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Minhas coleções de calcinhas, amantes e putinhas - Parte 13

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Um conto erótico de Seu Geraldo
Categoria: Heterossexual
Contém 9780 palavras
Data: 19/06/2026 11:33:17
Última revisão: 19/06/2026 14:03:56

AVISO AOS LEITORES: Este capítulo é mais uma recapitulação/retcon de eventos que aconteceram antes do seu Geraldo ter uma série própria. Ele narrando certos eventos, mas do ponto de vista dele. Só deixando claro se parecer filler aos leitores.

CRONOLOGIA: Os eventos narrados aqui acontecem nos dias 30 de julho de 2025 (quarta-feira) a 31 de julho de 2025 (quinta-feira), mas com uma LONGA recordação de um evento de meses antes.

Boa tarde, meus (mais) jovens (que eu) leitores. Eu me chamo Geraldo, mas aqui no prédio todo mundo me chama de seu Geraldo. Tenho 62 anos e trabalho como porteiro neste condomínio desde 1988. Ou seja, vi esse prédio nascer, crescer e mudar com o tempo. Esta série é sobre as amantes que tive nesse condomínio. Também as que eu comi uma vez só quanto as minhas putinhas fixas.

Fisicamente, tenho estatura mediana, corpo um pouco avantajado na barriga (culpa das cervejinhas no fim do expediente), mas ainda dou pro gasto. A pele é morena queimada de sol, os cabelos são grisalhos, já raleando aqui e ali, mas ainda dá pra ver que um dia foram pretos. Os olhos são pequenos, ligeiros, sempre atentos. Mãos calejadas do trabalho e um sorriso fácil quando preciso ser simpático. Mas o que ninguém sabe é que por trás dessa cara de porteiro prestativo, eu sou um verdadeiro colecionador. E minha coleção não é de selos, moedas ou figurinhas, mas das calcinhas das mulheres que comi.

Mas não se engane, tenho minha ética. Nunca revelo os nomes delas para ninguém. O que acontece entre quatro paredes, fica entre quatro paredes. Além disso, nunca roubo nem pego calcinhas usadas sem permissão. Cada peça que entra na minha coleção foi dada de bom grado, como um presente da dona. É isso que faz a coleção ter valor: a lembrança de que cada uma foi conquistada de forma legítima.

O capítulo atual começa na quarta-feira de noite.

Naquela semana, o seu Alberto resolveu tratar funcionário como se a gente fosse uma praga infiltrada no condomínio.

Primeiro, ele me obrigou a trabalhar só de noite. Disse que era “reorganização operacional”, essas palavras bonitas que gente mandona usa quando quer ferrar a vida de alguém sem admitir. Na prática, ele sabia que eu tinha que resolver vários problemas dos moradores durante o dia e resolveu cortar isso. Me pergunto se ele sabia que alguns dos problemas eram pequenos encontros. Por um tempo, as quartas com a dona Lourdes e as quintas com a dona Cida ficaram canceladas. Só faltava ele perguntar por que as duas não quiseram votar nele pra síndico este ano.

Depois, veio com uma ordem proibindo funcionários e diaristas de usarem o elevador social. Como se a Lisandra, a Solange e a Aline fossem ofensas à vista dos moradores. O elevador de serviço vivia cheio de caixa, balde ou carrinho de compra abandonado. Mas, na cabeça do síndico, trabalhador pobre tinha que aceitar tudo calado e agradecer por ainda poder respirar no corredor dos ricos.

A terceira ordem era ainda pior. Funcionário não podia “incomodar” morador. Segundo ele, incomodar era qualquer conversa que não tivesse sido iniciada pelo próprio morador. Incluindo um “bom dia”. Se eu visse a Sarah derrubar uma sacola, não podia ajudar a menos que ela pedisse primeiro. Porque mesmo perguntar se precisava de ajuda já era correr risco de advertência. Se o Zé Maria encontrasse a Natália no corredor, podia responder ao cumprimento dela. Puxar conversa sobre o Londrina, nem pensar.

Eu já tinha visto muita idiotice naquele prédio desde 1988, mas essa estava entrando na disputa das maiores.

Na quarta-feira, eu tinha chegado uma meia-horinha antes de bater o ponto. Deu tempo de arrumar umas coisas naquele final de tarde e, quando eram 17h45, liberei o porteiro anterior e assumi o plantão.

O Zé Maria estava comigo na portaria, em pé perto do armário de encomendas, com a cara amarrada desde que chegou. Tinha acabado de levar uma bronca do seu Alberto porque respondeu a uma moradora que perguntou se a garagem estava vazando de novo. A senhora perguntou, ele respondeu, mas aparentemente resposta detalhada também podia virar “conversa desnecessária”.

— Daqui a pouco ele manda a gente trabalhar calado e olhando pro chão — disse Zé Maria.

Respirei fundo. Ainda estava aprendendo a engolir aquela humilhação sem explodir. Sempre tratei morador bem. Alguns dali tinham amizade comigo de anos. Algumas dava pra dizer que era mais que amizade. Agora vinha o seu Alberto querendo inventar que eu era inconveniente por conversar com quem sempre conversou comigo.

Deu nem um minuto depois, a Lisandra apareceu na portaria.

A loirona tinha mais de 1,75m, corpo comprido, cintura fina e aquela bunda grande que fazia qualquer roupa parecer mais justa do que era. Estava de top e legging pretos de corrida. A legging colada desenhava as pernas longas e firmes dela, com coxas trabalhadas e uma bunda cheia, redonda, levantada, balançando quando ela andava. O top segurava os seios médios e firmes. A barriga lisa ficava toda à mostra, com a pele clarinha e aquelas pintinhas que eu lembrava muito bem de já ter visto mais de perto.

A Lisandra apoiou um pé no banco da portaria e começou a se alongar. Dobrou o corpo pra frente, esticando as costas, e eu fiquei fingindo que organizava uns papéis enquanto meus olhos iam e voltavam pra bunda dela. Eu sou velho, mas ainda estou vivo. E homem vivo olha mesmo, ainda mais depois de já ter comido aquela mulher uma vez e saber exatamente o tamanho da tentação escondida debaixo da legging.

— Boa noite, seu Geraldo — disse, sorrindo daquele jeito aberto, enquanto puxava o pé pra trás, alongando a coxa.

— Boa tarde, querida. Tá animada hoje — respondi, já sabendo que vinha história. — Como foi de prova na segunda?

Ela riu e mudou de posição, abrindo mais as pernas, descendo devagar num alongamento que fazia a legging esticar ainda mais na bunda.

— Fui muito bem. Melhor do que eu esperava.

— Tá vendo? Eu falei. Quem estuda, colhe.

O sorriso dela diminuiu quando olhou pro Zé Maria e lembrou da confusão da semana.

— Eu soube da sacanagem do seu Alberto. Botou o senhor só de noite, proibiu funcionário e diarista no elevador social e agora quer impedir vocês de conversar com morador.

— E ainda acha pouco — disse Zé Maria. — O homem está caçando motivo pra advertir a gente.

— Ele também multou o Rogério e a Jéssica separadamente porque os dois chegaram depois das 22h usando o elevador social. Aparentemente, tem uma regra de 1989 dizendo que morador não pode usar elevador depois das 22h sem motivo urgente, porque naquela época o barulho incomodava os apartamentos perto do poço. Só que os elevadores foram trocados faz décadas.

O Zé Maria soltou um assobio curto.

— Essa eu nem lembrava que existia.

— Ninguém lembrava. Ele lembrou agora porque quis atingir o Rogério. Multou o Carlos ontem de noite porque recebeu duas visitas no apartamento depois das 22h30 numa segunda. Tem uma regra antiga proibindo “reunião social em dia útil após as 22h”, feita numa época em que o povo arrastava cadeira de ferro e ligava som enorme. O Carlos disse que estavam apenas conversando baixo dentro de casa.

