Foi um Erro - Parte 4

Da série Foi um erro
Um conto erótico de Billie Jean
Categoria: Heterossexual
Contém 5129 palavras
Data: 11/06/2026 09:25:09
Última revisão: 11/06/2026 09:34:28

Obs: Esse capítulo contém um trecho mais pesado. (Violência sexual)

Continuando...

Decidi arrumar as malas e voltar para a cidade o mais rápido possível. Ricardo e Gisele criaram uma narrativa totalmente mentirosa, pra validarem o relacionamento deles, e me fazerem passar por burra.

Só que agora eu tinha essa nova informação, graças ao traste do Clayton.

Agora entendi o porquê da ausência dela durante alguns meses, e o real motivo para dar um sumiço. Não era tristeza pelo término do relacionamento com o Clayton, e sim porque ela estava grávida, e logo a barriga iria crescer, revelando a traição dela pra todo mundo, já que o Clayton não iria assumir um filho que não era dele.

Será que ela teve o filho, ou será que ela tirou? Provavelmente nem a família dela deve saber disso, pra ela sumir do jeito que sumiu, até das redes sociais.

Durante a viagem de volta, fiquei pensando em como ela teve a coragem de fazer isso. Não só ela, mas ele também.

Os dois são culpados por me fazerem de boba todo esse tempo, e se bobear, aposto que as viagens que ele fazia, eram pra vê-la. Safados!!!

Apesar dos nervos à flor da pele, a viagem foi tranquila, e cheguei rápido em casa. Na verdade não era mais a minha casa, e eu teria que procurar um lugar pra ficar o quanto antes.

Assim que cheguei na minha ex-casa tomei um susto. Minha chave não abriu a porta.

Não tô acreditando que ele fez isso...

Toquei a campainha algumas vezes, e Gisele abriu a porta.

- Oi, Jujuba! Achei que você iria demorar mais tempo na viagem. Conseguiu descansar? - Perguntou a traíra, com a cara mais cínica que existe, fingindo preocupação com a minha pessoa.

- Na verdade, não muito... mas estou vendo que vocês não perderam tempo. Já trocaram até as chaves.

- Aaaah, não é isso que você está pensando Ju... - Falou aquela dissimulada, com ar de preocupação, o que me deixou irritada. - Fomos vítimas de uma tentativa de invasão, e tivemos que tomar essa medida drástica.

- Conta outra, Gisele... E para de me chamar de Ju, ou de Jujuba. Só meus amigos tem liberdade pra me chamarem assim.

- Tá bom, tá bom nervosinha... - Disse a safada, com deboche.

- Eu só quero pegar as minhas roupas e algumas outras coisas, e vou deixar vocês viverem esse faz de conta do terror.

- Caramba, Ju. Você está agourando o nosso relacionamento? Que coisa feia!!!

Aquele deboche estava me irritando cada vez mais...

- Ju é a puta que te pariu!!! Deixa eu pegar logo as minhas roupas e sair daqui...

- Então, Juliana... Suas roupas não estão mais aqui... - Disse a minha falsa amiga, com certo receio.

- Gisele, o que você fez? Cadê as minhas roupas?

- Calma, amiga... Não fiz nada demais. Eu só pedi pro Ricardo levar pra empresa.

Olhei pra ela com cara de desprezo, e ela deu um sorriso meio sem graça, se desculpando.

- Era a solução mais lógica, Juliana. Primeiro porque eu precisava de espaço no armário para as minhas roupas, e depois fazia sentido levar suas roupas para lá, porque você passa a maior parte do seu tempo lá na empresa. Lá era a sua segunda casa, ou primeira, dependendo do ponto de vista...

- Ok, OK... Chega dessa palhaçada. Eu vou embora. Pelo menos você me poupou de carregar peso.

- Tá vendo? Ainda te ajudei, hahaha...

Mais uma gracinha dela, e eu iria dar um tapa naquela cara sorridente.

- Me responde uma coisa. Por que você fez isso comigo? Eu sempre fui uma boa amiga... Sempre te tratei com carinho, mas você... você destruiu a minha vida...

