SOCIEDADE SECRETA DO TERCEIRO ANO PT 10

Um conto erótico de GABRIEL SILVA
Categoria: Grupal
Contém 1262 palavras
Data: 12/06/2026 14:07:23

Saímos do hospital por volta das 3h30 da manhã. O estacionamento estava quase vazio, apenas algumas ambulâncias paradas e o vento frio da madrugada batendo nos rostos. Não havia mais carros suspeitos nos esperando — pelo menos não que conseguíssemos ver. Mesmo assim, estávamos atentos. Olhávamos para todos os lados, verificávamos o retrovisor a cada quarteirão.

Decidimos não ir para a casa de Isabela. Era arriscado demais. Optamos por um motel discreto, beira da orla, daqueles com garagem privativa e entrada direta para os quartos. O lugar era simples, mas limpo, com um ar de anonimato que nos dava um pouco de paz.

O quarto era grande, com cama king size, TV grande na parede e um banheiro sem porta — apenas um arco aberto, como muitos motéis fazem para dar sensação de luxo e espaço.

Isabela estava tensa. Andava de um lado para o outro, braços cruzados, como se tentasse se proteger de algo.

— Vou tomar um banho… preciso tirar esse suor de mim — disse ela, com voz cansada.

Eu assenti positivo.

— Eu espero lá fora.

Ela parou na entrada do banheiro e olhou pra mim. Os olhos castanhos estavam vermelhos, mas ainda lindos.

— Não. Pode ficar. Só… não olha ta.

— Ok.

Deitei na cama, de costas para o banheiro, olhando para o teto. O quarto estava em silêncio, só o som distante do mar e o barulho da água começando a cair no chuveiro.

Mas o espelho grande na parede do quarto refletia tudo.

Eu tentei não olhar. Juro que tentei. Virei o rosto para o lado, fechei os olhos, respirei fundo. Mas o cansaço, a tensão acumulada, a atração que eu sentia por ela desde o primeiro dia… tudo me traiu naquele momento.

Olhei.

Isabela estava de costas, nua, debaixo do chuveiro. A água escorria pelo corpo dela como uma cascata lenta e brilhante. A bunda grande, proporcional ao corpo, redonda e firme, brilhava molhada. As curvas eram perfeitas — cintura fina, quadril largo, pernas longas e torneadas. O cabelo loiro molhado colava nas costas, o xampu espumando, escorrendo devagar pela pele clara. Ela era linda. Absurdamente linda. Uma beleza natura, que me deixava sem ar.

Ela virou de lado. Os seios apareceram no reflexo — lindos, firmes, naturais, com bicos rosados que pareciam feitos para serem tocados. A bucetinha depiladinha, rosada, brilhando com a água que escorria.

Ela me viu olhando pelo espelho.

Sorriu de leve. Um sorriso cansado, mas com um brilho de malícia e vulnerabilidade ao mesmo tempo.

— Não vale… — disse ela, quase brincando, mas com um tom de quem precisava de um pouco de espaço no meio do caos.

Eu virei o rosto rapidamente, sentindo o rosto queimar de vergonha. O coração batia forte.

— Desculpa… — murmurei, voz rouca.

O barulho da água continuou. Eu fiquei deitado, tentando não olhar de novo, mas o espelho estava ali, como uma tentação silenciosa.

Isabela terminou o banho. Saiu enrolada numa toalha branca, cabelo molhado caindo nos ombros, gotas d’água escorrendo pela pele. Ela sentou na beira da cama, ao meu lado, e ficou em silêncio por um tempo.

— Obrigada por hoje — disse ela baixinho. — Por me tirar de lá.

Eu olhei para ela. Os olhos castanhos estavam cansados, mas ainda tinham aquela luz que me conquistou desde o primeiro dia.

— Eu prometi que ia te proteger — respondi. — E vou tentar. Mesmo que não saiba como ainda.

Ela sorriu de leve, um sorriso triste, mas verdadeiro. Depois deitou ao meu lado, ainda enrolada na toalha, e encostou a cabeça no meu ombro.

Por alguns minutos, o mundo pareceu parar.

Só nós dois. O barulho distante do mar. O cheiro de xampu no cabelo dela. Isabela virou o rosto para mim. Nossos olhos se encontraram. O silêncio era denso, carregado de tudo que não dizíamos. Ela se aproximou devagar timidamente. Seus lábios tocaram os meus — um beijo suave, bem lento, quase hesitante. Não era paixão desesperada que eu tinha. Era algo mais profundo. Um beijo de quem precisava sentir que ainda havia algo bom dentro de min.