Eu cocei o queixo, já ficando irritado.

— E a dona Odete?

— Multada hoje de tarde porque estendeu uma toalha na varanda. Tem uma regra de 1991 quando o prédio queria parecer chique em fotografia de anúncio. Um vizinho fotografou e mandou pra administração.

— Quem foi o filho da puta?

— Ela ainda não sabe. A dona Letícia levou advertência ontem de noite porque recebeu uma encomenda de ração depois do horário permitido para entregas. A regra fala em entrega de móveis e eletrodomésticos depois das 20h, mas o síndico resolveu dizer que servia pra qualquer pacote grande. A dona Tatiana tomou multa porque fixou um aviso impresso no mural por algumas horas sem autorização prévia, com base numa norma de quando o mural era usado pra anúncio de bingo e excursão. Ela só estava chamando moradores pra discutir as contas do condomínio.

O Zé Maria olhou pra mim e eu olhei pra ele. Aquilo já não tinha mais cara de mau humor. O seu Alberto estava usando o regimento como arma contra todo mundo que ele não gostava.

A Lisandra ficou de pé, esticando os braços acima da cabeça. O top subiu mais um pouco, deixando a barriga toda exposta.

— Isso aí vai dar confusão grande — murmurei.

— Já deu, seu Geraldo. E o senhor precisa falar com o Rogério e com a Tatiana. Talvez até com o vampirão do Lucério.

Eu dei uma risada sem graça e balancei a cabeça.

— Eu? Mulher, esses três já têm problema demais. Nenhum deles vai parar pra resolver problema de porteiro e zelador.

A Lisandra baixou o pé do banco e virou toda pra mim, séria.

— O Rogério vai se importar porque ele sempre se importa. Ele nunca tratou nenhum funcionário como se fosse inferior. Quando alguma coisa quebra, é o primeiro a perguntar se atrapalhou o trabalho de vocês. Quando a administração aperta alguém injustamente, ele compra briga.

— O Rogério é bom homem, disso eu não duvido.

— A Tatiana vai se importar porque ela odeia abuso e a Jéssica me contou que ela é muito interessada em mudar o condomínio. Se o síndico está usando perseguindo gente, ela vai querer transformar isso em guerra. E, sobre o Lucério... Tá, ele não se importa com ninguém. Talvez nem com a própria sombra mesmo. Mas ele sempre dá bom dia. Trata vocês com educação, mesmo parecendo um robô. Pergunta como cada funcionário está. O senhor já reparou? Aquilo é muito mais consideração do que ele oferece pra quase todo o resto da humanidade.

Depois de falar aquilo, ela voltou ao alongamento, girando o tronco, os seios pequenos marcando o movimento do top. O Zé Maria deu uma risadinha apesar do clima ruim.

— Pior que ela tem razão. Comigo, ele lembra até do meu aniversário ou do que eu comentei seis meses atrás. Tem horas que dá medo porque parece que ele tá me vigiando. Mas com quase todos os moradores, ele passa reto como se a pessoa fosse parede.

— E se ele gosta que as coisas continuem como estão, ele vai ajudar — continuou Lisandra. — O síndico tá mudando as regras e, você sabe, vampiros odeiam mudanças.

A gente deu uma risada sincera. Esse apelido tinha sido dado pela dona Jéssica na época do Carnaval e pegou. Era melhor que robôzão.

Encostei a mão no balcão. A garota tinha razão, mas parecia arriscado demais pra funcionários como eu e o Zé Maria meter a cabeça numa guerra de morador rico. Se desse errado, quem perdia o emprego era a gente. Seu Alberto podia ser um desgraçado, mas era o síndico. E ainda tinha a caneta na mão.

— Vou pensar, Lisandra — falei. — Não prometo nada. Eu tenho 62 anos e ainda preciso desse emprego.

Ela chegou mais perto do balcão, agora com um jeito menos bravo.

— Eu sei. Só não quero ver o senhor e o Zé aceitando tudo até ele achar que pode fazer qualquer coisa. Vocês não fizeram nada pra merecer isso.

— Obrigado, garota — disse Zé Maria. — De verdade.

Ela sorriu pra ele e voltou a se alongar, como se tivesse lembrado que ainda ia correr.

— Você falou com o Rogério e a Lorena que agora está proibida de usar o elevador social? — perguntei.

— Ainda não. Eles estavam muito focados nesta partida. Na sexta, quando tudo se acalmar, eu falo com eles.

Notei que ela também estava se segurando pra não fazer besteira. Ela tentou deixar a conversa mais leve.

— Na terça, fiz o que o senhor recomendou. Fui lá na empresa do Rogério na hora do almoço, falar com o Vinícius.

— E aí? Deu tudo certo?

Ela parou um segundo, fez um alongamento mais lento, como se escolhesse as palavras.

— Eu vi coisas. Coisas que não podem ser desvistas.

— Vish...

— Mas deu tudo certo — completou. — Eu e o Vinícius vamos ao cinema na sexta. E amanhã ele vem pra partida de futebol do Rogério contra o time do Enéias.

— Óia só — falei. — Então, rendeu.

Ela voltou a se mexer, agora esticando os braços acima da cabeça, o top subindo um pouquinho mais do que devia.

— Só que o Rogério ainda não fechou os 11 jogadores — comentou. — O Miguel ia, mas tem plantão amanhã.

— Mas e você, a dona Lorena, a dona Jéssica e todas as mulheres que iam jogar no time dele? — perguntei.

— Todo mundo reserva — bufou Lisandra, frustrada. — Ninguém é perfeito e o Rogério teve um “leve” acesso de machismo em querer um time titular 100% masculino. Como se eu tivesse menos fôlego que o seu Roberto.

— O seu Rogério sabe que o Enéias chamou o Amarildo e o Gilmar da Torre-B?

Ela olhou pra mim como se eu tivesse dito nomes que não existiam cinco segundos antes.

— Os dois são ex-jogadores profissionais. O Amarildo nos anos 2000 era famoso. Chegou a jogar a Série B por um time do interior paulista. Zagueiro carniceiro. Sempre escolhia a canela em vez da bola. E, pra ele, pescoço pra baixo é canela.

Ela arregalou os olhos e soltou uma risada nervosa.

— Misericórdia, seu Geraldo! Como o Rogério vai sair inteiro dessa?

— Eu acho que sair inteiro é mais importante que perder de pouco nessa altura...

— Pelo que a Lisandra disse, o seu Rogério pratica luta há anos — disse Zé Maria. — Se o zagueiro derrubar ele, pelo menos sabe cair.

— Isso vale no gramado? — perguntou Lisandra.

— Espero que sim, pelo bem das canelas dele — respondi.

Ela fez uma careta, daquele jeito meio dramático, meio engraçado.

Foi quando o elevador abriu e a portaria mudou de energia. Saíram de lá Jonas, Lorena e Carolina, já vestidos pra corrida.

A Lorena estava de top justo e legging colada. Era uma morena linda, de barriga chapada, cintura marcada e coxas torneadas. A bunda dela não era das maiores do prédio, mas era redonda, firme e levantada, dessas que chamam atenção no movimento. Os seios médios ficavam seguros no top, marcados na medida certa. O cabelo escuro preso deixava o rosto bonito e as covinhas apareciam quando ela sorria.

A Carolina tinha um corpo mais cheio. A legging apertava uma bunda menor, gostosa, balançando conforme ela andava, e as coxas acompanhavam bem. Só que o que prendia mais o olhar eram os seios grandes dentro do top, apertados e pesados, chamando atenção sem a mulher precisar fazer nada além de respirar.

Por fim, vinha o Jonas por último, meio deslocado, já suando antes mesmo de correr. O homem parecia estar indo cumprir pena.

— Boa noite, seu Geraldo — disse Lorena, animada.

A Lisandra apontou pra Lorena.

— Ela me convidou pra dar uma corridinha noturna na praça. Diz que lá é seguro, ventilado e refrescante.

