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Eduardo acordou com o corpo ainda tentando lidar com sentimentos e pensamentos mal resolvidos o que lhe deu de consequência uma noite mal dormida. O short de moletom cinza pendia baixo nos quadris, marcando a linha do V profundo que descia até a virilha. Ele passou a mão pelos cabelos bagunçados, coçou e ajeitou o saco, mijou no banheiro e foi para a cozinha.
Na mesa, a família já estava reunida. O cheiro de café e pão fresco enchia o ar.
— Não vai trabalhar cedo hoje, filho? — perguntou dona Mirian.
— Graças a Deus voltei pro meu horário normal. Não aguentava mais — resmungou ele, pegando uma xícara.
— Que bom. Quem sabe melhora esse seu humor, porque tá difícil te aguentar, viu? Coitada da Manu — comentou dona Mirian.
— Coitada mesmo… Pensando bem, foi um livramento pra ela — ironizou Gustavo.
— Como assim? Não entendi.
Questionou a mãe. Gustavo não segurou a língua:
— O filho macho, espertão, bruto , rústico e sistemático da senhora terminou com a mulher mais incrível, bonita e consciente que eu conheço, depois da senhora e que não sei como aguentava, apoiava e amava ele. E terminou de uma forma mais tosca possível acredita mãe?
Eduardo cerrou o maxilar. A raiva subiu quente pelo peito.
— Traíra!
cuspiu ele.
O pai se surpreendeu:
— O que? A Maria Eduarda te traiu filho? Não acredito, mas você viu isso? Você pegou os dois, filho? E o cara? Você bateu nele filho?
Dispara um monte de perguntas o pai de Eduardo.
_ Não pai, não fui corno, mas foi traição. E esse aí — apontou para Gustavo — Está tão empenhado em defender a amiguinha dele porque os dois estavam de colunho, os três na verdade a Maria Eduarda estava acobertando as safadezas, as imundices do Traíra, mentiroso comedor de viado do Luiz Felipe e desse viadinho aqui do meu irmão.
Disse enfurecido Eduardo.
— Não fale assim do seu irmão, rapaz! Eu não admito isso na minha casa!
Reagiu dona Mirian.
A discussão esquentou. Eduardo explodiu com todo o veneno que carregava.
_ A senhora também vai ficar do lado dessa senvergonhice? Só falta dizer que sabia também o que estava acontecendo debaixo dos nossos narizes.
Questiona Eduardo.
_ Que seu irmão estava namorando com o Luiz Felipe? Não eu não sabia, mas que ele poderia ser homossexual? Sim eu desconfiava e não meu filho isso não é senvergonhice. Da mesma forma que você se sente atraído por mulheres e não sente atração por homens e não é algo opcional ou mutável a sua vontade seu irmão também não consegue mudar o que sente e isso é normal, é inerente ao ser humano pois somos semelhantes não iguais temos pensamentos, sentimentos e gostos variados e isso não nos torna menos. Eu pensei que você a essa altura já soubesse disso. Quando foi que eu ou seu pai lhe ensinamos a ser intolerante, marxista ou homofóbico?
_ Eu não acho isso normal e não é só eu que penso assim. É lindo esse discursinho de tolerância aqui dentro, eu quero ver é lá fora, quando estiverem apontando dedo, fazendo fofoca, cochichos, risos e deboche da gente, dos meus filhos porque eu sou normal, eu vou arrumar uma mulher de verdade para mim e vou te dar netos de sangue, não cachorro ou gato ou mesmo pegar criança dos outros do lixo eu vou fazer com meu próprio Dna. Quando tudo isso acontecer aí sim eu quero ver esse discursinho besta!
Diz Eduardo deixando o pão na mesa e indo para a academia.
A academia estava com o ar-condicionado gelado, mas o calor dos corpos suados tomava conta. Eduardo chegou vestindo uma regata preta justa que colava nos ombros largos e peitorais definidos. As veias dos braços saltavam enquanto ele carregava as anilhas.
Romário já estava lá, o corpo negro brilhando de suor, músculos dorsais e bíceps inflados como se fossem esculpidos. As duas garotas que malhavam perto deles não disfarçavam os olhares: uma mordia o lábio inferior enquanto via Romário fazer rosca direta, o bíceps inchando a cada repetição.
— Porra, mano… tá na hora de executar aquele plano.
Disse Eduardo, deitando no banco e pegando a barra. Os músculos do peito se expandiam violentamente a cada descida, o suor escorrendo pelo vale entre os peitorais e molhando a regata.
