AVISO:
Este é um Especial de Dia dos Namorados.
Ele é NÃO-CANÔNICO pra novela. Era um ideia que eu tinha desde o ano de aproveitar alguma data (Dia da Mentira, Natal, Halloween) para escrever uma história especial. No caso, eu pensei que o melhor seria o crossover das duas principais séries da novela:
“Eu, minha esposa e nossos vizinhos” encontra “Eu e Minha Esposa Pulamos a Cerca... E o Caos Explodiu”.
Como eu queria dar espaço e voz aos quatro protagonistas, este capítulo é na verdade uma minissérie em quatro partes que publiquei como se fosse uma só pra poder sair tudo no dia 12. Por isso, está tão gigante.
Também decidi que esse especial deveria ser NÃO canônico pra eu ter mais liberdade nos acontecimentos e fazer algumas brincadeiras sem me atrelar à continuidade da novela (ter que explicar onde estão os demais personagens, encaixar na linha do tempo etc.).
Mas também quis respeitar o espírito de ambas as séries.
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Olá, leitores. O meu nome é Jéssica, tenho 27 anos, sou casada há quatro anos com o Rogério. Esta série conta nossas desventuras no prédio onde moramos, onde alguns vizinhos e vizinhas (e os nossos melhores amigos) parecem querer testar nosso amor. Quem puder ler, só procurar pela série “Eu, minha esposa e nossos vizinhos”.
Sempre gostei de cuidar das pessoas, mas confesso que também gosto de cuidar de mim mesma. Meu corpo é meu templo, e eu sempre o tratei como tal. Tenho 1,71m de altura, pele amendoada que parece sempre beijada pelo sol, cabelos castanho-claros que caem em ondas suaves pelos ombros. Sou magra, mas minhas coxas são bem torneadas, firmes, resultado de horas na academia. Meus seios são pequenos, mas perfeitamente proporcionais, e minha bundinha é redondinha e firme.
Mas, acima de tudo, eu sou mulher de um único homem: Rogério. Meu marido, meu grande amor, meu porto seguro. Ele tem 29 anos e é empresário, um homem trabalhador, inteligente e incrivelmente bom. O Rogério não é apenas bonito, ele é deslumbrante. Tem 1,85m de altura, ombros largos, um peitoral forte e coxas que me deixam arrepiada só de olhar. O sorriso dele é capaz de iluminar qualquer ambiente, e os olhos são de um castanho profundo que me hipnotiza sempre que me olha.
Quando estamos juntos, eu me sentia a mulher mais sortuda do planeta. Não importava se estávamos em uma festa elegante ou deitados no sofá assistindo a um filme qualquer, ele sempre conseguia fazer meu coração disparar. Rogério era (e é) a personificação do homem perfeito e eu me orgulhava de chamá-lo de meu.
Este é um capítulo começa na véspera do Dia dos Namorados.
Eu e o Rogério pegamos a estrada em direção ao sítio da família dele. Nossa ideia era passar o final de semana com nossos amigos, Érico e Sarah. O meu marido dirigia com uma mão no volante e a outra vez ou outra pousando na minha coxa. Eu estava de shortinho jeans e camiseta leve.
— Você tá quietinha demais — comentou ele. — Tá tramando alguma coisa?
— Estou pensando em como vai ser bom passar um fim de semana longe.
— Quer dizer longe do Lucério e do Enéias?
— Também da Marieta fiscalizando short alheio.
Ele riu e apertou minha coxa, com o polegar deslizando devagar sobre a pele. Aquilo já me deu um calor no corpo.
Chegamos já de noite, depois daquele trecho final de terra que sempre fazia o carro sacudir e me lembrava que eu deveria ter colocado um sutiã mais firme. O lugar era grande, bonito e antigo, com um casarão de dois andares, piscina, quadra pra jogar bola, pomar. Mesmo assim, tudo simples.
O Rogério estacionou perto do casarão, destrancamos a porta e entramos. O casarão tinha corredores largos, móveis antigos e um ar atemporal. O cheiro de casa fechada foi sumindo depois de meia hora com as janelas abertas. Fomos conferindo tudo para ver se tudo estava ok. Cozinha, geladeira, banheiros, quartos, piscina.
Na área externa, a piscina maior refletia as lâmpadas do jardim, com os azulejos azuis brilhando de leve. A churrasqueira de tijolinhos estava limpa, e o campinho parecia pronto pro Rogério bater uma bolinha com Érico e Sarah, enquanto eu bufava sozinha, julgando os três de uma espreguiçadeira.
— Tudo certo — disse Rogério, após reentrarmos. — Nenhum sapo dentro da piscina, nenhuma janela quebrada e, desta vez, nenhum parente escondido no armário.
Fo quando o Rogério sorriu pra mim daquele jeito que sempre me desmontava. Ele se aproximou e passou os braços pela minha cintura. Encaixei as mãos nos ombros dele.
— Estamos sozinhos — disse ele, baixo.
— Por enquanto.
— Eles avisaram que ainda iam parar pra comprar gelo.
— Então temos tempo.
O sorriso dele mudou na hora. A mão que estava na minha cintura desceu pra minha bunda, apertando com vontade. Ele me beijou e eu me agarrei nele como se tivesse passado dias sem beijar meu marido.
Fomos quase tropeçando procurando o primeiro quarto que tivesse uma cama. Ele beijava a minha boca e o meu pescoço, mordia de leve perto do meu ombro. A mão dele subiu pela minha barriga e pegou um dos meus seios por cima da camiseta.
— Passei a viagem inteira querendo fazer isso — murmurou.
— Só isso?
Ele riu contra minha pele e me beijou de novo. Eu adorava quando ele ria no meio da safadeza. Eu puxei a camisa dele para fora da calça e comecei a abrir os botões, atrapalhada pela vontade. Ele ergueu os braços só o suficiente pra me ajudar, e logo estava sem camisa, com aquele peito forte que eu conhecia tão bem e ainda assim sempre tocava como se fosse novidade.
Passei as unhas de leve pelo abdômen dele e senti a respiração mudar. O meu marido era autocontrole puro em quase tudo na vida, mas comigo ele deixava aparecer o quanto me queria.
Ele puxou minha camiseta por cima da cabeça. Eu estava de sutiã bege. Abaixei os olhos por um instante e vi a calça dele marcando o volume do pau. O meu corpo respondeu na hora.
— A gente tem quanto tempo? — perguntei, já ofegante.
— O suficiente.
O Rogério sentou na cama e me puxou pro colo dele. Montei em suas pernas, sentindo o volume duro, e comecei a rebolar devagar.
Aquela pressão me arrancou um som baixo. Eu estava de short jeans, ele de calça, e mesmo assim meu corpo já pedia mais. A mão dele abriu o botão do meu short, depois desceu o zíper. Eu me ergui um pouco pra ajudar, e ele puxou a peça pelas minhas coxas até eu ficar de calcinha.
Ele segurou a minha bunda com as duas mãos, me puxando contra o pau dele. Eu inclinei a cabeça para trás quando a fricção ficou mais intensa. Minha calcinha já estava úmida, e isso me deixou ao mesmo tempo excitada e levemente desesperada. Eu queria tirar tudo logo.
O Rogério abriu meu sutiã com facilidade. Meus seios ficaram livres, e ele levou a boca a um deles, chupando. Segurei o cabelo dele e puxei de leve, gemendo seu nome. E, por alguns minutos, esqueci que o fomos fazer lá e que estávamos esperando visitas. Só existia o meu marido com a boca no meu seio e o pau duro pressionando a minha buceta por cima da roupa.
Eu já estava com a mão no botão da calça dele quando escutei, ao longe, o ronco de um carro.
Congelei. O Rogério também parou, com a boca ainda perto do meu peito. Nós dois ficamos imóveis por um instante.
— Chegaram.
— Quem? — perguntei, um segundo antes da memória normalizar.
Pulei do colo dele e quase caí porque meu short estava enrolado em um dos tornozelos. O Rogério tentou me segurar, mas estava com a calça aberta. Puxei o short de volta com pressa, sem fechar direito.
— Minha camiseta! — sussurrei, como se Érico e Sarah já estivessem dentro da sala.
— No corredor.
— Por que ela está no corredor?
— Porque eu tirei lá.
O Rogério saiu abotoando a calça e a voltou com minha camiseta pendurada no ombro. Vesti do avesso. Percebi na mesma hora porque a costura ficou me irritando, mas não havia tempo. O carro já tinha estacionado. Peguei o sutiã do sofá e enfiei dentro da primeira almofada que vi.
— Vai receber nossos amigos sem sutiã?
— Se você comentar, eu te jogo na piscina.
Ele abriu um sorriso enorme, tentando parecer inocente. Ajeitei o cabelo com as mãos e respirei fundo. Devia estar vermelha. Paciência.
Fomos pra varanda quando eles desceram do carro. A Sarah apareceu primeiro, linda mesmo cansada, usando uma calça leve e uma blusinha que valorizava os seios grandes. O cabelo escuro estava um pouco bagunçado da viagem, o que dava a ela um ar ainda mais fofo. O Érico saiu do outro lado, com a expressão de quem tinha sobrevivido a uma jornada épica.
— Chegamos vivos — anunciou Sarah. — Quase morremos na entrada de terra, mas chegamos.
— A estrada tentou matar a gente — completou Érico.
Abracei Sarah com carinho. Ela apertou minha cintura e me olhou de cima a baixo com um sorriso desconfiado.
— Vocês chegaram faz tempo?
— Um pouco — respondi rápido demais.
A Sarah me olhou como uma mulher casada que percebe outra mulher casada recém-interrompida. O Érico se aproximou para me cumprimentar e pareceu notar meu cabelo bagunçado, a camiseta do avesso e o Rogério com o colarinho torto. Ele abriu a boca, fechou, olhou pra Sarah e escolheu a sobrevivência.
— O sítio é lindo — disse ele.
Boa escolha.
O Rogério pegou parte das malas e todos entramos. Mostramos o quarto deles no andar de cima, um quarto amplo com cortinas brancas e cama antiga. A janela dava para uma parte do jardim. A Sarah ficou encantada com a casa.
— Esse lugar parece feito pra alguém se perder indo ao banheiro de madrugada — comentou Érico.
— Acontece — disse Rogério.
Depois de alguns minutos, todos admitimos o óbvio. Estávamos cansados. Uma viagem de quase três horas na noite da sexta após o trabalho suga a energia de qualquer um. O jantar foi algo improvisado mesmo porque todos queriam dormir.
Depois, subimos. O Rogério e eu fomos pro nosso quarto. Assim que a porta fechou, ele me puxou pela cintura.
— Onde a gente parou mesmo?
Encostei as mãos no peito dele, tentando parecer firme, embora meu corpo tivesse lembrado exatamente onde paramos.
— Paramos na parte em que nossos amigos quase nos flagraram e eu escondi meu sutiã numa almofada.
— Ainda está lá?
— Provavelmente.
Ri e encostei a testa no ombro dele. O cansaço veio de uma vez. Meu tesão ainda estava ali, mas meu corpo pedia banho e cama. Tomamos banho, nos deitamos e apagamos rápido.
Na manhã seguinte, acordei com claridade entrando pela janela. Por um momento, fiquei sem saber onde estava. Mas aí lembrei do sítio e do dia dos namorados. Levantei devagar e vesti um shortinho confortável com uma camiseta larga. Desci descalça, prendendo o cabelo. Na cozinha, encontrei os dois homens comandando o café da manhã.
A Sarah já estava sentada à mesa, com uma caneca na mão. Ela usava uma camiseta larga, provavelmente do Érico, e o cabelo escuro caía de lado. Os seios dela marcavam o tecido, e eu me peguei pensando que aquela mulher tinha uma beleza suave que ficava ainda mais evidente quando estava relaxada.
— Bom dia.
— Bom dia, Jéssica — Sarah respondeu, sorrindo. — Os rapazes assumiram a cozinha.
O Rogério colocou os ovos na travessa e me deu um beijo rápido antes de se sentar. Durante o café, combinamos de ir pra piscina logo. O calor já prometia. Depois de comer, cada um foi se trocar. Vesti um biquíni verde que o Rogério gostava muito. A parte de cima segurava meus seios sem exagero. A parte de baixo valorizava a minha bunda e as minhas coxas.
Quando saí do quarto, o Rogério estava me esperando no corredor. Ele me olhou de cima a baixo e sorriu.
— Feliz Dia dos Namorados.
— Essa frase combinou muito com esse olhar de quem quer arrancar meu biquíni.
— Uma coisa não anula a outra.
— Você vai se comportar na frente dos convidados?
— Vou tentar.
Descemos rindo. A Sarah já estava na área da piscina, usando um biquíni azul que ficou lindo nela. Ela tinha corpo esguio e cintura suave. Os seios eram cheios, e a parte de cima do biquíni fazia um esforço honesto pra manter tudo no lugar. A bunda dela era proporcional, com uma curva discreta que combinava com suas pernas longas. A Sarah tinha aquele jeito meio tímido de quem não percebia completamente o quanto era gostosa, embora o Érico percebesse por todos nós com sobras.
O Érico estava passando protetor no próprio braço com uma cara de sofrimento.
— Odeio protetor solar — reclamou. — Parece que eu estou untando um frango.
— Você é branco o suficiente pra virar torresmo em 20 minutos — disse Sarah. — Passa direito.
— Amor, seu apoio é muito agressivo.
Eu ri e coloquei minha toalha numa espreguiçadeira. A piscina maior estava perfeita. Azul, limpa e brilhando sob o sol. Mais ao fundo, dava pra ver a churrasqueira e o campinho.
Entramos na água aos poucos. O Rogério mergulhou primeiro e apareceu sacudindo o cabelo. O Érico tentou fazer o mesmo, engoliu água e saiu tossindo, enquanto a Sarah ria sem dó.
— Você viu? — perguntou ele, ofendido. — Ela riu de mim.
— Eu ri com amor.
O Rogério nadou até mim e me puxou pela cintura. Dei um gritinho quando ele me levantou na água, e as minhas pernas se fecharam em volta dele por reflexo. O biquíni colado no corpo, a pele molhada e a mão dele na minha bunda criaram um problema imediato de tesão.
Do outro lado, a Sarah jogou água no Érico, que tentou retaliar e acertou o próprio rosto. Depois de um tempo brincando na água, saímos para tomar sol.
Eu me deitei de barriga para cima numa espreguiçadeira, sentindo o calor secar a minha pele. O Rogério sentou perto dos meus pés. A Sarah se esticou na espreguiçadeira ao lado, e o Érico ficou sentado na borda da piscina, balançando as pernas na água.
— Vocês já trouxeram mais amigos assim pra cá? — perguntou Érico.
O Rogério mexeu no frasco de protetor e respondeu.
— A Rebecca e o Maurício vieram uma vez.
Levantei a cabeça na hora e completei antes que ele explicasse demais.
— Mas a gente não fala sobre isso.
Depois de uns minutos, o sol foi ficando mais forte. A Sarah pegou o protetor. Tentou alcançar as próprias costas, falhou com a mesma graça de quem sabia que falharia, e fez bico pro Érico.
— Passa em mim?
O Érico levantou na hora, mas Rogério pegou o frasco primeiro.
— Deixa que eu passo. Você passa na Jéssica.
Eu olhei pra ele com uma sobrancelha erguida. O Rogério me encarou com a tranquilidade absoluta de um homem que confiava em mim, confiava nele e confiava na amizade dos outros. Nenhum ciúme ou tensão esquisita. Só uma pontinha de brincadeira.
A Sarah olhou para mim, esperando algum sinal de desconforto. Eu apenas me virei de barriga para baixo na espreguiçadeira.
— Perfeito. Érico, capricha nas minhas costas. Se eu ficar manchada, vou culpar você pra sempre.