Tive que segurar a emoção, pois estava quase chorando na frente dela, e eu não queria dar a ela esse gostinho.

Sair assim dessa forma... Eu gostava tanto desse apartamento... Tive vários momentos felizes aqui... Era cruel... mas eu não vou chorar...

- Amiga, você se destruiu sozinha... Você não deu a devida atenção ao seu relacionamento, priorizando o trabalho, e eu só agarrei a oportunidade que você deixou. Foi um erro, eu sei... mas eu sempre amei o Ricardo, desde criança... Eu só não sabia disso, quando eu era mais nova. Não foi intencional, eu juro... As coisas foram acontecendo e quando dei por mim, eu já estava dando pra ele... Eu... Sinto muito... De verdade. - Disse a minha ex-amiga, com os olhos cheios d'água, mostrando um leve arrependimento.

- Você é muito falsa! Você não vale nada... VocêsVociferei a ela.

- Não fique assim! Eu entendo você... Eu sofri durante muitos anos, vendo vocês dois se beijando, se pegando, e até transando. Você não faz ideia de como eu sofri calada. Por isso eu te entendo, mas tenho certeza que com o devido tempo, a gente vai se acertar... O tempo cura tudo e um dia seremos melhores amigas novamente.

- Vai sonhando...

Eu já estava de saída, quando me lembrei de uma coisa.

- Eu já ia esquecendo... Comprei uma lembrancinha pra você. Sei que está meio atrasado, mas o que importa é a intenção...

Dei a ela uma caixinha pequena, fazendo com quem ela tomasse um susto com esse gesto.

Fiquei olhando atentamente para ver a reação dela, quando abrisse o presente...

- O que tem aqui? Por acaso não vai sair alguma coisa pulando daqui, pra me dar um susto ou me morder, né? - Disse a falsa, em tom de brincadeira, sacudindo a caixinha no ar.

- Eu não faria isso... A cobra aqui é você... - disse sorrindo a ela, com o mesmo deboche que ela usava comigo.

Percebi que Gisele ficou nervosa, mas ela abriu a caixa e não acreditou quando viu o que era...

- Gisele, eu só fiquei sabendo recentemente, então nem sei se ainda vai servir, mas espero que você seja feliz...

Lágrimas começaram a rolar do seu rosto e ela olhou pra mim com raiva pela primeira vez.

As lágrimas não cessavam, até que ela pegou os sapatinhos de bebê e arremessou contra mim.

- ENFIA ESSES SAPATINHOS NO SEU CU, SUA FILHA DA PUTAAA!!! SAIA JÁ DA MINHA CASA!!! AGORAAAAAA!!!

- Calma, amiga... Já estou indo...

Assim que eu botei os pés pra fora do apartamento, a porta explodiu com força atrás de mim. Ainda pude ouvir ela gritando e me xingando.

Me senti um pouco mal depois... Eu não sou assim, mas naquela hora eu adorei ser.

No trajeto pra empresa, meu celular tocava e eu não atendia. Várias mensagens do Ricardo, e eu respondi que estava indo pra empresa. Nem ouvi os áudios.

Assim que cheguei, ele já me aguardava na porta da empresa, dizendo que precisávamos conversar.

- Realmente precisamos, Ricardo. Que palhaçada foi essa? Invasão? Por acaso está escrito otária na minha testa? Vocês planejaram tudo! Você insistiu para que eu viajasse, pra poder tirar as minhas coisas do apartamento. Por que fez isso? Pra que agir dessa forma?

- Vamos conversar lá dentro, na sala de reuniões. Vou explicar o que aconteceu...

- Onde estão as minhas roupas e as minhas coisas?

- Estão no depósito. Eu arrumei tudo e coloquei lá, e quando você arrumar um local, eu te ajudo a levar pra lá também. Faço questão...

- Não precisa se preocupar com isso. Eu só quero a verdade, Ricardo!

- Ju, eu nem sei por onde começar, mas as coisas foram acontecendo aos poucos.

- Aos poucos? Por que você não veio falar comigo?

- Não dava, Ju! Você estava sempre ocupada aqui na empresa, cansada ou focada demais em alguma outra coisa.

