A Organista Casada

Um conto erótico de BruceWayne
Categoria: Heterossexual
Contém 1302 palavras
Data: 08/06/2026 07:28:45

Trabalho há treze anos em uma multinacional, como engenheiro. Foi lá que conheci Mariana.

Ela tinha trinta e dois anos, casada, mãe de um menino pequeno e organista na CCB. Era bonita de um jeito difícil de ignorar. Corpo bem cuidado, cintura marcada, pernas bonitas, cabelo sempre arrumado e aquele jeito discreto de mulher de igreja que, para mim, só deixava tudo ainda mais provocante.

Eu também cresci na CCB. Fui auxiliar de jovens, músico, participei de cultos, ensaios e reuniões da mocidade. Saí da igreja aos dezessete anos, mas quem cresceu ali sabe: a igreja continua dentro da gente de algum jeito. No modo de falar, no medo da culpa, na lembrança das regras e no peso de desejar aquilo que ensinaram a gente a evitar.

Talvez por isso Mariana tenha se aproximado de mim.

No começo, nossas conversas eram normais. Ela falava dos cultos, da orquestra, das irmãs, da doutrina, das cobranças e da pressão de parecer sempre correta. Eu ouvia. Às vezes comentava, às vezes só deixava ela falar. Com o tempo, ela começou a se abrir mais. Falava do casamento, das frustrações, da rotina, da falta de carinho, da falta de desejo.

E eu não vou fingir que era só amizade. Desde o começo eu tinha tesão nela. Imaginava aquela mulher discreta, de saia comportada, tocando órgão na igreja, mas completamente diferente longe dali. Imaginava a boca dela, as pernas, a buceta, o corpo todo se entregando. Quanto mais ela confiava em mim, mais difícil ficava esconder o que eu queria.

Por um tempo, tentei me controlar. Ela era casada, tinha filho, era da igreja. Eu sabia que aquilo podia dar problema. Mas quando percebi que ela gostava da minha atenção, comecei a testar os limites.

Passei a elogiar todos os dias. Dizia que ela estava bonita. Que o vestido ficava bem nela. Que a academia estava dando resultado. Que o corpo dela estava diferente. Ela sorria, meio sem graça no começo, mas depois comecei a notar que ela gostava. Tinha dia em que ela parecia esperar o elogio. Passava perto de mim, ajeitava o cabelo, puxava conversa, dava abertura.

Foi num almoço de quarta-feira que tudo mudou.

Convidei Mariana para almoçar comigo em um restaurante perto da empresa. Ela aceitou. No caminho, conversamos como sempre: trabalho, prazos, colegas chatos, coisas comuns. Mas havia alguma coisa diferente no ar. Uma tensão. Um silêncio entre uma frase e outra.

O almoço foi rápido. Na volta, dentro do carro, o silêncio ficou pesado. Eu olhei para ela e disse:

— Você está muito gostosa hoje.

Ela baixou os olhos, sorriu de lado e respondeu:

— Faz tempo que meu marido não fala nada assim.

Aquilo foi o suficiente.

Eu me aproximei e beijei Mariana. Achei que ela fosse recuar, mas ela não recuou. Pelo contrário. Fechou os olhos, abriu a boca e deixou minha língua entrar. O beijo foi ficando mais forte e mais molhado. A língua dela esfregava na minha com vontade, e ela segurou minha nuca como se também estivesse esperando por aquilo havia tempo.

Minha mão desceu pela cintura dela, passou pelas coxas e subiu devagar por baixo da saia. Esperei que ela me parasse. Ela não parou. Só respirou mais fundo e abriu um pouco mais as pernas.

Toquei a buceta dela por cima da calcinha. Estava quente. Úmida. Mariana soltou um gemido baixo contra minha boca. Continuei passando os dedos devagar, sentindo ela se mexer no banco, tentando se controlar.

Ela levou a mão até meu pau por cima da calça e apertou com força.

Naquele momento, ficou claro que não era só eu que queria.

— Vamos sair daqui — eu disse.

Ela me encarou. Havia medo no rosto dela, mas também desejo.

— Vamos — respondeu.

Fomos para um motel próximo sem falar quase nada. No caminho, eu só conseguia pensar naquela mulher casada, organista, sentada ao meu lado, indo comigo para um quarto no meio do expediente. Ela olhava para frente, séria, mas a respiração dela entregava tudo.

