— De novo, se concentra.
Toquei, errei.
— De novo!
Toquei, errei de novo. A professora fechou os olhos, tentando manter a paciência com muito esforço. Aparentemente, era preciso um esforço físico considerável para não me estrangular.
— Gabriel.
— Sim, professora?
— Você sabe tocar essa passagem.
— Não sei.
— Sabe sim — ela respirou fundo. — Você está errando porque não está prestando atenção.
Assenti.
— Precisa se esforçar um pouco mais.
Assenti novamente.
— Está errando porque é preguiçoso.
Assenti pela terceira vez.
A professora ficou me encarando.
— Você não tem nada a dizer?
— Não.
— Você concorda?
Ela largou as baquetas sobre a caixa da bateria e esfregou as têmporas. Eu observava aquilo sentado atrás de um instrumento que nunca deveria ter feito parte da minha vida, a verdade é que eu nem queria estar ali. Tudo começou alguns meses antes, quando descobri que atividades extracurriculares eram importantes para a formação.
Na prática, isso significava que eu precisava escolher alguma coisa para fazer depois das aulas. Esportes estavam fora de questão, fisicamente estava exausto. Teatro parecia humilhante, tenho zero habilidades sociais e de improviso. Então escolhi música, parecia seguro, sempre gostei de música. Gostava de guitarra, baixo, gostava de qualquer instrumento que pudesse ser tocado sem exigir que meus quatro membros realizassem tarefas diferentes ao mesmo tempo.
Foi aí que conheci a professora Helena, ela ouviu meia dúzia de exercícios meus na guitarra, depois ouviu algumas coisas no baixo, então tomou uma decisão que arruinaria meses da minha vida.
— Você vai tocar bateria.
— Eu prefiro guitarra, baixo também serve.
— Não.
— Violão?
— Não.
— Triângulo?
— Não.
— Então por que perguntou o que eu queria tocar?
— Pura educação e formalidade.
Desde aquele dia, ela parecia determinada a transformar aquilo em uma missão pessoal, eu errava, ela corrigia, esse ciclo se repetiu mais vezes do que eu posso contar.
— Gabriel.
— Sim?
— Repete a passagem.
Olhei para ela, olhei para a bateria, olhei para ela novamente.
— Vai dar errado.
— Eu sei.
— Então por que repetir?
— Porque eventualmente você acerta.
— E se eu não acertar?
— Vai.
— E se não?
A professora cruzou os braços.
— Então eu quebro essas baquetas na sua cabeça.
Fiquei alguns segundos em silêncio.
— Isso parece um pouco exagerado.
— Então é melhor acertar.
Peguei as baquetas, suspirei, toquei a passagem mais uma vez, errei de novo. A baqueta escapou do ritmo por uma fração de segundo. Uma única maldita nota, a professora Helena permaneceu imóvel, respirando, lentamente. Aquilo nunca era um bom sinal.
— Gabriel.
— Sim?
— Eu vou te matar.
— Professora, isso parece...
— Eu vou pegar essas baquetas.
Ela ergueu uma delas.
— E vou quebrá-las na sua cabeça.
Assenti novamente.
— Depois vou pegar essa caixa.
Apontou para a bateria.
— E quebrar na sua cabeça também.
— Certo.
— Depois os pratos.
— Certo.
— Depois os pedais.
— Certo.
— Depois o banco.
— Certo.
Ela apontou para a sala inteira.
— Eu vou destruir cada instrumento desta sala na sua cabeça.
Respirei fundo, abri a boca. Estava pronto para mandar aquela mulher diretamente para o inferno. Mas ela falou primeiro.
— Com qual frequência você se masturba?
— O-o que? — estranhei a pergunta, aquilo não era normal de uma pessoa perguntar de forma tão aleatória.
— Me responde, qual a frequência?
— Não sei, nunca parei para pensar nisso, eu acho.
— Três vezes na semana? — ela cruzou os braços e se aproximou de mim, aquele cheiro doce dela me irritava.
— Acho que... sim, acho que sim.
— Auto masturbação ajuda a manter no ritmo, isso explica o porque de você ser tão bom na guitarra, mas ser péssimo na bateria.
Helena virou de costas e se afastou, pegou uma cadeira e colocou no centro da sala.
— Venha aqui — ela ordenou.
Ainda um pouco relutante e estranhando toda aquela situação, obedeci. Fui até ela, que estava retirando os óculos, ajeitando o coque e o que mais me pegou de surpresa, tirou a calça preta de cós alto que vestia. Fiquei paralisa na frente dela vendo as coxas grossas e a calcinha fina em comparação ao tamanho da bunda dela.
