Foi um Erro - Parte 2

Da série Foi um erro
Um conto erótico de Billie Jean
Categoria: Heterossexual
Contém 4581 palavras
Data: 02/06/2026 01:48:53

Continuando...

– Mas que porra é essa? – Gritei indignada, mas ao mesmo paralisada, em choque ao ver os dois ali.

– Calma, amiga! Não é o que você está pensando! Vem aqui, e senta do meu lado. Vamos conversar como adultas. - Falou Gisele calmamente.

– Como você pôde? Você é minha amiga! Minha melhor amiga! – Gritei, dessa vez partindo pra cima dela, enquanto Ricardo me segurou firme.

– Calma, Ju... A gente pode explicar. Fica calma... – Falou meu noivo, tentando me segurar.

– Isso não pode estar acontecendo! Isso não pode estar acontecendo! Só pode ser um sonho... um pesadelo! É isso! Isto tudo é um pesadelo...

– Jujuba, vamos conv...

– Jujuba é o caralho! – Falei, interrompendo-a, pois era como ela carinhosamente me chamava, e agora não era o momento pra isso.

– Isso tudo é um grande mal entendido. Eu posso explicar. – Disse Ricardo me encarando.

– Você tem dois minutos...

– Bem... Nós estávamos bebendo, e por eu não ter comido nada mais cedo, fiquei bêbado muito rápido e a Gisele tentou cuidar de mim...

– Isso! Eu tirei as roupas dele e botei ele debaixo do chuveiro, mas ele estava bêbado, e me puxou de brincadeira, molhando a minha roupa. Daí, eu tive que tirar a roupa também, mas continuei a dar banho nele...

– Eu estou com a minha mente um pouco confusa, e não me lembro de muita coisa, mas eu achei que você tinha chegado, e comecei a fazer carinho na Gi, achando que era você, Ju.

– Eu tentei me soltar, mas ele mesmo meio grogue, é muito forte e eu não consegui me soltar.

– Me desculpa, Gi... Eu não estava raciocinando direito... Me desculpa, Ju... Eu me sinto um monstro por isso... Estou muito envergonhado.

– Eu meio que fiquei com medo e congelei depois. Acabei deixando acontecer, torcendo pra ele acabar logo, pra que eu pudesse ir embora. Amiga, a todo momento, era o seu nome que ele falava, durante a transa. Eu juro...

- É sério isso? Vocês acham que eu sou o que? Uma idiota retardada? Ricardo, você ainda tá de pau duro! Gisele, tem porra escorrendo pela sua perna, e tem porra até no seu cabelo, e as suas roupas estão ali no canto e parecem bem secas.

Os dois se entreolharam e começaram a rir...

– Tudo bem, Ju! É o seguinte... Eu ia esperar as festividades de fim de ano passar mas agora não tem mais sentido continuar com essa farsa.

– Farsa? Que farsa?

Perguntei, olhando pros dois, tentando entender o que se passava.

– Ju... eu e a Gi... estamos tendo um caso...

– Um caso de amor! – Continuou Gisele, interrompendo o meu noivo.

– Sim. Um caso de amor, que está completando quase dois anos mais ou menos...

- Meu Deus!!! – Exclamei surpresa, colocando a mão na boca.

Meu mundo girou, e eu acabei sentando no chão, porque minhas pernas ficaram bambas.

Eles estão fazendo isso por dois anos, e eu nem percebi!

Comecei a me sentir mal, tremores, bile subindo...

– DOIS ANOS DE CASO? DOIS ANOS? SEUS PORCOS IMUNDOS! EU CONFIAVA EM VOCÊS... – Gritei com voz de choro embargado, e os olhos cheios d’água.

Ricardo gaguejou um pouco, seus olhos pareciam um pouco culpados, mas seu pau traidor ainda estava duro, até que ele conseguiu falar novamente.

– Você só pensa no Buffet, Ju! Só quer saber de trabalho! A vida não é só isso!

– Você é muito cara de pau! Se você me ajudasse mais no trabalho, eu não teria que me matar, pra manter o buffet funcionando, mas agora eu estou entendendo... As reuniões com potenciais clientes, que depois não vingavam... As idas ao médico, sendo que em todas as vezes não havia receituário ou remédios. O constante cansaço na cama e o sexo desleixado e rápido que você me dava... Meu Deus!!! Como pude ser tão burra?

