Passando a Vara nas Vizinhas. Ou Não. - Capítulo 17

Um conto erótico de Carlos e Eliana
Categoria: Heterossexual
Contém 9171 palavras
Data: 15/06/2026 05:36:45
Última revisão: 15/06/2026 05:37:15

CRONOLOGIA: Os eventos narrados aqui vão de 29 de julho de 2025 (terça-feira) a 31 de julho de 2025 (quinta-feira).

Eu me chamo Carlos. Sou um professor universitário cinquentão, meio barrigudinho e calvo com dignidade. Nesta minha série de contos, narro as minhas aventuras tentando com as minhas duas amantes que viraram namoradas e, espero, se tornem minhas esposas. Quem puder ler os primeiros capítulos, só procurar a série.

Eu me divorciei recentemente da Odete, que se tornou apenas uma boa amiga. Mas isso não quer dizer que estou sozinho. Tenho um pequeníssimo harém de duas mulheres.

A Eliana é minha “namorada”. 30 anos, engenheira. Inteligente, sorridente, decidida quando quer, embora ainda tenha problemas para terminar com o “marido”, Leandro. Eles ainda são oficialmente casados. E eu? Sou o “reserva”. O cara que ela ama secretamente, mas não assume publicamente. A Eliana não me impede de me envolver com outras mulheres, porque ela própria também está com dois homens ao mesmo tempo. Seios fartos, pesados, redondos, quase exagerados de tão bonitos. Cintura fina, barriga definida, quadril largo, coxas torneadas de academia. O bumbum é grande, firme, empinado. A pele bronzeada, os olhos verdes.

Já a Rebecca é a minha outra “namorada”. Ela tem 29 anos, é advogada e ainda profundamente religiosa. Divorciada. A Rebecca é aquele tipo de mulher que parece viver um conflito eterno entre o que sente e o que acha que deveria sentir. Doce, reservada, inteligente. Tem um senso de certo e errado que beira a rigidez, mas aos poucos vai se permitindo viver outras possibilidades. Por trás da aparência comportada, ela tem um corpo que desafia todos os estereótipos da mulher recatada. Seios pequenos e firmes. Uma bundinha empinada, arredondada e hipnotizante, que se move com graça involuntária. Pernas bem desenhadas, olhos castanhos.

O nosso capítulo começa na noite da terça-feira.

Tudo tinha perdido espaço na minha cabeça assim que recebi a mensagem da Eliana.

[Eliana]: “Estou pronta. Saio em 20 minutos. Me encontra onde combinamos.”

Pouco depois, a Rebecca também escreveu.

[Rebecca]: “Aproveitem a noite.”

Fiquei olhando pra tela por alguns segundos, pensando que não queria que nenhuma das duas recebesse resto de carinho. Mas as duas também tinha feito uma divisão que elas julgavam justas. Pois se a Rebecca ficaria comigo os próximos dias, faria sentido um encontro a sós com a Eliana.

Tomei banho, fiz a barba e escolhi uma camisa social boa. Eu ainda não estava sarado, mas já me sentia mais disposto. Duas mulheres lindas me olharem com tesão ajudava bastante.

Encontrei a Eliana no elevador, como tínhamos combinado. Ela entrou no carro depressa pra evitar olhos curiosos e fechou a porta. Quando se virou para mim, meu queixo caiu.

Ela usava um vestido curto, escuro, com um decote que valorizava os seios enormes sem precisar exagerar. O tecido marcava a cintura e descia justo sobre a bunda cheia. As pernas torneadas estavam nuas, bronzeadas, e ela tinha soltado os cabelos. Eu já a vira sem roupa. Mesmo assim, vestida daquele jeito para sair comigo, ela parecia ter feito questão de me lembrar que eu era um homem com sorte demais.

— Você está linda — falei.

— Só linda?

— Muito gostosa. Mas estava tentando ser romântico.

Ela sorriu e me beijou. O beijo começou carinhoso e terminou com a mão dela na minha nuca, mantendo a minha boca presa à dela por um tempo perigoso demais se a porta do elevador abrisse.

— Eu precisava disso — disse ela quando se afastou.

— Da minha sinceridade?

— De você.

Aquilo diminuiu um pouco a minha vontade de brincar. Entramos no meu carro e saímos.

Escolhemos um restaurante afastado do nosso bairro. O segredo era encontrar um lugar discreto o bastante pra não corrermos o risco de encontrar vizinhos enxeridos e bom o bastante pra noite ser especial.

Quando chegamos ao restaurante e sentamos numa mesa afastada, percebi que a Eliana estava mais quieta. Ela mexia no guardanapo e olhava pra mim como se tentasse não estragar a noite.

— Preocupada com a viagem?

— É mais que eu tenho tanta coisa pra resolver aqui que me sinto fugindo.

Segurei sua mão sobre a mesa.

— Não se preocupe. Não é como se você fosse voltar pra casa e encontrar o condomínio em chamas porque virou uma versão distópica de um império fascista controlado a mão de ferro com uma supervilã se aproximando para piorar tudo de vez.

A Eliana se permitiu rir.

— Eu sempre vou rir como esses sonhos malucos da Rebecca são incrivelmente específicos.

— Ela tem uns sonhos malucos, mas te ama.

— E eu amo vocês dois. — Ela apertou meus dedos. — Demorei anos para admitir que te amava. Depois apareceu a Rebecca, e tudo ficou mais esquisito e melhor do que eu esperava.

A comida chegou e era bastante saborosa. Era um restaurante italiano relativamente pequeno, mas muito bom e aconchegante. A Eliana falou do trabalho, mencionou os almoços com o Everton e disse que a mais legal e chata vai ser o treinamento de evacuação da plataforma que ela vai ter fazer no segundo dia. Emocionante, mas complicado. Tem protocolo de evacuação, sobrevivência no mar, combate a incêndio, primeiros socorros... Basicamente, tudo que eu espero que ela NÃO precise passar, mas que me alivia que ela seja treinada pra ser capaz de lidar se necessário.

A perna dela encostou na minha por baixo da mesa e ficou ali. Eu perdi parte da concentração.

— Você parou de falar — disse ela.

Olhei por um instante pros seus seios marcados pelo vestido, depois voltei ao rosto dela.

— Estou pensando sobre a gente ir pra outro lugar antes de voltar pra casa.

Ela sorriu.

— Estava pensando a mesma coisa...

Quando saímos do restaurante, caminhamos pro carro de mãos dadas. Notei o sorriso malicioso dela.

— Onde você quer ir?

— Acho que você sabe...

Entramos no carro e fomos pra um motel que nenhum dos dois conhecia, mas que tinha várias avaliações positivas.

— Olha esse: “Excelente para surubas a quatro com trocas de casais e ninguém sendo de ninguém. Cinthia.”

A gente começou a rir da coincidência de ser o nome igual ao da nossa vizinha e esposa do meu colega e ex-professor dela, Jonas.

Chegamos ao motel e escolhemos uma suíte pra pernoite muito boa. A Eliana entrou primeiro, caminhando com o vestido justo sobre a bunda redonda e as pernas bonitas aparecendo a cada passo. Ela deixou a bolsa sobre uma cadeira, tirou os sapatos e sentou na cama. Eu me sentei ao lado dela.

Por alguns minutos, bebemos e conversamos baixo. A Eliana encostou o ombro no meu, depois virou o rosto e me beijou devagar. Segurei sua cintura e a trouxe para perto. O beijo foi ficando mais tesudo e a mão dela desceu pelo meu peito até repousar sobre a minha coxa.

Na minha coxa, a mão da Eliana começou como carinho e, então, foi descendo devagar, sem pressa, até encontrar o volume no meio da calça que eu já não conseguia esconder. Ela percebeu que eu estava pronto e sorriu.

Ela apertou de leve por cima da calça, e eu respirei fundo. A mulher sabia exatamente o que estava fazendo comigo e ainda tinha aquele jeito de olhar para mim como se eu fosse o homem mais importante do mundo. Isso vai mais que 300 decotes.