- Aaah, vai a merda... A gente sempre teve abertura pra falar sobre os problemas um com o outro.

- Como eu iria falar que o problema era você, Ju? Como?

- Falando...

- Você é uma pessoa difícil de aceitar críticas.

- Só me diz uma coisa. Você engravidou a Gisele?

- Aconteceu, Ju. Foi um erro...

- Erro? Vocês me traindo há quase dois anos e ainda por cima sem camisinha... Erro uma pinóia...

- Na maioria das vezes era com camisinha, mas aí depois de um tempo a gente parou de usar, e ela tomava remédio direitinho.

- Você só estava preocupado com gravidez, mas se esqueceu que poderia ter me passado alguma doença? Ela e o Clayton transavam sem camisinha também. Você é um inconsequente...

- Tudo bem! Eu aceito tudo isso que você está falando, mas você tinha que fazer aquilo com a Gi? Ela não para de chorar, se lembrando do que aconteceu. Ela teve que fazer uma escolha difícil, e escolheu o aborto, pra proteger todos nós. Pra proteger você, Ju...

- O que? Quer dizer que agora a culpa é minha? Vocês estão viajando...

- Pensa o que você quiser, Ju... mas não foi legal aquilo que você fez. Você sabe disso...

- Sabe de uma coisa... Eu estou farta de tudo isso. Eu quero, ou melhor, eu exijo que você me venda a sua parte na empresa.

- Nem pensar...

- Então eu vou vender a minha parte pra outra pessoa, ou pessoas. Vamos fazer uma auditoria, porque eu quero saber exatamente o quanto a nossa empresa vale, pra eu poder vender por um preço justo.

- Auditoria? É... Eu acho que não tem necessidade disso. Eu posso comprar a sua parte, e com esse dinheiro, você consegue abrir uma outra empresa sem ter que pedir dinheiro emprestado ao banco.

- É com isso que eu estou contando. Pretendo abrir uma nova empresa de buffet.

- É justo! Você já está bem familiarizada com toda a parte operacional e gestora. Tenho certeza que vai dar tudo certo.

- Eu não tenho tanta certeza, mas quero tentar. Dessa vez, será do jeito que eu quero, como deveria ter sido lá atrás.

- Você está reclamando disso agora? A nossa empresa prosperou bastante, com o meu trabalho também.

Ele tinha certa razão, pois no início ele trabalhou muito, mas com o passar do tempo foi deixando tudo nas minhas costas.

- Eu sei, mas achei que poderíamos ter evoluído mais... Ainda acho que deveríamos fazer uma auditoria, pra sabermos o valor real da empresa. Saber melhor sobre os gastos, e saber onde nós erramos.

- Você não confia em mim? - Perguntou Ricardo, visivelmente chateado.

- Você ainda pergunta? Depois de tudo o que você fez comigo... - Respondi a ele, olhando nos olhos.

- Na vida pessoal é uma coisa, mas você sabe que eu valorizo muito o que nós dois construimos aqui.

- Eu tô cansada, Ricardo. Eu só quero botar um ponto final nisso tudo e ficar bem longe de vocês dois.

- Eu te dou 200mil pela sua parte. É o máximo que eu posso oferecer no momento...

- Vamos fazer o seguinte. Eu vou te vender. Não vamos falar sobre valores ainda, até porque eu queria ficar com uns 5% da empresa, como se fosse uma parte simbólica.

- 5%? - Indagou curiosamente Ricardo, coçando o queixo.

- Você nem precisa me dar participação dos lucros. Eu quero somente um pequeno vínculo, e sentir que eu ainda faço parte da empresa que eu criei e fundei.

- Tudo bem... Negócio fechado. Eu vou providenciar a papelada e o dinheiro a gente vê depois, e te dou no próximo mês.

- Não sabia que você tinha esse dinheiro guardado? Faz tempo que eu te falo que a gente tinha que fazer algumas reformas, e você disse que tava apertado.

- Eu não menti. Vou ter que pedir dinheiro ao meu pai. Acho que ele vai entender a situação e não vai se negar.

- Bem, então é isso... Eu vou finalizar algumas pendências essa semana e procurar onde ficar. Não me procure mais, entendeu Ricardo?

