Más associações estragam hábitos úteis – Um segredo guardado a 7 chaves - VII

Um conto erótico de contos.eroticos
Categoria: Grupal
Contém 3526 palavras
Data: 11/06/2026 08:37:01

Augusto entrou na sala e aceitou a taça que Bianca lhe oferecia.

– Sentiu saudade, chefinho? – ela perguntou.

– Você continua falando demais.

– E você continua gostando.

Um sorriso discreto surgiu no rosto dele.

Então seus olhos encontraram Giulia.

Não a examinou com vulgaridade. Apenas a observou com a atenção tranquila de quem estava acostumado a perceber detalhes: a rigidez de seus ombros, as mãos unidas diante do corpo, a curiosidade mal escondida em seu olhar.

Karina se aproximou.

– Augusto, esta é Giulia.

Ele estendeu a mão.

– Finalmente.

Giulia apertou seus dedos.

– Finalmente?

– Ouvi bastante sobre você.

Ela lançou um olhar rápido para as três.

– Espero que tenham falado bem.

– Falaram com interesse.

Augusto soltou sua mão, mas continuou observando-a.

– Disseram que você é curiosa.

– E disseram que o senhor gosta de mandar.

Bianca abafou uma risada. Fernanda ergueu discretamente as sobrancelhas. Karina permaneceu séria, acompanhando a reação dele.

Augusto apenas sorriu.

– Só em quem gosta de obedecer.

Giulia sustentou seu olhar por mais alguns segundos antes de se sentar na poltrona, em frente ao sofá.

O celular antigo continuava escondido entre os objetos da estante. A tela estava apagada, a câmera direcionada para o centro da sala. De onde estavam, ninguém poderia percebê-lo.

Nem mesmo Augusto.

Giulia sentiu uma segurança silenciosa ao lembrar que o aparelho estava ali. Não pretendia usar o vídeo. Não queria ameaçar ninguém. Queria apenas deixar de ser a única pessoa cuja vida podia ser destruída por uma gravação escondida.

Karina possuía uma garantia.

Agora Giulia também teria a sua.

Augusto ocupou o centro do sofá como se aquela posição sempre tivesse pertencido a ele. Aos sessenta e dois anos, carregava a maturidade com naturalidade. Os cabelos grisalhos estavam cuidadosamente penteados, e as linhas firmes ao redor dos olhos davam ao rosto uma expressão experiente. A camisa escura acompanhava seus ombros largos, e sua postura permanecia ereta, controlada, sem qualquer esforço para parecer mais jovem.

Sua presença não dependia da força física.

Dependia do silêncio que surgia quando ele falava.

Karina sentou-se à direita dele.

Aos trinta e cinco anos, tinha cabelos castanho-escuros, lisos e cortados pouco abaixo dos ombros. O rosto de traços firmes combinava com os olhos atentos e a postura que costumava assumir diante de funcionários, pastores e fornecedores. Seu vestido preto era elegante e discreto, ajustado na cintura e suave sobre os quadris.

Naquela sala, porém, Karina parecia diferente.

Não frágil.

Não insegura.

Apenas disposta a abrir mão do comando que carregava durante todos os outros dias.

Sentou-se com as pernas juntas e as mãos repousadas sobre o colo. Seus ombros estavam relaxados, o queixo ligeiramente baixo. De vez em quando, levantava os olhos para Augusto, aguardando uma palavra ou um gesto.

Bianca tomou o lugar do outro lado.

Com trinta e dois anos, era a mais expansiva das três. Os cabelos longos e ondulados tinham reflexos dourados que apareciam sob a iluminação suave. Seus lábios expressivos guardavam um sorriso provocador, e o vestido vinho deixava um dos ombros descoberto, acompanhando as curvas de seu corpo sem perder a elegância.

Ela cruzou as pernas e ergueu a taça.

– Vai ficar só olhando para a gente?

Augusto voltou o rosto em sua direção.

– A impaciência continua sendo seu pior defeito.

– Ou minha melhor qualidade.

– Depende do que você pretende conseguir com ela.

Bianca sorriu e levou a taça aos lábios.

Fernanda permaneceu na ponta do sofá.