Ela sorriu e aproximou seu rosto do meu. O beijo começou devagar, com a língua dela contra a minha. Segurei a sua cintura, a puxando pra mim, e senti o corpo dela encaixar no meu. O vestido subiu um pouco sobre suas coxas. A Eliana passou uma perna por cima de mim e sentou no meu colo, os seios pressionados contra meu peito, a boca colada na minha.

Por um instante, pensei em como era absurdo estar ali. No fundo, eu ainda me via como um cinquentão fracassado e ridículo. Mas os beijos dela deixavam claro que ela não estava ali por falta de opção, por carência, por fetiche em homens velhos e feios ou por algum tipo de aventura sexual. Ela estava ali porque me amava. Porque eu era dela.

Continuamos a nos beijar, agora com mais carinho do que pressa. A minha mão subiu pelas costas dela, sentindo o calor da pele por baixo do vestido. A Eliana tirou a minha camisa, jogando-a no chão. Quando viu a minha barriga, não fez nenhum comentário. Apenas fez o carinho que tanto gostava de fazer nela.

— Esse é o ponto ideal pra mim — disse apertando e cutucando minha barriga. — Nem grande e nem trincada. Só deixa um pouquinho mole pra eu brincar de cutucar e meter a cara e assoprar.

Não resisti ao riso e ela voltou a me beijar. A mão dela desceu até o cinto da minha calça. Abriu, desabotoando a calça e baixando o zíper. Quando colocou a mão dentro da minha cueca e agarrou meu pau, fechei os olhos por instinto. Ela me apertou com firmeza, só o bastante para me enlouquecer.

— Eu queria isso desde o restaurante.

— Eu queria você desde antes de sair de casa.

— Então tira essa calça.

Levantei, tirei a calça, a cueca e fiquei nu diante dela. A insegurança apareceu e sumiu com o olhar de tesão da Eliana.

Ela levantou da cama e ficou de pé diante de mim. Tirou o vestido devagar. Quando o tecido caiu no chão, ela ficou só de calcinha. Os seios enormes estavam livres, pesados, com os bicos duros e as grandes aréolas escuras combinando com a sua pele bronzeada. As coxas torneadas sustentavam aquele corpo que parecia grande demais pros meus olhos. A calcinha marcava a bucetona raspada e inchada por baixo do tecido, e a bunda redonda aparecia inteira quando ela se virou para soltar o cabelo.

Ela veio até mim, ajoelhou na cama e puxou meu corpo pra perto. Beijou a minha barriga, o meu peito, depois desceu até o meu pau. Antes de colocar na boca, olhou pra mim com uma mistura de safadeza e ternura.

— Hoje, eu quero você inteiro comigo.

— Eu também quero você inteira comigo.

A boca dela envolveu meu pau, quente e molhada. A Eliana chupava olhando pra mim de vez em quando, e aquilo me tirava do sério. Segurei seus cabelos. Ela sabia o que fazia. Lambia a cabeça, descia até onde conseguia, voltava devagar, usando a mão no resto. Eu gemi o nome dela baixo, com medo de gozar cedo demais e estragar a nossa felicidade.

— Eliana... Assim, eu não duro.

Ela soltou meu pau com um beijo na cabeça.

— Então, eu quero você me chupando.

Ela tirou a calcinha e subiu na cama. Deitou de costas, abriu as pernas pra mim, e eu contemplei a bucetona dela sem pressa. Raspadinha, rosada, com os lábios volumosos, molhada de tesão. Me deitei entre suas pernas e beijei a parte interna da coxa, subindo devagar até encostar a boca nela.

A Eliana gemeu assim que a minha língua tocou a sua buceta. Segurou os meus ombros, depois os meus cabelos, e abriu mais as pernas. Chupei com vontade, alternando língua e dedos, sentindo o corpo dela se soltar aos poucos. Ela tinha um jeito de gemer que misturava ordem e pedido. Às vezes falava meu nome. Às vezes soltava um palavrão e apertava minhas mãos.

— Carlos... Que delícia... Não para.

Chupei aquela buceta gostosa como se quisesse compensar todos os anos em que só pude desejar aquela mulher em silêncio. Ela rebolava contra a minha boca, os seios balançando quando arqueava o corpo. Quando enfiei dois dedos nela, senti a buceta apertar em volta deles. A Eliana gemeu mais forte.

— Isso... Assim...

Continuei até ela gozar na minha boca. O corpo dela tremeu, as coxas se fecharam de leve ao redor da minha cabeça e ela puxou o lençol com uma mão enquanto a outra segurava o meu cabelo. Fiquei ali até o tremor diminuir, beijando a sua buceta com mais calma.

Quando subi, ela me puxou pra um beijo. Sentiu o próprio gosto na minha boca e não recuou. Pelo contrário. Me beijou mais fundo, como se aquilo também fosse parte da entrega.

— Eu amo quando você me chupa — disse, ofegante.

— Eu amo chupar você.

— Agora me come.

Peguei o meu pau, encostei a cabeça na buceta dela e entrei devagar. A Eliana fechou os olhos, soltando um gemido comprido. A buceta estava molhada, apertando o meu pau de um jeito que me fez parar por alguns segundos só para não perder o controle.

Fui entrando até o fundo. Quando me encaixei inteiro, ela passou as pernas em volta da minha cintura e me puxou para perto. Comecei a meter com calma, olhando o rosto dela.

A Eliana segurou meu rosto e eu beijei sua boca. Durante o beijo, comecei a meter mais fundo. Ela gemeu contra os meus lábios. A cama rangia sob nós, mas eu já não pensava em mais nada além do corpo dela. Seus seios balançavam a cada estocada, os bicos duros roçando no meu peito quando eu me abaixava. A bunda dela se movia contra minhas mãos quando a puxei mais para mim.

Viramos de lado por um tempo. Ela ficou de costas pra mim, encaixada no meu corpo, e eu voltei a meter em conchinha. A minha mão segurava um dos seus seios, sentindo o peso gostoso na palma, enquanto a minha boca beijava o seu ombro. A Eliana gemia mais baixo nessa posição, como se o prazer ficasse preso no peito.

Ela pegou minha mão sobre seu seio e entrelaçou os dedos nos meus. Então, virou o rosto e me beijou, rebolando devagar no meu pau.

Segurei a cintura dela e meti mais firme. A Eliana apoiou uma mão na cabeceira, empinando a bunda contra mim. A visão daquela bunda redonda abrindo espaço pro meu corpo quase me fez gozar. Tirei o meu pau por um instante, virei-a de bruços com cuidado e coloquei um travesseiro sob sua barriga. Ela entendeu e se ajeitou, ficando com a bunda levantada para mim.

Passei a mão pelas nádegas dela, apertando com carinho e tesão. Beijei a sua lombar, depois desci pela bunda. A Eliana suspirou quando minha boca chegou perto do cuzinho.

— Posso?

Ela virou o rosto pra mim. O cabelo escuro estava bagunçado, a pele brilhava de suor, e havia uma calma séria no olhar dela.

— Pode.

Beijei primeiro. Depois lambi devagar, atento a qualquer mudança no corpo dela. A Eliana soltou um gemido curto, surpresa com o próprio prazer. Continuei sem pressa, com a mão brincando na buceta dela ao mesmo tempo. Ela se abriu um pouco mais para mim.

— Carlos...

Chupei sua buceta de novo, voltei pro cuzinho, alternando até sentir o corpo dela ficar mais solto. Ela estava molhada, muito excitada, respirando com dificuldade. Quando subi e encostei meu pau na buceta dela outra vez, ela me segurou pela mão.

— Espera. — A Eliana respirou fundo. O rosto dela ficou vermelho, mas a voz saiu firme. — Eu quero tentar.

Fiquei parado, com o coração batendo forte. Anos de fantasia sexual com a bunda da Eliana resolveram aparecer na minha cabeça de uma vez só. Mas ainda assim, senti que tinha uma responsabilidade séria ali. Aquela era a primeira vez dela.

