Antes de qualquer outra reclamação da Natasha, a porta da sala se abriu novamente, a secretária apareceu primeiro. Atrás dela vinha uma mulher que eu reconheci imediatamente pelas poucas vezes em que a havia visto em eventos do setor.
Camille.
Ela entrou como se estivesse chegando a uma reunião marcada normalmente, não como alguém que havia passado meses sendo ignorada por praticamente toda a diretoria da empresa. Elegante, postura impecável, expressão tranquila. Logo atrás dela, a porta tornou a abrir.
— Desculpa o atraso — Pink entrou na sala segurando um copo de café.
Parou ao perceber o clima, olhou para Natasha afundada na cadeira, depois para Lady Vera sorrindo, depois para Camille.
— O que eu perdi?
Ela se aproximou e sentou ao meu lado, inclinei um pouco a cadeira na direção dela.
— Aquela ali é Camille.
— Camille quem?
— Braço direito do Pavlov.
A reação foi imediata, Pink fez uma careta de quem iria vomitar.
— Ela está tentando marcar uma reunião com a Natasha há alguns meses.
— Quantos?
— Quatro.
Pink virou o rosto para Natasha.
— Quatro meses?
— Estava tentando chegar aos cinco — Natasha respondeu, ainda derretida na cadeira.
Camille fingiu não ouvir absolutamente nada daquilo, apenas acomodou uma pasta sobre a mesa.
— Posso começar?
Camille conectou um tablet à televisão da sala, sem nem esperar resposta. A tela se iluminou, gráficos, planilhas e blá, blá, blá. Minha cabeça doeu na hora. Morgana, por outro lado, parecia feliz.
— Estou aqui representando os interesses do senhor Pavlov.
Natasha fez um som que lembrava alguém tentando vomitar discretamente. Camille continuou.
— A proposta é simples.
A primeira projeção surgiu na tela.
— Vocês possuem atualmente a maior estrutura de produção independente do mercado.
Outro gráfico apareceu.
— Nós possuímos a maior rede de distribuição internacional.
Mais números, linhas ascendentes e porcentagens absurdas.
— Separados, somos líderes em áreas diferentes.
Ela trocou de slide.
— Juntos, dominamos praticamente toda a cadeia.
Silêncio, até Natasha se ajeitou e começou a prestar atenção.
— Produção. Distribuição. Marketing internacional. Expansão territorial. Novos mercados — a cada tópico, ela trocava de slide, os números continuavam subindo, sempre subindo. — Em cinco anos, a projeção de crescimento é superior a qualquer outra empresa do setor.
Morgana finalmente falou.
— Isso é conservador ou otimista?
— Conservador.
Morgana estreitou os olhos. Lady Vera parecia cada vez mais satisfeita. Camille apontou para o mapa que ocupava toda a tela.
— Hoje vocês são extremamente fortes em determinados mercados.
O mapa mudou.
— Com nossa estrutura de distribuição, entraríamos imediatamente em dezenas de novos países. Eu nem gostava de reuniões financeiras, mas até eu conseguia perceber que aquilo era gigantesco.
— E qual é a pegadinha? — Natasha perguntou.
— Nenhuma.
Natasha cruzou os braços, um olhar desconfiado. Camille sorriu pela primeira vez, então pegou uma pasta, abriu, retirou um contrato e colocou sobre a mesa.
— Esta é a proposta formal.
Natasha pegou o documento imediatamente e começou a ler, enquanto isso, silêncio. Ela parou na metade da primeira página e rasgou o documento ao meio, rasgou mais uma vez e outra. Ela lançou os pedaços sobre a mesa.
— Vocês acham que somos idiotas?
Nem um músculo do rosto de Camille se moveu.
— Fico feliz que tenha percebido.
A resposta arrancou um sorriso involuntário da Lady Vera, Natasha ficou alguns segundos encarando a mulher.
