Como sempre, gosto de explicar um pouco da história antes, então aviso agora que o conto tem um pouco de ficção e começará com uma ideia mais de romance, de conhecimento, de transformação, e depois virão mais fetiches e coisas "pesadas". Vamos acompanhar Gustavo e Henrique (mais tarde Bianca) em uma história sobre a transformação de gênero através de uma ficção.
Nessa história usarei o "-" para falas pessoalmente, "~" para mensagens por computador ou celular e "**" para pensamentos específicos.
INICIO
Gustavo e Henrique estavam na casa dos 22 anos, ambos com famílias estruturadas, moravam sozinhos, cada um em um pequeno apartamento separados, mas no mesmo prédio, ambos sem muito contato com suas familias, aquilo era normal na região e na cultura local, ao fazer 20 anos a família dava um apartamento pequeno para a pessoa e ela meio que se virava com a estrutura proporcionada pela família e diminuindo drasticamente o contato com a família..
Gustavo e Henrique sempre foram melhores amigos, eram pessoas parecidas em alguns aspectos e bem diferentes em outros, eram duas pessoas boas, que não fazem mal a ninguém, todo mundo adora. Gustavo trabalhava em um grande laboratório, super famoso, e tinha um cargo solido enquanto Henrique vivia apenas do que lhe foi fornecido por sua familia enquanto escolhia qual caminho profissional desejava seguir..
Eles eram aquele tipo de melhores amigos que se conhecem a anos, compartilham todo tipo de coisa, até o tipo de fetiche e porno que gostam... Tinham gostos parecidos nesse tipo de coisa, ambos gostavam de alguns fetiches pesados, das mesmas atrizes, ja que nao tinham muito contato com o mundo a fora e so tinham a amizade um do outro, aquilo acabou se tornando algo normal de se compartilhar... Mas Henrique tinha algo que ele só teve coragem de compartilhar com Gustavo depois de muitos anos...
Ele sempre achou as mulheres fascinantes, além de achar elas lindas, gostar de se relacionar com elas, ele as vezes se pegava imaginando ser uma mulher, ser aquela mulher que ele assistia no porno, na televisão, ou ate via na rua, direto ele imaginava "como seria incrível ser assim", "como seria incrível ser uma garota", "como seria incrivel usar essa roupa, como seria incrivel usar uma calcinha".... Mas Henrique era uma pessoa bem masculina, possuía barba, não era uma pessoa baixa, apesar de não ser alto, também não era baixo, e as pessoas o consideram uma pessoa máscula, só que ninguém sabia que no fundo, Henrique tinha aquele desejo, aquela curiosidade que crescia cada vez mais e mais, até que ele decidiu contar para Gustavo em um momento bem especifico...
Gustavo:
- Cara, eu estava vendo um vídeo da Lana Rhoades, ela é insana, como pode uma mulher tão bonita ter entrado para esse mundo de pornografia...
Henrique:
- Pois é, não entendo também..
Henrique suspirava meio fundo, pensando naquilo que sempre sentiu, e então criou coragem..
Henrique:
- Sabe, a gente sempre foi melhores amigos, eu sempre compartilho tudo com você.. Mas tem algo que venho descobrindo cada vez mais recentemente, não tinha muita coragem mas acho que quero compartilhar com você, meio do nada, mas acho que preciso compartilhar agora..
Gustavo:
- Que isso cara, deixa de bobagem, sabe que pode falar, a gente sempre fala tudo sobre fetiche e esse tipo de coisa
Henrique:
- Mas acho que não tem muito a ver com fetiche dessa vez...
Gustavo:
- Então o que seria ?
Henrique:
- É que sei lá, você disse sobre a Lana, e as vezes quando vejo esse tipo de coisa eu penso que gostaria de ser uma mulher...
Gustavo:
- Ih, mas tipo, ser uma mulher mesmo ?
Henrique:
- Sim.. Não só no sexo, sei la, penso que ser uma mulher pode ser legal..
Gustavo:
- Mas tipo, ser uma mulher ? Trans ? Você nunca deu indícios disso cara, tudo bem que você é mais meigo e tal, mas sei la, você tem barba, sempre foi "masculo"..
Henrique:
- Naooo, não seiii, mas seria legal ter uma experiência, se eu pudesse ser uma garota por um dia eu com certeza aceitaria na hora a ideia.. Imagina como deve ser legal ser uma garota, o tratamento das pessoas, o desejo, usar roupas...
Gustavo (Em um tom de risada):
- Cara, aquelas calcinhas enfiadas na bunda não devem ser nada legais..