— Se doer demais, a gente para.

Ela ficou quieta por alguns segundos, depois abriu um sorriso pequeno.

— Pega o lubrificante e a camisinha.

Fui até a mesinha do motel, peguei o que precisava e voltei pra cama com o pau latejando. Coloquei a camisinha, espalhei lubrificante nela e em mim, depois me ajoelhei atrás da Eliana. Ela ainda estava com a bunda levantada, mas apoiou o rosto no travesseiro, respirando fundo.

— Olha para mim — pedi. — Eu te amo.

— Eu sei. Vem com calma.

Encostei a cabeça do pau no cuzinho dela. A entrada estava apertada e bem fechada. Eu parei ali, só fazendo uma pressão leve. A Eliana prendeu a respiração.

— Respira, amor.

Passei a mão pela sua bunda, pelas coxas, depois levei os dedos até a sua buceta para mantê-la excitada. Só então pressionei mais um pouco. A cabeça do pau começou a entrar devagar. A Eliana gemeu, apertando o lençol.

— Dói?

— Arde. Não para ainda. Só vai devagar.

Continuei, indo mais devagar. Parei quando a cabeça entrou. Fiquei imóvel, com o corpo inclinado sobre ela, beijando suas costas, esperando. A Eliana respirava fundo, tentando se acostumar. A minha mão continuava acariciando sua buceta, e aos poucos senti o corpo dela relaxar.

— Fica assim um pouco — pediu.

— Fico o tempo que você quiser.

Beijei a sua nuca, os seus ombros e as suas costas, sem avançar até dar sinal. Ela soltou uma risada nervosa depois de um tempo.

— Porra... É grande. — Respirou fundo. — Continua.

Aquilo quase acabou comigo. Voltei a empurrar devagar, cm por cm, parando sempre que ela ficava tensa. O cuzinho virgem dela era apertado demais, quente, sugando meu pau com uma força que me deixava quase sem ar. Quando entrei mais fundo, a Eliana soltou um gemido diferente. Uma mistura de tesão com um pouco de ardência.

— Carlos... Meu Deus...

— Quer parar?

— Não. Me beija.

Inclinei meu corpo sobre o dela, ainda com cuidado pra não pesar demais, e beijei sua boca de lado. Ela segurou a minha mão e levou até um dos seios. Apertei com carinho, sentindo o bico duro contra a minha palma. Continuei entrando aos poucos até enfiar o meu pau inteiro dentro dela. Então, parei de novo.

A Eliana fechou os olhos, respirando rápido. Eu estava enterrado até o fundo, com as mãos apoiadas ao lado do corpo dela, tentando não me mexer como um animal. Porque vontade não faltava. A sensação era absurda. Mas naquele momento, o mais importante era ver o rosto dela mudando da tensão pra entrega.

— Entrou tudo? — perguntou, baixinho.

— Entrou.

Ela soltou um palavrão quase rindo.

— Então fica aí. Assim. Só fica parado por enquanto.

Meu peito encostou nas costas dela, a minha boca beijou a sua nuca, e ficamos parados enquanto ela se acostumava com todo aquele ineditismo.

— Você é o homem da minha vida — disse, com a voz falhando.

O meu coração apertou.

— E você é a mulher da minha vida. Uma delas.

— A Rebecca mataria você se esquecesse a segunda frase — brincou.

A Eliana respirou mais fundo e mexeu a bunda contra mim.

— Agora pode. Devagar.

Comecei a me mover. No início, foram movimentos curtos e cuidadosos. O cu dela apertava meu pau de um jeito que me arrancava gemidos baixos. A Eliana ainda sentia ardor, eu via isso no rosto dela, mas o corpo começou a responder. A mão dela foi até a própria buceta, se tocando enquanto eu metia devagar.

— Assim está bom?

— Está. Não acelera muito.

Continuei naquele ritmo. Aos poucos, ela começou a rebolar de leve, procurando o encaixe. Quando acertei um ângulo melhor, a Eliana gemeu alto no travesseiro.

— Aí... assim.

— Assim?

— Assim. Porra, Carlos...

Foi a primeira vez que ela pediu mais. Não precisei ouvir duas vezes. Mantive o cuidado, mas meti com mais firmeza. A bunda dela batia contra meu corpo, os seios se espremiam no colchão, e a mão dela continuava trabalhando na buceta molhada. Eu a segurava pela cintura, vendo o meu pau desaparecer no cu dela, e precisei morder o lábio para não gozar cedo.

— Come a minha bunda, amor.

A palavra amor me destruiu. Meti mais fundo, ainda atento ao corpo dela. A Eliana gemeu, apertando o travesseiro, mas logo empurrou a bunda contra mim de novo.

Viramos de lado depois de um tempo. Em conchinha, voltei a entrar no cu dela com mais facilidade, usando bastante lubrificante. Ela se encaixou contra mim, uma das pernas dobrada, e eu passei o braço por baixo dos seios dela. Nessa posição, a Eliana parecia mais confortável. O corpo inteiro relaxou contra o meu.

Mordi de leve o ombro dela e comecei a meter num ritmo mais constante. A mão dela procurou a minha e levou os meus dedos até sua buceta. Toquei nela enquanto comia a sua bunda, sentindo a buceta molhada e inchada. A Eliana se contorceu, perdida entre a minha mão e o meu pau.

— Carlos... eu vou gozar...

— Goza para mim.

Ela segurou meu braço com força. A respiração ficou quebrada, os gemidos mais altos, e então o corpo dela tremeu inteiro. A Eliana gozou com o meu pau no cu, apertando-me por dentro, a buceta pulsando contra os meus dedos. Aquilo me levou junto até o limite.

— Vou gozar.

— Goza dentro de mim.

Afundei o pau o máximo que consegui sem machucá-la e gozei. Soltei um gemido rouco no pescoço dela, tremendo contra as suas costas. O prazer veio forte, enchendo a camisinha dentro do cuzinho com muitas jatadas. A Eliana ficou abraçada em mim, respirando rápido, a mão dela sobre a minha.

Ficamos parados assim, abraçadinhos e engatados, sem pressa de nos separarmos. Quando o meu pau começou a amolecer, saí devagar. Ela fez uma careta leve e eu beijei o seu ombro.

— Tudo bem?

— Está ardido. Mas estou bem.

Abracei-a por trás, sentindo o corpo dela suado e cansado. Ela virou o rosto e me beijou com doçura.

— Foi bom? — perguntei.

— Doeu no começo, mas foi bom. Muito bom.

— Obrigado por confiar em mim.

Levantamos com calma e fomos pro banheiro. No chuveiro, a água quente caiu sobre nós dois, levando o suor e a tremedeira embora aos poucos. Eu a ensaboei com cuidado, passando as mãos pelos seios, pela barriga definida, pelas coxas fortes. Ela fez o mesmo comigo, sem resistir em brincar com a minha barriga.

Nos beijamos debaixo da água. O meu pau até respondeu de novo quando ela se encostou em mim, mas dessa vez ficamos no carinho. A Eliana segurou meu pau com a mão ensaboada, fez um movimento lento só para me provocar, depois riu quando percebeu a minha cara.

Saímos do banho, nos secamos e voltamos pra cama. A Eliana deitou de bruços por causa do incômodo, e eu fiquei ao lado dela, acariciando suas costas. A bunda dela ainda estava linda e grande. Era a mesma mulher gostosa que me enlouquecia, só que também era a mulher que eu queria proteger do mundo inteiro, inclusive das nossas próprias confusões.

A gente pensou em dormir por lá mesmo, pagar a pernoite e pronto. Mas os dois precisavam trabalhar na manhã seguinte e isso significava sairmos de nossos respectivos apartamentos em nossas versões sérias e profissionais. Assim, nos vestimos, pagamos a conta e voltamos pra casa.

O tardar da noite não impediu que a Eliana pegasse o celular e verificasse como encontrar substitutos pra ela nas pequenas missões que ela mesma tinha se dado.