Aos trinta e quatro, possuía uma beleza mais serena. Os cabelos negros e volumosos estavam presos num coque baixo, deixando parte do pescoço à mostra. Seu rosto delicado, de olhos grandes e expressão reservada, contrastava com as curvas suaves escondidas pelo vestido azul-escuro de tecido acetinado.

Ela não provocava como Bianca nem sustentava a firmeza de Karina.

Sua sensualidade aparecia nos pequenos sinais: os dedos apertando levemente a própria taça, a respiração mais profunda, o modo como desviava os olhos e depois voltava a encarar Augusto.

Giulia observava as quatro pessoas diante dela.

Já conhecia aquelas mulheres de outras formas. Já havia visto seus corpos, ouvido seus gemidos e participado de seus segredos. Ainda assim, a presença de Augusto mudava completamente a atmosfera.

Karina, principalmente.

A mulher que normalmente determinava o ritmo parecia encontrar prazer em esperar.

Augusto repousou a taça sobre a mesa.

– Faz quanto tempo?

– Seis meses – Karina respondeu.

– Muito tempo.

– Você estava ocupado.

– Você também.

Ela abaixou os olhos.

Bianca sorriu de lado.

– Ela reclamou bastante.

Karina lançou à amiga um olhar de advertência.

Augusto percebeu.

– Olhe para mim, Karina.

Ela obedeceu imediatamente.

Foi um gesto simples, mas a mudança na sala foi quase física.

– Bianca está mentindo? – ele perguntou.

– Não.

– Então não olhe para ela como se estivesse.

– Sim, Augusto.

Giulia sentiu um arrepio.

Karina não parecia humilhada. Pelo contrário. A resposta saiu baixa, firme, carregada por uma expectativa que deixava seu rosto mais suave.

Augusto indicou seus pés.

– Tire os sapatos.

Karina se inclinou e soltou as tiras dos saltos. Colocou os dois lado a lado junto ao sofá e retomou a postura anterior.

– Levante-se.

Ela se colocou de pé diante dele.

O vestido preto acompanhou o movimento de seu corpo. Sem os saltos, parecia um pouco mais baixa, mas não menos imponente. Apenas mais próxima. Mais exposta à atenção dele.

Augusto olhou para Bianca.

– Você também.

Bianca deixou a taça sobre a mesa.

– Pensei que não fosse pedir.

– Não pedi sua opinião.

O sorriso dela se tornou ainda mais provocador, mas obedeceu.

Retirou os sapatos e se levantou ao lado de Karina. Seus cabelos ondulados caíram sobre um dos ombros, e ela os afastou devagar, consciente de que todos acompanhavam o gesto.

Fernanda percebeu quando Augusto voltou os olhos para ela.

Não esperou a ordem.

Começou a levantar-se.

– Eu ainda não pedi – ele disse.

Fernanda parou no meio do movimento, sentando-se novamente.

– Desculpa.

– Espere.

Ela uniu as mãos sobre as pernas.

Augusto deixou o silêncio se prolongar por alguns segundos. Fernanda respirava mais profundamente, mas permaneceu imóvel.

– Agora pode.

Ela se levantou.

As três ficaram diante dele.

Giulia continuava na poltrona, afastada o suficiente para apenas observar, mas próxima o bastante para sentir a tensão que crescia entre todos.

Augusto olhou para Karina.

– O vestido.

Ela levou as mãos até o fecho nas costas.

O zíper desceu lentamente, produzindo um som baixo no silêncio da sala. Karina deixou o tecido deslizar pelos ombros e o segurou antes que caísse completamente. Dobrou-o com cuidado e o colocou sobre uma cadeira.

Por baixo, usava uma lingerie preta, sofisticada, de renda delicada. As linhas escuras acompanhavam sua cintura e realçavam as curvas que as roupas formais da igreja costumavam esconder.

Karina permaneceu diante dele, com os braços ao lado do corpo.

Um rubor discreto surgiu em seu rosto.

Augusto não disse nada por alguns instantes.

Apenas a observou.

A espera parecia afetá-la mais do que qualquer elogio. Sua respiração ficou um pouco mais profunda, e os dedos se fecharam brevemente antes de relaxarem outra vez.