— Você trouxe um contrato lixo de propósito.
— Sim.
— Por quê?
— Porque queria descobrir quanto tempo você levaria para perceber, foi bem menos do que eu imaginei.
Camille abriu a pasta que ainda carregava consigo, retirou um segundo documento, muito mais massivo que o anterior, mais organizado também, e o colocou na frente de Natasha que imediatamente começou a ler. O silêncio tomou conta da sala, diferente da primeira proposta, que havia sido destruída em segundos, aquela permanecia intacta em suas mãos. Ela avançava página após página, às vezes voltando alguns parágrafos, às vezes relendo uma cláusula inteira antes de continuar.
Camille observava tudo sem demonstrar qualquer emoção. Morgana também percebeu a mudança, fechou parcialmente o notebook e passou a acompanhar a leitura de Natasha com mais atenção. Alguns minutos se passaram.
— É ruim? — perguntei.
Natasha não respondeu imediatamente, virou mais uma página, depois outra. Então soltou um suspiro.
— Infelizmente não, agora sim — Natasha respondeu, fechando a pasta por um instante. — Esse é um dos bons.
Aquilo chamou a atenção de todos na sala, se Natasha estava admitindo aquilo, significava alguma coisa. Morgana estendeu a mão.
— Me dá.
Natasha entregou o contrato, Morgana começou a analisar os documentos enquanto Lady Vera observava tudo com interesse crescente. Mais alguns minutos se passaram, por fim, Morgana fechou a pasta.
— Eu não encontrei nenhuma armadilha óbvia.
— Isso me preocupa — Natasha respondeu.
Camille sorriu discretamente.
— Fico feliz que estejam levando a proposta a sério.
Natasha lançou um olhar que poderia derrubar uma parede, Camille ignorou.
— A proposta foi apresentada, meu trabalho termina aqui — ela se levantou da cadeira e deixou um cartão na mesa. — A decisão agora pertence a vocês.
— Só isso? — Lady Vera cruzou os braços.
— Só isso — Camille organizou os próprios documentos. — Quando chegarem a uma conclusão, já possuem meus contatos. Tenham um bom dia.
E saiu da sala, a porta se fechou, o silêncio permaneceu por alguns segundos. Natasha foi a primeira a quebrá-lo.
— Certo. Vou traduzir a linguagem corporativa antes que alguém tenha um aneurisma tentando entender cinquenta páginas de juridiquês — ela se levantou e começou a andar lentamente ao redor da mesa. — Resumo da história: eles querem juntar as duas empresas.
— Juntar como? — Pink inclinou a cabeça.
— Nós continuamos produzindo conteúdo. Eles entram com a estrutura internacional. Distribuição, licenciamento, expansão, novos mercados.
— Em outras palavras — Morgana completou — eles possuem alcance global. Nós possuímos o produto.
— Exatamente — Natasha assentiu. — Os números são absurdos.
— Participação garantida para todos os sócios atuais — Morgana virava algumas páginas do contrato, murmurando.
— Participação garantida para todos os sócios atuais — Natasha repetiu em voz alta.
Lady Vera se posicionou ao lado de Morgana e leu alguns trechos.
— Eu aceito.
— Claro que aceita — Natasha soltou uma risada curta.
— Não vamos deixar isso escapar, assim vamos monopolizar esse mercado.
— Nem sempre isso é suficiente.
— Neste caso é — Lady Vera encostou na cadeira. — Financeiramente falando, esta é provavelmente a melhor proposta que já recebemos.
Ninguém respondeu imediatamente. Olhei para Pink, Pink olhou para mim. Natasha permaneceu alguns segundos olhando para os papéis sobre a mesa.
— Eu odeio o Pavlov, eu realmente odeio aquele homem, mas mesmo assim — ela bateu o dedo sobre o contrato. — Isso aqui é um ótimo negócio.
Morgana assentiu.
— Sem ressalvas? — perguntou Pink.