– Essa é a sua versão, Ju! A minha é diferente... Eu chegava em casa cansado, querendo um carinho da minha noiva e ela estava mais cansada ainda ou com a mente no trabalho. O sexo era morno pra caralho... Um boquete de dois minutos com as luzes apagadas e um papai-mamãe sem graça... Você gemendo fraquinho, como uma virgem que não sabe transar... Quando a gente saía, era para lugares chatos e você nem se arrumava pra mim, às vezes indo de moletom.

Comecei a chorar com aquelas palavras e ele não parou...

– Sua bunda que era maravilhosa, agora está mais flácida, porque você parou de se cuidar. Me desculpa falar isso, mas eu só conseguia gozar, porque eu pensava em pornografia, entende? Eu pensava que estava com outra mulher. Tá vendo esse pau aqui? – Disse Ricardo, segurando o pau duro e fazendo questão de me mostrar. – Esse pau aqui só ficava duro pra você, porque antes eu tinha que tomar um tadala, mas com a Gi, ele fica duro só em olhar para ela.

Nesse momento, Gisele tentava conter o riso, enquanto eu chorava. Não sei se por pena, ela tomou a palavra...

– Sinto muito, Jujuba! Você é muito boazinha na cama, mas eu... Olha isso aqui! – Falou minha amiga da onça, abrindo as pernas e mostrando a virilha depilada com resquícios de sêmen. – Isso aqui é uma buceta de verdade! Tá vendo o lençol todo molhado? Foi porque ele me fodeu de quatro por 40 minutos. Aquele pauzão esticando a minha xoxota, até eu gozar várias vezes, e pra terminar, eu jorrei literalmente um squirt na cara dele.

Eu estava chocada com o que eu ouvia. Era muita informação e os dois não paravam o ataque.

- Eu chupo o meu homem bem gostoso por horas quando ele quer, e faço garganta profunda. Engulo tudo sem cuspir, e eu dou o meu cuzinho sem lubrificante, quando ele me pede.

- O cuzinho dela é delicioso, e você nunca deixou eu botar, Ju. Depois de anos, e você sempre com a resposta de que não estava pronta.

– Ontem ele meteu três dedos no meu rabinho enquanto me comia, gritando “TOMA, PUTA QUENTE!”!!! Você nunca fez nada assim, né? Ele endurece em segundos comigo.

– SUA FILHA DA PUTA!!! EU VOU TE MATAR!!! - Gritei desesperada, me levantando e partindo pra cima da Gisele, mas fui novamente contida por Ricardo, que me segurou por trás.

Senti seu pau duro, pressionando e esfregando em minha bunda, enquanto eu tentava me desvencilhar dele.

- Sabe de uma coisa? Vocês se merecem... E pensar que hoje... exatamente hoje, eu iria te dar o que você mais queria... Comprei uma lingerie nova, lubrificante e me preparei psicologicamente. Eu ia fazer anal contigo hoje, seu... seu...

– Ju, veja bem... Nós somos adultos e podemos resolver isso de alguma forma. Existem possibilidades. – Disse Ricardo, me virando de frente pra ele.

– O que? Que Possibilidades?

– Ju, vai ser perfeito! Eu ainda te amo muito! Adoro nossas conversas, e a gente trabalha bem junto. Somos uma boa equipe. Não precisamos estragar tudo. A gente pode tentar alguma coisa a três. Tenho certeza que a Gi pode ser uma ótima professora pra você na cama, e você vai melhorar muito. A gente podia tentar agora mesmo. Você veste a sua lingerie nova e eu como o seu cuzinho virgem bem gostoso. A Gi vai te ajudar a não sentir tanta dor, não é Gi?

– Sim, amiga... Eu vou te ensinar a chupar o caralho dele, como se fosse um aspirador. Vou te ensinar um monte de coisas, se você der o seu cuzinho pra ele agora.

– Deixa eu pensar... Não!!! Mil vezes não!!! Vocês acham que eu sou uma palhaça? Vão se foder vocês dois!