- Ju, não faz assim... A gente nem teve uma despedida... E se a gente saísse hoje? Jantar num lugar bem aconchegante e depois a gente esticava a noite... Que tal?

- Para de me chamar de Ju, e você é muito cara de pau, Ricardo! Você acha que eu vou sair contigo, e depois transar?

- Ju, eu ainda te amo. Você sabe disso, e eu acho que você ainda me ama. Tenho quase certeza disso.

Ele veio caminhando em minha direção e segurou nas minhas mãos. Seu toque ainda mexia comigo e eu quase fraquejei ali. Senti uma forte emoção, e um calor no meu peito. Meus olhos se encheram d'água.

- Não precisa chorar, Ju... A gente não pode terminar assim. A gente se ama.

- Não, Ricardo... - Falei com a voz embargada, engolindo o choro. - Não foi a gente que terminou. Foi você...

- Discordo, Ju... Num relacionamento, a culpa nunca é só de uma das partes. Nós dois temos culpa.

Ele se aproximou ainda mais, colando em meu corpo e me dando um.abraço apertado. Sua boca repousou próxima à minha orelha e ele disse sussurrando que estava arrependido. Falando novamente que foi um erro.

Sua boca começou a me beijar a orelha, e eu fui me rendendo a isso. Da orelha, ele passou ao pescoço e as mãos dele que estavam nas minhas costas, desceram mais um pouco até a minha bunda.

O carinho logo se transformou em agarrão e minha bunda sentiu as mãos dele apertando-a.

Os beijos no pescoço continuavam, e eu me vi perdida ali, naquele mar de sensações, vivendo algo que eu queria muito, mas com medo desse mar, pois todos sabem que de uma hora pra outra, esse mar pode ser traiçoeiro e nos afogar.

Eu agora já correspondia os beijos e sua mão passeava no meu peito, apertando também com força.

Fiquei sem ar e parei de beija-lo por um instante, jogando a cabeça pra trás.

Eu estava me afogando e lutava pra não me afogar nesse mar de prazer. Tentava respirar desesperadamente, mas eu já estava em apuros.

Minha calcinha já estava molhada e eu não via mais escapatória.

Rapidamente ele tirou a minha blusa e meus seios ficaram parcialmente à mostra, pois o sutiã que eu usava era meia taça.

Habilmente ele começou a chupar os meus seios e logo atingiu um dos mamilos, que já estavam intumescidos pelas sensações de prazer, que ele me proporcionava.

- Ju, como eu estava com saudade de você... Eu não consigo viver sem você. Me perdoa, por favor...

- Aaaaahh, Meu Deus... Você é um idiota, imbecil... mas eu te amo...

- Eu também te amo... Eu juro que vou te honrar e te respeitar. Me perdoa. Foi um erro...

Senti as mãos dele desabotoando a minha calça e puxando pra baixo. Ele também fez o mesmo e agora eu podia sentir o seu membro duro se esfregar em minha xoxota. A única coisa que impedia o toque da pele era a sua cueca e a minha calcinha que já estava molhada.

Ele então me virou de costas pra ele, me apoiando na mesa, fazendo com que meu corpo se inclinasse, pra só então baixar a minha calcinha.

- Ju, essa sua bunda é a coisa mais linda desse mundo...

Ele se abaixou e começou a me chupar a xoxota e o cuzinho. Eu estava totalmente entorpecida, quando senti um tapa forte na minha bunda.

- Aaaaainnnnnn... Safado...

Senti dois dedos dele entrando na minha xoxota, enquanto sua língua continuava a lamber o meu cuzinho.

Eu estava gemendo, quase gozando, quando ele se levantou e me penetrou com aquele pau grande e grosso.

Eu estava querendo tanto transar, que em poucos minutos eu gozei, com a mão na minha boca, tentando evitar os gemidos que queriam sair, pois num lampejo de consciência, eu me lembrei que estava na minha empresa, com vários funcionários, que poderiam ouvir tudo que se passava ali.

- Já gozou, é? Estou sentindo você ficar encharcada. Estou sentindo você me molhar.