— Ressalvas sempre existem — respondeu Morgana. — Mas não encontrei nada que justificasse rejeitar a proposta.
— Exatamente — Lady Vera assentiu com um sorriso de satisfação.
— Ainda assim, estamos falando do Pavlov — Natasha retrucou.
— Estamos falando de dinheiro — respondeu Lady Vera. — Muito dinheiro.
— Mais do que dinheiro — corrigiu Morgana. — Expansão global.
— Eu detesto admitir isso, mas provavelmente é a oportunidade mais vantajosa que já apareceu para nós — Natasha apoiou os cotovelos sobre a mesa.
— Então estamos todos de acordo — Lady Vera cruzou os braços.
— Não exatamente — disse Natasha olhando para mim e para Pink. — Falta ouvir vocês.
O olhar de todos se voltou para nós, permanecendo alguns segundos em silêncio.
— Não — Pink respondeu, diretamente.
— Não? — Lady Vera piscou repetidamente.
— Não, não e não — Pink balançou a cabeça em negativa.
— Por quê?
Pink demorou alguns segundos para responder, não parecia nervosa, não parecia irritada, assustada, apenas convicta.
— Eu não consigo fazer isso.
O silêncio voltou. Olhei para Pink, ela mantinha os olhos sobre a mesa, calma, tranquila.
— Nem eu — disse, acompanhando Pink na decisão.
— Gabriel... — Natasha me encarou.
— Eu não posso fazer negócios com alguém que tentou destruir a pessoa que eu mais amo — balancei a cabeça, apertando a boca. — Existe uma linha que eu não posso cruzar.
— Vocês estão pensando com o coração, empresas não funcionam assim — Lady Vera falou, decepcionada. — Quando eu investi dinheiro para salvar vocês, eu disse para não me fazerem me arrepender disso.
A sala inteira ficou muda, até Natasha parecia sem palavras, Pink abaixou o olhar. Ela respirou fundo.
— Se quiserem... — ela fez uma pausa e olhou para cada um naquela sala. — Eu vendo a minha parte para vocês.
Dessa vez ninguém ficou em silêncio por escolha, ninguém simplesmente conseguiu responder. Ninguém esperava ouvir aquilo, nem mesmo Natasha, nem mesmo Lady Vera, mas quem mais pareceu afetada foi Morgana, ela simplesmente ficou encarando Pink.
— O quê? — Morgana subitamente se levantou da cadeira.
— Eu vendo a minha parte — Pink repetiu, tranquilamente.
— Não! — Morgana respondeu tão rápido que chegou a interrompê-la. — Não, você não pode.
— Posso.
— Não pode.
— Posso sim.
— Não pode! — a alteração na voz dela chamou atenção de todos.
Morgana raramente perdia o controle, na verdade, eu conseguia contar nos dedos as vezes que tinha visto aquilo acontecer, ela passou a mão pelos cabelos, visivelmente nervosa.
— Pink, você não está entendendo.
— Estou.
— Não está.
— Estou sim.
— Você está falando da empresa.
— Eu sei.
— Da nossa empresa.
— Eu sei — Pink sorriu, gentilmente.
— Então por que está falando isso com tanta naturalidade?
Pink demorou alguns segundos para responder.
— Porque eu pensei bastante sobre isso.
Morgana abriu a boca para responder, mas não encontrou palavras. Natasha continuava observando tudo em silêncio, incrédula.
— Vocês enlouqueceram — a frase de Natasha saiu quase num suspiro, sem agressividade, sem sarcasmo. — Fala sério.
— Estou falando sério — Pink deu de ombros.
— Isso é a coisa mais absurda que eu já ouvi.
As duas se encararam, até que Natasha percebeu, Pink não estava provocando, a serenidade no olhar demonstrava que não era piada, não era uma reação impulsiva. Pink estava falando sério. Foi nesse momento que tomei minha decisão, na verdade, eu já tinha tomado antes, só ainda não tinha dito em voz alta.