Romário fez uma série de puxada frontal, as costas largas abrindo como asas, o short de ginástica marcando as coxas grossas, seu pau semi ereto e a bunda empinada.
— Calma, Edu. A Milena vai conversar com as amigas dela e tem o lance do carro ne. Mas eu concordo… essa história ainda não acabou.
Enquanto eles puxavam ferro, os dois se exibiam sem pudor. Cada repetição era um show: grunhidos roucos, veias saltadas, levantando a regata para limpar o suor escorrendo pelo abdômen tanquinho de Eduardo, descendo até desaparecer dentro do short. As garotas da academia fingiam treinar, mas os olhares voltavam sempre para aqueles dois corpos jovens, fortes e cheios de testosterona.
Luiz Felipe parou na porta da casa dos pais de Gustavo, o coração batendo mais forte que o normal. Ele vestia uma camiseta branca justa que marcava o peito definido e os ombros largos de quem malhava regularmente. A bermuda de tactel preta caía solta nas coxas grossas, revelando as pernas bem torneadas. O cabelo encaracolado ainda úmido do banho caía levemente sobre a testa, dando um ar despojado e irresistível.
— Bom dia, dona Mirian. O Tavinho tá aí? — perguntou ele, com a voz um pouco vacilante.
— Tá sim, Luiz Felipe, pode entrar. E sua mãe, como está? Fiquei sabendo que ela passou mal...
_ Ela está bem, foi só a pressão que caiu, mas já está tudo bem. Deve ser estresse do trabalho sabe como é...
_ É sei... Mas fique a vontade se quiser algo estarei na cozinha.
_ Obrigado dona Mirian.
Depois de trocar algumas palavras educadas, Luiz Felipe seguiu pelo corredor. O cheiro de café ainda pairava no ar. Quando chegou na sala, Gustavo já vinha vindo em sua direção.
Gustavo estava sem camisa, só de short de moletom cinza que pendia baixo nos quadris, deixando à mostra o V que já começava a marcar do abdômen e a trilha fina de pelos que descia até desaparecer dentro da roupa. O corpo dele parecia até que brilhava levemente, como se tivesse acabado de sair de um treino leve em casa. Os músculos do peito e os gominhos do abdômen já começando a aparecer deixava Luiz Felipe orgulhoso pelo trabalho que estava fazendo de personal e namorado. Gustavo ao vê lo sorriu daquele jeito safado que sempre fazia Luiz Felipe perder o ar.
— Bom dia, meu amor... — murmurou Gustavo, chegando perto. Sem hesitar, ele laçou os braços ao redor do pescoço de Luiz Felipe, puxando-o para si.
O beijo veio quente e possessivo. Os lábios de Gustavo pressionaram os dele com fome, a língua entrando devagar, explorando com calma e desejo. Luiz Felipe sentiu as mãos grandes de Gustavo descerem pelas suas costas, apertando a cintura e puxando o quadril dele contra o seu. Os dois corpos se encaixaram perfeitamente, peito contra peito, a ereção crescente de Gustavo roçando na dele através do tecido fino.
Luiz Felipe ficou vermelho, o corpo todo arrepiando. Ele nunca tinha sido beijado assim na frente da mãe de alguém. O constrangimento misturava com uma excitação perigosa que fazia seu pau inchar rapidamente dentro da bermuda.
— O que foi? Aconteceu alguma coisa?
Perguntou Gustavo, afastando só o suficiente para encostar a testa na dele, o hálito quente contra os lábios inchados.
— Não é que... sua mãe tá ali...
Gustavo riu baixinho, um pouco sexy, e passou o polegar no lábio inferior de Luiz Felipe, limpando a saliva do beijo.
— Relaxa. Minha mãe e meu pai já sabem. E estão super de boa com isso. Confesso que até eu me surpreendi. Mas eles são assim mesmo... abertos. Óbvio que quando é na família da gente a coisa aperta um pouco mais, né?
Enquanto falava, Gustavo não parava de tocar nele. Uma mão subiu pela nuca, massageando devagar, a outra desceu até apertar a bunda firme de Luiz Felipe por cima da bermuda, puxando-o mais para perto. Luiz Felipe soltou um suspiro baixo, o corpo respondendo imediatamente. Ele sentia o pau de Gustavo latejando contra o seu, duro e quente.
— Que bom... eu só preciso me acostumar, porque lá em casa...— murmurou Luiz Felipe, a voz rouca de tesão.
_ É eu sei, mas sua mãe não é uma pessoa ruim, tenho certeza que ela logo logo vai aceitar a gente.