– Bonita – ele disse por fim.

Karina abaixou os olhos.

– Obrigada.

– Olhe para mim quando responder.

Ela ergueu o rosto.

– Obrigada, Augusto.

Ele assentiu e voltou-se para Bianca.

– Sua vez.

Bianca não tinha a mesma reserva de Karina.

Afastou os cabelos e abriu o vestido com movimentos lentos, quase teatrais. O tecido vinho desceu, revelando uma lingerie em tom semelhante, com renda escura e detalhes delicados sobre sua pele.

Ela segurou o vestido numa das mãos.

– Onde coloco?

– No mesmo lugar.

Bianca passou por Karina e deixou a peça sobre a cadeira. Ao retornar, roçou propositalmente o ombro no da amiga.

Karina não reagiu.

Mas Giulia percebeu o pequeno sorriso que surgiu em seus lábios.

Fernanda foi a última.

Augusto apenas disse seu nome.

– Fernanda.

Ela compreendeu.

Abriu o vestido azul devagar, deixando o tecido acetinado cair dos ombros. A lingerie clara que surgiu por baixo contrastava com os cabelos negros e com o tom quente de sua pele. Era elegante, delicada, escolhida para revelar sem parecer ostensiva.

Fernanda dobrou a roupa e a colocou junto às demais.

Quando voltou, manteve os braços próximos ao corpo.

Augusto a observou.

– Nervosa?

– Um pouco.

– Por quê?

Ela demorou a responder.

– Porque fazia tempo.

– E porque Giulia está olhando?

Fernanda voltou os olhos para a jovem na poltrona. O rubor em seu rosto se intensificou.

– Também.

Augusto fez um gesto para que se aproximasse.

Fernanda deu dois passos.

Ele tocou seu queixo, levantando suavemente seu rosto.

– Então não se esconda dela.

Fernanda manteve os olhos abertos.

– Certo.

Augusto retirou a mão.

– Sentem-se.

As três voltaram ao sofá, agora apenas com as lingeries. Karina ficou no centro, Bianca de um lado e Fernanda do outro. Seus ombros se tocavam, e a proximidade parecia tornar a respiração delas mais sincronizada.

Augusto permaneceu em pé diante das três.

Giulia observava cada detalhe.

A firmeza de Karina começava a ceder lentamente. Não para o medo, mas para uma tranquilidade diferente. Era como se, ao receber instruções simples, ela pudesse descansar de todas as decisões que precisava tomar fora dali.

Augusto percebeu a mudança.

– Mãos sobre as pernas.

Karina obedeceu.

Bianca fez o mesmo, embora com um sorriso discreto.

Fernanda demorou apenas um segundo a mais.

– Karina – Augusto disse.

– Sim.

– Por que está aqui?

Ela levantou os olhos.

– Porque queria vê-lo.

– Só isso?

– Não.

Ele esperou.

– Porque passei muito tempo comandando tudo – ela continuou. – E não quero comandar esta noite.

Augusto se aproximou.

– Então não comande.

A resposta fez Karina fechar os olhos por um instante.

– Olhos abertos – ele disse.

Ela obedeceu.

– Sim, Augusto.

Bianca se inclinou na direção dela.

– Sentiu falta disso, não sentiu?

Karina não respondeu.

Augusto olhou para Bianca.

– Ela não precisa responder a você.

Bianca recostou-se novamente no sofá.

– Entendido.

– Diga direito.

O sorriso dela desapareceu apenas o suficiente para revelar que também sentia a autoridade dele.

– Entendido, Augusto.

Fernanda observava tudo em silêncio.

Augusto caminhou até ela e soltou o coque que prendia seus cabelos. Os fios negros caíram pelos ombros.

– Melhor – disse.

Fernanda passou os dedos pelas pontas do cabelo, mas ele segurou sua mão antes que ela pudesse arrumá-los.

– Deixe assim.

Ela soltou os fios.

– Está bem.

Augusto voltou para diante de Karina.

Tocou seu rosto com a ponta dos dedos, depois passou lentamente a mão por seus cabelos. Karina permaneceu imóvel, seguindo seus gestos apenas com os olhos.