— A minha parte também, se a Pink sair, eu vou junto.
Lady Vera apoiou as costas na cadeira, pela primeira vez desde que a conheci, parecia genuinamente sem resposta. Pink virou o rosto para mim, então sorriu.
— Assim conseguimos comprar aquela chácara, não é?
Não consegui evitar rir, depois de toda aquela conversa, depois de toda aquela tensão, era claro que ela pensaria exatamente nisso.
— Sim — respondi com um sorriso de orelha a orelha.
— Com bastante espaço?
— Bastante.
— Eu quero uma laranjeira, uma macieira, limoeiro...
— Vamos ter muitas, o quanto quiser — a interrompi, se deixasse, ela falaria sobre as próprias vontades o resto da tarde.
— E silêncio?
— Principalmente silêncio.
Pink pareceu satisfeita, eu também.
— Finalmente respirar ar puro.
Ninguém respondeu imediatamente, Morgana abaixou o olhar, parecia completamente perdida. Ela olhou para Pink e depois para mim.
— Eu não entendo vocês — a voz dela saiu baixa, quase falhando.
Pink apenas sorriu, Morgana respirou fundo, tentou se recompor, mas desabou em lágrimas quando Pink se levantou, deu a volta na mesa e a abraçou com força. Ninguém falou nada, Pink acariciou o cabelo negro de Morgana.
Natasha observou a cena por alguns segundos, então balançou a cabeça.
— Vocês são dois idiotas.
A pequena pausa fez todos olharem para ela.
— Dois completos idiotas — Natasha suspirou. — Mas eu acho que entendo.
A sala voltou a ficar silenciosa, Lady Vera permaneceu observando todos, especialmente Pink. Durante anos ela construiu empresas e fortunas, investindo e sempre tendo mais dinheiro em retorno, mas naquele momento parecia perceber algo que talvez nunca tivesse considerado de verdade. Para mim e para Pink, o dinheiro havia deixado de ser a prioridade fazia muito tempo, talvez fosse exatamente por isso que estávamos dispostos a abrir mão dele.
Lady Vera permaneceu alguns segundos em silêncio, depois sorriu, como alguém que finalmente havia aceitado que não conseguiria mudar nossa decisão.
Alguns dias se passaram desde a reunião com Camille, estranhamente, aqueles dias foram tranquilos. Eu estava sentado no sofá com um notebook apoiado sobre as pernas enquanto Pink ocupava metade do espaço disponível, deitada atravessada. Na tela havia dezenas de anúncios abertos, chácaras, sítios, pequenas propriedades, casas afastadas da cidade.
— Essa aqui tem lago — Pink comentou.
— Tem.
— Isso significa que podemos ter patos.
— Eu gosto de patos.
Ela ignorou completamente meu comentário.
— Essa outra tem galinheiro.
— Você ainda não desistiu das galinhas?
— Jamais, Cocó e Rico — Pink sorriu satisfeita.
Foi exatamente nesse momento que a campainha tocou, nós dois levantamos a cabeça ao mesmo tempo.
— Está esperando alguém? — perguntei.
— Não.
Fui até a porta, quando abri, encontrei Lady Vera parada do lado de fora.
— Avisar antes seria bom, não acha?
— Não tenho tempo para isso.
— Mas tem tempo para vir até aqui?
Ela entrou sem esperar convite, me ignorando, Pink imediatamente se sentou no sofá.
— Então? — Pink parecia ansiosa.
— Então o quê? — Lady Vera arqueou uma sobrancelha.
— Como foi?
Lady Vera suspirou.
— O contrato foi assinado.
Tanto eu quanto Pink ficamos surpresos.
— Ah, é? — perguntei.
— Sim.
— Nossa — fiquei com uma expressão realmente confusa. — Por essa eu não esperava.