Eu correspondi com cuidado, como se tivesse medo de quebrar o clima. Nossas mãos se encontraram lentamente os dedos entrelaçados. O beijo durou longos segundos, calmo, quente, cheio de significado.

Quando nos afastamos, ela encostou a testa na minha.

— Eu tenho medo, Matheus… tanto medo disso.

— Eu também — confessei. — Mas não vou te abandonar nunca.

Ela sorriu, uma lágrima escorrendo pelo rosto. Eu a abracei. Nós dois nos deitamos na cama, ela com a cabeça no meu peito. Não houve sexo. Não era o momento. Era só calor humano, proteção, a necessidade de sentir que ainda éramos pessoas.

No dia seguinte, acordei antes do sol nascer. O quarto ainda estava escuro, mas minha cabeça já girava. Deixei Isabela na casa dela por volta das 6h00. Ela me deu um abraço longo, silencioso, antes de descer do carro. Seus olhos ainda carregavam o peso da noite anterior, mas havia algo novo ali — uma faísca de confiança.

Fui pra casa, tomei um banho rápido, vesti o uniforme e fui pra escola. O ar da manhã estava quente, o sol já forte. Quando cheguei na sala, Isabela já estava lá. Ela tinha se trocado rápido e ido trabalhar. Nossos olhares se cruzaram por um segundo. Ela deu um sorriso discreto, quase imperceptível. Eu retribuí. Foi só isso. Mas foi suficiente para sentir que, no meio de todo aquele caos, ainda havia algo vivo entre nós.

Não tinha aula com ela hoje. A primeira era com Aline.

Aline entrou na sala como uma tempestade. Estava uma pilha de nervos, descontando em qualquer aluno que respirasse errado. A voz dela cortava o ar, fria e afiada. Os olhos pareciam mais escuros, cheios de raiva contida. Neguin e Paulo estavam quietos no fundo. As meninas do iate — Tamires, Jéssica, Larissa, Vitória e Camila — estavam lá também. Algumas com rostos cansados, olheiras profundas, como quem não dormia há dias. Outras tentavam disfarçar, olhando para o caderno, mas o corpo traía — ombros caídos, mãos tremendo.

O intervalo chegou como um alívio. Eu estava no pátio quando Ricardo me chamou com um gesto discreto.

Fui até ele no corredor.

— Seu Augusto gosta mesmo de você — disse ele, com um tom quase invejoso. — Você ia subir de nível… mas foi direto pro nível 12. Pulou vários degraus.

Eu fiquei assustado. Nível 12. Tão rápido. Tão alto.

— Como assim? — perguntei.

Ricardo sorriu, satisfeito com minha ambição.

— Ele viu potencial. Você entregou a Sarita, supervisionou bem, não roubou. Ele gosta de gente assim, e de você parece que ele gosta bem mais.

Eu respirei fundo.

— Então… nível 12. O que isso significa?

— Significa que você pode reivindicar alguém como sua puta particular. Sem compartilhar. Só você.

Eu não hesitei.

— Quero Edna. Como minha puta particular.

Ricardo assentiu.

— Feito. Agora ela só precisa trabalhar com alguns vídeos pra internet, cara borrada, essas coisas. Não precisa mais entrar em orgias ou gang bangs sexo só com vc.

Eu concordei, sentindo um alívio estranho.

Ricardo continuou:

— Tenho serviço atrasado. Talvez mês que vem o diretor se aposente e eu fique no lugar. Aí as coisas vão mudar de verdade.

Saí da sala com a cabeça girando. Nível 12. Edna protegida. Mas a que custo?

Passei na sala de Edna. Ela estava dando aula. Olhei pela porta. Ela me viu. Por um segundo, nossos olhares se encontraram. Eu queria dar a notícia, mas resolvi esperar. Não era o momento.

O dia seguiu. Eu andava pelos corredores como um fantasma, sentindo o peso de tudo.

A Seita estava me elevando.

E eu, pela primeira vez, sentia o gosto amargo e apodridão do poder.

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Comentários

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Porque a Edna? Ele via tantas meninas e até jovens perderem a virgindade. A própria pessoa por quem ele é apaixonado. Edna é mais velha que a mãe dele, e parceria se divertir com as orgias. Ele é um garoto que não tem nem 20 anos e ela tem mais de 40. Ficou meio incoerente. Ainda mais pq aparentemente ele está apaixonado Isabela que prometeu proteger e agora ele vai ficar com a Edna?

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