— Quando eu voltar, precisamos falar com Everton e Creuza depois de conseguir a autorização da Rebecca.

— Pra quê?

— Nós fizemos um acordo, lembra? Depois que eu perdesse a virgindade anal contigo, nós faríamos a troca de cuzinhos. Você com a Creuza e eu com o Everton.

— E você quer mesmo fazer isso?

Silêncio pensativo.

— Não sei — respondeu com honestidade. — E também não quero tão cedo. Mas é que eu realmente não gosto de descumprir a minha palavra.

— Não é “descumprir a palavra”. É esquecer de contar pra eles que você perdeu a virgindade anal. Até porque isso é um tema muito íntimo e que diz respeito apenas a você. Não tem porque revelar a eles se quiser.

Ela soltou uma risada safada.

— Descumprimento por omissão também é uma forma de descumprimento.

— Qualquer coisa, ainda tem a Rebecca pra proibir e cancelar tudo.

Ela sorriu e pegou o celular.

— Falei com as garotas da turma da academia sobre quem vai me substituir. A Alessandra tá enrolando demais e acho que ela não vai.

— A Alessandra já comentou hoje cedo que acha tudo uma idiotice e uma tempestade em copo d’água e que estamos fazendo muito drama por causa da disputa de egos de dois homens que deveriam ser adultos, mas parecem mimados birrentos.

— Ela disse tudo isso no grupo também. Só que com uns termos mais pesados que deixaram a Jéssica chateada. Seja como for, a Tatiana vai me substituir na partida e a Andréia vai ser a goleira reserva. Acho que ela escolheu só para usar um uniforme diferente.

— É que você não gosta de futebol — expliquei. — A Andréia sempre foi amiga da Odete e era amiga da Jéssica desde a primeira semana dela no prédio. Então, eu já vi a Andréia em Copas do Mundo suficientes pra saber que ela pode surpreender vocês...

— Deve ter uma assembleia daqui a duas semanas, mas eu devo ter voltado. A Tatiana ficou de preparar nossas petições. Já separei quem mandar pra arregimentar votos. Mas não sei se posso confiar na Larissa, ela ficou do lado do Enéias no jogo.

— O pai dela está no time do Enéias. Você tem que ser menos rígida.

— Tem razão. — A Eliana soltou uma risada que trouxe lembranças boas. — Consigo até imaginar a Carolina defendendo a Larissa citando Camus, “Entre a justiça e a minha mãe, escolho a minha mãe”.

Sorri porque isso realmente pareceria algo que a Carolina diria. E também conseguia imaginar a Eliana fingindo ter confundido com ‘Camus de Aquário’ só pra revirar os olhos dela.

— A Carolina é outro problema que eu preciso resolver... — Ela ficou pensativa por um bom tempo. — Já sei! Posso pedir pro Jonas ajudar ela.

— O Jonas?

— Sim. Depois de você, ele é o ex-professor mais legal que já tivemos e os dois têm gostos bem parecidos.

Pensei em perguntar se ela estava falando do mesmo Jonas que comprou a caneca com os dizeres “lágrimas dos estudantes” e REALMENTE a encheu com lágrimas na semana da AF. Mas preferi ficar em silêncio.

— O Jonas conseguiria conversar sobre tudo que a Carolina ama falar sem a tratar como uma esnobe elitista, mas como alguém que ama aquilo e só queria alguém que a ouvisse.

Bom. Isso era verdade. Pelo pouco que conhecia e ouvia falar dela, a Carolina não era esnobe. Ela só queria alguém com quem conversar sobre Sartre como eu tinha o Rogério, o Érico, a Sarah e a Natália pra conversar sobre a última partida da Seleção. Foi quando veio outra coisa em mente que poderia ajudar a Eliana.

— Sabe, vocês deveriam deixar a Tatiana ser a líder da turma da academia — sugeri. — Ela quer tanto ser síndica e seria uma grande aliada de vocês.

— Ela é amiga da Fernanda... — a resposta veio com uma frieza glacial e um ódio cadavérico ao pronunciar cada sílaba de “Fer-nan-da” que matou a conversa ali mesmo até chegarmos em casa.

Na quarta-feira, cheguei ao prédio da faculdade de manhã. Na sala dos professores, encontrei a Alessandra sentada perto da mesa e a Natália separando algumas folhas. As duas conversavam baixo. Mal tinha colocado as minhas coisas sobre uma cadeira quando o Jonas apareceu na porta.

O homem estava um desastre. A camisa estava amassada, o cabelo apontava para lados incompatíveis e ele mancava a cada passo.

— Meu Deus, Jonas. O que aconteceu contigo?

Ele avançou até uma cadeira com cuidado e se sentou devagar, apoiando as duas mãos na mesa.

— Não consegui dormir direito.

Alessandra levantou os olhos para ele.

— Você está andando torto.

— Eu percebi.

Natália deixou as folhas sobre a mesa.

— Você está com dor?

— Tanto quanto alguém que foi espancado.

Olhei para aquele homem acabado e conclui que a idade começava a cobrar suas dívidas. Jonas tinha 45 anos e ainda devia viver como se o corpo dele tivesse 20. Uma hora, a conta chegava.

— Isso é falta de exercício — falei. — Você devia começar a treinar. Academia, corrida, artes marciais, alguma coisa.

Jonas ficou imóvel, sem responder. Apenas ergueu os olhos para mim e fez uma expressão que eu jamais havia visto naquele rosto. A pele perdeu um pouco da cor. O homem parecia um ex-soldado ouvindo, de repente, o nome da batalha que havia matado todos os seus companheiros. Durante alguns segundos, ele ficou olhando para um ponto qualquer da parede, revivendo os piores horrores de uma guerra que eu tinha certeza de não querer conhecer.

Alessandra olhou para ele, depois para mim.

— O que foi que você falou?

— Sugeri exercício.

Jonas continuava sem dizer nada. Lentamente, respirou fundo e fechou os olhos como alguém tentando convencer o próprio cérebro de que estava em segurança.

— Pelo visto, tocamos num assunto delicado.

Ele levantou uma mão, pedindo silêncio, mas ainda não conseguiu formular nenhuma frase. A Natália se aproximou um pouco, preocupada.

— Você consegue dar aula assim?

— Consigo — respondeu ele, por fim, com uma voz baixa. — Desde que ninguém fale sobre praticar parkour ou jiu-jitsu.

— Sua aula começa em 15 minutos — disse Alessandra.

Jonas suspirou e deixou a cabeça cair para trás.

— Ótimo. Tempo suficiente para aceitar meu sofrimento.

Eu estava prestes a perguntar se ele tinha tomado algum remédio quando ouvimos uma voz no corredor.

— Natália, eu trouxe um café pra vo-

A frase terminou num grito, seguido de um palavrão e de um baque forte.

Eu, Natália e Alessandra saímos depressa da sala. O Jonas deu apoio moral, caindo de cara na mesa e dormindo.

No corredor, encontramos o Everaldo caído de lado, segurando os dois joelhos. Perto dele, dois copos de café bem quente tinham virado no chão. Um estava esmagado sob a mão dele. O outro havia melado e queimado o peito dele. Espalhadas pelo piso, havia várias bolas de gude. Algumas ainda se moviam devagar.

— Meus joelhos! — gemeu Everaldo. — Meus joelhos!

Natália se ajoelhou perto dele imediatamente.

— Não tenta levantar. Fica quieto.

— Eu caí com os dois joelhos em cima dessas-

— Nós sabemos. Não mexe as pernas agora.

Alessandra olhou em volta e levantou a voz para os alunos que começavam a se aproximar.

— Olhem para onde estão pisando.

Eu me aproximei do Everaldo. Ele estava consciente, xingando com bastante clareza e segurando os joelhos. O rosto tinha ficado pálido, mas a maior parte da dor parecia concentrada nas pernas.