O Jonas fez um barulho estranho, algo entre um suspiro e um gemido.

— Ele não parece convencido — comentei.

A Carolina riu.

— O Jonas tem ajudado muito eu e a Lorena nas últimas semanas. Aniversário, clube do livro, sugestões de bons filmes e peças... Então, a gente resolveu retribuir. Ajudar ele a deixar de ser sedentário, perder a barriguinha de chope, antes que fique como... como...

— Como a minha barrigona — sugeri, rindo.

Mas ela estava certa. Pra mim, a batalha já era muito mais difícil. A minha barriga vinha de décadas de cerveja, coxinha e vida parada atrás de balcão. O Carlos estava no caminho de voltar a ficar bem, diminuindo a barriga com treino e disciplina. O Jonas ainda tinha salvação fácil. Não era gordo, mas a barriguinha e a falta de fôlego já estavam avisando que ele precisava correr antes que o corpo cobrasse juros.

A Lorena cruzou os braços, apertando ainda mais o top.

— E ele nos prometeu — enfatizou como uma sentença. — Disse que topava tudo que a gente sugerisse durante a semana.

O Jonas forçou um sorriso, olhando pra mim e pra Lisandra.

— Tô animado, sim — disse, claramente mentindo.

— Anima mais — provocou Carolina. — Vão ser só algumas voltas.

— E promete pelo menos se esforçar — completou Lorena. — Quero que você prometa que vai dar o seu melhor pra correr no nosso ritmo sem desistir enquanto sobrar forças.

Bem dramática a Lorena. Ela tinha aquele jeito de falar firme, olhando pra pessoa como se já tivesse decidido por ela. O Jonas respirou fundo, com sofrimento estampado no rosto, mas sorrindo.

— Prometo.

— Então bora — disse Lorena, puxando a Lisandra.

Os quatro saíram do prédio, rindo e conversando. Fiquei ali, vendo as três bundas se afastando na noite: a da Lorena, firme e empinada; a da Carolina, pequena, justa e balançando gostoso; e a da Lisandra, aquela raba grande e linda, rebolando dentro da legging e chamando toda a atenção. Conhecendo a Lisandra, na próxima, ela vai amarrar uma camisa na cintura pra esconder a raba.

O Zé Maria ficou quieto depois que elas saíram. Eu sabia que ele também estava remoendo o que a Lisandra tinha falado. Seu Alberto estava apertando demais a corda, mas conversar com morador poderoso sobre aquilo podia custar o nosso emprego. Fiquei olhando a porta por alguns instantes, até que a minha cabeça saiu do síndico e foi parar na Lisandra.

Ela tinha dito, semanas antes, que desde a nossa transa não tinha trepado com mais ninguém. Eu quase não acreditei. Uma loira gostosa daquele tamanho, com aquela raba divina, passar meses sem homem depois de mim era coisa que deixava qualquer velho safado se achando.

Tinha acontecido havia meses, mas eu lembrava como se tivesse sido na noite anterior. Foi meses atrás e essa história merece ser recontada, agora por mim:

Era o começo da noite de uma sexta. Eu estava na portaria, sentado no meu canto, conferindo umas encomendas e tentando convencer a cafeteira velha a funcionar sem chiar feito chaleira do inferno. O Zé Maria tinha subido pra ver uma lâmpada no corredor da Torre B, e eu fiquei sozinho, olhando o entra e sai dos moradores.

Foi quando o interfone tocou.

— Portaria.

— Seu Geraldo? É a Lisandra. O senhor pode subir aqui no apartamento do Rogério e da Jéssica? A pia da cozinha começou a vazar. Tá pingando dentro do armário.

A voz dela veio baixinha, meio apressada. Como se ela não quisesse acordar alguém.

— Posso sim, minha linda. A dona Jéssica tá aí?

— Não. Saiu pra academia com as amigas. O Rogério tá dormindo. Chegou moído, deitou dizendo que ia descansar dez minutos e apagou feito pedra. Eu quase fui chamar ele, mas fiquei com dó.

— Deixe o homem dormir. Já tô subindo.

Peguei a minha maleta de ferramentas, tranquei a gaveta e avisei o Astolfo pelo rádio que eu ia subir rapidinho. Assim que ele veio me cobrir, fui em direção aos elevadores. Quando cheguei no andar, ia bater de leve, mas a Lisandra já tinha deixado a porta aberta.

A moça era bonita de um jeito até covarde. Alta, branquinha feito leite, com sardinhas finas no rosto e no colo, cabelo loiro claro preso meio de qualquer jeito, deixando uns fios soltos perto do rosto. Os olhos dela eram grandes, meio verdes, meio cinzas, e a boca tinha um jeito de rir antes dela falar. O corpo era estreito em cima, com cintura marcada, barriga firme, pernas longas e uma bunda cheia que parecia brigar com qualquer vestido apertado.

Ela estava com um vestido azul, simples, de ficar trabalhando em casa. O tecido era leve e marcava a cintura. Os seios dela eram médios, naturais, com uma queda bonita por baixo do pano. O perigo mesmo era a parte de baixo. O vestido batia na metade das coxas, e quando ela se mexia dava pra ver que aquela bunda branca, redonda e alta tinha volume de sobra. Eu já tinha visto aquela bunda em roupa justa algumas vezes pelo prédio, e toda vez meu juízo voltava mais fraco.

— Desculpa incomodar, seu Geraldo — disse ela, abrindo espaço pra eu entrar. — Eu tava limpando aqui e vi a água juntando.

— Incomoda nada. Pra isso que a gente serve.

O apartamento estava silencioso. A Lisandra apontou pra cozinha, e eu fui direto. A pia pingava dentro do armário, pouca coisa, mas o bastante pra virar dor de cabeça se deixasse.

Me abaixei, enfiei metade do corpo debaixo da pia e comecei a mexer. A camisa do meu uniforme abriu nos dois primeiros botões, mostrando aquele tufo de pelo grisalho no peito. A minha barriga, que nunca foi pequena, reclamou da posição. Porteiro velho agachado embaixo de pia é uma cena que não deve ser das mais excitantes pras madames. Ainda bem que a Lisandra não era uma...

— É grave? — perguntou ela.

— Grave, não. Chato. Essa rosca aqui tá frouxa e a borracha tá precisando de troca.

— Ainda bem. Eu já tava imaginando a cozinha alagada e a Jéssica chegando com aquela cara de “Lisandra, o que aconteceu aqui?”

— A dona Jéssica tem cara de brava, mas é coração bom.

— Sim, mas eu não estou podendo atrair a raiva dela ultimamente...

— Ninguém mandou você dar uns beijos na boca do marido dela no carnaval.

— Você também beijou a dona Jéssica que eu vi, seu safadão.

Tinha que rir do “safadão” e continuei mexendo. Apertei daqui, afrouxei dali, passei veda-rosca. A Lisandra ficou encostada no balcão, conversando comigo enquanto organizava umas coisas. O vestido azul subia um pouco quando ela esticava o braço, e eu fazia força pra olhar só pro cano. Eu podia ter juízo, mas juízo também se cansa.

— Pronto, minha jovem — falei, levantando devagar e limpando as mãos num pano. — Agora não vaza mais nada. Era só apertar essa rosca aqui.

— Ai, seu Geraldo, ainda bem que o senhor veio. Eu já tava quase acordando o Rogério, mas o coitado tá no décimo sono.

— O moço Rogério é forte, mas isso aqui era questão de jeito. Tem coisa que se resolve na paciência.

— O senhor tem mão boa pra essas coisas, hein?

Estufei um pouco o peito, besta como sou.

— Experiência, minha jovem. Um homem como eu já pegou muita pia difícil por aí.