– Poxa, meu amor! Não precisa ser assim. Meu pau tá duro pra você, ainda mais agora, que você disse que ia me dar o cu. Vem pra cama! Vamos fazer bem gostoso... Nem que seja a nossa despedida...

– Isso, Jujuba! Vem pra cama, que eu vou te dar a primeira lição!

Nisso, Gisele vai até Ricardo e se ajoelha, engolindo o pau dele até a metade, sem usar as mãos.

– Que delícia! Tá vendo, Ju? É disso que estou falando. Você pediria pra ir devagar, mas ela quer que eu soque mais fundo. Entendeu? Eu preciso de uma mulher que trepe como um animal.

Lágrimas escorriam do meu rosto, até que não suportei mais e mandei eles se foderem de novo.

– Seus traidores nojentos!

Me virei pra sair, mas Gisele se levantou e segurou o meu braço, e me virou pra ela.

– Não fique com inveja! Prova um pouquinho dele na minha boca.

Não acreditei, quando aquela filha da puta ordinária me deu um beijo na boca. Na mesma hora, cuspi em sua cara e lhe dei um tapa tão forte, que ardeu a minha mão.

E tudo o que ela fez foi rir. Rir é pouco, ela na verdade gargalhou.

– Se ficar inchado, irei fazer um B.O. e eu tenho testemunha, sua putinha de merda...

– Sua piranha, ordinária... Nunca pensei que você pudesse fazer isso comigo.

– Eu sei que errei, amiga. Todos nós erramos, mas aconteceu... Todos nós somos culpados... Vamos esquecer isso tudo e agir como adultos. Vocês são sócios no buffet e a empresa está faturando alto. Não ponha tudo a perder por causa de uma picuinha.

– Picuinha? Você só pode estar de sacanagem? – Falei, não acreditando em tamanho absurdo que acontecia diante dos meus olhos.

– Isso acontece todos os dias, nas melhores famílias. É só você manter o seu profissionalismo e fingir que nada aconteceu para os funcionários. - Disse Ricardo, num tom sereno, como se nada estivesse acontecendo.

– Você só pode estar brincando...

– É que nem você fala. “Negócios em primeiro lugar” A gente conversa depois, tá bom?

– Sinto muito, amiga... mas eu preciso desse pau dentro de mim novamente. Estou viciada...

Virei as costas e saí batendo a porta, o vômito começou a subir e quando cheguei no estacionamento, não consegui segurar. Vomitei num canto, próximo ao meu carro.

Depois de botar os bofes pra fora, entrei no carro e me sentei. Segurei no volante, apertando com força, e comecei a chorar e gritar. Bati no volante várias vezes. Chutei a embreagem e fiquei ali, olhando pro nada.

Segundos viraram minutos, até que eu acabei adormecendo ao volante.

Não sei quanto tempo se passou, mas batidas na janela do carro me fizeram despertar, até que eu fui acordando, e vi Ricardo do lado de fora.

– Eu estava preocupado contigo! Você sumiu...

– Do que você está falando?

– Fiquei te ligando sem parar... Nós temos que conversar e encarar a situação. Você é uma excelente profissional e tenho certeza que você vai conseguir separar a relação pessoal da profissional.

– O meu lado pessoal está mandando você tomar no cu, e o meu lado profissional está mandando você se foder. Estamos entendidos? - Falei séria, mostrando o dedo do meio a ele.

– Hahaha, muito engraçado... Agora abre o carro, que o meu está na oficina e temos uma reunião muito importante hoje.

- Hoje? - Perguntei meio desorientada.

- Sim, Ju! Ontem foi ontem. Aquilo tudo foi um erro, entendeu? Foi um erro! Nós vamos superar isso e acertar as coisas, mas agora temos que focar na reunião.

– E eu quero saber de reunião? Eu não aguento nem olhar na sua cara...

Ricardo.

– Então me dá a chave do carro e sobe pra descansar um pouco, enquanto eu lido com a vida de adulto.

– Você tá falando sério? – Perguntei a ele, olhando para aquele rosto lindo com incredulidade.

– Lógico que é sério. Eu ainda te amo, Ju. É sério! E se eu pudesse e você topasse, viveríamos um trisal, mas acho que você não está preparada, mas eu prometo a você que iremos consertar isso.

