Embora aparentemente não tenha dado nenhuma importância àquela informação transmitida junto com várias outras, sabia q consciente ou inconscientemente a partir daquele instante havia algo novo introduzido entre nós, q precisava resolver pq não era obra do acaso como alguém menos experiente poderia supor.
Então, depois de amadurecer bastante a ideia comigo mesmo, convoquei solenemente uma nova discussão da relação com Adenice, na qual a surpreendi ao tratar clara e abertamente sobre o seu relacionamento anterior q fora tão importante para ela, pois nele, simplesmente, havia descoberto o prazer de ter orgasmos negados por seu corpo até então.
Posso adiantar haver sido uma das conversas mais produtivas e satisfatórias entre eu e uma parceira, incluindo todas desde aquelas nas quais havia comprometimento sério, e tb nos relacionamentos mais simples qdo era somente um pau amigo.
Continua...
Qdo convoquei por mensagem para o dia seguinte uma nova discussão da minha relação com a Adenice, precisei responder ao longo das próximas horas inúmeras perguntas as quais tinham nitidamente o pano de fundo da sua insegurança.
Embora a conversa anterior tenha sido satisfatória do ponto de vista da solução encontrada para a principal dificuldade q vivíamos como casal, minha parceira de cama e de relacionamento como um todo raciocinou q estivesse pensando em cessar a relação, e começou a enumerar as razões e pedidos de desculpas desnecessários q justificavam não agir dessa maneira.
Nossa dificuldade como casal era o incontido e inviável economicamente desejo de Adenice de continuar a transar todas as manhãs no meu escritório, pq morava muito distante da casa dela na qual residia com a sua família, e tb ficaria ainda mais longe para se deslocar ao seu trabalho.
Mas a sua surpresa maior ocorreu qdo em nossa discussão da relação convocada, além de não haver nada negativo q envolvesse rompimento do relacionamento, lhe disse calmamente e com a máxima clareza, q pretendia conversar com riqueza de detalhes e sem nenhum tipo de tabu, sobre o seu parceiro q a havia levado a desfrutar de orgasmos dando o cuzinho, desde q tb manuseasse o clitóris.
- Uma questão q gostaria de saber, por exemplo, seria qual informação o fez chegar a essa conclusão, q funcionou como uma terapia extremamente eficiente...
E justifiquei essa minha atitude alegando a Adenice q todos temos um passado q vem conosco numa espécie de pacote qdo iniciamos um novo relacionamento, e q não cabe ao novo parceiro avaliar a relação anterior se houver o desejo sincero e verdadeiro, de fazer feliz a pessoa.
Então, ela reagiu assim:
- Não estou acreditando...só me diz se não entendi errado...vc quer conversar sobre outro homem, a quem dei o meu rabo por alguns anos, o mesmo rabo q vc come tão bem, com quem gozei muito...e vc quer q fique me lembrando dele, e contando situações q vivi com ele? É isto mesmo? Tem certeza? Entendi certo?
A minha resposta foi mais ou menos assim:
- Adenice vc entendeu certo...é isto mesmo q desejo...q conversemos sobre o homem q te fez feliz lhe oferendo os orgasmos dos quais ainda não desfrutava...e quem sabe, se estamos bem em nosso relacionamento mas pra vc ainda falta transarmos mais do q fazemos, ele pode nos ajudar nesse objetivo...digo assim, pq não posso continuar a ceder as minhas manhãs para as nossas transas no escritório, pois à noite ora vc ora eu não podemos transar ou sequer nos ver por razões de trabalho teu e meu, e percebi a tua expressão de tesão qdo falou dele...por td q ele fez por vc te oferecendo os orgasmos q desconhecia, não tenho dúvidas de q ele marcou positivamente a tua vida, até mais do q está acontecendo agora conosco...então, concluí ainda haver em vc boas recordações desse teu parceiro, q talvez nos ajudem a melhorar a nossa relação...diga com sinceridade o q vc pensa sobre ele...
- Ele não foi o meu primeiro homem, mas foi o q mais amei, aquele q me ofereceu mais prazer na cama em todos os sentidos, q me ensinou mais coisas sobre o sexo...q me deu a segurança da qual precisava para me sentir mais mulher, pra gostar mais de mim...mas ele queria filhos e não podia ter como todos os exames demonstraram, pq meu útero era o q os médicos chamam de infantil...daí ele arrumou outra, e até casou com ela...não tenho nenhum contato com ele, mas sei q a minha irmã continuou amiga dele e da esposa até hj...não sei onde exatamente vc pretende chegar, mas se precisar e quiser falar com ele, posso pedir o contato do meu ex para a minha irmã Flora.