A gente riu um pouco. Só que nessa hora meu corpo resolveu me trair. A Lisandra estava perto, cheirosa, com aquele vestido azul, aquela pele clarinha, aquela bunda parecendo chamar problema. Senti o pau endurecendo dentro da calça. Tentei virar um pouco de lado, ajeitar o pano na frente, fingir que estava conferindo a torneira.

Mas a Lisandra não era besta. Ela percebeu, levantou a sobrancelha e fez uma cara de quem tinha entendido tudo.

— Seu Geraldo...

— Foi mal, minha jovem. Isso aqui é coisa de velho sem vergonha. A cabeça manda respeitar, mas o resto do corpo não sabe ler aviso.

Ela soltou uma risada, tapando a boca pra não fazer barulho.

— O senhor é uma figura.

Eu devia ter ido embora naquele instante. Serviço feito, ferramenta guardada, vergonha ainda mais ou menos inteira. Só que a Lisandra se virou pra mexer no armário de baixo e ficou de quatro no chão da cozinha, procurando algum produto lá no fundo. O vestido subiu mais, mostrando as coxas compridas e a calcinha por baixo. Ela remexeu no armário, demorou mais do que precisava e deu uma reboladinha leve.

— Nossa... — disse ela, com voz de quem estava fingindo inocência muito mal. — Espera um pouco que tá difícil aqui.

Eu parei no meio da cozinha com a maleta de ferramentas na mão. O pau deu um pulo dentro da calça.

— Lisandra, pelo amor de Deus, não brinca com um velho desse jeito.

Ela olhou por cima do ombro, rindo.

— Eu não tô brincando. Tô procurando produto de limpeza.

— De quatro desse jeito?

— Ué. Quer que eu procure plantando bananeira?

Aquilo acabou comigo. Larguei a maleta no chão e dei um passo pra perto.

— Minha loira, vou lhe falar uma coisa com todo respeito.

Ela se virou mais um pouco, ainda de quatro.

— Lá vem.

— Faz tempo que eu olho pra você e penso besteira. Essas pernas, essa bunda, esse jeitinho de santa que não engana ninguém... Eu sou velho e feio, mas ainda sou homem.

A Lisandra riu baixo e se sentou sobre os calcanhares. O vestido caiu um pouco sobre as coxas.

— Nós somos amigos, seu cretino! Você me contou sobre todas as condôminas e diaristas que comeu! Eu pensei que fosse café com leite!

— Eu nunca disse que você era café com leite, minha loira.

— Eu pensei que fosse sua amiga.

— E você dá para inimigo? Porque eu não como inimiga.

— E desde quando amigos transam?

— Amigo também tem pau, minha linda. E eu nunca disse que era santo.

— O senhor sabe que isso é uma péssima ideia, né?

— Sei. Mas tem péssima ideia que dá uma lembrança boa.

Ela me olhou por uns instantes.

— Seu Geraldo, eu gosto do senhor. Mas não viaja.

— Eu sei que estou pedindo demais.

— Sim. É pedir demais. Eu não vou dar pro senhor e ficar conhecida pelos zeladores, diaristas e porteiros como a diarista vadia só porque a pia vazou e o senhor ficou de pau duro. A minha imagem já tá queimada porque o Cleber contou pra diarista dele que eu transei com a Odete e por causa do meu acesso na festa de carnaval.

A palavra “não” bateu em mim feito porta de elevador no ombro. Eu fiquei ali, parado, com a cara de um condenado, e senti o pouco orgulho que eu tinha escorrer pelo ralo junto com a água da pia.

Foi aí que eu fiz a coisa mais baixa, sincera e ridícula dos últimos anos. Juntei as mãos e me ajoelhei no chão da cozinha dos outros.

— Lisandra, pelo amor de Deus.

Ela arregalou os olhos.

— Seu Geraldo, o senhor tá de joelhos?

— Tô. Deixa eu te comer. Eu juro por tudo que há de mais sagrado que vai ser um segredo eterno.

Ela começou a rir baixinho, com mais vergonha alheia de mim do que vontade de dar sermão.

— Meu Deus do céu... O senhor tá se humilhando de verdade.

— Mas o piso tá limpinho, graças ao seu trabalho.

— Não tenta me ganhar no elogio.

— Não é elogio, é desespero. Eu sei que você pode dizer não e mandar eu descer. Eu desço. Mas antes eu tinha que tentar.

Ela me olhou, respirou fundo e passou a mão no cabelo loiro, como quem estava se perguntando como as coisas chegaram nesse ponto.

— O senhor sabe que, se eu topar, vai ser por pena dessa cena vexatória, né?

— Sei.

— Isso não te brocha não? As mulheres terem pena de você?

— Eu nunca fui um Rogério ou Enéias, minha jovem. Eu sempre soube que quase todas só me olham por carência ou pena.

Ela suspirou.

— E realmente faz um bom tempo que eu não tenho uma foda boa...

Meu coração quase saiu pela camisa.

— Minha loira...

— Cala a boca. Eu ainda tô pensando.

Ela olhou pra porta do corredor, depois pra porta fechada do quarto de Rogério. A casa continuava silenciosa.

— As moradoras falam que o senhor aguenta mais que muito homem novo.

— Elas falam isso?

— Todas elas falam isso. A tua propaganda é grande no boca a boca das 50+. Não se anime demais. Vai ser difícil você conseguir me fazer gozar enquanto eu lembrar desse ridículo do senhor implorando ajoelhado.

Ela ficou em silêncio e eu que não falei nada pra não falar besteira.

— Vou aceitar por pena, por amizade e porque eu tô na seca. Se o senhor for metade do que elas dizem, ainda vai ser duas vezes melhor que o Cleber.

— Minha loira, eu aceito essa responsabilidade.

— Sem discurso. Eu não quero que ninguém saiba. Principalmente o Rogério e a Jéssica. Não quero que eles pensem que eu sou uma vadia...

— Eu comento na frente do Rogério e da Jéssica que você é moça séria, que não dá trela para ninguém.

— Eu...

— Vai ser o nosso segredo! Eu juro! Ninguém vai saber. Nem o Zé Maria. Nem a minha sombra.

— Velho safado, eu sabia que você gostava de contar vantagem pro Zé.

A Lisandra respirou fundo, deu outra olhada no corredor e voltou a ficar de quatro, empinando a bunda de propósito. A calcinha desenhava bem por baixo do vestido azul.

— Vem. E usa camisinha.

— Sempre.

Eu me aproximei devagar, ainda de joelhos. Levantei a barra do vestido dela até a cintura, com cuidado, e vi aquela calcinha de renda vermelha, enfiada de um jeito que valorizava ainda mais a bunda dela. A bunda da Lisandra era uma covardia. Branca, cheia, redonda, com aquela curva alta e macia. As pernas longas davam mais vontade ainda de segurar.

— Ave Maria...

— Não invoca santa agora, seu Geraldo.

— Desculpa. Força do hábito.

Ela riu, mas o riso saiu mais baixo quando eu passei a mão na bunda dela. Dei um carinho primeiro, depois um tapa leve. A pele marcou um pouco.

— Ei! Não se empolga achando que virou dono.

Passei os dedos pela lateral da calcinha e ela levantou um pouco mais a bunda, deixando. Desci a peça até os joelhos. A buceta dela apareceu entre as pernas, carnuda e rosada, com os pelos loiros aparados em cima. Os lábios externos eram cheios, macios, do jeito que combinava com aquela bunda branca e redonda. Os internos apareciam pouco, num tom rosado quente, e aquilo fez minha boca secar.

— Posso chupar?

Ela olhou pra trás, o rosto vermelho de vergonha e tesão.

— Pode. Mas sem fazer barulho.

Abaixei a cabeça e comecei pela buceta. Lambi devagar, de baixo pra cima, sentindo ela tremer de leve. A Lisandra apoiou os cotovelos no chão e mordeu o próprio braço pra abafar um gemido. A buceta dela foi ficando molhada rápido, quente na minha boca, com um gosto que me deu vontade de ficar ali até o dia da minha aposentadoria.