– Quem ama não trai! Ainda mais com a melhor amiga da namorada.

– Eu sei que pisei na bola, mas eu te amo e não queria terminar contigo. É complicado, mas eu amo a sua companhia no trabalho, nas viagens e em casa. Só que eu amo a companhia da Gi também e o sexo com ela é... Não tenho nem palavras pra descrever.

– Você é um escroto, Ricardo! Eu juro que a minha vontade é quebrar todo o apartamento e botar fogo na loja...

– Melhor você subir e descansar um pouco. Só não pode ser no nosso quarto, porque a Gi está dormindo lá e ela trancou o quarto, com medo que você fizesse alguma maluquice com ela, enquanto ela dorme.

– Tá bom, Ricardo! Você quer fazer as coisas assim? Quer bancar o adulto e descolado que resolve tudo com praticidade? Então vamos fazer isso. Aqui estão as chaves. – Disse jogando as chaves no peito dele, enquanto eu saía do carro.

– Eu sabia que você seria razoável.

Passei por ele e fui em direção ao elevador, quando escuto ele falar...

– Por favor, Ju... Vocês são melhores amigas! Não faça nada estúpido que vá se arrepender depois.

Que ódio! Eles vão ver só...

Cheguei ao meu apartamento e de repente várias memórias vieram como se fosse uma enxurrada de sentimentos. As lágrimas não paravam de rolar, mesmo que eu enxugasse sem parar.

Olhei pro meu quarto e a porta estava trancada. Aquela vaca tinha realmente trancado a porta, mas o que ela não sabia, era que todas as portas tinham uma chave extra, e eu apenas pensava em como me vingar dela.

Fui pegar as chaves na gaveta da cozinha e vi que a tesoura estava ali. Imediatamente pensei em cortar o cabelo dela, e fui decidida a fazer isso.

Abri a porta com cuidado e vi Gisele deitada em minha cama, virada de lado. Ela estava dormindo, provavelmente cansada depois de gozar muito. Dei a volta por trás dela, e segurei seus cabelos, mas na última hora me faltou coragem de fazer isso. Deixei a tesoura de lado e fui até o armário pegar uma roupa nova. Peguei a primeira roupa social que eu vi e bati a porta com força, pra acordar a bela adormecida, que tomou um susto.

- Ju, como você entrou aqui? Olha, me desculpa por ontem. Eu bebi demais e acabei me excedendo. Eu não queria falar aquelas coisas. Foi mal...

- Você era a minha melhor amiga? Como pôde?

- Era? Você vai acabar a nossa amizade por causa de um erro?

- Um erro? - Perguntei a ela admirada.

- Sim, Jujuba. Foi um erro!

- UM ERRO DE QUASE DOIS ANOS? VOCÊ TEM NOÇÃO DO QUE ESTÁ FALANDO? - Gritei, partindo pra cima dela...

- Foi um erro sim, Jujuba. Quando aconteceu a primeira vez foi um erro e nós deveríamos ter falado contigo, mas como falar isso pra melhor amiga? Ponha-se no meu lugar um pouquinho.

- Você é muito cara de pau! Eu vou tomar banho, e quando eu sair não quero te ver aqui, ou eu vou acabar cometendo um crime.

Dei as costas a ela, e entrei no banheiro.

Deixei a água quente cair e pra variar chorei mais um pouco, dessa vez de soluçar.

Eu não sabia o que fazer. Meu mundo acabara de ruir. Como lidar com isso? Como chegar na empresa daqui a pouco e ter que olhar praquele filho da puta? Esse apartamento é da família dele. Vou ter que procurar um lugar pra morar e sair logo daqui. Fecho a empresa? Vendo pra ele? Faço um novo empréstimo pra comprar a parte dele?

Gritei com todas as minhas forças e continuei a chorar... Até que fui abraçada por trás e senti uma mão delicada no meu peito, e outra no meu ventre.

- Shhhhhhhh, calma... Tudo vai ficar bem? Esquece o dia de ontem... Vamos focar no futuro! Não era isso que você me falava? Os conselhos que você me dava...

Senti a mão dela, apertando meu seio, fazendo leve pressão no meu mamilo, enquanto a outra mão descia em direção da minha xoxota.