A Natália pegou o copo que havia parado perto da parede. Havia o nome dela escrito na lateral.

— Esse café era para mim? — perguntou ela.

Everaldo respirou com dificuldade e ainda encontrou forças para sorrir.

— Era. Eu tinha comprado do jeito que você gosta.

— Obrigada. Mas não precisava, eu já tinha comprado um e a Alessandra outro para mim.

— Se você ficar aqui comigo, eu aguento melhor.

— Eu vou ficar até você sair daqui com segurança. Não mexe os joelhos.

Nesse momento, Letícia e Antônio apareceram no corredor. A Letícia carregava uma mochila e usava uma blusa justa com calça jeans. Ela era uma das alunas mais gostosas daquela faculdade, e não havia roupa comportada que escondesse isso. Tinha cabelos castanhos longos, lábios cheios, seios médios e firmes, além de coxas grossas. A bunda grande e arrebitada ficava marcada na calça. Eu gostava muito dela e havia entre nós uma confiança que ultrapassava a formalidade da sala de aula.

— Professor, o que aconteceu? — perguntou Letícia, aproximando-se depressa.

— Ele escorregou nessas bolas e caiu de joelhos.

Antônio olhou pro chão e abriu caminho entre os curiosos.

— Na sala dos professores, tem uma cadeira de rodas que o Maurício usou — disse Natália, pro Antônio. — Traz ela para cá.

Letícia largou a mochila encostada na parede e começou a afastar os estudantes que se juntavam perto demais.

— Gente, abre espaço. Quem não vai ajudar, sai do caminho.

Everaldo tentou ajeitar uma das pernas e soltou outro gemido. A Natália olhou para ele com seriedade.

— Você precisa ir ao hospital agora.

— Você vai comigo?

— Vou te levar. Você não tem condição de ir sozinho.

Ele respirou fundo e pareceu se animar um pouco apesar da dor.

— Então, já melhora bastante.

A Natália era assim. Bastava alguém precisar de ajuda para ela assumir o problema como se fosse obrigação pessoal dela resolver tudo.

O Antônio voltou empurrando uma cadeira de rodas. A Natália explicou como queria fazer para que o Everaldo se movesse o mínimo possível. Com cuidado, ela e Antônio o colocaram sentado. O sujeito prendeu a respiração, xingou duas vezes e terminou na cadeira com os olhos úmidos de dor e raiva.

— Meu carro está na frente — disse Natália. — Eu levo ele agora.

— Eu vou junto — disse Antônio. — Ajudo a colocar no carro e fico com vocês até aparecer alguém da família.

— Obrigada — respondeu Natália.

A Natália pegou a mochila do Everaldo e colocou sobre os próprios ombros. Depois, segurou a cadeira de rodas para começar a empurrá-la. Ao se inclinar, os cabelos ruivos caíram para frente, e a calça jeans marcou ainda mais a bunda redonda dela.

Lembrei do Jonas e voltei pra sala dos professores. Encontrei o homem na mesma cadeira, no décimo sono.

— Jonas, o Everaldo caiu no corredor e machucou os dois joelhos.

Ele abriu os olhos devagar, respondeu no piloto automático uma lista completa de analgésicos para dor específicos para joelhos e voltou a dormir.

— A Natália levou ele para o hospital com o Antônio. Ele está fora do jogo de quinta.

Jonas abriu os olhos de novo.

— Isso foi semana passada — confundiu com o Maurício e fechou os olhos de novo. — E você foi junto.

— Você tem aula em poucos minutos.

— Ainda estou torcendo pela cura milagrosa.

Alessandra entrou na sala nesse instante, pegou a bolsa e olhou pro Jonas.

— Você vai levantar agora ou quer que seus alunos venham te buscar aqui?

Ele respirou fundo e conseguiu se pôr de pé, mancando com uma tristeza quase comovente. O Jonas pegou os materiais sobre a mesa, percebeu que havia recolhido a pasta da Natália, devolveu a pasta e pegou a dele. Depois, saiu andando devagar.

Eu ainda tinha aula. Fui pra sala tentando deixar o acidente de lado por tempo suficiente para falar com os alunos sem parecer completamente distraído.

Durante o intervalo, o celular vibrou. Mensagem da Natália.

[Natália]: “Ele já está sendo atendido. Machucou bastante os dois joelhos e vai precisar ficar sem esforço por um tempo. Jogo de quinta está completamente fora de questão.”

[Natália]: “O Antônio ficou aqui comigo até a família dele chegar. Está ajudando bastante.”

Respondi agradecendo e avisei ao Rogério.

[Carlos]: “Perdemos o Everaldo. Ele escorregou em bolas de gude no corredor da faculdade e machucou os dois joelhos. A Natália levou pro hospital. Quinta, ele não joga.”

[Rogério]: “Bolas de gude?”

[Carlos]: “Eu também acharia que é invenção se não tivesse visto.”

[Rogério]: “A gente consegue um jogador e ele é derrubado por bolas de gude no dia seguinte.”

[Carlos]: “Sim.”

[Rogério]: “Estamos fodidos.”

Ele tinha razão. O Enéias já havia roubado a atenção de metade dos homens do condomínio e, agora, tinha a chance de humilhar o Rogério em campo.

Quando minhas aulas terminaram, encontrei a Alessandra na saída do prédio. Ela guardava o celular na bolsa e olhava pro corredor onde o Everaldo tinha caído.

— A Natália falou contigo? — perguntou ela.

— Falou. Ele está fora do jogo e vai precisar descansar.

Alessandra olhou para mim com um sorriso discreto.

— Pelo menos, ele finalmente conseguiu a atenção dela, embora do pior jeito possível.

Não entendi o que ela queria dizer.

— Ah, se ele soubesse que a Natália faria isso por qualquer pessoa — continuou.

— Sim. Ela faria isso por qualquer um de nós. Talvez até pelo Enéias.

Na quinta-feira à noite, fiquei alguns minutos parado diante do espelho do quarto, vestido pra partida e tentando decidir se o uniforme me fazia parecer preparado ou apenas um cinquentão que havia aceitado se meter numa briga esportiva de gente mais jovem.

O Rogério e a Lorena tinham mandado encomendar e personalizar os uniformes na quarta, com tamanhos adequados, nomes e números, e mandaram entregar direto na casa de cada um na quinta à tarde, porque alguns nomes só tinham fechado na quarta à noite.

O nosso time jogaria todo de preto. A camisa tinha gola discreta, detalhes em branco nas mangas e nas laterais, tecido justo sem exagero, meu nome nas costas e o número 10 bem grande. O short e o meião também eram pretos.

A camisa já folgava um pouco na barriga em comparação com seis meses antes. Era bom vestir algo sem aquela vontade automática de esconder tudo com uma camiseta larga.

A partida me preocupava. Do outro lado estaria o Enéias. Ele era forte e confiante demais. Provavelmente era muito bom de bola. E tinha convocado dois profissionais aposentados e quase todos os homens das duas torres entre 23 a 35 anos pro time titular e muitos reservas. Só os quarentões que ele devia algum favor ganharam vaga na reserva. Do nosso lado, eu não conhecia metade dos jogadores que eram funcionários do Rogério ou amigos da Jéssica. Mas sabia que sem o Everaldo, nossas laterais seriam um nerd tímido e com problemas de ansiedade e o seu Roberto, que pesava perto dos 100Kg e que eu jurava que tinha agorafobia.

Ouvi vozes na sala e saí do quarto ajustando a camisa. A Rebecca estava perto do sofá, já pronta para ir ao jogo. Também usava o uniforme do time, feito no tamanho dela. Nome REBECCA e número 16 nas costas e short esportivo que deixava suas pernas à mostra e marcava a bundinha empinada quando ela se virou para mim. Os cabelos castanho-claros estavam presos num rabo baixo, e ela tinha passado pouca maquiagem, o suficiente para ficar ainda mais bonita. Ela seria reserva, o que me deixava dividido entre me orgulhar dele e imaginar o estrago que um carrinho dos adversários poderia fazer.

