Era alta madrugada, algo como duas horas. Acordei e o sono tinha ido embora. Botei uma folgada bermuda e saí a dar umas voltas pelo terreno da propriedade. Ouvindo discretos barulhos de água na piscina, fui lá ver – deveria ter sido algum bicho que ultrapassara a barreira de proteção e caíra, estando sem poder sair, ou simplesmente nadava no quente da madrugada.
Ao me aproximar, apenas divisei uma cabeça girando preguiçosamente no pescoço, sobre a lâmina d’água. Tentei acalmar as borboletas agitadas no estômago e me dirigi a Gaio, que parecia em transe, de olhos fechados e rosto pleno. Abriu os olhos ao me pressentir, mas não se assustou nem fez qualquer movimento brusco; apenas sorriu e me cumprimentou. Ao me aproximar, notei, na cristalina água, que ele estava nu, a rola ereta (não sei se por tesão ou pelo movimento da água).
Com a tranquilidade de sempre, falou que estava em contato com as forças da natureza, que podia sentir a energia lhe envolver junto com a água. Eu não conseguia tirar os olhos de sua rola – o que podia disfarçar bem, já que eu estava na borda e meu olhar o enxergava da cabeça aos pés. Aproveitei seu discurso esotérico e pedi permissão para experimentar aquela magia; ele sorriu, aquiescendo.
Procurando demonstrar naturalidade, baixei a bermuda, libertando uma rola a meio mastro e fui entrando devagar, sentindo a água me enlaçando. Procurei imitar alguns movimentos lânguidos que ele fazia, sem conseguir a sua perfeição, naturalmente. Ele ria das minhas tentativas e procurava me mostrar. Resolveu então dirigir meu corpo. Ao me tocar, senti um arrepio e a rola endurecer ao máximo. Enquanto me direcionava, seu corpo, e principalmente sua rola, roçava no meu corpo. Teve momento que as duas picas se tocaram sob a água – não tinha mais o que esconder: estávamos os dois excitados.
Sempre fingindo movimentos místicos, percorri a mão pelo seu corpo, sentindo a maciez de sua bunda, tocando na rigidez de sua vara, e me coloquei, insinuante, a sua frente, encostando minha bunda em suas coxas. Senti seu pau aproximando-se, escancarei-me e o recebi. A rola de Gaio me penetrou devagar, suavemente, tão suavemente que sequer agitava a água da piscina. E assim ele me comeu, estocou meu rabo por alguns minutos. Mas não gozou: falou-me da sabedoria hindu de jamais se saciar à mesa, sempre se levantar sentindo um pouquinho de fome.
E foi saindo da piscina, seu corpo emergindo da água qual um deus grego, molhado, brilhante, moreno e gostoso – o mastro em riste e a bunda rebolando discretamente. Sem olhar para trás, foi embora, dirigindo-se ao interior da casa. Ali fiquei, de pau duro dentro da piscina, coração aos saltos, e feliz, muito feliz. Saí e me deitei, assim mesmo, sem roupa, numa das cadeiras do deck, entregando à brisa a função de me enxugar a pele. Adormeci. O prateado do horizonte emoldurava a silhueta do Tapajós quando abri os olhos; sobressaltei-me ao me constatar nu, preocupado se alguém assim me flagraria. Aquietei-me com o silêncio da casa, ainda em profundo sono. Vesti a bermuda e voltei ao meu quarto. Dormi profundamente.
