Domada com Vara - Capítulo 1: A Mudança

Um conto erótico de Zur
Categoria: Crossdresser
Contém 1267 palavras
Data: 02/06/2026 19:41:11

Meu nome é Agnes. Tenho vinte e sete anos e, modéstia à parte, me considero uma mulher bonita.

Meus cabelos são escuros como a noite, criando um contraste forte com minha pele pálida.

Não sou muito alta, mas meu corpo esbelto é bem moldado, com bumbum e peitinhos que se destacam, apesar de não tão volumosos.

Sou casada com Jonas há cinco anos.

Ele é, sem exagero, o homem mais gentil que já conheci. Mesmo com a rotina corrida do trabalho de engenheiro, ainda encontra energia para acordar mais cedo e preparar café da manhã na cama em dias especiais.

São pequenas coisas assim que me fazem sentir amada.

O jeito que chega do trabalho e me abraça pelas costas enquanto cozinho, perguntando como foi meu dia — mesmo sabendo que foi monótono, ajustando designs de relatórios no meu trabalho remoto de designer gráfica.

Nossa vida juntos é confortável.

Claro, como em qualquer casamento, há uma rotina, mas ela é acolhedora – assistimos séries abraçados no sofá, cozinhamos juntos de fim de semana, e eu me sinto grata por ter alguém tão dedicado ao meu lado.

Jonas é quase perfeito, se eu tiver que reclamar de alguma coisa de nosso relacionamento, talvez seja apenas a nossa não tão frequente vida sexual.

Ele me toca como quem manuseia algo frágil demais para quebrar. Tudo é sempre cuidadoso, previsível, gentil. As mesmas posições, os mesmos movimentos lentos, o mesmo cuidado exagerado que, ironicamente, me faz sentir menos desejada.

E rápido demais também.

Por parte dele, para ser honesta, raramente chego lá.

Finjo os orgasmos quase todas as vezes para poupá-lo da verdade, soltando suspiros artificiais enquanto ele me enche com seu sêmen.

Não é a coisa mais gratificante do mundo, mas não sou mais uma adolescente para trocar um amor verdadeiro como o de Jonas por algo tão bobo como sexo.

Estamos nos mudando para um condomínio fechado em um bairro arborizado de São Paulo, procurando mais espaço, mais tranquilidade… talvez até um ambiente melhor para ampliar a nossa família no futuro. E eu gosto da ideia.

A casa é linda. Moderna, iluminada, com um jardim amplo que imediatamente imaginei cheio de flores. Há também uma piscina cercada para os dias quentes como os de hoje.

Estou animada, arrumando as caixas da mudança sob o sol forte, vestindo um vestidinho leve e florido que balança com os meus movimentos.

Jonas, sempre organizado, carrega as coisas com cuidado, rindo enquanto conto sobre os meus planos para o jardim.

É então que sinto alguém olhando.

Ergo os olhos na direção do muro baixo da casa vizinha e encontro um homem parado do outro lado.

Alto, negro, com uns 35 anos, levemente suado de alguma atividade física

Sem camisa, seu peito largo brilha levemente, destacando a musculatura bem definida – os braços e o abdômen tonificados, a postura ereta e confiante chamando atenção.

Desvio o olhar envergonhada, disfarçando.

Mas ele não.

Um sorriso lento surge em seus lábios antes que ele simplesmente apoie uma mão no muro e o pule com facilidade, aterrissando do nosso lado como se já tivesse intimidade suficiente para aquilo.

"Bem-vindos ao bairro"

Ele diz estendendo a mão diretamente para mim, ignorando Jonas ao meu lado.

Seus olhos escuros passeiam sem vergonha pelo meu corpo — demorando um pouco mais nos meus quadris antes de subirem até meu rosto outra vez.

Isso provoca um calor inesperado no meu ventre.

"Eu sou Damien, vizinho da casa ao lado"

Sua mão segue segurando a minha, os dedos quentes e ásperos demorando contra a minha pele.

"Vi vocês enquanto estava chegando e não resisti em vir me apresentar. É uma surpresa boa ver gente bonita aparecendo nesse bairro."

O jeito que ele diz isso – de forma descontraída, mas autoritária – me deixa desconcertada. É ousado, quase invasivo, mas há algo magnético nele que acelera meu pulso.