A Sarah se deitou de barriga para baixo, soltando o laço do biquíni na parte de cima pra não ficar marca. O Rogério se sentou ao lado dela e começou a espalhar o protetor nos ombros. O gesto foi cuidadoso e neutro, mas eu seria hipócrita se fingisse que não senti nada. A Sarah era linda. A pele clara dela brilhava com o creme, os seios pressionados contra a toalha ganhavam volume, e a bunda no biquíni azul ficava mais atraente naquele ângulo.
O Érico veio até mim com o protetor nas mãos.
— Posso?
— Pode passar por onde quiser — provoquei, sabendo que ele não exageraria na frente da esposa pra não ser um homem morto.
Ele riu e começou pelos meus ombros. As mãos dele eram leves, um pouco hesitantes no início.
— Pode espalhar direito, com mais confiança — falei. — Eu não quebro.
— É que o Rogério está ali.
O Rogério respondeu sem olhar, ainda passando protetor na Sarah.
— Estou vendo. E aprovando a técnica até agora.
A Sarah riu contra a toalha.
— Amor, mete logo esse protetor na bunda da Jéssica.
Não sei quem ficou mais vermelho até a alma. Se eu ou o Érico.
Ele respirou fundo e continuou espalhando o protetor nas minhas costas, agora com mais firmeza. Quando as mãos dele desceram pra lombar, ele parou antes da linha da parte de baixo do biquíni.
— Até onde eu posso ir sem ser assassinado?
— Até onde o protetor precisa ir — respondeu Rogério, tranquilo.
Virei o rosto pra olhar o Érico por cima do ombro.
— Pode passar na bunda, na lombar e nas laterais. Mas se fizer “fom-fom”, eu te mato.
— Obrigado pela instrução.
O Érico espalhou o protetor com cuidado. De alguma forma, ele conseguiu passar o protetor na minha bunda sem parecer que passou a mão nela. Depois, se afastou como se tivesse concluído uma prova difícil. O Rogério terminou as costas da Sarah, amarrou de novo a parte de cima do biquíni dela sem fazer graça e deu um tapinha leve no ombro dela.
— Pronto. Ninguém vai virar camarão.
Sarah se sentou, ajeitou o cabelo e sorriu.
— Obrigada, Rogério.
— Disponha.
O Érico olhou para mim.
— Eu passei direito?
— Sim, obrigada.
Depois disso, entramos de novo na piscina. O calor já estava mais forte, e a água ficou maravilhosa no corpo. O Rogério me puxou para perto, mas dessa vez manteve as mãos comportadas o bastante para não me fazer perder a linha. A Sarah boiava de costas e o Érico tentava ensinar a si mesmo algum tipo de nado que parecia briga com a água.
Perto do fim da manhã, a fome começou a voltar. O Rogério falou em preparar alguma coisa depois e combinamos de voltar aos quartos pra nos arrumarmos pro almoço.
No caminho, o Rogério se aproximou por trás e beijou meu ombro molhado.
— Feliz Dia dos Namorados — falou baixo, só pra mim.
— Feliz Dia dos Namorados.
— Mais tarde a gente termina o que começou.
Olhei pro lado e vi o Érico tentando sair da piscina pela parte errada, enquanto a Sarah apontava pra escadinha a menos de dois metros dele. Voltei o rosto pro Rogério, mordi o lábio e respondi também baixo.
— Mais tarde você vai ter que compensar a interrupção.
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Olá, queridos leitores. Meu nome é Sarah, tenho 27 anos, e sou casada com Érico, que tem 28. Esta é a história das nossas confusões e puladas de cerca que aconteceram durante uns meses muito loucos em que resolvemos abrir o relacionamento sem ter muita noção de como isso realmente funcionaria e de como lidamos com tudo isso. Quem puder ler, só procurar pela série “Eu e Minha Esposa Pulamos a Cerca... E o Caos Explodiu”.
Pra quem não me conhece, sou engenheira civil, com doutorado, e trabalho em uma daquelas construtoras gigantes que fazem prédios enormes parecerem pequenos. Sempre fui dedicada e responsável, mas quem me conhece sabe que também tenho um humor ácido e provocativo, daqueles que aparecem quando menos se espera. Meus peitos são cheios e firmes, mas sem exagero; meu quadril e minha bunda são proporcionais, elegantes, e as pernas longas e finas, começando em coxas firmes que sempre chamam a atenção. Meus olhos castanho-escuros e meu cabelo preto, em ondas que caem até o meio das costas, completam a imagem que eu sei que desperta olhares.
O Érico é analista em uma grande empresa de tecnologia. Ele é moreno claro, de cabelo curto, olhos castanho-escuros, corpo comum, nem muito forte nem magro demais. Eu adoro olhar para ele, mesmo que seja apenas pelo simples prazer de ter o homem que escolhi ao meu lado.
Estou aqui pra continuar a narrar a história no lugar da Jéssica a partir daqui. Tudo bem pra vocês?
Era pouco antes do almoço quando me tranquei no quarto com o Érico pra nos trocarmos.
— Amor — falei —, percebeu que eles chamaram só a gente pra passar o dia dos namorados aqui?
— Sim. E?
— Você não acha suspeito.
O Érico coçou a cabeça, com aquela expressão de quem tenta decidir se o assunto é sério ou se a esposa está criando outra teoria idiota.
— Nós somos amigos há anos.
Sentei na cama e arrumei a alça da blusinha. O quarto era daqueles que parecia feito pra casal apaixonado trepar escondido dos outros. Isso, claro, alimentou minha teoria.
— Tá. Mas e se isso for uma desculpa pra troca de casais?
— Sarah, pelo amor de Deus.
— Não ri. Pensa. Eles nos trouxeram pra um sítio afastado, no dia dos namorados, com quartos sobrando. Isso é cenário de suruba.
— Rogério e Jéssica? — Ele apontou pra porta, como se o casal estivesse do lado de fora abençoando idosos. — O Rogério chama a esposa de amorzinho até quando ela erra o sal. A Jéssica é tão fiel que nem deve saber o que é vibrador.
— Isso é exatamente o que torna tudo suspeito. Casais muito perfeitos sempre escondem alguma coisa.
O Érico riu e se jogou nos travesseiros.
— Eles não escondem nada, Sarah.
Eu me levantei e fui até a mala. Peguei um short leve e comecei a trocar de roupa, com o Érico acompanhando meus movimentos com aquela cara de bobo apaixonado que me fazia querer beijar e bater nele ao mesmo tempo.
— Eles não sabem que a gente abriu o relacionamento, né? — disse ele.
— Sabem, talvez.
— Como saberiam?
Virei pra ele com o short nas mãos.
— Amor, vamos revisar. Eu dei pro porteiro. Depois dei pro Miguel, que trabalha com a Jéssica. Você comeu a Natália, que virou nossa melhor amiga e também é amiga da Jéssica. Teve a suruba na trilha onde você comeu aquela amiga da Jéssica. E depois eu e a Natália fizemos uma suruba com o porteiro e o zelador ao mesmo tempo. A gente não foi exatamente discreto.
O Érico ficou me olhando em silêncio. Eu conhecia aquela cara de “talvez a gente devesse ter procurado parceiros longe da nossa casa”.
— Tá, a gente foi meio burro — admitiu.
— Meio?
— Eu não me arrependo de nada!
Eu ri e enfiei o short. Ele se levantou, veio por trás de mim e abraçou a minha cintura. Senti o calor dele nas minhas costas e a barba raspando no meu pescoço. O desgraçado sabia muito bem como encerrar uma discussão. Só que a minha cabeça ainda estava no Rogério e na Jéssica.
— Imagina se eles aparecerem com aquele papo de “a gente queria conversar sobre uma coisa diferente” — murmurei.
— Aí, a gente enrola.
— E se a Jéssica vier de biquíni e te perguntar se você acha ela gostosa?
— Eu digo “sim, muito, parabéns ao Rogério”.
— E se eles perguntarem se a gente já pensou em transar com outro casal?
Ele me virou de frente e segurou o meu rosto com as duas mãos.
— Aí eu digo que a minha esposa começou a suruba horas antes na cabeça dela de tanta ansiedade.
— Eu odeio quando você me entende.
Beijei a boca dele.
— Mas sério. O Rogério é o meu melhor amigo. Eu não quero dar pra ele. Não pra ele. De todas as pessoas, ele não.
— E você gosta de dar pra inimigo, é? — provocou.
— Não, cara. É que... Limites! Ele é o meu melhor amigo. Se ele tentar algo, vai me decepcionar demais.
— Tudo bem. Eu prometo não comer a Jéssica se você não der pro Rogério.
Demos mais um beijo rápido, mas antes que evoluísse, batidas leves vieram da porta.
— Gente? — chamou a voz da Jéssica do corredor. — O churrasco vai começar daqui a pouco. Desçam quando quiserem.
Eu congelei com a boca ainda perto da do Érico.
— Ela disse “quando quiserem” — sussurrei.
— Porque somos hóspedes.
— Ou porque está nos dando tempo pra nos prepararmos psicologicamente pra troca de casais.
O Érico respirou fundo.
— Érico, me promete pelo amor que você tem por mim. Se a hora chegar e inevitável, faça o sacrifício de se pegar com o Rogério enquanto eu colo velcro com a Jéssica. Mas deixa ele sequer falar que quer me comer.
— Sarah, eu vou te trancar neste quarto.
Saímos alguns minutos depois. O corredor do andar de cima era largo e silencioso. O piso de madeira rangia de um jeito discreto, e as janelas abertas deixavam o vento balançar as cortinas. Eu ainda estava ajustando o cabelo quando viramos perto da escada e demos de cara com um homem que apareceu tão quieto que meu coração quase saiu pela boca.
Ele tinha uns 60 anos, pele morena, barriga leve de cerveja e uma calvície cercada por cabelo branco nas laterais. Usava uma camisa simples, calça de trabalho e tinha um sorriso tranquilo, daqueles que pediam desculpa antes mesmo da pessoa reclamar. O peito peludo aparecia um pouco pela gola aberta.
— Desculpa o susto, dona — disse ele, com voz calma. — Sou Gumercindo. Cuido da casa.
O Érico levou a mão ao peito.
— Meu Deus. Achei que fosse um fantasma.
— O Rogério e a Jéssica não falaram que tinha alguém aqui — falei, tentando recuperar o controle da minha alma.
O Gumercindo sorriu de um jeito simpático.
— Uma parte do meu serviço é deixar tudo em ordem. A outra parte é ser discreto o bastante pros patrões esquecerem que eu existo.
Nos cumprimentamos e nos apresentamos. Havia algo no Gumercindo que me deixou curiosa. Talvez a calma, talvez o jeito como falava sem pressa.
— Fiquem à vontade — disse Gumercindo. — O senhor Rogério está lá fora na churrasqueira com a dona Jéssica.
Ele se afastou pelo corredor sem fazer quase barulho. Eu e Érico ficamos olhando.
— Tá vendo? — falei.
— O caseiro faz parte da troca de casais agora?
— Eu só estou dizendo que esse sítio está ficando cada vez mais cheio de possibilidades.
— Você está proibida de usar a palavra “possibilidades” até segunda-feira.
Descemos. Do lado de fora, Rogério estava na churrasqueira usando bermuda e camiseta, todo tranquilo, como se não tivesse a menor intenção de propor uma troca de casais às 11h30. Ele estava bonito como sempre, com aquele corpo firme e o sorriso fácil de quem conseguia ser simpático até segurando pegador de carne.
A Jéssica apareceu logo depois, com uma travessa. Ela usava shortinho jeans e uma camiseta clara. A pele amendoada brilhava um pouco por causa do calor, as coxas fortes apareciam quando ela caminhava, e os seios cheios marcavam o tecido. A bunda dela ficava bonita até quando ela só parava pra perguntar se alguém queria farofa.
Ajudei a levar pratos pra mesa da varanda, enquanto Érico ficou perto da churrasqueira fingindo que entendia de carne. O almoço foi gostoso. A Jéssica puxava conversa com facilidade, perguntava se eu queria mais comida e ria das besteiras do Érico. O clima era tão agradável que a minha teoria começou a perder força, embora eu seguisse vigiando cada gesto daqueles dois coelhos.
Depois de comer, fiquei olhando a mesa e pensei no Gumercindo. Ele devia estar em algum canto da casa, trabalhando sozinho enquanto a gente comia carne boa aqui fora. Não ia deixar isso passar assim. Peguei um prato, coloquei um pouco de churrasco, arroz e farofa. E fui antes que perguntassem o que ia fazer.
Achei o Gumercindo na biblioteca, uma sala bem amplas, com estantes antigas e uma janela aberta para uma área interna da casa. Havia livros demais ali. O cheiro era de papel guardado e madeira. Ele estava sentado numa poltrona, lendo. Quando me viu com o prato, pareceu surpreso.
— Trouxe comida pro senhor.
— Muito gentil da sua parte, dona Sarah.
— Só Sarah. Dona Sarah me faz parecer uma aposentada.
Ele riu e recebeu o prato. Suas mãos eram grandes, com veias marcadas e dedos grossos. O homem era simpático, velho, quieto e tinha aquele ar de quem passava anos vendo as coisas acontecerem sem contar pra ninguém.
— O senhor fica muito aqui lendo?
— Bastante. Depois de anos cuidando da casa, deu tempo de ler esses livros várias vezes.
— Todos?
— Sim.
Ele me deu um sorriso e senti o clima mudar um pouco. O olhar dele passou pelo meu rosto, desceu até os meus seios por um instante e voltou. Ele fez isso sem a cara descarada do seu Geraldo. O Gumercindo era mais sutil.
— Por que o senhor não vai lá comer com a gente?
Ele apoiou o prato numa mesinha.
— Não gosto muito de aparecer quando tem muita gente. Sinto que estou atrapalhando. Também saio pouco da casa.
— Tem quatro pessoas lá fora. Cinco com o senhor.
— Pra mim, já é muita gente.
— O senhor é tímido?
— Mais como acostumado com a solidão. Mas abriria exceção se você quisesse companhia e estivesse sozinha.
Meu rosto esquentou. Ele falou sem pressa, como quem oferecia café.
— O senhor fala isso pra todas as hóspedes? — perguntei, tentando rir.
— Só pras muito bonitas, muito gentis e que são especiais o suficiente pra notar minha presença e trazer churrasco.
— Essa cantada já funcionou alguma vez?
— A última vez foi em 2001.
Rimos um pouco. E saí da biblioteca com uma sensação esquisita no corpo. O Gumercindo não tinha feito quase nada, e mesmo assim minha imaginação já estava correndo pela escada dos fundos com a calcinha na mão. Às vezes, achava que eu precisava da supervisão de um adulto responsável, mas o meu adulto responsável era o Érico, que não conseguia comer farofa sem derrubar metade na própria bermuda.
As horas seguintes passaram entre conversa, comida e piscina. Jéssica insistiu pra eu vestir biquíni e nadar um pouco. Na hora, pensei que a troca de casais iria começar, mas ela só queria nadar mesmo.
Depois, Rogério inventou de jogar bola no campinho. Eu aceitei porque sou idiota e porque minha competitividade destrói meu bom senso. Em menos de dez minutos, tropecei numa raiz, acertei a canela do Érico tentando chutar a bola e mandei um chute tão torto que derrubou uma manga madura no gramado. Rogério riu até perder o fôlego. Jéssica tentou defender que eu tinha criado uma jogada alternativa.
— Eu não tenho culpa se a natureza interfere nas minhas jogadas — reclamei.
— Você chutou a bola numa árvore, Sarah — disse Rogério.
— Foi pressão psicológica na defesa.
— Que defesa? — perguntou Jéssica, rindo.
— A árvore parecia estar me marcando.
Depois disso, voltamos pra casa. O calor tinha deixado todo mundo mole. Por volta das 15h, eu e o Érico estávamos passando por um corredor do andar de cima. A casa tinha ficado mais quieta, com aquele silêncio grosso de sítio depois do almoço.