- O q está acontecendo comigo depois de avaliar bastante a nossa relação, é q as responsabilidades com o negócio me obrigarão daqui em diante a me dedicar mais a ele em função de concorrentes internacionais q chegaram ao Brasil, com mais capital e imagem melhor perante o brasileiro...pq o tal complexo de vira lata q os brasileiros têm em relação aos estrangeiros q equivocadamente nos fazem sentir inferiores a eles, tende a atribuir maior valor a produtos e serviços estrangeiros, às empresas estrangeiras...está td bem entre nós, mas sei q pode melhorar...por isso, vê com a tua irmã o contato dele, e se vc concordar, falaremos juntos com ele.
- Mas o q vc vai propor exatamente para ele? Quero saber até mesmo para ter um motivo para dizer à minha irmã, pois certamente vai estranhar e perguntar, pq desde q rompeu comigo, nunca mais falei com ele.
- Se vc concordar, vou propor q ele transe com vc nesses dias inteiros q vc me cobra de vez em qdo, e não disponho de tempo pra fazer igualzinho como fizemos naquele período das férias, de uma semana em Minas Gerais...resumidamente é isso, Adenice, q pretendo propor a ele...q ele faça por vc, e com vc, o q eu francamente não posso fazer por falta de tempo do jeito q já fizemos...se ele concordar e der td certo, daí vamos conversar bastante sobre as regras desse tipo de coisa, q satisfaçam vc, eu, e ele tb...combinaremos as regras, não será de quaquer jeito, pretendo q continue sendo a minha mulher...qdo vocês romperam, ficou alguma tipo de pendência, alguma coisa mal resolvida?
Enqto conversávamos prestava bastante atenção nas expressões faciais de Adenice, e apesar de ser um diálogo bastante incomum q poderia mesmo ser classificado como uma discussão complicada e bem real da relação, minha parceira de cama não demonstrava o estresse esperado q a levaria a voltar a transar com quem a havia dispensado.
Muito pelo contrário, sua fisionomia indicava uma satisfação própria dos bons momentos, q eu e ela costumávamos compartilhar.
Adenice prometeu pedir o contato do seu ex à sua irmã, e daí, estando de posse dele, se fosse o caso, voltaríamos a tratar do assunto combinando a melhor maneira de lhe falar.
Nem transamos naquela manhã pq meu tempo era menor, e Adenice prometeu falar pessoalmente com a mana, antecipando o máximo possível o atendimento da nossa pretensão.
Então, naquele mesmo dia passei a saber por mensagens q o nome dele era Genivaldo, mineiro, pai de um casal de dois filhos ainda próximos da adolescência, casado, supervisor de obras em uma construtora de apartamentos de grande porte, tb morador no Rio de Janeiro provavelmente em Bangu.
No dia seguinte qdo Adenice e eu nos encontramos, a fisionomia dela estava carregada de sensualidade, e lhe perguntei:
- Vc andou sonhando com safadezas nesta noite? Ou lembrou-se do q viveu com o Genivaldo, e está pensando em voltar a realizar com ele?
- Sonhar com ele dormindo não sonhei não, mas q estou sonhando acordada com ele, haaaa...isso eu estou...e muito...muito mesmo...vc encheu a minha cabeça de minhocas, sabia? Povoou a minha cuca inteirinha, todinha, com a rola dele...aquele pau dele q me fez tão feliz...como vc me faz tão feliz agora...por isso, não consigo pensar em mais nada...penso apenas e só nisso, em dar para ele...isto se vc não se incomodar mesmo...minha irmã disse q ele está mal com a esposa pq ela o traiu com um vizinho, e ele acha q isto já aconteceu com outros caras pq um detetive q ele contratou, está entregando as provas para ele aos poucos...parece q td está se encaixando e acho q ele vai concordar com a nossa proposta...está parecendo ser a fome junto com a disponibilidade dos alimentos...
Adenice dizia td isso com expressões de felicidade q tb me satisfaziam, sem q sentisse ciúmes, inveja, nada negativo...
