Tenho uma fome insaciável de rola. De todos os tipos, tamanhos, grossuras, direção e formatos. Se eu pudesse, eu vivia com uma rola enfiada no cu para sempre, ou sentado o tempo todo em cima de uma pica. Adoro dar o cu. Minha aparência masculina, minha timidez que as pessoas confundem com antipatia ou macheza alfa, me distanciam de viver mais intensamente este meu desejo de pica. Quando conseguem me ver ou me exponho como gay, sempre acham que sou ativo.
Como não consigo me afeminar (já tentei, fico ridículo), utilizo estratégias para me oferecer e certificar aos outros minhas preferências. Assim, uso regatas bem cavadas, a realçar minhas axilas impecavelmente depiladas e cheirosas (eu sou todo cheiroso), e sob a bermuda ou a calça, há muito que dispensei as tradicionais cuecas, e utilizo calcinhas, tangas e fios dentais, que muito mal recobrem meu pau.
Quando vou a algum lugar em que não preciso de minha imagem “séria”, uso uma bermuda jeans customizada por mim, à força de tesouradas: curtíssima, pernas rasgadas, irregulares, e apertada – bem apertada. Minha bunda fica desenhada, a nádega quase aparecendo embaixo, e a qualquer posição de agachamento, escapam, pelas pernas, rola e bolas, envolvidos na tanga da vez – preta, vermelha ou branca. Noto olhares gulosos, alguns toques na rola, mas fica por isso mesmo; se ninguém tomar a iniciativa de me interpelar, minha timidez não me deixa fazer algo nesse sentido.
Outro dia, precisei descer do meu apartamento e comprar alguns itens no mercadinho de autoatendimento do condomínio. A regata e a escrota bermuda jeans, a sandália, e lá fui eu. No caminho, topei com um rapaz, que vinha saindo da piscina, com uma peça na mão. Decerto algum técnico fazendo manutenção. Cumprimentei-o e segui meu caminho, torcendo (sem olhar para trás) para que seus olhos estivessem depositados sobre minha bunda.
Entrei no mercadinho e já me agachei diante do freezer vertical, para escolher um refrigerante na prateleira inferior, libertando minha intimidade, refletida no vidro do refrigerador. Gastei um tempinho me admirando – adoro me auto exibir... Nisso a porta abriu e entrou o rapaz a quem eu há pouco cumprimentara. Decerto seus olhos flagraram meu entrepernas saliente, mas procurei reagir com naturalidade, retirando a garrafa, levantando-me e fechando a porta.
Escolhi mais um produto ou outro. Para retirar um escondidinho de carne, ao fundo de uma geladeira horizontal, precisei me agachar ao máximo; para me equilibrar, tive que levantar uma das pernas e eis novamente minha rola escapando da bermuda, oferecendo-se aos olhos do rapaz, que deve ter se deleitado com a lúbrica visão. Ao me ver com a caixa do prato na mão, comentou qualquer coisa sobre, perguntou se era natural, coisa e tal. Respondi que era delicioso e que o único inconveniente era ser muito grande para uma pessoa só. Enquanto conversávamos, eu senti minha pica crescer e percebi o pacote dele também se pronunciar; no terceiro toque para ajeitar a rola, constatei que ele estava interessado. Atirei a isca:
– Você já almoçou?
– Não, eu vim aqui justamente para comprar alguma coisa...
– Quer subir e almoçar comigo? Eu não dou conta desta caixa de arrumadinho sozinho...
Ele pensou um pouco, correu os olhos pelas gôndolas e respondeu:
– Ah, pode ser! Acho que não vou encontrar nada aqui que dê para almoçar.
Paguei os produtos e saímos. Durante a caminhada, pela parte de trás do condomínio (deserta àquela hora do dia), íamos conversando amenidades, e eu, disfarçadamente, sempre que podia dava leves puxadas na bermuda, para cima. Eu já sentia que minhas nádegas apareciam. Ao chegar à escada, fiz questão de subir na frente, exibindo minha raba ao rapaz e sabendo que seus olhos estavam fixos na minha bunda.
Entramos, depositei as compras à mesa e fui para o quarto, me livrar do excesso de roupa. Fiquei só com a tanguinha, o fio dental vermelho enfiado entre minhas nádegas. Ele estava sentado no sofá, mexendo no celular, mas levantou os olhos tão logo me viu passar praticamente nu, em direção à cozinha. Comecei a guardar os itens e lhe pedi para abrir a embalagem do arrumadinho. Ele veio, levemente sem jeito, pôs-se ao meu lado e começou a cutucar o pacote com uma faca, a fim de extrair a bandeja que continha a iguaria.