Foi quando ouvimos o primeiro gemido. Parei no meio do corredor. O som vinha de um quarto mais adiante, a porta apenas encostada. Era uma voz feminina, abafada e bem conhecida: Jéssica.
O Érico levou um dedo à boca, como se eu fosse a pessoa barulhenta da relação. O que era justo, porém ofensivo.
Outro gemido veio, mais claro. Depois a voz do Rogério. Meu corpo inteiro ficou quente de uma vez. Eu sabia que devia sair dali. Uma pessoa decente teria puxado o marido pelo braço e voltado em silêncio. Só que eu nunca fui escolhida pra representar a decência em lugar nenhum.
A porta se abriu um pouco mais por causa do vento vindo de uma janela. Mais um gemido. Minha buceta pulsou de um jeito que me deixou irritada comigo mesma. Depois pensei que eu estava no corredor, de biquíni por baixo do short, ouvindo a esposa gostosa do meu melhor amigo gemer.
— É melhor a gente sair agora — comentou Érico.
— Nem a pau, Juvenal. Eu quero assistir.
Caminhamos até a porta. Não era culpa nossa que ela estava quase aberta. Pelo espaço, dava pra ver quase tudo. A Jéssica estava na frente do Rogério, tirando a roupa devagar, com aquela naturalidade absurda de mulher que sabe que o marido é completamente dela. Ela tinha a pele amendoada brilhando um pouco, os cabelos castanho-claros caindo pelas costas e um corpo que sempre me deixava com raiva da genética dos outros. Era atlética, curvilínea, com coxas torneadas, barriga firme e uma bunda redonda.
O Rogério já estava nu, sentado na beira da cama, com as pernas abertas e o pau duro, grosso, apontado para ela. Ele tinha um corpo gostoso e sarado, ombros largos, braços definidos, postura tranquila e conseguia parecer educado até de pau duro. Ele era meu melhor amigo, mas ver o corpo dele me fez pensar quantas outras amigas dele deviam sofria caladas por ele tratar todas como primas queridas.
A Jéssica terminou de tirar a blusinha e ficou só de calcinha. Os seios dela eram médios e cheios, naturais, em formato de gota, com os biquinhos rosados apontando levemente pra cima. O abdômen dela tinha aquela barriga firme, tanquinho de verdade. Quando ela tirou a calcinha, vi a bucetinha dela com pelinhos ralinhos dourado-escuros e senti uma pontada de inveja misturada com tesão. Eu podia ser insegura, ciumenta e especialista em tomar decisões ruins, mas burra eu não era. A Jéssica era gostosa pra caralho.
O Rogério segurou a mão dela e puxou a esposa pra perto. Ele a fez ficar de joelhos entre as pernas dele, e a Jéssica obedeceu com um sorriso quase safado antes de envolver o pau dele com a boca. Vi os lábios dela deslizarem pela cabeça grossa, devagar no começo, depois mais fundo.
O Rogério respirou pesado e apoiou uma mão no cabelo dela, sem forçar de verdade, só marcando presença. Ela chupava com vontade, fazendo o pau dele sumir aos poucos na boca, e aquilo me deixou tão excitada que eu precisei apertar as coxas.
A Jéssica ergueu os olhos por um instante, tirando a boca do pau do Rogério. Ela nos viu e abriu um sorriso sem vergonha, com os lábios úmidos e a respiração curta.
— Pode vir, amiga.
A voz dela saiu rouca, baixa, e isso bastou para acabar com o resto da minha resistência. Olhei pro Érico e ele estava com mais tesão que eu. Não dissemos nada e nem precisava.
Entramos no quarto com as pernas meio bambas. O Érico parou diante de mim, passou a mão pela minha cintura, desceu pra minha bunda e me puxou pra um beijo rápido. Depois se afastou o bastante pra tirar a minha camiseta.
Fiquei de sutiã e short, sentindo o olhar dele no meu corpo. Ele gostava de ver meus mamilos grandes e escuros endurecendo quando eu ficava com tesão. Bastou ele abrir meu sutiã pros seios caírem livres, pesados na medida certa, e os olhos dele irem direto pros bicos.
Enquanto isso, a Jéssica voltou a chupar o Rogério. Ela estava de joelhos, de costas um pouco arqueadas, mostrando a bunda redonda e as coxas fortes. Rogério tocava o cabelo dela com carinho e tesão, guiando a cabeça dela. O pau dele entrava e saía da boca da esposa, molhado, grosso, cheio de veias. Ela respirava pelo nariz, engasgava um pouco quando ia fundo demais e voltava a chupar com mais vontade.
O Érico caiu de joelhos na minha frente. Ele puxou o meu short e levou a calcinha junto. Senti o ar do quarto bater na minha buceta quase depiladinha, que só tinha uns risquinho de pelinhos na base. Ele passou as mãos pelas minhas coxas, olhou pra cima com aquele ar de quem ainda não acreditava na própria sorte e enfiou a boca em mim.
A língua dele abriu a minha buceta sem pressa. Eu me apoiei nos ombros dele e mordi o lábio para não gemer alto demais logo de cara. Falhei quase no mesmo instante. O Érico sabia exatamente como me chupar, e isso me deixava ainda mais apaixonada e revoltada. Ele alternava lambidas longas com chupadas firmes, subindo até o clitóris e descendo de novo, como se estivesse com fome. Meus dedos entraram no cabelo dele, e eu senti as pernas fraquejarem.
Do outro lado, a Jéssica gemia com o pau do Rogério na boca. Era um som abafado. Ela segurava a base do pau dele com uma mão e chupava a cabeça como se quisesse arrancar cada reação do marido. Aquilo me tranquilizou de um jeito estranho. Ele não olhava pra mim como um homem querendo me comer. O Rogério estava ali pela Jéssica, assim como o Érico estava ali por mim.
O Érico abriu minhas pernas com mais firmeza e enfiou um dedo na minha buceta enquanto continuava me chupando. Eu joguei a cabeça para trás e soltei um gemido que saiu mais alto do que pretendia. A Jéssica ouviu. Eu vi pelo canto do olho que ela mexeu a bunda, como se aquele som tivesse mexido com ela também. O Rogério percebeu e passou a mão pela cintura dela, descendo até a bunda. Ele apertou a carne dela com força, separou um pouco as nádegas e deslizou os dedos pela fenda.
A Jéssica gemeu no pau dele. O som me atingiu direto. Eu olhei para ela porque era impossível não olhar praquela bunda. Quando o Rogério passou os dedos pela buceta dela, vi que ela já estava molhada. Ele tocou a esposa com calma, espalhando o melado dela, enquanto ela tentava manter o ritmo da chupada.
Meu cérebro tentou procurar alguma coisa para surtar, porque ele gosta de trabalhar contra mim. Só que o Érico estava ajoelhado entre minhas pernas, chupando a minha buceta e isso deixava difícil fabricar uma crise.
O Érico levantou, tirou a bermuda e ficou nu diante de mim. O corpo dele era comum, sem pose de academia, sem músculos exagerados, do jeito que eu conhecia e amava. E o pau dele estava duro e latejando. Meu marido podia ser inseguro, podia se achar menos do que era, mas sempre seria o homem mais gostoso do planeta. Pra mim, pelo menos.
Ele me beijou de novo. Senti o gosto da minha buceta na boca dele e isso me deixou ainda mais molhada. Passei a mão pelo peito dele, desci pela barriga e segurei o pau. Ele gemeu baixo contra os meus lábios. Comecei a masturbá-lo devagar, sentindo a pele quente deslizar na minha mão. O Érico fechou os olhos por um instante, e eu tive vontade de dizer que amava aquele idiota, que ele era meu, que eu era dele, que aquela putaria toda só fazia sentido porque ele estava comigo.
Na cama, Rogério se acomodou contra a cabeceira. A Jéssica subiu com ele, ficando meio de quatro na frente do marido, e voltou a chupar o pau dele enquanto ele se encostava melhor. A posição deixava a bunda dela ainda mais exposta. O Rogério passou a mão pelas costas dela, desceu até a cintura e começou a tocar a buceta da esposa por trás. Os dedos dele entravam nela enquanto ela chupava, e a Jéssica começou a balançar o corpo no ritmo, tentando receber mais.
O Érico me guiou até a cama também. Ele se sentou perto da outra ponta, e eu fiquei em pé diante dele, nua, com os seios balançando levemente enquanto respirava. Vi os olhos dele descerem pra minha buceta, depois subirem de novo pros meus mamilos escuros.
Ele me puxou pro colo. Senti a cabeça do pau roçando na minha buceta molhada, e meu corpo já abriu para ele com aquela memória que só casal tem. Segurei nos ombros dele, desci devagar e deixei o pau entrar. A fisgada veio junto com um prazer grosso, quente, que me fez prender a respiração. O Érico segurou a minha bunda com as duas mãos e me ajudou a encaixar até o fim. Quando sentei inteira nele, senti o pau me preenchendo e encostei a testa na dele por um instante.
Do outro lado da cama, o Rogério também puxou a Jéssica pro colo. Ela montou nele de frente, com as coxas fortes abertas e os seios cheios balançando quando desceu no pau do marido. A expressão dela mudou na hora. A boca se abriu, os olhos fecharam e o corpo dela relaxou com uma entrega bonita de ver. O Rogério segurou a bunda dela e a trouxe para baixo até ela encaixar tudo. A Jéssica apoiou as mãos no peito dele e começou a cavalgar.
— Hora de cavalgarem! — ordenou Rogério.
A frase saiu pra Jéssica, com voz baixa e carregada de tesão. Mesmo assim, eu estremeci. O Érico sentiu a minha buceta apertar no pau dele e sorriu contra a minha boca. Eu comecei a me mexer também, subindo e descendo no colo do meu marido, primeiro devagar, depois com mais vontade. O som dos nossos corpos se juntou ao da cama. A minha bunda batia nas coxas do Érico, e cada descida fazia o pau dele entrar fundo.
A Jéssica cavalgava o Rogério com uma segurança que me deixou hipnotizada. As coxas dela trabalhavam fortes, a barriga tanquinho contraía a cada movimento e os seios balançavam no ritmo. Os biquinhos rosados estavam duros. Ela gemia sem vergonha, segurando nos ombros do marido, rebolando de vez em quando para sentir o pau dele de outro jeito. O Rogério olhava para ela como se só existisse a esposa naquele quarto. A mão dele apertava a bunda dela, acompanhando cada descida, e às vezes subia pros seios, pegando com vontade.
Eu tentei não comparar, mas claro que comparei. A Jéssica era firme, atlética, cheia de curvas, enquanto eu era mais esguia, peituda, de pernas longas e bunda mais discreta. O tipo de pensamento idiota que aparece em momentos péssimos.
Então, o Érico chupou meu mamilo escuro com força, e qualquer insegurança virou gemido. Ele segurou a minha cintura, enfiou o rosto nos meus seios e começou a mamar um deles enquanto me ajudava a cavalgar. Aquilo me fez lembrar que o corpo que importava para ele era o meu. Minha buceta apertando o pau dele. Meus seios na boca dele. Minha bunda nas mãos dele.
Fiquei mais solta. Apoiei os joelhos na cama, segurei o rosto dele e comecei a subir e descer com mais força. O pau dele entrava grosso, abrindo minha buceta a cada movimento. Eu sentia o calor subindo pela barriga, minhas pernas tremendo, os seios pulando na frente do rosto dele. O Érico parecia enlouquecido com aquela visão. Ele alternava mordidas leves e chupadas nos meus mamilos.
O quarto inteiro cheirava a sexo. A Jéssica estava cada vez mais molhada no pau do Rogério, e eu conseguia ouvir o som da buceta dela recebendo o marido. Aquilo me deixou vermelha e excitada ao mesmo tempo. O Rogério segurou a cintura dela e começou a meter mais forte. A Jéssica perdeu um pouco o ritmo e deixou a cabeça cair para trás, com os cabelos castanho-claros espalhados pelas costas. Os seios dela subiam e desciam, os mamilos rosados duros, e a boca dela soltava gemidos cada vez mais quebrados.
Eu enfiei as unhas nos ombros do Érico. Ele também começou a meter forte, acompanhando meus movimentos. A cama balançava. Meu corpo descia no pau dele com vontade, e eu sentia minha buceta encharcada, aberta, apertando cada vez que ele chegava no fundo. Tentei controlar os gemidos e fracassei de novo.
A presença da Jéssica e do Rogério ali perto aumentava tudo. Um casal não encostava no outro. Ainda assim, ver os dois transando com tanta intimidade fazia o meu tesão subir. Era como assistir a um espelho torto.
O Rogério apertou a bunda da Jéssica e a fez quicar mais rápido. Ela apoiou as mãos na cabeceira, arqueando as costas, e a posição deixou a buceta dela engolindo o pau dele com mais força. Vi os músculos das coxas dela tremendo. Vi a pele amendoada suada. Vi o Rogério ficar com o maxilar travado, segurando a vontade de gozar. A Jéssica percebeu e começou a rebolar no fim de cada descida, provocando o marido com o próprio corpo.
O Érico me segurou pela nuca e me beijou fundo. Nossas línguas se misturaram enquanto ele metia em mim, e eu gemia dentro da boca dele. A mão dele desceu até a minha bunda, apertando com mais força, e senti meu corpo se entregar de vez. Comecei a cavalgar sem pensar em ritmo. O pau dele entrava, a minha buceta apertava, e o prazer vinha em ondas cada vez mais curtas.
Eu estava perto de gozar. Ele segurou a minha cintura e ajustou meu corpo para eu roçar melhor. Quase xinguei de tão bom. Agarrei o cabelo dele e encostei a minha boca no ouvido dele, gemendo sem conseguir formar frase.
A Jéssica gozou primeiro. Eu percebi pelo jeito que o corpo dela travou no colo do Rogério. Ela apertou os ombros dele, fechou os olhos e soltou um gemido comprido, com a buceta tremendo no pau do marido. O Rogério continuou metendo nela, segurando a bunda dela com as duas mãos, e aquilo prolongou o orgasmo dela até a Jéssica quase cair contra o peito dele. A cena me empurrou para perto do meu próprio limite.
Eu gozei logo depois, montada no Érico. A minha buceta apertou o pau dele com força, e o prazer subiu tão rápido que precisei morder o ombro dele para não gritar feito maluca. As minhas pernas tremeram, os meus seios encostaram no peito dele e eu continuei me mexendo em pequenos espasmos, sentindo o pau dele preso dentro de mim. O Érico gemeu meu nome baixinho, segurando a minha bunda como se eu fosse escapar.
O Rogério respirava pesado, ainda com a Jéssica no colo. Ela voltou a se mover devagar, mesmo sensível, provocando o marido até ele perder o controle de vez.
— Eu tô quase gozando...
A Jéssica levantou o rosto suada e completamente entregue.
— Goza na minha buceta.
Rogério segurou a Jéssica pela bunda e meteu fundo. O corpo dele estremeceu, e ele grunhiu forte enquanto gozava dentro dela. A Jéssica gemeu junto, agarrada ao marido, recebendo a porra quente dele na buceta. Eu vi o rosto dela mudar com aquela satisfação íntima, de esposa que queria aquilo e conseguiu exatamente como queria. Ela ficou alguns segundos sentada nele, respirando rápido, com os seios colados ao peito do Rogério e as coxas tremendo ao redor dele.
Aquilo mexeu com o Érico. Senti o pau dele pulsar dentro de mim antes mesmo que ele falasse. Ele me segurou firme, me puxando para baixo, e começou a meter com movimentos curtos e fortes, como se o orgasmo do Rogério tivesse dado permissão para ele gozar também.
— Sua vez, Sarah.
O Érico gemeu forte e gozou dentro da minha buceta. Senti os jatos quentes me enchendo e essa sensação me arrancou um gemido mais baixo, mais cansado. Continuei sentada nele enquanto ele pulsava, com a cabeça apoiada no meu peito e a respiração batendo na minha pele. Passei os dedos pelo cabelo dele, completamente mole.