A Letícia estava ao lado da mesa, mexendo no celular. Ela tinha vindo direto do campus, pegado um longo congestionamento pra trazer o Jonas a tempo, pegado o uniforme na portaria e tomado banho e trocado de roupa aqui mesmo, no quarto que era da Odete.

Ela também estava com o uniforme preto, com LETÍCIA nas costas e o número 19. A camisa ajustava nos seios sem ficar larga demais, e o short esportivo deixava à mostra as coxas grossas e fortes. Os cabelos castanhos estavam soltos, caindo pelas costas. Ela era linda e gostosa, disso ninguém com olhos duvidaria. A Letícia sabia do nosso trisal havia meses e guardava o segredo.

A Rebecca olhou para mim de cima a baixo e abriu um sorriso.

— Ficou bonito. E você vai jogar bem.

A Letícia ergueu os olhos do celular.

— Parece alguém que consegue correr os 90 minutos sem pedir ambulância. Já está acima do Érico e bem acima do Jonas e do Roberto.

O Jonas realmente parecia cada vez mais detonado fisicamente ao longo dos últimos dias, mas comparar com o Roberto pareceu maldade.

A Rebecca veio até mim e ajeitou a frente da minha camisa. A mão dela passou pela minha barriga com carinho.

— Você está muito lindo assim.

Aquilo mexeu comigo. Eu ainda me acostumava a ser olhado daquele jeito pela Rebecca e Eliana. Queria que as duas sentissem orgulho de mim, mesmo quando eu estivesse suado numa quadra, tentando não ser driblado por um homem sarado com metade da minha idade.

O celular vibrou em cima da mesa e O nome de Eliana apareceu na tela.

[Eliana]: “Meu amor, estou pensando em você desde cedo. Joga tranquilo, cuida do Rogério e volta inteiro pra Rebecca. Queria muito estar aí torcendo por você.”

Mesmo sabendo que ela tinha mandado no grupo do trisal, mostrei a mensagem pra Rebecca.

[Carlos]: “Também queria você aqui. Vou tentar não fazer feio. A Rebecca está linda e cuidando de mim. Amo você.”

A Rebecca começou a escrever a própria resposta, mas a Letícia ergueu a mão.

— Espera. Vocês dois estão arrumados, bonitos e com essa cara de casal apaixonado. A Eliana vai gostar de receber uma foto.

A Rebecca ficou vermelha na hora. Eu também senti um constrangimento meio bobo. Eu sabia que a Rebecca ainda travava um pouco nas pequenas coisas, como tirar uma foto dos dois juntos, como um casal. Ela olhou para mim vencendo a timidez.

A Letícia pegou o celular da mão dela e apontou para nós.

— Encostem ali na parede. Carlos, põe o braço nela. Ela é sua namorada.

A Rebecca riu, e o resto da tensão foi embora. Passei o braço pela cintura dela. A camisa preta marcava seus seios firmes, e o short do uniforme deixava bonita a bundinha empinada que eu conhecia tão bem.

A Letícia tirou uma foto, olhou a tela e mandou chegarmos mais perto. Rebecca apoiou a cabeça no meu peito. Eu a puxei pela cintura e beijei seus cabelos. A Letícia fotografou de novo.

— Agora ficou boa.

A Rebecca pegou o celular e olhou a imagem. Eu vi seu sorriso mudar. Parecíamos um casal normal. A normalidade daquela imagem tinha uma força enorme para alguém que ainda vivia com medo de ser julgada por amar do jeito que amava.

— Ficou bonita mesmo — falei.

— Ficou — respondeu Rebecca, baixinho.

A Letícia devolveu o celular. A Rebecca abriu nosso grupo e anexou a foto.

[Rebecca]: “Olha o nosso camisa 10 pronto para jogar. Cuidei bem dele por você. Nós estamos sentindo sua falta.”

Eliana respondeu pouco depois.

[Eliana]: “Vocês dois estão lindos. Rebecca, obrigada por cuidar do nosso homem. Carlos, você está muito gostoso nessa camisa. Eu amo vocês dois demais. Voltem juntos e me liguem quando puderem.”

— Ela disse que ama nós dois.

— Ela ama.

A Letícia ficou perto da porta, mexendo no celular. A Rebecca foi até ela.

— Obrigada pela foto.

— Fica fácil quando os modelos são lindos e combinam tão bem juntos.

— A Eliana também fica linda com ele — disse Rebecca, com uma segurança que ainda me surpreendia.

— Agora vamos ver esse jogo. Carlos, tenta voltar inteiro, porque duas mulheres apaixonadas vão me infernizar se você se quebrar.

Antes de guardar o celular, mandei uma última mensagem no grupo.

[Carlos]: “Eu amo vocês. Vou jogar pensando nas duas. Depois eu ligo.”

A Rebecca viu a mensagem chegar no aparelho dela e segurou minha mão. A Eliana respondeu pouco depois.

[Eliana]: “Vai, meu amor. Nós estamos com você.”

Destranquei a porta. A Letícia saiu primeiro, e eu fui logo depois com a Rebecca ao meu lado.

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Olá, leitores. Eu sou a Eliana. O Carlos já me apresentou no começo do capítulo, mas eu preciso continuar a narrativa do capítulo no lugar dele a partir daqui. Tomara que não se incomodem.

Na quarta à noite, o Carlos me levou à rodoviária. O Leandro iria voltar naquela noite, mas sinceramente? Foda-se ele. Eu poderia inventar que estava indo Uber, mas ele não se importou em responder quando eu disse que iria passar 10 dias fora, acho que poderia dizer que estava indo com meu namorado/amante/amor que ele não responder mais que um joinha.

A minha mala estava no banco de trás. Eu usava uma calça jeans justa e uma blusa confortável, daquelas pra enfrentar horas sentada num ônibus. Bem, confortável dentro das limitações de uma mulher com seios enormes e pesados, pernas grossas e uma bunda grande que fazia qualquer banco parecer pequeno.

(Os homens adoram o fetiche da mulher mega peituda, mas sério é um saco em muitas coisas. Comprar sutiã adequado é um inferno logístico e muitos ainda incomodam e deixam marcas nos ombros. Eu comecei a fazer exercícios e academia cedo por causa das dores nas costas, mas pra isso tenho que usar tops esportivos daqueles supercompressivos. Às vezes, dois quando já estão largos. Enfim, desculpem o desabafo.)

Meu cabelo estava solto, e eu tinha passado perfume sem admitir para mim mesma que queria que o Carlos lembrasse do meu cheiro enquanto eu estivesse fora.

Ele dirigiu calado durante boa parte do caminho. Estava bonito daquele jeito de galã clássico dele, já se sentindo confiante pra trocar as camisas G por camisas M e as mãos firmes no volante. Eu ainda achava absurdo ter passado anos fingindo que não queria aquele homem. Pior, fingindo para mim mesma.

— Dez dias é muito tempo — falei.

— Seria muito tempo se ficássemos afastados, mas estarei com você todos os dias. Em coração e no celular.

O meu peito apertou. Passei a mão por cima da dele no câmbio e fiquei assim até que percebi que poderia causar um acidente sem querer.

A rodoviária estava cheia, com gente arrastando mala e se despedindo perto das plataformas. Tirei a mala do carro e caminhei com meu amor até perto da entrada do embarque. Eu precisava ir, mas a minha vida estava uma bagunça tão grande que aquilo parecia uma fuga, não uma opção viável.

Ele parou na minha frente.

— Me manda mensagem quando chegar. E tenta descansar nesses dias.

Sorri de leve, mesmo com o peito apertado. A rodoviária fervia ao nosso redor, com gente passando apressada, mala fazendo barulho no chão, alto-falante chiando aviso de embarque. Mas aquele momento, dentro de mim, tinha o peso de uma vida inteira.