Estranhamente qdo comecei a pensar nestas ações propostas a Adenice, supus q teria de lutar contra sentimentos tipicamente masculinos comparativos de posse, de competição, mas isto não acontecia.
A dúvida q ainda persistia era só não saber ainda como abordar o Genivaldo, para formatar a proposta q deveria ser feita pessoalmente através e junto da minha parceira.
Qual seria a aproximação e quais argumentos usaria, para lhe restabelecer Adenice embora fosse parcialmente, é verdade, o q havia sido dele, mas a poderíamos compartilhar cordialmente, numa espécie de sociedade sem interesses financeiros.
Então, a conversa propositiva com Adenice, começou algo assim:
- Vc q o conhece, e tb transparece estar muito a fim dele, pensou numa maneira de procurar o Genivaldo? Um argumento, ou um motivo?
- Por mais de dez anos ele tem sido supervisor de obras dos bons, numa construtora de apartamentos dessas de grande porte...e vc tem aquela obra q vc quer fazer na tua casa, não tem? É uma reforma, não é? Foi dessa maneira q pensei em falar com ele...intermediar desse jeito a conversa dele contigo...daí nós marcamos a conversa pessoal com ele pra vc mostrar o teu projeto...vc tem um projeto, não tem? Aí eu fico junto contigo, e vc encaminha a conversa...o q vc acha da ideia? Apenas ouço, não falo nada...só me arrumo de um jeito q faça ele não conseguir deixar de olhar para mim...isso vc deixa comigo, q eu faço direitinho pq sei do q ele gosta em mim...digo alguma coisa apenas se ele ou vc me perguntarem...minha irmã ainda não tem certeza em qual bairro ele está morando...
- Me diz como o Genivaldo é...ele é bom ouvinte, ou interrompe a conversa a toda hora? O q ele gosta de beber? Ele costuma atender convites sociais? Estou pensando em convidá-lo para ir na minha casa num final de semana...o q vc acha? Ele irá?
- Se ainda o conheço bem, sei q ele te ouvirá sem interromper pq é muito calmo, ele não bebe álcool, gosta de fazer amigos, e aprecia opinar qdo é chamado na área de atuação profissional dele...o q estamos conversando converge em td para dar certo...só não sei se ele topará transar comigo de novo, isso eu não sei mesmo, mas q eu quero, ah...isso eu quero...ainda mais q é vc quem está propondo...não trairia vc de jeito nenhum...mas se vc está propondo, eu topo, é claro q eu topo...e não vejo a hora, pois será td de bom...
- Vc conhece a mulher dele?
- Apenas a vi algumas vezes junto com a minha irmã, só isso...o fato de ser uma ex dele me distanciou naturalmente dos dois, vc sabe como isso funciona...mas ah...já sei!!!...tive a ideia agora de vc falar sobre ele e a esposa, com a minha irmã...ela é amiga dos dois, e vai te falar td q vc quiser e precisar saber...quem sabe usando esse argumento q sugeri sobre o projeto da reforma da tua casa, ela mesma faz essa ponte sua com ele...ela tem como fazer isso...vou falar com a minha irmã...ela pode ajudar bem mais do q apenas fornecer o telefone dele, e ela gosta de ajudar a compor relacionamentos, ela curte esse tipo de coisa...
- Então faz só mais uma coisa antes de pedir essa minha aproximação com ele...veja com a tua irmã se ele recebeu mais informações do detetive sobre as traições da esposa...
No dia seguinte Adenice chega no escritório com outro tipo de informação não solicitada por mim mas igualmente importante, vestindo uma roupa toda safada q ela sabia mexer bastante comigo, querendo transar logo, transparecendo estar extremamente excitada, pq a irmã Flora lhe disse sem q lhe perguntasse, q o Genivaldo havia comentado com ela ser mais feliz qdo convivia com a Adenice, e demonstrando uma nostalgia sofrida afirmou sentir saudade daquele período, uma espécie de desabafo q até levou sua irmã, a sentir pena dele qdo lhe perguntou se Adenice estava sozinha...
Td estava dando tão certo em meu acordo com Adenice, q esperando a recompensar com uma transa diferente de qualquer outra q tivemos, pedi então q ela me tratasse com o nome carinhoso q ela estava acostumada a utilizar no relacionamento com o Genivaldo...então ela passou a me chamar de Gê, com um jeito bem safado imediatamente...
Continua...