Tendências – Cap 17 - Susto e provocações!

Da série Tendências
Um conto erótico de Cigana Cd
Categoria: Crossdresser
Contém 1476 palavras
Data: 13/06/2026 18:58:59

Tendências – Cap 17 - Susto e provocações!

Feminização, Menino para Menina, Transição, Crossdresser

Este episódio ocorreu a algum tempo, não há uso de material ilícito, nem apologias a uso de violência/drogas/pedofilia. Conta a história de Amanda, muito antes dela saber que seria Amanda.

Acordei, como havia dito, se repetiu, estava mais solta, mais feliz, só que ainda era um menino na escola, então agora era o inverso, o cuidado em não transparecer feminilidade, o jogo havia virado.

Na praça, que tem na frente da escola, que atravesso para chegar lá, estava um carro estacionado, vi que era de Rose, assim que cheguei próximo sua mãe saiu, fiquei branca de susto em ela me ver ali de menino, mas muito antes de eu raciocinar, Rose já estava ao meu lado me dando um selinho e pegando na minha mão, sua mãe veio até mim, minha sogra me deu 3 beijos e um afago e disse:

– Desculpa, mas depois da conversa de ontem, eu me senti na necessidade de te conhecer, havia pedido para sua mãe hoje pela manhã e ela disse que tudo bem, não se preocupe, achamos importante compartilharmos também está curta fase que está vivendo pela manhã, Tchau meus pombinhos.

Ela disse isso, já se dirigindo para o carro e indo embora enquanto eu e Rose de mãos dadas, e com olhares de alguns colegas que ficavam ali na praça antes da aula começar olharem e alguns achando que iriamos ser apreendidas mas afinal era um casal de namorados ditos “normais”, rimos pois tivemos acho que o mesmo pensamento e nos beijamos mais carinhosamente e fomos pro portão, aquela semana era aulas pré semana de provas, então quase não tivemos tempo nos intervalos, e eu tinha que sair rápido para a loja.

O encontro da noite de quarta foi adiado, quando mamãe soube que iríamos ter prova na semana seguinte e era uma semana puxada, assim na noite de quinta, já me preparei melhor para a sexta, sábado e domingo, já pensando que iremos dobrar os dias, visto que a semana foi cheia de vendas e tudo mais e os vizinhos das lojas estavam com a mesma expectativa.

Refiz o esmalte dos pés que havia retirado na segunda de manhã, acabei por apenas me depilar nas pernas e parte do peito, então quinta mamãe me ajudou a ficar completamente lisa, os furos da orelha já não incomodavam, mexemos um pouco na sobrancelha, bem discreto e alinhamos o cabelo que já estava um pouco maior e com mais volume, conforme o penteado e uso de secador e chapinhas, escovas e afins.

Eu havia programado trabalhar a segunda com rabo de cavalo, batom, rímel, cilios de tamanho médio, sem sombra, mas com a boca bem vermelha do batom, um colant, mais apertado de mangas curtas até a base do cotovelo, eu sabia que ele me dava mais volume nos seios, e tinha um bom acabamento, sem mostrar decotes, em uma gola canoa que conforme me movimentava sensualizava com parte dos ombros.

Coloquei um vestido na metade da altura do joelho, o que conforme o movimento rápido dava um balanço bem sexy, se me abaixasse corretamente estendia até o joelho, mas se descuidasse poderia mostrar algo a mais, que fui descobrindo que em algumas vezes eu fazia questão de mostrar, mesmo sozinha na loja, olhando pelos jogos de espelhos, eles eram meus melhores confidentes de desejos e desafios.

Assim as 17 horas junto com mamãe chegou Betinho, pareciam que estavam juntos e na verdade tinham se encontrado na lanchonete e vieram conversando, assim que entrou mamãe falou.

– Filha vai com o Betinho fazer seu lanche lá dentro, eu fico por aqui, no seu intervalo.

Assim ele segurando nossos lanches foi por mim conduzido até nossa cozinha, lá abriu os pacotes, preparou tudo, eu estática olhando e achando fofo, e ele me convidou para lanchar, como se fosse um encontro, eu sorri e agradeci a gentileza.

Comemos sem nos falar, apenas olhares, e ele estava muito mais atento aos meus movimentos e em certo momento, meio baixo falou?

– Nossa, você está cada dia mais linda.

– Obrigada, mas continuo a mesma de quando me conheceu, ou não ? O que mudou?

– Err, quer dizer, sim você sempre foi linda, é isso, não quis dizer que era feia antes.