Eu estava paralisada. Acho que estava em choque, porque não consegui me mexer. Fiquei sem reação durante alguns segundos, mas quando a mão dela encostou no meu grelinho, eu tomei um choque e me desvencilhei dela.

- O que pensa que está fazendo? Eu nunca te dei esse tipo de intimidade, ainda mais agora... - Falei me virando de frente pra ela e encostando a minha bunda no azulejo do box.

- Desculpa, jujuba! Achei que você ia gostar de um carinho. Você tá precisando...

- Eu preciso que você saia daqui... Que você saia da minha casa, da minha vida... SAI, GI! SAI DAQUI!

- Tá bom, tá bom... Eu vou sair... Não precisa gritar, que eu não sou surda...

Gisele saiu do box, pegando a minha toalha. Usou-a, e estendeu a mão, como se fosse para eu pegar, mas quando eu fiz o movimento pra pegar, ela deixou cair no chão.

- Ops! Caiu no chão... Desculpa, mas você é muito lerdinha... - Disse virando as costas pra mim, dando uma gargalhada.

Chorei de raiva, mais uma vez, com a vontade de bater tanto nessa filha de uma rapariga, mas eu me contive e fiquei quieta.

Terminei o meu banho e saí molhada do box, pois eu não quis pegar a toalha do chão.

Gisele já tinha saído do apartamento. Eu me arrumei às pressas, pois eu já estava atrasada pra reunião.

Peguei o celular e vi que haviam mensagens do Ricardo, falando pra eu não me atrasar muito, porque um dos fornecedores já estava impaciente com o atraso.

Aquele idiota não sabia nem fazer uma simples reunião sem mim, enquanto eu fiz várias sem ele.

Tive que pegar um Uber, porque o safado traidor pegou o meu carro.

Não sei o que houve antes, mas quando eu cheguei pra começar a reunião, senti um clima estranho. Parece que a minha imagem estava meio arranhada.

Senti que dois, dos quatro fornecedores não ficaram satisfeitos.

- Ricardo, que merda você fez?

- Eu não fiz nada, Ju! Ficamos te aguardando. Só isso. Tratei-os bem. Ofereci café, whisky, bolo, biscoito e outras coisas...

- O Sandoval e o Gutierrez não me pareciam satisfeitos. Alguma coisa tá acontecendo...

- Impressão sua... Deve ser problema pessoal... Todo mundo tem. Nós mesmos estamos passando por uma pequena crise, mas tenho certeza que iremos resolver.

- Falando nisso, eu queria saber por quanto você venderia a sua parte da Noel Buffet.

- Você tá falando sério? É o nosso bebê, Ju... Eu não posso me desfazer daqui. Não tem preço...

- Eu não vou conseguir olhar pra sua cara todos os dias. Você tem que me vender a sua parte, ou comprar a minha!

- Não concordo com nenhuma das opções e estou disposto a te oferecer uma terceira opção.

- Não vejo como resolver, além das opções que eu te dei...

- Você tira umas férias... Dois meses... Dois não, três meses! Eu fico aqui gerenciando tudo em tempo integral.

- E as empresas do seu pai?

- Eu dou um jeito! Eu contrato alguém pra me ajudar com as empresas do meu velho, e fico aqui direto.

- Eu preciso mesmo de umas férias, mas não agora...

- Ju, tira um tempo só pra você. Aproveite um pouco a vida... Eu prometo que vou fazer tudo pra você. Vou esquecer a Gi, e toda semana eu viajo até onde você estiver, pra gente se reconectar. Fico uns dois dias contigo e volto pro trabalho.

- Hahahahaha, isso é sério? Você acha que isso vai resolver assim?

- Eu te amo, Ju! Eu quero você mais do que tudo.

- Sempre que eu fecho os olhos, eu vejo você na cama com ela. Isso não vai dar certo... Nada vai dar certo...

- Eu sei que vai ser difícil, mas eu estou disposto a fazer qualquer coisa... Eu deixo você se vingar, que tal? Eu deixo você transar com outro cara e aí ficamos quites.

- Eu teria que transar com seu melhor amigo por quase dois anos pra ficarmos quites. Está disposto a fazer isso?