- Você tá me deixando louca!!!

Ele acelerou os movimentos, me penetrando mais fundo. O barulho da sua virilha na minha bunda estava ficando mais alto, e mais tapas ajudavam a aumentar o escândalo que se fazia ali naquela sala.

Eu tentava conter os gemidos, mas alguns escapavam.

- Eu te amo, Ju! Você sempre será minha! Sempre!

Foi quando eu senti ele recuando, até que o seu pau saísse de dentro de mim.

Achei que ele fosse gozar na minhas bunda ou nas minhas costas, mas não foi isso o que aconteceu.

Ele se aproximou novamente de mim, o pau encostando na minha xoxota, mas de repente, senti um movimento diferente e logo percebi o que ele queria.

Senti uma pressão no meu cuzinho, que estava um pouco melado, e fiquei em pânico.

- Finalmente vou comer esse cuzinho. De hoje não passa... Esse cu será meu, e eu vou tirar esse cabaçinho.

- Não, Ricardo... Está me machucando... Para com isso!!!

Tentei sair daquela posição, mas ele era mais forte do que eu.

Ele pegou os meus braços e colocou pra trás, prendendo-os com uma só mão, enquanto tentava enfiar aquele cacete grande no meu cuzinho virgem.

- Relaxa, Ju! Não tranca esse cuzinho, porque vai doer mais ainda. Eu quero esse cu agora! Para de chorar e fazer drama. Só aceita...

- Eu não quero...

- Naquele dia você disse que ia me dar... Qual o problema?

- Então é isso o que você quer? Me solta, Ricardo! Me solta, ou eu vou gritar...

- Calma, Ju... A gente se ama. Eu tô cheio de tesão, e você acabou de gozar. Vamos continuar só mais um pouco.

Senti ele forçando novamente, e dei um grito, mas ele não se intimidou com isso, e continuou.

- Porra, Ju! Que cuzinho apertadinho... Relaxa, por favor... Eu não quero te machucar...

Comecei a chorar de dor, pedindo pra ele parar. Eu mexia meu quadril, dificultando ao máximo a entrada dele, mas pude sentir a cabeça do pau arregaçando a entrada do meu anel e dei outro grito.

Foi quando alguém bateu na porta, e Ricardo se assustou. Aproveitei a chance. Era como se alguém estivesse me jogando uma bóia, tentando me salvar do afogamento.

Agarrei a oportunidade com todas as minhas forças, e fiz algo muito arriscado.

Dei uma bundada pra trás, mesmo com medo do pau dele acabar entrando e arregaçando de vez o meu cuzinho virgem, mas a sorte estava do meu lado, porque quando bateram na porta, o pau dele saiu do ângulo que favorecia a penetração, e como ele só havia baixado as calças e a cueca, sem tirá-las, ele se desequilibrou e caiu pra trás, batendo a cabeça no chão.

- Filha da puta!!! Porra, Ju!

Rapidamente eu me vesti, subindo a calcinha e as calças. Peguei a blusa, enquanto novas batidas na porta se fizerem presentes.

- Ai ai... Minha cabeça...

- Bem feito!!! Ricardo, você é um canalha! Eu não acredito que você ia me estuprar! Você é um monstro! Como eu fui me apaixonar por você?

- Estuprar? Pera aí, Ju... A gente tava transando gostoso. Você gozou comigo rapidinho e já estava quase gozando novamente. Isso pra mim não é estupro.

- Eu falei que NÃO. Falei pra você parar...

- Porque estava doendo... - Interrompeu, deitado no chão, mas agora se sentando e botando a mão na cabeça. - Já sei como isso funciona. Você tava manhosa, fazendo cu doce... Eu te conheço a anos, Ju! Eu sei que no fundo você queria...

Me dirigi até a porta, pois agora além das batidas, alguém perguntava se estava tudo bem.

- Se veste logo, antes que eu abra a porta, e mostre a uma testemunha que você estava tentando me estuprar.

Ricardo se vestiu rapidamente, e saiu do chão, sentando-se numa cadeira.

Abri a porta, e era Katia, secretária da empresa, que perguntou se estava tudo bem, pois ouviu gritos e barulhos estranhos.