— E o Pavlov? — Pink cruzou os braços.
Pela primeira vez desde que chegou, Lady Vera pareceu genuinamente divertida.
— Ah, essa foi a melhor parte, ele perdeu completamente a compostura.
— Ah, que ótimo! Queria ser uma mosquinha para bisbilhotar a sala e ver a cara dele — Pink abriu um sorriso.
— Eu sabia que você gostaria de ouvir isso — Lady Vera se acomodou na poltrona. — Quando explicamos que vocês dois não fariam parte da empresa após o acordo, ele achou que era uma brincadeira. Só depois percebeu que era sério.
— E aí?
— Aí ele entrou em desespero.
— Que peninha, tadinho — Pink sorriu com satisfação.
Lady Vera riu.
— A primeira coisa que ele disse foi: "A alma daquela empresa eram aqueles dois."
— Credo — Pink imediatamente fez uma expressão de vômito.
— Isso soa exatamente como algo que ele diria — não consegui evitar a risada.
— Aquele homem é nojento — declarou Pink.
— Natasha ficou olhando para ele como quem queria arremessar uma cadeira — Lady Vera continuou. — Morgana ficou chocada, até Camille ficou surpresa.
— Camille?
— Ela claramente acreditava que vocês continuariam.
— Problema dela, problema de todos eles, na verdade — Pink deu de ombros. — E o acordo?
— Eu apresentei uma contraproposta.
— Menor? — perguntei.
— Bem menor.
— E ele aceitou?
— Depois de muita resistência.
— Então ele realmente precisava do negócio.
— Mais do que ele poderia admitir.
O silêncio durou alguns segundos, Pink parecia completamente indiferente. Como se toda aquela situação já estivesse resolvida em sua cabeça fazia muito tempo.
— Problema dele — repetiu.
Lady Vera observou nós dois, depois sorriu, um sorriso pequeno, diferente do habitual.
— Vocês me deram uma das maiores dores de cabeça da minha vida.
— Desculpa — falei.
— Você não me parece arrependido.
— Nem um pouco.
— Eu imaginei — ela se levantou. — Mas espero que sejam felizes.
— Pretendemos ser — Pink deu um sorriso.
Lady Vera caminhou até a porta, parou por um instante.
— E comprem uma boa chácara.
— Vamos tentar.
— Tentem não comprar um zoológico.
— Sem promessas — respondeu Pink.
Lady Vera balançou a cabeça com um sorriso e foi embora, assim que a porta fechou, voltei para o sofá. Pink imediatamente se aproximou.
— Achou alguma boa? — disse, voltando diretamente para os anúncios.
— Talvez — ela girou o notebook. — Olha essa aqui.
Analisamos as fotos, casa grande, muitas árvores, área aberta.
— Será que tem espaço para um cavalo?
— Meu Deus — fechei os olhos.
— O quê?
— Isso está virando uma fazenda.
— Sempre quis ter um cavalo — ela sorriu.
Então simplesmente pulou em cima de mim, por reflexo, a segurei antes que nós dois caíssemos do sofá, Pink riu, aquela risada leve, feliz, sem preocupações, sem medo do futuro. Ela não perdeu um segundo, a boca dela encontrou a minha com uma fome insaciável, o beijo molhado, insistente, a língua dela serpenteando junto a minha. Eu retribuí por um instante, mas minha cabeça ainda processava o choque inicial.
— Pink — disse eu, conseguindo me virar um pouco para o lado, o rosto dela colado no meu pescoço agora, beijando a pelei. — A gente já transou duas vezes e ainda é de manhã.
Ela riu, um som baixo e rouco que vibrou no meu peito. Não parou de me beijar, agora mordiscando minha orelha.
—Não ligo — a voz dela era um sussurro quente. — Estou com um tesão do caralho, só quero foder com você.