A Jéssica escorregou do colo do Rogério e se deitou ao lado dele, suada, satisfeita, com os cabelos espalhados no travesseiro. O Rogério passou o braço por cima dela e beijou sua testa, ainda tentando recuperar o fôlego. Eu saí devagar do colo do Érico, sentindo a porra dele escorrer da minha buceta, e me deitei ao lado do meu marido, na outra ponta da cama.
Ficamos os quatro em silêncio por um tempo. Dois casais no mesmo quarto do sítio, cada um grudado no seu par, fingindo que aquilo era uma coisa normal de se fazer. Eu olhei pro Érico e quase ri.
Tentei pensar em algo maduro pra dizer. Naturalmente, falhei.
— Acho que isso conta como atividade complementar em um churrasco de dia dos namorados.
O Érico soltou uma risada cansada contra meu cabelo. A Jéssica riu baixinho, escondendo o rosto no ombro do Rogério. Ela estava vermelha, descabelada e linda. O Rogério passou a mão nos cabelos dela e falou com calma.
— Todo mundo bem?
— Eu tô — respondeu Jéssica.
— Eu também — disse Érico. — Envergonhado, satisfeito.
A Jéssica ergueu o rosto.
— Eu preciso dizer uma coisa. Isso aqui não muda nada, tá? Digo, foi só uma interação entre amigos e a gente não precisa contar pra ninguém.
O Rogério deu uma risada e beijou o topo da cabeça dela. O jeito como olhava pra Jéssica deixava tudo claro. O mundo podia pegar fogo, cair manga do céu ou aparecer Sarah com teoria de troca de casais, e ele continuaria orbitando aquela mulher com a devoção do amor verdadeiro.
— Eu fiquei preocupado de vocês se sentirem pressionados a participar — disse Rogério.
— Pressionada eu fiquei quando derrubei o porta-retrato — respondi. Ah, esqueci de comentar que na pressa de ir pra cama, minha mão derrubou quase tudo no criado-mudo. — Aliás, desculpa pelo porta-retrato.
Ele tentou manter a seriedade por meio segundo e depois riu.
— Relaxa. Era foto de paisagem.
Eu fiquei mais calma. O constrangimento continuava ali, mas havia uma intimidade que me surpreendeu. A confiança entre Rogério e Jéssica era tão forte que aquela situação absurda parecia incapaz de quebrar alguma coisa. Senti uma inveja boa de novo. Queria que eu e Érico envelhecêssemos assim, mesmo se o nosso caminho envolvesse mais porteiros, ruivas e decisões duvidosas.
O Rogério levantou primeiro e foi recolher as roupas dele. Ele se virou de costas pra nos dar privacidade, mas eu admito (pra minha vergonha) que dei uma bela secada na bunda do meu melhor amigo. O Érico me entregou minha blusinha e meu short.
— Toma, amor.
— Obrigada.
Vesti a blusinha e lutei com o short, que tinha virado do avesso. Claro que, no momento em que tentei enfiar a perna, perdi o equilíbrio e quase caí em cima do Érico. Ele me segurou pela cintura.
— Cuidado.
— A culpa é do tecido.
— Sempre é.
Só depois de colocar, notei a calcinha no chão. A Jéssica terminou de se vestir e veio até mim. Por um instante, achei que ela fosse dizer algo sério. Ela só ajeitou uma mecha do meu cabelo, com aquele carinho de amiga que fazia tudo parecer menos estranho.
Eu sorri, aliviada. O Rogério já estava de bermuda e camiseta, calmo de novo, embora ainda vermelho nas orelhas. Érico vestiu a camisa ao contrário e só percebeu quando eu comecei a rir.
Saímos do quarto tentando parecer normais. Pela primeira vez no dia, ninguém conseguiu.
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Olá a todos. Eu me chamo Rogério. Vocês já me conhecem porque a Jéssica me apresentou lá no começo. Estou aqui pra continuar a narrar a história no lugar da Sarah a partir daqui. Tudo bem pra vocês?
No final da tarde, eu estava no quarto com a Jéssica, no segundo andar. A Jéssica estava sentada na beira da cama, com uma camiseta minha e um shortinho. O cabelo castanho-claro caía meio bagunçado pelas costas, do jeito que sempre me desorganizava por dentro. Ela tinha aquele corpo atlético e cheio de curvas que parecia feito pra me causar problema de concentração. Coxas fortes, bunda redonda, seios cheios sob o tecido fino da camiseta e aquela barriga firme que ela fingia não perceber que eu encarava.
— Amor — comecei. — Posso levantar uma hipótese absurda?
— Você usando esse tom de voz me diz que vai ser uma hipótese burra.
Ela cruzou as pernas e me olhou com paciência.
— Você acha que o Érico e a Sarah podem estar achando que a gente trouxe eles pro sítio pra fazer troca de casais?
A Jéssica ficou parada. Depois abriu um sorriso lento.
— Eu sei que parece loucura, mas pensa comigo. É Dia dos Namorados. Trouxemos um casal amigo pro sítio da minha família. Um sítio bem isolado, só nós quatro. A chance deles interpretarem errado existe.
A Jéssica me encarou por alguns segundos. Ela queria rir, mas segurava porque sabia que, se risse cedo demais, eu ia achar que tinha vencido algum ponto.
— Eu acho que você está ficando tão paranoico quanto a Sarah. Digo, sim. A gente acabou de transar no mesmo quarto que eles, mas foi só isso. Ninguém tocou em ninguém. Seria um grande pulo lógico eles pensarem que íamos passar disso pra um surubão ‘ninguém é de ninguém’ de noite.
Apontei pra ela.
— Esse é o ponto. A gente tem sido flagrado transando em lugares demais.
Ela suspirou e passou a mão no rosto.
— Não tem como ter fantasia de exibicionismo e reclamar de sermos vistos.
— Mas uma coisa é nós termos fantasia de exibicionismo. Outra bem diferente é a gente deixar todo mundo do nosso condomínio nos ver pelados. Deixa eu contar aqui: seu Arnaldo, dona Ângela, Lorena, Lisandra e Antônio já nos assistiram fazer amor. E agora Érico e Sarah também.
— Eles dois viram sem querer.
— Do mesmo jeito que a Lorena viu “sem querer” com você deixando a porta aberta e dizendo “Entra. Vem assistir”.
A Jéssica tentou manter a pose, mas riu. Eu me sentei ao lado dela na cama, sentindo o colchão antigo afundar um pouco.
— Amor, eles sabem que a gente é fiel e monogâmico — disse Jéssica.
— Sabem?
— Acho que sabem.
— Acha?
Ela me olhou de lado.
— Você está tentando me contaminar com paranoia.
Jéssica ficou em silêncio por tempo demais. Quando ela demorava assim, geralmente era porque meu absurdo tinha encontrado uma fresta na muralha de bom senso dela.
— Tá — disse ela, com má vontade. — Existe uma chance pequena.
Ela viu meu rosto de triunfo, riu de novo e me deu um tapa no braço.
— Mesmo que eles pensem isso, é só a gente ser claro. A gente ama ser visto em condições muito específicas, com confiança e limite. Isso não significa que queremos transar com outras pessoas.
— Exato. Somos monogâmicos exibidos.
— Eles devem estar escandalizados.
— Sim. O Érico e a Sarah são tão certinhos... A gente tá levando eles pro mau-caminho.
Ela encostou a cabeça no meu ombro e ficou olhando pela janela. Do lado de fora, dava pra ver a Sarah atravessando o gramado com uma toalha dobrada no braço. Ela andava com aquela postura suave de quem parecia calma até o universo jogar uma casca de banana na frente dela.
— Eles são fofos — disse Jéssica.
— São.
A Jéssica se levantou, esticando as pernas. A camiseta subiu um pouco e eu vi a linha da barriga.
— Vamos descer — disse ela. — E, por favor, não pergunte ao Érico se ele acha que foi convidado pra uma suruba.
No térreo, eu e o Érico fomos pra cozinha preparar o jantar decente e elaborado que o cansaço nos impediu na noite anterior enquanto a Jéssica explicava pra Sarah porque a televisão tinha seis controles.
Na cozinha, eu e Érico ficamos na sala por alguns minutos, naquele silêncio confortável de amigo que não precisa preencher tudo com fala. O problema era que, naquele dia, o silêncio vinha com uma hipótese absurda.
— Tá tudo certo? — perguntou Érico.
— Sim.
— É que vocês estão misteriosos.
Pronto. O universo colocou a casca banana. Respirei fundo. Metade de mim queria resolver logo. A outra metade queria fingir que tinha esquecido uma panela no fogo.
— Érico, você acha que a gente chamou vocês pra alguma coisa estranha?
Ele arregalou os olhos.
— Define estranha.
— Não quero definir.
— Então sim.
— Meu Deus.
— Meu Deus digo eu. Você começou.
Passei a mão no rosto.
— A gente chamou vocês porque vocês são nossos amigos. É isso.
O Érico relaxou um pouco, mas só um pouco.
— E você e a Sarah? Estão de boa?
— Estamos.
Ele respondeu com calma, mas desviou o olhar na hora. Antes que eu pudesse perguntar qualquer coisa, Jéssica nos chamou na mesa de jantar.
— Rogério, vem ajudar com os pratos!
Abençoada interrupção. Fui até lá e encontrei as duas perto da bancada. A Sarah parecia mais corada do que antes e a Jéssica estava com um sorriso controlado demais pra ser inocente.
Jantamos. A conversa começou normal. Falamos sobre tudo. A Sarah contou que viu uma jabuticabeira carregada e quase chorou de felicidade. A Jéssica prometeu colher com ela na manhã seguinte. A cada minuto, eu percebia uma troca de olhares entre as duas. A Sarah mordia o canto da boca. A Jéssica sorria com cara de cúmplice. O Érico também percebeu, porque cutucou minha perna por baixo da mesa.
— Elas estão planejando alguma coisa — sussurrou.
— Eu sei.
— Você sabe o quê?
— Nada.
Depois do jantar, Jéssica e Sarah sumiram. Disseram que iam pegar uma coisa no andar de cima. Eu e Érico ficamos na varanda ampla, cada um numa cadeira, ouvindo o barulho dos insetos e olhando pro gramado escuro.
— Rogério — chamou Érico.
— Fala.
— Você acha que elas estão demorando demais?
— Sim.
— Isso é bom?
— Não faço ideia.
Nós rimos, mas estávamos nervosos. A gente tinha transado na mesma cama poucas horas antes e os dois não sabiam o que as esposas estavam aprontando. Mas, pelo jeito, Érico e Sarah também falaram sobre troca de casais.
A Jéssica e a Sarah voltaram quase 20 minutos depois. As duas estavam com roupas simples, mas havia uma preparação no jeito delas. A Jéssica tinha soltado o cabelo, e a camiseta marcava o corpo de um jeito que me fez engolir seco. A Sarah vinha ao lado dela, corada, com os braços cruzados de leve na frente do corpo. Parecia nervosa, mas determinada.
— A gente preparou uma surpresa — disse Jéssica.
— Eu sabia — respondeu Érico.
— Você nem sabe o que é — disse Sarah.
— Meu amor, é exatamente por isso.
A Jéssica ficou ao meu lado e pegou minha mão. O toque dela me acalmou porque a mão dela dizia “confia em mim”.
— Antes de qualquer coisa — disse Jéssica —, todo mundo aqui se gosta, todo mundo aqui é adulto e ninguém vai fazer nada que não queira. Certo?
A Sarah respirou fundo.
— Eu e o Érico temos uma coisa pra contar. A gente tem um relacionamento aberto.
Por alguns segundos, fiquei olhando pros dois. A minha primeira reação foi tentar encaixar aquilo com tudo que conhecia dos dois. Sempre presumi que eles eram tão monogâmicos quanto nós.
— Eu já transei com uns três homens diferentes e o Érico comeu umas três mulheres e, de forma alguma, vocês conhecem nenhuma delas.
— Foram quatro homens, amor.
— O Roberto não conta.
— Foram duas vezes com o Roberto.
— Duas vezes que não contam.
— Roberto? — interrompi.
— Longa história. Esqueça por favor.
A Jéssica apertou minha mão, talvez pra impedir que eu insistisse e estragasse tudo.
— A gente se ama — continuou Sarah, olhando pro Érico com carinho. — Mas abriu essa parte da vida com muita conversa. Foi uma conversa longa, madura e totalmente planejada. Mas a gente pede que vocês guardem segredo.
O Érico olhou para mim achando que a Jéssica teria uma revelação semelhante.
— Só pra deixar claro, eu e a Jéssica somos monogâmicos. Completamente.
Érico pareceu aliviado e confuso ao mesmo tempo.
— Então, vocês não chamaram a gente pra troca de casais?
— Eu disse que eles iam pensar isso! — soltei olhando pra Jéssica.
A Jéssica respirou fundo, e eu percebi que agora vinha a nossa parte. Ela tinha aquela expressão de coragem tímida que aparecia quando falava de algo íntimo sem ter certeza de como seria recebida.
— A nossa vibe é outra — disse ela. — Eu e o Rogério gostamos de exibicionismo e voyeurismo.
O Érico arregalou os olhos, mas dessa vez apenas com pânico parcial.
— Vocês gostam de ser vistos? — perguntou.
— Em situações combinadas — respondi.
— E às vezes gostamos de assistir — completou Jéssica.
O Érico soltou o ar devagar.
— Tá. Isso explica aquele “entrem e transem ao nosso lado” em vez do escândalo e dos tapas.
A Jéssica tentou ficar séria, mas falhou. A Sarah ficou ainda mais vermelha e olhou pra ela.
— A gente conversou lá em cima e pensou em propor uma coisa — disse Sarah, com a voz mais baixa. — Suruba sem troca. Cada casal com seu casal, mas no mesmo quarto e todo mundo se vendo.
A Jéssica me olhava com carinho e excitação, mas também com aquela pergunta silenciosa que sempre vinha antes de qualquer loucura nossa.
— Amor? — perguntei.
— Eu quero — respondeu ela. — Mas só se você quiser.
Olhei pro Érico. Ele parecia bem empolgado em ver minha esposa pelada de novo. A Sarah segurava a mão dele.
— Sem troca — lembrou Sarah. Ele assentiu e ela continuou. — E sem toque cruzado.
— Tá. Sem “fom-fom” na Jéssica — disse Érico, rápido demais. — Eu valorizo muito meus ossos inteiros.
Subimos pro quarto maior, um dos mais afastados do corredor principal. Era amplo, com uma cama grande, uma janela virada pra área da piscina e espaço suficiente.
A Sarah fechou a porta. A Jéssica me puxou pela mão e me beijou. Um beijo lento, cheio de cumplicidade. A Sarah fez o mesmo com o Érico. E começamos a tirar a roupa.
A Jéssica tinha aquele corpo atlético que me fazia perder a linha mesmo depois de anos juntos. Seios médios e cheios, daqueles que se moviam de leve quando ela andava, e com os biquinhos rosados apontando para cima. Barriga firme, pele amendoada, cabelo castanho-claro caindo pelas costas. A bucetinha dela, apertadinha, com pelinhos ralinhos dourado-escuros. Aquilo sempre me acertava como se fosse a primeira vez. A Sarah tinha um corpo diferente do da Jéssica. Mais esguia, pernas longas. Os seios dela chamavam atenção na hora, maiores que os da Jéssica, com mamilos marrom-escuros e grandes. A bunda era média, em formato de pêssego, proporcional ao corpo e com uma curva suave. A buceta dela era bem depiladinha, deixando só um risquinho de pelos na base. Sarah parecia tímida por fora, mas naquela noite havia um tesão gigantesco nela.
Tirei minha roupa com uma mistura de nervosismo e excitação. O pau endurecia enquanto eu via Érico ficar nu do outro lado do quarto. O pau dele era um pouco menor que o meu, mas estava duro e ele parecia saber como usar pro entusiasmo da Sarah.