Bianca se aproximou mais da amiga, deixando a perna encostar na dela.

Fernanda fez o mesmo do outro lado.

As três cercavam Karina sem retirar dela o centro da atenção.

Augusto olhou para Bianca.

– Beije-a.

Bianca tocou o rosto de Karina e se aproximou.

O beijo começou lento. Quase cuidadoso. Os lábios se encontraram sem pressa, prolongando a tensão construída durante toda a noite.

Karina correspondeu, mas não tomou o controle.

Deixou que Bianca conduzisse o primeiro contato, mantendo as mãos sobre as próprias pernas até que Augusto permitisse outra coisa.

– Pode tocá-la – ele disse.

Só então Karina levou uma das mãos até a cintura de Bianca.

Fernanda observava de perto, a respiração presa.

Augusto voltou os olhos para ela.

– Você também.

Fernanda se aproximou de Karina pelo outro lado. Beijou seu ombro, depois a linha delicada de seu pescoço, enquanto Bianca continuava diante dela.

Giulia sentiu o ar da sala mudar.

Os gestos tornaram-se mais lentos e intensos. As mãos percorriam cabelos, ombros e cinturas. A renda das lingeries se confundia sob a iluminação baixa, e as três mulheres pareciam construir uma intimidade antiga diante de Augusto.

Ele não precisava participar de cada movimento.

Sua autoridade estava no modo como controlava o ritmo.

Numa palavra.

Num olhar.

Na espera.

Karina permanecia no centro, recebendo a atenção das duas amigas e aguardando a próxima orientação. De vez em quando, olhava para Augusto, como se precisasse confirmar que ele continuava acompanhando cada reação.

E acompanhava.

O celular escondido na estante também.

Giulia quase havia se esquecido dele.

A gravação registrava Augusto diante das três, Karina obedecendo voluntariamente às suas palavras, Bianca e Fernanda se aproximando cada vez mais, as roupas abandonadas sobre a cadeira e a intimidade secreta que nenhum dos maridos poderia imaginar.

A imagem seria suficiente.

Mais do que suficiente.

Ainda assim, Giulia não sentiu satisfação por ter conseguido sua garantia.

Sentiu excitação.

Curiosidade.

E uma estranha inveja do modo como Karina conseguia entregar o controle sem parecer perder a própria força.

Augusto afastou-se um pouco e sentou-se novamente.

Karina observou o movimento.

– Venha – ele disse.

Ela se levantou do sofá.

Caminhou até ele e parou entre seus joelhos.

Augusto segurou suas mãos.

– Ainda é o que quer?

– É.

– Então mostre às outras por que sempre volta.

Karina respirou fundo.

Atrás dela, Bianca e Fernanda permaneciam sentadas, os cabelos desalinhados, os lábios entreabertos e os corpos próximos. Giulia não conseguia desviar os olhos.

Karina se ajoelhou diante de Augusto.

Não havia vergonha em seu movimento.

Havia escolha.

Confiança.

E uma expectativa intensa que parecia envolver toda a sala.

Augusto tocou seus cabelos e inclinou-se para dizer algo que Giulia não conseguiu ouvir.

Karina respondeu:

– Sim, chefinho.

Bianca sorriu ao ouvir o apelido.

Fernanda fechou os olhos por um breve instante.

A mão de Augusto permaneceu sobre os cabelos de Karina, firme sem ser brusca. Ele a observava com a calma de quem conhecia cada expressão dela, cada hesitação e cada mudança em sua respiração.

Quando o momento avançou para uma intimidade que exigiria uma descrição mais direta, Giulia percebeu que estava prendendo o ar.

Karina avançou com as mãos na calça de Augusto, abrindo o ziper e junto com a cueca que ele usava, foi baixando até as pernas, entregando para Fernanda, que guardou, logo volto e ficou de joelhos ao lado de Karina, com Bianca do outro lado.

Karina então sem usar as mãos, apenas com a boca começa a lamber a chupar o pau de Augusto, que aos poucos começava a ficar ereto, Giulia olhava atenta, Karina iniciar aquele boquete, um boquete intenso, Augusto segurava a nuca dela, apenas como apoio, deixando Karina engolir cada centímetro dele com sua boca.