Henrique (Dizia logo se arrependendo e se sentindo envergonhado):
- Deve ser sim.. Acho que pode ser excitante a sensação..
Gustavo (Dizia meio sem graça):
- Se faz sentido para voce.. Não vou dizer que eu aceitaria isso para mim, mas eu sempre entendo você, não te julgo, mas me surpreendi..
Henrique ficava aliviado, sabia que Gustavo sempre era legal com ele, mas ainda assim era algo que o deixava envergonhado... Passaram alguns dias, Henrique preferiu fingir que nem falaram sobre o assunto, mas Gustavo aparece com uma mensagem
Gustavo:
~ Então... lembra daquele assunto que você me contou há umas semanas?
Henrique sentiu o rosto esquentar imediatamente ao olhar a mensagem, se sentindo envergonhado com Gustavo lembrando o assunto.. Então tentou disfarçar
Henrique:
~ Qual deles?
Gustavo:
~ Você sabe qual.
Henrique ficou meio sem graça mas prosseguiu
Henrique:
~ Ah... Acho que sei então..
Gustavo:
~ Essa semana eu passei por alguns setores diferentes do laboratório. Alguns projetos são bem mais sigilosos do que os que eu costumo ver.
Henrique:
~ E daí?
Gustavo:
~ Eu ouvi umas conversas estranhas. Sobre uma pesquisa experimental. Pelo que entendi, eles desenvolveram uma pílula capaz de alterar completamente o corpo de uma pessoa para o outro gênero e um antídoto para isso.
Henrique soltou uma risada nervosa ao ler, no fundo mesmo parecendo loucura ele acha super interessante..
Henrique:
~ Isso parece ficção científica.
Gustavo:
~ Eu também achei..
Henrique:
~ E você acreditou?
Gustavo:
~ Não no começo. Mas depois eu vi algumas coisas que me fizeram pensar que era verdade. Eu estava ajudando a organizar materiais de um dos setores quando encontrei uma cápsula, tipo uma pequena caixa metalica, guardada separadamente das outras.
Henrique:
~ Separada?
Gustavo:
~ Sim. Ela estava em um recipiente próprio, com uma etiqueta diferente. Quando perguntei sobre ela, me disseram que era uma das versões mais avançadas do projeto.
O coração de Henrique acelerou.
Henrique:
~ E o que aconteceu com ela?
Gustavo hesitou..
Gustavo:
~ Ela estava numa lista de descarte.
Henrique:
~ Descarte? Então deu errado?
Gustavo:
~ Não. Pelo contrário. Pelo que me explicaram, o projeto já estava em outra fase. Aquela cápsula fazia parte de um lote anterior que não seria mais utilizado. Quando eles avançam para uma nova versão, costumam descartar as amostras antigas.
Henrique:
~ Então ela funciona?
Gustavo:
~ Pelo que ouvi... sim.
Henrique viu a mensagem e demorou de responder dessa vez, meio confuso, meio intrigado, pensando naquilo que sonhou por tempos escondido sem ter nenhum contato real e nem mesmo esperança, pois já vivia uma vida masculina, era super masculina, e uma oportunidade de mudança total com possibilidade da reversao é algo que ele sempre sonhou em poder experienciar mas achava que era algo impossivel.. Depois de um tempo ele responde
Henrique:
~ Mas o que você fez com ela ?
Gustavo abriu a câmera do celular e enviou uma foto para Henrique...
Gustavo:
~ Quando ouvi o que essa pílula fazia, eu lembrei imediatamente de você.
Na foto mostrava uma pequena caixa metálica aberta, mostrando uma única cápsula translúcida.
Gustavo:
~ E antes que ela fosse enviada para descarte... eu guardei ela.
Henrique encarou a foto sem conseguir dizer nada. Aquilo era impossível. Durante anos, aquela ideia tinha sido apenas um pensamento que ele nunca compartilhava com ninguém.
Agora, pela primeira vez, ela parecia estar ao alcance da sua mão e isso era muito mais assustador do que ele imaginava, ou talvez animador.
Henrique ja demonstrando interesse com um pouco de medo, prosseguia nas mensagens
Henrique:
~ Não é possível... E você acha que isso é seguro ?
Gustavo:
~ Eles descartaram essa unidade apenas porque viriam novas versões, mas ela é funcional, se você quer, a gente pode testar.
Henrique mais uma vez demorava de responder, pensando, um pouco aflito, mas ele queria tanto, mais uma vez ele voltava a pensar em todos aqueles sentimentos que ele gostaria de sentir, todas as experiências que ele gostaria de ter, e sem pensar muito mandava
Henrique:
~ Vamos testar, consegue vir aqui ?