A Jéssica veio até mim e a Sarah foi até o Érico. A minha esposa me beijou com força. As mãos dela subiram pelas minhas costas e desceram até a minha bunda, apertando e me puxando pra perto. O pau duro ficou preso entre nós, roçando na barriga dela. Eu apalpei os seios da minha esposa, sentindo o peso gostoso nas mãos, passando os polegares pelos biquinhos duros. Ela gemeu dentro do beijo, e aquele som me deixou mais firme.
Do outro lado, a Sarah beijava o Érico com uma fome parecida. Vi de relance a mão dela descendo pelo peito dele até o pau. Ela segurou aquele caralho com naturalidade de esposa acostumada e ainda assim excitada. O Érico soltou um gemido baixo, quase envergonhado. Eu teria rido se a Jéssica não tivesse mordido minha boca naquela hora.
A minha esposa desceu os beijos pelo meu pescoço. Quando chegou ao meu peito, chupou um dos meus mamilos e passou a mão pelo meu pau. Eu segurei a bunda dela com as duas mãos. A bunda da Jéssica era cheia e redonda. Havia aquela leve maciez de pele feminina que eu adorava, e as coxas robustas dela encaixavam bem nas minhas mãos quando eu a puxava. Ela empurrou meu peito e apontou pra cama.
Entendi o recado. Sentei com as pernas abertas e ela se ajoelhou entre elas. O cabelo castanho-claro caiu pelos ombros quando a Jéssica segurou meu pau e lambeu a cabeça devagar. A língua dela passou pela glande, espalhou a saliva e depois a boca desceu. O calor da boca dela me fez fechar os olhos por um instante. Eu conhecia aquela boca. Conhecia o jeito como ela começava lenta, quase carinhosa, antes de perder a paciência e chupar como se quisesse me arrancar a alma pelo pau.
Inclinei o corpo e passei a mão pela buceta dela. Ela já estava molhada. O dedo deslizou entre os lábios pequenos e rosados, separando a umidade quente. A Jéssica suspirou com o meu pau na boca. Coloquei dois dedos nela, entrando devagar no começo. A bucetinha apertou meus dedos na hora, e eu senti aquela contração familiar que sempre me dava orgulho idiota, como se o corpo dela estivesse me reconhecendo.
Eu a masturbava enquanto ela chupava meu pau. Os gemidos dela saíam abafados. A mão livre dela brincava com minhas bolas, e de vez em quando ela engolia mais fundo, só para me testar. A minha mão desceu pela bunda dela e chegou ao cuzinho. Passei o dedo por fora, sentindo o calor e a contração dele antes de pressionar de leve. A Jéssica rebolou contra minha mão. Ela adorava aquela provocação quando estava segura comigo. Enfiei o dedo com cuidado, enquanto os outros continuavam entrando e saindo da buceta molhada. Ela gemeu mais forte, com a boca ainda no meu pau, e a vibração quase me fez perder o controle.
Olhei pro lado. A Sarah e o Érico estavam no outro lado da cama, já em posição de 69. A Sarah estava por cima dele, chupando o pau do marido, enquanto o Érico tinha a boca colada na buceta dela. As pernas longas de Sarah tremiam de leve. A bunda dela ficava erguida, com aquela curvatura suave exposta pro quarto. O Érico segurava as coxas dela com as mãos, meio desesperado, meio agradecido.
A Jéssica se levantou de repente. A boca dela soltou o meu pau com um estalo molhado, e ela passou a mão pela própria buceta antes de subir no meu colo.
—Eu preciso do seu pau em mim agora!
Apontei pro pau duro, reto para cima.
— Vem... Senta em mim!
Ela montou em mim e posicionou a cabeça do meu pau na entrada da buceta. A umidade dela facilitou tudo, mas a Jéssica nunca deixava de me apertar daquele jeito que me fazia respirar fundo. Ela sentou devagar até me engolir inteiro. O corpo dela encaixou no meu, os seios balançaram com o movimento e a barriga firme encostou na minha. Eu segurei a cintura dela e senti as curvas cheias sob meus dedos.
A primeira cavalgada foi lenta. Ela subiu só um pouco e desceu de novo, como se estivesse se acostumando. Depois, começou a acelerar. A buceta quente me apertava a cada descida. Eu via a pele dela arrepiar no colo, os biquinhos rosados duros perto da minha boca, e não resisti. Chupei um seio, depois o outro, mamando com vontade enquanto ela quicava no meu pau.
A Jéssica gostava quando eu fazia isso. Ela passava a cavalgar com mais força, como se a boca nos seios puxasse o resto do corpo pro mesmo ritmo. As minhas mãos subiram pelas costas dela e desceram pra bunda, apertando as nádegas e ajudando a guiá-la. A bunda dela batia nas minhas coxas com um som molhado, e a cada impacto eu sentia o pau entrar mais fundo.
A Sarah soltou uma risada baixa ao lado, e eu olhei. Ela tinha descido de cima de Érico e estava ajoelhada diante dele, lambendo a cabeça do pau do marido. O rosto dela parecia tomado por um tesão que eu raramente via fora de momentos muito íntimos. Ela olhou pro Érico e falou com atrevimento.
— Vamos mostrar praqueles dois que nós somos o casal mais coelho do nosso prédio!
A gente riu da audácia dela. Até o Érico riu, embora o riso dele tenha morrido rápido quando a Sarah engoliu o pau de novo.
A Jéssica se inclinou e me beijou. Ela sentou mais fundo em mim, fazendo meu pau sumir todo na buceta.
— Rogério, a gente tem que mostrar pra eles que ninguém vence a gente em fazer amor.
Agarrei a nuca dela e beijei de novo. A Jéssica sorriu no meio do beijo, sabendo que tinha me vencido. Ao lado, a Sarah chamou o marido.
— Levanta, Érico.
O Érico obedeceu rápido. Ele ficou de pé diante dela, e a Sarah segurou o pau dele, dando lambidas lentas. Sarah e Jéssica estavam provocando o outro casal e estavam quase levando eu e Érico pra um empate.
A Jéssica desmontou de mim antes que eu gozasse. Eu quase protestei, mas ela ficou de pé na minha frente, abriu as pernas e me ofereceu a buceta. Mergulhei o rosto na virilha dela, segurando as coxas fortes com as mãos.
A buceta da Jéssica estava encharcada. Passei a língua por baixo, subindo pelos lábios rosados até o grelinho. Ela gemeu alto e segurou os meus cabelos. Chupei com vontade, alternando pressão e lambidas longas, sentindo o gosto dela se espalhar na minha boca. A minha esposa rebolava contra o meu rosto, e eu segurava a bunda dela para manter o encaixe. O corpo dela tremia quando eu sugava o grelinho com mais força.
Do outro lado da cama, a Sarah também gemia. O Érico chupava a buceta da esposa com o rosto enterrado entre as pernas dela.
A Jéssica gozou na minha boca. O primeiro orgasmo veio com um gemido preso, as coxas apertando minha cabeça e a mão puxando meu cabelo com força. Continuei chupando, porque eu sabia que ela gostava de ser levada um pouco além quando já estava sensível. Ela tentou recuar, mas a bunda dela estava presa nas minhas mãos. Passei a língua mais devagar e ela gozou de novo, dessa vez com um tremor maior, quase perdendo o equilíbrio.
Quando ela se afastou, respirava pesado. A buceta brilhava de tão molhada. Ela subiu na cama e me empurrou para eu deitar. Em seguida, montou em mim segurando meu pau com a mão. A cabeça entrou primeiro, abrindo os lábios dela. Ela desceu e soltou um gemido que pareceu sair do fundo da garganta.
Senti a buceta quente me engolir de novo. Dessa vez, ela estava ainda mais molhada, mais aberta pelo orgasmo, mas continuava apertada o bastante para me arrancar um palavrão baixo. Vendo isso, a Jéssica começou a cavalgar. Os seios balançavam perto do meu rosto. Eu segurava sua cintura e via a barriga tanquinho se contrair a cada movimento.
O Érico sentou encostado na cabeceira da cama. Sarah montou nele de frente, guiou o pau enorme até a buceta e desceu com calma. O rosto dela se abriu num gemido.
— Ah, que pau gostoso! O pau mais gostoso do mundo!
O comentário dela acendeu a competividade da Jéssica. A minha esposa começou a cavalgar mais rápido. Segurei os seios dela e chupei um dos biquinhos rosados. A Jéssica fechou os olhos e apoiou as mãos no meu peito. O vai e vem dela ficou mais pesado. A buceta descia até a base do meu pau, depois subia deixando só a cabeça dentro, molhada e apertada.
Eu precisava me controlar. Ver a Sarah cavalgando o Érico ao lado era muito excitante, mas o que mais me pegava era a reação da Jéssica àquilo. Ela estava entregue a mim, gostando de ser vista, gostando de ver outro casal fazer o mesmo.
A Jéssica inclinou o corpo para frente e passou a quicar mais curto, com o meu pau entrando fundo. Os gemidos dela ficaram finos. Reconheci o sinal. Ela estava perto. Coloquei uma mão na bunda dela e a outra na nuca, puxando-a para um beijo. Ela gemeu na minha boca enquanto a buceta apertava meu pau em espasmos pequenos.
Ao lado, Sarah gritava mais. O Érico segurava os seios grandes da esposa, apertando enquanto ela rebolava. A buceta da Sarah parecia engolir o pau dele inteiro. A cada descida, ela soltava um som meio abafado.
A Jéssica gozou em cima de mim. O corpo dela travou por um instante, depois tremeu. Ela me abraçou pelo pescoço e continuou rebolando durante o orgasmo, esfregando a buceta no meu pau sem deixar que ele saísse. Aquela sensação quase me derrubou. Segurei firme as nádegas dela e respirei fundo para não gozar junto.
Quando ela recuperou um pouco o ar, levantou o corpo devagar. O pau saiu da buceta com um brilho molhado. Ela levou a mão para trás e guiou a cabeça pro cuzinho. Meu corpo inteiro reagiu. Eu sabia o que ela queria, mas ver aquilo acontecer com Sarah e Érico transando ao lado deixou tudo mais intenso.
— Quer mesmo o número especial na frente dos nossos amigos?
A Jéssica olhou pro casal ao lado e, com a competitividade ao máximo, rebolou com a cabeça do meu pau pressionando a entrada do cu dela.
— Quero sim, Rogério. Come o meu cuzinho que eu quero que eles vejam o quanto você fode gostoso!
Depois da primeira vez, já tínhamos feito outras. Mas era sempre guardado pra ocasiões especiais. Ela querer dar o cu ali na frente dos dois deixava aquela noite ainda mais especial.
Comecei a pressionar com calma. O cuzinho dela era apertado, rosado e sensível. A cabeça do meu pau estava melada da buceta, e ela desceu devagar, abrindo caminho. Segurei sua cintura para controlar o ritmo e evitar que ela se empolgasse além da conta. Mesmo excitada, a minha esposa era minha responsabilidade. Eu jamais iria transformar tesão em dor de verdade por falta de cuidado.
Ela ofegou quando a cabeça entrou. Parou um pouco, respirando contra o meu pescoço. Depois desceu mais. O anel apertado foi cedendo, engolindo o meu pau cm por cm. Eu sentia o cu quente dela me esmagar de um jeito completamente diferente da buceta, mais apertado.
— Isso, Rogério! Fode meu cu!
A frase dela quase me fez gozar na hora. Fiquei imóvel por alguns segundos, deixando que ela se acostumasse com meu pau inteiro dentro do cu. A Jéssica tremia, mas o rosto dela era de puro tesão. Quando começou a cavalgar, foi devagar. O corpo subia pouco e descia de novo, apertando meu pau.
— Fode mais, Rogério! Duvido que o Érico coma a Sarah assim!
A Sarah ouviu aquilo e gemeu mais alto. Ela continuava montada em Érico, mas agora olhava pro rosto do marido, usando a visão periférica para acompanhar a nossa loucura. Érico estava vermelho, suado e completamente perdido na esposa. Ele segurava a bunda dela enquanto Sarah quicava naquele cacete. O quarto inteiro parecia tomado pelos sons dos dois casais.
Jéssica foi ganhando confiança. O cuzinho dela começou a aceitar melhor o movimento, e ela passou a rebolar com mais força. Eu segurava a bunda cheia dela com as duas mãos, abrindo as nádegas para ver meu pau entrando e saindo. A visão era absurda. O cu apertado engolia meu pau melado, e a buceta dela ficava logo abaixo, rosada, molhada, com os pelinhos ralinhos grudados na pele.
Ao nosso lado, a Sarah estava de quatro, enquanto o Érico se posicionava entre as pernas dela. O pau dele estava duro e apontado pro cuzinho da esposa. Eu não acreditava que as provocações da esposa tinham feito os dois irem pro anal também. Ele começou a meter devagar, mas com confiança. Com certeza, ele já tinha fodido aquele cuzinho várias vezes antes.
Eu tentei manter a cabeça no lugar. Mas a minha esposa estava cavalgando meu pau com o cu, gemendo sem vergonha, enquanto a minha melhor dava o cu pro marido ao nosso lado na cama. Mesmo assim, segurei. Eu queria que ela gozasse de novo antes de mim.
Desci uma mão até a buceta dela e comecei a esfregar o grelinho. A Jéssica gemeu mais alto. O cu apertava o meu pau em resposta, e eu precisei morder o lábio para aguentar. Ela apoiou as mãos no meu peito e acelerou, os seios balançando, a barriga contraindo, o rosto bonito tomado por uma expressão indecente que só eu conhecia tão bem.
Ao lado, Sarah também parecia perto. Ela cravou as unhas no travesseiro e começou a gemer quase gritando.
— Fode o meu cu, marido mais gostoso do mundo!
Isso fez o Érico perder o resto da timidez. Ele segurou a cintura da esposa e passou a meter com força suficiente pra ouvirmos o barulho da pélvis dele nas nádegas dela. A Sarah jogou a cabeça para trás, e os seios grandes balançaram com força. Os mamilos escuros estavam duros e a pele brilhava de suor.
A Jéssica olhou para mim e sorriu com uma safadeza que me desarmou. Ela sabia que eu estava no limite. Sempre soube ler meu corpo bem demais. O cu dela continuava me apertando, a mão dela desceu até a minha e pressionou meus dedos contra o grelinho, pedindo mais sem falar. Eu obedeci. Esfreguei mais rápido, mantendo o ritmo que ela gostava.
A Jéssica gozou de novo. Forte. O corpo dela enrijeceu em cima de mim, o cu apertou meu pau com força, e ela soltou um gemido alto, quase sem ar. Segurei sua bunda para mantê-la no lugar enquanto ela tremia. A sensação do orgasmo dela em volta do meu pau foi demais. Eu avisei que ia gozar, com a voz mais rouca do que eu esperava.
— Vou gozar.
— Enche o meu cuzinho!
Aquilo acabou comigo. Segurei a cintura dela, empurrei para baixo e gozei fundo. A porra saiu em jatos dentro do cu apertado da minha esposa. Meu corpo inteiro travou, e eu gemi agarrado nela, sentindo a descarga me esvaziar. A Jéssica continuou rebolando devagar, aproveitando os últimos espasmos, com o rosto encostado no meu pescoço.
Do outro lado, o Érico também chegou no limite. A Sarah já estava gemendo alto e pedindo por mais enquanto o marido metia uns tapas na bunda dela e apertava os seios com vontade. Depois que ela estremeceu toda, ele avisou que ia gozar e segurou a bunda dela, metendo mais rápido. Se a Sarah ainda não tinha gozado, os dois gozaram quase juntos. Ela gritou enquanto o Érico urrava e gozava expelindo muita porra no cu da esposa.
Por alguns minutos, o quarto ficou tomado por respiração pesada. A Jéssica continuou sentada em mim, com meu pau ainda dentro do cu dela, e a Sarah ficou abraçada ao Érico. Ninguém disse nada. E isso foi bom.