Dito isso, ela voltou a me beijar com mais força, mais fome, enquanto me beijava, começou a rebolar no meu colo. O movimento era lento, ao mesmo tempo firme, o corpo dela se ajustando perfeitamente sobre o meu. Eu não consegui controlar, o sangue desceu com velocidade, fazendo meu pau endurecer dentro da bermuda, pressionando o tecido e o corpo dela. Ela sentiu e sorriu.
Minhas mãos, que antes apenas a seguravam, agora exploravam todo o seu corpo, deixando algumas marcas vermelhas pelas costas, coxas e finalmente sua bunda, apertei com força. Ela gemeu na minha boca, então, levantei a mão e dei dois tapas sequentes, em cada nádega. O som do tapa ecoou na sala, o gemido dela agora com mais prazer.
Num movimento rápido, ela se ajoelhou no chão, na frente do sofá. Seus olhos brilhavam, fixos na minha bermuda. Ela esticou as mãos, com um puxão forte, arrancou a bermuda junto com a cueca. Meu pau saltou para fora, já duro e pulsando. No mesmo segundo, abaixou a cabeça e primeiro começou a lamber minhas bolas, chupando com aquela fome insaciável, passando a língua por toda a pele sensível. Depois, subiu, envolvendo a cabeça do meu pau com a boca quente e molhada.
Eu a deixei controlar o ritmo por alguns segundos, apreciando a visão dela engolindo meu pau por livre e espontânea vontade. Agarrei o cabelo rosa dela, prendi firme num rabo de cavalo, comecei e foder sua boca, meus quadris se moveram para frente e para trás, empurrando meu pau cada vez mais fundo. A saliva começou a escorrer pelos cantos dos lábios dela, descendo pelo queixo e caindo nas coxas. Lágrimas começaram a escorrer pelo rosto dela, fora aqueles sons indecentes dela engasgando no meu pau. Mas em nenhum momento, tentou sair dali.
Ela puxou a cabeça para trás, ofegante, um fio de saliva ainda conectando a boca dela à minha pica. O rosto dela estava uma bagunça de maquiagem e suor.
— Isso me traz boas lembranças — disse ela, com um sorriso.
Ri junto com ela, lembrei bem daquele primeiro vídeo. Ainda com a mão presa no cabelo dela, eu a puxei e a joguei de costas no sofá. Ela caiu com um grunhido, as pernas se abrindo automaticamente, na mesma velocidade, tirei o short jeans que ela vestia, revelando que ela não estava usando calcinha. A buceta dela estava ali, exposta, inchada, vermelha, os lábios ainda úmidos e visivelmente usados das nossas transas anteriores.
Me abaixei e sem cerimônia, chupei o clitósis dela diretamente. Ela gritou, o corpo se contorcendo, em poucos segundos já sentia as pernas dela tremendo. Não demorou nada, um grito estridente percorreu toda a sala e logo depois, Pink gozava na minha boca.
Subi, alinhei meu pau com a entrada da buceta dela ainda pulsando e entrei de uma só vez, fundo, comecei a meter sem piedade, rápido, violento.
— Ah, merda... te amo! — ela sussurrava, as mãos agarradas nas costas do sofá. — Te amo! Me fode assim todo dia! Por favor!
— Vou te foder — sussurrei de volta, o ritmo não diminuindo. — Vou te foder ao ar livre na chácara. Quando a gente se mudar, vou te comer no meio do mato.
— Sim! — ela respondeu, a voz quebrada de prazer. — Na cozinha, no quintal, em todos os quartos! Quero foder em todos os cantos daquela casa com você!
Nos inclinamos e nos beijamos, um beijo selvagem e desajeitado enquanto eu continuava a macetar a buceta dela. Depois de alguns minutos, parei e me deitei de costas no sofá. Ela entendeu imediatamente. Montou em mim, segurando meu pau e encaixando-o na entrada, sentou com toda a força. Ela começou a pular em mim, para cima e para baixo, feito louca. O cabelo grudado no rosto suado, ela estava quase chorando, de tanto prazer, de tanto gozar seguidamente. Eu a puxei para um beijo, o suor do nosso rosto escorrendo e dando um gosto salgado à nossa boca.