Ele ficou em silêncio, e olhou pra baixo.

- Foi o que eu pensei, e mesmo se você dissesse que sim, eu não iria fazer.

- Já que você não me deixa escolha, eu vou procurar algum comprador pra empresa...

- Ju, tudo bem! Vamos fazer o seguinte... Não precisamos romper todos os laços. A gente trabalha bem junto. Eu não quero vender a empresa e eu sei que você também não quer.

- Não tem outra solução...

- Se você fizer isso, o futuro dono vai demitir todos os nossos funcionários. Vai deixar um monte de gente desempregada...

- Eu peço pro advogado colocar cláusulas que garantam 1 ano de trabalho pra todo mundo...

- Tire as férias, Ju! Vamos fazer um teste... Não é nem pensando na gente. Eu já entendi que você não quer mais se casar comigo, mas podemos ser sócios e acho que amigos.

- Eu não sei... Eu vou tirar um tempo pra mim, mas não serão meses... E enquanto isso eu vou procurar alguma solução pra empresa.

- OK. Eu não vou te decepcionar novamente. Você vai pra onde?

- Não sei ainda. Búzios talvez... Angra... Algum lugar naquela direção... e por favor, não me procure, a não ser que seja sobre a empresa, e quando eu voltar, sairei do apartamento.

- Você sabe que não precisa fazer isso...

Saí da sala, sem responder e sem olhar pra trás. Fui para o banheiro chorar mais um pouco e depois retoquei a maquiagem.

Falei com alguns funcionários dizendo que iria tirar férias, principalmente com Anita, que era o meu braço direito. Era ela que cuidava da parte operacional. Anita era o grande trunfo da empresa. Uma das melhores cozinheiras que eu conheço e sobrinha de uma prima da minha mãe.

- Anita, eu vou tirar umas férias, mas se tiver algum problema me manda mensagem, me liga, que eu volto correndo.

- Tudo bem, Juliana! Se algo acontecer, eu te informo.

Agora eu posso viajar mais tranquila e pensar melhor no que fazer. A solução ideal seria o Ricardo me vender a parte dele, mas pra isso eu teria que fazer um novo empréstimo. Tenho certeza que ele vai querer um absurdo, só pra me fazer desistir disso. Em último caso eu vendo essa empresa pra qualquer um que queira, e com o tempo eu abro outra empresa e contrato novamente os funcionários que mais prezo.

Eu já tinha um plano e agora era só uma questão de tempo.

Voltei pra casa, arrumei as malas e viajei pra região da cista verde. Durante o caminho, conversei com uma imobiliária, pra alugar uma casa durante um mês. Foi relativamente fácil, pois era fora de temporada e consegui um ótimo preço por uma casa bem aconchegante e próxima ao mar.

Minha rotina se tornou correr na praia todo dia de manhã, nadar, comer, pesquisar na internet e ver filme antes de dormir... além de chorar várias vezes ao dia e xingar aqueles dois traíras.

Alguns dias se passaram e realmente o Ricardo não me perturbou. Ele provavelmente deve estar comendo a Gisele na nossa cama todos os dias. Que ódio!!!

Anita também não me mandou mensagens.

Quando eu corria na areia da praia, passei a notar que vários homens me secavam, inclusive um deles assoviou pra mim.

Lógico que eu gostei, mas ignorei. Melhor assim.

Teve um dia que o meu tesão estava muito alto e eu tive que me masturbar.

O problema é que nas outras vezes que eu fazia isso, eu pensava no Ricardo me comendo,.mas agora eu não tinha como fazer mais isso.

Tentei pensar em algum cantor, ou algum ator que eu gosto, mas não deu certo. Acabei perdendo a vontade e fui dormir.

No dia seguinte, fui numa sex shop e comprei um vibrador, daqueles com controle remoto. Comprei um plug anal também, pra quem sabe fazer uma tentativa.

Cheguei em casa ansiosa, doida pra usar os novos brinquedos, afinal faziam dias que eu não transava.

Coloquei uma música pra dar um clima e comecei a usar o vibrador em mim, primeiro esfregando em meus mamilos e depois o coloquei na boca para molhar um pouco.

Chupei um pouco como se fosse de verdade, e fui descendo até chegar em minha virilha.