- Está tudo bem, Katia. - Respondeu Ricardo. - Não aconteceu nada demais...

Ele se antecipou a mim, tentando assumir a narrativa. Olhei pra ele, que ainda estava com a mão na cabeça, reclamando de dores e falei com Katia.

- Por favor, pegue um pouco de gelo para o Sr. Ricardo. Ele acabou caindo, após sentir uma vertigem e bateu com a cabeça.

- É pra já Dona Juliana. Algo mais?

- Depois vá até a minha sala, pois eu quero falar contigo.

- Sim, senhora.

- Ju, vamos jantar mais tarde. Eu te amo...

- Infelizmente, eu também te amo, mas se Deus quiser, eu vou deixar de te amar.

Saí da sala de reuniões e fui rapidamente até a minha sala, e chegando lá, fechei a porta, sentei no sofá, e desabei em choro, dando socos no braço do sofá, com raiva de mim mesma e do Ricardo também.

Eu soluçava de chorar, pois nunca na minha vida iria imaginar que o homem que eu amei poderia ser capaz de fazer essas coisas comigo. Mentiras, traição, e até violência sexual...

Eu estava arrasada, quando Katia bateu à porta, perguntando se podia entrar.

Enxuguei as lágrimas e fui abrir a porta.

- Dona Juliana, o que está acontecendo? Você não está bem... Se quiser conversar...

- Katia, eu estou bem. Foi só uma briga que tivemos, e os ânimos se exaltaram.

- Eu sei que não foi só isso. A senhora está pálida. Seus pulsos estão vermelh...

- É que o Ricardo me segurou com força, e acabou marcando... - Falei, interrompendo-a...

- Desculpa, Dona Juliana. Sei que não devo me meter em assuntos pessoais... mas eu ouvi os gemidos, os gritos, e me desculpe por não ter ido socorre-la logo de cara, mas como ouvi gemidos, pensei que estavam num momento íntimo...

- Meu Deus, que vergonha...

- Vocês são namorados. Acho que é normal querer fazer algumas safadezas no trabalho, mas aí então ouvi o primeiro grito e fiquei um pouco preocupada, pois não me parecia um grito de prazer, e por isso fui escutar atrás da porta. Me desculpe...

Eu não sabia onde enfiar a minha cara, com tamanha vergonha que eu estava sentindo, e ela continuou...

- Depois ouvi novo grito e a sua voz dizendo NÃO, e também pedindo pra ele parar. Foi quando comecei a bater na porta. Logo em seguida, ouvi um barulho de algo caindo, e eu já estava indo pedir ajuda pra alguém derrubar essa porta, mas felizmente a senhora a abriu... graças a Deus.

- Katia, eu agradeço a sua preocupação e vou agradecer ainda mais a sua discrição... Não comenta isso com ninguém, por favor...

- Claro, Dona Juliana, claro. Pode confiar em mim...

- Sabe, eu e o Ricardo terminamos. Eu vim hoje aqui pra acertar uns detalhes e pegar as minhas roupas e dar um ponto final nisso tudo.

- As suas roupas estão no depósito, mas o Sr. Ricardo me disse que iria fazer uma grande reforma em casa, e pra não estragar as roupas, trouxe-as pra cá...

Outra mentira do Ricardo...

- Estou decepcionada com ele, mas ainda tenho sentimentos. É difícil lidar com isso, porque quando olho pra ele, eu vejo o Ricardo por quem me apaixonei lá atrás, e aí tudo se complica na minha cabeça.

- Complicado mesmo...

- Mas eu já tomei a minha decisão. Vou vender a minha parte na empresa a ele, e vou sair daqui. Se eu parar de vê-lo, será mais fácil lidar com isso tudo.

- Talvez seja o melhor... mas a Noel Buffet precisa da Senhora. O Sr. Ricardo quase não aparece por aqui. As coisas vão começar a dar errado.

- Espero que não, Katia. De qualquer forma, eu pretendo abrir uma nova empresa, e com certeza chamarei você, Anita e alguns outros funcionários que eu confio. Pode ter certeza disso.

- Vou ficar aguardando, Dona Juliana.

