Meu dia de sorte finalmente chegou.
Sábado!
E se ele achou que ia fazer a linha difícil depois desses dias na seca, estava muito enganado, mas muito mesmo...
Assim que a campainha tocou, corri com o coração saindo pela boca. Abri a porta e lá estava ele: Ronaldo estava usando o perfume que amo, uma camiseta social preta e a calça jeans marcando o volume que ele carrega no meio das pernas. Que eu amo. O perfume adocicado impregnando o ar da garagem e do corredor com aquele sorriso de canto de boca.
— Que saudade... — ele disse, com a voz gostosa já gemendo me arrepiando os cabelos da nuca abraçado a mim.
Mal esperei ele entrar, não quis saber de "oi", "tudo bem"... avancei no pescoço dele como quem não comia há dias, muito menos queria saber se meus pais estavam. — para minha sorte não estavam — ele soltou uma risada abafada, mas não recuou. Pelo contrário. A pegada bruta que eu tinha imaginado a semana toda veio com força total: uma das mãos dele grudou na minha cintura, me puxando, colando um corpo no outro, a outra na minha nuca, se enfiando nos meu cabelos, me prendendo no beijo que parecia que ia me engolir.
O meu vestido de tecido leve, daqueles fácil de tirar — ou de só levantar — um par de havaianas nos pés e sem sutiã. Assim que a mão pesada e macia dele subiu pelas minhas costas, apertando a minha carne, a minha boceta lá embaixo deu o primeiro sinal de que a fome de pau seria saciada.
— Calma, apressada... Deixa eu trancar a porta — ele brincou, com a respiração já curta.
— Tranca logo e não perde tempo — ordenei, puxando ele pela gola da camisa.
Ele girou a chave sem tirar os olhos dos meus. Ele tinha esse magnetismo; sabe, ele não precisava de muito para me deixar de quatro, toda empinada, completamente arriada por ele. Ele tirou a camisa, jogou no sofá e o sapato em um canto da sala, me olhou de cima a baixo, percebendo o meu peito subindo e descendo com urgência.
— Você tá com fogo hoje, né? — provocou, dando um passo na minha direção.
— Você não faz ideia do tamanho do meu prejuízo, bebê. Você vai ter que me pagar cada centavo hoje.
Não fomos nem para o quarto.
Ali mesmo, no corredor entre a sala e a cozinha, ele me imprensou contra a parede. O gelado da parede nas minhas costas contrastou direto com o fogo que subia, me queimando por dentro e por toda a minha pele. Ele segurou minhas duas mãos acima da minha cabeça com uma facilidade que me deixa até tonta de tesão.
— É assim que você quer? — ele sussurrou, roçando a boca no meu ouvido e serpenteando a língua pelo meu pescoço me fazendo perder as pernas.
— É assim que eu preciso.
Ele soltou minhas mãos só para segurar minhas coxas e me suspendeu do chão. Cruzei as pernas na cintura dele num reflexo. Com uma velocidade absurda, ele puxou minha calcinha de lado — e eu tive certeza de que ele sentiu que eu estava toda molhada, toda lubrificada e pronta pra dar. Quando ele abriu o zíper da calça e eu senti a cabeçona de verdade, quente, viva e pulsando, contra a minha boceta, eu fechei os olhos.
Aquilo sim era o botão de emergência definitivo.
Em um movimento só, ele me encaixou no membro rijo e desceu o peso do meu corpo. Aquela pica entrou rasgando, estufando tudo, me preenchendo até o talo, enquanto nos encaramos em delírio até entrar tudo, exatamente como eu tinha implorado no meio da semana — só que mil vezes melhor, porque tinha o cheiro dele, o toque da pele junto com o calor e a cama velha nem precisou começar a ranger para eu saber que, daquele sábado, o Ronaldo não escapava sem me deixar bamba.
O corredor ficou pequeno para o tamanho do estrago.
Segurando meu peso com uma facilidade que me dava até raiva de tão gostosa, ele foi caminhando e fodendo comigo no colo, me levando em direção à sala sem que a gente se desconectasse por um segundo sequer. Cada passo dele era uma estocada mais funda, que me fazia segurar mais forte nele pra não cair.
No meio do caminho, o tecido do vestido — que já não estava servindo de muita coisa — se enroscou nas minhas pernas. Ele deu um puxão com as mãos, ouvi o tecido rasgar e ficar para trás, largado no chão do corredor. Quando caímos no sofá eu estava quase completamente nua. Desarmada, exposta e fervendo de cima a baixo.
O impacto no estofado fez o Ronaldo entrar ainda mais fundo. Soltei um gemido agudo, daqueles de ecoar na casa inteira, e joguei a cabeça para trás, sentindo o ar sumir. Ele não me deu tempo nem de respirar: se posicionou por cima de mim, com os braços fortes me cercando, os olhos verdes brilhando com uma malícia que me deixa maluca, e começou o bombardeio.
— Nua assim você é uma covardia... — ele rosnou entre dentes, a voz rouca.
Ele começou a ditar o ritmo, e o Ronaldo não sabe brincar de leve. Era uma pegada bruta, firme, me macetando com vontade contra as almofadas do sofá. O suor dele começou a pingar no meu peito, misturando com o meu próprio calor. Eu viajava na sensação de estar saciada daquele jeito — a diferença da carne pro silicone era um absurdo, o calor que emanava dele parecia que ia me derreter de dentro para fora. Apoiei minhas pernas nos ombros dele para dar mais espaço, para ele ir até o talo, e ele aceitou o convite com gosto. Começou a socar com mais força, o estofado do sofá afundando com nosso peso.
A minha mente deu um nó.
Aquela imagem que eu tinha alimentado a semana toda, sozinha na cama, estava acontecendo bem ali. O tesão acumulado de dias acumulou na ponta dos meus dedos e na minha musculatura, que começou a contrair, a boceta apertando o pau dele com força lá dentro.
— Amor... não para, vai fode… isso. — eu choramingava, já completamente entregue, sentindo aquela onda elétrica começar a subir pelas minhas coxas.
— Prende as pernas em mim. — ele comandou, acelerando ainda mais o vai e vem, a pele da mão dele cravando na minha cintura, me segurando firme para eu não escapar do rojão.
— Vai, goza para mim, goza no meu pau sua safada gostosa.
Eu não aguentei mais.
Minhas pernas tremeram, o corpo esticou todinho e eu dei aquele gozo gostoso, espremendo ele com toda a minha força enquanto ele dava as últimas estocadas violentas, soltando um gemido grave bem no meu ouvido e descarregando tudo em mim.
Todo o gozo quente.
Caímos os dois de lado no sofá estreito, os peitos subindo e descendo, os corações parecendo duas baterias de escola de samba disputando espaço. O quarto ainda estava longe, mas o estrago na sala já estava feito.
— Vou me vestir antes que alguém chegue. E você também.
Saí dali completamente pelada, peguei o vestido rasgado do chão e fui até meu quarto vestir algo para mais tarde.
Hoje tem. Era meu pensamento.