— Vamos ter uma aula diferente — ela então se sentou e abriu as pernas. — Isso vai ajudar a trabalhar seu ritmo, se isso não ajudar, eu vou desistir completamente de você.
Ok, ela conseguiu captar minha atenção de um jeito muito esquisito.
— Agora — disse Helena, a sua voz um pouco mais baixa, um pouco mais rouca. — Se agacha na minha frente.
Obedeci, parecia que estava em choque, muita dificuldade ao me mover, me ajoelhei no chão, meu rosto ficou no mesmo nível que os joelhos dela, senti o cheiro do seu perfume, estava um pouco diferente, talvez porque estivesse misturado com o aroma mais profundo, mais íntimo, que emanava de sua buceta.
— Vamos ter uma pequena aula sobre ritmo, você precisa sentir a bateria como se ela fosse uma pessoa com sentimentos, com ações e reações — ela continuou, a mão dela começou a desceu e pousou na própria coxa. — Conforme as minhas reações, você aumenta ou diminui os movimentos, entendeu?
Eu entendi alguma coisa?
Não!
Mas foda-se, ia tocar na buceta da professora Helena.
Mas confesso, as mãos começaram a tremer desde que ela me perguntou se eu me masturbava, estendi os dedos, calmamente tocando a pele macia dela, estava fervendo. Ela puxou o tecido fino da calcinha para o lado, expondo-a completamente. A buceta era perfeitamente, raspada, os lábios rosados e já visivelmente úmidos. Vi o clitóris um pouco inchado, vermelho, as vezes podia vê-lo pulsando. No primeiro toque mais próximo aos lábios, a respiração da professora começou a ficar acelerada. Deslizei o indicador sobre a fenda melada, o outro indicador pousei no clitóris, pressionando um pouco. Helena soltou um suspiro, um som quase inaudível, apertou a boca e tentou esconder a perna tremendo um pouco.
Fiz exatamente o que ela pediu, observar a reação e fazer o movimento de acordo, comecei a mover os dedos, inicialmente de forma desajeitada, tentei procurar um padrão. Com dois dedos, fui esfregando os lábios, dava para sentir o calor dela, a umidade melando os dedos, os movimentos circulares principalmente no clitóris fazia a professora Helena se remexer um pouco na cadeira, ela se contorcia em sintonia.
Podia sentir a pulsação, acelerei um pouco, acompanhando os quadris dela se movimentando irregularmente, dos lados, para cima e para baixo. No embalo, enfiei dois dedos lá dentro, o anelar e o do meio, me levantei para ter um melhor controle da situação, pressionei a palma da mão no clitóris e comecei a intensificar os movimentos tanto dentro quanto na parte externa, num movimento de vai-e-vem.
— Não para — ordenou ela, a voz um sussurro rouco. — Aí... continua assim.
Obedeci, sentia que ela estava perto de gozar, ali comecei a entender, sentir a pulsação, fazer o movimento certo na hora certa. Fui tomado por uma onda de autoconfiança e acelerei mais os movimentos, decidido em fazê-la gozar. Senti o corpo dela estremecer, as pernas em volta dos meus braços, com um grito abafado, Helena arqueou as costas, o orgasmo começou a percorrê-la por cada fibra muscular, por cada neurônio do corpo dela, as contrações fizeram ela apertar a buceta em volta dos meus dedos. Mantive o ritmo até o último espasmo passar, até o corpo dela relaxar completamente na cadeira.
Retirei os dedos, que brilhavam com a humidade dela. Helena respirava fundo, os olhos fechados. Depois, abriu-os e olhou para mim, um brilho de surpresa e aprovação no seu olhar.
— Viu, você leva jeito — disse ela, a voz ainda um pouco ofegante. — Muito jeito. Mas ainda precisa de um pouco mais de prática, isto vai ser fácil.
Uma semana passou. Os dias nas aulas de música tornaram-se um ritual de tensão silenciosa. Primeiro tocava a bateria, a cada batida, a cada ritmo que agora conseguia encontrar com uma facilidade espantosa, o cheiro de Helena também impregnava na memória. Ao ver, ouvir ou sequer lembrar de bateria, vinha o cheiro de Helena no ambiente e a visão dela gozando, arqueando as costas enquanto gozava.
Mesmo depois de lavados, conseguia sentir o aroma do seu mel, era algo extasiante. Passei a achar que estava obcecado por ela. Nas aulas, observava mais ela do que a própria bateria, a postura dela era impecável, a sua voz calma, e tudo o que conseguia pensar era na forma como ela se contorcia sob o meu toque.
Naquele fatídico dia, o treinamento começou, como de costume ela tirou a calça e se sentou na cadeira, puxou a calcinha de lado. Não sei o que deu em mim, não deveria ter feito aquilo. Ao invés de meus dedos tocarem sua buceta, foram meus lábios, beijei sua buceta com ânimo.