Assim que entramos no quarto, eu a beijei de novo louco de tesão. Ela correspondeu com a mesma intensidade. Tirei a blusa dela, abri o sutiã e segurei seus seios com força. Mariana gemeu, puxou minha camisa e começou a abrir minha calça.

Eu queria ver aquela mulher perder o controle.

Tirei a saia dela, depois a calcinha. Ela sentou na beira da cama, com as pernas abertas. A buceta dela estava molhada, e ver aquilo me deixou louco.

Ajoelhei entre as pernas dela e comecei a chupar Mariana.

Passei a língua devagar primeiro, sentindo o gosto dela, vendo o corpo dela estremecer. Depois aumentei o ritmo. Chupei sua buceta com vontade, enquanto ela segurava meus cabelos e tentava não gemer alto demais. Mas logo desistiu. Começou a gemer, a se mexer contra minha boca.

— Continua… — ela sussurrou.

Continuei.

Usei a língua, os lábios, os dedos. Ela se contorcia, apertava minhas mãos, empurrava a buceta contra minha boca. O jeito contido da mulher de igreja sumiu completamente. Ali, ela era só desejo. Corpo, gemido, pele quente e vontade.

Quando gozou, Mariana fechou as pernas em volta da minha cabeça e tremeu inteira. Depois ficou alguns segundos sem falar, respirando forte.

Mas eu não queria parar.

Levantei, tirei minha roupa e ela olhou para meu pau com uma mistura de vergonha e tesão. Tocou devagar primeiro, depois segurou com mais firmeza. A mão dela era macia, mas o jeito como apertava deixava claro que ela queria aquilo tanto quanto eu.

Deitei Mariana na cama, beijei sua boca de novo e entrei nela devagar.

Ela gemeu no meu ouvido.

A buceta dela era quente, apertada, molhada. Comecei devagar, sentindo cada movimento, mas logo perdi a paciência. Segurei sua cintura e aumentei o ritmo. Mariana cravou as unhas nas minhas costas, abriu mais as pernas e me puxou contra ela.

Depois virei seu corpo de bruços e coloquei Mariana de quatro.

A visão dela naquela posição, com a bunda levantada, o cabelo espalhado e a mulher certinha da igreja completamente entregue, me tirou do sério. Segurei sua bunda e entrei de novo, mais fundo. Ela gemeu alto.

Meu olhar desceu pelo corpo dela. A bunda, as costas, a nuca, o cuzinho apertado aparecendo. Passei o dedo ali de leve, só para sentir a reação. Mariana se contraiu, mas não mandou parar. Apenas virou o rosto para o lado, ofegante.

Continuei socando com força, segurando sua cintura, ouvindo os gemidos dela ficarem mais soltos. Cada vez que eu entrava fundo, ela soltava um gemido mais alto. Ela gozou de novo naquela posição.

Dessa vez, gozou tremendo, agarrando o lençol, tentando esconder o rosto no travesseiro. Eu continuei até não aguentar mais. Quando gozei, fiquei alguns segundos parado, ainda dentro dela, tentando recuperar o ar.

Depois caí ao lado dela na cama. Ficamos em silêncio por um tempo.

Mariana estava deitada de lado, nua, os cabelos bagunçados, a respiração ainda ofegante . Parecia outra mulher. E talvez fosse. Ou talvez aquela fosse a verdadeira Mariana, escondida atrás da saia comportada, dos cultos, da aliança e da vida correta.

Ela foi a primeira a falar:

— A gente precisa voltar.

Vestimo-nos sem muita conversa.

No espelho, ela ajeitou o cabelo, arrumou a saia e conferiu se não havia nada fora do lugar. Em poucos minutos, a mulher do motel desapareceu. A funcionária discreta, casada, mãe e organista voltou a existir.

Mas eu sabia. E ela também sabia.

Naquela tarde, voltamos ao trabalho como se nada tivesse acontecido. Sentamos em nossas mesas, respondemos e-mails, participamos de reuniões e cumprimentamos colegas.

.Aquele almoço foi apenas o começo. Vieram outros encontros, outros quartos, outras desculpas e outras tardes roubadas. Cada vez ela parecia se soltar mais. Cada vez eu desejava mais aquela mistura de culpa, tesão e risco.

O problema é que certos pecados não terminam no arrependimento; eles começam ali.

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