Esfreguei em meu clitóris um pouco e então liguei o brinquedo. Haviam várias intensidades de vibração e comecei com uma bem fraquinha e aos poucos fui aumentando.

Continuei a esfregar um pouco, enquanto massageava o meu seio com a outra mão.

Tentei não pensar em Ricardo, mas de vez em quando a imagem dele vinha na minha cabeça e isso era revoltante, mas ao mesmo tempo excitante.

Eu não tinha outra vivência sexual. Ricardo foi o meu primeiro com quem namorei mais sério e foi o meu primeiro e único homem.

Depois de superar esse empecilho, cheguei ao orgasmo, gemendo e ficando sem ar. Levei mais tempo, mas foi bom.

Após uns minutos, comecei novamente, mas dessa vez enfiei o vibrador em minha xoxota e o liguei.

Assim que começou a vibrar, senti um arrepio que me deixou um pouco tensa, mas logo depois relaxei.

Foi muito bom e agora tudo fluiu com maior rapidez e em poucos minutos gozei novamente, enquanto eu enfiava aquele vibrador em mim, fazendo movimentos de entra e sai, como se alguém estivesse me estocando.

Olhei pro plug anal que estava próximo ao travesseiro e resolvi experimentar. Era um tamanho pequeno, pois achei que um grande fosse doer.

Primeiro enfiei meu próprio dedo, e até que entrou fácil, mas quando coloquei um segundo dedo, senti um leve incômodo.

Acabei desistindo, mas no dia seguinte iria tentar novamente.

Dormi maravilhosamente bem e acordei com muita disposição. Eu estava mesmo precisando disso, e decidi que não esperaria chegar a noite pra brincar novamente.

Seguindo a minha rotina, fui correr e ao final do percurso, resolvi parar num quiosque pra tomar uma água de côco.

Fiquei admirando o mar e bebendo, até que de repente...

- Juliana? É você, Juliana?

Olhei para trás, pra ver quem era e fiquei surpresa em ver quem estava me chamando.

- Juliana! Caramba, não acredito!!!

Eu que não estava acreditando... Jamais imaginaria encontrar esse escroto por aqui.

- Oi, Clayton... Há quanto tempo que a gente não se vê... - Tentei botar o meu melhor sorriso, mas esse escroto não merecia nem um sorriso de canto de boca.

- Depois do que aquela sua amiga aprontou, achei melhor romper todos os laços...

O que será que ela fez?

- Eu entendi, mas vocês brigavam todo hora, né? Acho que assim foi melhor. Olha como você está todo bonitão...

Eu não menti para agrada-lo. Clayton estava mais sarado do que nunca. Abdômen trincado, bíceps gigantes e as coxas dele estavam grossas e bronzeadas. Foi impossível não olhar pra sunga laranja dele, que ostentava um belo pacote.

Olhei rapidamente, mas acho que ele percebeu, pois deu um sorriso.

- Comi ela está, Ju? Eu cortei totalmente a comunicação com ela. Ela está bem?

- Ela ficou bem mal depois que você deu um chute nela, mas não é da minha conta... - Falei sem demonstrar muito interesse, torcendo para que ele fosse logo embora.

- Ju, eu fiquei um pouco preocupado com ela depois, mas eu não tinha como aceitar o que ela propôs, mesmo com a grana que a família dela tem.

- Olha, eu não quero me meter, até porque no momento, nós não somos mais amigas.

- Sério? Mas vocês eram unha e carne... mas pensando bem, acho que você está melhor sem ela. Aquela sua amiga não vale nada...

Nem me fale... Sei muito bem disso agora... Só quero ficar sozinha, mas ele não se manca...

- É menino, ou menina? Sabe dizer isso ao menos?

- Menino ou menina? Como assim?

- O bebê da Gisele. É menino ou menina?

- O que? - Perguntei atônita a ele.

- Foi por isso que terminei com ela? Eu descobri que ela estava grávida, e eu não iria assumir o que não era meu.

- Gisele estava grávida? Puta que pariu!!!

Continua...

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Comentários

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Bom conto,mas a relação entre o marido e a amiga é muito escrota,atitudes bizarras. Acompanhando.

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