Disse Gustavo que sorriu e o beijou de novo, dessa vez mais devagar, mais profundo. A língua dele deslizava com calma, sugando o lábio inferior do namorado enquanto as mãos exploravam as costas largas e a cintura estreita. Luiz Felipe gemeu baixinho contra a boca dele, sentindo o desejo e seu pau subir como uma onda quente. Suas mãos subiram pelo abdômen de Gustavo, sentindo o calor de sua pele sob os dedos, descendo até o cós do short.
— Vi seu irmão entrando na academia mais cedo — disse Luiz Felipe, ofegante, entre um beijo e outro. — Resolvi vir pra cá... não queria uma briga logo cedo.
— Fez bem. Ele acordou com o cão hoje... — Gustavo mordiscou o pescoço dele, lambendo o pescoço do namorado. — Mas foda-se ele agora.
Os dois se apertaram mais, quadris se movendo devagar, roçando um no outro de forma provocante. O volume dentro das bermudas ficava cada vez mais evidente. Luiz Felipe sentia o calor subir pelo corpo inteiro, a excitação deixando suas pernas fracas.
De repente, a voz de dona Mirian veio da cozinha, distante:
— Meninos, querem café?
Gustavo riu contra o pescoço de Luiz Felipe e respondeu sem soltar o namorado:
— Daqui a pouco, mãe!
Ele olhou nos olhos mel de Luiz Felipe, o olhar brilhante, alegre feliz e de desejo.
— Quer subir pro meu quarto? Ou prefere que a gente vá pra academia... ver se o Edu continua lá?
Luiz Felipe mordeu o lábio, o pau latejando só com a ideia.
Longe dali…
_ Maaaaaaeeeeeee! Cadê aquela minha regata preta com azul.
_ O que foi menino que perturbação uma hora dessas da manhã! Eu lá sei de raio de camisa sua? Além de lavar passar ainda tenho que ficar rastreando ? Me poupe!
_ Deve ter sido aquele folgado do Luiz Felipe só pode ser!
_ E por falar no seu irmão, cadê ele? Já foi pra academia?
Questiona Dona Eulália.
_ Foi, eu ia com ele, mas o Luiz Felipe saiu feito um raio, deve ter passado na casa do namorado...
_ A pronto, sério mesmo que você também vai apoiar esse delírio do seu irmão?
_ Que delírio mãe? O que tem demais? Ou melhor qual é o problema meu irmão namorar o Gustavo? Eu não quero namorar o Gustavo e tenho certeza que o Gustavo não é afim da senhora então o que temos haver com isso?
_ Você me respeita garoto!
Volta para o quarto irritada dona Eulália.
Enquanto isso de volta a academia…
De longe, Eduardo a viu. Manu.
Ela estava de costas, fazendo agachamento livre. A legging preta brilhante colava como uma segunda pele em sua bunda redonda e empinada, marcando cada curva generosa. A cada descida, o tecido esticava ao limite, revelando o formato perfeito do glúteo e a fenda sutil entre eles. O top cropped justo mal continha os seios fartos, que balançavam levemente com o movimento. O suor descia pelo vale dos seios, brilhando sob a luz.
Eduardo sentiu um aperto no estômago. Raiva misturada com desejo e tesão. Mesmo odiando-a, seu corpo reagiu imediatamente. O pau dele latejou dentro do short só de ver aquele corpo em movimento: a cintura fina, os quadris largos, as coxas grossas e torneadas tremendo levemente no final de cada repetição. O rabo de cavalo balançava, e gotas de suor escorriam pela nuca delicada.
Quando ela se virou de lado para pegar água, o perfil ficou ainda mais pecaminoso: os seios empinados, a barriga chapada com leve marcação, e aquele olhar concentrado, quase selvagem, de quem sabe exatamente o efeito que causa.
Por mais que quisesse arrancar ela do coração, Eduardo não conseguia parar de imaginar aquelas coxas grossas apertando sua cintura, aquela bunda macia batendo contra ele, aqueles gemidos que ele conhecia tão bem saindo daquela boca carnuda.
Ele apertou a barra com mais força, os músculos dos braços tremendo, o suor escorrendo pelo corpo inteiro. O ódio e a tesão se misturavam de forma perigosa.
Romário percebeu e deu um sorrisinho de canto:
— Ainda mexe com você, né safado?
Eduardo não respondeu. Só continuou olhando, o peito subindo e descendo pesado. Por mais raiva que esteja sentindo dela é impossível não notar seu corpo em movimento, suas curvas, seus movimentos, seu charme e principalmente os olhares que recebe dos rapazes em volta.
Autor Mrpr2