— Seu Geraldo... — murmurou ela. — Caralho...

— Tá gostando da língua do velho?

Segurei a bunda dela com as duas mãos, abrindo as nádegas só o bastante pra encaixar melhor meu rosto. A bunda da Lisandra era cheia, com carne de verdade, redonda em cima e macia quando eu apertava. O vestido azul estava embolado na cintura, a calcinha vermelha presa nos joelhos, e as pernas longas dela ficavam afastadas no piso como se ela soubesse exatamente o estrago que estava fazendo na minha cabeça. Ela tinha experiência. Dava pra sentir no jeito de empinar, de respirar baixo, de mexer a bunda na hora certa sem parecer afobada.

Depois brinquei com a bunda dela. Passei a língua no cuzinho, só provocando. O cuzinho da Lisandra era apertado, rosadinho, bonito demais pra um homem da minha idade olhar sem perder o juízo. Ela deu um pulinho e olhou pra trás, assustada e rindo de nervoso.

— Ei...

— Só brincando.

— Só brincando mesmo. Meter é só na buceta!

— Mas lamber e brincar pode?

— Sim...

Passei a língua de novo, mais de leve, e ela rebolou sem perceber. Meti um dedo molhado na buceta dela e usei o polegar pra brincar no cuzinho, só por fora, massageando devagar. Ela fechou os olhos e soltou um gemido baixo, com a cara quase colada no chão. A pele clara dela ficou arrepiada nas coxas, e eu senti a buceta apertar o dedo que estava nele de um jeito que me deixou besta. Aquela loira tinha cara de atriz de Hollywood, mas sabia usar o corpo com maldade.

Dei um tapa na bunda dela, leve no começo. A pele branca marcou um pouco. Ela gemeu baixinho, e aquilo me deixou doido. Passei a língua mais firme no grelo, chupando com cuidado, enquanto o dedo entrava e saía da buceta molhada. A Lisandra começou a mexer a bunda contra a minha mão, sem pressa, como quem estava tomando conta da própria safadeza. Ela sabia a hora de apertar as pernas, quando relaxar, quando empinar mais pra me deixar com a boca cheia dela.

Abri a minha calça, tirei o pau pra fora, duro feito cabo de enxada, grosso, cabeçudo, pentelhudo, com meus pelos grisalhos em volta. A Lisandra olhou por cima do ombro e arregalou os olhos.

— Misericórdia, seu Geraldo... O senhor esconde isso aí no uniforme?

— Com dificuldade.

— E ainda veio pedir de joelhos feito coitado?

— Coitado de pau duro também sofre.

Ela riu, mas o riso ficou preso quando peguei a camisinha da carteira e coloquei com uma pressa atrapalhada. O pau pulsava na minha mão, e eu tive que respirar fundo pra não fazer besteira de ansiedade.

— Tá nervoso? — perguntou ela.

— Claro. Uma mulher como você me dar uma chance é uma em um milhão.

— Com esse pau aí, talvez uma em dez mil...

Encostei o pau na buceta molhada dela. Segurei a cintura com as duas mãos e fui entrando devagar. A Lisandra prendeu o ar. A buceta dela era apertada, daquelas que pareciam abraçar a cabeça do pau e prender o homem ali. Entrei aos poucos, dando tempo pra ela acostumar. A bunda dela tremia de leve, e eu via os músculos das coxas se firmando no piso.

— Ai... calma.

Parei na hora.

— É maior que a do meu ex. Vai devagar.

— Fica tranquila.

Ela respirou fundo, mexeu a bunda um pouco pra trás e me recebeu mais. Entrei mais. Ela gemeu baixo, apertando os dedos no piso. A buceta dela cedeu devagar e logo voltou a apertar, quente em volta da camisinha, me fazendo suar antes mesmo de começar direito.

— Isso... Assim.

Quando entrei até o fim, fiquei parado pra ela se acostumar com a grossura nova. A minha barriga encostava nas costas dela, e eu sentia aquela bunda cheia encaixada no meu pau. A buceta dela piscava em volta da camisinha, apertando de um jeito que quase me fez perder a vergonha. A Lisandra respirava pela boca, com o cabelo loiro caindo de lado e mexia a bunda em círculos pequenos, testando o tamanho do meu pau dentro dela como quem conhecia bem o próprio corpo.

— Vai — disse ela.

Comecei devagar. Um vai e vem curto, gostoso, sentindo a buceta apertadinha se acostumar comigo. A Lisandra ainda estava de quatro, o vestido azul levantado, a calcinha presa nos joelhos, o cabelo loiro caindo de lado. Era uma cena que eu sabia que ia lembrar por anos. O som começou baixo, só respiração e pele batendo de leve. Depois foi ficando mais molhado, mais forte, mais difícil de disfarçar.

— Você nem imagina quantas vezes eu bati punheta pensando nessa bunda — falei, baixinho.

— Safado! Eu sabia que o senhor me olhava.

— Olhava com respeito.

— Respeito batendo punheta pra mim?

— É o respeito mais sincero que existe.

Ela riu e o riso virou gemido quando aumentei o ritmo. A cada estocada, a bunda dela batia contra mim com um barulho gostoso. Dei outro tapa, um pouco mais firme, e ela soltou um “ai” abafado. A pele clara marcou na minha mão e eu precisei me controlar pra não me perder de vez. A Lisandra empinou mais, apoiada nos cotovelos, e começou a me ajudar no ritmo. Ela ia pra frente quando eu saía e voltava na minha direção quando eu metia, fazendo o pau entrar mais fundo.

— Tá gostando que eu sei.

— Não se empolga muito.

Ela empinou mais, e eu meti mais fundo. A cozinha parecia pequena demais pra tanta safadeza. O piso incomodava os meus joelhos, a minha camisa estava aberta o meu peito já começava a suar. Segurei a bunda dela com as duas mãos, abrindo um pouco só pra ver o meu pau entrando naquela buceta loira e apertada. A Lisandra percebeu e mexeu a bunda de propósito, devagar, deixando eu ver a camisinha sumindo entre os lábios rosados dela.

— Essa buceta é um sonho, minha loira.

— Não começa com lorota.

Meti mais forte, tomando cuidado pra não machucar, mas com vontade. A Lisandra gemia baixo, às vezes soltando palavrão entre os dentes. Eu sentia as pernas dela tremendo um pouco. O barulho dos nossos corpos se chocando começou a ficar mais alto e ela olhou pro corredor.

— Mais baixo, seu velho doido.

— Quem tá fazendo barulho é essa sua bunda.

— Então bate menos nela.

Dei outro tapa, de propósito mais leve.

— Assim?

— Continua.

Passei uma mão pela cintura fina dela e levei os dedos até a frente, procurando o grelo. Massageei enquanto metia. Lisandra perdeu a pose na hora. A cabeça dela baixou, e a bunda ficou mais empinada. Ela começou a rebolar contra mim, apertando o meu pau por dentro. A experiência dela apareceu de novo. Ela fechava a buceta no momento em que eu entrava fundo, prendia por um instante e soltava quando eu puxava. Aquilo me arrancava o ar do peito. Eu já tinha comido mulher safada naquele prédio, mas a Lisandra sabia brincar com o pau de um jeito quase maldoso.

— Porra... — sussurrou. — Isso.

— Goza, minha loira. Goza no pau do velho.

Ela reclamou, mas gozou. O corpo dela tremeu, a buceta apertou o meu pau com força, e ela abafou o gemido no próprio braço. Eu continuei devagar enquanto ela se tremia toda. A bunda dela deu umas contrações curtas contra a minha barriga, e as pernas longas falharam por um instante. Fiquei metendo curto, só mantendo o pau dentro, deixando ela aproveitar aquele gozo sem perder o encaixe. A buceta dela ficou mais molhada, mais quente, e eu senti a camisinha escorregar melhor a cada movimento.