- Preciso da sua ajuda em duas coisas. Preciso organizar algumas pendências minhas aqui na empresa e também quero que você fique de olho em tudo, e me fale como vão as coisas por aqui, depois que eu sair. Posso contar contigo?

- Claro que pode! Farei isso sim.

Ao longo do dia, fui organizando tudo o que um podia, conversando com alguns fornecedores, explicando a minha situação para alguns e para outros apenas informando que não estaria disponível por algum tempo, mas que pretendia abrir uma nova empresa.

Ricardo me mandava mensagens e a todo custo queria me levar pra jantar, como se nada tivesse acontecido.

Eu só ignorei. Achei melhor por enquanto fazer isso.

No final do dia, passei na sala dele, e pedi a ele que acelerasse a papelada da venda o quanto antes.

Ele novamente, veio com a história do jantar e me pediu desculpas pelo "excesso de amor" que demonstrou por mim. Foram essas exatas palavras que ele usou. "Excesso de amor".

- Não me procure mais, Ricardo. Nem você e nem a Gisele.

- Ju, não podemos ser amigos, pelo menos? A gente se dava tão bem... Sei que com o tempo poderemos restaurar esse sentimento. O tempo cura tudo.

- Amigos não mentem e não traem... Adeus...

- Tudo bem, Ju... mas sei que a nossa história ainda não acabou. Você ainda me ama, assim como eu te amo e eu sei que você vai voltar pra mim. Pode escrever isso. Você e eu iremos nos casar e eu vou te...

Nem esperei ele terminar a frase e saí da sala dele, batendo a porta com força.

Fui até o depósito, catei algumas roupas, e peguei o meu carro pra tentar arrumar um local pra passar a noite, mas eu não consegui.

A solução foi dormir num motel. Lá tinha banheira, e eu poderia tentar relaxar um pouco.

Foi um ótimo banho, com bastante espuma e até consegui relaxar um pouco.

Fui pra cama e liguei a televisão, e pro meu azar, a tv ligou logo num canal de filme pornô, onde o ator, que era muito parecido com o Ricardo estava comendo o cu de uma atriz.

Eu desliguei a tv rapidamente, mas a imagem mexeu comigo e acabei por ligar novamente.

O ator estava comendo o cuzinho dela, que estava de quatro. Ela gemia e gritava loucamente, pedindo ao ator que fodesse o cu dela com mais força.

Comecei a sentir um calor, e uma vontade de me tocar, mas graças a Deus, o ator gozou e a cena terminou.

Eu estava carente, mas agora eu tinha que focar em outras coisas.

Desliguei a tv, e comecei a procurar na internet algum imóvel pra alugar. Teria que ser algo já mobiliado, pois eu não tinha nada. Tudo era do apartamento do Ricardo, e eu nem fazia questão de pegar alguma coisa.

Achei 3 boas opções, todas bem distante da empresa e do meu antigo endereço.

Dessa forma seria muito difícil esbarrar com ele ou com ela, e no dia seguinte ja resolveria essa parte.

1ª semana

Arrumei um apartamento jeitosinho em Nova Iguaçu. Era em outra cidade, mas era perfeito. Próximo ao centro e ao shopping.

Falei com Katia e esperei ela me dizer um dia que ele não estava na empresa, pra pegar o restante das minhas roupas no depósito.

Pedi a um funcionário da empresa, o Zezão, pra me ajudar. Enchi o meu carro, e a caminhonete da empresa pra fazer o transporte. Tudo feito em um dia e ainda paguei o Zezão por fora.

2ª semana

Tentei focar nos exercícios, pra não pensar no Ricardo. Todos os dias eu saía pelas ruas, pra conhecer o bairro e ia no shopping.

3ª semana

O inferno começou... Gisele me mandando mensagens. Ricardo me mandando mensagens. Alguns amigos mandando mensagens, querendo saber como eu tava, e porque eu estava sumida.

Pra piorar eu também sentia falta de trabalhar. Sentia falta da minha empresa, e quase fui lá pra ver como estavam as coisas.

Chorei o dia inteiro.