Até que Augusto segura ela pela nuca, forçando o quadril contra a boca de Karina, forçando o pau fundo dentro da garganta dela.

Karina colocava as mãos para trás, enquanto Augusto começava a foder a boca dela, aos poucos o que tinha começado leve, começa a ganhar intensidade e força, o barulho ecoava com o pau dele indo no fundo da garganta dela.

Depois de um tempo fodendo a boca de Karina, Augusto de volta para Bianca e manda ela tomar o lugar da amiga, e uma por uma, ele começa a foder suas bocas, enquanto ele fazia em uma, as outras permaneciam de joelhos uma do lado da outra, olhando como aquele homem fazia seus movimentos de vai e vem.

Giulia olhava aquilo, seus mamilos estavam durinhos de excitação e sua buceta molhada por baixo da calcinha, ela apenas olhava, aquelas 4 pessoas se entregando ao desejo e até se esquecia que o celular, estava gravando tudo.

Depois de foder a boca de Fernanda, Augusto de senta no sofá, com o pau duro apontando para cima, sem dizer nada, as 3 começam a mama-lo novamente, mas agora ao mesmo tempo.

Ele segura Karina pelo queixo e diz:

– Agora senta ..

Ela entendeu bem, Karina vira de costas para ele, começa a sentar no colo de Augusto, Fernanda, segura o pau dele e direciona para a buceta de Karina.

Ela então começa a quicar, rebolando em cima do pau de Augusto, Bianca e Fernanda começam a se beijar e a transar entre as duas, enquanto Augusto sentia Karina quicando em cima da rola dele.

Depois de um tempo, elas começam a revezar, sentando no colo dele, enquanto outras duas se pegam no chão.

Giulia olhava aquilo, bem excitada, parecia que estava assistindo um filme porno de camarote, leva a mão em seu seio por cima da blusa e toca nele, apertando enquanto morde os lábios de forma instintiva.

Depois de meter na ultima das 3 amigas, Augusto olhava Karina, ela já entendia o que era, apenas fica entre as pernas dele novamente e começa a mama-lo, sugando o pau dele de maneira mais intensa, até que aquele homem, começa a gozar, ela tira o pau da boca e fica segurando ele na frente do seu rosto.

Os jatos de Augusto eram abundantes, jorravam no rosto e seios de Karina, deixando ela toda lambuzada.

Depois do banho de porra, Bianca e Fernanda se juntam com Karina e as 3 começam a se beijar e a lamber uma da outra a porra de Augusto.

Depois, a sala parecia menor.

Mais quente.

A música ainda tocava em volume baixo, misturada às respirações que começavam lentamente a se acalmar. As roupas continuavam dobradas sobre a cadeira. As taças, esquecidas sobre a mesa.

Karina estava recostada contra o sofá, os cabelos desfeitos sobre os ombros. Seu rosto carregava uma tranquilidade que Giulia nunca vira nela dentro da igreja. Toda a rigidez habitual havia desaparecido.

Augusto estava sentado ao lado, observando-a.

– Melhor? – perguntou.

Karina abriu os olhos.

– Muito.

– Você precisava descansar.

Ela sorriu.

– Do seu jeito.

– Do jeito que você veio buscar.

Bianca estava deitada na outra extremidade do sofá, com uma perna dobrada e os cabelos ondulados espalhados pelas almofadas. Ainda conservava um sorriso satisfeito.

– Nosso chefinho continua convencido.

Augusto olhou para ela.

– E você continua voltando.

– Talvez eu goste de homens convencidos.

– Você gosta de provocar.

– Também.

Fernanda estava sentada no tapete, próxima a Karina. Passava lentamente os dedos pelos cabelos da amiga, reorganizando algumas mechas.

– Está tudo bem? – perguntou.

Karina assentiu.

– Está.

Fernanda beijou sua testa.

Havia uma ternura silenciosa entre as três que não desaparecia quando Augusto estava presente. Ele não substituía a ligação delas. Apenas acrescentava outra forma de intimidade àquilo que já existia havia anos.

Giulia permanecia na poltrona.

Augusto voltou os olhos para ela.