– Bobinho, tô brincando, mas me conte o que te fez me olhar assim mais, como é mesmo que disse?

– Linda!

Ele falou meio desviando o olhar e mudando a voz para um tom mais baixo e acanhado, eu amava deixar ele assim, nossa me via ali na pele dele, ao mesmo tempo que sentia algo terrível sabendo o que ele sentia, me sentia tão feliz em provocar, muito mais ainda em ser cortejada, então eu fui mais direta.

– Na verdade, tenho também reparado em você, afinal, você está me paquerando ?

Eu falei isso chegando mais próximo dele, agora de pé, e como ele estava sentado ele ficou encurralado e com a cabeça baixa, apenas sentia ele aflito, sentia que o coração dele explodia, sabia que era errado eu provocar, mas não tinha como não fazer, era irresistível, e deixando o lanche do lado, encostei minha mão em seu rosto e a ergui para me olhar.

– Pode falar?

– Amanda, eu não sou bobo, eu vi você e sua amiga, ou diria namorada, não faça isso comigo, por favor.

– Desculpe, só estou te perguntando?

Eu sabia que era muito mais do que isso que eu estava fazendo, um lado perverso provocador meu falava mais alto neste momento, me afastei um pouco, não muito e falei.

– E então, só me responda Betinho?

– Amanda, sim, desde o primeiro dia que te vi, eu me apaixonei, até achei que você correspondia, depois acho que no 3 dia, quando vi um menino chegando, e uma hora depois a loja se abrindo e te vi, de menina, eu.

– Você soube que eu era uma trans e achou horrível.

Falei num tom agora de raiva e angústia, minha expressão era indignada com o rumo da conversa.

– Não, não, não é isso, eu … eu entendi que eu me apaixonei pela menina, eu, eu vi em você a coragem que eu não tenho, quando entendi você ser uma menina trans, eu só queria poder ser como você, mas me apaixonei e até te ver com a sua namorada achei que você iria me odiar se soubesse que sou uma cross, mas te vi com a sua namorada e desejei ser muito mais que isso, queria ser sua namorada, mas um casal trans, maluco, sei, acho que você não aceitaria uma menina trans te namorando.

Tadinho, eu me vi um monstro agora, no mesmo instante que ele começou a falar isso eu fui me afastando, sentei, e agora era eu que estava envergonhada, eu comecei a chorar, um misto de ódio por mim, eu fui mesquinha, fui maldosa e ali na minha frente eu tinha uma visão do que exatamente eu era, só que sem suporte, seu apoio familiar, sem alguém para ajudar, agora eu entendia tudo o que ele olhava, procurava, entendia a pressão da mãe dele em me ver namorando ele, eu menina e ele menino, e eu chorei, ao mesmo tempo que pedia perdão.

Nem sequer por um segundo me preocupou ele saber que eu era um menino, quer dizer, ali era uma menina trans, corroia a minha atitude, que ódio de mim, do que gerei e do que eu provoquei nele, sem sequer me ligar que ele precisava de uma amiga.

Ele sem entender, foi se dirigindo até a porta, pouco antes de abrir e sair disse.

– Desculpe, perdão, vou entender se não me procurar mais, eu falhei em não te dizer antes o que sabia e o que sentia, desculpe, não vou mais vir aqui.

Saiu, tão rápido que nem consegui pensar, me mexer, apenas chorei mais ainda, perdi apetite, catei tudo e levei a geladeira, me vi num espelho toda remelenta, escorrida, olhos vermelhos e um ódio de mim mesma, me limpei, apenas tirando rímel e cílios, me enxuguei, e sai dali, indo até mamãe, que tinha apenas visto Betinho sair chorando rápido demais, sem olhar para nada, trombando com as pessoas na rua, subindo em direção a loja de sua família.

– O que houve filha, vocês estavam chorando, ele te ofendeu, você ofendeu ele, o que foi, ele saiu daqui chorando filha.

– Mamãe, me deixa, em casa falamos, eu fui ridícula mamãe, eu fui ridícula.

E sai dali, indo pro depósito, falando brava que iria pegar uns produtos para repor e lá fiquei mais um tempo agora aflita, havia ofendido de uma forma nunca esperada alguém que me acolhera com tanto carinho e sem julgar. Não sabia como resolver isso, mas sabia que não adiantava nada ir lá agora, não era o tempo para isso, eu teria que me entender comigo, do por que fizera aquilo.

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Você errou no número do capítulo, esse seria o 15

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