4ª semana

O advogado da empresa me procurou, pra acertarmos o processo da venda e eu fui até a Noel Buffet.

Eu estava triste, desanimada, e seria a primeira vez que eu veria Ricardo depois daquele fatídico dia na sala de reuniões.

Cheguei antes do horário, e fui conversar com Katia pra saber se tinha alguma novidade.

Ela me disse que Ricardo estava trabalhando arduamente, fazendo várias reuniões essa semana.

Foi quando Ricardo chegou, e ele não estava sozinho. Gisele estava com ele, e ela, assim que me viu, veio correndo me abraçar, como se ainda fossemos amigas.

- Jujuba, você sumiu!!! Caramba, olha pra você... está tão linda... Sobre o nosso último encontro, eu te perdôo. Já até esqueci...

Rapidamente me desvencilhei do abraço dela...

- Ricardo, o que ela está fazendo aqui? Achei que iríamos tratar de negócios hoje.

- Calma, Ju... Vamos até à sala de reuniões. - Pediu Ricardo, olhando pra Gisele com firmeza.

Achei melhor sair dali, pra não ter que olhar pra cara da Gisele, e fui pra sala. Ricardo me seguiu.

- Ju, tudo bem contigo? Você sumiu. Tentei falar contigo por diversas vezes, mas nem sabia onde te procurar.

- Melhor assim...

- É que eu precisava falar contigo a respeito da compra da sua parte.

- O que foi? Por acaso você desistiu?

- Não é isso, mas tive que fazer algumas alterações, porque meu pai não quis me emprestar o dinheiro.

- Que alterações? - Perguntei preocupada.

- Na reunião a gente discute isso. Vamos aguardar o advogado...

Um pouco tempo depois, Katia entra com um carrinho, que tinha café, água, chá, biscoitos, pães, manteiga, patês e alguns frios.

- Obrigado Katia, mas porque tudo isso?

- Foi o Sr. Ricardo que pediu.

Olhei pra ele, mas ele estava mandando mensagens no celular e parecia estar um pouco nervoso.

Alguns minutos depois, entram na sala o Dr. Nunes, que era o nosso advogado. Sr. Palhares, fornecedor de frios da nossa empresa, o Sr. Magalhães, nosso fornecedor de carnes, e mais um senhor, provavelmente advogado de algum deles, e por último, Gisele.

- Ricardo, que palhaçada é essa?

- São as alterações que eu te falei, Ju... Eles serão os novos sócios da empresa.

- E o que a Gisele está fazendo na reunião? Por acaso ela será sócia também?

- A família dela tem dinheiro... - Disse Ricardo calmamente, me deixando nervosa com a possível resolução disso.

Era só o que me faltava...

Todos se sentaram, e o Dr. Nunes começou a falar, explicando como seria feita a venda e a entrada dos novos sócios.

Ele distribuiu uma pasta, contendo documentos pra cada um de nós, pedindo para lermos, e continuou a falar.

Eu abri a pasta e comecei a ler as folhas, e em alguns minutos, eu não podia acreditar no que eu estava vendo.

- Ricardo, o que significa isso?

Ele não sabia o que me responder, e se levantou pra pegar um café, passando por mim e me ignorando.

- Ricardo, eu te fiz uma pergunta. - Falei, elevando o tom de voz, atraindo os olhares de todos na sala.

- Eu não entendo muito bem dessas tecnicalidades... Melhor perguntar ao Dr. Nunes.

- Isso é um absurdo! Eu não vou aceitar isso. - Falei alterada...

- Calma, Jujuba! Você está ficando vermelha que nem um pimentão... Quer um chá, pra se acalmar? - Indagou Gisele, de forma debochada.

Olhei pra ela, e a mesma estava sorrindo, com uma cara de deboche, que me dava vontade de socar aqueles dentes pra ela não poder sorrir mais.

- Gisele, se contenha, por favor... - Falou o Senhor que eu não conhecia, se apresentando como Dr. Lima, advogado do pai de Gisele, e também tio dela.

Olhei para os meus fornecedores, e eles também estavam com um sorriso nos lábios.

Foi então que eu percebi a armadilha que prepararam pra mim.

Continua...

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