Gustavo:
~ Claro, estou a caminho
Como moravam no mesmo prédio, rapidamente Gustavo chegou na porta de Henrique, logo se cumprimentaram e então Gustavo abriu a mochila e retirou a pequena caixa metálica. Imediatamente o ambiente pareceu ficar mais sério. Henrique encarou a caixa.
Era estranho pensar que, durante anos, aquilo tinha sido apenas uma ideia distante. Um pensamento que aparecia de vez em quando e que ele nunca esperou poder explorar de verdade.
Agora a possibilidade estava ali.
Na sua frente.
Gustavo:
- Antes de qualquer coisa, tem uma coisa que eu preciso te contar
Henrique:
- O quê?
Gustavo:
- Eu consegui ler parte da documentação.
Henrique já sentiu um tom estranho
Gustavo:
- A cápsula não funciona sozinha.
Henrique:
- Como assim?
Gustavo:
- Ela precisa registrar uma pessoa como âncora.
Henrique:
- Âncora?
Gustavo:
- Alguém que conheça sua identidade original. Alguém capaz de iniciar a reversão.
Henrique piscou algumas vezes.
Henrique:
- Então eu não consigo voltar sozinho?
Gustavo:
- Pelo que eu entendi, não.
Henrique:
- E você seria essa pessoa?
Gustavo:
- Sim..
Henrique ficou em silêncio por alguns segundos.
Henrique:
- Então, quando eu quiser voltar, você simplesmente me dá um antídoto?
Gustavo:
- Não é tão simples.
Henrique:
- Como assim?
Gustavo:
- Pelo que eu consegui ler, a reversão não acontece só por causa da pilula. A âncora precisa confirmar quem você era antes da transformação na caixa metálica.
Henrique:
- Confirmar?
Gustavo:
- É. Como se o sistema precisasse de uma referência externa para saber para qual estado deve voltar.
Henrique:
- Isso parece ainda mais ficção científica.
Gustavo:
- Eu sei...
Henrique:
- Então você decide quando eu volto?
Gustavo:
- Não...
Henrique:
- Não?
Gustavo:
- A pessoa transformada também precisa aceitar a reversão.
Henrique franziu a testa.
Henrique:
- Então você não pode me forçar a voltar?
Gustavo:
- Não.
Henrique:
- Mas eu também não consigo fazer isso sozinho.
Gustavo:
- Exatamente!
Henrique encarou o chão por alguns instantes.
Henrique:
- Então os dois precisam concordar...
Gustavo:
- Foi exatamente o que eu entendi dos relatórios.
Henrique:
- Estranho.
Gustavo:
- Talvez seja uma medida de segurança.
Gustavo:
- Você ainda quer tentar.. ?
Henrique pensava, sentia um pouco de medo, mas a sua vontade era tão grande que ele sentia uma grande coragem para tentar...
Henrique:
- Sim... Confio em você!
Gustavo:
- Então vamos lá, você precisa colocar sua digital nessa parte da caixa metálica enquanto a pílula esta lá dentro!
Henrique colocava sua digital, e logo após Gustavo colocava a sua na parte de âncora, e logo após a caixa soava uma voz
Caixa:
- O consumidor da pílula por favor diga: Concordo e aceito os termos da transformação.
Henrique meio confuso demorava um pouco de entender e de dizer o que foi pedido e então a caixa soava novamente
Caixa:
- Cancelando operação emHenrique (falando um pouco mais alto e desesperadamente):
- CONCORDO E ACEITO OS TERMOS DA TRANSFORMAÇÃO
Caixa:
- A âncora da transformação por favor diga: Concordo e acompanho a transformação.
Gustavo (dizia calmamente):
- Concordo e acompanho a transformação
E então a caixa erguia o meio com a pílula liberando a sua retirada, Henrique meio receioso a pega com as mãos..
Gustavo:
- Você deve tomar, e pelo que vi na documentação as transformações vão acontecendo de forma lenta durante 24h.
Henrique (dizia gaguejando e levando a pílula até sua boca):
- E-e-entendi....
Henrique então engolia a pílula e eles ficavam em silêncio por algum tempo
Gustavo:
- Acho que é melhor eu ir indo... Você deve ter essa experiência inicial sozinho... Qualquer coisa você me liga ou me manda alguma mensagem, estou aqui do lado mesmo.
Henrique (meio aflito e um pouco envergonhado):
- Tudo bem..
Gustavo então saia levando a caixinha metálica e Henrique ficava sozinho, refletindo sobre tudo o que aconteceu ali agora e imaginando quando os efeitos começariam e como seriam... Ele estava vivendo um sonho e aquilo era apenas o começo...