Alguns minutos dessa loucura foram suficientes para eu chegar no limite. Peguei-a pela cintura e a tirei de mim. A virei de quatro, de costas para mim, ela se apoiou nos braços do sofá e arqueou as costas o máximo que conseguiu, arrebitando a bunda para cima, como se estivesse me oferecendo. Comecei a meter de novo, com a mesma violência, e enquanto fodia, espancava a bunda dela com a mão aberta, deixando a pele vermelha e marcada. Ela começou a gozar, se contorceu um pouco e quase desabou ali mesmo. Continuei agarrando seu quadril e puxando para mim, em poucos segundos, atingi o limite.
Tirei meu pau de dentro com um estalo e comecei a gozar, cobrindo a bunda vermelha com os jatos quentes de porra, um pouco foram para a camisa dela, escorrendo pelas costas, um pouco escorreu pelo cuzinho ainda piscando pelo orgasmo, logo deslizando pela buceta inchada se misturando com os fluidos. A cena era perfeitamente suja.
Ela ficou ali por um pouco, desabou, porém continuou com a bunda arrebitada enquanto tentava recuperar o fôlego. Me joguei no sofá, também ofegante.
— Nunca vou cansar disso... — ela murmurou.
— Do que?
— Do seu pau, nunca vou cansar de pular nele.
— Vai ter meu pau para o resto da sua vida — disse rindo. — Nem se preocupa.
Nossas respirações foram desacelerando.
— Você não quer ter filhos, quer? — Pink se levantou e cambaleou de lado enquanto falou.
— Não — respondi imediatamente. — Você já é o suficiente para eu cuidar.
— Está me chamando de criança?
— Talvez.
Ela deu um sorriso debochado e foi para o banheiro, a acompanhei logo atrás.
— Acho que a gente deveria casar, o que acha? — falei.
— Isso foi um pedido? — ela respondeu tirando a camisa e prendendo o cabelo.
— Talvez seja, mas não tenho nenhuma aliança aqui.
— Quanto despreparo — ela ligou o chuveiro e entrou.
— Acho que pensei alto demais.
— E seria muito constrangedor se eu falasse não.
— Muito constrangedor.
— Então acho melhor eu falar sim.
— Acho mais sensato.
— Mas vou esperar um pedido de verdade primeiro.
— Com uma aliança, prometo.
— E flores, eu gosto de flores.
— Ok, flores eu consigo.
— Talvez velas.
— Ok, velas.
— Um jantar à luz de velas.
— Isso é previsível.
— E depois eu vou ser a sobremesa e você me come.
— Sobremesa não.
— Não?
— Você é o prato principal.
— Nossa, você sabe como me bajular — ela riu.
— Bom saber, pelo menos minha futura esposa vai ser feliz — a abracei por trás, sentindo a água escorrer pelo corpo.
— Está fazendo um trabalho razoável, consegue melhorar!
— Razoável? Você não é tão fácil de agradar quanto pensa.
— Eu sou sim — ela se virou para mim e começou a dar múltiplos socos fracos no meu peito. — Para de insultar sua futura esposa.
— Isso é violência doméstica, vou te denunciar para a delegacia do homem.
Ela parou, me olhou dos pés a cabeça e só voltou a tomar banho.
— Futura esposa, né? — a voz dela quebrou o silêncio.
Parei por momento e me inclinei para ver seu rosto, ali tinha um sorriso leve, feliz.
— Isso, futura esposa.
A abracei por trás novamente, ficamos ali por um tempo, só aproveitando a água, o silêncio, a companhia um do outro e provavelmente os últimos momentos naquele apartamento cinza, naquela cidade sem vida.