Quando meu pau começou a amolecer, a Jéssica saiu de cima de mim com cuidado e se deitou ao meu lado. Um pouco de porra escorreu do cuzinho dela, descendo pela pele. Ela respirava ainda ofegante, com os seios subindo e descendo. Passei a mão pelos cabelos dela e beijei sua testa.
Eu olhei para Sarah e Érico. Eles também estavam se recuperando. A Sarah tinha o cuzinho lambuzado, as pernas longas meio abertas e os seios grandes marcados pelas mãos do marido. O Érico parecia destruído e feliz.
A Jéssica se virou de lado e me beijou. O beijo foi mais calmo. Ela passou a mão pelo meu peito, depois desceu até meu pau mole, brincando com ele só de leve. Eu ri contra a boca dela.
— Amei tudo isso!
— Podíamos transformar isso em uma festa anu-
Fomos interrompidos quando a Sarah soltou mais um gemido. O Érico tinha voltado a beijar os seios dela e descido uma mão pra buceta. Ela Sarah abriu as pernas e permitiu.
— Vai! Meu marido incansável!
O Érico continuou estimulando a esposa. A Sarah tremia, ainda sensível da foda, e ele parecia tomado por uma confiança nova. A Jéssica se apoiou no cotovelo para assistir, mantendo o corpo colado ao meu. Eu também quis assistir enquanto me recuperava.
— Me fode, Érico! Mostra pra eles como você é incrível!
— Por isso, você vai atrás de outros homens?
A Sarah olhou feio pra Jéssica e se virou pro Érico.
— Vamos calar a boca dela, Érico!
O Érico se posicionou entre as pernas da Sarah de novo. O pau dele ainda estava duro o bastante para entrar, e a Sarah recebeu a rola do marido com um gemido arrastado. Ele começou a meter devagar, talvez sem energia pro mesmo ritmo de antes, mas com aquela fome de quem descobriu que ainda dava. A Sarah segurou as coxas abertas, deixando a buceta aparecer engolindo o pau do marido.
A Jéssica passou a mão pela própria buceta enquanto assistia. Eu vi e senti meu pau reagir. A minha esposa estava cansada, melada, com porra escorrendo do cu, e mesmo assim ainda tinha fogo nos olhos. Siriricando ao ver o casal de amigos transar. Abaixei a minha mão até ela, tocando a buceta úmida. Ela abriu as pernas pra mim sem tirar os olhos de Sarah e Érico.
Eu coloquei dois dedos nela. A buceta estava muito molhada. A Jéssica prendeu a respiração e rebolou contra minha mão. Usei o polegar no grelinho e enfiei os dedos mais fundo, sentindo as contrações que ainda vinham do orgasmo anterior.
Sarah e Érico continuavam. O som da buceta dela recebendo o pau dele se misturava com a respiração da Jéssica no meu ouvido. Eu mantive a mão na minha esposa, sem pressa, explorando o corpo dela do jeito que conhecia. Passei a outra mão pelos seios, apertei os biquinhos rosados e senti a pele arrepiar.
Meu pau endureceu contra a coxa dela. Jéssica percebeu e sorriu.
— Finalmente! Pensei que você ia me fazer passar vergonha na frente das visitas!
— Não seja tão competitiva.
Com a mão, a Jéssica guiou meu pau até a buceta. Dessa vez, ela ficou de lado, e eu me encaixei por trás, abraçando seu corpo. A posição deixava a gente vendo Sarah e Érico enquanto eu comia minha esposa. Entrei devagar. A buceta dela, ainda sensível, me apertou com força. A Jéssica gemeu baixo e empinou a bunda para me receber melhor.
Comecei a meter nela de lado, com movimentos curtos. O meu pau entrava na buceta quente e saía molhado, roçando nos pelinhos ralinhos. Segurei um seio dela com a mão, usando a outra para manter a perna dela aberta. A bunda da Jéssica batia no meu corpo a cada estocada. Eu estava cansado, mas o tesão da cena segurava meu corpo acordado.
A Sarah gozou outra vez. Ela jogou a cabeça para trás e apertou as pernas em volta dele, tremendo enquanto o marido continuava metendo. O som dela fez a Jéssica apertar minha mão contra o seio. Minha esposa gostava de ver outra mulher tendo prazer, talvez mais do que admitiria numa conversa séria.
A Jéssica começou a pedir mais com o corpo. Empinava a bunda, pressionava a buceta contra o meu pau e respirava pelo nariz com força. Eu aumentei o ritmo. A cama mexia sob nós. O Érico ainda comia a Sarah do outro lado, mais lento, agarrado à esposa.
Eu sentia a Jéssica chegando de novo. A buceta dela ficava mais apertada e os gemidos perdiam regularidade. Desci a mão até o grelinho e esfreguei enquanto metia. Ela segurou meu braço, quase cravando as unhas.
— Só mais um pouco!
Continuei metendo, segurando a perna dela aberta. A Jéssica gozou com o corpo todo se contorcendo contra mim. A buceta apertou o meu pau em contrações fortes, e eu quase gozei junto de novo. Ela desabou pra frente, respirando pesado, mas ainda rebolava devagar, mantendo meu pau dentro dela.
Não aguentei muito mais. O corpo já tinha passado do limite fazia tempo. As imagens se empilhavam na minha cabeça. A minha esposa gozando no meu pau, a Sarah tremendo com o Érico. Segurei a bunda da Jéssica, meti mais fundo e senti a porra subir.
Tirei o pau da buceta dela antes de gozar. A Jéssica virou o rosto, entendeu na hora e abriu um sorriso safado. Ela ficou de barriga para baixo, oferecendo a bunda e as costas. Eu me ajoelhei atrás dela, bati uma punheta rápida com o pau ainda molhado da buceta e gozei nas costas da minha esposa, com alguns jatos atingindo a parte alta da bunda. A Jéssica gemeu ao sentir a porra quente na pele.
Do outro lado, Érico também estava perto. A Sarah percebeu, pediu pra ele parar e ficou de joelhos na cama, de frente pro marido. O Érico ficou em frente dela, bateu uma punheta olhando pra esposa e a porra dele caiu no rosto de Sarah. Ela gemeu satisfeita.
Jéssica ficou deitada de bruços, respirando pesado, com minha porra escorrendo pelas costas e pela bunda. Eu me deitei ao lado dela e passei a mão pelos cabelos castanho-claros grudados de suor no rosto. Ela abriu um olho e sorriu para mim, exausta. Beijei a boca dela.
Sarah e Érico se ajeitaram no outro lado da cama. Ele parecia sem saber se ria ou desmaiava. A Sarah estava vermelha, suada, com os seios marcados e uma expressão de satisfação que não combinava com a mulher insegura que eu conhecia em outros momentos. Érico a abraçou por trás, e ela segurou a mão dele sobre a barriga.
Ficamos ali em silêncio por um tempo. O quarto tinha cheiro de sexo e orgasmos. O Érico foi o primeiro a falar.
— Essa foi a experiência mais louca da minha vida.
A Sarah riu contra o ombro dele.
— Mais que aquela suruba na-
— Sim.
Depois de um tempo, a Sarah se cobriu parcialmente com o lençol e olhou pra Jéssica.
— Desculpa se eu fui competitiva demais — disse Jéssica. — É um péssimo traço de personalidade.
— Relaxa. Foi mais divertido assim que estimulou a gente até o limite — respondeu uma das minhas melhores amigas. — Você teve ciúme em algum momento?
A Jéssica pensou antes de responder.
— Não. Na verdade, foi tudo incrível. Eu faria de novo com vocês.
— A gente podia fazer isso todo final de semana do dia dos namorados.
As duas deixaram a ideia no ar. A Jéssica se virou de barriga para cima e olhou pro teto. Ela estava linda e Senti uma vontade absurda de puxá-la pra mim de novo, mas também havia uma paz gostosa naquele descanso. Eu podia só ficar ali e agradecer mentalmente por ser o homem que ela escolhia todos os dias.
— Tem uma parte engraçada nisso — disse ela.
— Só uma? — perguntou Érico.
— A gente passou tanto tempo achando que vocês eram um casal fechado e vocês achando que a gente talvez fosse aberto.
— A comunicação entre nós quatro foi um sucesso — brincou Sarah.
— Um triunfo — falei.
A Sarah ficou olhando pra janela por um instante, depois voltou a falar.
— Eu queria agradecer vocês. De verdade. Foi bom poder contar sem virar julgamento.
— A gente também tinha coisa pra contar — disse Jéssica. — E, pra ser sincera, foi bom falar disso com outro casal sem parecer que a gente é tarado.
— Tecnicamente, alguns lugares públicos anteriores complicam sua frase — comentei.
A conversa seguiu por mais alguns minutos, sem pressa. A Jéssica se sentou devagar. A Sarah fez o mesmo do outro lado. Os corpos estavam relaxados, mas a vergonha começava a voltar junto com a consciência de que, em algum momento, todos precisariam levantar pelados da cama e catar roupas pelo quarto.
— Acho melhor a gente se vestir — disse Jéssica.
Levantei primeiro e começamos a nos vestir. Para uma loucura de Dia dos Namorados num sítio da minha família, aquilo parecia um encerramento bem decente.
Quando abri a porta do quarto, cada um foi pro seu quarto.
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Olá, leitores. Eu sou o Érico. Vocês já me conhecem porque a Sarah me apresentou. Estou aqui pra continuar a narrar a história no lugar do Rogério a partir daqui. Tudo bem pra vocês?
Naquela noite, depois da transa em dupla no mesmo quarto, eu e a Sarah voltamos pro nosso porque a gente estava cansado e percebemos que nossos anfitriões ainda queriam mais alguns rounds antes de dormir.
A Sarah foi ao banheiro, escovar os dentes e trocar de roupa. Como eu não estava com sono, peguei o Kindle e resolvi dar uma volta até a piscina para ler um pouco numa das espreguiçadeiras.
O caminho até lá passava por um corredor largo, depois por uma porta lateral que dava pra varanda. O sítio à noite tinha um clima diferente, quase assombrado. Foi quando vi o Gumercindo.
Ele estava perto da janela, olhando pra lua. Tinha uns 60 anos, pele morena, bigode médio, calvície cercada por cabelo branco nas laterais, barriga leve e um jeito simpático até parado. Vestia camisa simples e calça velha. O peito peludo aparecia no colarinho aberto. Ele parecia tão encaixado naquele lugar que, por um instante, achei que fosse parte do casarão.
— Boa noite — falei.
Ele virou devagar, sorriu fácil.
— Boa noite, moço. Perdeu o sono?
— Um pouco. Vim ler perto da piscina.
— Gosto de saber quem pisa aqui. Casa grande demais sem gente conhecida vira um bicho estranho.
Sorri meio sem jeito. Ele voltou a olhar pro céu.
— Lua bonita hoje — comentou.
Olhei também. Era uma lua clara, grande, daquelas que fazem a pessoa pensar.
— Bonita mesmo.
— Eu gostava de estudar a lua e as estrelas. Desde novo. Ainda gosto. Meu pai dizia que homem que olha pro céu não se perde tão fácil na terra.
Gumercindo deu uma risada baixa.
— Eu devia ter escutado meu pai mais vezes.
Fiquei ao lado dele por alguns segundos. Estava começando a relaxar quando ouvi passos na escada atrás de nós.
A Sarah apareceu usando uma camiseta larga sem sutiã e short curto, o cabelo solto, o rosto limpo, com aquele ar de quem tinha acabado de se preparar para dormir e ainda assim parecia mais bonita do que todo mundo acordado. Os seios grandes marcavam a camiseta. As pernas longas estavam quase todas à mostra.
— Te achei — disse ela.
— Eu estava conversando com o seu Gumercindo.
Ela riu e se aproximou. O Gumercindo olhou para ela com tesão. Ele disfarçava melhor do que eu disfarçaria, o que não era um grande mérito. A Sarah percebeu também, porque ficou um pouco mais tímida. Cruzou os braços, o que só apertou mais a camiseta nos seios. O Gumercindo desviou o olhar pra lua.
Lá em cima, ouvimos um barulho abafado. Depois outro. Depois gemidos altos. Depois uma risada feminina bem alta. Nos entreolhamos e o seu Gumercindo pigarreou.
— O quarto do seu Rogério e da dona Jéssica.
Eles escolheram o único quarto cuja acústica espalhava pela casa toda.
— Eles sempre foram assim — disse Gumercindo, com um sorriso tranquilo. — Nunca vi casal tão apaixonado quanto aqueles dois. Dentro e fora da cama.
A Sarah prendeu uma risada.
— Eles são muito grudados mesmo.
— Vão ter muitos filhos. Eles serão bem criados e se tornarão tão bondosos como os dois. Esta casa vai encher de gente outra vez. Aí, finalmente vou descansar.
O jeito como ele falou aquilo me deu um arrepio curto.
— O senhor mora aqui sozinho? — perguntei.
— Cuido daqui faz tempo demais. Esse sítio já viu muita coisa, mas agora anda quieto demais. Precisa de alguém cuidando dele quando ninguém pode ficar.
Conversamos mais um pouco. O Gumercindo contou que acordava cedo, cuidava das mangueiras, da piscina, dos bichos que apareciam. Falou da lua cheia de outros anos, das noites frias, da jabuticabeira carregada.
Depois nos despedimos e fomos pras espreguiçadeiras perto da piscina maior. A água estava escura, refletindo pedaços da lua. Sentei com o Kindle no colo. Sarah se deitou na espreguiçadeira ao lado, puxando o short um pouco para baixo.
— Ele ficou olhando pra mim — disse ela, baixo.
— Ficou. E, antes que pergunte, sim, ele está doido pra te comer.
Ela virou o rosto pra mim.
— Você fala isso com uma naturalidade preocupante.
— Amor, eu sou especialidade em saber quando alguém tá doido pra te comer porque eu vivo assim sempre que te vejo.
Sarah olhou pra própria camiseta e riu, meio sem graça.
— Coitado. Ele parece simpático.
— Isso começa assim. “Coitado, ele parece simpático.” Daqui a pouco, você está explicando por que tropeçou sem querer no pau dele.
— Idiota.
Apontei pra aliança no meu dedo.
— Seu idiota.
Ela sorriu daquele jeito que me desmontava. Ficamos quietos por um tempo, só ouvindo a água da piscina se mexendo de leve.
— Eu até daria pra ele — disse Sarah, num tom casual demais pra frase absurda que saiu da boca dela.
Eu abaixei o Kindle devagar.
— Sexo por pena? Sério mesmo?
— Ele merece mais que o seu Roberto. — Ela riu baixo, depois ficou séria de um jeito safado. — Ele tem um jeito... Sei lá. Simpático. Meio solitário. E ele ficou muito mexido comigo.
— Se você topar, eu topo. Mas quero assistir.
A Sarah se levantou um pouco na espreguiçadeira, apoiando o cotovelo. A camiseta caiu de lado no ombro.
— O problema é o Rogério e a Jéssica — disse ela. — Imagina se eles descobrem? O caseiro do sítio. Ia virar um miniescândalo.
— Concordo. Precisamos nos livrar deles. — Então tive a ideia. — Pelo som, aquilo vai durar ainda algumas horas. Eles vão acordar tarde amanhã. Duvido que saiam da cama antes de 8h30, talvez 9h.
— Você está sugerindo o quê?
— O Gumercindo disse que acorda cedo. Você vir pra piscina bem cedo. Tipo 6h. Eu digo que vou voltar a dormir. Ele escuta. Se ele quiser tentar alguma coisa, ele vem aqui. Se você não quiser, você volta pro quarto.
A Sarah ficou em silêncio. O vento mexeu o cabelo dela.
— Você está mesmo propondo isso?
— Estou.
Ela apertou minha mão.
— Eu só vou seguir com esse plano se você quiser também.
— Ele ou o seu Roberto.
— Eu estou com uma vontade louca de dar pro Gumercindo agora!