Ele agora não demonstrava qualquer preocupação em disfarçar a rola excepcionalmente dura, armando escandalosamente sua calça. Eu sentia a boca cheia d’água, louco para atacar, mas continuava no meu papel de donzelinha tímida, inocente, pura e besta. Nos meus deslocamentos para o armário e a geladeira, cozinha minúscula, por vezes nos roçávamos.
Ele finalmente conseguiu abrir a embalagem, eu pus no micro-ondas, programei (13 minutos), e me estiquei para tirar pratos em prateleiras superiores do armário. Como eu estava com uma das mãos ocupadas, tive dificuldade em segurar a porta e pegar louça, e ele veio, todo prestimoso, me auxiliar. Por trás de mim, encostou nas minhas costas, segurando a porta. Eu senti seu cheiro bom e seu corpo encostado no meu, a dureza de sua rola pressionando minha bunda, e não pude evitar de dar uma reboladinha escrota. Ele também roçou nas minhas nádegas, e isso foi o bastante para nos liberarmos geral.
Deixei os pratos para lá, virei-me para ele e nossos rostos estavam a milímetros. Rodeei meus braços no seu pescoço e fui até sua boca, que já me esperava aberta, a língua lépida, agitada. Enquanto nos beijávamos, eu descia minha mão, abria sua calça e retirava de lá aquele monumento rígido, passando a massageá-lo carinhosamente. Fui me agachando e tomei seu pau na boca, sugando desde a cabecinha até o tronco, engolindo-o por inteiro, enquanto ele gemia, remexia os quadris e retirava a camiseta.
Chupei sua rola com vigor, quase ao ponto de ele gozar. Levantei-me, voltei a beijá-lo, e o puxava delicadamente para minha cama, sobre a qual me joguei de bruços, abrindo minhas pernas, escancarando meu cu, que piscava ansiosamente. Ele agachou-se e passou a lambuzar meu buraquinho, sua língua penetrando até onde conseguia, para, em seguida, a minha realização plena, meu eterno prazer de sentir a rola de um macho rondando meu cu, pressionando e entrando, abrindo caminho por entre as pregas.
Eu gemia como uma cadela violada, e pedindo mais e mais rola. Ele enfiando até o talo e sussurrando obscenidades no meu ouvido. Sua pica ocupava todo meu espaço e eu queria mais e mais, e rebolava feito uma quenga de quinta, travando seu macho dentro de si. Até que o esguicho de prazer alagou-me o rabo, seguido por outros e outros, enquanto o rapaz gania e mordia sutilmente meu pescoço...
Ele se retirou, com um barulhinho molhado; ao ser desocupado daquela tora, meu cu borbulhava gala e a expulsava aos borbotões, descendo quente por entre minhas coxas. Eu ainda estava em visita ao paraíso. De olhos fechados, sentia toda a felicidade de ter sido enrabado por um homem, que agora se banhava sob a ducha, a rola ainda a meio mastro.
Peguei uma toalha e um sabonete e também fui para o banheiro. Passei a ensaboar aquele corpo maravilhoso, acariciando com as mãos ensaboadas sua rola, agora novamente duraça, que eu chupei um pouquinho, só um pouquinho, porque o apito do micro-ondas avisava que nosso almoço estava pronto. Enxuguei-o minimamente e a mim também. Quando ele estendeu a mão para catar a cueca, toquei no braço, dengosamente:
– Veste agora não...
Ele sorriu e saímos os dois do banheiro para a cozinha, onde finalmente concluí a inacabada tarefa de pegar os pratos, coloquei-os sobre a mesa, peguei talheres e trouxe o arrumadinho, servindo primeiro a ele, depois a mim.
Como eu moro sozinho, só tenho um banquinho de plástico, à mesa. Visita tem seus privilégios, e ele sentou, mas reclamou que não era justo o dono da casa ficar em pé ou fora da mesa. Safadamente, perguntou se não queria um colo macio para sentar. Claro que eu quis. Ele se afastou um pouco da mesa, e quando fui me preparar para sentar, lá estava a pica dura para cima. Como fazer? Ele tentou colocá-la de lado, mas o impedi. Abri minhas pernas, aprumei meu cuzinho, já arrombado por aquela tora, e sentei aos poucos, sentindo o pau percorrendo meu rabo até quando minha bunda encontrou suas coxas.
E assim começamos a almoçar, eu estrepado em sua rola, sentindo-a inteira dentro de mim. Para evitar o amolecimento por falta de ação, vez em quando eu rebolava sobre seu pau, ele gemia e a rola endurecia.
Tudo muito bem arrumadinho.