Cheguei mais perto e coloquei as mãos no rosto dele. Senti a barba por fazer e beijei sua boca com calma. Um beijo cheio de saudade antecipada. O Carlos me abraçou pela cintura, firme, como se quisesse me guardar ali mais alguns minutos. Encostei meu corpo no dele, sentindo o calor do peito dele contra o meu, e por um instante esqueci o resto.

Quando me afastei, a garganta estava fechada. Olhei pra minha mão esquerda. A aliança ainda estava ali, no dedo onde tinha ficado por anos. Eu ainda lembrava do momento que coloquei aquela aliança. Lembrava de todos os momentos bons que tive com o Leandro. Mas isso era passado. Eu não queria mais ficar presa ao passado. Era hora de aceitar e seguir em frente.

Girei a aliança devagar. O dedo parecia resistir ao gesto, mas continuei até ela sair. Aquela aliança nunca mais voltaria ao meu dedo. O Carlos viu e ficou imóvel.

— Eliana...

— Eu vou pedir o divórcio quando voltar.

A frase saiu tão decisiva quanto eu me sentia. Senti um alívio se espalhar pelo corpo ao finalmente externalizar isso. O Carlos abriu a boca, com aquela cara de quem ia tentar ser cuidadoso demais, e eu continuei antes que ele falasse o que não devia.

— Eu já decidi. Cansei de empurrar a minha vida com medo dos comentários dos outros. Cansei de fingir que ainda existe casamento quando eu passo o dia pensando em você. E na Rebecca. Eu amo vocês. É com vocês que quero passar o resto da minha vida.

Os olhos dele ficaram úmidos. O Carlos tentou respirar fundo, como se quisesse manter o controle, mas eu conhecia aquele homem. Conhecia e amava.

— Você não precisa fazer isso agora por minha causa.

— Eu estou fazendo por mim. Por você também, claro. Pela Rebecca. Até pelo Leandro. Ele merece seguir a vida sem uma esposa que é uma bigorna pra vida dele. E eu mereço parar de viver pela metade.

O Carlos baixou a cabeça. A mão dele apertou a minha, e eu senti que ele tremia um pouco.

— Eu tenho medo de você sofrer.

— Eu já estou sofrendo, Carlos. Só que agora sei pra onde quero ir. E com quem.

Ele levantou o rosto. Uma lágrima escapou. Passei o polegar pela bochecha dele, com carinho.

— Eu te amo — disse, rouco.

Eu sorri chorando.

— Eu sei. E eu também te amo, seu bobão.

Ele riu e, emocionado, me puxou pra outro beijo. Segurei a camisa dele, tentando decorar o cheiro, a respiração, o jeito como ele me abraçava.

Quando nos separamos, ele encostou a testa na minha.

— Esses dez dias vão ser longos demais.

— Vão. Mas eu preciso ir. Talvez essa viagem tenha vindo na hora certa. Eu vou ficar longe, pensar, trabalhar, respirar. E quando voltar, vou fazer o que devo fazer.

— Eu vou estar aqui.

— Eu sei.

O aviso do meu embarque apareceu no painel. Puxei a alça da mala, mas continuei parada.

— Cuida da Rebecca por mim.

— Vou cuidar.

— E se cuida. Dorme direito. Come direito. Nada de ficar fazendo drama.

Ele soltou uma risada fraca.

Entrei na área de embarque. O ônibus já estava com as luzes internas acesas. A minha cadeira leito ficava do lado da janela. Acomodei a mochila no alto e deixei a bolsa comigo. A poltrona era muito boa. Quando o ônibus saiu, inclinei um pouco, coloquei o fone de ouvido e fiquei ouvindo podcasts.

Depois de meia hora de viagem, o ônibus já estava na BR. Peguei o celular. Tinha várias mensagens.

[Carolina]: “Boa viagem, minha linda.”

[Carolina]: “Come alguma coisa decente na parada e tenta dormir.”

[Carolina]: “E usa o Kindle.”

A Carolina tinha sido uma santa ao me convencer a comprar um Kindle pra essas ocasiões. Eu tinha resistido durante meses, mas ela insistiu até eu comprar um e realmente era bem prático pra viagens noturnas e momentos de tédio.

[Eliana]: “Tô usando agora, sua chata.”

[Eliana]: “Obrigada por cuidar de mim mesmo sendo chata.”

A próxima era da Rebecca.

[Rebecca]: “Vai com Deus, Eliana. Estou orando por você. Que seja uma viagem tranquila e que você volte bem.”

[Rebecca]: “Vou sentir sua falta.”

Meu coração ficou pequeno. A Rebecca tinha um jeito doce até nas mensagens.

[Eliana]: “Também vou sentir sua falta, minha Rebecca. Cuida do Carlos e cuida de ti mesma. Volto logo.”

Também tinha da Letícia.

[Letícia]: “Boa viagem, gostosa.”

[Letícia]: “Arrasa nessa plataforma e volta inteira.”

[Letícia]: “E não se preocupa com o trisal.”

[Letícia]: “Eu vou te substituir nesses 10 dias pro Carlos e pra Rebecca continuarem lembrando como se faz ménage.”

Eu quase gargalhei.

[Eliana]: “Obrigada, minha linda. Mas não precisa tanto.”

[Eliana]: “Se comporta.”

[Eliana]: “Se comporta MESMO.”

O Rogério também tinha mandado.

[Rogério]: “Boa viagem, Eliana. Qualquer coisa que precisar por aqui, fala comigo.”

O Rogério era assim. Direto e confiável.

[Eliana]: “Obrigada, Rogério. E arrasa no jogo!”

Se o Rogério lembrou, a Jéssica não ia esquecer.

[Jéssica]: “Amiga, boa viagem! Vai tranquila. A gente segura as tretas por aqui.”

[Jéssica]: “Eu vou descobrir quem é a namorada secreta do Carlos.”

[Jéssica]: “Quando você voltar, a gente arma com as garotas uma intervenção pra ele deixar de segredinho e safadeza.”

[Jéssica]: “Tava pensando nas mais próximas dele pra ajudar a gente. Eu, tu, Rebecca, Letícia e Natália. O que acha?”

[Jéssica]: “Manda notícia, tá?”

Sorri ao imaginar a Jéssica sofrendo pra tentar descobrir o que pareceu tão óbvio pra Letícia.

[Eliana]: “Obrigada, Jéssica. Mas deixa o pobre do Carlos em paz. O coitado merece namorar.”

[Jéssica]: “Merece não. É meu melhor amigo, mas se não me contou, é porque sabe que eu não aprovaria nunca.”

[Jéssica]: “Quer apostar como é mulher casada?”

A Natália tinha mandado mensagem também.

[Natália]: “Boa viagem. Que dê tudo certo por lá. Na volta, quero ouvir as histórias.”

[Natália]: “Principalmente as partes chatas, porque você contando fica engraçado.”

[Eliana]: “Combinado. Te adoro, linda. =)”

A última mensagem era do Everton.

[Everton]: “Boa viagem, minha amiga. Que Deus te acompanhe aí no mar. Manda foto da plataforma quando der. Acho muito massa esse seu trabalho.”

Dei um sorriso pensando em como o Everton era atencioso.

[Eliana]: “Mando sim, meu amigo. Vai receber fotos todos os dias. Obrigada pelo carinho. Depois te conto tudo no nosso almoço.”

Foi quando veio mais uma notificação. Carlos.

[Carlos]: “Já estou com saudade. Cheguei em casa agora. Te amo.”

Apertei o celular contra o peito por um instante antes de responder.

[Eliana]: “Também estou com saudade. Te amo.”

Desliguei a tela e guardei o celular. Ajustei a poltrona e coloquei uma máscara de dormir. O ônibus seguia pela estrada e seria uma viagem longa e com muitas paradas.

O Leandro não mandou mensagem, mas ele não importava mais.

Pois bem, leitor. Nos próximos capítulos, eu vou aparecer só por videochamadas, mas teremos muito sexo envolvendo a Rebecca e alguns convidados muito especiais...