Nós rimos. Ela se levantou, veio até minha espreguiçadeira e sentou no meu colo. Beijou a minha boca devagar. Segurei a cintura dela, sentindo o calor do corpo por cima da camiseta.
— Agora vamos dormir — disse ela.
— Dormir depois dessa conversa é exigir demais.
— Vai ser só dormir. Vou guardar minhas forças pro caseiro.
Subimos tentando fazer pouco barulho. O casarão parecia ainda maior no escuro. No quarto, a Sarah tirou a camiseta e ficou só de calcinha por alguns segundos antes de vestir uma blusa para dormir. Eu vi seus seios grandes, naturais, com as aréolas escuras. Ela deitou comigo, encostou a bunda em mim e pegou a minha mão pra colocar os sobre seus seios.
— Dorme — murmurou quando apalpei.
— Rapidinha?
— Dorme, Érico.
Eu dormi mal, claro. Sonhei que o Rogério era juiz de uma competição de nado sincronizado e a Jéssica dava nota baixa pra mim e pra Sarah.
Às 5h, o celular vibrou. A Sarah acordou na hora. Eu acordei com a alma atrasada.
— Chegou a hora — sussurrou ela.
— Fala isso com menos clima de filme de assalto.
Ela riu baixinho e foi se arrumar. Colocou biquíni por baixo de uma saída simples. O corpo dela no biquíni quase me fez cancelar o plano por vontade de comer ela. A parte de cima apertava os seios grandes, arredondados, com aquele peso natural que eu conhecia de cor e continuava me deixando burro. A barriga firme aparecia quando ela se esticava para alcançar alguma coisa. A bunda dela, empinadinha, de contorno suave, ficava marcada pela calcinha do biquíni. As coxas dela davam vontade de esquecer qualquer logística e puxar ela de volta pra cama.
Descemos em silêncio. O casarão estava frio. Na cozinha, ela pegou uma garrafinha de água. Vi o movimento perto do corredor. O Gumercindo já estava acordado, arrumando alguma coisa em alguma sala. A Sarah percebeu também. Respirou fundo, ajeitou o cabelo e, quando ouviu os passos dele próximos da cozinha, falou alto o suficiente pra atravessar a casa.
— Amor, vou ficar sozinha um pouco na piscina. Pode voltar a dormir.
Eu respondi no mesmo volume, com a atuação de um homem que jamais ganharia prêmio nenhum.
— Tá bom. Vou subir e capotar na cama.
Ela me olhou com vontade de rir. Eu beijei sua testa, depois sua boca.
— Qualquer coisa, você volta — falei baixo.
Subi alguns degraus e procurei o quarto que dava a melhor vista pra piscina. Fechei a porta, fui até a janela e deixei uma fresta aberta, o suficiente para enxergar a área da piscina sem ficar tão óbvio. A piscina ficava logo abaixo, cercada pelo deck, e dali eu via tudo.
O Gumercindo já estava no deck, analisando o cloro da piscina. Usava calça larga e camiseta. Fiquei parado na janela, esperando. Pouco depois, a Sarah apareceu.
Ela veio pela lateral da casa, toalha na mão, andando como se só tivesse decidido tomar sol. Às 5h30 da madrugada. O biquíni destacava o corpo dela. A pele brilhava. As pernas longas davam a ela uma leveza bonita, e a bunda balançava de um jeito discreto que me deixava hipnotizado. Ela parou perto da borda da piscina, fazendo uma cara de surpresa.
— Oi, Gumercindo. Não sabia que você estava aqui.
O velho quase engasgou.
— Eu já estou saindo, dona Sarah. Pode ficar à vontade.
— Já disse que, pra você, é só Sarah. E não precisa sair. Eu nem vim nadar, só vim tomar um solzinho.
Ele olhou ao redor, rápido demais pra parecer casual.
— E o seu Érico?
A Sarah abriu aquele sorriso doce que, em outros contextos, faria meus pais perguntarem como eu ainda não tinha dado 15 netos a eles.
— Deve estar no sétimo sono. Não acordar pelas próximas horas.
Eu quase ri alto atrás da janela.
A Sarah virou de costas pro caseiro pra colocar a toalha na mesinha e deu ao Gumercindo a visão inteira da bundinha dela. A reação dele foi imediata. Ficou olhando pra Sarah com a cara de quem tinha acabado de encontrar um tesouro enterrado no quintal. A mão dele desceu pra calça e deu pra notar que o tecido da calça já estava marcando.
O meu pau também começou a endurecer. Fiquei assistindo com uma mistura de ciúme e tesão. Ela estendeu a toalha no deck com calma, depois pegou o protetor solar. Sentou primeiro, passou nos braços, nas pernas, no colo, fazendo tudo devagar. Quando passava nas coxas, os dedos subiam perto demais da calcinha do biquíni. Quando passava nos seios, fazia movimentos cuidadosos ao redor do tecido, como se fosse inocente.
O próximo passo era bem óbvio. Ela pediria ajuda pra passar o protetor nas costas. Era o truque mais antigo do mundo depois do “entra aqui rapidinho para ver uma coisa”. Só que o caseiro pulou umas etapas.
— Quer que eu passe o protetor nas suas costas?
A Sarah olhou para ele, fingindo hesitar por educação.
— Pode ser.
Ela deitou de bruços na toalha e, antes de apoiar o rosto nos braços, olhou pra janela. Piscou para mim, bem rápido. Meu pau terminou de endurecer na hora. Baixei a bermuda e o segurei meu caralho com a mão.
O Gumercindo se ajoelhou ao lado da Sarah, colocou protetor nas mãos e começou pela nuca dela. Fez movimentos lentos, espalhando o creme pela pele. A Sarah ficou quietinha, o rosto apoiado nos braços, respirando fundo.
As mãos dele desceram pelos ombros e pelas costas. A Sarah tinha as costas bonitas, alinhadas, com aquela suavidade de pele que eu adorava beijar depois do banho. O Gumercindo parecia hipnotizado. Passava o protetor como se estivesse se segurando para não avançar de uma vez. Eu via a mão dele chegar perto do nó da parte de cima do biquíni e desviar por pouco.
Quando ele chegou na parte baixa das costas, a Sarah abriu as pernas um pouco. O velho entendeu o sinal, encheu a mão com mais protetor e foi pra bundinha dela.
A mão dele pousou numa nádega da Sarah e apertou. Devagar no começo, depois com mais vontade. Ele espalhava o protetor pela bunda dela, contornando a calcinha do biquíni, apertando a carne macia, sentindo aquele formato empinadinho que sempre me enlouquecia. A Sarah levantou um pouco o bumbum, como se estivesse só se ajeitando, e a mão dele escorregou pra mais perto da buceta dela.
Eu apertei meu pau com mais força. Sentia uma pontada ciumenta no peito, daquelas que vêm com raiva e tesão juntos. Ele passou a mão por cima da calcinha, bem no meio das pernas dela. A Sarah reagiu na hora. Ergueu a bunda um pouco mais e soltou um suspiro que, mesmo distante, eu entendi. Aquele som já tinha saído muitas vezes no meu ouvido.
O velho Gumercindo entendeu o que acontecia. Parou de agir como ajudante de protetor solar e começou a agir como homem com uma mulher gostosa deitada na frente dele.
As mãos dele desceram pelas coxas dela. As pernas da Sarah pareciam ainda mais longas naquela posição. Ele passou protetor nas panturrilhas, nos pés, voltou pelas pernas e demorou mais nas coxas. Quando chegou de novo na bunda, apertou com as duas mãos. A Sarah virou o rosto de lado, olhando na direção da piscina, e eu vi um sorriso pequeno aparecer. Ela estava gostando muito.
O Gumercindo se inclinou, falou alguma coisa que não ouvi, e ela se levantou devagar. Ficaram de frente um pro outro. Ele, moreno, peito peludo. Ela, de biquíni, com a pele lambuzada de protetor, seios grandes apertados pelo sutiã do biquini. Por alguns segundos, os dois ficaram perto demais. A mão dele foi pra bunda dela e a Sarah não recuou.
Então eles se beijaram.
Meu estômago deu um tranco. Ver a Sarah beijando outro homem sempre mexia comigo. O beijo foi de puro tesão. A mão dele apertava a bunda dela e a mão dela subia pelo peito peludo dele, sentindo o corpo do velho.
O pau dele esfregou na buceta dela por cima dos tecidos. A Sarah percebeu o volume e desceu a mão. Enfiou os dedos na lateral da calça dele e puxou pra baixo com cueca e tudo, enquanto ele tirava a camisa. O pau do Gumercindo pulou para fora, duro, grosso, meio torto. Não era bonito no sentido clássico. Era um pau de homem mais velho, pentelhudo, pesado, com a cabeça já brilhando. E a Sarah olhou pra ele com uma curiosidade que me fez bater punheta mais rápido.
Ela se ajoelhou na toalha. O Gumercindo ficou em pé diante dela, respirando pela boca. A Sarah segurou o pau dele com uma das mãos e começou a punhetar devagar, testando o peso, acompanhando a curva. Depois, colocou a língua na cabeça e lambeu. Eu vi o corpo dele estremecer. Ela sorriu, abriu a boca e engoliu a cabeça do pau.
Aquilo me acertou em cheio. A Sarah chupava com calma no começo, subindo e descendo, usando a mão na parte que não entrava. Os lábios dela deslizavam pelo pau meio torto do caseiro, e eu conhecia bem aquela habilidade. Já tinha sido vítima feliz dela inúmeras vezes. O Gumercindo revirava os olhos, segurava o cabelo escuro dela com cuidado, sem puxar demais. A Sarah gostava daquela mão ali, gostava de sentir o homem perdendo o controle.
Ela aprofundou o boquete. Engolia mais, tirava, lambia a cabeça, voltava a chupar. Em alguns momentos, olhava de canto pra janela, tentando confirmar se eu estava vendo. Eu batia punheta olhando a minha esposa chupar o pau de outro homem na beira da piscina do sítio do nosso amigo. A vida adulta tinha umas fases que nenhum manual explicava.
O Gumercindo deitou na toalha, com as pernas abertas, e a Sarah ficou entre elas. Ela continuou chupando, agora com mais conforto, apoiada nos joelhos. O corpo dela ficava de perfil para mim. Eu via os seios balançando um pouco presos no biquíni, a barriga firme dobrando de leve quando ela descia a boca, a bunda empinada para trás. A calcinha do biquíni tinha subido um pouco, marcando a buceta dela. Só de imaginar aquela bucetinha molhada eu quase gozei na mão.
Ela parou o boquete por um momento e ficou punhetando o Gumercindo. O velho respirava pesado, com uma das mãos na cabeça e a outra acariciando o ombro dela. A Sarah olhou pra janela, disfarçando, e eu fiz um sinal positivo.
O boquete ficou mais intenso. Ela chupava, tirava, lambia por baixo, passava a língua naquela curvatura e voltava a engolir. O Gumercindo gemia baixo, e eu via o peito peludo dele subindo e descendo. O bigode dele se mexia com a respiração pesada.
Depois de um tempo, o Gumercindo puxou a Sarah com cuidado. Ela se levantou, e ele tirou a calcinha do biquíni dela. A peça escorregou pelas pernas longas e ficou caída na toalha. A minha boca secou. A buceta da Sarah apareceu, quase toda depilada, com aquele risquinho de pelinhos escuros na base. Mesmo de longe, dava para ver que ela estava molhada. Eu conhecia a minha esposa. A forma como ela mantinha as pernas um pouco afastadas entregava tudo.
O Gumercindo continuou deitado e fez a Sarah se ajoelhar por cima do rosto dele. Ela obedeceu, devagar, apoiando uma mão no deck e outra na própria coxa. A buceta dela ficou na altura da boca dele. O velho segurou a bunda dela com as duas mãos e começou a lamber. A Sarah jogou a cabeça para trás.
Eu quase gozei ali. Ver a Sarah sendo chupada por outro homem, mais feio que eu, sempre tinha uma força estranha sobre mim.
As mãos do Gumercindo apertavam a bunda dela, abrindo um pouco para puxá-la contra a boca. A Sarah respirava com a boca aberta, segurando o equilíbrio, deixando o corpo ceder ao prazer.
Ele chupava com vontade. Lambia de baixo para cima, enfiava a língua, sugava, voltava pro clitóris. A Sarah começou a rebolar de leve no rosto dele. O movimento fazia os seios dela balançarem dentro da parte de cima do biquíni. A pele dela brilhava de suor e protetor. Eu batia punheta no mesmo ritmo, tentando não fazer barulho no quarto, como se alguém pudesse me ouvir naquele sítio enorme.
O Gumercindo mudou a posição dela. A Sarah ficou de quatro na toalha, virada de lado em relação à piscina, com a bunda empinada para ele. Ele se ajoelhou atrás dela e segurou o pau com a mão. Em vez de meter logo, começou a esfregar a cabeça na buceta dela. Passava pela entrada molhada, subia um pouco, roçava perto do cuzinho, descia de novo. A Sarah gostava daquele tipo de provocação. Ela empinava mais, tentando encaixar.
Eu via a cabeça do pau torto dele pincelando a buceta dela. O contraste me deixou louco. A bucetinha da Sarah, aberta, recebendo a provocação daquele pau de homem mais velho. Eu sentia o próprio pau pulsar na mão. O ciúme ficou menor por alguns instantes, esmagado pela imagem. Eu era um marido apaixonado e, ao mesmo tempo, um tarado assistindo a esposa ser preparada para levar pica na beira da piscina.
Antes de enfiar, o Gumercindo deitou de novo, talvez pra controlar o fôlego. Ou então, a idade cobrou e a Sarah percebeu. Ela ficou por cima dele, de lado, encaixando-se no pau. O pau dele tocou a entrada da buceta dela e ela desceu aos poucos. O corpo dela travou por um instante quando a cabeça entrou. Depois relaxou, aceitando mais.
A Sarah fechou os olhos. A buceta dela engoliu o pau do Gumercindo devagar, cm por cm, até ela ficar sentada nele. A cara dela me disse que a posição tinha funcionado. O velho segurava a cintura dela e tentava ajudar, subindo o quadril de leve. A Sarah começou a se mover, primeiro com cuidado, sentindo o encaixe daquele pau meio torto dentro dela. Depois achou o ritmo.
Meu coração batia forte. Eu tinha vontade de rir de nervoso. Eu conhecia aquele rosto da Sarah. Era o rosto de quando o pau pegava o ponto certo. Ela mordia o lábio, franzia um pouco a testa e soltava o ar pelo nariz, como se estivesse tentando manter alguma compostura. A cada descida, a bunda dela pressionava a coxa peluda dele, e o pau sumia na buceta dela.
— Isso! Isso! Fode a minha bucetinha, seu Gumercindo!
A voz da Sarah saiu rouca, mas empolgada. O Gumercindo agarrou a cintura dela com força e a Sarah acelerou o movimento. Começou a subir e descer com mais força, a buceta apertando aquele pau enquanto ela rebolava. O velho segurava a cintura dela com as duas mãos, tentando acompanhar. Eu via a barriga dele contrair, o peito peludo molhado, o bigode tremendo quando ele gemia.
A Sarah passou a cavalgar com mais vontade. Os seios dela balançavam presos no biquíni, pesados, lindos, e eu queria estar lá para tirá-lo com os dentes. A parte de cima já tinha saído do lugar o suficiente para revelar as curvas dos seios e quase mostrar os mamilos. Ela colocou uma mão no peito do Gumercindo para se apoiar e usou a outra para segurar a própria coxa. O pau dele entrava inteiro nela, saía quase todo e voltava. A buceta dela estava tomando aquele velho com uma fome que me dava orgulho e ciúme na mesma medida.
— Você é muito gostosa, Sarah. Não vou aguentar por muito tempo.
Ela diminuiu um pouco, respirando pesado.
— Aguenta, Gumercindo. Retarda o máximo.