— Gabriel! — o grito abafado com a mistura de surpresa, ela sentia o corpo se enrijecendo. — Isto não estava combinado.
Nem ouvi, comecei a chupar a professora com voracidade, devorando a buceta, lambendo o clitóris e sugando todo o mel que saia da sua xana. A resistência inicial de Helena derreteu. As suas mãos agarraram-se no meu cabelo, não para afastar, mas para o puxar mais para perto. Um gemido longo e baixo escapou-se dos seus lábios.
Ela se entregou, rápido e fácil, os seus quadris começaram a se mover contra a minha boca, usando meu rosto para o próprio prazer. Ela esfregava os lábios na minha barba, boca, língua, eu tentava lambê-la por completo, aplicando o mesmo ritmo que havia aprendido com os dedos. Em questão de minutos, ela estava tremendo, um orgasmo mais potente do que o da semana anterior. Uma menção honrosa aos líquidos que começaram a escorrer pelo meu queixo, descendo pela minha camisa.
Me afastei, o rosto completamente melado pelos fluidos da professora Helena, ela me olhou, a respiração ofegante fazia seus peitos balançarem de leve, mas ela me olhava com fome, ao mesmo tempo, raiva. Sem dizer uma palavra, ela desceu da cadeira, ajoelhou-se à minha frente e desabotoou minha calça. Meu pau saltou para fora, duro, latejando a poucos centímetros de seu rosto. Helena encarou minha rola que estava latejando e logo depois, senti os lábios em torno da cabeça.
O calor da boca de Helena foi algo que me fez tremer as pernas, ela começou a chupar com um desejo que fazia tempo que guardava, ao mesmo tempo, com uma perícia que me deixou sem fôlego, a sua língua dançava, descia até as bolas dando uma bela chupada molhada e voltava lambendo todo o tronco até colocar todo na boca de volta.
Ela então se levantou e se afastou, ficando de quatro na cadeira me dando uma vista privilegiada da buceta inchada e vermelha e do cuzinho pulsando.
— Mete — ela disse me olhando por cima do ombro com os dentes cerrados.
Ela nem precisou pedir duas vezes, me posicionei atrás dela, agarrei o quadril e encaixei o pau em sua buceta, empurrei com tudo alargando as paredes daquela xana molhada e quente. Ela gemeu alto, um grito estridente seguido de um gemido contínuo, manhoso. Afundei as unhas na sua carne e comecei a foder, devagar no começo, depois aumentando de uma vez, sentia o fundo da sua buceta, sentia meu pau estocando seu útero. Agarrei com mais força os seus quadris e os puxava contra mim a cada estocada, dando alguns tapas naquela bunda enorme e abundante. O som do corpo dela batendo no meu se misturando com os gemidos, me fez entrar em êxtase, nem me preocupando em fazer silêncio ou qualquer merda do tipo.
A virei de uma vez, fiz ela deitar de costas e fui logo por cima, no mesmo segundo em que enfiei todo meu pau em sua buceta, ela entrelaçou suas pernas na minha cintura, voltei a meter, chegando cada vez mais fundo. A fodia num ritmo selvagem, primitivo, toda a raiva acumulada que ela me fez passar durante todos esses meses, descontava em cada metida, era libertador, a melhor vingança que tive até agora na minha vida, fodendo aquela mulher insistente, desmontando aquela postura de mulher séria e fazendo ela gozar no meu pau sem parar. Senti que não iria aguentar por mais tempo.
— Vou gozar — falei olhando nos olhos dela.
— Dentro — ela sussurrou. — Goza dentro de mim.
Dei mais algumas metidas e comecei a jorrar porra dentro da buceta dela, os jatos ferventes fizeram com que ela sentisse uma onda de prazer, então, gozando junto comigo. Caí sobre ela, ofegante, nossas respirações, batimentos cardíacos, senti que estavam sincronizados, o suor escorria pela minha testa e pingava na blusa dela.
— Fim da aula prática — ela sorriu.
— Que pena, vou odiar esperar até amanhã.
Tirei meu pau de dentro e o esperma escorreu no chão.
— Você já está craque na bateria, não precisamos mais de aulas — ela se inclinou um pouco, mas ainda sentada no chão. — Mas...
— Vou te odiar para sempre se acabar com as nossas aulas aqui.
— Óbvio que não vão acabar — ela sorriu de orelha a orelha. — Que tal duas aulas no dia? Um pela tarde e outra pela noite, na minha casa?
— Uh — suspirei em alívio e em êxtase ao mesmo tempo. — Mal vejo a hora.