Quando senti que ela estava voltando, segurei a cintura dela e dei umas estocadas mais fundas. A Lisandra soltou o ar de uma vez, ainda mole do gozo, e mesmo assim rebolou pra trás. Aquela mulher tinha fogo. Eu comecei a meter de novo com mais força, agora numa surra de pau de verdade, daquelas que fazem o corpo bater no chão e a pessoa esquecer onde está. A bunda dela quicava contra mim, pesada na medida, e o vestido azul subia cada vez mais até mostrar a curva da cintura e um pedaço da barriga lisa.

— Caralho, Lisandra...

— Calma. Me vira.

— Pra quê?

— Quero ver sua cara de velho safado.

Ela se virou no chão da cozinha, deitou de barriga pra cima e abriu as pernas, ainda com o vestido levantado. Os seios médios dela marcavam o tecido, naturais, com uma queda suave, e a barriga lisa subia e descia depressa. A buceta molhada brilhava entre as coxas brancas, com os pelos loiros aparados bagunçados pelo meu rosto e pelo meu pau. Eu me ajeitei por cima dela, meti de novo devagar e beijei a boca dela. Foi um beijo meio atrapalhado, com ela puxando o meu rosto e eu tentando não apoiar todo o meu peso.

— É um sonho beijar a tua boca! — disse, enquanto entrelaçávamos as línguas.

— Você enfiou um dedo no meu cu e tá dizendo que tudo que queria era um beijo na boca, velho safado.

— Beijo na boca é mais íntimo — respondi. — Tem madame que prefere dar o cu pra mim e pra outro zelador ao mesmo tempo do que beijar a gente na boca.

— Pois você me pode me beijar quantas vezes quiser enquanto não gozar.

Ouvir aquilo foi gasolina em fogo. Não pensei duas vezes, enfiei a minha língua entre seus lábios e voltei a beijar sua boca quente e molhada, sentindo sua língua entrelaçando na minha. Um mordia os lábios do outro. Estávamos entregues à luxúria.

Tentei me segurar nos braços, mas homem velho e barrigudo tem limite. Em algum momento, a minha barriga encostou nela, o meu peito suado grudou no vestido, e a Lisandra arregalou os olhos.

— Seu Geraldo... Sai de cima!

— Machuquei?

— Não, mas o senhor é pesado demais! Vai me esmagar igual pastel na chapa!

Quase gozei de tanto rir. Tentei segurar a risada, mas ela também começou a rir, baixinho, com medo de acordar o Rogério.

— Eu avisei que eu era um velho barrigudo.

— Senta ali. Encosta no armário.

Saí de cima dela com dificuldade, meio sem jeito, quase enroscando a calça nos tornozelos. Sentei no chão, de costas pro armário, com o pau duro apontado pra cima, ainda encapado e melado dela. A Lisandra ficou de pé por um instante, ajeitou o cabelo bagunçado, olhou pra mim com uma cara safada e veio por cima.

Ela segurou meu pau pela base, roçou a cabeça na buceta e desceu devagar. Eu gemi sem conseguir evitar. A buceta apertadinha dela foi engolindo o meu pau aos poucos, cm por cm, até ela sentar quase inteira em mim. A bunda dela encostou nas minhas coxas, e eu senti o calor dela me cercando por todos os lados. Ela ficou parada ali, respirando em cima de mim, fazendo um aperto interno que pareceu sugar meu pau.

Ela contraía a buceta em ondas pequenas, sem subir nem descer, só me prendendo lá dentro enquanto olhava minha cara de velho acabado.

— Puta que pariu...

— Shhh.

— Shhh é o caralho. Isso aqui é demais pra ficar calado.

Ela riu e começou a subir e descer. Primeiro devagar, se acostumando. Depois pegou ritmo e voltamos a nos beijar na boca. A bunda dela batia nas minhas coxas, os seios médios balançavam por baixo do vestido, e o cabelo loiro caía no rosto suado. Eu segurei a cintura dela, mas ela bateu na minha mão.

— Sem apertar demais. Minha vez de controlar.

— Desculpa.

— Pode bater na bunda.

— Aí você me mata.

Dei um tapa na bunda dela enquanto ela cavalgava. O estalo pareceu alto demais. Ela parou por meio segundo, olhou pro corredor e depois voltou a rebolar, mordendo o lábio pra não gemer alto. Então fez outro truque. Desceu até o fim, rebolou com o pau enterrado e esfregou a buceta em mim sem tirar quase nada pra fora. O grelo dela pegava na minha barriga baixa, a camisinha ficava presa no calor dela, e eu sentia cada contração. Aquilo me deixou maravilhado e com medo de gozar antes da hora.

— Te comer é mesmo um sonho, minha loira!

— Cretino! Eu sei que você diz isso para todas!

Ela rebolou mais forte, fazendo meu pau esfregar fundo na buceta.

— Mas você sabe que é especial. Da sua idade, nunca comi nenhuma. Da sua belezura de atriz de cinema, nunca pensei que teria chance.

— Come, mas não inventa, seu Geraldo.

— É sério, minha loira.

A camisinha estava toda molhada, e cada descida dela fazia um som safado. O suor escorria pelo meu peito, grudava na camisa aberta, e a minha respiração já estava falhando. A Lisandra se inclinou pra frente e me beijou de novo, com a bunda ainda subindo e descendo no meu pau. Eu segurei o rosto dela por um instante, depois desci a mão pra bunda e apertei.

— Vai gozar de novo?

— Talvez. Se o senhor parar de falar.

Ela aumentou o ritmo. O corpo dela ficou mais solto, mais quente. A buceta apertava o meu pau de novo e eu já estava lutando contra meu próprio gozo. A Lisandra cavalgava com maldade, subindo até quase me deixar sair e descendo de uma vez, sentando com a bunda pesada nas minhas coxas. Depois mudava o ritmo, girava a bunda, apertava a buceta e prendia o meu pau lá dentro. Fiquei agarrado ao armário atrás de mim, porque se agarrasse nela eu ia apertar demais.

O segundo gozo veio mais forte. A Lisandra travou em cima de mim, a barriga lisa encolheu e a buceta começou a pulsar em volta do pau. Ela enterrou o rosto no meu pescoço pra abafar o gemido, tremendo com as pernas abertas no meu colo. Eu senti a buceta dela molhar mais e apertar em ondas longas. A bunda dela ficou colada nas minhas coxas, e o pau, preso até o fundo, parecia que ia explodir. Ela gozava e ainda usava o gozo pra judiar do homem.

A Lisandra percebeu pela minha cara.

— Não goza ainda.

— Minha linda, você tá pulando no colo de um idoso de pau cheio. Assim complica.

— Aguenta.

Ela riu, saiu de cima de mim devagar e voltou a ficar de quatro, apoiada nos cotovelos, com a bunda empinada.

Entrei nela de novo por trás, mais fácil agora, com a buceta molhada, quente e acostumada. Meti até o fundo, e nós dois gememos ao mesmo tempo. Segurei a cintura dela e comecei forte. Eu era vontade, suor e força vendo aquela bunda branca recebendo as minhas estocadas. O barulho dos corpos se chocando ficou mais seco, mais rápido. A Lisandra apertava os braços no chão e empurrava a bunda contra mim.

— Assim... Você era tudo que elas diziam...

— Minha loira, por que não vira minha putinha que nem elas? Pode ter isso toda semana.

— Já disse que não sou vadia.

— Você não é uma vadia. É uma amiga muito querida. Mas eu quero que você sempre lembre desta tarde como um dia especial.

— Ah...

— O dia em que eu te transformei na minha putinha por uma hora.

Ela gemeu junto. Dei mais um tapa na bunda dela, depois passei o polegar no cuzinho de novo, só brincando por fora enquanto metia na buceta. Ela tremeu.

— Esse cuzinho ainda vai me matar.

— Só brinca. Hoje é só buceta.

— Só buceta. Palavra.