A Sarah saiu de cima dele antes que ele gozasse. O pau escapou da buceta dela brilhando, duro e latejando. O Gumercindo respirou fundo, tentando se controlar. A Sarah virou e ficou de quatro, na posição que ela amava, com a bunda empinada e a buceta aberta para ele.
Aquilo me destruiu. A Sarah de quatro era uma das visões mais injustas do mundo. A bunda dela ficava levantada, redonda na medida certa, com a cintura suavemente marcada. A buceta aparecia molhada entre as pernas. Eu tinha visto aquela cena na nossa cama muitas vezes. Ver de longe, com outro homem ajoelhado atrás dela, me deixou com a mão tremendo no pau.
O Gumercindo se posicionou atrás dela. Segurou a cintura da Sarah, mirou o pau e entrou de novo. Dessa vez, foi mais direto. A buceta dela já estava molhada e aberta. O pau dele deslizou pra dentro, e ela baixou o peito em direção à toalha, arrepiada. Ele continuou assim, comendo a minha esposa de quatro na beira da piscina do sítio.
As estocadas eram firmes, com o corpo dele batendo na bunda dela. O som era baixo por causa da distância, mas eu via o impacto. A bunda da Sarah tremia a cada metida. O velho prendia os dedos na cintura dela e afundava o pau, usando o peso do corpo. A barriga dele encostava de leve nas costas dela quando entrava mais fundo. As coxas peludas dele se flexionavam, abrindo espaço para aquele vai e vem.
Eu bati punheta mais rápido. Eu estava suando. A Sarah olhou para trás uma vez, por cima do ombro. Ela queria saber se eu estava vendo o pau dele entrando na buceta dela.
O Gumercindo manteve o ritmo até começar a falhar. Dava pra perceber quando ele se aproximava do gozo. O corpo dele ficava mais tenso, as estocadas perdiam o controle. A Sarah percebeu também.
Ela pediu para ele parar antes que terminasse. O velho obedeceu, ofegante. O pau saiu da buceta dela.
O Gumercindo se deitou mais uma vez, tentando recuperar o ar, e ela tomou conta. A Sarah se virou e sentou no pau dele, agora de frente para ele. Encaixou a cabeça do pau na buceta e desceu com calma. Eu vi o rosto dela relaxar quando ele entrou. Ela apoiou as mãos no peito peludo dele e começou a cavalgar.
Dessa vez, ela conseguia olhar para trás. Quando podia, ela virava o rosto na direção da janela, conferindo se eu acompanhava. A bunda dela subia, quase soltando o pau, e descia até encostar nas coxas do Gumercindo. O pau meio torto entrava todo, ajustando-se dentro dela de um jeito que parecia ter pegado um ponto novo. A Sarah estava gostando da novidade. O corpo dela entregava tudo.
Ela ficou um bom tempo assim. Subia e descia com um ritmo cada vez mais solto, deixando os seios balançarem. O biquíni já estava torto, os mamilos quase escapando. O Gumercindo segurava os seios dela por cima do tecido, apertando com vontade. Aquilo deixou a Sarah ainda mais acesa. Ela inclinou a cabeça para trás, acelerou, prendeu as coxas em volta dele e começou a rebolar no fundo, com o pau completamente enterrado na buceta.
Eu percebi quando o orgasmo dela veio. A Sarah levantou os braços, segurou os cabelos escuros e ficou totalmente sentada nele. O corpo inteiro dela contraiu. A boca abriu, o pescoço esticou, a bunda pressionou o corpo do velho. Ela gozou com o pau do Gumercindo enfiado até o fim, parada por cima dele, tremendo na beira da piscina. Eu tive que apertar a base do meu pau para não gozar junto.
Depois do orgasmo, ela levou alguns segundos para recuperar o ar. O Gumercindo estava no limite. A Sarah saiu de cima dele, deitou na toalha e abriu bem as pernas, deixando a buceta à mostra. Ela olhou pro Gumercindo, ainda respirando pesado.
— Agora, sim, o senhor pode terminar.
O velho não precisou ouvir duas vezes. Ele se colocou entre as pernas dela, apoiou o corpo por cima e enfiou o pau de novo na buceta da Sarah. Ela entrelaçou as pernas nele, prendendo-o contra o corpo. O Gumercindo começou a meter firme, mais fundo, com pressa de quem já estava segurando havia tempo demais.
A Sarah o beijou enquanto ele comia sua buceta. O beijo durante a foda sempre deixava tudo mais íntimo. Eu senti o ciúme voltar e usei aquilo para bater punheta com mais vontade.
O pau dele entrava e saía da buceta dela em estocadas curtas e pesadas. A Sarah recebia tudo, os seios espremidos contra o peito peludo dele, as pernas abertas segurando o corpo do velho, a buceta molhada engolindo aquele pau torto. O Gumercindo começou a perder o ritmo. O corpo dele ficou tenso. Eu vi o instante em que ele gozou.
Ele afundou o pau nela, ficou colado e deu as últimas estocadas, despejando porra dentro da buceta da minha esposa.
A Sarah segurou o corpo dele com as pernas. O velho ficou ali, por cima dela, ofegante, com o pau ainda dentro. Eles ficaram grudados por alguns minutos. A mão dele acariciava a lateral do corpo dela, a respiração dos dois acalmando aos poucos. Eu estava quase gozando, segurando o máximo que podia.
Quando o Gumercindo saiu de cima dela, a Sarah permaneceu deitada um momento, as pernas meio abertas, a buceta usada e cheia da porra dele. Depois fechou as pernas devagar, sentou-se e procurou a calcinha do biquíni. Ela a segurou sem vestir, ajeitou a parte de cima, pegou a toalha e se levantou. Antes de voltar pro casarão, deu um beijo nele. O Gumercindo ficou sentado no deck.
Eu continuei na janela até a Sarah sumir do meu campo de visão. Só então me permiti terminar. Gozei forte, com a mão apoiada na parede e a cabeça baixa, tentando não fazer barulho.
Ela chegou ao quarto e fechou a porta. Estava com cara de cansada, cabelo desalinhado e um sorriso pequeno que ela tentava esconder. Eu olhei para minha esposa e senti aquele amor absurdo, misturado com tesão e um pouco de ciúme.
Eu puxei sua cintura e beijei a sua boca. Quando abracei a Sarah, senti o corpo dela encostar no meu, os seios grandes contra meu peito, a bunda encaixada nas minhas mãos. Meu pau, que tinha acabado de gozar, deu um pequeno sinal de querer ressuscitar.
Ela riu contra a minha boca, daquele jeito que me desmontava. Eu apertei a bunda dela e pensei que o Gumercindo podia ter comido minha esposa na beira da piscina, podia ter enchido a buceta dela de porra, podia ter arrancado dela aquela cara de gozo que eu conhecia tão bem. Ainda assim, no final, foi para mim que ela voltou. E isso fazia toda a diferença do mundo.
Horas depois, no almoço, Rogério e Jéssica apareceram com cara de quem tinha dormido tarde e acordado bem. A Jéssica estava linda, cabelo preso de qualquer jeito, camiseta clara, shortinho, sorriso fácil. O Rogério estava descabelado e feliz como se tivesse gozado cinco vezes na noite anterior. Isso deveria ser humanamente impossível, mas vindo desses dois abria dúvidas.
— Bom dia quase tarde — disse Sarah.
— A gente apagou — disse Jéssica, sentando à mesa.
— Percebemos — respondi.
A Sarah chutou minha canela por baixo da mesa.
— Ai.
O Rogério riu, sem desconfiar. O almoço foi tranquilo. Comemos bem, conversamos sobre tudo. Eles não perceberam nada. Eu e a Sarah tínhamos cometido o crime perfeito.
Perto das 15h, depois que a Sarah e a Jéssica pegaram um saco inteiro de jaboticabas, começamos a arrumar as coisas para ir embora. O Rogério conferia se nada tinha ficado para trás. Antes de irmos, a Sarah me puxou de lado.
— Vamos nos despedir do seu Gumercindo.
Topei e encontramos o velho Gumercindo perto da parte de trás da casa, próximo ao caminho que levava pra churrasqueira de tijolinhos. Ele estava de chapéu, camisa aberta no peito, segurando uma mangueira enrolada. Quando viu a Sarah, sorriu como reencontrasse sua musa inspiradora.
— Já vão?
— Já — respondeu Sarah. — Viemos nos despedir.
Ele se aproximou. Eu fiquei do lado, tentando parecer moderno, seguro e evoluído. A Sarah abraçou o Gumercindo. Quando se afastaram, ela olhou pra mim, pedindo permissão sem falar. Respirei fundo e fiz um gesto pequeno com a cabeça.
Então, a Sarah beijou o Gumercindo na boca. Nem muito curto, nem longo demais, mas teve língua se entrelaçando, clima subindo e Érico com ciuminho. O Gumercindo ficou com os olhos marejados de um jeito que me pegou desprevenido.
— Voltem mais vezes — disse ele. — Uma casa grande dessas precisa de gente. E eu não posso sair daqui enquanto ela não tiver novos moradores.
A Sarah apertou a mão dele.
— Vamos tentar.
— Cuida dela, moço — disse ele para mim. — Ela é muito especial.
— Cuido. Ela também cuida de mim, apesar de eu não facilitar.
Ele riu. A Sarah sorriu, com uma ternura que me deu uma pontada no peito. Nos despedimos e voltamos pra frente da casa.
Quando tudo já estava no carro, entramos naquele momento clássico de despedida que sempre dura mais do que deveria. O Rogério abraçou a Sarah, depois me abraçou. A Jéssica fez o mesmo.
— Obrigado por receberem a gente.
— Vocês têm que vir mais vezes — disse Rogério. — A casa fica melhor com gente.
— O Gumercindo falou a mesma coisa — comentou Sarah, casual.
O Rogério e a Jéssica se olharam. Eu conhecia aquele tipo de silêncio. Se chamava “tem um problema aqui e ninguém quer ser o primeiro a falar”.
— Quem? — perguntou Rogério.
— O Gumercindo — respondi. — O caseiro. Senhor simpático, moreno, careca mas com cabelo branco nas laterais, uma barriguinha, sempre por aqui. Conversamos muito com ele ontem à noite.
— Érico — disse ele, devagar. — O caseiro daqui se chama Odorico.
Eu ri, pensando na gafe que era chamar o caseiro pelo nome errado por dois dias inteiros.
— Tá, talvez eu tenha entendido errado o nome.
— O seu Odorico tem uns 60 anos — continuou Rogério. — Ele está na casa da filha, no interior de Minas. Foi passar umas semanas lá.
Opa.
— Gumercindo era o nome do pai do Odorico. Ele trabalhou aqui a vida toda. Morreu no casarão, de enfarto fulminante. Ele trabalhava e morava sozinho na época. Quando encontraram, já tinha passado tempo demais. Faz quase 30 anos. Foi antes de eu nascer.
O mundo ficou muito quieto. Na minha cabeça, várias memórias começaram a se empilhar. Gumercindo olhando a lua, dizendo que trabalhava ali havia tempo demais, que não podia sair do sítio, falando que, quando a casa enchesse de gente de novo, ele poderia descansar.
A Sarah ficou imóvel.
— Vocês podem ter confundido — disse Rogério. — Tem uma sala com quadros dos antigos caseiros. Talvez tenham visto uma foto dele e sonharam isso.
— Sim. Pode ser isso.
A Jéssica tentou sorrir, mas o sorriso saiu torto.
— Claro — disse Sarah, com voz fina demais. — Foi um só um sonho.
— Um sonho bem realista — acrescentei.
A Sarah pisou no meu pé.
— Ai.
A Jéssica abraçou Sarah de novo, talvez sentindo que ela estava meio estranha. O Rogério me deu outro abraço, pra disfarçar o da esposa. Entramos nos carros. Rogério e Jéssica foram no carro deles. Eu e Sarah no nosso.
Fiquei dirigindo em silêncio até sair da estrada de terra. Depois continuamos calados por mais alguns minutos. Só quando o sítio ficou bem para trás e já estávamos na estrada, a Sarah virou para mim devagar.
— Érico.
— Não.
— Érico.
— Eu não estou pronto.
— Érico, eu transei com um fantasma?
Eu apertei o volante.
— Eu pedi para você não falar.
Ela levou as duas mãos ao rosto.
— Meu Deus. Meu Deus. Eu transei com um fantasma.
— Tecnicamente, a gente ainda não confirmou.
— Confirmou sim! O Rogério falou que ele morreu há 30 anos!
— Pode existir outro Gumercindo.
— No sítio? Igualzinho à descrição? Que não pode sair de lá?
— Talvez seja uma coincidência muito específica. Vai ver é um invasor que, por acaso é idêntico ao falecido, e se apegou à casa e...
A Sarah me encarou.
— Você está tentando racionalizar porque também está em pânico.
— Óbvio que estou em pânico!
Ela começou a rir. tanto que se dobrava no banco, segurando a barriga. Eu queria repreender, mas comecei a rir também, porque a alternativa era parar o carro e correr em círculos na rodovia.
— Eu não acredito — disse ela, ofegante. — A gente abre o relacionamento e agora, eu tô dando até pra fantasma.
— Você quem olhou pro caseiro ectoplásmico e pensou “hm, simpático”.
— Você quem teve a ideia!
Ela bateu a cabeça de leve no encosto.
— E agora? — perguntou.
— Agora, a gente nunca mais menciona isso pra ninguém.
— Esse segredo morre conosco.
— Péssima escolha de palavras.
— A Natália vai perceber.
— A Natália percebe quando a gente muda a marca do sabonete.
Passamos alguns momentos em silêncio até que não resisti.
— Eu não vou conseguir ver um filme de assombração sem pensar “será que a Sarah pegaria?”.
— Érico!
— Desculpa. Estar traumatizado não impede minha imaginação.
Ficamos rindo por quase um minuto. A Sarah olhou pela janela, pensativa e envergonhada.
— Ele parecia triste e solitário.
Seguimos estrada afora. A Sarah fechou os olhos por um tempo, segurando minha mão.
Quando finalmente chegamos em casa, a Sarah tomou banho primeiro. Eu fiquei sentado na cama, encarando o nada. Ela saiu enrolada na toalha, cabelo molhado, seios marcando o tecido, pernas longas à mostra, linda de um jeito que ainda me fazia esquecer qualquer maluquices. Nos beijamos com a certeza de que nos amávamos.
Aquele era o nosso casamento. Amor, tesão, piada ruim e uma capacidade assustadora de transformar qualquer fim de semana em uma história que ninguém acreditaria.
Principalmente a parte do fantasma.
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Pois bem, leitores, o que vocês acharam desse capítulo especial temático não-canônico?
Se gostaram, talvez eu faça especiais no Halloween (tenho duas opções de histórias em mente: uma versão ‘real’ da Jéssica caçadora de vampiros do episódio de Carnaval e a Cinthia líder um coven de bruxas) e no Natal (uma versão do Conto de Natal em que Carlos ou Jonas encontram as Fantasmas do Natal Passado, Presente e Futuro que mostram o que aconteceria se eles tivessem seguido pela rota mais full vilão total).
Mas se vocês responderem educadamente algo como “A novela tá toda atrasada e com mais hiatos que Hunter x Hunter e você ainda gasta duas semanas inteiras preparando um filler???”, eu vou entender.
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NOTA DO AUTOR:
Sei que muitos de vocês gostariam que eu aproveitasse a não-canonicidade pra fazer uma troca de casais, mas eu preferi a ideia de que esse crossover respeitasse as regras internas de ambas as séries. E preferi usá-las para adiantar coisas que ainda vão demorar um pouco na série principal, como o sexo anal.
Acho que o final explica porque essa história não tem como ser canônica. Por mais que o mantra “A Sarah sempre se fode” seja uma constante multiversal, quero deixar os aspectos de realismo fantástico que brinquei aqui fora do cotidiano mais pé no chão da novela.