“Mostra pra ele, Páris,” Otávio ordenou, sentando-se pesadamente na poltrona de couro com um copo de uísque na mão. O fazendeiro abriu as pernas, acomodando a barriga proeminente.
Não esperei nem um segundo. Avancei como um predador. Agarrei Marta pela cintura com força, puxando-a contra meu corpo. Minhas mãos grandes rasgaram o robe de seda com um puxão violento — o tecido fino cedeu facilmente, deslizando pelos ombros e revelando os seios grandes, pesados, com mamilos escuros já endurecidos como pedras. Eles saltaram livres, balançando. Empurrei-a contra a borda da mesa de jantar de madeira maciça, abrindo suas pernas grossas e macias com os joelhos.
A buceta dela estava completamente molhada, inchada de desejo. Os grandes lábios carnudos brilhavam sob a luz fraca, rosados e úmidos. Ajoelhei no chão de madeira, segurando suas coxas firmes, e enterrei o rosto entre elas. Minha língua larga abriu os lábios com fome, lambendo devagar toda a extensão, sentindo o gosto salgado e doce dela. Suguei o clitóris inchado entre os lábios, chupando com pressão ritmada enquanto dois dedos grossos entravam fundo na buceta quente e apertada. Os dedos se curvavam, massageando o ponto G inchado por dentro. Marta gemeu alto, um gemido rouco e animal, as mãos cravando no meu cabelo escuro, puxando minha cabeça contra ela enquanto os quadris se mexiam desesperados contra minha boca.
“Porra, Páris… senti tanta falta dessa boca sua, seu filho da puta… Não para, chupa mais forte!”
Eu obedeci. Aumentei o ritmo, a língua girando rápido no clitóris enquanto os dedos entravam e saíam com força, fazendo um som molhado ecoar na sala. O suco dela escorria pelo meu queixo e pela mesa. Marta tremia, as pernas ameaçando ceder. Levantei-me rápido, tirei a calça com um movimento brusco. Meu pau estava duro como ferro, latejando, veias grossas pulsando, a cabeça vermelha brilhando de pré-gozo. Segurei-o pela base e meti na buceta dela de uma vez, fundo, até as bolas. A mesa rangeu alto com a estocada violenta.
“Caralho!” ela gritou, unhas arranhando meus braços.
Comecei a foder com força bruta. Estocadas longas e profundas, o pau saindo quase todo e entrando até o fundo, batendo no colo do útero. Dei tapas fortes na bunda grande, o som ecoando, deixando marcas vermelhas que logo ficariam roxas. Puxei os cabelos loiros dela com força, forçando a cabeça para trás, expondo o pescoço. Mordi a pele ali enquanto metia sem parar.
“Você continua uma puta gulosa, Marta. Essa buceta ainda mama meu pau como se fosse a primeira vez.”
Ela gozou pela primeira vez com um grito agudo, a buceta apertando meu pau em espasmos fortes, esguichando líquido quente que escorreu pelas coxas grossas e molhou minhas bolas. Não parei. Virei-a de costas com brutalidade, inclinei seu corpo sobre a mesa — os seios pesados esmagados contra a madeira — e cuspi na mão. Passei o cuspe no cu apertado e entrei sem aviso, forçando a cabeça grossa através do anel apertado.
Marta gritou de prazer misturado com dor, empurrando a bunda contra mim. “Me fode inteiro, Páris! Me rasga!”
Meti brutalmente no cu dela. Estocadas fundas, ritmadas, minhas bolas batendo contra a buceta encharcada. Uma mão puxava o cabelo, a outra dava tapas constantes na bunda, alternando lados. O cu dela pulsava em volta do meu pau, quente e apertado. Ela gozou de novo, e de novo — o segundo, terceiro, quarto orgasmo vieram em sequência, o corpo convulsionando, lágrimas escorrendo pelo rosto, baba escorrendo da boca aberta. O cu apertava tanto que quase me fez gozar.
Otávio assistia tudo em silêncio, bebendo o uísque, o pau mole na mão, masturbando-se devagar, o olhar vidrado de satisfação.
Puxei o pau para fora do cu dela com um pop molhado e virei Marta de frente novamente. Segurei seu queixo com força. “Abre a boca.” Ela obedeceu, língua para fora. Gozei com jatos grossos e longos — o primeiro acertou sua testa, o segundo o nariz, o terceiro encheu a boca aberta. O resto pingou nos seios pesados, escorrendo pelos mamilos. Marta lambeu o que conseguiu, gemendo como uma cadela satisfeita, esfregando o sêmen na pele.
Otávio gozou na própria mão, rindo baixo. “Bom trabalho, Páris. Bem-vindo de volta.”
Mas o destino ainda não havia terminado comigo.
Dois dias depois, enquanto entregava gado na fazenda vizinha, eu a vi. Helena. Agora com 24 anos. Casada. Esposa de Menelau, um dos fazendeiros mais poderosos da região — homem rico, violento, dono de milhares de cabeças de gado e influência política. Ela estava na varanda da casa-grande, linda como sempre, mas com um olhar triste e vazio. O corpo tinha amadurecido: seios maiores e mais pesados, quadris mais arredondados, cintura ainda fina. Quando nossos olhos se encontraram, o dom explodiu entre nós como um raio. Ela ficou paralisada, mão no peito, respiração acelerada, as coxas apertando uma contra a outra.
Menelau apareceu ao lado dela, braço possessivo na cintura da esposa. Olhou pra mim com desconfiança. “Quem é esse?” perguntou, voz grave.
“Um peão do Otávio,” ela respondeu, voz tremendo levemente.
Eu sorri por dentro. O jogo tinha recomeçado.
2025, Asilo São Lucas
O quarto ficou em silêncio absoluto. Thiago passou a mão no rosto, visivelmente excitado e chocado. Carla estava boquiaberta. Roberto balançava a cabeça devagar. Jéssica sussurrou, corada: “Ela era casada… e você ainda quis ela?”
Eu olhei para os quatro, o olhar cansado mas ainda vivo. “Eu não quis. O dom quis. E Menelau… Menelau era o tipo de homem que não perdoa. Amanhã conto o que aconteceu quando eu entrei na cama dele.”