– E você?

Ela demorou a perceber que a pergunta era dirigida a si.

– Eu o quê?

– Conseguiu entender?

– Entender o quê?

Ele olhou para Karina.

– Por que ela gosta de não comandar algumas vezes.

Giulia observou a mulher recostada contra o sofá.

– Acho que sim.

Karina abriu os olhos e encontrou os dela.

– Acha?

Giulia pensou em Rafael. No modo como ele exigia obediência como se fosse um direito natural. Pensou em Augusto, que recebia a entrega de Karina porque ela desejava oferecê-la.

A diferença era evidente.

Mas Giulia não queria transformar aquilo numa explicação.

– Você parece diferente – respondeu.

– Diferente como?

– Mais leve.

Karina sorriu.

– É exatamente isso.

Augusto levantou-se e serviu água para as três. Entregou primeiro a Karina, depois a Fernanda e Bianca. Seus movimentos permaneciam tranquilos, cuidadosos, sem quebrar completamente a autoridade que havia conduzido a noite.

Enquanto todos se reorganizavam, Giulia olhou discretamente para a estante.

O celular continuava no lugar.

Ninguém havia percebido.

A bateria ainda deveria durar algum tempo, mas o que precisava ser registrado já estava salvo. Karina, Bianca, Fernanda e Augusto apareciam juntos. O homem ligado aos negócios da igreja, íntimo das esposas de seus parceiros, participando de uma noite que nenhum deles poderia explicar publicamente.

Giulia agora possuía algo maior do que as imagens que Karina guardava dela.

E ninguém sabia.

Bianca pegou sua taça e voltou os olhos para Giulia.

– Você ficou quieta demais.

– Eu estava observando.

– Gostou do que viu?

Giulia sentiu o olhar de Augusto sobre ela.

Também sentiu o de Karina.

– Foi interessante.

Bianca riu.

– Interessante é uma palavra muito comportada para o seu rosto.

Giulia levantou-se.

– Vou buscar meu casaco no quarto.

Karina não desconfiou.

– Está com frio?

– Um pouco.

Giulia deixou a sala e caminhou pelo corredor. Entrou no quarto, fechou a porta e respirou fundo.

Esperou alguns segundos.

Depois retornou discretamente à sala pelo corredor lateral, aproveitando o momento em que os quatro conversavam perto da varanda. Retirou o celular da estante e o escondeu sob o casaco.

Ninguém olhou em sua direção.

De volta ao quarto, encerrou a gravação.

O arquivo era longo.

Grande demais para ser enviado rapidamente, mas Giulia já havia pensado nisso. Conectou o aparelho à rede da chácara, abriu o endereço de e-mail secreto e começou o envio.

A barra avançava devagar.

Ela permaneceu sentada na beirada da cama, ouvindo ao longe as risadas de Bianca e a voz grave de Augusto.

Quando o envio terminou, Giulia confirmou que o arquivo estava guardado. Depois apagou o vídeo do celular, esvaziou a lixeira e desligou o aparelho.

Guardou-o no fundo da mala.

Por alguns segundos, ficou olhando para o zíper fechado.

Não se sentia culpada.

Também não se sentia vitoriosa.

Sentia-se segura.

Karina tinha uma gravação dela.

Giulia agora tinha uma das três.

E de Augusto.

Quando voltou à sala, Bianca estendeu uma taça em sua direção.

– Demorou.

Giulia pegou a bebida.

– Não encontrei o casaco.

Karina olhou para ela por alguns segundos.

– E ainda está com frio?

Giulia bebeu um pequeno gole.

– Já passou.

Augusto observou as duas, como se percebesse que havia algo escondido naquela troca.

Mas não perguntou.

Giulia sentou-se novamente na poltrona.

Agora assistia à cena com outra tranquilidade.

Continuava sendo a mais nova.

A convidada.

Aquela que ainda precisava conhecer as regras.

Mas já não era a única desprotegida.

E, pela primeira vez desde que entrara naquele grupo, possuía um segredo que pertencia somente a ela.

Continua …

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Comentários

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Enredo bem interessante, com originalidade e tensão erótica bem conduzida. Três estrelinhas para já.

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