Perguntas:

1) Quem prestou atenção nos últimos capítulos, já deve ter notado que Carlos, Eliana e Rebecca se excederam demais nas indiscrições e horários para um condomínio que anda com tantas câmeras. O síndico deve descobrir e chantagear eles? Ou essa seria uma subtrama pesada demais pro trisal?

2) A virgindade anal da Rebecca deve esperar a volta da Eliana ou ir pro espaço nesses 10 dias?

3) Carlos, Eliana, Everton e Creuza tinham combinado que, depois que a Eliana perdesse a virgindade anal, teria uma “troca de casais parte 2, agora com cuzinhos”. Carlos e Eliana devem cumprir o acordado (com a devida autorização da Rebecca, que provavelmente não iria querer participar mas também não vai atrapalhar e nem se ressentir porque tudo foi às claras) ou devem dar um perdido no casal?

P.S.: O Everton realmente enxerga a Eliana como amiga. A noia do “ele quer me comer” vem mais da paranoia da Eliana porque, bem, quase todo mundo (que não se chame Rogério ou Natália) querem transar com ela e, bem, é a paranoia é intensificada porque ele já comeu ela.

Coloquem nos comentários para o que vocês torcem que aconteçam nos próximos capítulos. Daqui a duas semanas, teremos a continuação.

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NOTA DO AUTOR: Notei tarde demais que este capítulo deveria ter saído antes do capítulo da Alessandra. Por isso, decidi publicar ele logo. Na real, eu deveria ter publicado um capítulo gigantesco junto as partes 16 e 17, mesmo com duas grandes cenas de sexo. Mas isso facilitaria para explicar um monte de cenas envolvendo a contusão do Everaldo.

Fora que a melhor ordem cronológica era Carlos 17 – Miguel 04 – Alessandra 01 – Jonas 15.

Mas agora já foi e só posso publicar logo este e lamentar.

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NOTA DO AUTOR 2:

Eu provavelmente vou deixar as respostas pra comentários sem spoiler pra quinta ou sexta. Dependendo do tamanho, vou dividir em duas partes pra poder responder com calma e não publicar algo menor em vez de um negócio gigante de mais de 10 mil palavras. As respostas com spoiler vão ficar para segunda, 22.

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O arco da partida de futebol vai ser publicado entre os dias 26 de junho a 05 de julho, porque eu quero aproveitar e publicar dentro da Copa do Mundo (até para ser temático).

Ele vai compreender os seguintes capítulos (já na ordem de publicação):

* Eu, minha esposa e nossos vizinhos – Parte 21

* Passando a Vara nas Vizinhas. Ou Não. - Capítulo 18

* Quem Vai Comer a Advogada Evangélica? - Capítulo 16

* Eu e Minha Esposa Pulamos a Cerca... E o Caos Explodiu - Parte 14

* Louco para enrabar a professora ruivinha, enrabei o volante contador primeiro (Série do Antônio - Parte 05)

* Eu, a esposa gostosa do meu chefe e os vizinhos deles - Parte 03

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TIME DO ROGÉRIO

1 — Vinícius (gol)

2 — Érico

3 — Wagner

4 — Tiago

5 — Dênis

6 — Roberto

7 — Rodolfo

8 — Rogério

9 — Jonas

10 — Carlos (c)

11 — Antônio

12 — Andréia (gol)

13 — Sarah

14 — Jéssica

15 — Carolina

16 — Rebecca

17 — Lorena

18 — Natália

19 — Letícia

20 — Raimundo

21 — Tatiana

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TITULARES:

Vinícius; Érico, Wagner, Tiago e Roberto; Dênis, Rogério, Rodolfo e Carlos; Jonas e Antônio.

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TIME DO ENÉIAS

1 — Sílvio (gol)

2 — William

3 — Amarildo

4 — Donizete

5 — Gilmar

6 — Leandro

7 — Pedro

8 — Almir

9 — Gerônimo

10 — Enéias (c)

11 — Cleber

12 — Fernando (gol)

13 — Luiz Alberto

14 — Netinho

15 — Daniel

16 — Armando

17 — Silva Junior

18 — Alberto Síndico

19 — Douglas

20 — Alexsandro

21 — Assis

22 — Lucas

23 — Emerson

24 — Cleiton

25 — Rafael

26 — Henrique

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TITULARES:

Sílvio; William, Amarildo, Donizete e Leandro; Gilmar e Almir; Gerônimo, Cleber, Pedro e Enéias.

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Foto de perfil genéricaAlberto RobertoContos: 148Seguidores: 315Seguindo: 0Mensagem Em um condomínio de classe média alta, a vida de diversos moradores e funcionários se entrelaça em uma teia de paixões, traições e segredos. Cada apartamento guarda sua história, no seu próprio estilo. Essa novela abrange todas as séries publicadas neste perfil. Os contos sempre são publicados na ordem cronológica e cada série pode ser de forma independente. Para ter uma visão dos personagens, leia: Guia de Personagens - "Eu, minha esposa e nossos vizinhos"

Comentários

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Delícia... amei o relata da perda da virgindade anal. Cada vez o trisal está se consolidando. Não deixe a Leticia estragar. Pra mim a Letícia pode se passar por uma vilã menor. Cínica, nunca revela suas verdadeiras intenções; manipuladora, age mesmo que não eticamente pra criar certos tipos de instabilidade; egoísta, pensa mais em cima mesma e por seu prazer e vontade não exitaria em prejudicar alguém.

1) Acho que não deveria ter chantagem, ficaria muito pesado. Faria mais efeito o Carlos e Andreia lidar com a decepção da Jéssica e seu sentido amargo de exclusão.

2) Ela pode perder antes e depois quando Eliana chegar as duas praticarem juntas com Carlos.

3) Acho que deveria rolar sim. Everton é amigo, mas cheio de tesão por Eliana tb. Se não tivesse rolado sexo antes, acho que não daria certo, mas como já rolou seria muito de boa. Acho que a própria Rebeca pode dar uma incentivada.

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Bom Dia . aos questionamentos

1- acho legal para trama começarem a surgir essas chantagens e como único caminho a não se submeterem seria começar a abrir o jogo e contar aos poucos, Jéssica, amigos e tal esperando pelo pior.

2- Pode ser antes.

3- Não, essa hisória já passou.

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Bom dia! Mais um excelente capítulo!

Segue as respostas às suas perguntas:

1) acho pesado demais eles serem vítimas da chantagem do síndico, mas tb acho que se fosse acontecer deveria acontecer de maneira que o Alberto tente chantagear para participar de uma transa com eles, a Jessica tomar ciência quando confessarem para ela a existência do trisal e ela, confidenciando para o Lucerio (que não sei como já sabia do trisal), mandar o Alberto ficar na dele. Aliás, depois do sexo com a Tatiana, acho que o Lucerio poderia ter um arco de redenção. Ele seria o “mal” necessário. Confessaria para Jéssica que tudo está acontecendo pq ela fez ele deixar de fazer o que fazia e está tudo descontrolado.

2) a virgindade anal pode ser perdida em uma videochamada entre os 3;

3) não acho que deve existir essa possibilidade da Eliana dar para o Éverton. A mulher guardou durante anos, foi uma cena maneira da primeira vez dela com o Carlos e ela já entregar fácil para o Éverton, seria desmerecer o Carlos que, aparentemente não gostou da ideia de compartilhar uma coisa que pode ser só dele e deu um argumento correto que ninguém precisa saber que ela já deu.

Acho que o trisal poderia interagir com outros, mas com certos limites. A Letícia já sabe e está doida para participar. Na linha do exibicionismo, Rogério e Jessica poderiam transar com eles em um mesmo ambiente, mas torço mesmo para que o outro trisal que gosto da trama (Érico, Natália e Sarah) façam uma grande orgia com Carlos e seu harém, abrindo a possibilidade de incluir Letícia e o Antônio, que poderiam “reatar” com a condição de serem um casal liberal e terem uma cumplicidade de saberem e incentivarem a participação em transas com os amigos.

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