Tendências – Cap 20 - Pedido de perdão e apoio!
Feminização, Menino para Menina, Transição, Crossdresser
Este episódio ocorreu a algum tempo, não há uso de material ilícito, nem apologias a uso de violência/drogas/pedofilia. Conta a história de Amanda, muito antes dela saber que seria Amanda.
Eu como disse havia montado os áudios, mas algo me fez antes mandar uma mensagem.
– Oi Betinho, tá com um tempo???
Enquanto esperava reli o que escrevi, e ia começar a enviar os áudios quando o telefone toca, era ele ligando, isso me quebrou qualquer possibilidade de mandar o que escrevi, teria que falar, ali, sem cortes, sem escrever e alterar, sem ouvir e deletar.
– Oi, sou eu!
– Oi, precisa de algo …
Eu percebi que ele não sabia se estava falando com Amanda ou sua versão masculina, então resolvi ser quem eu decidi.
– Sou eu, Amanda!
Um silêncio, mas sentia como se ele estivesse do meu lado, sentia sua respiração e acho que a mesma ansiedade que eu tivera, respirei e então disse:
– Betinho, desculpa, fui ridícula, perdão, não consegui raciocinar, não era eu, quer dizer, não era quem eu queria ser ali, eu estava perdida.
– Eu que peço desculpas, não lhe dei chance de explicar, joguei tudo e sem ouvir seu lado ou seu ponto, apenas analisando friamente sua atitude, nem cheguei a pensar que poderia ser uma brincadeira, ou que você pudesse estar passando por problemas, eu deveria pensar, digo eu deveria realmente saber o que você poderia estar passando, afinal somos, quer dizer, Eu e Amanda, somos iguais né.
– Sim, mas você falando assim, somos iguais, um momento.
Enviei na hora uma foto de como eu estava, de camisola, sutiã, calcinha, meia e pantufa, uma foto que tirei na hora do reflexo no espelho.
– Eu estou assim, e é , quer dizer e será como serei no ano que vem em diante, não tera mais o eu Menino, que você um dia viu entrando na loja.
– Sim, espere um pouco.
E ele me enviou uma foto, do peito para cima, era uma menina, com make, uma peruca, um batom vermelho, um sutiã com bojo, mas sem seios, apenas aquele vazio entre o sutiã e o peito, mas que só quem é crossdresser sabe como desenhar uma imagem de seios.
– Somos iguais!
– Você ta linda Bet…
Parei, acho que ele percebeu o que eu não poderia falar e completou.
– Vitória!
Disse isso, mudando a voz, para algo suave e lindo de se ouvir.
– Que linda Vitória, lindo nome também.
– Obrigada! O batom eu comprei de uma loja daqui do bairro, vou te recomendar, a atendente é uma fofa, Amanda.
– Ain, sua boba, eu reconheci, você sempre olhava ele, inclusive viu eu demonstrando ele para uma menina na loja.
– Sério, você viu? Nossa, devo ter dado muita bandeira né?
– Olha amiga, eu não consigo pensar agora se sim ou não, digamos que estou tentando nesta conversa, agora com sua fala, de pedir desculpas a Vitória, por não ter sido sensível e ter percebido.
– Olha, Amandinha, talvez, mas eu digo, muito talvez, eu tenha grande parte da culpa pela sua insensibilidade, eu sei que fui enigmática, olhando eu mesma me acharia uma aberração, onde já se viu um menino gastando tanto tempo assim em uma loja de produtos femininos, sem nunca comprar nada, sem ao menos usar a desculpa da namorada, acho que eu não ajudei em nada, mas estou feliz com sua ligação, digo, me chamar, afinal quem ligou fui eu né.
– Pois é, eu tinha uns áudios e uns textos para te enviar, não achei que iria falar assim tão direta, ainda envergonhada.
– Vamos fazer o seguinte amiga, envie tudo, eu vou ler com carinho, ouvir com cuidado, tá muito tarde, mas só ouvir você já digo, não quero perder sua amizade Amanda, você é muito especial para mim, então vamos recomeçar, e com esta conversa acho que iremos começar com respeito e do jeito que tem que ser.
– Tá certa Vi, vamos sim! Beijos, vou desligar e enviar tudo.
– Tá, Amandinha, vou aguardar, beijos.
– Beijos amiga, beijos, te vejo na loja?
– Vou falar com Betinho, ele vai te ver!
Ela falou isso na voz masculina, mas deu uma risadinha no final bem feminina, eu ri e desligamos.
Me despedi tão aliviada, a voz meiga e feminina de Vitoria, me transformou, me fez repensar tudo o que eu havia vivido com ela, embora fossemos “amigas” recentes, pois a quem diga que amizade não se forma do dia para noite, mas acho que a forma como ela recebeu Amanda, e mesmo depois de já ter percebido que eu era um menino e me montava, guardando segredo, foi algo que só amigas, ou poderia dizer namorados ou namoradas, poderiam sentir, então eu estava feliz, pelo menos não perdi o amigo das tardes, e tinha ganho uma nova amiga, se bem que eu sei que só veria Vitória por videos inicialmente, mas teria Betinho sempre ali, me protegendo, então eu estava muito feliz, um dia quase dado como perdido, estava sendo redesenhado, com sinceridade, amor e muita coragem.
Dormi, pela manhã, me sentia Amanda de corpo e alma, mesmo vestindo o uniforme de menino, minha mãe falou.
– Filho.
– AIn mãe sou sua filha!
– FILHO, combinamos que te tratarei como estas vestido, para evitar confusões, está indo pra escola, e quem está lá é meu filho, então é isso, mas não é isso que ia falar, você tem que parar de interromper as pessoas com sua observação, tome cuidado, aguarde antes de já ir dando pitaco, sendo negativa ou ofensiva, digo ofensivo, mas vale para Amanda e para você filho.
– Tá desculpe, o que foi mamãe.
– Eu ia te elogiar, que mesmo de menino você estava linda, então tome cuidado, você já esta mais feminina, sem ao menos usar make, sentou-se e se comportou desde que desceu como se fosse menina, isso pode ser perigoso hein.
– É sério, ai que medo, e agora mamãe?
– Não sei, algo te fez mudar, o que tá acontecendo?
– Ai mamãe depois da manhã e tarde desastrosa, eu consegui me ajustar com Rose, Lorena e com Vitória.
– Quem é Vitória, alguma nova amiga da escola que brigou, me conte isso!
– Resumir, Betinho, quando em femme, é Vitória, e com acento ele me repreendeu ontem ao final da conversa que troquei o nome dela, sem acento.
– Hum, e como estão as coisas?
– Lorena me entendeu e me desculpou pela ausência, eu parabenizei ela pelo namoro, conversamos pouco.
– Tá continue …
– Rose, eu vou falar agora pela manhã no intervalo.
– Falar o que ?
– Sobre mim, minhas decisões, hormônios, Betinho, Vitória e Lorena, essas coisas.
– Só isso, e já te fez ter uma aura feminina? Interessante!!!
– Então, eu decidi, em definitivo ser mulher mamãe, talvez seja isso.
– Que coragem, parabéns, mas cuida tá, faltam menos de 1 mês para as provas finais, então, segure sua onda, seja mais um bom menino lá e aqui em pode ser 100% minha filha, vamos inverter, 4 horas na aula e 20 horas seus sonhos, consegue filha?
– Seu FILHO consegue, rsrsrs.
Disse isso rindo e enfatizando minha roupa e forçando a voz no filho, pois minha voz também já estava mais para uma trans do que para um guri.