Continuei metendo. O meu pau pentelhudo entrava e saía daquela buceta apertadinha, a camisinha brilhando de tão molhada. Eu sentia o suor escorrer pela testa e pingar no chão. A Lisandra estava vermelha, suada, com o vestido todo amassado na cintura.

Ela mexia a bunda no meu ritmo, fazendo o pau entrar fundo, e eu dei uma surra de pica nela como velho que sabe que aquela chance não aparece duas vezes. Cada estocada fazia a bunda dela balançar, as coxas tremerem e a buceta me apertar como se quisesse arrancar meu último resto de juízo.

— Seu Geraldo... Se eu souber... Que alguém ficou sabendo... Arranco seu couro.

— Segredo nosso, minha putinha.

Ela gemeu mais alto. Eu tapei a boca dela com a mão por reflexo, sem apertar. Ela segurou meu pulso e assentiu, entendendo. Continuei metendo, agora quase no limite. A buceta dela apertava em ondas e a bunda batia contra mim a cada estocada. Eu via o cabelo loiro grudado no rosto dela, as costas finas tremendo sob o vestido, e aquela bunda clara marcada pelas minhas mãos. Meu joelho doía, minha respiração falhava, e ainda assim eu metia como se o mundo fosse acabar antes do Rogério acordar.

— Agora eu não aguento muito, não.

— Vai. Goza logo.

— Eu quero pedir música no Fantástico, minha jovem.

Três orgasmos dela.

— Tá quase também.

— Diz aquilo. Só uma vezinha. Por favor.

— Ah... Hoje, eu sou... Pode me contar entre elas...

Ela apertou meu pau com a buceta. Estava quase lá.

— Hoje, eu sou sua putinha, seu Geraldo...

Aquelas palavras me derrubaram. Dei mais umas estocadas fundas, segurando a cintura dela e senti o gozo subir. Apertei os dentes pra não urrar, mas falhei.

— Se prepara... Quase... Eu vou... Ah... VOU GOZAR!

Meti até o fundo e gozei dentro da camisinha, com o pau pulsando na buceta dela. Senti que ela gozou quase ao mesmo tempo. Senti as contrações quase ordenhando meu pau e o leitinho iria longe dentro dela se não fosse a camisinha. Era lindo quando isso acontecia. Ela ficou quietinha, respirando pesado, a bunda ainda encaixada em mim.

— Que gozada gostosa.

— Shhh. Quer acordar o prédio inteiro?

Fiquei parado uns segundos, tentando recuperar o fôlego. Depois saí com cuidado. A visão da buceta dela molhada e da bunda branca marcada de leve pelos meus tapas quase me fez querer começar tudo de novo. Mas eu já tinha abusado da sorte naquela noite.

— Nunca vou entender essa obsessão que alguns de vocês tem com esse lance de “minha putinha”... — comentou ela depois de recuperar o fôlego. — Vocês sabem que a gente só diz isso da boca pra fora, mas é impressionante como vocês se acendem só de dizermos isso.

Tirei a camisinha com cuidado, dei um nó e guardei num saquinho de ferramenta pra jogar fora depois, longe dali. A Lisandra se levantou primeiro, pegando a calcinha e a colocando de volta até parar no meio da coxa. Depois ajeitou o vestido azul e tentou recuperar a cara de pessoa séria. Não conseguiu.

Eu fiquei sentado no chão por um instante, ofegante, com a camisa aberta e a barriga aparecendo.

— Garota, você é danada, viu? — falei, passando a mão na barba.

Lisandra cruzou os braços e me olhou de cima.

— Eu sou danada? O senhor acabou de implorar de joelhos pra me comer no chão da cozinha da Jéssica.

— E fui atendido. A fé move montanhas.

— O senhor é louco, seu Geraldo.

— A vida é assim, minha jovem. A gente tem que agarrar as oportunidades que aparecem, senão outro vem e leva. E ó… Faz tempo que eu queria colocar uma calcinha sua na minha coleção.

— Ah é?

— Sim. Você é uma das mulheres mais lindas que já pisou neste prédio. Devia ser uma modelo, uma atriz! Atriz de Hollywood! É claro que eu ia querer a sua calcinha também.

Ela olhou pro chão, depois pra mim.

— A gente vai ter que limpar isso aqui direito.

— Eu ajudo.

— Vai ajudar mesmo. Não é só meter e ir embora, não.

— Sou homem de serviço completo.

Ela riu, mas logo apontou o dedo pra mim.

— É vou logo dizendo que essa calcinha não vai ser fácil assim não. Tá achando que o negócio é chegar comendo e já leva uma lembrancinha? No mínimo, tá me devendo um date!

— Um o quê? O que diabo é um date?

A Lisandra suspirou, impaciente.

— Um encontro, Seu Geraldo! Tipo sair pra jantar, conversar, flertar… Fazer aquele joguinho antes de qualquer coisa acontecer.

Franzi a testa.

— Mas que frescura é essa? Antigamente a gente resolvia no olhar. Se gostou, gostou, se não gostou, segue a vida.

Ela cruzou os braços.

— Pois é, mas agora a regra mudou, e o senhor me deve um. Primeiro a gente sai, depois vê se vale a pena, e aí, se rolar clima, quem sabe. Mas o senhor já pulou direto pra última parte, né? Então, se quiser a minha calcinha, vai ter que compensar. Próxima sexta, um jantar decente, num lugar bonito. Sem miséria!

Pensei um pouco. A calcinha da Lisandra na minha coleção valia o esforço. E, pra ser sincero, sair pra jantar com aquela garota era mil vezes mais um prêmio do que um castigo.

— Tá certo, danadinha. Sexta eu te levo num lugar chique, pode deixar.

— Um lugar bonito e caro. Sem pastel murcho com caldo de cana do seu Chico da esquina.

— Minha loira, eu sou porteiro. Meu conceito de lugar decente envolve cadeira de plástico que não balança. Você escolhe o lugar e nós vamos. Próxima sexta.

Ela sorriu, satisfeita. Então desceu a calcinha devagar, tirou pelos pés e me entregou. Era uma calcinha de renda vermelha, pequena e delicada. Peguei com cuidado, como quem recebe uma relíquia. Essa ia ter tratamento especial e lugar de destaque na coleção.

— Agora posso morrer feliz.

— Pode morrer depois de limpar o chão.

Dobrei a calcinha e guardei no bolso da camisa, perto do peito. Talvez fosse exagero, mas eu sou homem de sentimento quando o assunto é lembrança.

Ajudei Lisandra a passar pano no chão da cozinha, ajeitar o armário e conferir se a pia ainda estava seca. O vazamento, pelo menos, tinha sido resolvido. O resto do estrago era da nossa conta.

Quando peguei a minha maleta e fui até a porta, parei antes de sair. Olhei pra ela com mais seriedade.

— A gente ainda é amigo, né?

A Lisandra cruzou os braços, com o vestido azul ajeitado sem calcinha por baixo e o cabelo loiro meio bagunçado.

— Depende. Se eu souber que alguém mais ficou sabendo disso, nem olha mais na minha cara.

Fiz o gesto de zíper na boca.

— Túmulo. E pode deixar. Vou ir todo caprichado pro nosso date na sexta.

Ela abriu a porta, olhou o corredor e me deixou sair. Eu sai como se tivesse passado todo esse tempo lutando contra um vazamento horrível e saí de lá me sentindo o homem mais sortudo.

No elevador, eu sorri sozinho feito besta. A Lisandra tinha sido a mulher mais gostosa que eu já tinha comido na vida. Eu já tinha tido muita mulher bonita naquele prédio, muita cinquentona fogosa, muita casada carente e muita safada discreta, mas a Lisandra estava em outro patamar. Ela rivalizava com a dona Eliana e a dona Jéssica, as duas maiores gostosas da história do condomínio. E não que a linha foi baixa. As amigas delas da academia eram todas lindas de um jeito que os porteiros dos outros prédios do bairro comentavam que não tinha nenhuma perto de ser tão bonitona em seus condomínios. Aquilo ia ficar guardado na minha cabeça até eu virar pó.