Jonas sorri educadamente e finalmente estende a mão.

"Prazer, Damien. Eu sou Jonas, e essa é minha esposa, Agnes. Obrigado pela boas-vindas."

Damien aperta a mão dele de forma rápida, quase desdenhosa, e volta toda a atenção para mim.

Seu cheiro – suor misturado com uma colônia forte – invade meu espaço, e eu sinto meu corpo reagir, um formigamento entre as pernas que me assusta.

Jonas pigarreia, tentando atrair sua atenção.

"O condomínio parece seguro, né?"

Damien o ignora.

Ou talvez não o tenha escutado.

Ele se inclina mais perto de mim para pegar uma caixa ao meu lado. Seu braço roça na minha coxa durante o movimento, enviando uma onda de eletricidade pela minha pele.

"Deixa que eu levo essa."

Observo em silêncio enquanto ele ergue a caixa pesada com facilidade e caminha até nossa entrada.

"Se precisar de qualquer coisa"

Ele deixa a caixa no chão

"É só chamar."

Então seus olhos param em mim de novo.

"Fico feliz em ajudar vizinhas em apuros."

Meu corpo reage novamente. O que está acontecendo?

Damien sorri, acena rapidamente para Jonas e pula o muro de volta para a própria casa.

Mas, antes de entrar, ainda olha para mim mais uma vez.

E dessa vez eu não consigo desviar.

"Vizinho simpático, hein?"

Jonas comenta com uma risada leve.

"É… parece que sim"

Respondo, tentando soar normal.

Passo o resto do dia arrumando a casa, tentando me distrair com caixas abertas, móveis fora do lugar e listas mentais de coisas para organizar. Mas minha cabeça sempre acaba voltando ao mesmo lugar.

Ao vizinho.

À maneira como Damien me olhou.

À segurança absurda no jeito dele falar comigo, como se já soubesse exatamente o efeito que causava.

Volta e meia me pego encarando a janela da cozinha, imaginando o que ele está fazendo em sua casa.

À noite, já deitados na cama nova, Jonas parece querer comemorar a nova coquista.

Me puxa para perto com aquele carinho tranquilo de sempre.

Seus lábios encostam devagar no meu pescoço enquanto suas mãos deslizam pela minha cintura, explorando meu corpo com a mesma delicadeza cuidadosa que conheço tão bem.

Eu correspondo automaticamente, quase no piloto automático, me entregando ao momento familiar.

Seu pequeno pênis entra em mim com cuidado, movendo os quadris num ritmo constante enquanto sussurra baixinho o quanto me ama.

Hoje em especial estou com dificuldades até para fingir o meu prazer.

O tédio se instala como um peso sutil, os movimentos previsíveis me deixando distante, mas faço o melhor que posso, soltando alguns gemidos baixos quando lembro.

Felizmente, Jonas goza rápido.

Ele suspira satisfeito contra meu pescoço, ainda ofegante, e me pergunta baixinho se foi bom.

Eu sorrio.

Assinto.

Minto.

Poucos minutos depois ele já está dormindo ao meu lado, o corpo relaxado sobre os lençóis novos.

Mas eu continuo acordada.

A tensão ainda pulsa no meu ventre, quente, insistente, como um fogo baixo que se recusa a apagar. Quanto mais tento ignorar, mais consciente fico dela.

Devagar, saio da cama e caminho até o banheiro no escuro.

Fecho a porta com cuidado.

Sentada na privada, deixo a cabeça cair para trás enquanto meus dedos deslizam ritmados entre minhas pernas.

E então penso nele outra vez.

Damien.

Nos braços fortes. No olhar intenso preso ao meu corpo. Na voz grave tão perto de mim.

Na maneira como ele provavelmente me pegaria com firmeza.

O prazer cresce rápido demais, intenso, acumulado, até que um gemido escapa da minha boca antes que eu consiga impedir.

Fecho os lábios no susto, contendo o som no meio, o coração acelerando receosa que Igor possa ter escutado.

Mas o silêncio do quarto continua igual. Pelo jeito não escutou.

Logo após o clímax vem a culpa.

Não posso mais fazer isso.

Eu amo Jonas.

Sou adulta e preciso me controlar.

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