Tudo bem que ela tinha me dado por pena e amizade. Eu relevava. Homem feliz aprende a aceitar a origem da bênção sem discutir com o santo. E, se ela estava sem uma foda boa fazia tempo, eu tinha prestado um serviço muito melhor do que os últimos dois ou três ex’s dela.

Desci até a portaria tentando ajeitar a camisa e fechar os botões. A minha barriga ainda estava suada e o meu pau já tinha sossegado. Cheguei na portaria todo serelepe. O Astolfo estava lá, mastigando alguma coisa.

— Resolveu lá? — perguntou Astolfo.

Fiz cara de cansado.

— Foi o pior vazamento do ano. Se o seu Rogério não tivesse chamado, ia alagar a cozinha toda.

O Astolfo acreditou porque tinha visto a dona Jéssica sair. Sentei na cadeira e voltei ao meu trabalho de sempre.

Pra mim, naquela sexta, aquilo já era mais que medalha. Na semana seguinte, eu levei a Lisandra em uma pizzaria chique pro tal do “date”. Foi bem salgado, mas nos divertimos muito mais do que esperávamos. E ainda ganhei um último beijo na boca dela de despedida (esse date foi narrado na parte 1 da minha série).

Mas isso foi há meses atrás. Foram bons tempos, tempos quase gloriosos pra mim. Em uma semana, comi a Lisandra, a Carolina e a Andréia, participei de um ménage, comi a bunda mais desejada do bairro e ainda vi duas gostosas colando velcro.

Agora, preciso voltar pra parte triste de como anda minha vida no trabalho.

Na quinta-feira, o prédio estava agitado por causa da partida entre o time do Rogério e o time do Enéias. Perto das 19h30, começaram a passar moradores das Torres A e B em direção à praça.

Era a grande sensação do mês porque todo mundo conhecia o Rogério e muitos não gostavam do jeito certinho dele nas reuniões de condomínio, sempre intervindo. Todo mundo conhecia o Enéias, carisma puro e rei da resenha. Tinham moradores que só faltavam dizer “Venha na minha casa e coma a minha esposa” pra ele. Todos sabiam que o rei da diversão e o (suposto) chato que estendia as assembleias se odiavam desde sempre. Era constrangedor que alguns caras estivessem torcendo pro Enéias humilhar o Rogério e roubar a Jéssica dele ao final da partida, como se a dona Jéssica não tivesse direito de escolher e fosse só um troféu.

Eles iam passando. Uns levavam cadeira dobrável, outros iam de roupa esportiva, conversando sobre quem iam torcer e apostando. Ninguém parou na portaria. Era só aquele movimento constante de gente indo ver o jogo que tinha virado assunto do condomínio inteiro.

Eu fiquei atrás do balcão, acompanhando a saída do pessoal, enquanto o Zé Maria permanecia perto da entrada, com a mesma vontade que eu de largar tudo e ir junto.

— Eu queria estar lá, Zé. Torcer pelo Rogério e ver o Enéias perder.

— Eu também. Mas o seu Alberto deixou claro que não quer ver um funcionário sequer lá.

— A Lisandra estava certa. Isso ainda vai dar merda.

Fiquei olhando a porta de vidro, ouvindo o barulho distante da praça aumentar conforme a partida se aproximava. Depois de tantos anos naquele condomínio, eu estava proibido até de ir ali perto torcer pelo morador que sempre me tratou como um amigo.

— Mais cedo ou mais tarde, eu vou ter que falar com o Rogério, com a Tatiana e até com aquele esquisitão do Lucério — murmurei.

— Melhor falar antes que o seu Alberto invente coisa pior.

Balancei a cabeça, irritado. Uma coisa era eu esconder as minhas amantes e as minhas calcinhas pra conservar meu emprego. Outra bem diferente era deixar um síndico filho da puta me tratar como se eu não fosse gente.

Pois bem, leitor. No próximo capítulo, descubro uma brecha pra poder a visitar as moradoras. E vou ganhar mais uma calcinha nova.

Para lerem o date, basta ler o primeiro capítulo da minha série.

Perguntas:

1) O que acharam do remake?

Não deve acontecer de novo tão cedo porque era um caso bem excepcional de retcon.

.

2) O que vocês acham da Lisandra?

Ela é provavelmente a personagem que mais teve retcons em comparação ao Velho Testamento. Além de ser a personagem que eu fui o mais indiscreto sobre quem foi a minha inspiração visual. Só notar que a raba dela deu uma baita crescida depois daquela foto no festival de Cannes... (Não me culpem se ela aparecer toda pintada de verde numa fantasia de marciana daqui a uns meses).

Ela deve ganhar seu primeiro PoV depois do arco do futebol na parte 4 da série do Vinícius. Estava pensando em abordar sutilmente sobre preconceito e invisibilidade. Pois, como até já pus no capítulo do Jonas, o fato dela ser branquela e loira faz alguns moradores suporem que ela é uma moradora e não uma diarista ou sequer notarem sua presença quando está como diarista.

Se lembrarem de como o Lucério agiu na festa dos funcionários na parte 10 da série do Geraldo, dá pra entender por que ela coloca ele na frente de vários outros personagens mais bondosos da novela.

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Coloquem nos comentários para o que vocês torcem que aconteçam nos próximos capítulos. Em breve, teremos a continuação.

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NOTA DO AUTOR:

Depois que publiquei os capítulos anteriores, percebi um erro crasso: não fazia sentido a Lisandra não estar no time do Rogério e ser apenas uma torcedora. Ela entraria na mesma brecha que permitiu Vinícius e os outros. E dada a personalidade dela, ela nunca deixaria o Rogério e a Lorena na mão.

Na verdade, ela tem muito mais motivos pra se voluntariar do que Carolina, Tatiana, Natália, Letícia e Andréia.

Assim, eu coloquei ela na escalação com a camisa 22.

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NOTA DO AUTOR 2:

Como eu tinha dito antes, este capítulo é uma pequena recapitulação/retcon da transa do seu Geraldo com a Lisandra, que eu quis melhorar em alguns aspectos que me incomodavam (além de ser a única transa do seu Geraldo que não tinha uma narração na série dele).

Sei que isso pode ser divisivo, mas era algo que me incomodava há meses e não uma prática que eu vá implementar mais vezes.

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Foto de perfil genéricaAlberto RobertoContos: 151Seguidores: 317Seguindo: 0Mensagem Em um condomínio de classe média alta, a vida de diversos moradores e funcionários se entrelaça em uma teia de paixões, traições e segredos. Cada apartamento guarda sua história, no seu próprio estilo. Essa novela abrange todas as séries publicadas neste perfil. Os contos sempre são publicados na ordem cronológica e cada série pode ser de forma independente. Para ter uma visão dos personagens, leia: Guia de Personagens - "Eu, minha esposa e nossos vizinhos"

Comentários

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Seu Geraldo é seu coroa galã. Acho um pouco fora da realidade, ao não ser que se destaque pela performance sexual e atice a curiosidade das mulheres. Mas tentar fazer com que ele transe que todas as mulheres seria exagero. Acredito que ele possa proporcionar uma nova transa pra Lizandra, ensinando algumas coisas pro lento do Vinícius, que é muito inseguro. Sou a favor de um novo repeteco dele sim, mas se lambuzando mais agora, aproveitando bastante e de quebra ensinando Vinícius a ter pegada.

Acho que Lizandra deve ter PoV na série do Vinícius sim. Ela é muito gostosa e bonita deveria ser melhor aproveitada na série. Queria ver ela em mais cenas de sexo além de Vinícius, seja Seu Geraldo, Zé Maria, Érico, Everaldo ou até mesmo Enéias.. não todos, mas pelo menos algum desses.

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